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	<title>4x1 &#187; trilha</title>
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	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
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		<title>Grand Canyon &#8211; 2 Dias Para Vencer o Gigante</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jan 2013 12:09:00 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<category><![CDATA[South Kaibab Trail]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 05/11/2012 à 08/11/2012 Trajeto: Alguns km pela US-93 e as primeira placas para o Grand Canyon aparecem.Seguimos até a estrada estadual AZ-64 &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/grand-canyon/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></div>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Data:</strong> 05/11/2012 à 08/11/2012</h4>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Las Vegas, Nevada – Estados Unidos</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância total:</strong> 440 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos: </strong><strong>Descanso merecido no Bright Angel Campground, no fundo do canyon. </strong>Depois de duas noites no conforto de um hotel (Best Western) em Grand Canyon Village, acampamos no fundo do canyon.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio:</strong> <strong>Desbravando uma das sete maravilhas do mundo. </strong>A beleza e grandiosidade do Grand Canyon são de tirar o fôlego.</p>
<p style="text-align: justify;">
</div></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half_last content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino final:</strong> Grand Canyon, Arizona– Estados Unidos</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem:</strong> Cerca de 5 horas</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de bom: </strong><strong>Packer`s Stew, o ensopado dos mochileiros. </strong>Muita carne de por e vaca, ao molho de tomate, dentro de um pão sorodough. É para matar a fome depois de uma trilha.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho:</strong> <strong>Não leve pêssego em caldas na sua trilha</strong>. Não sabíamos o quanto poucos quilos a menos nas costas pode fazer toda a diferença.</p>
<p style="text-align: justify;">
</div><div class="clear"></div></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto: </strong>Alguns km pela US-93 e as primeira placas para o Grand Canyon aparecem.Seguimos até a estrada estadual AZ-64 até Grand Canyon Village, já dentro do parque.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Grand Canyon National Park – 2 Dias Para Vencer o Gigante</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Enfim, chegamos ao topo! Estávamos exaustos. Em dois dias, descemos ao fundo do canyon mais famoso do mundo e subimos de volta todos os 1600 m de altura. Trouxemos na bagagem belas fotos e novas amizades.</em></p>
<p style="text-align: justify;">446 km de comprimento, até 29 quilômetros de largura e 1.600 metros de profundidade. O Grand Canyon impressiona por sua grandiosidade e também por suas combinações únicas de cores e formas. Como em todos os parques que visitamos nos Estados Unidos, este também possui estrutura bastante organizada de visitação, com diversas trilhas sinalizadas e centros de informação para os visitantes (Visitor Center). Foi em um deles que aprendemos sobre as trilhas, o que ofereciam e a dificuldade que traziam. Nossos olhos brilharam quando descobrimos que algumas delas levavam à parte inferior do gigante, às margens do Rio Colorado. E que ainda era possível passar a noite lá embaixo! Não tínhamos dúvida, encontramos nosso programa para aos próximos dias.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5227.jpg"><img alt="IMG_5227" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5227-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Gigante</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>A preparação</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1) Permissões.</strong> Há duas opções para quem quer passar a noite no fundo do canyon. Lá embaixo está localizado o Phantom Ranch Lodge, uma pousada que oferece quartos relativamente simples, refeições pré-agendadas e até mesmo um bar. O preço é um tanto quanto salgado, mas acaba sendo a única opção para quem quer um banho e uma cama quentinha depois de uma longa caminhada. Preferimos a segunda opção: o Bright Angel Campground, onde há espaços reservados para acampar à beira do rio. Mais em conta, mais <em>rootz</em>, mas incrementa ainda mais a experiência, na nossa opinião.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro passo então foi conseguir uma permissão obrigatória para acampar no parque. No caso do fundo canyon essa permissão custa US$10 por espaço, mais US$5 por pessoa e pode ser conseguida no <em>Backcountry Information Center</em>. As vagas no fundo canyon são limitadas e por isso aconselha-se conseguir as permissões com antecedência.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2) Equipamentos.</strong> A Tana pode ser grande, mas não comporta tudo que gostaríamos de ter trazido para cinco pessoas. A verdade é que não tínhamos um equipamento adequado para acampar fora das nossas barracas automotivas. Precisávamos de barracas para acampar, isolantes térmicos para o chão, além de mochilas maiores e mais confortáveis para carregar o peso das comidas para os próximos dias, além das próprias barracas que precisaríamos levar. Alguns de nós queriam até bastões de caminhada para dar aquela força na trilha. Felizmente, dentro do próprio parque nacional, há serviço de aluguel de equipamentos de camping com tudo que se possa imaginar. Todo o equipamento que alugamos nos custou cerca de US$100.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3) Compras.</strong> Frutas, sementes, sanduíches e água. Este último é um dos itens mais importantes na mochila, uma vez que em boa parte da trilha os pontos de abastecimento de água já não funcionavam por conta do inverno. O calor no canyon é forte e desitração é um assunto que se leva a sério no parque. Os rangers vão recomendar inúmeras vezes a quantidade de água que é preciso para cada trajeto, assim como onde as garrafas podem ser enchidas.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_5198.jpg"><img alt="IMG_5198" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_5198-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Infinidade de montanhas</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>A programação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de muita conversa com os <em>rangers</em> do parque, o roteiro estava programado. A longa caminhada exigia que chegássemos de manhã cedo no <em>Backcountry Information Center</em>, de onde partem ônibus expressos para diversas trilhas do parque. A ideia era completar a descida antes do anoitecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Há duas trilhas que levam ao fundo do canyon pela parte sul do parque (<em>South Rim</em>): a South Kaibab Trail e a Bright Angel Trail. Não é nada recomendado fazer qualquer uma dessas trilhas em dia, muito menos as duas no mesmo dia, uma vez que o trajeto de ida e volta somaria cerca de 27 km de descida e subida. O ideal, portanto, é dormir lá embaixo mesmo e seguir no dia seguinte com as baterias renovadas.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5228.jpg"><img alt="IMG_5228" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5228-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">South Kaibab Trail</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Escolhemos descer pela South Kaibab Trail devido a sua inclinação acentuada. Era melhor fazermos esta trilha descendo que subindo. Chegaríamos no fim da tarde ao acampamento, junto ao Rio Colorado, onde prepararíamos nossas barracas para passar a noite. A volta seria pela Bright Angel Trail, igualmente cansativa, porém menos inclinada.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5433.jpg"><img alt="IMG_5433" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5433-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bright Angel Trail</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>As trilhas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1) South Kaibab Trail – </strong>Dizem ser a trilha com as melhores vistas panorâmicas do parque e pelo que vimos, não duvidamos nada. Do Skeleton Point, há uma bela visão 360º do canyon. São 11.3 km de caminhada do topo do canyon ao <em>Bright Angel Campground,</em> em uma descida de quase 1600 metros, sendo o caminho mais rápido para chegar ao Rio Colorado. Porém, há pouca sombra e nenhuma fonte de água até o final da trilha. Durante os meses de inverno, a constante exposição ao sol mantém a maior parte da trilha relativamente livre de gelo e neve. Durante o verão, não se recomenda subir a trilha devido à falta de água e o calor intenso que faz no caminho.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5269.jpg"><img alt="IMG_5269" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5269-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Não poderia faltar&#8230;</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2) Bright Angel Trail –</strong> Esta é considerada uma das melhores e mais seguras trilhas do parque. São pouco mais de 15 km de belas paisagens e uma boa caminhada. Muito bem conservada, a trilha oferece estações de água potável ao longo do caminho, além de telefones de emergência e diversos pontos de descansos, onde inclusive se pode acampar. Além disso, há <em>rangers</em> localizados no ponto médio da trilha (Indian Garden) e também no fundo do canyon, próximo ao Bright Angel Campground. Seu nome vem do brilho que emana das gigantescas formações rochosas quando o sol ilumina a região.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5427.jpg"><img alt="IMG_5427" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5427-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Belas paisagens por todo caminho</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dia 1 – A descida, as francesas e o descanso merecido</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Equipamento alugado, água e comida compradas, mochilas preparadas. Cada um tinha cerca de 15 kg nas costas quando partimos para o <em>Backcountry Information Center</em>, de onde tomaríamos um ônibus expresso até a entrada da <em>South Kaibab Trail</em>. Os ônibus que circulam pelo parque são bastante úteis, tornando prática a locomoção para as diversas trilhas e pontos de observação do canyon.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_5176.jpg"><img alt="IMG_5176" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_5176-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ônibus expresso para a trilha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Na entrada da trilha, uma parada para usar o banheiro e encher nossas garrafas de água, uma vez que só encontraríamos o próximo ponto de água potável 11 km a frente, no destino final. Respiramos fundo e começamos a caminhada que prometia ser longa.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_5181.jpg"><img alt="IMG_5181" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_5181-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ainda inteiros, antes da descida</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O <em>Skeleton Point</em> (2.4 km à frente) é a primeira parada oficial, com uma vista imperdível da paisagem para todos os lados. Até ali a caminhada estava tranquila, mas alguns quilômetros mais de sol na cabeça e descida inclinada, e as mochilas já começaram a pesar. Trouxemos comida o suficiente para pelo menos 4 refeições nos próximos dois dias, além de das barracas e das garrafas d’água, ainda cheias na descida. Paramos para almoçar logo após atingirmos o Tipoff, uma parada de descanso, com banheiros, depois de 4 km de trilha. Encontramos uma sombra entre as pedras e preparamos nosso lanchinho: sanduíches de atum e de frango com salada. A fome era tanta que os sanduíches estavam mais gostosos que nunca. Ao mesmo tempo em que comíamos, lutávamos para assustar os esquilos que tentavam abocanhar um pedaço da nossa comida.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_5204.jpg"><img alt="IMG_5204" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_5204-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Parada para foto</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5298.jpg"><img alt="IMG_5298" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5298-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista do Skeleton Point</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5258.jpg"><img alt="IMG_5258" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5258-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ficaríamos horas apreciando o visual</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">De barriga cheia, seguimos a descida. Não é a toa que o Grand Canyon é uma das sete maravilhas do mundo. A paisagem que acompanha a caminhada é realmente impressionante. Paramos diversas vezes para tirar uma foto diferente de um ângulo diferente no caminho. Foram mais 7 km depois do <em>Tipoff</em> até atingirmos a margem do Rio Colorado. Atravessamos a ponte suspensa sobre o rio, e finalmente atingimos o <em>Bright Angel Campground.</em></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5383.jpg"><img alt="IMG_5383" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5383-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Enfim, o Rio Colorado</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5309.jpg"><img alt="IMG_5309" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5309-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ponte de acesso ao campamento</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O camping tem espaços organizados com uma mesa grande e caixas fechadas para armazenar comida. É importante guardar alimentos e também os restos nas caixas, uma vez que os animais e seu olfato apurado estão sempre pelas redondezas. Os banheiros são relativamente limpos, mas não há chuveiros no acampamento. Encontramos um espaço à beira do rio, armamos nossa barraca para passar a noite e preparamos um lanchinho.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5336.jpg"><img alt="IMG_5336" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5336-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Casinha preparada</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5366.jpg"><img alt="IMG_5366" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5366-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Devoramos os lanches depois da descida</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O relógio marcava algo por volta das 17 horas quando chegamos ao nosso destino. Depois de arrumadas a barracas, começamos a busca por algo para passar o tempo. Estávamos cansados, mas ainda estava muito cedo para dormirmos. Foi quando um ranger passou pela nossa barraca para checar a permissão para acampar. Simpático, logo começou a puxar conversa. De repente,  a pergunta: “Vocês tem comida?”. A princípio não entendemos o porquê da pergunta, mas o fato é que tínhamos comida, e bastante! Depois de jantarmos, percebemos que trouxemos bem mais que precisaríamos. Ele continuou: “Porque tem um grupo de francesas ali atrás que não tem comida! Fica a dica!” Não pudemos deixar de dar risada.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5422.jpg"><img alt="IMG_5422" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5422-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As melhores companhias para a trilha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Foi assim que conhecemos as francesas: ChaCha, Suzie, Johanna e Camille. Jogavam algum tipo de jogo a luz de velas quando passamos pela sua barraca para puxar um papo. “Bonsoir”, gritamos para quebrar o gelo. Pelo visto, também buscavam alguma maneira de passar o tempo lá embaixo, e o que melhor que bater papo para resolver o problema? Conversa vai, conversa vem e o papo se estendeu com taças de vinho em um bar localizado junto ao lodge a alguns metros do acampamento. As francesas vieram passar alguns meses nos Estados Unidos, e tocavam um projeto relacionado à arquitetura, sua formação. Em paralelo, aproveitavam para conhecer um pouco mais da terra do tio Sam. Pouco tempo de conversa e já conversávamos como se fôssemos íntimos. Éramos grandes amigos que apenas tinham acabado de se conhecer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dia 2 – A subida, as risadas e o topo conquistado</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A subida começou cedo, por volta das 9 horas, depois de um café-da-manhã bastante reforçado. Convidamos as francesas para o café, porém, elas pensavam em sair mais cedo, uma vez que seguiriam viagem no mesmo dia, assim que chegassem ao topo. Ficou combinado que as encontraríamos no caminho.</p>
<p style="text-align: justify;">Mochilas mais leves ajudaram na subida. Boa parte da nossa comida estava já no estômago e não era necessário carregar muita água, já que há diversos pontos de abastecimento pela <em>Bright Angel Trail</em>. O visual era tão bonito quanto ou talvez até mais que na descida do dia anterior. Diferente da South Kaibab Trail, um verde das plantas e o som de fontes naturais de água acompanhavam as enormes falésias. Há muito mais sobra e ar fresco no caminho, que ainda é menos inclinado que o anterior.</p>
<div id="attachment_3063" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5394.jpg"><img class=" wp-image-3063" alt="IMG_5394" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5394-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">O começo da volta</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Depois de cerca de 8 km de trilha, chegamos a um óasis em meio às pedras, com muitas árvores e água abundante. Era por volta das 13 horas quando paramos no Indian Garden. A perna cansada do dia anterior pedia sossego de vez em quando mas pudemos seguir tranquilos o caminho todo, parando quando necessário. Deixamos para almoçar na próxima parada (Three-Mile Resthouse), 3 km adiante. Afinal, nosso café foi bem servido, e ainda não havíamos encontrado as francesas ainda. “Será que elas subiram correndo?” Estávamos andando relativamente rápido, já ficando cansados e mesmo assim ainda não as tínhamos alcançado.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5424.jpg"><img alt="IMG_5424" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5424-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O encontro no 3-mile resthouse</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Foi quando nos aproximávamos do ponto onde iríamos almoçar que ouvimos as conversas em francês. Finalmente as encontramos. Achávamos que isso não ia mais acontecer, afinal o ritmo delas estava deixando o nosso no chinelo. A partir daí, o cansaço de toda caminhada era compensado pela conversa e pelas risadas que compartilhamos até o topo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ah, o topo!! Um sorriso sincero surgiu de cada um que chegava ao fim da trilha. Depois de 2 dias de caminhada, quase 30 km de trilha, voltamos à parte superior do Grand Canyon. Um jantar era tudo que precisávamos para celebrar a conquista do topo e as novas amizades que fizemos no caminho. Não sabíamos, mas papo vai, papo vem, e a expedição ganharia companhia para os próximos dias.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5219pnm.jpg"><img class=" " alt="IMG_5219pnm" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5219pnm-1024x405.jpg" width="423" height="167" /></a>
<p class="wp-caption-text">Isso que é vista!</p>
</div>
<p>Para conferir mais fotos do Grand Canyon, clique <a href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632393749003/" target="_blank">aqui</a>!</p>
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		<title>Parque Nacional de Zion –  Aventura e Beleza Natural</title>
		<link>http://4x1.com.br/zion/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Dec 2012 13:10:32 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 1/11/2012 à 3/11/2012 Chegamos ao parque por volta das 15:30, e logo na entrada já nos impressionamos com 1 arco e 1 túnel &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/zion/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4×1</strong></h3>
<h4><strong>Data: </strong>1/11/2012 à 3/11/2012</h4>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> Panguitch, UT – EUA</p>
<p><strong>Distância total:</strong> 130 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Camping South, dentro do próprio parque. Existem outros campings dentro do parque, como o Watchman, mais indicado para RV&#8217;s e que ficava ao lado do nosso.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> A interação com várias pessoas ao longo da trilha.</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> Parque Nacional Zion, UT– EUA.</p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> 2 horas aprox.</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> &#8216;<em>Stew&#8217; </em>feito por um alemão. Preparado com linguiça toscana, pimenta da malásia e massa de tomate comprada na Itália, foi um dos melhores ensopados que já experimentamos.</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> Não havia chuveiro no acampamento.</p>
<p><strong>Trajeto:</strong> US-89 S e UT-9 W.</p>
</div><div class="clear"></div><p style="text-align: justify;">Chegamos ao parque por volta das 15:30, e logo na entrada já nos impressionamos com 1 arco e 1 túnel formado por pedras! As enormes montanhas avermelhadas dos dois lados da estrada, na qual árvores verdes e amareladas dividem a paisagem, também chamam muito a atenção. Era tão impressionante que logo paramos para fazer um vídeo!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_45201.jpg"><img alt="IMG_4520" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_45201-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista ainda da entrada do parque</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_45421.jpg"><img alt="IMG_4542" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_45421-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Pausa logo na entrada para fotos e vídeos</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Seguimos ao <em>visitor center</em>, onde pegamos umas dicas com os sempre bem informados guias do parque. Então, iniciamos nossa visita com um vídeo bastante esclarecedor da história do parque, que continha uma série de informações. Dentre as quais, havia o fato do <i>Zion</i> conter uma das maiores montanhas do mundo. Descobrimos também que, assim como o <i>Bryce Canyon</i>, o Zion também integra o <em>Colorado Plateau</em>. Aprendemos que a paisagem vem sendo modificada há mais de 5 milhões de anos, tendo a água como principal agente transformador. Sob o efeito da erosão da água, de vulcões e de temperaturas acima de 43<sup>o</sup>C, os canyons do Zion foram ganhando sua forma atual. Ao longo desses milhares de anos, os rios foram secando e elevando as montanhas do parque em até 300m. Atualmente, o Zion conta com o <i>Virgin River</i> (rio virgem), que contribui para a sobrevivência humana no parque. Além disso, atualmente também há fauna e flora diversificadas, incluindo 75 tipos de mamíferos e 32 tipos de répteis.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4763.jpg"><img alt="IMG_4763" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4763-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Montanhas do Zion</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4795.jpg"><img alt="IMG_4795" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4795-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Verde da mata, o vermelho das rochas e o Azul do céu do Zion</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ao longo do tempo, diversos grupos ocuparam o parque, como os <i>freemont</i> – um dos primeiros povos- e os <i>publeons</i>- grupo do qual se encontra vestígios até hoje.  Os <i>southern paioute</i> vieram mais tarde, e ainda hoje é possível encontrar povos dessa civilização, apesar da grande maioria ter migrado em função da seca e escassez de recursos. Porém, a explorção do parque pelo homem branco foi feita em 1858, por um mórmon chamado Nephi Johnson, e contou com a ajuda de um índio <i>Southern Paiute</i>. Com a perseguição religiosa que se dava no período, vários mórmons começaram a migrar para o estado de Utah, que se estabelecia cada vez mas como um reduto de mórmons. Um deles foi <i>Isaac Behunin</i>, o qual nomeou o parque de Zion (Sião, muitas vezes usado na bíblia para se referir à própria terra santa). Além disso, muitas outras montanhas receberam nomes bíblicos. Com o  reconhecimento do estado, o parque recebeu dois títulos em 10 anos – Monumento Nacional em 1909 e Parque Nacional em 1919. Com o início do turismo e a contrução de uma estrada principal de acesso, em 1925, foi construído um <em>lodge</em>. Para isso, foi necessário implodir montanhas e construir túneis que passavam por dentro das pedras, que só foram concluídos em 1930. Com o passar do tempo, o Zion virou um importante pólo turístico para aventureiros em busca de adrelina e contato com a natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois desse vídeo rico em informações, fomos para a trilha conhecida como <em>Emerald Pools</em>. Após uma caminhada curta, de pouco menos de 30 minutos, encontramos um conjunto de três piscinas, que funcionam como um oásis em meio àquele ambiente seco. A paisagem era estonteante. Com uma queda d’água que escorre pelas paredes de pedras, os lagos são formados, enquanto as árvores colorem a vista com seus diferentes tons de laranja, vermelho, amarelo e verde. Ficamos sentados por uns 20 minutos, desfrutando da paisagem de cores vibrantes, do canto dos pássaros e do cheiro de terra das rochas até que a “dona preta” desse sinais de sua chegada.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_46401.jpg"><img alt="IMG_4640" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_46401-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Subida da <em>Emerald Pools</em></p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_46181.jpg"><img alt="IMG_4618" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_46181-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vegetação de cores variadas</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4676.jpg"><img alt="IMG_4676" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4676-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nandes e Bruno admirando a queda d&#8217;água</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4703.jpg"><img alt="IMG_4703" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4703-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Poço no fim da trilha</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_46711.jpg"><img alt="IMG_4671" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_46711-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Água, terra e ceú</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4685.jpg"><img alt="IMG_4685" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4685-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">André analisando o mapa da trilha</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4812.jpg"><img alt="IMG_4812" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4812-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista ao longo da trilha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Apesar de não possuir pinturas rupestres e as formações rochosas serem mais erosadas e pontiagudas, vimos certa semelhança do Zion com a Serra da Capivara.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4864.jpg"><img alt="IMG_4864" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4864-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Fendas abertas nas rochas</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Encerramos a trilha por volta das 18:40 e fomos em busca de internet, já que no camping não havia. Como muitas vezes nos Estados Unidos, encontramos no restaurante em que jantamos. De volta pro camping, tivemos uma agradável noite de sono com barulho da água correndo pelo <i>Virgin River</i>.</p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã do dia 02/11, acordamos bem dispostos, montamos um saboroso café da manhã e gravamos 2 vídeos (montagem da barraca e café da manhã). Seguimos no sentido da trilha mais recomendada, chamada de <em>Observation Point</em>, de nível avançado, com duração aproximada de 6 horas. Enquanto nos preparávamos para a subida, ainda ao redor do carro, conhecemos Primochz, um esloveno que estava sozinho, mas que em dois minutos de conversa ganhou 5 acompanhantes. Fomos os 6 juntos, conversando sobre trilhas, parques nacionais ao redor, e estradas de acesso, já que iríamos visitar lugares que ele havia passado e vice-versa.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de 2 horas num ritmo acelerado de subida, atingimos o topo &#8211; <em>Observation Point</em>, daí o nome da trilha – por volta das 14:30h, onde ficamos por 1 hora, relaxando e curtindo a paisagem, além de matar a fome com os lanches que tínhamos levado. Lá em cima, conhecemos um casal de colombianos, além do Yurgen, um alemão bastante viajado que nos fez companhia na descida também.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4926.jpg"><img alt="IMG_4926" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4926-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O esloveno Primochz junto com a expedição</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4960.jpg"><img alt="IMG_4960" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4960-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista de cima do <em>observation point</em></p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4896.jpg"><img alt="IMG_4896" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4896-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista do rio e estrada do parque, que caminham lado a lado</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4923.jpg"><img alt="IMG_4923" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4923-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Yurgen, Primochz e a expedição com a bandeira do Brasil</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Em meio à descida e às belas paisagens, conversamos bastante sobre prós e contras dos EUA, e também sobre a eleição presidencial do país, já que era véspera da mesma.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4973.jpg"><img alt="IMG_4973" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4973-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminho de volta</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4819.jpg"><img alt="IMG_4819" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4819-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista de baixo das gigantescas paredes</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4850.jpg"><img alt="IMG_4850" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4850-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um feixe de luz em meio as rochas</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4978.jpg"><img alt="IMG_4978" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4978-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Pausa para descanso e foto</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No caminho, encontramos ainda com 4 mulheres do estado do Utah, que ouvindo nossa conversa, manifestaram rapidamente que apoiavam Obama, pra nossa surpresa. Uma delas, ao explicar as razões da preferência, nos disse ter trabalhado no governo de Massachussets, onde Romney era gorvernador e deixou uma impressão bastante ruim. Depois da pausa para discussão dos rumos politicos dos EUA, continuamos a descida, até chegar de volta à Tanajura. Ao nos despedirmos, recebemos um convite de Yurgen para passar o fim de tarde na sua área de camping, junto de seu RV (<em>recreational vehicle</em>, uma espécie de <em>trailer</em>, muito comum nos EUA e Canadá). Aceitamos o convite, e fomos junto com Primochz, até seu hotel, que ficava ao lado de um mercado, onde compramos pães e frios para colaborarar no “pique-nique”. Embalados pelas chamas da fogueira, por um delicioso ensopado preparado por Yurgen e pelos 6 litros de vinho tinto e ficamos até as 23:00 reunidos ali. Assim como o espírito aventureiro, o gosto pelo desconhecido era algo em comum entre todos ao redor daquela fogueira e o assunto ficou em torno das experiências de viagem de cada um.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4988.jpg"><img alt="IMG_4988" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4988-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Stew, vinho, fogugueira e histórias</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4992.jpg"><img alt="IMG_4992" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4992-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Aquecendo com a fogueira e vinho tinto</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, acordamos cedo, pois teríamos algumas horas de estrada até Las Vegas, nosso próximo destino. Deixamos para trás toda aquela beleza natural, e levamos conosco a certeza de que, com todas as modificações que essa grande maravilha natural sofre ao longo do tempo, o Zion National Park é uma verdadeira obra de arte ainda em progresso.</p>
<p style="text-align: justify;">Para conferir mais fotos dessa Aventura, visite nosso <a href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632243127995/" target="_blank">flickr</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Tanajura ao resgate no lago esmeralda!</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Dec 2012 17:48:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[Athabasca]]></category>
		<category><![CDATA[Banff]]></category>
		<category><![CDATA[Columbia Icefields]]></category>
		<category><![CDATA[estação de esqui]]></category>
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		<category><![CDATA[glaciar]]></category>
		<category><![CDATA[glaciares]]></category>
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		<category><![CDATA[snowboard]]></category>
		<category><![CDATA[tanajura]]></category>
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		<category><![CDATA[Vancouver]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 18/10/2012 a 20/10/2012 * Incluindo quase 2h de parada entre janta e reserva de hotel + longo trecho com nevasca e pouca &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/banff/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Ficha 4&#215;1</strong><strong></strong></h3>
<h4><strong>Data:</strong> 18/10/2012 a 20/10/2012</h4>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> Vancouver, British Columbia – Canadá</p>
<p><strong>Distância total: </strong>845 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Irwin’s Mountain Inn.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> Lake Louise e, claro, a nossa heroína Tanajura!</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final: </strong>Banff, Alberta – Canadá</p>
<p><strong>Tempo de viagem: </strong>aprox. 15 horas*</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> Um fondue completo!!!</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> O clima com muita neve e neblina que nos atrapalhou na chegada e na visita ao Columbia Icefields.</p>
</div><div class="clear"></div><p>* Incluindo quase 2h de parada entre janta e reserva de hotel + longo trecho com nevasca e pouca visibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Vancouver pela Trans-Canada Highway e seguimos, basicamente, por ela até Banff (BC-1 E, BC-3 E, BC-5 N, BC 1 E, AB 1)</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Nossa companheira Tanajura foi mais uma vez colocada à prova e sua força descomunal não desapontou! Dessa vez foi a região dos lagos Canadenses, um dos principais cartões postais do país, que testemunhou o heroísmo da nossa amiga e nos contemplou com uma das mais belas trilhas pela neve da Expedição até aqui.</em></p>
</blockquote>
<div id="attachment_2796" style="width: 264px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/30.jpg"><img class=" wp-image-2796" title="30" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/30-682x1024.jpg" alt="" width="254" height="381" /></a>
<p class="wp-caption-text">As montanhas nevadas ao redor do magnífico Lake Louise, Alberta &#8211; Canadá</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Óleo e radiador no nível, pneus checados, tanque cheio e café da manhã tomado. Tudo pronto!  Partimos de Vancouver rumo ao Parque Nacional de Banff por volta das 11h, após nos despedirmos do Caio que muito bem nos acolheu e tornou-se grande amigo de todos nós! Após algumas horas na estrada parávamos na pequena cidade de Mittier para o almoço. Para nossa surpresa quase todos os restaurantes eram de culinária japonesa ou chinesa! Não sabíamos até então, mas a proximidade com os países orientais pelo Pacífico trouxe uma grande leva de imigrantes (pós-Segunda Guerra Mundial) fazendo com que a costa oeste do Canadá se tornasse uma grande colônia de japoneses, chineses, tailandeses entre outras descendências orientais. Logo, comer comida japonesa, diferente do Brasil, é algo muito barato! E assim foi nosso almoço: um <em>bento</em> (combinado de comida japonesa que naquele restaurante vinha com misoshiru, tempurá, guioza, califórnia roll, arroz e frango teriaki grelhado! – tudo por menos de 11 dólares!)</p>
<p style="text-align: justify;">Nossa intenção em Banff era acampar, mas logo na estrada teríamos os primeiros sinais de que isso não seria algo muito agradável. Acontece que, logo após o pôr-do-sol, a neve começava a apertar e pouco mais de 6 horas de estrada, após o almoço, parávamos para nossa segunda e última refeição do dia. A temperatura do nosso termômetro – que compramos lá no Alasca – apontava a temperatura abaixo dos 4 graus Celsius. Entramos numa lanchonete Canadense que não tinha nada de especial, mas que os preços dos sanduíches eram bons – inclusive se comparado com os do Mc Donald’s, que nos EUA e Canadá são praticamente de graça! Aproveitamos a internet do local e confirmamos o que prevíamos: haveria neve nos próximos 2 ou 3 dias e as temperaturas alcançariam mínimas de até -7°C. Não dava para acampar, teríamos que reservar um alojamento. Nossa sorte é que estávamos chegando a Banff justamente no intervalo entre as altas estações e os preços estavam bem negociáveis. Sendo assim, conseguimos um hotel de boa qualidade pelo preço de um motel de beira de estrada dos EUA! Hospedagem resolvida, seguimos para a estrada.</p>
<div id="attachment_2799" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/31.jpeg"><img class="size-large wp-image-2799" title="31" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/31-1024x768.jpg" alt="" width="423" height="317" /></a>
<p class="wp-caption-text">A neve pesada nos acompanhou por longos kilômetros nos dias que passeamos pelas Montanhas Rochosas Canadenses!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A neve, no entanto, não perdoava! Carros e caminhões começaram a andar em filas como em um comboio. A neve que batia no para-brisa logo congelava e o limpador deveria estar no máximo para evitar acúmulo de neve no vidro. Nossa velocidade máxima: 65 km/h! E assim, devagarinho, chegávamos a Banff por volta das 2h30 da manhã. Quase 15 horas depois que saímos de Vancouver!</p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte, claro, acordamos um pouco tarde. Estávamos exaustos de tanta estrada! Tomamos café e por volta das 11h30 saímos para <em>Lake Louise</em> (Lago Louise) – o belíssimo lago cor de esmeralda, cercado por altas montanhas – uma das principais atrações da região do parque de Banff e um dos principais destinos turísticos do Canadá. Lake Louise fica a aproximadamente 40 min (58 km) do centro de Banff.</p>
<div id="attachment_2798" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/315.jpg"><img class="size-large wp-image-2798" title="31,5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/315-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Saindo de Banff em direção ao Lake Louise. Alberta &#8211; Canadá</p>
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<div id="attachment_2797" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/314.jpg"><img class="size-large wp-image-2797" title="31,4" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/314-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A neve já dava um tom &quot;natalino&quot; à aconchegante cidade de Banff &#8211; Alberta, Canadá</p>
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<p style="text-align: justify;">Chegando lá passamos no centro de informações turísticas para ver quais eram as melhores trilhas e o que ainda estava aberto. Mas, se demos sorte com o hotel (por estarmos em baixa estação), não demos a mesma sorte com as atividades a fazer por lá. O que acontece é que, em boa parte do Canadá (e também na região norte dos EUA) a maioria dos parques possuem duas altas estações: o verão – quando se pratica, obviamente, esportes de verão, tais como: trilhas, passeios a cavalo, montanhismo, caiaque, canoagem, etc.; e o inverno, que é quando os esportes mais praticados são esqui, snowboard e o <em>cross-country ski</em> (uma espécie de trilha usando-se esquis para andar longas distâncias pela neve). Dessa forma, no outono, (época em que cruzamos boa parte desses parques) a neve e o frio pesado impedem a prática da maioria dos esportes de verão (as próprias empresas não oferecem mais aquelas atividades) e a quantidade de neve ainda não é suficiente para práticas de esportes de neve. Sendo assim, algumas trilhas que levam a alguns dos lagos na região de <em>Lake Louise </em>já estavam fechadas por conta da neve. E as que se encontravam abertas tinham tanta neve que deveriam ser feitas com cautela. Recomendações ouvidas e mapas em mão, seguimos para o estacionamento próximo à trilha principal, ao redor do famoso lago! Mas não sabíamos o que estava por vir&#8230;</p>
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<div id="attachment_2795" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/29.jpg"><img class=" wp-image-2795" title="29" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/29-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um visual incrível: as altas Montanhas Rrochosas, a neve e as águas cristalinas do Lake Louise &#8211; Alberta, Canadá</p>
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<p style="text-align: justify;">&#8230;Uma jovem de Hong Kong que estava com a mãe e a irmã a turismo pelo Canadá vinha descendo uma curva na saída do estacionamento do parque e perdeu o controle do Ford Fiesta que conduzia. Quando passamos por ali vimos o carro caído em uma vala e família preocupada, do lado de fora. Não aconteceu nada a elas, mas o carro ficou inclinado na vala, no meio da neve, e não conseguia sair de jeito nenhum. Saímos para tentar ajudá-las, mas, em um primeiro momento, como não sabíamos direito o que fazer, tentamos o “básico”: tirar o carro empurrando, enquanto alguém acelerava. Entretanto, como o carro não tinha tração por conta da na neve, ele patinava e cada vez caia mais no atoleiro. Além disso, a cada tentativa ele ficava mais próximo de acertar as árvores que estavam ao lado da vala.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi aí que pensamos em usar nossos equipamentos de resgate! A primeira coisa que fizemos foi tentar tirar o carro usando a prancha de desatolamento. Retiramos o excesso de neve embaixo do carro, cavamos um pequeno buraco embaixo das rodas para fincar as pranchas, aceleramos e&#8230; Nada! Sem tração nas rodas traseiras o carro só patinava na neve. Estávamos com muito medo que o carro viesse a tombar de lado com nossas tentativas e, então, decidimos parar. Mas as moças estavam desesperadas, pois o carro era alugado e elas deveriam chegar à noite em uma cidade a 8 horas de Banff para pegar um voo na manhã seguinte.  Já havia se passado mais de 1 hora desde o momento que chegamos ali, os únicos socorros mecânicos disponíveis na cidade estavam ocupados e levariam várias horas para chegar ao local. Elas pediram para tentarmos o que fosse necessário e que não nos importássemos com o que pudesse acontecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Tínhamos então duas alternativas: puxar o carro usando o guincho ou a cinta de resgate. O problema é que o carro não possuía um gancho de resgate nem na parte traseira, nem na dianteira, muito comum nos carros 4&#215;4. Nem tampouco havia um ponto de apoio para prenderemos o guincho, tornando inviável o seu uso. (Um guarda do parque que passou pelo local 15 minutos antes, nos informou que para usar o guincho nesses tipos de carros era necessário um gancho especial, o qual não possuíamos)</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem. Nossa última opção pra tirar o carro da vala seria usar a cinta de resgate amarrada em algum lugar do carro. Mas antes, decidimos mover o carro um pouco para frente. Queríamos deixá-lo num ponto mais plano para não correr o risco de capotá-lo na hora do tranco. Friozinho na barriga! Bom, com o carro mais ou menos alinhado, amarramos a cinta ao eixo das rodas traseiras do Fiesta e prendemos a outra ponta no nosso gancho – na parte traseira da Tanajura. Com medo da Tanajura também derrapar devido ao excesso de gelo na pista e do peso do outro veículo a ser tracionado, posicionamos ela na parte de subida da pista, que possuía menos gelo. Era a hora da verdade. Tínhamos quase certeza que seria impossível tirar um veículo de quase 1 tonelada da neve, ainda mais com a Tanajura estando numa subida&#8230; com gelo!!!</p>
<div id="attachment_2794" style="width: 528px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/28.jpg"><img class=" wp-image-2794" title="28" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/28.jpg" alt="" width="518" height="345" /></a>
<p class="wp-caption-text">A cinta de segurança amarrada com uma ponta no eixo traseiro do Fiesta e a outra na Tanajura!!</p>
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<div id="attachment_2793" style="width: 513px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/27.jpg"><img class=" wp-image-2793" title="27" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/27.jpg" alt="" width="503" height="335" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura pronta para a tentativa de rebocar o Fiesta da neve! Nós, com um friozinho na barriga! :)</p>
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<p style="text-align: justify;">E lá fomos nós para mais um “teste”. Ligamos a tração reduzida, controle de embreagem&#8230;. e&#8230; deu certo!!! Em instantes a Tanajura com sua força “descomunal” arrastava o carro para fora da vala patinando na neve como se fosse um brinquedinho!!! Mais legal ainda foi ver a felicidade das moças que pulavam e nos abraçavam de alegria! Elas vieram até nós e disseram que iriam nos pagar um almoço pelas longas horas que ficamos ali (foram mais ou menos umas 2 horas). Dissemos que não era necessário, pois inclusive estávamos com um pouco de pressa para fazermos a trilha antes que ficasse tarde demais. Depois de muito insistirem aceitamos. O mais engraçado é que a mãe disse que a filha é quem iria pagar, pois era a responsável por elas terem caído na vala! Hahahaha <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<div id="attachment_2792" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/26.jpg"><img class="size-large wp-image-2792" title="26" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/26-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura &quot;salva a pátria&quot;!!! O Fiesta sai pra fora da vala e as moças de Hong Kong celebram conosco!!!</p>
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<p style="text-align: justify;">Comemos, conversamos bastante com elas, tiramos fotos juntos e seguimos finalmente para o Lake Louise. Ou melhor, tentamos seguir, pois antes um Canadense nos abordou para perguntar sobre a Expedição. Ele havia feito uma viagem do Canadá até a Argentina e ficou encantado com nosso roteiro! Tirou foto do carro e tudo mais. Aproveitamos para pedir-lhe para colar o adesivo do Canadá na Tanajura!</p>
<div id="attachment_2790" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/25.jpg"><img class="size-large wp-image-2790" title="25" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/25-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura toda se achando!! As moças de Hong Kong fizeram questão de tirar uma foto com ela!!! :)</p>
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<div id="attachment_2789" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/24.jpg"><img class="size-large wp-image-2789" title="24" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/24-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O simpático Canadense que ficou orgulhoso de colar a bandeira de seu país na Tanajura!!!</p>
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<p style="text-align: justify;">Voltando à trilha&#8230; Chegamos ao Lake Louise já mais de 16h30 para iniciarmos uma belíssima trilha ao redor do lago. Com pouco tempo, nos restringimos a fazer metade da subida que atinge o ponto mais alto do lago. Lake Louise recebeu esse nome em homenagem a uma das filhas da Rainha Victória (do Reino Unido): a princesa Louise Caroline Alberta (que também deu nome ao estado o qual o lago faz parte &#8211; Alberta). Circundado por inúmeras montanhas nevadas e pelo elegante “The Fairmont &#8211; Chateau Lake Louise”, o lago é realmente encantador. Ficamos ali imaginando como seria ele com o céu aberto.</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que a maior ocupação e desenvolvimento dessa região – de Banff e Lake Louise – se deu por conta da construção da <em>Canadian Pacific Railway</em> (<em>CPR</em> &#8211; Companhia Ferroviária Canadense), por volta de 1880, com a intenção de conectar as principais cidades do país à Leste, até a British Columbia, à Oeste. A forte conexão que o país ainda possuía com o Reino Unido fez com que o nome de muitas de suas cidades e paisagens naturais fossem remetidos as daqueles países. Curioso também é que ambas Banff e Lake Louise estão entre as cidades mais altas do país. E, devido a pouca tradição do Canadá para atividades de montanhismo naquela época, alpinistas suiços foram contratados pela Companhia Ferroviária Canadense para estimular (de forma mais segura) o turismo ali nas Montanhas Rochosas! Bom negócio para a Companhia Ferroviária e também para os alojamentos que recebiam tanto os construtores das ferrovias, quanto os turistas que começavam a visitar os parques!</p>
<div id="attachment_2788" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/23.jpg"><img class="size-large wp-image-2788" title="23" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/23-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Gabriel pagando de &quot;fortão&quot; em frente ao Lake Louise &#8211; Alberta, Canadá</p>
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<div id="attachment_2787" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/22.jpg"><img class="size-large wp-image-2787" title="22" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/22-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A cor esmeralda do Lake Louise que dá até vontade de pular!</p>
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<div id="attachment_2786" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/21.jpg"><img class="size-large wp-image-2786" title="21" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/21-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As montanhas refletindo no Lake Louise de forma simétrica!</p>
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<div id="attachment_2785" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/20.jpg"><img class="size-large wp-image-2785" title="20" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/20-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Parada no congelado Mirror Lake depois de 40 min. subindo pela trilha nevada ao redor do Lake Louise!</p>
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<div id="attachment_2784" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/19.jpg"><img class="size-large wp-image-2784" title="19" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/19-1024x686.jpg" alt="" width="423" height="283" /></a>
<p class="wp-caption-text">O luxuoso Chateau Lake Louise bem em frente ao lago! Só não é tão confortável quanto nossas barracas!!! hahaha</p>
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<div id="attachment_2783" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/18.jpg"><img class="size-large wp-image-2783" title="18" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/18-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Mesmo após o por do sol o Lake Louise mostra seu charme refletindo a paisagem ao seu redor!</p>
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<p style="text-align: justify;">Voltamos para Banff famintos! Aí decidimos “abrir a mão”, né?! Afinal, não havíamos pagado o almoço&#8230; hehehe Fomos jantar em um dos mais típicos restaurantes de fondue de Banff, que inclusive havia sido fortemente recomendado pelo Rodrigo e a Ana (do <a title="Site do casal Rodrigo e Ana da Expedição 1000 dias pelas Américas" href="http://www.1000dias.com/" target="_blank">1000dias</a>): o Grizzly House. Excelente!! O lugar estava lotado. Comemos uma refeição completa que contava com: creme de cebola e fondue de queijo de entrada, fondue de carnes como principal e frutas no chocolate derretido como sobremesa. De longe o melhor fondue que já comemos em nossas vidas!</p>
<div id="attachment_2782" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/17.jpg"><img class="size-large wp-image-2782" title="17" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/17-1024x681.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Abrindo a carteira e tirando a barriga da miséria no delicioso Grizzley House em Banff, Alberta &#8211; Canadá</p>
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<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte decidimos explorar um pouco mais ao norte para visitar de perto os glaciares! Acordamos cedo e partimos para um dos principais campos de gelo do país: o <em>Columbia Icefields</em>. Situado há 185 km de Banff e no caminho para o parque de Jasper (mais ao norte) o Columbia alimenta 8 grandes glaciares. Mas logo na saída de Banff a forte neve indicava que a tarefa não seria muito fácil. Pegamos uma forte nevasca nos primeiros 40 km de estrada, mas ela diminuia gradativamente. A neve diminuiu bastante até que o tempo clareou por volta das 13h30. Uma placa na estrada sinalizava que as condições até o <em>Columbia Icefields</em> não eram boas, então reduzimos bastante a velocidade. Era um visual incrível. Lagos e rios, em um tom azul opaco, se misturavam em meio às altas montanhas com seus grandes campos de gelo eterno. Um corvo encarando a Tanajura foi o único animal que vimos por ali.</p>
<div id="attachment_2781" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/16.jpg"><img class="size-large wp-image-2781" title="16" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/16-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura tomando muuuita neve a caminho do Columbia Icefields &#8211; Alberta, Canadá!!!</p>
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<div id="attachment_2780" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/15.jpg"><img class="size-large wp-image-2780" title="15" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/15-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A neve deu uma trégua e pudemos contemplar a beleza do caminho rumo aos glaciares! (Alberta, Canadá)</p>
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<div id="attachment_2779" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/14.jpg"><img class="size-large wp-image-2779" title="14" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/14-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um corvo resolveu &quot;encarar&quot; a Tanajura!</p>
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<p style="text-align: justify;">Uma hora mais a frente, já quase chegando ao Columbia, vimos alguns carros caidos para fora da pista. Haviam patinado na neve que dominava a estrada. Mas dessa vez havia uma equipe de resgate no local! A Tanajura respirou aliviada e seguiu sua tarefa com grande maestria. Chegamos ao principal glaciar do <em>Columbia Icefields, </em>o glaciar Athabasca! Mas, infelizmente, sentimos certa desilusão: mesmo a apenas algumas centenas de metros de distância, a neblina impedia que víssemos o glaciar com maior clareza. Demos uma volta a pé pela neve, na tentativa de chegarmos mais próximo ao glaciar. Mas pouca coisa mudou. Pudemos ao menos sentir na pele que não é brincadeira a realidade de uma região marcada por neves eternas. Devagarinho conduzimos a Tanajura de volta e cruzamos com uma simpática família de caprinos montanheses que ficaram com cara de interrogação, imaginando que bicho era a Tanajura! hahaha</p>
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<div id="attachment_2777" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/13.jpg"><img class="size-large wp-image-2777" title="13" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/13-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um dentre os 4 carros que haviam saído pra fora da pista e caído na vala a caminho do Columbia Icefields (Alberta, Canadá)</p>
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<div id="attachment_2776" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/12.jpg"><img class="size-large wp-image-2776" title="12" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/12-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Com os carros sendo rebocados o trânsito ficou um pouco mais lento na região</p>
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<div id="attachment_2775" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/11.jpg"><img class="size-large wp-image-2775" title="11" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/11-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Chegada ao glaciar Athabasca dentro do Columbia Icefields (Alberta, Canadá)</p>
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<div id="attachment_2774" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/10.jpg"><img class="size-large wp-image-2774" title="10" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/10-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A neblina e o tempo nublado atrapalharam nosso visual do glaciar Athabasca (ao fundo da Tanajura, entre as montanhas)</p>
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<div id="attachment_2773" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/9.jpg"><img class="size-large wp-image-2773" title="9" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/9-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminhamos 20 min na trilha coberta por neve para uma última tentativa de ver o glaciar Athabasca mais de perto. Sem muito sucesso :(</p>
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<div id="attachment_2772" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/8.jpg"><img class="size-large wp-image-2772" title="8" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/8-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ao menos uma simpática família de caprinos vieram nos dar tchau antes do retorno à Banff! hahaha</p>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/7.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2771" title="7" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/7-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
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<div id="attachment_2770" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/6.jpg"><img class="size-large wp-image-2770" title="6" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/6-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Inúmeras placas ao longo do caminho indicavam que muito comércio, postos, áreas de camping, etc. já estavam fechados por conta do inverno!</p>
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<p>Era nossa última noite em Banff e depois de tanta neve e sanduíches de presunto (iguais ao do Chaves!) precisávamos mesmo de um banho quente e um bom vinho canadense! <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
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<div id="attachment_2769" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/5.jpg"><img class="size-large wp-image-2769" title="5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/5-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura amanhece com umas &quot;estalagtites&quot; de gelo em manhã de muito frio, antes da partida de Banff (Alberta, Canadá)</p>
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<div id="attachment_2768" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/4.jpg"><img class=" wp-image-2768" title="4" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/4-674x1024.jpg" alt="" width="296" height="449" /></a>
<p class="wp-caption-text">O adeus à simpática cidade de Banff em Alberta, Canadá</p>
</div>
<p>Para ver ainda mais fotos da nossa passagem por Banff e Lake Louise, <a title="Fotos Banff e Lake Louise, Alberta - Canadá" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632135891944/" target="_blank">clique aqui</a></p>
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		<title>Vale do Pati (BA) &#8211; Trilhando pelo Gigante Verde</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jul 2012 01:53:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cachoeirão]]></category>
		<category><![CDATA[trilha]]></category>
		<category><![CDATA[Vale do Pati]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Data: 12/06/2012 à 15/06/2012 Saimos de: Lençóis &#8211; BA Destino: Guiné, uma das entradas do Vale do Pati Distância: 81km Tempo de viagem: 1 hora &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/vale-do-pati/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>12/06/2012 à 15/06/2012<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saimos de: </strong>Lençóis &#8211; BA<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino: </strong>Guiné, uma das entradas do Vale do Pati<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância: </strong>81km<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>1 hora<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto: </strong>Saimos de Lençóis, rumo a BR-242, sentido Seabra-BA. Após aproximadamente 29km pegamos a estrada que vai a Guiné-BA, passando por Palmeiras-BA. Todo esse percurso foi feito com o Hare, nosso guia turístico na Chapada Diamantina.<strong>  </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos: </strong>Dona Raquel, nas duas primeiras noites e no Seu Wilson e Dona Maria, na última noite.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente: </strong>Mamão verde refogado e creme de banana verde na casa dos nativos<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio: Foram vários, mas o diferencial desse passeio é a interação com os nativos</strong>. Uma situação específica que nos marcou foi ver o empenho de um americano que também estava hospedado na casa de Dona Raquel tentando ensinar um nativo a tocar <em>Hey Jude</em> no acordeon.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Murcho: O tempo, que se por um lado facilitou a caminhada, por outro encobriu nossa primeira vista. </strong>O tempo no Pati ficou fechado durante os três primeiros dias, com o sol abrindo apenas no dia da saída.</p>
<p style="text-align: justify;"><iframe src="//player.vimeo.com/video/45168797" width="423" height="238" frameborder="0" title="Chapada Diamantina" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em meio a paisagens com chapadas, cachoeiras e vistas exuberantes, encontra-se o Vale do Pati, um lugar que intensificou significativamente nosso contato com a natureza e com nativos. A sua imensidão e beleza é tanta que virou um dos maiores atrativos não só de “turistas comuns” da Chapada Diamantina, que vão em busca de descanso e uma bela paisagem, mas também dos amantes de trilhas e aventuras. Foi eleita recentemente por uma revista especializada em aventuras como a terceira melhor trilha do mundo, ficando atrás apenas da trilha de Santiago de Compostela, na Espanha, eleita a melhor do mundo e da trilha Inca, em Machu Picchu, no Peru. Nosso percurso totalizou 60km, divididos em 4 dias e para nos guiar, o pessoal da Fora da Trilha, agência especializada em passeios e escaladas pela Chapada, selecionou o Harebol, que já havia nos guiado no dia anterior no passeio das grutas. Na verdade, a rápida experiência que tivemos com Hare no primeiro dia nos fez querer aprofundar o contato com ele. Com mais de 40 anos de experiência de vida, sendo 17 destes como guia na chapada, o Hare, nome recebido em função de seus 6 anos vividos como Hare Khrishna, foi a primeria história de vida inspiradora que conhecemos ao longo da viagem. É um amante de sua profissão e em seu tempo livre faz parte da brigada de incêndio da chapada. Se um dia, algum de nossos leitores tiver a oportunidade de visitar a chapada, recomendamos fortemente ser guiado pelo Hare, não só pela pela pessoa, mas pela sua qualidade profissional, com destaque para seu profundo conhecimento da região.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8324.jpg"><img class="size-large wp-image-1348 aligncenter" title="IMG_8324" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8324-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Durante as 3 noites que passamos lá, ficamos hospedados na casa de nativos, descendentes dos garimpeiros de diamantes do século XIX. De acordo com os próprios nativos, vivem 17 pessoas distribuídas em 4 casas espalhadas pelo Pati. Apesar de estar a 20 km de Guiné, o vilarejo mais próximo, as casas do Pati possuem energia elétrica, proveninete de 2 placas solares por casa fornecidas pela Coelba como parte do programa do Governo Federal, Luz pra Todos.  Apesar de não ser abundante, garante alguns pontos de luz na casa.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8584.jpg"><img class="size-large wp-image-1351 aligncenter" title="IMG_8584" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8584-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dia 1: Saimos de Lençóis por volta das 9:30, com destino a Guiné, onde deixamos a Tanajura numa pousada com as barracas montadas para secar e pegamos uma corrida na carroceria de uma D20 até o “beco”, base do primeiro morro para entrar no Pati. Mochilas de ataque nas costas com o mínimo de peso possível, iniciamos a caminhada morro acima. Com o tempo nublado e todo mundo descansado, a primeira subida, apesar de longa e íngrime foi superada sem muitos problemas. Depois de subir, atingimos uma planície com uma vegetação baixa pela qual caminhamos pouco mais de 3hrs. No fim, nos deparamos com uma vista fascinante, mas que em função da serração  não conseguimos vê-la por completo. Naquele momento, já podíamos sentir a imensidão daquele lugar e a sensação de liberdade e paz nos tomou conta. Tivemos a certeza de que seriam 4 dias em total harmonia com a natureza, na forma mais crua que já tínhamos experimentado. Após as fotos e a contemplação daquele “visu” como dizia o Hare, hora da descida. Essa foi sem dúvida a parte mais puxada do primeiro dia. Era um paredão praticamente reto, uma descida de aproximadamente 500 metros. Não usamos cordas, mas em alguns momentos, foi preciso nos ajudar passando a mochila de um para o outro conforme o desgaste ia nos atingindo. Depois de pouco mais de 1 hora, estávamos numa planície novamente, já próximos da casa de Dona Raquel, onde passamos as duas primeiras noites. Ao chegar na casa, dois rapazes tímidos e educados nos receberam. Eram irmãos, filhos de Dona Raquel, que havia ido para Guiné e por conta disso, acabamos não conhecendo-a. As casas eram bem simples, as paredes pareciam ser feitas de adobe, pintadas de azul claro, e o chão era de barro seco e batido.</p>
<p style="text-align: justify;">A noite, após o farto jantar, tivemos a possibilidade de interagir com João e André, que tocavam no “quartinho da música”, uma extensão da casa de Dona Raquel. Eram vários intrumentos, como zabumba, triângulo, cabaça, violão e chocalho. Não éramos tão habilidosos com os instrumentos, então ficávamos mais nas palmas e de vez em quando alguém arriscava um chocalho ou triângulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Dia 2: Acordamos por volta das 6:30, pois esse seria o dia mais puxado. Depois de um café da manhã bem caprichado, estávamos prontos, com as mochilas equipadas com tudo que tínhamos direito. Lanterna de cabeça, carboidrato em forma de gel, protetor solar, epipen, capa de chuva, repelente, água, clor-in, canivete, apito, etc. A caminhada do segundo dia seria um pouco mais curta, apenas 10km, comparados aos 16km do primeiro dia. Porém, era um percurso diferente, basicamente uma longa e íngrime subida para chegar ao “<em>Castelo</em>”. Depois de umas 5hrs de muito esforço e suor, atingimos o cume do <em>“castelo”</em>, batizado assim pelos locais em função da semelhança da formação de pedras e montanhas com os castelos medievais.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="size-large wp-image-1349 aligncenter" title="IMG_8477" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8477-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></p>
<p style="text-align: justify;">A vista mais uma vez nos impressionou. Lá de cima, com o vento soprando nos nossos rostos, a sensação de liberdade era inenarrável. Tínhamos toda aquela imensidão de verde ainda a explorar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8489.jpg"><img class=" wp-image-1350 aligncenter" title="IMG_8489" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8489-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de deitarmos nas pedras e apreciarmos todo aquele “visu”, hora de começar a se preparar para voltar. Não tinha atalho, a descida foi o processo inverso da subida. No final, estávamos todos extremamente desgastados, mas ainda queríamos conhecer a <em>“Cachoeira dos Funis”</em>. Já era por volta das 16hrs e ainda não tínhamos parado para comer. Precisávamos ir rápido, caso contrário, estaríamos na trilha durante a noite também. Trocamos as passadas tranquilas e calculadas por passos mais acelerados até que, quando percebemos, estávamos correndo. Parecíamos criança, correndo mata a dentro, dando gargalhadas, escorregando na terra até perder o folêgo. Em poucos minutos estávamos nadando nas geladas águas da cachoeira e comendo o sanduíche de queijo e salada que o Hare preparou. Chegamos de volta na casa de Dona Raquel logo que começou a escurecer. A janta, farta e saborosa, nos reenergizava e nos deixava prontos para dormir. Mas nessa noite conhecemos 2 americanos, pai e filha, que nos deram algumas dicas sobre o Alasca, já que ele havia passado alguns dias por lá. O ponto alto da noite ocorreu após o jantar, na “casinha da música”, onde um dos filhos de Dona Raquel, o João,  que tocava acordeon, ficou super interessado em aprender a tocar a música que o americano tocou usando apenas o teclado, afinal o gringo era pianista. O empenho de todos que estavam ali foi grande, mas o gringo foi além. Pacientemente, fez de tudo, até segurar na mão de João passando as notas do refrão. No fim da noite, João já conseguia produzir um som próximo ao da música. Porém, no dia seguinte, logo no café da manhã, o gringo pediu para que checássemos se as notas musicais que ele havia escrito numa folha de papel para dar ao João estavam corretamente traduzidas. A diferença de idiomas e de classe não foi um empecilho para que os dois “trabalhassem juntos”. Para não deixar ninguém curioso, a música era dos Beatles, Hey Jude.</p>
<p style="text-align: justify;">Dia 3: Depois do farto café na Dona Raquel, arrumamos nossas mochilas e fomos para a casa de Dona Maria, que ficava no caminho para o “C<em>achoeirão”.</em> Sabíamos que a caminhada seria a mais longa de todas, porém mais suave, afinal a maior parte do tempo dos 18km que andamos foi em planície. O Sol esboçou uma aparição, mas não foi nada duradouro. Depois de algum tempo, chegamos no “<em>Cachoeirão por cima”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8632.jpg"><img class="size-large wp-image-1353 aligncenter" title="IMG_8632" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8632-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A vista foi a mais impressionante de todas que tivemos do Vale do Pati. O cânion possuia 8 quedas d`água quando chegamos, porém em algumas épocas o número de quedas chega a mais de 20.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8627.jpg"><img class=" wp-image-1352 aligncenter" title="IMG_8627" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8627-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de apreciarmos a paisagem, fomos para um riacho de águas escuras, como quase todas as cachoeiras do Pati, com uma árvore bem no meio do rio. Depois do já tradicional lanche, o Hare nos avisou: “Bora embora que Dona Preta vai chegar logo mais”, fazendo referência à noite que se aproximava. Ao chegarmos na casa, encontramos o casal, Seu Wilson e Dona Maria, uma moça que acreditamos ser filha do casal, e um casal de suiços. Mais tarde chegaram 2 americanos que estavam sendo guiados por um suiço, que vivia na chapada há vários anos já. Conversamos um pouco durante o jantar, mas o cansaço nos fez buscar a cama mais cedo.</p>
<p style="text-align: justify;">Dia 4: Acordamos as 6:00 da manhã, tomamos café, e já era hora de voltar, pois a caminhada seria longa: 16km. Foram 4 horas de caminhada até chegar de volta ao beco, pois entramos e saímos por Guiné, ao invés de sair por Andaraí. No caminho, fomos privilegiados com a vista por completo, que havíamos perdido no primeiro dia. Chegando em Lençóis, bastante líquido para hidratar, muita roupa para lavar e inúmeras lembranças que ficarão para o resto da vida!</p>
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