<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>4x1</title>
	<atom:link href="http://4x1.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://4x1.com.br</link>
	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
	<lastBuildDate>Fri, 26 Jun 2015 11:46:34 +0000</lastBuildDate>
	<language>en-US</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>Onde os &#8216;Marines&#8217; Não Tem Vez</title>
		<link>http://4x1.com.br/leon/</link>
		<comments>http://4x1.com.br/leon/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2013 21:36:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Nicarágua]]></category>
		<category><![CDATA[Canal do Panamá]]></category>
		<category><![CDATA[História da Nicarágua]]></category>
		<category><![CDATA[Intervenções Americanas na América Central]]></category>
		<category><![CDATA[Lago Nicarágua]]></category>
		<category><![CDATA[León]]></category>
		<category><![CDATA[Manágua]]></category>
		<category><![CDATA[Museo de Leyendas y Tradiciones]]></category>
		<category><![CDATA[Museo Historico de La Revolucion]]></category>
		<category><![CDATA[Sandino]]></category>
		<category><![CDATA[Somoza]]></category>
		<category><![CDATA[US Marines]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=4695</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 02/02/2013 à 04/02/2013 Trajeto: Saímos de Choluteca pela CA-3 fazendo fronteira em Guasaule. E de lá seguimos pela mesma estrada até Leon. &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/leon/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/leon/">Onde os &#8216;Marines&#8217; Não Tem Vez</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3><b style="font-size: 1.17em;">Ficha 4×1</b></h3>
<h4>Data: 02/02/2013 à 04/02/2013</h4>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de: </strong>Choluteca &#8211; Honduras</p>
<p><strong>Distância total:</strong> Aproximadamente 170 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Hostel León Imperial.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> León ainda emana o ar de uma cidade que lutou por sua liberdade ao longo de décadas. Sem sombra de dúvidas a visita ao Museo Histórica de La Revolución guiada por um ex-guerrilheiro mexeu muito com a gente.</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> León &#8211; Nicarágua<b></b></p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> Pouco mais de 4 horas, pois nesse dia tivemos que passar em fronteira – que foi até tranquila.</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> A comida da Nicarágua é uma das que mais se assemelha com a nossa culinária. O restaurante Al Carbon serve uma carne deliciosa. O El Desayunaso serve um reforçado café da manhã com sucos típicos!</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> Difícil apontar um. Talvez o fato da praça central estar em reforma: é algo bom para a cidade, mas não pudemos aproveitá-la em sua plenitude.</p>
</div><div class="clear"></div><p style="text-align: justify;"><b>Trajeto:</b> Saímos de Choluteca pela CA-3 fazendo fronteira em Guasaule. E de lá seguimos pela mesma estrada até Leon.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><i>Em 1912, o presidente (dos EUA) William H. Taft afirmava</i>: “<i>Não está longe o dia em que três bandeiras de barras e estrelas vão assinalar em três pontos equidistantes a extensão de nosso território: uma no Polo Norte, outra no canal do Panamá e a terceira no Polo S</i><em>ul. Todo o hemisfério, de fato, será nosso, como já é nosso moralmente em virtude de nossa superioridade racial.” [&#8230;] as empresas (estadunidenses) se apoderavam das terras, alfândegas, tesouros e governos; os ‘<a title="Marines - Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (Wikipedia)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Corpo_de_Fuzileiros_Navais_dos_Estados_Unidos">marines</a>’ desembarcavam em todas as partes (na América Central) para proteger a vida e os interesses dos cidadãos norte-americanos. [&#8230;] A epopeia de Augusto César Sandino comovia o mundo. A longa luta [&#8230;] derivava de reivindicações  de terra e mantinha acesa a ira campesina [&#8230;] Com a música de Adelita, os guerrilheiros cantavam: Na Nicarágua, senhores, é o rato que pega o gato</em>. (GALEANO, Eduardo – As veias abertas da América Latina. p. 156 a 160. L&amp;PM, 2011 – tradução de ‘<i>Las venas abiertas de América Latina’</i>, de 1978. )</p>
</blockquote>
<div id="attachment_4709" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5652.jpg"><img class="size-large wp-image-4709" alt="Tanajura aguardando liberação dos documentos na Fronteira de Guasaule entre Honduras e Nicaragua  " src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5652-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura aguardando liberação dos documentos na Fronteira de Guasaule entre Honduras e Nicaragua</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Como em quase todas as viagens que alguém faz por diversos países, em nosso regresso ao Brasil, fomos costumeiramente abordados com a seguinte pergunta: “Qual o lugar (ou país) que vocês mais gostaram?”. Difícil, né?! Imaginem então chegar ao consenso de um só lugar quando a experiência foi vivida durante 13 meses e por 5 pessoas! Alguns insistem: “Ah, mas e se fizerem um Top 3?! Top 5?!” Ok! Se abrirmos um pouco mais o leque e ponderarmos diversas variáveis, desde beleza natural atípica para nós brasileiros, passando pelo custo do país, receptividade da população, até o aprendizado genuíno de sua história e cultura, conseguimos montar uma listinha de 5 a 10 lugares. E apesar de nessa lista entrar como número 1 (de forma quase unânime) o Alasca, o lugar que mais impressiona as pessoas por estar no topo dessa lista é a Nicarágua! Por quê?! Bom, para contar um pouco do que sentimos ali, precisamos primeiro traçar um contexto histórico do país&#8230;</p>
<p> Vamos voltar então, ao final do século XIX, por volta do ano de <b>1848</b>&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O lago Nicarágua é o maior lago da estreita América Central e o segundo maior da América Latina, perdendo apenas para o famoso &#8216;Titicaca&#8217; (na Bolívia). Em 1848, 10 anos após a total independência da Nicarágua – que ocorreu em 1838 (reparem que foi somente 16 anos após a nossa) – o Reino Unido e, principalmente, os EUA viraram seus olhos para o país. E, esse último, nunca mais tirou. O interesse das superpotências eram construir um canal interoceânico na América Central. Naquela altura, o grandioso lago nicaraguense, que combinado a seus rios anexos, praticamente conectava o Pacífico ao Atlântico, parecia o lugar perfeito para a construção do tal canal!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/Lago-Nicarágua.jpg"><img alt="Lago Nicarágua" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/Lago-Nicarágua-1024x453.jpg" width="423" height="187" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ao centro, com uma marcação vermelha, o grandioso Lago Nicarágua!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No entanto, nesse período duas importantes cidades Nicaraguenses <b>(atualmente dois dos principais pontos turísticos do país)</b> viviam em constante conflito: de um lado <b>León</b>, capital dos Liberais; e do outro, <b>Granada</b>, sede dos Conservadores. Numa tentativa de pacificar suas diferenças, as cidades chegam a um acordo e, em <b>1852,</b> transformam Manágua (equidistante das duas) na capital do país. ‘Final feliz para ambas né?’ Não é bem assim! O que Granada e León não sabiam é que nem uma, nem outra, eram seus principais rivais pelo controle da Nicarágua. O principal adversário chamava-se EUA. E a grande águia resolve colocar suas garras de vez no país, a partir de <b>1893</b>.</p>
<div id="attachment_4711" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5845.jpg"><img class="size-large wp-image-4711" alt="A bandeira nicaraguense sobressai em meio às inúmeras propagandas na entrada de Manágua" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5845-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A bandeira nicaraguense sobressai em meio às inúmeras propagandas na entrada de Manágua &#8211; Nicarágua</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Após 30 anos de predomínio dos conservadores (apoiados por EUA e Reino Unido que controlavam diversas regiões e instituições no país) e instabilidade política (com inclusive um episódio curioso do mercenário aventureiro estadunidense, Willian Walker, que se aproveitou de uma batalha entre León e Granada para proclamar-se presidente do país) os liberais tomam o poder, em 1893, por meio do general José Santos Zelaya. De pulso firme, Zelaya aprova uma nova constituição – moderna e nacionalista – instaura medidas ditatoriais e estreita relações com Alemanha e Japão, no objetivo de estabelecer uma parceria para a construção de um canal no país.</p>
<p style="text-align: justify;">Tsc tsc tsc&#8230; os EUA não iam deixar assim barato&#8230; Incomodados com as perdas financeiras no país os EUA decidem construir seu almejado canal no Panamá. E, para garantir que não tivessem uma eventual concorrência a esse canal, o tio Sam decide intervir na Nicarágua e impedir os planos de Zelaya. Os ‘gringos’, como são conhecidos os cidadãos estadunidenses na América Central, passam a apoiar o retorno dos conservadores ao poder através do envio de ‘<i>marines</i>’ na região. Consequência: em <b>1907</b> Zelaya é derrubado do poder! E assim, nas próximas duas décadas os EUA passam a enviar constantemente os ‘<i>marines’ </i>para colocar e destituir presidentes; assumem o controle da alfândega, das ferrovias e do banco central do país. (CURIOSIDADE: a influência dos ‘gringos’ foi tão grande na Nicarágua – e na América Central – que o Beisebol é o esporte número 1 no país!).<b></b></p>
<p style="text-align: justify;">Mas os liberais nicaraguenses não aceitam tamanha intervenção no país! E aí é que surge o grande líder &#8211; que viraria um dos maiores ícones, não só da Nicarágua, mas dos levantes mundiais contra a opressão das superpotências: César Augusto <b>Sandino</b>! Como? Líderes do partido Liberal decidem lançar-se guerrilha, por volta de <b>1926</b>. Entre eles destaca-se a figura de César Augusto <b>Sandino</b>. Após inúmeros acordos, eleições presidenciais e a retirada das tropas americanas do país (quando eles garantiram o bom treinamento da Guarda Nacional ao longo de quase 10 anos), Sandino depôs as armas e aceita um convite de jantar do então presidente, e ex-general da Guarda Nacional, Anastasio Somoza que propunha um plano de desarmamento. Sandino cai numa emboscada de Somoza e é assassinado em <b>1934</b> no caminho do jantar, abrindo caminho para os piores anos de ditadura e desvio de verbas no país. A Nicarágua cai numa profunda ditadura de mais de 45 anos pelo controle da família Somoza. Apoiada pelos EUA, Somoza – e a Nicarágua – tornaram-se um reduto político dos EUA para a derrubada de líderes na Guatemala e em Cuba.</p>
<p style="text-align: justify;">Somente em <b>1979</b> (34 anos atrás) os liberais voltam ao poder em um país arrasado financeiramente. “Brota” ajuda internacional sobre uma Nicarágua arrasada economicamente. Mas também surge o período da Guerra Fria e sob o pretexto do comunismo (aham!) o presidente Ronald Reagan instaura um embargo à Nicarágua e apoia uma absurda investida militar contrarrevolucionária conhecida como Contras numa tentativa de voltar a dominar o poder no país (além de instituir um embargo em 1985) Bom, não precisamos nem mencionar que isso levou a uma série de novos conflitos e ações de guerrilha no país. Os Contras, financiados pelos EUA, somente entregaram suas armas em <b>1990!!!</b> período em que os EUA também decidiram retirar o embargo ao país.</p>
<p style="text-align: justify;">E, hoje, aos poucos, a Nicarágua tenta recuperar-se economicamente. Nos primeiros anos de governo do partido Sandinista – quando o país tentava recuperar-se do terrível período de governo dos Somoza – houve redistribuição de terras agricultáveis para cooperativas locais, redução do analfabetismo de 50% para 13%, eliminação da poliomielite e redução da mortalidade infantil em 1 terço.</p>
<p style="text-align: justify;">É! A Nicarágua é um país geograficamente tão pequeno, mas com uma história tão intensa! E o orgulho pela “vitória” conquistada ao diminuir a massiva intervenção dos EUA no controle do país ainda é muito recente no coração do sofrido povo Nicaraguense e vai à contramão da realidade do resto dos países da América Central. Tanto é que em 2011 o presidente Daniel Ortega disse que iria abrir um novo processo contra os EUA na Corte Internacional em Haia (Holanda) com relação a um processo de indenização da década de 80, onde os EUA foram intimados a pagar a cifra de US$17 bilhões – e que até hoje se negam a pagar!!!</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos dos que estão lendo esse post podem pensar se isso tudo não é um pouco abstrato, ou distante da realidade de um viajante. Afinal, todos os países possuem sua história, orgulhos e sentimentos de valorização nacional. No entanto, León, na Nicarágua, é uma cidade realmente diferente. Apesar do forte turismo internacional, o reduto dos liberais nicaraguenses ainda possui seu “fervor” revolucionário. E isso nos ficou claro quando dávamos nossa primeira volta pela cidade – ainda sem muito saber da história do país. Logo na primeira hora nos deparamos com alguns meninos jogando basquete e andando de skate numa quadra perto do centro da cidade. Um imenso e lindo mural em uma das paredes laterais da quadra dizia: “Por la libertad hemos luchado y hoy juramos defenderla” (Pela liberdade nós lutamos e hoje juramos defendê-la). E aquele mural não era solitário não! Outros murais, imagens e menções – e até um museu – àqueles que lutaram pela soberania do país eram vistos ao longo de León.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5716.jpg"><img alt="IMG_5716" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5716-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O belo mural nos anunciava que entrávamos em uma cidade que ainda se orgulha da liberdade conquistada em um passado nada distante. (León, Nicarágua)</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5722.jpg"><img alt="IMG_5722" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5722-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Menino observa de perto o mural de León, Nicarágua</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5725.jpg"><img alt="IMG_5725" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5725-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A quadra na praça central tem murais e frases de impacto por todos os lados. A quadra está sempre movimentada pelos jovens da cidade &#8211; em León, Nicarágua.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Na parte oeste da cidade, um prédio muito velho que costumava ser o Palácio das Comunicações na época do ditador Somoza, fora no passado mais recente a última “fortaleza” da resistência Sandinista. Hoje ele abriga o simples, porém apaixonante, ‘<i>Museo Historico de La Revolución’</i> mantido pela Associção dos Combatentes Históricos ‘<i>Heroes de Veracruz’. </i> Furos de balas nas paredes (internas e externas); artefatos idênticos aos usados pelos combatentes guerrilheiros; fotos e murais recontando a brava história de Sandino e seus aliados; e a condução da visita ao museu feita por um próprio ex-guerrilheiro!! davam o ‘ar’ mais que perfeito para sentir-se dentro da história viva da Nicarágua! O simpático senhor Willian gostou tanto da gente que fez questão de nos levar a um dos lugares favoritos dos revolucionários dentro do prédio: o telhado. Apesar do teto velho e meio solto, o senhor Willian nos garantiu que era seguro. De lá avistamos ao longe alguns dos vulcões nicaraguenses que é uma das principais belezas naturais do país (que contaremos detalhadamente em posts posteriores) e presenciamos o lindo por do sol no quente final de tarde ouvindo histórias vividas por Willian.</p>
<p style="text-align: justify;">Caminhar por León é muito agradável! A pacata cidade é muito limpa, ruas amplas e está muito bem conservada. Sua praça principal está em reforma e nela está assentada a grandiosa basílica barroca Catedral de la Asunción de León. O ponto alto da visita é poder caminhar pelo teto da basílica! (é, podemos dizer que conhecemos bem León do alto! hehehe). Não muito longe dali fica o muito divertido Museo de Leyendas y Tradiciones (Museu de Lendas e Tradições) que conta ícones e lendas nicaraguenses que são transmitidas ao longo de gerações.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5736.jpg"><img alt="IMG_5736" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5736-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A belíssima basílica de León &#8211; Nicarágua</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5766.jpg"><img alt="IMG_5766" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5766-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A charmosa pracinha com acesso restrito passa por reforma &#8211; em León, Nicarágua</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5691.jpg"><img alt="IMG_5691" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5691-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bruno caminha numa rua típica da cidade de León, Nicarágua</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5711.jpg"><img alt="IMG_5711" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5711-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Final de tarde pacato e mais murais ao fundo de uma das praças de León, Nicarágua</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E o mais interessante de tudo isso é que os valores culturais esse sentimento revolucionário, questionador, de liberdade e o desejo de mudar sem a influência das superpotências (num sentido “entreguista”, como muitos outros países latinos) ainda é muito presente no povo nicaraguense – isso não quer dizer necessariamente que eles neguem o capital do investimento externo, mas que simplesmente querem preservar suas tradições e soberania.</p>
<p style="text-align: justify;">No passeio que fizemos na belíssima ilha de Ometepe (próximos posts) conhecemos duas pessoas que muito nos tocaram. Com apenas 20 anos, o jovem Omar nos guiou na subida do vulcão Concepción. Estudante de arquitetura por ensino a distância, Omar realiza trilhas como forma de complementação da renda familiar. No caminho, nos contava orgulhoso a história recente de seu país, as vitórias alcançadas ao expulsar os ‘gringos’ e sobre os recentes investimentos do governo em educação e no empreendedorismo, como forma de aumentar a competitividade do país.<b> </b>Curioso é que, ainda antes de subirmos o vulcão com Omar, o senhor Ramón &#8211; reformado combatente do exercito liberal – profetizava dentro da Tanajura com os olhos marejados: “Muitos falam mal, mas eu acredito na juventude de hoje. Os jovens hoje possuem maior liberdade e oportunidades para transformarem o país”. Ele dizia acreditar que “a energia interior de um jovem, sua alegria e seu espírito transformador seriam capazes de transformar a atual situação social e econômica do país.” Coisa que parecia impossível em seu tempo.</p>
<div id="attachment_4737" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_6552-2.jpg"><img class="size-large wp-image-4737" alt="IMG_6552-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_6552-2-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O sr. Ramon que nos mostrou sua visão sobre os jovens e o futuro da Nicarágua</p>
</div>
<div id="attachment_4738" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_6582-2.jpg"><img class="size-large wp-image-4738" alt="IMG_6582-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_6582-2-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O jovem guia Omar que durante a trilha nos contava com paixão a história da Nicarágua e nos dava sua opinião sobre a atual realidade do país.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Quanto a nós, nos sentimos cativados pelo carisma dos Nicaraguenses. E podemos até arriscar com um ar de ‘torcedor’ que, se todos os jovens nicaraguenses tiverem o mesmo espírito de seriedade do Omar, a energia das palavras do sr. Ramón ou a determinação de outros nicaraguenses que conhecemos enquanto estivemos ali, podemos ter certeza de que o país está no caminho certo!</p>
<p style="text-align: justify;">Saímos de León com direção ao nosso próximo destino: Masaya e seu vulcão ativo com lava! E no caminho já éramos aguçados por outros vulcões que víamos ao longo da estrada. Mas antes resolvemos dar uma passada em Manágua para termos uma ideia da cidade.</p>
<div id="attachment_4713" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5823.jpg"><img class="size-large wp-image-4713" alt="Vulcão é visto ao horizonte de dentro da Tanajura no caminho à Masaya - Nicarágua" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5823-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vulcão é visto ao horizonte de dentro da Tanajura no caminho à Masaya &#8211; Nicarágua</p>
</div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5829.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-4714" alt="IMG_5829" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5829-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A capital nicaraguense conta com aproximadamente 2 milhões de habitantes e é a maior cidade do país. Havíamos pesquisado um pouco sobre a cidade mas nenhum atrativo em especial nos chamou a atenção então passamos pouco mais de 30min dando um giro próximo ao lago de Manágua e partimos&#8230; A ansiedade em ver um vulcão ativo com lava era grande, aguardávamos desde a Guatemala! Mas mal sabíamos que teríamos um pequeno empecilho até o tão esperado encontro &#8230; <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<div id="attachment_4712" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5850.jpg"><img class="size-large wp-image-4712" alt="IMG_5850" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5850-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Uma das estruturas da empresa do famoso rum nicaraguense Flor de Caña, na entrada de Manágua &#8211; Nicarágua</p>
</div>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/leon/">Onde os &#8216;Marines&#8217; Não Tem Vez</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://4x1.com.br/leon/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Misterioso ‘4’ do Relógio Mais Antigo das Américas</title>
		<link>http://4x1.com.br/comayagua/</link>
		<comments>http://4x1.com.br/comayagua/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Nov 2013 15:55:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[águas termais]]></category>
		<category><![CDATA[Aguas termales Presidente]]></category>
		<category><![CDATA[Capital]]></category>
		<category><![CDATA[cerveja hondurenha]]></category>
		<category><![CDATA[Comayagua]]></category>
		<category><![CDATA[cultura hondurenha]]></category>
		<category><![CDATA[Gracias]]></category>
		<category><![CDATA[história hondurenha]]></category>
		<category><![CDATA[La Esperanza]]></category>
		<category><![CDATA[Lempira]]></category>
		<category><![CDATA[Relógio mais antigo das Américas]]></category>
		<category><![CDATA[Ruta Lenca]]></category>
		<category><![CDATA[Siguatepeque]]></category>
		<category><![CDATA[Tegucigalpa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=4677</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 30/01/2013 à 01/02/2013 Trajeto: Saímos das termas na região de Gracias, passamos rapidamente por La Esperanza e dormimos em Siguatepeque. Seguimos a &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/comayagua/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/comayagua/">O Misterioso ‘4’ do Relógio Mais Antigo das Américas</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;"><b>Ficha 4×1</b></h3>
<h4 style="text-align: justify;">Data: 30/01/2013 à 01/02/2013</h4>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de: </strong>Gracias &#8211; Honduras</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância total:</strong> Aproximadamente 410 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> Nas barracas, “acampando” no estacionamento de Hotéis na beira das estradas próximo as entradas das cidades.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio:</strong> A facilidade em conseguir “acampar” nos hotéis de estrada e banhar-se à natureza nas ‘Aguas Termales Presidente’.</p>
<p style="text-align: justify;">
</div></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half_last content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino final:</strong> Choluteca &#8211; Honduras<b></b></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem:</strong> Fizemos o trajeto parando bastante,ao longo de dois dias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de bom: </strong>Vale destacar as inúmeras vendedoras de frutas típicas e casas de suco ao redor das praças de Comayagua, pois ajudam a refrescar no calor da região.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho:</strong> Tegucigalpa. A capital hondurenha é suja, o trânsito bagunçado e sem muitos atrativos. Devido as recentes crises políticas em Honduras o país encontra-se com seu turismo abandonado.</p>
<p style="text-align: justify;">
</div><div class="clear"></div></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Trajeto:</b> Saímos das termas na região de Gracias, passamos rapidamente por La Esperanza e dormimos em Siguatepeque. Seguimos a sul pela Carretera del Norte e passamos algumas horas em Comayagua. Seguimos em direção a Tegucigalpa e paramos para dormir em Choluteca – nosso último destino em Honduras. As estradas hondurenhas não são bem sinalizadas e tampouco apresentam boas condições. Muita serra e buracos dificultam a velocidade média.</p>
<p style="text-align: justify;">“<i>Após a surpreendente e tocante passagem por Gracias rumaríamos em direção à Nicarágua. O trajeto a ser seguido até lá continuaria alinhando com nossos principais propósitos dentro de Honduras, e da maioria dos países da América Central: conhecer melhor a história e formação cultural daqueles países e dar uma passada, nem que fossem por algumas horas, em suas capitais.</i>”</p>
<p style="text-align: justify;">Acordamos na pracinha de Gracias e a noite havia sido tranquila: sem riscos e, pela manhã, ainda fomos bem acolhidos pelos vendedores ambulantes e curiosos que olhavam aqueles “seres estranhos” saindo de dentro de duas barracas no meio da praça principal de sua pequena cidade. Café da manhã consumido no comércio ao redor da praça, partimos para a tão recomendada <i>Aguas Termales Presidente</i>, há aproximadamente 4 quilômetros do centro.</p>
<div id="attachment_4687" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5582.jpg"><img class="size-large wp-image-4687" alt="As Aguas Termales Presidente ao redor de Gracias - Honduras" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5582-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As Aguas Termales Presidente ao redor de Gracias &#8211; Honduras</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Cercada de árvores e com uma estrutura muito bem conservada as <i>Aguas Termales Presidente</i> são de nascentes naturais! A área é pública e há uma taxa de entrada para manutenção da estrutura que conta com banheiros limpos. Unimos o útil ao agradável, pois além das águas quentes e relaxantes, aproveitamos o local para tirar nosso “cc” acumulado de alguns dias hahahaha <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<div id="attachment_4686" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5580.jpg"><img class="size-large wp-image-4686" alt="Hora do banho nas Aguas Termales Presidente :)  - Gracias, Honduras" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5580-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Hora do banho nas Aguas Termales Presidente <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /> &#8211; Gracias, Honduras</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"> Seguimos estrada rumo a sul pela <i>Ruta Lenca</i> (vejam mais infos sobre os povos Lenca em nosso outro post <a title="História de vidas Hondurenhas" href="http://4x1.com.br/gracias/" target="_blank"><b>aqui</b></a>). A próxima cidade colonial da Ruta é a cidade de La Esperanza. No entanto, diferentemente de Gracias, a cidade deixa a desejar quanto à manutenção de seus aspectos coloniais. Para se ter algum contato mais próximo com a cultura Lenca (como o que tivemos em Gracias) talvez tivéssemos que nos interiorizar mais pelos arredores da cidade. Já era fim de tarde e alguns hondurenhos se aglomeravam em alguns bares para assistir uma das paixões dos centro-americanos: jogo do Barcelona (ou do Real Madrid &#8211; dado a carência de grandes clubes futebolísticos na região, os dois grandes clubes espanhóis são a paixão em quase toda América Central: por todo lado se vê camisas, bandeiras e adesivos em carros e motos desses times!) Quem diria então o clássico Barcelona X Real Madrid pela semifinal da Copa do Rei! Ué, faz parte da cultura, nós também nos juntamos!!! Sentamos em um bar que transmitiria o jogo enquanto apreciávamos uma Salva Vida! Não, não. Não tinha nenhuma praia ou piscina ali perto&#8230;hehehe&#8230;esse é o nome de uma das mais típicas cervejas hondurenhas!!</p>
<p style="text-align: justify;">Passamos a noite em Siguatepeque conhecido ponto de parada da Ruta Lenca por seu clima muito agradável! E põe agradável nisso. Acontece que naquela noite descolamos uma “estadia” de nossas barracas no vasto estacionamento de um bom hotel da região que tinha até piscina! E lá fomos nós por volta das 21h da noite dar um mergulho pra refrescar! Depois, foi só passar no chuveirão pra tirar o cloro e pular pras barracas pra dormir o ‘sono dos justos’! Essa era uma boa sacada que descobrimos ainda no México. Esses hotéis com grande estrutura dentro de cidades pequenas estavam sempre propensos a oferecer um cantinho pra Tanajura. Era só negociar um precinho de “camping” (as vezes menos de R$5 por pessoa) e poderíamos utilizar toda infraestrutura externa!</p>
<p style="text-align: justify;">Manhã seguinte, partimos rumo nossa última, e muito importante, cidade histórica de Honduras. Por quase 3 séculos, até aproximadamente 1880, Comayagua foi um importante centro histórico e religioso do país. Recheada de praças, igrejinhas e sua catedral, por todo lado se nota o aspecto colonial da cidade &#8211; de forte influência hispânica. Suas ruas são movimentadas: senhoras com grandes cestos de frutas, senhores de chapéu jogando papo furado nos bancos das praças e pessoas de várias idades entrando e saindo dos comércios locais.</p>
<div id="attachment_4684" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5635.jpg"><img class="size-large wp-image-4684" alt="A vida pacata em Comayagua - Honduras" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5635-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A vida pacata em Comayagua &#8211; Honduras</p>
</div>
<div id="attachment_4683" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5621.jpg"><img class="size-large wp-image-4683" alt="Ver senhoras hondurenhas equilibrando cestas de frutas na cabeça é algo comum em Comayagua - Honduras" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5621-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ver senhoras hondurenhas equilibrando cestas de frutas na cabeça é algo comum em Comayagua &#8211; Honduras</p>
</div>
<div id="attachment_4689" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5604.jpg"><img class="size-large wp-image-4689" alt="Uma das praças de Comayagua" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5604-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Uma das praças de Comayagua &#8211; Honduras</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto alto da visita à Comayagua foi observar o que os hondurenhos clamam ser o mais antigo relógio das Américas! Situado na Catedral de Comayagua &#8211; localizada na praça principal – o relógio é de fato um dos mais antigos do mundo! Trata-se de um relógio árabe construído por volta de 1100 a 1350 e colocado pelos Mouros no palácio de Alhambra, em Granada – Espanha. Por volta de 1600 (não se sabe por quem: se pelo rei Felipe III ou pelo Duque de Consentaina) o relógio é doado ao Frei Jerónimo de Corella, quando nomeado bispo de Comayagua. Interessante é reparar no estilo ainda arcaico do algarismo romano ‘4’ que conhecemos hoje em dia como ‘IV’, e que no relógio está assinalado como ‘IIII’ – uma representação antiga muito comum a relógios antigos, cujo uso pode ter diversas causas: desde estética até místico-religiosa!</p>
<h3></h3>
<div id="attachment_4688" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5600.jpg"><img class="size-large wp-image-4688" alt="A catedral de Comayagua onde fica o relógio mais antigo do mundo - para quem está se perguntando onde está o relógio: na torre ao lado esquedo da catedral, o relógio é circular de cores branco e preto." src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5600-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A catedral de Comayagua onde fica o relógio mais antigo do mundo &#8211; para quem está se perguntando onde está o relógio: na torre ao lado esquedo da catedral, o relógio é circular de cores branco e preto.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_4682" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5607.jpg"><img class="size-large wp-image-4682" alt="O altar da Catedral de Comayagua folheado a ouro - Honduras" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5607-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O altar da Catedral de Comayagua folheado a ouro &#8211; Honduras</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E de Comayagua nos despedíamos de Honduras. Seguindo pelas belas e verdes serras do país! Mas antes, resolvemos dar nossa tradicional passada por Tegucigalpa, a agitada capital Hondurenha. Trânsito bagunçado, muito lixo nas ruas, e o fato dos hondurenhos que conhecemos não nos chamarem muito a atenção para algum atrativo turístico/cultural em especial, resolvemos apenas rodar algumas horas pela cidade, parar pra trocar o óleo da Tana e seguimos estrada. (com certeza deveríamos ter dedicado um tempo maior à cidade para um melhor julgamento &#8211; mas vale destacar que algumas outras cidades nos foram muito recomendadas à visitar por sua importância socioeconômica e caracterísiticas turísticas do país, mas que infelizmente ficarão para uma próxima, como: Trujillo, San Pedro Sula e La Ceiba.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi assim que nos despedimos de Honduras e um novo capítulo sobre a herança e orgulho da cultura centro-americana se abriria dias à frente: na Nicarágua!</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/comayagua/">O Misterioso ‘4’ do Relógio Mais Antigo das Américas</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://4x1.com.br/comayagua/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Histórias de Vida&#8230;Hondurenhas</title>
		<link>http://4x1.com.br/gracias/</link>
		<comments>http://4x1.com.br/gracias/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2013 04:31:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[América Central]]></category>
		<category><![CDATA[Gracias]]></category>
		<category><![CDATA[História de Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Lempira]]></category>
		<category><![CDATA[Povos Lenca]]></category>
		<category><![CDATA[Ruta Lenca]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=4534</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 28/01/2013 à 30/01/2013 Trajeto: Saímos de San Salvador tomando a CA 4N/Carretera Troncal del Norte. Entramos em Honduras passando por Nueva Ocotepeque &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/gracias/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/gracias/">Histórias de Vida&#8230;Hondurenhas</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3><b>Ficha 4×1</b></h3>
<h4>Data: 28/01/2013 à 30/01/2013</h4>
<div class="one_half content_left"></p>
<p><strong>Saímos de:</strong> San Salvador, El Salvador</p>
<p><strong>Distância total:</strong> Aproximadamente 240 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Nas barracas – Uma noite na Finca Bavaria e outra na praça chamada Parque Central (ambas em Gracias).</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> A cidade de Gracias : Conhecer mais a fundo a história de alguns habitantes da região de Gracias e presenciar tradições ainda vivas da cultura Lenca.</p>
<p>
</div><div class="one_half_last content_left"></p>
<p><strong>Destino final:</strong> Gracias &#8211; Honduras<b></b></p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> Mais de 6h30  (incluindo fronteira)</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> Pratos da culinária Lenca – um frango preparado a moda local e para beber o tradicional chocolate quente lenca (esse, não gostamos muito).</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> As estradas no trecho que fizemos, apesar de belas paisagens de vales e rios, tem enormes buracos a cada centenas de metros.</p>
<p>
</div><div class="clear"></div><p><b>Trajeto:</b> Saímos de San Salvador tomando a CA 4N/Carretera Troncal del Norte. Entramos em Honduras passando por Nueva Ocotepeque e tomamos as placas sentido Santa Rosa de Copan até sairmos pela  CA 11A em direção a Gracias.</p>
<p style="text-align: justify;">O turismo de Honduras é tradicionalmente orientado dentre 3 pilares: o primeiro e mais conhecido está relacionado às suas ilhas caribenhas (como Utila e Roatán) que detém um dos maiores sistemas de corais do mundo; o segundo está focado em suas densas florestas tropicais ricas em rios e pássaros de várias espécies. O terceiro, e último, está relacionado a história e formação cultural do país, que presenciou o auge do império Maia – através da Ruínas de Copán (noroeste do país) – e mantém viva uma forte herança da cultura indígena Lenca que ainda se mantém viva ao redor de importantes cidades coloniais do país.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_51211.jpg"><img alt="IMG_5121" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_51211-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A bela paisagem das serras Hondurenhas</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Tempo escasso, e orçamento ainda mais escasso, precisávamos tomar duras decisões (e imaginem que nunca é fácil tomar decisões tão complexas como essas para agradar 5 pessoas!) Conversamos bastante, consideramos experiências vividas anteriormente durante a Expedição e as oportunidades que ainda teríamos pela frente nos próximos países&#8230;e, depois de horas, decidimos que não poderíamos deixar de conhecer mais a fundo o lado histórico e cultural de Honduras. No entanto, como entramos no país pelo oeste, vindo de El Salvador (passando pela cidade de Nueva Ocotepeque), ir até as magníficas Ruínas de Copán nos forçaria um retorno enorme sentido norte pelas belíssimas, porém péssimas, estradas Hondurenhas. (o caminho mais prático e tradicional para ir à Copán é a partir da Guatemala). A decisão estava então tomada: iríamos direto para a ‘<i>Ruta</i>’ dos povos Lenca e nossa base seria a cidade de Gracias.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_50921.jpg"><img alt="IMG_5092" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_50921-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Aduana Hondurenha na fronteira com El Salvador</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Através do Instituto Hondurenho de Turismo, no ano de 2002, 6 municípios se uniram para criarem uma entidade política a fim de fomentar o desenvolvimento sustentável e igualitário de sua população. Essas cidades foram erguidas dentro do antigo território dos indígenas denominados como Lenca e que, encabeçados pelo Cacique Lempira (señor se la sierra – e que hoje dá nome a um dos estados e à moeda Hondurenha) foram,  entre 1524 e 1550, centro de resistência à dominação espanhola na América Central. A dominação espanhola acabou por transformar muito das tradições culturais dos povos Lenca, mas o trabalho atual dessas comunidades ainda buscam manter vivas muitas de suas heranças que, orgulhosamente, são encontradas nos restaurantes, artesanatos, sítios e ateliers ao redor das cidades. (Um pequeno mas muito interessante museu chamado Casa Galeano, localizado em Gracias, relata sobre vestígios primitivos de animais de milhões de anos ali encontrados, a importância do relevo local para a decisão espanhola de ocupar a região e traça um panorama sobre a cultura dos povos que habitaram a região. Desde a cultura, lendas e tradições dos Lencas, até a invasão dos espanhóis e suas conquistas.)</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53171.jpg"><img alt="IMG_5317" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53171-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">A estátua em homenagem ao cacique Lempira, na praça principal de Gracias. O valente indígena que lutou contra as invasões espanholas, hoje tem seu nome em um dos estados hondurenhos e na moeda nacional!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_52721.jpg"><img alt="IMG_5272" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_52721-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O interessante museu Casa Galeano em Gracias, Honduras</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_52961.jpg"><img alt="IMG_5296" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_52961-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Imagens das culturas indígenas da região Lenca, no museu Casa Galeano &#8211; Gracias, Honduras</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Gracias é a principal cidade dentre as 6 presentes na Ruta Lenca e por isso merece uma atenção especial. A cidade que hoje conta com mais de 25.000 habitantes foi fundada em 1539 pela tropa do dominador espanhol Pedro de Alvarado. Ela leva esse nome, pois reza a lenda que, após logas caminhadas pelas serras da região, o capitão Juan de Chavez, da tropa de Pedro Alvarado, avistou a cidade e exclamou &#8220;<i>gracias a dios que hemos allado tierra llana</i>.&#8221; (Graças a Deus que encontramos terra plana). E devido a sua privilegiada localização geográfica Gracias foi por (poucos) anos a capital de toda a  colônia espanhola na América Central (até o surgimento de <a title="Post de Antigua" href="http://4x1.com.br/antigua/" target="_blank">Antígua</a> na Guatemala que a destronou). E principalmente por ser a mediana de ambos os mares (Atlântico e Pacífico), ali também foi construído um importante forte (Fuerte San Cristobal) para resistir às diversas invasões que o país sofreria após sua independência(1838) entre 1847 e 1852. O então presidente Juan Lindo Medina ordenou armar e fortificar Gracias, de forma a servir como base de operações do país (só que de fato o forte foi somente construído em 1864). Juan Lindo Medina está hoje ali enterrado. Ele é considerado um dos principais presidentes do país (também havia sido presidente de El Salvador) por ter declarado em Honduras a educação laica, gratuita e obrigatória. Infelizmente, o forte interesse Estadunidense em transformar o país – literalmente – em uma República das Bananas nunca permitiu o progresso tão almejado por Juan Lindo e os Hondurenhos.(desde a intervenção dos EUA em Honduras, no final do século 19, a participação das bananas dentro do total de exportações do país saltou de 11%, em 1892, para 66%, em 1913, e moldou toda a política do país nos anos subsequentes, em favor dos interesses dos investimentos das companhias Estadunidenses no país.)</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53361.jpg"><img alt="IMG_5336" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53361-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A bela fachada da Iglesia La Merced em Gracias, Honduras</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_52431.jpg"><img alt="IMG_5243" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_52431-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A entrada do Fuerte San Cristóbal em Gracias, Honduras.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O país sofre, hoje, as consequências de seu (induzido) subdesenvolvimento com tradicionais indícios que pudemos perceber, como: economia enfraquecida pela falta de investimentos e educação superior (atrasando o desenvolvimento de indústrias e empregos); ainda presença de machismo e alcoolismo dentro de algumas famílias e desorganização espacial nas cidades, com estradas ruins e zonas com grandes quantidades de lixo espalhado.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53041.jpg"><img alt="IMG_5304" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53041-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O belo e muito organizado centro histórico de Gracias é um exemplo para o resto do país.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O que jamais imaginaríamos, entretanto, é que aquela pequena cidade de Gracias (que já foi por alguns anos a capital de toda a América Central!!!) nos brindaria, em tão poucos dias, com momentos tão divertidos e agradáveis e o contato com 3 histórias de vida marcantes.</p>
<p style="text-align: justify;">E tudo começou com uma chave&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Lizeth Perdomo é proprietária de um restaurante rústico chamado Rinconcito Graciano, localizado no centro histórico de Gracias. Seu restaurante é fortemente recomendado nos tradicionais guias de turismo e muito conhecido entre os habitantes de Gracias por manter vivo a mais típica culinária Lenca. Lizeth tem 45 anos e teve sua filha com 42 – a pequena Victoria Maria, de cabelo clarinho e olhos castanhos e claros – é filha de um caso de Lizeth com um alemão que não assumiu a paternidade e deixou a criação de Victoria nas mãos de Lizeth. Dona Martita uma senhora de quase 70 anos, é a mãe de Lizeth e também mora com ela. A senhora Martita foi abandonada pelo marido machista e alcoólatra que viveu 10 anos com outra mulher antes de morrer de cirrose. Todas essas histórias nos foram contadas por dona Martita, em uma das mesas do restaurante ainda fechado.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_51971.jpg"><img alt="IMG_5197" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_51971-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Lizeth e a pequena Victoria Maria</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Havíamos chegado em Gracias numa segunda-feira por volta das 20h e seguimos diretamente para o restaurante de Lizeth. Estranhamente estava fechado. Batemos à porta e saiu para fora uma senhora baixinha, muito idosa, para nos atender. Era a dona Martita. Ali do lado de fora ela nos contava que Lizeth ainda não havia voltado de uma reunião das atividades sociais da igreja matriz de Gracias, quando de repente a porta do restaurante (que também é onde moram Martita, Lizeth e a pequena Victoria) se fechou. Dona Martita estava presa do lado de fora! Perguntamos o que poderíamos fazer para ajudá-la e Martita (por se considerar mal vestida para ir apenas de chinelo à casa de Deus) pediu-nos para ir até a igreja procurar Lizeth e pedir-lhe sua chave para abrir a porta para sua mãe. E lá fomos nós encontrar alguém que nunca havíamos visto na vida! Tão logo encontramos Lizeth, ela entregou-nos a chave e pediu para que esperássemos lá com sua mãe por umas horinhas e que, tão logo terminasse suas atividades, iria nos receber em seu restaurante. E assim passamos mais de 1 hora e meia arranhando nosso espanhol com a simpática senhora que nos contava muitas histórias.</p>
<div id="attachment_4634" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_52151.jpg"><img class="size-large wp-image-4634" alt="IMG_5215" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_52151-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A expedição com Lizeth e dona Martita ao centro no restaurante Rinconcito Graciano, em Gracias &#8211; Honduras</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Dona do restaurante, Lizeth Perdomo estudou Marketing e trabalhou muitos anos em La Ceiba (uma das principais cidades de Honduras). Trabalhou com projetos da prefeitura (de Gracias e região) na mesa desenvolvimento e cultura num projeto envolvia projetos relacionados a saúde, educação e arte. Interessada no desenvolvimento de sua comunidade, Lizeth estudou a fundo, por muitos anos, a cultura Lenca e também atua como guia local, sendo a única mulher, dentre os 14 que existem na cidade. Participa também como voluntária em atividades de assistência social e coopera em atividades da igreja católica da cidade. Seu mais recente sonho (que já conta com projeto de arquitetura pronto e aguarda somente a saída de recursos financeiros externos) é transformar sua casa e restaurante em uma hospedagem sustentável.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_55471.jpg"><img alt="IMG_5547" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_55471-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Janta no restaurante de Lizeth com talheres e louças produzidas pela comunidade Lenca. Em Gracias, Honduras.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Com um discurso sempre em prol do desenvolvimento dos negócios locais, Lizeth é um exemplo de cidadã comunitária. Como seus trabalhos na paróquia haviam terminado tarde, decidimos deixar nossa refeição com ela para o café da manhã (afinal ela é muito detalhista e prepara tudo na hora usando-se inclusive de panelas, talheres, cumbucas e utensílios feitos pelas próprias comunidades Lenca). Saindo dali famintos fomos a uma pizzaria local que, apesar de estar fechada, os primos Willian e Carlos, tão logo descobriram que éramos brasileiros, fizeram questão de reabri-la e nos preparar umas pizzas. Muito simpáticos e piadistas, sentaram-se conosco à mesa e depois de muito nos perguntarem sobre o Brasil, colocaram vídeos com músicas e danças típicas de Honduras, a <i>Punta</i> – que tem ‘ascendência’ <a title="Sobre os Garífunas" href="http://4x1.com.br/dangriga/" target="_blank">Garífuna</a>  – e a conversa rolou solta até tarde! Carlos estava retornando dos EUA depois de uma frustrada tentativa de melhora de vida. Feliz com o novo negócio, ele ainda estava abalado de ter deixado para trás sua filha e esposa que, apesar de Salvadorenha, havia crecido nos EUA. Papo vai papo vem, não nos demos conta que já se passavam das 23h! Corremos de volta à Finca Bavaria (uma pequena propriedade que no passado havia sido uma pequena plantação de café) e o senhorzinho de mais de 70 anos, que tomava conta da Finca, estava dormindo e nos deixou trancado do lado de fora!!! Entramos em desespero pois a Tanajura estava lá dentro!!! A solução?! Oras, nossa única alternativa era pular o muro! E lá fomos nós lembrarmos mais uma vez os tempos de colégio! Lá estavam 5 marmanjos fazendo “pezinho” pro outro pular o muro&#8230;hahahaha</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_5125.jpg"><img alt="IMG_5125" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_5125-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Expedição com os simpáticos primos Willian e Carlos!</p>
</div>
<p style="text-align: center;">                <a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54651.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-4650" alt="IMG_5465" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54651-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53421.jpg"><img alt="IMG_5342" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53421-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A entrada da Finca Bavaria.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_5138.jpg"><img alt="IMG_5138" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_5138-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nandes relembrando a infância e pulando o muro da Finca! :)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte, como combinado, retornamos para um café da manhã preparado pela Lizeth. Combinamos também de passar o dia com ela para conhecer mais sobre os moradores da região e sobre a cultura Lenca. E lá fomos nós&#8230; primeira parada: o sítio de sr. Maximino Rivera!</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54171.jpg"><img alt="IMG_5417" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54171-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">O simpático, humilde e muito inteligente sr. Maximino Rivera.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O Sr. Maximino é daqueles senhorezinhos que você adoraria conhecer um dia na vida e poder passar o dia com ele no campo, caminhando sobre suas propriedades e ouvindo suas histórias&#8230; E foi exatamente o que fizemos. Muito humilde e sem saber ler ou escrever, sr. Maximino sempre cultivou suas próprias terras e criou seus mais de 5 filhos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54341.jpg"><img class="aligncenter" alt="IMG_5434" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54341-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Muito humilde, o senhor Maximino não sabe exatamente onde fica o Brasil. Ou até se já nos tornamos uma República independente. Não tem ideia das dimensões do nosso país nem tampouco sabia que o Brasil era o país onde estava localizado o colossal “rio que quase não se vê a outra margem”&#8230; “dentro da grande floresta” (amazônica), que uma vez assistiu num documentário e que tanto o impressionara. Mas o que ele sabia do Brasil é que, uma vez &#8211; dizia ele &#8211; escutou na rádio que é um dos países mais importantes na produção de café e referência mundial! No qual, há alguns anos atrás &#8211; ele prosseguia &#8211; uma crise fez aumentar os preços do café ali na região. Mas ele, &#8216;seu&#8217; Maximino, nem sempre cultivou café. O produto havia sido recentemente inserido em seu cultivo rotativo que também conta com amendoim, cana, milho e, incrivelmente, a tilápia! Que é mantida em tanques abastecidos por um sistema de 5 km de canos qem vem desde um ponto mais alto do rio da região até sua pequena e frutífera propriedade, aos pés das mais altas montanhas hondurenhas! Ele nos apresentava orgulhosamente suas terras e ao final nos brindou com uma garapa tirada das canas plantadas ali por ele mesmo! Mas o que mais nos impressionou eram seus conhecimentos de produção de gás metano através dos restos orgânicos de sua plantação. Com os conhecimentos adquiridos por uns técnicos que ofereceram treinamentos para os produtores da região (muitos anos atrás), Sr. Maximino faz o seu proprio gás de cozinha numa espécie de estufa, e com o excesso de matéria orgânica faz adubo para sua própria plantação (compostagem). Incrível!!!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54441.jpg"><img alt="IMG_5444" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54441-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sr. Maximino nos mostra orgulhoso até onde vai suas terras que ficam situadas ao pé das mais altas montanhas Hondurenhas.</p>
</div>
<div id="attachment_4650" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54651.jpg"><img class="size-large wp-image-4650" alt="IMG_5465" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54651-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O tanque de &#8216;seu Maximino&#8217; e ao fundo as montanhas Hondurenhas</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53881.jpg"><img alt="IMG_5388" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53881-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Uma parte da plantação do &#8216;seu&#8217; Maximino.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53791.jpg"><img alt="IMG_5379" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53791-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sr. Maximino preparando-nos um delicioso caldo de cana (ou garapa) diretamente colhida em suas terras.</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53641.jpg"><img alt="IMG_5364" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53641-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sr. Maximino exibe orgulhoso o fogão sendo &#8220;alimentado&#8221; pelo gás criado em sua própria estufa, pela decomposição de material orgânico!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Conversamos bastante e ele também nos perguntou bastante&#8230; falamos sobre as terras do brasil, seu clima e relevo. Sobre a economia atual e quantos filhos uma família brasileira tem em média hoje em dia (dado as dificuldades de se criar e educar um filho atualmente). E ele se encantou em saber o quão extenso era o continente (em quantidade de terras contínuas) por ser possível dirigir tantos quilômetros sem cruzar nenhum mar! (E é verdade! Se pararmos para pensar, realmente impressiona a possibilidade o continente americano nos possibilita de irmos praticamente de um pólo a outro, sem, teoricamente, a necessidade de grandes navegações!) E como todo Centro-Americano, ele adorou ver uma nota de Real e logo entendeu a conversão de 1 Real para 10 Lempiras.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_5408.jpg"><img class="aligncenter" alt="IMG_5408" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_5408-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a></p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54841.jpg"><img alt="IMG_5484" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54841-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminhando pela propriedade do &#8216;seu&#8217; Maximino</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ao final de nossa visita, sr. Maximino se emocionou e nos agradeceu por aquela tarde que, segundo ele, o encheu de alegria e aprendizado. Mas quem aprendeu verdadeiramente fomos nós que tivemos uma aula de agricultura e conceitos de aproveitamento e valorização dos recursos naturais: ali, <em>in loco,</em> a partir da humildade de um homem simples e trabalhador que criou uma família grande e que hoje conta com netos estudando engenharia na Universidade em Honduras, e que são muito orgulhosos do avô!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54901.jpg"><img alt="IMG_5490" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54901-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sr. Maximino e seu neto que cursa engenharia em uma Universidade Hondurenha</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_55121.jpg"><img alt="IMG_5512" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_55121-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Foto de despedida com Sr. Maximino e Lizeth.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ao final daquele dia fomos visitar as oficinas do Atelier caseiro chamado ‘Con el arte en las manos’, da dona Desideria. Ali presenciamos um típico atelier de descendentes da cultura Lenca e o cuidadoso e preciso trabalho de seus filhos e netos produzindo produtos de argila. É  impressionante o tempo que levam para fazer cada peça (muitas sob encomenda – que vai até para os EUA e para uma turma de faculdade) e o preço tão baixo cobrado por eles! O filho de dona Desideria, Leonel, pagou seus estudos do ensino médio e os 2 primeiros anos da faculdade com a venda do trabalho da oficina. Toda família trabalha e sabe mexer com o artesanato.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_55361.jpg"><img alt="IMG_5536" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_55361-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As belas e muito bem feitas louças tipicamente da cultura Lenca são vendidas a preço de &#8220;banana&#8221; no Ateliê &#8216;Con el arte en las manos&#8217; de dona Desideria e seus filhos. (em La Campa, arredores de Gracias, Honduras)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Voltamos do passeio e fomos jantar de novo no restaurante da Lizeth. Saímos de lá cedo de volta para a Finca, mas mesmo assim o senhorzinho descumpriu o combinado e nos deixou trancado do lado de fora! De novo!!! Mas dessa, pelo menos, vez estávamos com a Tanajura. E como a nossa menina estava um pouco acima do peso para pular o muro com a gente, decidimos ir dormir na praça principal. Conversamos com os vigias dos prédios públicos ao redor da praça que nos garantiram que iam nos proteger! (não que a cidade apresentasse qualquer risco <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /> ) E ali armamos “acampamento”.</p>
<div id="attachment_4628" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_55521.jpg"><img class="size-large wp-image-4628" alt="IMG_5552" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_55521-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Barraca montada bem no meio da praça principal de Gracias, Honduras.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_5551.jpg"><img alt="IMG_5551" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_5551-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Expedição junto do simpático pessoal da segurança dos prédios públicos de Gracias, na praça principal, com a Tanajura &#8220;montada&#8221; ao fundo!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E foi assim nossa intensa passagem por Gracias. A simpatia e acolhimento de seus cidadãos nos permitiram conhecer a fundo suas histórias de vida e enriquecer um pouco mais as nossas próprias. Realmente tocou nossos corações.</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/gracias/">Histórias de Vida&#8230;Hondurenhas</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://4x1.com.br/gracias/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Desvendando a incógnita</title>
		<link>http://4x1.com.br/el-salvador/</link>
		<comments>http://4x1.com.br/el-salvador/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 31 May 2013 23:18:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[El Salvador]]></category>
		<category><![CDATA[Apaneca]]></category>
		<category><![CDATA[Ataco]]></category>
		<category><![CDATA[Fronteira]]></category>
		<category><![CDATA[Juyaua]]></category>
		<category><![CDATA[Palacio Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Ruta de las Flores]]></category>
		<category><![CDATA[San Salvador]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=4156</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 24/01/2013 à 27/01/2013 Trajeto: Seguimos a Panamericana até a fronteira, onde desviamos sentido Concepción de Ataco. Depois seguimos pela Carretera 8 até &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/el-salvador/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/el-salvador/">Desvendando a incógnita</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4×1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data:</strong> 24/01/2013 à 27/01/2013</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Antígua &#8211; Guatemala</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância total:</strong> 315 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> Hostal Sengel em Ataco, arrumado e econômico; Hotéis simples perto da rodoviária foram as opções mais em conta em San Salvador</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio:</strong> Feira culinária de Juyaua. Organizada todos os sábados, a feira é uma boa oportunidade de experimentar a cozinha e absorver um pouco da cultura local</p>
<p style="text-align: justify;">
</div></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half_last content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino final:</strong> San Salvador – El Salvador</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem:</strong> Tardamos cerca de 2 dias para fazer a rota das flores e chegar à capital</p>
<p style="text-align: justify;">O que comemos de bom: Ah, as Pupusas&#8230;como o taco de El Salvador, bom e barato.</p>
<p style="text-align: justify;">Pneu murcho: O caos da cidade grande&#8230;quanto mais viajamos menos gostamos de passar nas grandes capitais</p>
<p style="text-align: justify;">
</div><div class="clear"></div></p>
<p style="text-align: justify;">Trajeto: Seguimos a Panamericana até a fronteira, onde desviamos sentido Concepción de Ataco. Depois seguimos pela Carretera 8 até San Salvador.</p>
<p style="text-align: justify;">El Salvador da Pátria</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Pouco ouvimos falar de El Salvador antes da viagem. Todos os comentários a respeito do país giravam em torno de suas praias perfeitas para o surf ou principalmente da violência urbana, resquício de uma guerra civil que acabou há pouco mais de 10 anos atrás. Por muito pouco não deixamos de incluir o país no nosso trajeto, mas felizmente, mudamos de opinião. O que encontramos em El Salvador foi um povo bastante receptivo e uma cultura diferente. Deixamos as praias de lado e caímos na histórica Ruta de las Flores, antes de chegar à efervescente capital San Salvador.</em></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4523.jpg"><img alt="IMG_4523" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4523-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Chegamos à El Salvador</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Depois de muita discussão, chegamos a um consenso: vamos a passar por El Salvador antes de seguir para Honduras. Tudo bem que a passagem seria curta, menos de uma semana, mas pelo menos teríamos uma ideia do que é esse país tão menosprezado na América.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4765.jpg"><img alt="IMG_4765" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4765-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Transporte coletivo na estrada</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">El Salvador é um nação que lida com diversos desafios. Invariavelmente, furacões e terremotos destroem suas cidades, enquanto o país ainda se recupera de uma guerra civil recente que durou mais de 10 anos e acabou em 1992. Ainda que seja o menor país da parte continental da América Central, El Salvador passou por um processo de liberalização econômica, permeada por acordos de livre-comércio e hoje é a terceira economia da região, atrás apenas de Costa Rica e Panamá. A moeda oficial do país é o dólar americano, introduzido desde 2001, quando o país sofria com o impacto das variações monetárias na sua balança comercial. Mas apesar da dolarização, El Salvador continua sendo um destino barato e acessível aos turistas.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4790.jpg"><img alt="IMG_4790" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4790-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Lua brilha forte no céu de Ataco</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Optamos por conhecer uma parte mais cultural do país, em detrimento das suas praias, até porque nenhum de nós é um grande surfista. Foi assim que decidimos conhecer a Ruta de las Flores, um trecho de aproximadamente 40 km que corta o oeste do país. O nome vem das flores silvestres que crescem abundantes ao longo da estrada, especialmente entre novembro e fevereiro, quando estão em plena floração. As flores são realmente bonitas, assim como as cachoeiras e montanhas que se espalham ao longo da rota, mas o charme mesmo são as cidadezinhas coloniais da região.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4755.jpg"><img alt="IMG_4755" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4755-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Cenário cercado de vulcões</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4648.jpg"><img alt="IMG_4648" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4648-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Igrejinha simpática no centro de Juayua</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Cruzamos a fronteira da Guatemala e dirigimos até Ataco. Esta é uma pequena cidade conhecida por suas numerosas casas coloridas. Foi aqui que provamos pela primeira vez uma iguaria local: a pupusa. Como uma tortilla de milho mais grossa recheada com tudo que se possa imaginar. O pessoal gosta de comer com queijo, uma espécie de torresmo (chicharron) e feijão, mas também havia opções de linguiça, carne, frango, plantas locais e por aí vai. Passamos o fim de tarde na cidade andando pelas ruas e curtindo o clima de cidade pequena.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4576.jpg"><img alt="IMG_4576" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4576-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As barraquinhas de comida tinham de tudo</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Dia seguinte, passamos rapidamente por Apaneca, cidade relativamente parecida com Ataco, antes de seguirmos para Juayúa. Pelo caminho, vários mirantes para observar as paisagens.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4722.jpg"><img alt="IMG_4722" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4722-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista do mirador, na Rota das Flores</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Tivemos a grande sorte de ser um sábado, dia em que acontece na cidade uma feira culinária, que traz gente de todos os lados do país, além dos estrangeiros curiosos. As opções de comida eram infinitas e tudo parecia muito bom. As carnes variavam de rã e coelho às opções mais comuns de carne e frango. Isso sem falar das sobremesas. Um prato bem caprichado não passava de R$10.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4602.jpg"><img alt="IMG_4602" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4602-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Feira de Juayua</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4716.jpg"><img alt="IMG_4716" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4716-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Comida boa e barata</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4619.jpg"><img alt="IMG_4619" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4619-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Rã assada é o prato exótico do dia</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Além da comida, a feira oferece uma boa variedade de artesanatos locais. Bolsinhas, carteiras, roupas, brinquedos, lembrancinhas e tudo que uma feira de rua pode oferecer. Tudo sempre muito colorido!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4696.jpg"><img alt="IMG_4696" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4696-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Muitas cores no artesanato local</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4669.jpg"><img alt="IMG_4669" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4669-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O evento atrai visitantes de todo país</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4572.jpg"><img alt="IMG_4572" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4572-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Passeio interessante pela feira</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4702.jpg"><img alt="IMG_4702" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4702-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Experimentamos alguns dos juguetes</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Saímos da Ruta de las Flores direto para a capital do país: San Salvador. Como toda grande cidade, San Salvador tem um exército de carros e multidões nas ruas do centro. O que de certa maneira torna essas cidades vivas, não as descaracteriza como caóticas.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4862.jpg"><img alt="IMG_4862" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4862-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">San Salvador é mais uma capital de ruas vivas</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4804.jpg"><img alt="IMG_4804" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4804-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um mundaréu de pessoas nas ruas</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Foi no centro que encontramos a Plaza Barrios, onde está localizado o Palácio Nacional. A visita por ele é guiada e gratuita. Em El Salvador, todo universitário é obrigado a prestar estágio para o governo por um período determinado para que possa completar seu curso. No caso do Palácio Nacional, os universitários prestam serviço de guia.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4963.jpg"><img alt="IMG_4963" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4963-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Universitários trabalham voluntariamente para o turismo local</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A visita conta um pouco da história de El Salvador através de murais, documentos e objetos antigamente utilizados no Palacio. Este teve que ser quase que completamente construído no início do século XX, depois que um incêndio devastador o reduziu a escombros.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_5026.jpg"><img alt="IMG_5026" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_5026-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Palácio Nacional</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Aprendemos como a história se repete em vários países da América Latina. Oligarquias militares no poder, interferência norte-americana e resistência popular contra as ditaduras. Em El Salvador, as guerrilhas representadas pela Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional (FMLN) tomaram o poder em 1992, depois de sangrenta guerra civil.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4891.jpg"><img alt="IMG_4891" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4891-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Interior preservado do Palácio</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Tivemos a oportunidade de acompanhar apresentações musicais alocadas dentro do Palácio. Escolas e instituições do país inteiro apresentavam um pouco de seus costumes através da música. Tudo acompanhado por doces regionais, entre eles gostamos bastante da banana com chocolate.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_5017.jpg"><img alt="IMG_5017" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_5017-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Apresentações culturais em pleno Palácio Nacional</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4974.jpg"><img alt="IMG_4974" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4974-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Banana com chocolate em preparação</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ainda demos uma passada no Blvd de los Heroes, Zona Rosa e no Multiplaza, onde a vida noturna de San Salvador acontece. Por um momento nos sentimos como se estivéssemos em São Paulo. Os bares e restaurantes elegantes lembram muito o glamour dos bairros mais abonados da capital paulista. Chegou até a ser estranho fazer um programa desses durante a Expedição mulamba.</p>
<p style="text-align: justify;">A passagem por El Salvador foi curta, mas a bagagem foi grande. Desvendamos parte da incógnita que o país era para nós. Começávamos a compreender melhor a realidade da América Central, a qual pouco conhecíamos. Continuamos na estrada. Próxima parada: Honduras.</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/el-salvador/">Desvendando a incógnita</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://4x1.com.br/el-salvador/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Lago de Atitlán</title>
		<link>http://4x1.com.br/lago-de-atitlan/</link>
		<comments>http://4x1.com.br/lago-de-atitlan/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 May 2013 18:34:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Guatemala]]></category>
		<category><![CDATA[Lago de Atitlan]]></category>
		<category><![CDATA[maias]]></category>
		<category><![CDATA[Panajachel]]></category>
		<category><![CDATA[San Juan]]></category>
		<category><![CDATA[San Marcos La Laguna]]></category>
		<category><![CDATA[San Pedro]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Cruz La Laguna]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=4137</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 22/01/2013 à 23/01/2013 Trajeto: Seguimos a Panamericana à oeste de Guatemala City, e tomamos o desvio na altura da cidade de Patzicia &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/lago-de-atitlan/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/lago-de-atitlan/">O Lago de Atitlán</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;"><b>Ficha 4×1</b></h3>
<h4 style="text-align: justify;"><b>Data: 22/01/2013 à 23/01/2013</b></h4>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Saímos de:</b> Guatemala City &#8211; Guatemala</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Distância total:</b> 110 km</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Onde dormimos: Estação de Bombeiros em Panajachel. </b>Deixaram que armássemos as barracas no estacionamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Pneu Cheio: A beleza do Atitlán e o contato com a cultura local.</b></p>
<p style="text-align: justify;">
</div></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half_last content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Destino final:</b> Panajachel &#8211; Guatemala</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Tempo de viagem:</b> Aproximadamente 2 horas</p>
<p style="text-align: justify;"><b>O que comemos de bom: Nada diferente </b>do que estávamos comendo nos últimos dias</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Pneu murcho: Visita rapidinha&#8230;</b>com horário marcado com o barco que nos conduzia pelos pueblos, o tempo para visitar as cidades no mesmo dia foi curto</p>
<p style="text-align: justify;">
</div><div class="clear"></div></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Trajeto: </b>Seguimos a Panamericana à oeste de Guatemala City, e tomamos o desvio na altura da cidade de Patzicia para uma estrada local que leva direto à Panajachel.<b></b></p>
<p style="text-align: justify;">Lago de Atitlán &#8211; Guatemala</p>
<p style="text-align: justify;"><i>Imagine um dia intenso. Em menos de 24 horas, acordamos de nossas acomodações no corpo de bombeiros, tomamos um barco e visitamos quatro pueblos ao redor do gigantesco e belíssimo Lago de Atitlan. Além da paisagem do lago e os vulcões dos arredores, a cultura local também chama atenção e completa a experiência nesta jóia da Guatemala.</i></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4164.jpg"><img alt="IMG_4164" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4164-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Lago de Atitlán</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Saímos de Guatemala City no meio da tarde, após o almoço e depois de algumas horas de estrada já estávamos na cidadezinha de Panajachel, principal porta de entrada para os visitantes do Lago Atitlán. Depois de um giro na cidade para procurar onde passar a noite, acabamos caindo em um lugar um tanto quanto inusitado: o Corpo de Bombeiros. Permitiram que dormíssemos no estacionamento sem muito problema, e ainda pudemos usar o banheiro deles, ótimo negócio.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3952.jpg"><img alt="IMG_3952" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3952-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminho duro para chegar à Panajachel</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4014.jpg"><img alt="IMG_4014" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4014-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Mas belas vistas acompanham a estrada</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Dia seguinte, faríamos um passeio pela ilha. Empresas de turismo oferecem uma volta de lancha, parando em alguns dos <i>pueblos</i> localizados no entorno da ilha. São diversas pequenas cidades que se espalham ao redor dos 126 km² do Atitlán e oferecem um pouco da cultura maia ainda remanescente aos turistas. Em um dia, recomenda-se visitar entre 3 ou 4 dos <i>pueblos,</i> para que se possa curtir um pouco do visual e também conhecer o que as cidades tem a oferecer.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4038.jpg"><img class=" " alt="IMG_4038" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4038-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Vulcão Atitlán descansa à beira da lagoa</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A primeira vista do lago é impressionante. Primeiro, pelo seu tamanho, segundo pela sua beleza. Não é à toa que é considerado um dos lagos mais bonitos do mundo. Três vulcões dão um charme especial à paisagem: o Atitlán, o Tolimán  e o San Pedro. Este último, dizem ter cessado sua atividade vulcânica há milhares de anos, enquanto os outros dois permanecem ativos, ainda que a última erupção do Atitlán tenha acontecido em 1853.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4036.jpg"><img alt="IMG_4036" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4036-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A primeira vista do vulcão</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4165.jpg"><img alt="IMG_4165" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4165-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista da cidade de Santa Cruz la Laguna</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A primeira parada foi na aldeia de Santa Cruz la Laguna. Cidadezinha pequena, que parece estar crescendo rápido nos últimos anos. Tivemos a impressão de que o turismo está tomando conta da região e a aldeia cresce em torno disso. Tomamos um tuc-tuc (tipo aqueles da Índia mesmo!) para subir até o centro. Depois de observar as crianças locais brincando no recreio, e passarmos pela igrejinha na praça central, subimos ao mirador para uma vista mais panorâmica do lago. Belo visual.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4064.jpg"><img alt="IMG_4064" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4064-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Carona no tuc-tuc</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4176.jpg"><img alt="IMG_4176" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4176-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Crianças aproveitam o recreio na praça</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4105.jpg"><img alt="IMG_4105" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4105-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Modelas envergonhadas para a foto</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4068.jpg"><img alt="IMG_4068" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4068-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Muitas das crianças ainda usam as roupas típicas no dia-a-dia</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4134.jpg"><img alt="IMG_4134" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4134-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Parada no mirador da cidade</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A próxima aldeia foi a de San Marcos la Laguna, supostamente  o melhor local para um mergulho no lago. Não foi todo mundo que encarou a água gelada, já que a temperatura fora da água não era das mais convidativas. Quem não nadou, saiu para uma voltinha na cidade. O lugar é bem tranquilo e os turistas aproveitam para relaxar no <i>lodge </i>à beira do lago. Subimos o morro e no caminho encontramos uma mistura de costumes. Algumas senhoras passavam com roupas tradicionais, enquanto os mais jovens já esbanjavam roupas de marca (de autenticidade duvidosa) e smartphones.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4287.jpg"><img alt="IMG_4287" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4287-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Rumo à San Marcos</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4407.jpg"><img class=" " alt="IMG_4407" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4407-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">A tradição e a modernidade</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Seguimos o passeio com nosso barqueiro, que dessa vez nos deixou em San Juan, nossa parada mais longa e talvez a mais interessante. Novamente, um batalhão de <i>tuc-tucs</i> esperam os viajantes que descem no píer.<i> </i>Decidimos conversar com um deles, que nos ofereceu um <i>tour</i> por toda a cidade. E este foi muito interessante.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4214.jpg"><img alt="IMG_4214" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4214-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Os tuc-tucs</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Passamos pela cooperativa de café, onde aprendemos um pouco sobre como esta atividade funciona na região, famosa por exportar este produto para o resto do mundo. Pudemos até provar um cafezinho deles e concluímos que, apesar de bom, somos bem mais o nosso café brasileiro!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4322.jpg"><img alt="IMG_4322" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4322-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Gabriel provando o café guatemalteco</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Outra atividade forte na cidade é o artesanato. Pela ruas, espalham-se diversos murais de Juan Francisco Guzman, famoso artista da região. Seus quadros são verdadeiras peças de arte, que retratam as paisagens e realidades locais. Em sua galeria, vimos alguns gringos comprando vários para levar para casa.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4360.jpg"><img alt="IMG_4360" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4360-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Arte nas ruas é comum em San Juan&#8230;</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4343.jpg"><img alt="IMG_4343" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4343-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">&#8230;e em galerias também</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ainda tivemos a oportunidade de conhecer uma cooperativa de artesanato, onde conversamos com uma simpática senhora, que há anos passa sua experiência aos mais jovens. As cores dos tecidos são extraídas naturalmente, a partir de essências de folhas e frutas. O trabalho é bastante interessante.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4367.jpg"><img alt="IMG_4367" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4367-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Muitas cores no artesanato local</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4370.jpg"><img alt="IMG_4370" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4370-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Todas as cores retiradas da natureza</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4371.jpg"><img alt="IMG_4371" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4371-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Como colorir tecidos em poucos passos</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A última parada na ilha foi em San Pedro. O nosso tempo estava curtíssimo, e não pudemos conhecer mais que o restaurante em frente ao lago aonde almoçamos. A cidade parecia mais turística e badalada, sendo repleta de restaurantes e bares na rua principal. Almoçamos correndo e voltamos ao barco, antes que o barqueiro decidisse nos deixar por lá mesmo (e ele realmente estava prestes a fazer!).</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4465.jpg"><img alt="IMG_4465" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4465-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ruas de San Pedro</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4457.jpg"><img alt="IMG_4457" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4457-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">San Pedro é cidade grande no lago</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Saímos do Lago de Atitlán encantados com sua beleza e com tudo que absorvemos dos <em>pueblos</em> ao seu redor. Era nosso último dia na Guatemala. Seguimos viagem rumo à desconhecida El Salvador.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4428.jpg"><img alt="IMG_4428" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4428-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Hora de voltar à Tanajura</p>
</div>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/lago-de-atitlan/">O Lago de Atitlán</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://4x1.com.br/lago-de-atitlan/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Antígua &#8211; Charme Colonial Cercado por Vulcões</title>
		<link>http://4x1.com.br/antigua/</link>
		<comments>http://4x1.com.br/antigua/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 May 2013 14:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Guatemala]]></category>
		<category><![CDATA[acatenango]]></category>
		<category><![CDATA[Antígua]]></category>
		<category><![CDATA[arquiteura]]></category>
		<category><![CDATA[camping]]></category>
		<category><![CDATA[cerro]]></category>
		<category><![CDATA[cerro de la cruz]]></category>
		<category><![CDATA[convento de los mercedarios]]></category>
		<category><![CDATA[expedição 4x1]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Mc Donalds]]></category>
		<category><![CDATA[mercedes]]></category>
		<category><![CDATA[policia turistica]]></category>
		<category><![CDATA[ruínas]]></category>
		<category><![CDATA[tanajura]]></category>
		<category><![CDATA[vulcão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=4399</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 21/01/2013 à 23/01/2013 Seguindo estrada, nosso próximo ponto de parada era Antigua, Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1979, e reconhecida &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/antigua/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/antigua/">Antígua &#8211; Charme Colonial Cercado por Vulcões</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><b>Ficha 4×1</b></p>
<p>Data: 21/01/2013 à 23/01/2013</p>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> Cidade da Guatemala</p>
<p><strong>Distância total:</strong> Aproximadamente 40 km.</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Nas barracas, dentro do pátio da polícia turística de Antigua.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> A arquietetura colonial circundada pelos vulcões.</p>
<p><strong>Trajeto:</strong> Panamericana.</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> Antigua.<b></b></p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> Aproximadamente 1h.</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> As tortas dos cafés ao redor da praça, especialmente o pastel tres leches.</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> O preço um pouco salgado.</p>
</div><div class="clear"></div><p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify;">Seguindo estrada, nosso próximo ponto de parada era Antigua, Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1979, e reconhecida pelos seus visitantes por sua charmosa arquitetura renascentista espanhola em meio a um vale cercado por vulcões como o vulcão da água e o vulcão do fogo. </span><span style="text-align: justify;"> Seu valor histórico é enorme para o país, já que na primeira metade do século XVI passou a ser a capital do reino da Guatemala, que compreendia toda a atual América Central continental, com exceção do Panamá. Em pleno desenvolvimento, a cidade foi vítima de um terremoto no ano de 1773, o que gerou uma pausa no seu processo de crescimento. Em função dos graves terremotos que se seguiram, e que destruiram boa parte da cidade, foi tomada a decisão de que a capital precisaria ser reconstruída em um lugar mais seguro. A 40km dali surgiu a cidade da Guatemala, que passou a ser a capital do país, enquanto Antígua foi reconstruída mantendo seu charme colonial apesar de ter perdido sua importância política.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Chegamos já era noite, depois de pegar o Gustavo no hospital por volta das 18:30 e passar no Subway para um lanche ainda em Guatemala City. A estrada era boa, mas em função do horário, o trânsito para sair da cidade era intenso, e por isso demorou um pouco mais para fluir. Era uma serra com muitas curvas e ladeiras para baixo bem inclinadas e por isso, havia rampas para caso se perdesse o freio, algo que não havíamos visto antes. Logo na entrada da cidade havia diversos <em>hostels</em>, mas como já estávamos com o MODO POUPADOR acionado, fomos atrás de outras opções e acabamos encontrando no centro de polícia turística um espaço enorme e seguro, onde para nossa surpresa, haviam outros <em>&#8220;campers&#8221;</em>, inclusive um casal que havia ficado no mesmo camping que nós, lá no México (Guanajuato)! Logo depois de montar as barracas, ficamos conversando por horas com os 3 casais americanos, (um era do Alaska e por trabalhar com empresa de óleo, conhecia e admirava profundamente a Petrobras). Foi uma conversa agradável em que falamos das diferenças entre viajar de carro e de mochila (todos eles estavam de carro), sobre roteiro e futuro pós-viagem!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3567.jpg"><img alt="IMG_3567" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3567-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura no pátio da Polícia Turística.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, fomos caminhar pela cidade e logo vimos um McDonalds, numa casa estilo colonial, com um jardim imenso que acabou nos convencendo de comer por lá em uma das noites! Visitamos as ruínas do<em> Convento de los Mercedario</em>s, da igreja <em>Nuestra Señora de las Mercedes</em>, que foi destruída por terremoto no século XVI e reconstruída 50 anos depois.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3586.jpg"><img alt="IMG_3586" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3586-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Mc Donalds mais aconchegante, nem parece fast food!</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3736.jpg"><img class=" " alt="IMG_3736" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3736-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Igreja Nuestra Señora de las Mercedes</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3603.jpg"><img alt="IMG_3603" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3603-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As ruínas del Convento de los Mercedários</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3662.jpg"><img alt="IMG_3662" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3662-682x1024.jpg" width="423" height="635" /></a>
<p class="wp-caption-text">Por dentro das ruínas</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3664.jpg"><img alt="IMG_3664" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3664-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Explorando as ruínas</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3616.jpg"><img alt="IMG_3616" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3616-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Fonte dentro da ruínas</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3776.jpg"><img alt="IMG_3776" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3776-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um dos muitos artesanatos de Antígua</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify;">Com uma caminhada de alguns minutos morro acima, chegamos ao <em>Cerro de la Cruz</em>, de onde tivemos uma vista incrível da cidade cercada por montanhas e vulcões!</span></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3722f.jpg"><img alt="IMG_3722f" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3722f-1024x680.jpg" width="423" height="280" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista do Cerro</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3722c.jpg"><img alt="IMG_3722c" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3722c-1024x680.jpg" width="423" height="280" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bruno apreciando a vista</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3722g.jpg"><img alt="IMG_3722g" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3722g-680x1024.jpg" width="423" height="636" /></a>
<p class="wp-caption-text">A cruz no alto da montanha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ao longo da caminhada passamos por um restaurante super tradicional, com músicos que tocavam xilofone (instrumento que os guatemaltecos clamam ser os inventores), e que possuía um jardim impecável. Apesar do lado esquerdo do cardápio ser tentador, o lado direito nos impossibilitava, hahaha!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3836.jpg"><img alt="IMG_3836" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3836-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Foto no terraço do restaurante</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3817.jpg"><img alt="IMG_3817" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3817-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Carruagem em meio ao jardim</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3840.jpg"><img alt="IMG_3840" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3840-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista superior do jardim</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Acabamos comendo num restaurante chamado La cancha, indicado pelo guia. Entramos até o fundo do mercadinho, onde havia uma mesa grande, que dividimos com um casal de senhores turistas e um rapaz que parecia ser local. A comida se chamava &#8220;<em>Pepian de pollo&#8221;</em>, um ensopado com bastante tempero que a simpática senhora nos serviu! Como em diversos lugares ao longo das Américas, não poderia faltar o <em>&#8220;avocado&#8221;</em> (abacate) para acompanhar!!!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3690.jpg"><img alt="IMG_3690" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3690-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Rua com o arco ao fundo</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3754.jpg"><img class=" " alt="IMG_3754" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3754-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminhada pelas ruas com construções de estilo colonial</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Com a fome saciada, saímos do restaurante, e na caminhada pelas ruas visitamos uma galeria de fotos super legal nas quais os modelos são pessoas locais! Algumas fotos foram tiradas há quase 20 anos, sendo que hoje algumas das pessoas que trabalham nas lojas estão nas fotografias! Eventualmente pode se reconhecer o rosto dos vendedores nas fotografias, pois algumas fotos são antigas, fruto de uma amizade entre o fotógrafo e alguns locais que dura por mais de 2 gerações! Sentamos na praça central, por quase duas horas, onde ficamos observando os hábitos dos turistas! A grande maioria eram casais, de todas as idades e diferentes lugares do globo.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3881.jpg"><img alt="IMG_3881" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3881-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Turistas passeando pela praça central de Antígua</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3855.jpg"><img alt="IMG_3855" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3855-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bruno e Gabriel conversando sobre a arquitetura da cidade</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3863.jpg"><img class=" " alt="IMG_3863" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3863-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">André buscando um restaurante para o almoço</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/DSC_0128.jpg"><img alt="DSC_0128" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/DSC_0128-1024x680.jpg" width="423" height="280" /></a>
<p class="wp-caption-text">Gustavo se divertindo na praça</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ao lado da praça fica o palácio dos <em>&#8220;Capitanes Generales&#8221;</em>, antiga sede do governo quando Antígua ainda era a capital de toda a América Central, desde Chiapas até Costa Rica! Quando estávamos de saída da praça, encontramos Paulo e Andrea, casal brasileiro mineiro super gente boa, que apesar da elegância, resolveram encarar a América Central por 22 dias de mochila nas costas! Depois de quase 2 horas de conversa, com o sol já tendo se despedido, fomos ao encontro da Tanajura e retornamos para Guatemala city.</p>
<div id="attachment_4523" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3913.jpg"><img class="size-large wp-image-4523" alt="IMG_3913" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3913-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Foto com o Paulo e Andrea, no por do sol.</p>
</div>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/antigua/">Antígua &#8211; Charme Colonial Cercado por Vulcões</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://4x1.com.br/antigua/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A majestosa cidade Maia de Tikal e a capital Guatemalteca</title>
		<link>http://4x1.com.br/tikal-ciudaddeguatemala/</link>
		<comments>http://4x1.com.br/tikal-ciudaddeguatemala/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 May 2013 16:13:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Guatemala]]></category>
		<category><![CDATA[Ciudade de Guatemala]]></category>
		<category><![CDATA[Guatemala City]]></category>
		<category><![CDATA[Maia]]></category>
		<category><![CDATA[Pneumonia]]></category>
		<category><![CDATA[Ruínas maias]]></category>
		<category><![CDATA[Tikal]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=4405</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 17/01/2013 à 21/01/2013 &#160; Saímos de Belmopan, em Belize, rumo à Tikal, na Guatemala, no dia 17 de janeiro, quinta-feira. Infelizmente, chegamos ao &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/tikal-ciudaddeguatemala/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/tikal-ciudaddeguatemala/">A majestosa cidade Maia de Tikal e a capital Guatemalteca</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><b>Ficha 4×1</b></p>
<p>Data: 17/01/2013 à 21/01/2013</p>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> Belmopan &#8211; Belize</p>
<p><strong>Distância total:</strong> Aproximadamente 170 km de Belmopan, Belize, para Tikal, Guatemala, e 530km de Tikal para Ciudad de Guatemala.</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Dentro do Parque Nacional Tikal, em Tikal, e nos <em>Hostels</em> La Española e La Coperacha, em Ciudad de Guatemala.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> A majestosidade das ruínas de Tikal, no meio da selva.</p>
<p><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Belmopan rumo a Guatemala passando por San Ignacio, ainda em Belize, e depois de cruzada a fronteira rumamos a Tikal. De Tikal a Ciudad de Guatemala fomos pela rota da estrada que contorna o Lago de Izabal.</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> Primeiramente as ruínas de Tikal, no norte da Guatemala, depois a capital, Ciudad de Guatemala.<b></b></p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> Aproximadamente 5h até Tikal, incluindo o tempo que levamos para cruzar a fronteira. 10h de Tikal a Ciudad de Guatemala.</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> O café da manhã do Hostel, com ovos, pão caseiro, café com leite e, pasmem, feijão! Tudo muito bem feito e saboroso.</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> O clima que a capital guatemalteca possui, com seguranças armados até os dentes na porta da maioria dos estabelecimentos.</p>
</div><div class="clear"></div><p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_4436" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3352.jpg"><img class="size-large wp-image-4436" alt="IMG_3352" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3352-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A fronteira Belize-Guatemala</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Saímos de Belmopan, em Belize, rumo à Tikal, na Guatemala, no dia 17 de janeiro, quinta-feira. Infelizmente, chegamos ao Parque de Tikal no fim do dia e tínhamos apenas algumas horas para visitar as majestosas ruínas maias. No dia seguinte teríamos que sair cedo em direção a capital guatemalteca, uma viagem que duraria o dia todo, pois o Nandes (Leonardo) tinha um vôo marcado saindo de Ciudad de Guatemala para visitar sua mãe. Passando pela entrada do parque tivemos que pagar a salgada taxa de entrada para estrangeiros, de , que valia para dois dias de permanência no parque, mesmo nós só podendo passar parte de um lá. Estacionamos o carro e já corremos para a floresta, sob uma leve garoa, onde as trilhas (bem sinalizadas, por sinal) levavam às várias ruínas.</p>
<div id="attachment_4437" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3370.jpg"><img class=" wp-image-4437" alt="IMG_3370" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3370-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sinalização no Parque Nacional de Tikal</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Já estava ficando escuro e precisávamos correr para ver o máximo possível. Andamos por 20 minutos entre as trilhas da selva quando, finalmente, chegamos ao primeiro centro de ruínas: a sensação, ao fim da tarde e já sem ninguém lá, foi de que nós tínhamos acabado de descobrir o centro arqueológico.</p>
<div id="attachment_4439" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3388.jpg"><img class="size-large wp-image-4439" alt="IMG_3388" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3388-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Templo I em Tikal</p>
</div>
<div id="attachment_4442" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3406.jpg"><img class="size-large wp-image-4442" alt="IMG_3406" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3406-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ruínas de Tikal</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A selva intocada em volta das construções passa a impressão de que desde de seu abandono as ruínas estão alí, resistindo ao tempo. Subimos nos prédios mais altos para poder ter uma noção melhor da área e pudemos ver,  acima da copa das árvores, as outras altas construções que surgiam em meio à vegetação. Além disso, era possível notar o vapor que subia da vegetação devido à alta umidade da região. Cinematográfico. Fomos pulando de centro em centro até o horário em que o parque fechou e tivemos que voltar pro carro, já de noite.</p>
<div id="attachment_4446" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3473.jpg"><img class="size-large wp-image-4446" alt="IMG_3473" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3473-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vapor subindo em meio à vegetação</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A cidade de Tikal é um dos centros maias mais importantes de sua civilização, com sua construção sendo começada algumas centenas de anos antes de Cristo e seu apogeu sendo atingido entre os anos 500 e 800 depois de Cristo. Nessa época centralizava boa parte da economia e política maia da região e também foram encontrados indícios de interação com outras importantes &#8220;metrópoles&#8221; da América de sua época, como Teotihuacan, no centro do que hoje é o México.</p>
<div id="attachment_4445" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3434.jpg"><img class="size-large wp-image-4445" alt="IMG_3434" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3434-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nós em meio às ruínas</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Queríamos acampar ali no estacionamento do parque mesmo, mas os guardas não deixaram. Então fomos atrás dos estacionamentos dos poucos hotéis que existem dentro da área do parque nacional e um deles liberou o espaço para dormirmos! Jantamos no restaurante desse hotel e fomos dormir pois no dia seguinte acordaríamos bem cedo para mais um dia inteiro de viagem. Apesar da região tropical, durante a noite até que fez um friozinho, chegando a 13 graus de temperatura!</p>
<div id="attachment_4448" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3505.jpg"><img class="size-large wp-image-4448" alt="IMG_3505" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3505-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Mais um dia de viagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, como programado, passamos todo o tempo viajando em direção à capital e chegamos no começo da noite. Como o Nandes teria que pegar o vôo cedinho no outro dia, dormimos no <i>hostel</i> La Española, bem próximo ao aeroporto, que oferecia <i>transfer</i> na hora do seu vôo. Uma coisa boa da Guatemala é que a maioria dos <i>hostels</i> inclui no preço do alojamento um reforçado café-da-manhã, com até feijão! Bom, o Nandes saiu cedo para o aeroporto e nós fomos tomar o saboroso café-da-manhã. Durante o café conhecemos duas senhoras norte-americanas que haviam se conhecido há muito tempo em um voluntariado no Tibet e agora estavam se reencontrando para uma viagem na América Central!</p>
<div id="attachment_4452" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3563.jpg"><img class="size-large wp-image-4452" alt="IMG_3563" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3563-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As duas senhoras que conhecemos no hostel</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O Gustavo há um tempo já não estava se sentindo muito bem, tossindo sempre e com febre. Com isso, logo após o café fomos levá-lo ao hospital para ver o que estava acontecendo. Fomos ao hospital , associado ao seguro de saúde que nós temos, era um dos melhores de Ciudad de Guatemala e logo já começaram alguns exames parar verificar o que ocorria. Após algum tempo veio o resultado: ele estava com pneumonia! Todos ficamos surpresos, inclusive ele, pois não estava se sentindo tão mal. A sugestão do médico era de ele voltar para casa e descansar, tomando o medicamento. Entretanto, depois de 7 meses na estrada a coisa mais próxima a uma casa que nós temos é a Tanajura! Por isso o médico resolveu interná-lo no hospital por 2 noites para ele ficar acomodado melhor e poder se recuperar mais rapidamente.</p>
<div id="attachment_4459" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3939.jpg"><img class="size-large wp-image-4459" alt="IMG_3939" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3939-1024x680.jpg" width="423" height="280" /></a>
<p class="wp-caption-text">Hospedagem 1a classe do Gustavo na capital guatemalteca</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Claro que não desejamos isso a ninguém, mas não é exagero dizer que as instalações do hospital foram uma das melhores habitações por qual algum de nós passou na viagem: TV a cabo, internet, menu rico e variado nas refeições, vista para um bem cuidado jardim japonês, bebidas e comidas à vontade fora das refeições e quarto climatizado. Com o Gustavo já instalado e se recuperando, nós que sobramos (Bruno, André e Gabriel) fomos procurar um <i>hostel</i> mais próximo ao centro para ficarmos. Acabamos encontrando o <i>hostel</i> La Coperacha, depois de buscar na internet por referências. O animado Luciano (austríaco que gerencia o <i>hostel</i>) nos recebeu e já fechamos as próximas 3 noites que passaríamos na capital guatemalteca lá. O ambiente era agradável, limpo e, mais uma vez, possuía um café-da-manhã delicioso.</p>
<div id="attachment_4453" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3923.jpg"><img class="size-large wp-image-4453" alt="IMG_3923" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3923-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sala do Hostel La Coperacha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No mesmo <i>hostel</i> estava hospedado o casal Ricardo e Renilza, que também eram viajantes de longo prazo assim como nós, mas no caso deles a viagem era pelo mundo inteiro! Eles já voltaram ao Brasil agora, mas seu blog (<a title="Mundo a Dentro" href="http://rrmundoadentro.blogspot.com/" target="_blank">blog Mundo a Dentro</a>) ainda está no ar com as experiências que tiveram. Passamos o resto da noite conversando com eles, trocando experiências e estórias engraçadas, até a hora de dormir.</p>
<div id="attachment_4456" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3935.jpg"><img class="size-large wp-image-4456" alt="IMG_3935" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3935-1024x680.jpg" width="423" height="280" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nós na parça central de Ciudad de Guatemala</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Na manhã do dia seguinte, voltamos ao hospital para ver como estava o Gustavo, que já estava se sentindo bem mas deveria ficar mais um dia internado para se recuperar melhor. Saímos do hospital e fomos dar uma volta pelo centro da cidade. Tudo sem correria, pois íamos esperar o Nandes voltar alguns dias depois também em Ciudad de Guatemala. Com isso, acabamos usando o tempo para relaxar e descansar um pouco também, diferentemente da correria habitual que temos quase que diariamente na Expedição. Por sorte a estrutura do nosso <i>hostel </i> ajudava bastante, tinha até uma sala com instrumentos musicais!</p>
<div id="attachment_4454" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3930.jpg"><img class="size-large wp-image-4454" alt="IMG_3930" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/05/IMG_3930-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Equipe do Hostel La Coperacha</p>
</div>
<p>Depois de 2 noites internado, o Gustavo foi liberado pelo médico e já estava se sentindo bem melhor, só precisava continuar tomando os medicamentos receitados. Ainda faltava um dia para o Nandes voltar, então fomos até a cidade vizinha de Antigua, antiga capital da Guatemala, mas isso já é história pra outro post ;).</p>
<p>Para mais fotos, <a title="Fotos Tikal e Cidade da Guatemala" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157633425675587/" target="_blank"><strong>clique aqui!</strong></a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/tikal-ciudaddeguatemala/">A majestosa cidade Maia de Tikal e a capital Guatemalteca</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://4x1.com.br/tikal-ciudaddeguatemala/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Vida na Casa de uma Cônsul Brasileira</title>
		<link>http://4x1.com.br/belmopan/</link>
		<comments>http://4x1.com.br/belmopan/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 23:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Belize]]></category>
		<category><![CDATA[Belmopan]]></category>
		<category><![CDATA[Capital Belize]]></category>
		<category><![CDATA[Cônsul do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Dangriga]]></category>
		<category><![CDATA[História de Belize]]></category>
		<category><![CDATA[Receptividade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=4384</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1  Data: 16/01/2013 à 17/01/2013 Trajeto: Seguimos direto pela Hummingbird Highway que vai até Belmopan. “Viajantes que chegam à capital de Belize se deparam com a mais básica de todas &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/belmopan/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/belmopan/">A Vida na Casa de uma Cônsul Brasileira</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>
<h3><span style="font-size: 13px;">Ficha 4×1 </span></h3>
</div>
<div>
<h4>Data: 16/01/2013 à 17/01/2013</h4>
</div>
<div>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> Dangriga &#8211; Belize</p>
<p><strong>Distância total:</strong> 90 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Na casa da Graça (Vice Cônsul do Brasil em Belize) e seu marido Carlos!</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> O carinho e acolhimento da Graça e do Carlos em nos proporcionar a experiência de estarmos na casa de uma verdadeira família brasileira <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> Belmopan &#8211; Belize<b></b></p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> 1h15.</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> Tudo o que eles nos serviram! O Carlos é um excelente cozinheiro e nos preparou uma comida bem brasileira, tanto na janta como no café da manhã, com direito a feijão tipicamente brasileiro, pão de queijo e mousse de maracujá (raridades ao longo da Expedição!)</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> A cidade de Belmopan em si, que não tem (absolutamente) nada para se visitar ou fazer. (Nossos anfitriões que o digam)</p>
</div><div class="clear"></div><p><strong>Trajeto:</strong> Seguimos direto pela Hummingbird Highway que vai até Belmopan.</p>
</div>
<div>
<blockquote><p>“Viajantes que chegam à capital de Belize se deparam com a mais básica de todas as questões existencialistas: O que eu estou fazendo aqui?” (traduzido do livro ‘Lonely Planet: central america on a shoestring’, 2010.)</p></blockquote>
</div>
<div>
<p style="text-align: justify;">Bem, mesmo com a proposição nada convidativa de um de nossos livros-guia, decidimos passar na capital Belizenha. Afinal, a cidade estava no nosso caminho rumo à Guatemala e, dessa forma, também cumpríamos um trato que viríamos a formular horas depois: passar para conhecer, nem que fosse por algumas horas, todas as capitais da América Central.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Seguindo a lógica de outros países centro-americanos que levam o seu nome para o nome de sua capital (como Cidade da Guatemala e Cidade do Panamá), muitos chegam a pensar equivocadamente que Belize City é a capital de Belize. Mas, na verdade, aqueles que pensam assim não estão tão enganados, pois a mais importante e populosa cidade de Belize já foi, sim, a capital do país.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Acontece que em 1961 um furacão, denominado Hattie, arrasou quase que 75% das casas e edifícios comerciais de Belize City. Por conta disso, o governo Belizenho decidiu deslocar a estrutura administrativa do país para seu interior e, os anos seguintes, foram dedicados a bater na porta da Inglaterra (naquela época Belize ainda era colônia inglesa) pedindo fundos para reconstruir sua capital (nada mais justo!). E foi assim que, em 1970, no “meio do nada”, foi fundada a cidade de Belmopan – atual capital de Belize.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Com aproximadamente 17 mil habitantes Belmopan realmente não tem nada pra se ver ou visitar. Seu centro é rodeado de alguns prédios administrativos mal cuidados, como a sede do governo federal e seus ministérios e uma desorganizada praça com mercadinhos de rua e alguns vendedores ambulantes. Por ali também ficam alguns “itens” de primeiras necessidades como um ou outro restaurantes, centros médicos, bancos e etc. Lembrou-nos até uma versão piorada da Cidade Universitária – sem o melhor que a USP tinha: o agito dos estudantes e o CEPEUSP (Centro de práticas esportivas) <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3271.jpg"><img alt="IMG_3271" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3271-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Os prédios administrativos no centro de Belmopan &#8211; Belize</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3273.jpg"><img alt="IMG_3273" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3273-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminhando pelos prédios administrativos no centro de Belmopan &#8211; Belize</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3266.jpg"><img alt="IMG_3266" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3266-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">André saudosista, fez questão de tirar foto no Ministério de Energia de Belize.</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3291.jpg"><img alt="IMG_3291" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3291-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Outro ângulo do centro administrativo de Belmopan &#8211; Belize</p>
</div>
<p>A vontade mesmo era de ir embora, mas mesmo assim decidimos dar uma volta. Contornamos a praça principal e caímos dentro de alguns bairros mais precários onde encontramos, ironicamente, a rua Brasil (Brazil Street). Seguimos outra direção e nos deparávamos com um bairro de casas mais nobres. Era um grande contraste em meio aquele grande “meio do nada”. Ali, avistávamos de longe uma grande bandeira verde-amarela balançando. Era a embaixada brasileira! Curiosamente encontrávamos o que de mais interessante havia pra se fazer em Belmopan. Estávamos de chinelo, bermuda e camiseta. Mesmo assim decidimos ir lá “visitar”.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3312.jpg"><img alt="IMG_3312" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3312-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O bairro &#8216;mais nobre&#8217; de Belmopan onde ficam as embaixadas e consulados.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3317.jpg"><img alt="IMG_3317" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3317-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bruno &#8216;felizão&#8217; ao encontrar a Brazil St. (Rua Brasil) em Belmopan! hahahaha</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3318.jpg"><img class="aligncenter" alt="IMG_3318" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3318-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a></p>
<p>Tocamos a campainha e fomos recebidos pela recepcionista Belizenha que, logo contamos nossa história, correu para chamar a dona Graça Vasconcelos. Vice-Consul do Brasil em Belize, a Graça foi tão atenciosa conosco, e ficou tão encantada com nossa história, (hoje tornando-se uma de nossas maiores seguidoras) que fez questão de chamar o embaixador Tomas Guggenheim para nos conhecer. Batemos um longo papo, e quando já estávamos para sair, o embaixador cordialmente ofereceu-nos para abrimos a barraca e dormirmos ali mesmo na embaixada! Da hora!!! (Vale aqui uma ressalva sobre a louvável atitude do corpo consular brasileiro em Belize que cumpriu seu papel como representantes do povo brasileiro fora do Brasil. Pois, além de nos oferecer o espaço da embaixada para nosso usufruto, proveu-nos com informações sobre as políticas de entrada e saída do país. No entanto, igual apoio infelizmente não foi visto quando necessitamos de ajuda em outras embaixadas como Peru e Equador.) Tão pronto feito o convite, o embaixador se retirou para continuar seus compromissos e, em instantes, receberíamos o melhor dos convites: a Graça nos convidou para dormirmos em sua própria casa! Não precisa nem falar que aceitamos o convite, né? hahahaha. A Graça ligou para o Carlos, seu marido, contando a incomum novidade de que 5 marmanjos estavam indo jantar e dormir na casa deles.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3308.jpg"><img alt="IMG_3308" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3308-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A bela embaixada do Brasil em Belmopan com a ilustre presença do embaixador Tomas Guggenheim e a Vice-Cônsul Graça Vasconcelos! (em Belmopan &#8211; Belize)</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Apesar de no início nos sentirmos mal por estarmos “invadindo” a casa, e a privacidade, de pessoas que mal conhecíamos (ainda mais em se tratando de uma representante do governo federal), depois descobriríamos que nossa visita era, de alguma forma, uma alegria para eles! Primeiro porque, como mencionamos anteriormente, Belmopan é uma das cidades mais monótonas do continente! Além disso, os filhos da Graça e do Carlos faziam universidade nos EUA (país onde a Graça havia trabalhado na embaixada, anos antes de ir para Belize) e, sem quase nada para se fazer na cidade – como cursos, teatros, bons restaurantes, parques ou nenhum atrativo turístico ou de lazer – na maioria do tempo dos dois anos em que estavam ali, suas rotinas envolviam somente eles dois.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3324.jpg"><img alt="IMG_3324" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3324-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um brinde brasileiro na casa da Graça e do Carlos!</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Chegamos na casa deles e o delicioso cheiro de comida brasileira se espalhava pela casa. E vocês acham que nossa sorte parou por aí?! Pois saibam que teve mais uma: o Carlos foi ‘chef’ de restaurante na época em que eles moraram em Boston!!! Exímio cozinheiro, muito animado, brincalhão e mineiro de origem, o Carlos, é claro, fez questão de nos servir no café da manhã deliciosos pães de queijo que ele mesmo fez! (não daqueles congelados). Comemos muuuitos! E na janta matamos a saudade de comer um feijão genuinamente brasileiro (afinal, acabávamos de sair do México onde o feijão é mais adocicado e normalmente servido como uma papa). E ainda teve suco natural, arroz e legumes bem temperados, carne assada de panela&#8230;tudo com sabor de verdade!! E para concluir o jantar: um delicioso mousse de maracujá que o André quase que deixou os potinhos pra cada um e comeu a travessa inteira sozinho! Hahahaha</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3332b.jpg"><img alt="IMG_3332b" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3332b-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A deliciosa janta feita pelo Carlos!</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3333.jpg"><img class=" " alt="IMG_3333" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3333-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">O André devorando o (seu terceiro potinho de) mousse de maracujá..hahahaha</p>
</div>
<p>Foram horas e horas de conversa tanto no jantar como no café da manhã. A Graça nos contou das vantagens e desvantagens de uma vida consular. Pois, se por um lado há todo a honra, prestígio e comodidades de se representar o Brasil perante outras nações, há a grande dificuldade em se criar raízes por onde se passa. E pior, muitas vezes ter que representar o país, por anos, em países remotos ou sem muita estrutura como em Belize, onde além da rotina tediosa, é até difícil para se especializar e crescer profissional e pessoalmente. E tem a questão da própria criação dos filhos que, a cada 3 ou 5 anos, estão vivendo em diferentes países e tendo que recomeçar uma vida do zero – novos amigos, colégios, cursos, até proporcionam novos aprendizados, mas também permitem, as vezes, um sentimento de não pertencimento. Sem falar do Carlos, que a cada país tem que procurar um emprego novo. Ali em Belmopan então, era quase impossível!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3339.jpg"><img alt="IMG_3339" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3339-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Horas e horas de conversa na janta e no café da manhã! O Carlos e a Graça tinham muito assunto legal pra compartilhar com a gente!</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Falamos da Expedição e falamos também da política brasileira, de como eles se conheceram e das experiências de vida deles dois – e também contamos as nossas. Falamos sobre curiosidades e histórias engraçadas e também da culinária em cada país. Brasileiro quando se junta assunto é o que não falta, né?! Hahahah. E a conversa se estendeu ainda mais quando o Gabriel descobriu que o Carlos era santista roxo! Aí tudo convergiu pra futebol e não parou mais!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3342b.jpg"><img alt="IMG_3342b" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3342b-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Café da Manhã beeem brasileiro!</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Ficamos ali menos de 24 horas, mas foi o suficiente para que conhecêssemos muito da vida da Graça e do Carlos. Uma experiência única de conhecer mais a fundo a realidade de uma representação diplomática brasileira e fazer novos grandes amigos que um dia esperamos reencontrar em Brasília, ou algum outro país em que a Graça seja enviada!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3349b.jpg"><img alt="IMG_3349b" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3349b-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A despedida da casa da Graça e do Carlos! Muito obrigado e até uma próxima :)</p>
</div>
</div>
<div>
<p style="text-align: justify;">O atendimento recebido na embaixada brasileira em Belize cumpriu seu papel, pois nos permitiu sentirmos verdadeiramente em território brasileiro. E com o saldo ainda mais positivo de receber o carinho adicional de um verdadeiro lar brasileiro na casa da Graça e do Carlos! Muito obrigado por nos fazer sentir orgulho do trabalho de vocês e pela atenção e cuidado que espontaneamente nos foi dedicado!</p>
</div>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/belmopan/">A Vida na Casa de uma Cônsul Brasileira</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://4x1.com.br/belmopan/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os Africanos que Habitaram o Caribe e Sobre Quando Voltamos à Escola</title>
		<link>http://4x1.com.br/dangriga/</link>
		<comments>http://4x1.com.br/dangriga/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 09:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Belize]]></category>
		<category><![CDATA[América Central]]></category>
		<category><![CDATA[Antilhas]]></category>
		<category><![CDATA[Belize City]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Africana nas Américas]]></category>
		<category><![CDATA[Dangriga]]></category>
		<category><![CDATA[Economia de Belize]]></category>
		<category><![CDATA[Educação em Belize]]></category>
		<category><![CDATA[Garífunas]]></category>
		<category><![CDATA[História de Belize]]></category>
		<category><![CDATA[Mar do Caribe]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=4209</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 14/01/2013 à 16/01/2013 Trajeto: Belize só possui poucas estradas principais. Seguimos as placas pela Western Highway. “Saindo da movimentada Belize City nos &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/dangriga/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/dangriga/">Os Africanos que Habitaram o Caribe e Sobre Quando Voltamos à Escola</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3><b>Ficha 4×1</b></h3>
<h4>Data: 14/01/2013 à 16/01/2013</h4>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> Caye Caulker (Belize City) &#8211; Belize</p>
<p><strong>Distância total:</strong> Aproximadamente 120 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Nas barracas. Na vaga da garagem do pequeno hotel (estilo pousada) chamado Pinky Cullerton, onde também vive a senhora Pinky – a proprietária.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> O contato com a cultura Garífuna e a experiência de assistir aula ao lado de crianças de 5 a 12 anos num colégio Belizenho foi algo realmente transformador!</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> Dangriga &#8211; Belize<b></b></p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> Pouco mais de 2 horas.</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> Os pratos preparados pela dona Pinky nos lembravam muito nossa comidinha brasileira feita em casa. Arroz, salada, legume cozido, salada junto com um bife ou peito de frango.</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> Infelizmente como todas as cidades belizenhas continentais, Dangriga ainda não está preparada para atrair um turismo mais denso pela carência de hoteis, restaurantes e o próprio museu Gulisi Garífuna que não recebe manutenção há um bom tempo.</p>
</div><div class="clear"></div><p><b>Trajeto:</b> Belize só possui poucas estradas principais. Seguimos as placas pela Western Highway.</p>
<blockquote><p><i>“Saindo da movimentada Belize City nos afastávamos do litoral norte Belizenho e adentrávamos um pouco mais o interior do país. A estrada que nos conduziu para Dangriga cortava serras e campos férteis onde se podia observar largos campos de monocultura de cana de açúcar e laranja – dois dos principais produtos de exportação do país. Avistávamos também comunidades campesinas de origem mestiça que viviam da agricultura, assim como seus descendentes maias. Diferente de Belize City, as vilas ali eram mais limpas e bem cuidadas e a estrada exalava um delicioso perfume das flores que acompanhavam alguns trechos da principal rodovia do país. E ao baixar novamente ao litoral teríamos uma das mais ricas experiências culturais que tivemos em Belize, e talvez da América Central: o contato com a cultura Garífuna!”   </i></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3037.jpg"><img alt="IMG_3037" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3037-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O forte e agradável cheiro das laranjeiras ao longo das estradas Belizenhas denunciam a ainda forte dependência do país na monocultura.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">A passagem por Dangriga já começou de forma inusitada. Tão logo conseguimos um cantinho para abrir nossas barracas na parte externa de uma pequena pousada, dois professores universitários e seu grupo de alunos, todos estadunidenses, nos bombardearam de perguntas! O grupo de aproximadamente 15 jovens, na faixa dos 19 anos, estavam perplexos em ver um carro brasileiro, com 5 marmanjos, que rodavam as Américas em suas barracas coloridas, e que paravam ali! na pousada em que estavam hospedados! (E eles nem imaginam o quanto nós também estávamos curiosos em saber o que eles também faziam ali!) Depois de respondermos às inúmeras perguntas que já estamos acostumados, como “como tiveram a ideia?”, “por quanto tempo planejaram?”, “como é viver em 5 pessoas de forma tão intensa?”, “qual a maior dificuldade que enfrentaram?”, etc., etc., descobrimos que os jovens eram, em sua maioria, primeiro anistas da faculdade católica Holy Cross College, do estado norte-americano de Massachussets.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3239.jpg"><img alt="IMG_3239" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3239-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura pegando um solzinho na frente da pousada da dona Pinky, em Dangriga &#8211; Belize</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3236.jpg"><img alt="IMG_3236" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3236-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A praia em frente a pousada da dona Pinky, em Dangriga &#8211; Belize</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Há quase uma década, o Father John (o padre que coordena o grupo) leva, anualmente, um grupo de estudantes de diferentes cursos da área de Humanas para Belize, numa atividade de intercâmbio e imersão cultural. Os grupos, em sua maioria compostos por meninas, são normalmente de estudantes interessados em se tornarem professores. Provenientes de diferentes disciplinas como Pedagogia, Psicologia, Ciências Sociais, etc., os jovens aproveitam suas férias de faculdade para conciliarem a oportunidade de viverem por algumas semanas em um país de língua inglesa, e subdesenvolvido, (uma realidade TOTALMENTE diferente da que estão acostumados) com a possibilidade de exercitarem técnicas e conceitos aprendidos em seus cursos, permeando um intercâmbio com as professoras locais. Por serem muito novos, acabam absorvendo muito da experiência de estarem ao lado de professores mais experientes! Um projeto muito bacana!</p>
<p style="text-align: justify;">Janta preparada e servida pela dona Pinky (a proprietária da pousada), colhemos algumas dicas com o grupo e na manhã seguinte partiríamos para conhecer a incrível história e relevância de Dangriga para Belize: a cultura do povo Garífuna!</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify; font-size: 13px;">Logo pela manhã partimos para o pequeno e humilde museu chamado ‘Garífuna Gulisi Museum’ e com a orientação de uma própria mulher garífuna (devidamente vestida como uma típica Garífuna) viajávamos no túnel do tempo, para uma história muito distante da que estamos acostumados a aprender nas escolas brasileiras&#8230;</span></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3062.jpg"><img alt="IMG_3062" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3062-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A senhora Garífuna que muito bem nos recebeu e teve muito prazer em contar-nos a história e as tradições culturais e alimentares de seu povo que habita em toda a costa Caribenha da América Central. (No museu &#8216;Gulisi Garífuna Museum&#8217;, em Dandriga- Belize)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Tudo remonta à chegada dos povos Kalinago (indígenas provenientes da região do Delta do rio Orinoco – atual Venezuela) à ilha de São Vicente (atual ‘São Vicente e Granadinas’), no Caribe. Bravos guerreiros, os Kalinagos logo entraram em choque com os Arawks, primitivos do Caribe, que viviam na região. Com a morte da maioria dos homens, os Kalinagos fizeram das mulheres Arawks suas esposas, miscigenando ambas as raças e formando o que posteriormente os ingleses chamariam de ‘<i>Red Caribs’</i>,<i> </i>ou ‘Caribes Vermelhos’<i>.</i></p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, por volta dos anos de 1635 a 1675, homens de origem africana chegam à ilha. Como assim?! Pois é, tinha a mão dos ingleses nisso aí&#8230; é claro! Sobreviventes de diversos naufrágios de navios ingleses (que transportavam os africanos para trabalharem como escravos em suas províncias nas ilhas das Antilhas  esses homens nadaram até a costa de São Vicente em busca da liberdade e de começarem uma nova vida. Mas logo que os encontraram vivendo ali, os ‘Red Caribs’ não deixaram barato. Após inúmeros conflitos e uma miscigenação entre eles (que contou até com alguns poucos espanhóis que ali também se encontravam), uma parte dos negros prevaleceu, adotando muito das culturas locais e formando uma nova “etnia” na ilha: os ‘<i>Black Caribs</i>’, ou ‘Caribes Negros’. Essa nova população de ‘<i>Black Caribs</i>’ passa a ser conhecida posteriormente como Garífunas!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_29391.jpg"><img alt="IMG_2939" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_29391-1024x768.jpg" width="423" height="317" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Mar do Caribe (nessa foto, em frente a Dangriga &#8211; Belize) presenciou &#8211; séculos atrás &#8211; a luta de africanos sobreviventes de naufrágios dos navios ingleses que os transportavam como escravos. Os negros nadaram até as ilhas caribenhas em busca da liberdade.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A partir de 1750 a ilha de São Vicente estava dividida entre os ‘<i>Red Caribs</i>’, os Garífunas (ou ‘<i>Black Caribs</i>’) e um grupo de franceses. Franceses?! Sim, expulsos pelos ingleses de outras ilhas caribenhas e que também haviam disputado com os Caribes locais por um pedaço de terra para cultivo. No entanto, a chegada dos ingleses causaria um grande distúrbio na ilha.</p>
<p style="text-align: justify;">Os britânicos queriam dominar a ilha inteira para expandir seus lucrativos mercados açucareiro e escravista e, assim, tomar total controle das ilhas das Antilhas. Isso provocou uma guerra de mais de 32 anos entre os ingleses contra os Garífunas, que no início contaram com o apoio dos franceses. Depois de muitas batalhas e mortes, os ingleses finalmente tomaram total controle da ilha: expulsaram os franceses e conseguiram a rendição dos Garífunas.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, como os Garífunas eram de pele negra, sua liberdade de ir e vir pela ilha incomodava o plano inglês em escravizar os negros trazidos da África que viam nos Garífunas uma chance de também se tornarem livres. Começa assim uma perseguição aos Garífunas que passam a buscar residência em outras ilhas das Antilhas e até alcançarem a costa dos países centro-americanos. Nesse período o número total de Garífunas quase não passa a casa de 200 pessoas!!! Enfim, após a independência dos países centro-americanos contra a Espanha, como Honduras, Guatemala e Nicarágua, a maioria dos Garífunas migraram para Belize onde uma grande população de Garífunas já habitavam na cidade de Dangriga: que por muitos anos foi a segunda maior do país!</p>
<p style="text-align: justify;">Em torno de 1920, Thomas Vincent Ramos buscou ajuda comunitária e de saúde pública criando instituições de apoio ao povo Garifuna afim de manter suas teadições. Em 1941 foi criado um feriado (19 de novembro &#8211; data da chegada deles em Belize) em celebração à herança cultural Garífuna.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3074.jpg"><img alt="IMG_3074" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3074-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O mural exibe alguns traços da cultura Garífuna que encontra-se atualmente espalhada por quase toda a costa caribenha dos países centro-americanos. Em destaque, a bandeira de Dangriga uma das principais cidades da cultura Garífuna nos dias de hoje. (em Dandriga, Belize)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O museu que visitamos é em homenagem a Gulisi uma das primeiras mulheres Garífunas a chegarem a Belize com seus 13 filhos, iniciando a ocupação do território e os primeiros povoados. A história de Gulisi e sua chegada a Belize foi transcrita via história oral através de sua neta. Os Garífunas estão hoje por toda a parte na pequena cidade de Dangriga que conta com apenas 9 mil habitantes (Belize todo tem apenas 356 mil!). Seu idioma, que ao contrário do que muitos pensam, não tem nada de africano. É composto basicamente pela língua dos ‘<i>Red Caribs</i>’ (Arawk e Kalinago – de origem dos indígenas sul-americanos) e com influência inglesa, francesa e um pouquinho de espanhola. Além da língua, sua cultura, música e dança típica é considerada pela Unesco como uma obra-prima da herança oral e intangível da humanidade!</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3058.jpg"><img class=" " alt="IMG_3058" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3058-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">A senhora nos mostra o que conhecemos como &#8216;Tipiti&#8217; (instrumento de palha trançado utilizado para extrair o sumo da mandioca moída e torná-la seca) em frente ao quadro que ilustra a cultura da mandioca. Abaixo, uma chapa usada para torrar a mandioca seca que sai do Tipiti.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3127.jpg"><img alt="IMG_3127" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3127-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A turma 4&#215;1 reunida em frente ao museu &#8216;Garífuna Gulisi Museum&#8217; com a nossa simpática guia Garífuna. (Dangriga &#8211; Belize)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px;">Em Dangriga também pudemos ter outra incrível experiência. Com a autorização do </span><i style="font-size: 13px;">Father</i><span style="font-size: 13px;"> John e acompanhado de 3 dos estudantes estadunidenses, a Expedição 4&#215;1 voltou à escola! Saímos logo cedo para a Holy Ghost School para conhecermos de perto uma verdadeira sala de aula Belizenha! Nos dividimos em 2 grupos para não tumultuar muito as salas de aula. Ficamos no colégio durante dois turnos de 45 minutos cada e pudemos presenciar aulas de duas disciplinas e de duas diferentes faixa etárias: entre 5 a 12 anos.</span></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3223.jpg"><img alt="IMG_3223" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3223-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A escola Holy Ghost School em Dangriga, que abriu suas portas para os novos alunos da Expedição 4&#215;1!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3218.jpg"><img alt="IMG_3218" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3218-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A turma agitada no intervalo entre aulas&#8230;</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3197.jpg"><img alt="IMG_3197" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3197-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um quadrinho pendurado na sala, ajuda os alunos a memorizarem os símbolos nacionais de Belize. E você saberia quais são os símbolos oficiais do Brasil? Diferente de Belize que possui também elementos da flora e da fauna, os nossos se restringem a Bandeira do Brasil, as Armas Nacionais (ou Brasão Nacional), o Hino Nacional e o Selo Nacional.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px;">Temos que confessar que essa experiência tocou forte em nosso coração. Nunca imaginávamos estar novamente sentados nas carteiras de uma verdadeira salada de aula do primário. Foi gostoso estar de novo no colégio&#8230; participar da chamada, ver as mochilas bem arrumadas, acompanhar a professora com um livro e ver a criançada levantando a mão pra responder uma pergunta. Ainda mais no meio de crianças tão dedicadas e participativas!!! As vezes dava até vontade de levantar a mão para responder uma pergunta de matemática ou de geografia. A empolgação das crianças em participar da aula é similar ao prazer dos adultos em interagirem conosco nas ruas.  Mais legal ainda é ver a professora trocando de idioma entre inglês e garífuna para explicar algumas coisas aos alunos!</span></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3132.jpg"><img alt="IMG_3132" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3132-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Aluna vai ao quadro negro responder questão proposta pela professora.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3154.jpg"><img alt="IMG_3154" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3154-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Aluno concentrado na tarefa que a professora passou.</p>
</div>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3138.jpg"><img class="aligncenter" alt="IMG_3138" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3138-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ao final da aula, tivemos uma ótima oportunidade de conversarmos com as professoras belizenhas, que nos contaram sentir muito orgulho do que fazem. Não só naquele colégio, mas pelo que vimos nas caminhadas que realizamos à tarde enquanto estivemos lá em Dangriga, as escolas estavam sempre cheias de alunos nos horários determinados! Todos bem arrumadinhos com uniformes bem elegantes. Esperando ansioso o sinal para saírem para o pátio e jogarem bola (em um dos finais de tarde estávamos nós lá, no meio de mais de 20 jovens negros com, em média, 1,80m de altura! Não precisa nem dizer o quanto voávamos nas trombadas, né?! hahahaha) Voltando ao assunto da educação, pelo que as professoras nos contaram, e por ver o entusiasmo das crianças nas salas de aula, é só esperarmos para vermos nos próximos anos um quadro de mudança no país para melhor! Afinal é preciso reverter a atual situação social e econômica de um povo que foi altamente explorado pelos ingleses e que hoje depende basicamente da exportação de commodities agrícolas como cana de açúcar, frutas cítricas e bananas. Mas triste foi saber que os estudantes tem uma taxa de apenas 25 dólares belizenhos (cerca de R$ 25,00) anuais para pagar à escola e mesmo assim entre 25 a 40% não tem condições de pagar!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3202.jpg"><img alt="IMG_3202" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3202-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Alunos correm para aproveitar o recreio! Agora, imaginem ter um colégio com uma vista privilegiada dessas?!</p>
</div>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3175.jpg"><img class="aligncenter" alt="IMG_3175" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3175-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a></p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3213.jpg"><img alt="IMG_3213" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3213-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Alunas no intervalo de aula.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3110.jpg"><img alt="IMG_3110" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3110-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Crianças em outro colégio de Dangriga brincam de corda.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px;">Em um dos finais de tarde também fomos acompanhados por um senhor andarilho e mal vestido que nos disse que, por uns trocados, nos daria um “tour” pela cidade. No início desconfiamos, mas depois de um curto papo, topamos o passeio. Contando histórias e cumprimentando os locais, o senhor nos levou para conhecer ao vivo o trabalho do mestre artesão de Dangriga: o senhor Austin Rodriguez. Em sua humilde oficina à beira da praia, Mr. Rodriguez produz há anos os mais famosos tambores que são vendidos por toda Belize e ajuda a manter a tradição musical do povo Garífuna.</span></p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2932.jpg"><img alt="IMG_2932" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2932-768x1024.jpg" width="296" height="395" /></a>
<p class="wp-caption-text">Privilégio de poder observar o mestre artesão Austin Rodriguez confeccionando um de seus muito bem trabalhados tambores &#8211; em Dangriga, Belize.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_29341.jpg"><img alt="IMG_2934" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_29341-1024x768.jpg" width="423" height="317" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sua equipe retirando a pele (de uma cabra) que será usada para a confecção dos tambores. Notem que sua oficina é simples e de frente para o mar!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2930.jpg"><img alt="IMG_2930" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2930-1024x768.jpg" width="423" height="317" /></a>
<p class="wp-caption-text">Os tambores de tronco de madeiras alinhandos em diversos tamanhos, esperando o acabamento final e a colocação da pele de cabra.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Durante as festividades de natal e ano novo, os Garífunas performam uma dança típica chamada Wanaragua. Nela, jovens do sexo masculino usam máscaras femininas e se vestem com roupas de mulher (da cabeça aos pés numa espécie de disfarce) e dançam ao ritmo das batidas dos tambores (como os feitos pelo senhor Rodriguez). Essa dança mantém viva uma tradição oral Garífuna acerca de uma estratégia elaborada por um de seus principais líderes: Satuye. Diz a história que Satuye vestiu seus homens como mulheres para surpreenderem os ingleses que entravam em suas propriedades “inocentemente” sem esperar resistência masculina. Assim, de forma astuta, os ingleses foram surpreendidos pelas falsas-mulheres Garífunas que os desarmaram e os derrotaram.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Garífunas de Belize são hoje em torno de 15 mil pessoas e representam aproximadamente 30% do total existente no mundo (em sua maioria na América Central). Eles estão por toda parte na pequena cidade de Dandriga: seja nas salas de aula, nas lojinhas de artesanato, na pesca ou no comércio. São um grande exemplo da resistência à colonização europeia e da luta pela preservação da riqueza e unicidade da riqueza de um povo. No caso deles, a excepcional cultura afro-caribenha!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3250.jpg"><img alt="IMG_3250" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3250-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um dia de semana comum em Dangriga&#8230;</p>
</div>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3262.jpg"><img class="aligncenter" alt="IMG_3262" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3262-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/dangriga/">Os Africanos que Habitaram o Caribe e Sobre Quando Voltamos à Escola</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://4x1.com.br/dangriga/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Caye Caulker e o Fantástico Blue Hole</title>
		<link>http://4x1.com.br/caye-caulker-e-blue-hole/</link>
		<comments>http://4x1.com.br/caye-caulker-e-blue-hole/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Apr 2013 15:46:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Belize]]></category>
		<category><![CDATA[Barreira Mesoamericana]]></category>
		<category><![CDATA[Blue Hole]]></category>
		<category><![CDATA[Caye Caulker]]></category>
		<category><![CDATA[Mar do Caribe]]></category>
		<category><![CDATA[Mergulho]]></category>
		<category><![CDATA[The Split]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=4090</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 13/01/2013 à 14/01/2013 Trajeto: Tomamos um “barco-táxi” em Belize City, direto para a ilha. Caye Caulker e o Blue Hole Depois do &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/caye-caulker-e-blue-hole/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/caye-caulker-e-blue-hole/">Caye Caulker e o Fantástico Blue Hole</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><b>Ficha 4×1</b></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Data: 13/01/2013 à 14/01/2013</b></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Saímos de:</b> Belize City &#8211; Belize</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Distância total:</b> 32 km</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Onde dormimos: M&amp;N Apartments</b>&#8230;opção mais barata que encontramos na ilha.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Pneu Cheio: O Fantástico Blue Hole, um mundo à parte debaixo d´água.</b></p>
<p style="text-align: justify;">
</div></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half_last content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Destino final:</b> Caye Caulker &#8211; Belize</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Tempo de viagem:</b> Cerca de 45 minutos</p>
<p style="text-align: justify;"><b>O que comemos de bom: Lagosta assada! </b>Iguaria comum nos restaurantes da região e com preço muito mais camarada que no Brasil<b>.</b></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Pneu murcho: Fora de temporada…</b>não havia um barzinho movimentado quando estivemos na ilha.</p>
<p style="text-align: justify;">
</div><div class="clear"></div></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Trajeto: </b>Tomamos um “barco-táxi” em Belize City, direto para a ilha.<b></b></p>
<p style="text-align: justify;">Caye Caulker e o Blue Hole</p>
<p style="text-align: justify;">Depois do caos que é Belize City, chegar em Caye Caulker foi de certa maneira, um alívio. Localizada a 32 km da costa, a viagem dura cerca de 45 minutos de lancha rápida. Dentre as diversas opções de ilhas na costa belizenha, Caye Caulker é o principal ponto de partida para o famosíssimo Blue Hole, um paraíso do mergulho.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2806.jpg"><img alt="IMG_2806" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2806-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Praias de água cristalina e coqueiros sao comuns na ilha</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2739.jpg"><img alt="IMG_2739" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2739-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Mar é convidativo para um mergulho</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Pequena e tranquila, em alguns minutos de caminhada já se pode dizer que cruzou toda a ilha. Norte-sul, Caye Caulker tem cerca de 8 km e Leste-Oeste pouco mais de 1.5 km. Pequenas pousadas se espalham por toda ilha, juntamente com restaurantes e bares.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2787.jpg"><img alt="IMG_2787" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2787-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Infraestrutura simples na ilha</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2757.jpg"><img alt="IMG_2757" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2757-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nada melhor que sombra e água fresca</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O lugar é bom para passar o tempo relaxando de frente para o mar, principalmente no Split, principal <em>point</em> de Caye Caulker. O Split divide a ilha em duas e há a lenda de que foi criado naturalmente depois do furacão Hattie, que devastou Belize City e seus arredores em 1961. No entanto, isto não passa de um mito. O Split foi construído pelos habitantes da ilha, depois que o furacão abriu espaço suficiente para que fosse feito. Hoje, o point recebe inúmeros turistas, que passam o dia tomando sol, mergulhando no mar de água verde e tomando uma cerveja no bar.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2833.jpg"><img alt="IMG_2833" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2833-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bom cenário para relaxar</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2851.jpg"><img alt="IMG_2851" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2851-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Turistas relaxam ao sol de Caye Caulker</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2756.jpg"><img alt="IMG_2756" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2756-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A cor da água varia entre o azul e o verde</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Um dos melhores programas da ilha é comer bem. Peixes e frutos do mar são a especialidade! Não pudemos deixar de provar uma bela duma lagosta. E talvez melhor que o próprio sabor, era o preço: apenas cerca de $10 dólares. Há também o tradicional frango temperado com arroz, feijao e salada de batata, recorrente em toda Belize.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2815.jpg"><img alt="IMG_2815" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2815-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Mais um almoço gostoso em Belize</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Além do mergulho tranquilo no mar, a ilha tem alguns pontos para snorkel. Mas o que chama a tenção por lá mesmo são os passeios para as barreiras de coral. A jóia do mergulho nas Américas está justamente nas redondezas: o Blue Hole. O André é o único mergulhador certificado entre nós, e não perdeu a oportunidade de conferir esse mundo subaquático fantastico. Ele nos conta:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Conhecido mundialmente pelos apaixonados por mergulhos de profundidade, o Blue Hole se caracteriza por sua água de coloração mais escura que a água ao seu redor, em função da formação circular de corais. O mergulho, que foi feito com a empresa Big Fish Dive Center, cujos guias se mostraram competentes e trasmitiram confiança, começa a partir das 5:30 da manhã com um café.  Ao todo, éramos 30, europeus em sua grande maioria, numa lancha de 30 pés aprox., que levou 2 horas para chegar ao Blue Hole, saindo de Caye Caulker. A viagem não é a melhor parte, e para quem tem problemas com o balanço do mar vale a pena tomar um dramin, ou algo do tipo. A lancha, apesar de grande, vai muito rápido e o sobe e desce, principalmente quando o mar está muito agitado, facilmente deixa tonto. Eu não tomei e acabei “alimentando os peixes” em um determinado momento. Mas conforme vamos nos aproximando e começamos a avistar aquele círculo escuro em meio ao infinito oceano, a adrenalina já começa a tomar conta e o coração bate mais forte. É simplesmente fantástico observar aquele círculo escuro em alto mar!</em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/blue-hole.jpg"><img class="aligncenter" alt="blue-hole" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/blue-hole.jpg" width="413" height="273" /></a>                  O Fantástico Blue Hole ( foto de <cite title="justthetravel.com">justthetravel.com</cite>)</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/GOPR3973.jpg"><img class="size-large wp-image-4284 aligncenter" alt="GOPR3973" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/GOPR3973-1024x768.jpg" width="423" height="317" /></a></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><em>Com os equipamentos montados e o parceiro definido (meu parceiro era um isralense, instrutor de mergulho no mar vermelho), chegava a hora de saltar e explorar as maravilhas do fundo do oceano. Descemos a 43m de profundidade para observar as estalactites e diversos tubarões de arrecifes, que não oferecem riscos aos mergulhadores. Na verdade, o maior risco desse mergulho na minha opinião, assim como na maioria dos mergulhos, é a questão psicológica, principalmente no meu caso, já que foi o primeiro mergulho em águas profundas. Vale salientar que a essa profundidade e com a parede de estalactites, lá embaixo é um tanto escuro! Controlada a ansiedade e sempre de olho na pressão do tanque, me restou somente curtir aquele paraíso natural onde mergulhadores e tubarões dividem o mesmo espaço!</em></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/GOPR3989.jpg"><img class="aligncenter" alt="GOPR3989" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/GOPR3989-1024x768.jpg" width="423" height="317" /></a></div>
<div></div>
<div><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/GOPR3991.jpg"><img class="aligncenter" alt="GOPR3991" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/GOPR3991-1024x768.jpg" width="423" height="317" /></a></div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;"><em>Além do Blue Hole, fizemos outros 2 mergulhos em diferentes pontos: Half Moon Caye Wall e Long Caye Aquarium. Com uma profundidade menor, uma explosão incrível de cores e uma significante diversidade  de animais, incluindo peixes, tartarugas, e diferentes tipos de tubarões surgem, fazendo uma combinação perfeita com o desafiador Blue Hole!</em></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/GOPR3987.jpg"><img class="aligncenter" alt="GOPR3987" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/GOPR3987-1024x768.jpg" width="423" height="317" /></a></div>
<div></div>
<div><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/GOPR3996.jpg"><img class="aligncenter" alt="GOPR3996" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/GOPR3996-1024x768.jpg" width="423" height="317" /></a></div>
<p>Para mais fotos de Caye Caulker e do Blue Hole, <a href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157633274873779/" target="_blank">clique aqui</a>!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/caye-caulker-e-blue-hole/">Caye Caulker e o Fantástico Blue Hole</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://4x1.com.br/caye-caulker-e-blue-hole/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um Peixe Fora D&#8217;água</title>
		<link>http://4x1.com.br/belize-city/</link>
		<comments>http://4x1.com.br/belize-city/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Apr 2013 13:37:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Belize]]></category>
		<category><![CDATA[Belize City]]></category>
		<category><![CDATA[Caye Caulker]]></category>
		<category><![CDATA[Fronteira]]></category>
		<category><![CDATA[Garifuna]]></category>
		<category><![CDATA[Garinagu]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=4077</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 12/01/2013 à 13/01/2013 Trajeto: Cruzamos a fronteira para Santa Elena, e tomamos a Northern Highway direto ao coração de Belize City. Belize &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/belize-city/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/belize-city/">Um Peixe Fora D&#8217;água</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><b>Ficha 4×1</b></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Data: 12/01/2013 à 13/01/2013</b></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Saímos de:</b> Laguna Bacalar &#8211; México</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Distância total:</b> +- 180 km</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Onde dormimos: </b><strong>Seaside Guest House</strong>, um hostel arrumado, próximo à orla.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Pneu Cheio: A sensação de estar em outro mundo. </b>Belize é de fato, um lugar diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">
</div></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half_last content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Destino final:</b> Belize City &#8211; Belize</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Tempo de viagem:</b> 3 horas, com direito a almoço</p>
<p style="text-align: justify;"><b>O que comemos de bom: Frango, arroz, feijão e banana. </b>Não precisamos de mais que isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Pneu murcho: Largada às moscas. </b>Não demoramos a perceber a pobreza e o descaso que é a cidade de Belize City.</p>
<p style="text-align: justify;">
</div><div class="clear"></div></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Trajeto: </b>Cruzamos a fronteira para Santa Elena, e tomamos a Northern Highway direto ao coração de Belize City.<b></b></p>
<p style="text-align: justify;">Belize &#8211; Um Peixe Fora D&#8217;água</p>
<p style="text-align: justify;"><i>Tomamos nosso café-da-manhã na Laguna de Bacalar, preparamos a Tanajura e botamos o pé na estrada. Depois de quase dois meses desde que cruzamos a fronteira em Tijuana, estávamos enfim, despedindo-nos do México, um país que vai deixar saudades. Mas tínhamos que seguir! Estava pela frente, a incógnita das Américas para a Expedição 4&#215;1, a região sobre a qual menos conhecíamos. E nos deparamos de pronto com o país que talvez seja o mais único entre seus vizinhos. Uma nação de cor diferente, ritmos diferentes, idioma diferente. Nada mais exótico que Belize para dar as boas-vindas à nossa viagem pela América Central.</i></p>
<p style="text-align: justify;">A partir do momento em que cruzamos a fronteira do México, as coisas começaram a mudar. A aparência indígena das pessoas nas ruas dava gradualmente lugar aos negros. As placas em espanhol já eram escassas, e as novas indicavam tudo em inglês. E onde estavam os tacos e burritos? Era como se tivéssemos atravessado um portal na fronteira e saído em outra parte do mundo.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2589.jpg"><img class=" " alt="IMG_2589" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2589-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Fronteira</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Belize é definitivamente um peixe fora d&#8217;água na América Central. Dos países continentais, é o único com influência colonial inglesa. Não por menos, a língua oficial do país é o inglês. Mas um inglês com sotaque diferente. Por estar onde está, em Belize também se fala muito o castelhano e o crioulo, um idioma derivado do inglês, com influência do espanhol.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2989.jpg"><img alt="IMG_2989" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2989-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Crianças indo à escolar em Belize City</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Os maias dominavam a região até que em meados do século XVII chegaram exploradores ingleses à costa, interessados na madeira abundante. Os espanhóis ainda não haviam atingido essa região na época. Conhecida como Honduras Britânicas nos tempos coloniais, Belize só ganhou seu nome atual em 1973, quando já tinha maior independência política da Grã- Bretanha. Mas a independência de verdade mesmo só veio em 1981, com a intermediação dos EUA. O seu vizinho, a Guatemala, ainda hoje não reconhece Belize como um estado independente e clama seu território para si.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2621.jpg"><img alt="IMG_2621" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2621-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Casa aos pedaços, cena típica de Belize City</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O país é uma verdadeira mistureba de costumes e tradições de índios, brancos e negros. A população belizenha é composta em sua maior parte por pessoas de ascendência multirracial. Cerca de metade da população é de origem mestiça (maias e europeus), um quarto é de ascendência africana e afro-européia (crioula), aproximadamente 10% são maias e cerca de 6% são afro-ameríndios (Garifuna). O restante inclui grupos de origem européia, indiana, chinesa, norte-americana e do médio oriente.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2982.jpg"><img alt="IMG_2982" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2982-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O branco e o negro se misturam na cidade</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas não é só de riqueza e singularidade cultural de que vive Belize. A natureza foi bastante generosa com o país. Além da rica fauna e flora da floresta, a costa belizenha é algo de se impressionar. A Barreira de Corais Mesoamericana (segunda maior do mundo) corta o litoral do país de norte a sul e proporciona um mundo à parte debaixo do mar. O Blue Hole, um enorme buraco no meio do mar, é uma verdadeira reserva natural, e faz juz à fama que tem entre os mergulhadores do mundo. Próximas à costa, diversas ilhas (ou <i>cayes </i>como chama os locais) oferecem cenários paradisíacos e são o ponto de partida para a exploração subaquática.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2946.jpg"><img alt="IMG_2946" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2946-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Barcos de pesca no &#8220;porto&#8221; da cidade</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mal entramos no país e tomamos rumo em direção ao litoral. O destino eram a ilhas do Caribe. Para alcançá-lo, era necessária uma parada em Belize City, maior cidade do país com pouco mais de 60 mil habitantes (Belize tem no total cerca de 330 mil habitantes, menor que a cidade de Santos!) e tomada erroneamente como sua capital (a oficial é Belmopan!). O lugar era um caos! Carros velhos e barulhentos preenchem o centro da cidade, onde multidões caminham pelas ruas sujas. As casas estavam mais para barracos, e no primeiro momento deram a impressão de que estávamos em uma verdadeira favela.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2682.jpg"><img alt="IMG_2682" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2682-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Casas de madeira antigas se espalham por todos cantos</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A Tanajura, como não poderia deixar de ser, chamava a atenção dos locais, que a todo momento se aproximavam do carro para dizer qualquer coisa. Os belizenhos gostam de falar, em poucos minutos na cidade conhecemos uma mão cheia de malucos. Mas não podemos negar sua simpatia. Um deles, engraçadíssimo se chamava Charles. Conseguiu nossa atenção por quase 40 minutos ao nos dar uma aula de história de Belize. Ele era professor universitário, mas a aparência estava mais para a de um mendigo de rua. Julgamento que logo cai por terra em poucos minutos de conversa. Eles nos fez “Embaixadores de Belize” (com direito a juramento e tudo!), para que falássemos bem do país mundo afora. Que figura!</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2722.jpg"><img alt="IMG_2722" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2722-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Prince Charles belizenho</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2727.jpg"><img alt="IMG_2727" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2727-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tivemos uma aula de história em plena rua</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Nossa primeira missão na cidade foi encontrar aonde pegaríamos o barco para Caye Caulker, uma ilha a poucos km da costa e um dos principais pontos turísticos do país. Depois da Magdalena (nosso GPS) nos guiar em círculos por um bom tempo, algumas perguntas para os locais e chegamos às agências que fazem o transporte para conferir preços e horários. Como era fim de tarde e o último barco estava para sair, decidimos passar a noite no caos mesmo e seguir para a ilha na manhã seguinte.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2953.jpg"><img alt="IMG_2953" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2953-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Trânsito caótico nas ruas de Belize City</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O dólar belizenho vale praticamente a mesma coisa que um real, então perdemos a vantagem que tínhamos no câmbio. O país acaba sendo relativamente caro para comer e se hospedar, se comparássemos ao México. Acabamos jantando no nosso hostel, o Seaside Guest House, perto da orla. O lugar é arrumadinho e a dona/recepcionista/cozinheira fez uma janta para a gente lá mesmo. Para completar o currículo, ela era jogadora em atividade da seleção profissional de futebol de Belize. Quando perguntamos o que poderíamos fazer pela noite de sábado, ela nos convidou para uma volta na cidade.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2650.jpg"><img alt="IMG_2650" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2650-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nossa hospedagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A dona Elize nos guiou pelas ruas da cidade, que estavam impressionantemente vazias. Descobrimos que a população local estava enclausurada em casa nos últimos dias, depois que uma série de assassinatos bizarramente brutais, resultado do acerto de contas entre gangues e policiais, ocorreram na cidade. Realmente dizem que Belize City não é das mais seguras, e de fato, sentimos um pouco de medo ao caminhar pelas ruas.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi aí que ela nos indicou aonde estava o agito. Fomos parar num boteco, daqueles bem fubeca, onde os locais se divertiam a valer no karaokê. Que cena! Não pudemos de tomar uma cerveja local (Belikin) na companhia de um cachorro que nos seguiu o caminho inteiro até o bar. Foi uma experiência no mínimo curiosa.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2626.jpg"><img alt="IMG_2626" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2626-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Mais casinha de madeira</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Buscamos nos guias e conversas com os locais algum lugar para conhecer na cidade, mas foi difícil encontrar algo. Belize City não é lá uma cidade muito turística, muito menos amigável. Entramos no Tribunal, passamos pelo Palácio do Governo, e chegamos por acaso em um Centro Cultural, que é lar de diversas apresentações na cidade. Não é muito como um museu, mas pudemos ver alguma coisa, principalmente do patrimônio nacional que é o Punta Rock, um ritmo tradicional do povo Garifuna.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2934.jpg"><img alt="IMG_2934" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2934-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Galeria no Centro Cultural</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2967.jpg"><img alt="IMG_2967" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2967-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tribunal Regional</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Se teve alguma coisa que a gente gostou em Belize City, foi a comida. Os temperos, com pimenta e coco, lembram a cozinha caribenha. Variedade não havia, mas o que tinha era muito bom. Frango temperado, arroz com feijão misturados e banana frita ou assada. Simples e gostoso.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2607.jpg"><img alt="IMG_2607" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2607-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A comida era uma delícia</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Entrar em Belize foi como um choque. De cara, já percebemos que este era o lugar mais diferente em que estivemos durante a viagem inteira até aqui. E esses eram apenas nossos primeiros dias na América Central.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2916.jpg"><img alt="IMG_2916" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2916-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Gustavo fantasiado de bandeira de Belize</p>
</div>
<p>Para mais fotos de Belize City, <a href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157633274764159/" target="_blank">clique aqui</a>!</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/belize-city/">Um Peixe Fora D&#8217;água</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://4x1.com.br/belize-city/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Maias, Espanhóis e a Cultura Yucateca</title>
		<link>http://4x1.com.br/yucatan/</link>
		<comments>http://4x1.com.br/yucatan/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Apr 2013 13:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[México]]></category>
		<category><![CDATA[Chichen Itza]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Yucateca]]></category>
		<category><![CDATA[maias]]></category>
		<category><![CDATA[Mérida]]></category>
		<category><![CDATA[Península do Yucatán]]></category>
		<category><![CDATA[Pirâmide de Kulkucán]]></category>
		<category><![CDATA[Valladolid]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=3847</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 06/01/2013 à 08/01/2013 Trajeto: Tomamos a Carretera Mexico 180, passando por Valladolid. O Norte do Yucatán – Mérida e Chichén Itzá Encontramos &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/yucatan/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/yucatan/">Maias, Espanhóis e a Cultura Yucateca</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><b>Ficha 4×1</b></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Data: 06/01/2013 à 08/01/2013</b></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Saímos de:</b> Cancun, Quintana Roo &#8211; México</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Distância total:</b> 307 km</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Onde dormimos: Estacionamento de hotel à beira da estrada. </b>Mais uma vez o &#8220;papo de carretere&#8221; deu certo.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Pneu Cheio: As ruínas de Chichén Itzá&#8230;</b>muito bem conservadas e impressionantes</p>
<p style="text-align: justify;">
</div></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half_last content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Destino final:</b> Mérida, Yucatán &#8211; México</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Tempo de viagem:</b> +- 5 horas,  parando em Chichen Itza</p>
<p style="text-align: justify;"><b>O que comemos de bom: Diversos pratos típicos da culinária yucateca&#8230; </b>pollo pibil, poc-chuc e outras delícias</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Pneu murcho: Chegamos atrasados&#8230;</b>não conseguimos entrar no cenote das ruínas de Chichen Itza, porque atrasamos no caminho</p>
<p style="text-align: justify;">
</div><div class="clear"></div></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Trajeto: </b>Tomamos a Carretera Mexico 180, passando por Valladolid.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>O Norte do Yucatán – Mérida e Chichén Itzá</b></p>
<p style="text-align: justify;"><i>Encontramos no norte do Yucatán, um povo que preserva com muito orgulho suas tradições. Guardam<b> </b>uma rica herança da civilização maia e também costumes trazidos pelos espanhóis. Conhecer a região é como experimentar um pouco do passado e dessa mistura cultural.<b></b></i></p>
<p style="text-align: justify;">Em mais uma das andanças em nossas “férias” na Península do Yucatán, partimos do nosso QG em Cancun em direção à capital e maior cidade do estado de Yucatán: Mérida. Fundada em 1542 sobre as ruínas da cidade maia de T&#8217;Hó, a cidade hoje conta com cerca de 800 mil habitantes e é uma das mais culturais de todo México.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2112.jpg"><img alt="IMG_2112" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2112-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O banco dos namorados, em Mérida</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A viagem de cerca de 310 km teve direito a umas paradas interessantes no caminho. A primeira foi na cidade de Valladolid, onde fizemos um almoço. A cidade é bastante convidativa para um passeio, com um ar aconchegante diante das ruas em arquitetura colonial. Resistimos à tentação e seguimos viagem, uma vez que pretendíamos chegar na próxima parada em tempo hábil. Esta era Chichén Itzá, uma das mais famosas e bem preservadas ruínas da civilização maia em toda península.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2200.jpg"><img alt="IMG_2200" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2200-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Pracinha tranquila, comum nas cidades coloniais do Yucatán</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Como era de se esperar, chegamos atrasados nas ruínas, de maneira que entramos na sua última hora de funcionamento (a partir das 16 horas) sem pagar as entradas. Acabamos tendo que apelar para uma visita relâmpago, buscando os principais pontos de interesse dentro do sitio arqueológico.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_1986.jpg"><img alt="IMG_1986" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_1986-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Pirâmide de Kulkucan, em Chichén Itzá</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Chichén Itzá funcionou como centro político e econômico da civilização maia, oferecendo várias edificações em um projeto arquitetônico de cidade que impressiona por sua complexidade. Estrturas como a pirâmide de Kukulkán, o Templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas, e o Campo de Jogos dos Prisioneiros estão em ótimo estado depois de tanto tempo. Estima-se que Chichén-Itzá foi fundada por volta dos anos 435 e 455 a.C.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_1850.jpg"><img alt="IMG_1850" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_1850-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Suntuosa e impressionante</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Perdemos alguns pontos importantes que gostaríamos bastante de conhecer como o Cenote e Juego de Pelota, mas o que pudemos ver ainda que rápido foi impressionante.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_1957.jpg"><img alt="IMG_1957" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_1957-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ruínas muito bem preservadas</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Seguimos com a Tanajura para nosso destino final, Mérida. Mais uma vez, conseguimos um estacionamento de hotel para passar nossas noites nas barracas. Este esquema tem funcionado muito bem nesses últimos dias de México.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2217.jpg"><img class=" " alt="IMG_2217" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2217-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">O estilo colonial de Mérida</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Não se precisa de muito tempo na cidade para identificar a tríplice jóia de sua coroa: arquitetura, gastronomia e música. Tudo isso em contexto histórico e cultural extremamente rico. Mérida foi por um tempo o centro do poder espanhol nos tempos coloniais, que se sobrepôs à resistência maia depois de anos de conflito.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2438.jpg"><img alt="IMG_2438" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2438-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Monumento em homenagem aos maias</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Uma visita ao Pálacio Municipal, na Plaza Grande, é um convite a mergulhar na história da cidade e do México, através de imensos murais pintados por todo o edifício. Na mesma praça está localizada a Casa Montejo, antiga moradia da família ligada à fundação da cidade.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2250.jpg"><img alt="IMG_2250" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2250-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tudo muito colorido no centro da cidade</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2210.jpg"><img alt="IMG_2210" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2210-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Uma das diversas igrejas coloniais de Mérida</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O centro histórico é repleto de belas construções em torno das suas ruas de paralelepípedo. A arquitetura colonial muito bem preservada é um convite a uma caminhada sem compromisso pela cidade.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2341.jpg"><img alt="IMG_2341" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2341-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ao lado do Palácio Colonial, arte moderna se inspira nas tradiçoes indígenas</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2083.jpg"><img alt="IMG_2083" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2083-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Igrejas se espalham por toda a cidade</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2236.jpg"><img alt="IMG_2236" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2236-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Dentro do Palácio Colonial, murais representam marcos das hisória mexicana e yucateca</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2255.jpg"><img alt="IMG_2255" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2255-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Lendas também fazem parte dos murais</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No caminho, diversos restaurantes evidenciam a culinária única da cultura yucateca. Como não poderia deixar de ser, a cozinha apresenta uma mistura de sabores europeus e maias, sendo o milho um ingrediente crucial. Experimentamos uma grande variedade de pratos típicos (pollo pibil, poc-chuc e outros) no Restaurante La Chaya Maya, uma delícia!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2353.jpg"><img alt="IMG_2353" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2353-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Experimentamos os sabores da culinária locañ</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2356.jpg"><img alt="IMG_2356" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2356-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Variedade de igredientes e temperos</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Para completar a experiência cultural, a música! Mérida se orgulha de apresentar seus costumes e tradições aos visitantes. Durante todo o ano, apresentações de dança típica são feitas gratuitamente na Plaza Grande. Tivemos a oportunidade de apreciar uma delas. Danças espanholas, pessoas e suas vestimentas indígenas. Nada melhor para representar o espírito da cidade.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2391.jpg"><img alt="IMG_2391" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2391-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Apresentaçao de dança típica na praça</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2366.jpg"><img alt="IMG_2366" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_2366-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Cultura ao ar livre e de graça</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A volta de Mérida representou o fim das nossas “férias” da Expedição. Nossa última visita foi deixada no aeroporto de Cancun, e depois de 20 dias no Yucatán, a Expedição tomou seu rumo. Ainda fizemos uma parada rápida (mais uma vez) na belíssima Laguna de Bacalar ao sul da península, antes de seguir na estrada. O fim das “férias” também foi o fim da nossa passagem pelo querido e surpreendente México. Os dois meses que passamos no país não foram nem de perto o suficiente para fazer tudo que queríamos. A simpatia, a cultura, a natureza, a comida mexicana vão deixar saudades. Mas a Expedição tem que continuar. Pé na estrada! Destino: América Central!</p>
<p style="text-align: justify;">Para mais fotos do norte do Yucatán, <a href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157633277999170/" target="_blank">clique aqui</a>!</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br/yucatan/">Maias, Espanhóis e a Cultura Yucateca</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="http://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://4x1.com.br/yucatan/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

<!-- Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: http://www.w3-edge.com/wordpress-plugins/

Database Caching 3/5 queries in 0.001 seconds using disk
Object Caching 2478/2480 objects using disk

 Served from: 4x1.com.br @ 2026-06-18 20:42:45 by W3 Total Cache -->