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	<title>4x1 &#187; Canadá</title>
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	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
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		<title>Tanajura ao resgate no lago esmeralda!</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Dec 2012 17:48:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 18/10/2012 a 20/10/2012 * Incluindo quase 2h de parada entre janta e reserva de hotel + longo trecho com nevasca e pouca &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/banff/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Ficha 4&#215;1</strong><strong></strong></h3>
<h4><strong>Data:</strong> 18/10/2012 a 20/10/2012</h4>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> Vancouver, British Columbia – Canadá</p>
<p><strong>Distância total: </strong>845 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Irwin’s Mountain Inn.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> Lake Louise e, claro, a nossa heroína Tanajura!</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final: </strong>Banff, Alberta – Canadá</p>
<p><strong>Tempo de viagem: </strong>aprox. 15 horas*</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> Um fondue completo!!!</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> O clima com muita neve e neblina que nos atrapalhou na chegada e na visita ao Columbia Icefields.</p>
</div><div class="clear"></div><p>* Incluindo quase 2h de parada entre janta e reserva de hotel + longo trecho com nevasca e pouca visibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Vancouver pela Trans-Canada Highway e seguimos, basicamente, por ela até Banff (BC-1 E, BC-3 E, BC-5 N, BC 1 E, AB 1)</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Nossa companheira Tanajura foi mais uma vez colocada à prova e sua força descomunal não desapontou! Dessa vez foi a região dos lagos Canadenses, um dos principais cartões postais do país, que testemunhou o heroísmo da nossa amiga e nos contemplou com uma das mais belas trilhas pela neve da Expedição até aqui.</em></p>
</blockquote>
<div id="attachment_2796" style="width: 264px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/30.jpg"><img class=" wp-image-2796" title="30" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/30-682x1024.jpg" alt="" width="254" height="381" /></a>
<p class="wp-caption-text">As montanhas nevadas ao redor do magnífico Lake Louise, Alberta &#8211; Canadá</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Óleo e radiador no nível, pneus checados, tanque cheio e café da manhã tomado. Tudo pronto!  Partimos de Vancouver rumo ao Parque Nacional de Banff por volta das 11h, após nos despedirmos do Caio que muito bem nos acolheu e tornou-se grande amigo de todos nós! Após algumas horas na estrada parávamos na pequena cidade de Mittier para o almoço. Para nossa surpresa quase todos os restaurantes eram de culinária japonesa ou chinesa! Não sabíamos até então, mas a proximidade com os países orientais pelo Pacífico trouxe uma grande leva de imigrantes (pós-Segunda Guerra Mundial) fazendo com que a costa oeste do Canadá se tornasse uma grande colônia de japoneses, chineses, tailandeses entre outras descendências orientais. Logo, comer comida japonesa, diferente do Brasil, é algo muito barato! E assim foi nosso almoço: um <em>bento</em> (combinado de comida japonesa que naquele restaurante vinha com misoshiru, tempurá, guioza, califórnia roll, arroz e frango teriaki grelhado! – tudo por menos de 11 dólares!)</p>
<p style="text-align: justify;">Nossa intenção em Banff era acampar, mas logo na estrada teríamos os primeiros sinais de que isso não seria algo muito agradável. Acontece que, logo após o pôr-do-sol, a neve começava a apertar e pouco mais de 6 horas de estrada, após o almoço, parávamos para nossa segunda e última refeição do dia. A temperatura do nosso termômetro – que compramos lá no Alasca – apontava a temperatura abaixo dos 4 graus Celsius. Entramos numa lanchonete Canadense que não tinha nada de especial, mas que os preços dos sanduíches eram bons – inclusive se comparado com os do Mc Donald’s, que nos EUA e Canadá são praticamente de graça! Aproveitamos a internet do local e confirmamos o que prevíamos: haveria neve nos próximos 2 ou 3 dias e as temperaturas alcançariam mínimas de até -7°C. Não dava para acampar, teríamos que reservar um alojamento. Nossa sorte é que estávamos chegando a Banff justamente no intervalo entre as altas estações e os preços estavam bem negociáveis. Sendo assim, conseguimos um hotel de boa qualidade pelo preço de um motel de beira de estrada dos EUA! Hospedagem resolvida, seguimos para a estrada.</p>
<div id="attachment_2799" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/31.jpeg"><img class="size-large wp-image-2799" title="31" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/31-1024x768.jpg" alt="" width="423" height="317" /></a>
<p class="wp-caption-text">A neve pesada nos acompanhou por longos kilômetros nos dias que passeamos pelas Montanhas Rochosas Canadenses!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A neve, no entanto, não perdoava! Carros e caminhões começaram a andar em filas como em um comboio. A neve que batia no para-brisa logo congelava e o limpador deveria estar no máximo para evitar acúmulo de neve no vidro. Nossa velocidade máxima: 65 km/h! E assim, devagarinho, chegávamos a Banff por volta das 2h30 da manhã. Quase 15 horas depois que saímos de Vancouver!</p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte, claro, acordamos um pouco tarde. Estávamos exaustos de tanta estrada! Tomamos café e por volta das 11h30 saímos para <em>Lake Louise</em> (Lago Louise) – o belíssimo lago cor de esmeralda, cercado por altas montanhas – uma das principais atrações da região do parque de Banff e um dos principais destinos turísticos do Canadá. Lake Louise fica a aproximadamente 40 min (58 km) do centro de Banff.</p>
<div id="attachment_2798" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/315.jpg"><img class="size-large wp-image-2798" title="31,5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/315-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Saindo de Banff em direção ao Lake Louise. Alberta &#8211; Canadá</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2797" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/314.jpg"><img class="size-large wp-image-2797" title="31,4" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/314-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A neve já dava um tom &quot;natalino&quot; à aconchegante cidade de Banff &#8211; Alberta, Canadá</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Chegando lá passamos no centro de informações turísticas para ver quais eram as melhores trilhas e o que ainda estava aberto. Mas, se demos sorte com o hotel (por estarmos em baixa estação), não demos a mesma sorte com as atividades a fazer por lá. O que acontece é que, em boa parte do Canadá (e também na região norte dos EUA) a maioria dos parques possuem duas altas estações: o verão – quando se pratica, obviamente, esportes de verão, tais como: trilhas, passeios a cavalo, montanhismo, caiaque, canoagem, etc.; e o inverno, que é quando os esportes mais praticados são esqui, snowboard e o <em>cross-country ski</em> (uma espécie de trilha usando-se esquis para andar longas distâncias pela neve). Dessa forma, no outono, (época em que cruzamos boa parte desses parques) a neve e o frio pesado impedem a prática da maioria dos esportes de verão (as próprias empresas não oferecem mais aquelas atividades) e a quantidade de neve ainda não é suficiente para práticas de esportes de neve. Sendo assim, algumas trilhas que levam a alguns dos lagos na região de <em>Lake Louise </em>já estavam fechadas por conta da neve. E as que se encontravam abertas tinham tanta neve que deveriam ser feitas com cautela. Recomendações ouvidas e mapas em mão, seguimos para o estacionamento próximo à trilha principal, ao redor do famoso lago! Mas não sabíamos o que estava por vir&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2795" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/29.jpg"><img class=" wp-image-2795" title="29" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/29-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um visual incrível: as altas Montanhas Rrochosas, a neve e as águas cristalinas do Lake Louise &#8211; Alberta, Canadá</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">&#8230;Uma jovem de Hong Kong que estava com a mãe e a irmã a turismo pelo Canadá vinha descendo uma curva na saída do estacionamento do parque e perdeu o controle do Ford Fiesta que conduzia. Quando passamos por ali vimos o carro caído em uma vala e família preocupada, do lado de fora. Não aconteceu nada a elas, mas o carro ficou inclinado na vala, no meio da neve, e não conseguia sair de jeito nenhum. Saímos para tentar ajudá-las, mas, em um primeiro momento, como não sabíamos direito o que fazer, tentamos o “básico”: tirar o carro empurrando, enquanto alguém acelerava. Entretanto, como o carro não tinha tração por conta da na neve, ele patinava e cada vez caia mais no atoleiro. Além disso, a cada tentativa ele ficava mais próximo de acertar as árvores que estavam ao lado da vala.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi aí que pensamos em usar nossos equipamentos de resgate! A primeira coisa que fizemos foi tentar tirar o carro usando a prancha de desatolamento. Retiramos o excesso de neve embaixo do carro, cavamos um pequeno buraco embaixo das rodas para fincar as pranchas, aceleramos e&#8230; Nada! Sem tração nas rodas traseiras o carro só patinava na neve. Estávamos com muito medo que o carro viesse a tombar de lado com nossas tentativas e, então, decidimos parar. Mas as moças estavam desesperadas, pois o carro era alugado e elas deveriam chegar à noite em uma cidade a 8 horas de Banff para pegar um voo na manhã seguinte.  Já havia se passado mais de 1 hora desde o momento que chegamos ali, os únicos socorros mecânicos disponíveis na cidade estavam ocupados e levariam várias horas para chegar ao local. Elas pediram para tentarmos o que fosse necessário e que não nos importássemos com o que pudesse acontecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Tínhamos então duas alternativas: puxar o carro usando o guincho ou a cinta de resgate. O problema é que o carro não possuía um gancho de resgate nem na parte traseira, nem na dianteira, muito comum nos carros 4&#215;4. Nem tampouco havia um ponto de apoio para prenderemos o guincho, tornando inviável o seu uso. (Um guarda do parque que passou pelo local 15 minutos antes, nos informou que para usar o guincho nesses tipos de carros era necessário um gancho especial, o qual não possuíamos)</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem. Nossa última opção pra tirar o carro da vala seria usar a cinta de resgate amarrada em algum lugar do carro. Mas antes, decidimos mover o carro um pouco para frente. Queríamos deixá-lo num ponto mais plano para não correr o risco de capotá-lo na hora do tranco. Friozinho na barriga! Bom, com o carro mais ou menos alinhado, amarramos a cinta ao eixo das rodas traseiras do Fiesta e prendemos a outra ponta no nosso gancho – na parte traseira da Tanajura. Com medo da Tanajura também derrapar devido ao excesso de gelo na pista e do peso do outro veículo a ser tracionado, posicionamos ela na parte de subida da pista, que possuía menos gelo. Era a hora da verdade. Tínhamos quase certeza que seria impossível tirar um veículo de quase 1 tonelada da neve, ainda mais com a Tanajura estando numa subida&#8230; com gelo!!!</p>
<div id="attachment_2794" style="width: 528px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/28.jpg"><img class=" wp-image-2794" title="28" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/28.jpg" alt="" width="518" height="345" /></a>
<p class="wp-caption-text">A cinta de segurança amarrada com uma ponta no eixo traseiro do Fiesta e a outra na Tanajura!!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2793" style="width: 513px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/27.jpg"><img class=" wp-image-2793" title="27" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/27.jpg" alt="" width="503" height="335" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura pronta para a tentativa de rebocar o Fiesta da neve! Nós, com um friozinho na barriga! :)</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">E lá fomos nós para mais um “teste”. Ligamos a tração reduzida, controle de embreagem&#8230;. e&#8230; deu certo!!! Em instantes a Tanajura com sua força “descomunal” arrastava o carro para fora da vala patinando na neve como se fosse um brinquedinho!!! Mais legal ainda foi ver a felicidade das moças que pulavam e nos abraçavam de alegria! Elas vieram até nós e disseram que iriam nos pagar um almoço pelas longas horas que ficamos ali (foram mais ou menos umas 2 horas). Dissemos que não era necessário, pois inclusive estávamos com um pouco de pressa para fazermos a trilha antes que ficasse tarde demais. Depois de muito insistirem aceitamos. O mais engraçado é que a mãe disse que a filha é quem iria pagar, pois era a responsável por elas terem caído na vala! Hahahaha <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<div id="attachment_2792" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/26.jpg"><img class="size-large wp-image-2792" title="26" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/26-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura &quot;salva a pátria&quot;!!! O Fiesta sai pra fora da vala e as moças de Hong Kong celebram conosco!!!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Comemos, conversamos bastante com elas, tiramos fotos juntos e seguimos finalmente para o Lake Louise. Ou melhor, tentamos seguir, pois antes um Canadense nos abordou para perguntar sobre a Expedição. Ele havia feito uma viagem do Canadá até a Argentina e ficou encantado com nosso roteiro! Tirou foto do carro e tudo mais. Aproveitamos para pedir-lhe para colar o adesivo do Canadá na Tanajura!</p>
<div id="attachment_2790" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/25.jpg"><img class="size-large wp-image-2790" title="25" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/25-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura toda se achando!! As moças de Hong Kong fizeram questão de tirar uma foto com ela!!! :)</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2789" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/24.jpg"><img class="size-large wp-image-2789" title="24" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/24-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O simpático Canadense que ficou orgulhoso de colar a bandeira de seu país na Tanajura!!!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando à trilha&#8230; Chegamos ao Lake Louise já mais de 16h30 para iniciarmos uma belíssima trilha ao redor do lago. Com pouco tempo, nos restringimos a fazer metade da subida que atinge o ponto mais alto do lago. Lake Louise recebeu esse nome em homenagem a uma das filhas da Rainha Victória (do Reino Unido): a princesa Louise Caroline Alberta (que também deu nome ao estado o qual o lago faz parte &#8211; Alberta). Circundado por inúmeras montanhas nevadas e pelo elegante “The Fairmont &#8211; Chateau Lake Louise”, o lago é realmente encantador. Ficamos ali imaginando como seria ele com o céu aberto.</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que a maior ocupação e desenvolvimento dessa região – de Banff e Lake Louise – se deu por conta da construção da <em>Canadian Pacific Railway</em> (<em>CPR</em> &#8211; Companhia Ferroviária Canadense), por volta de 1880, com a intenção de conectar as principais cidades do país à Leste, até a British Columbia, à Oeste. A forte conexão que o país ainda possuía com o Reino Unido fez com que o nome de muitas de suas cidades e paisagens naturais fossem remetidos as daqueles países. Curioso também é que ambas Banff e Lake Louise estão entre as cidades mais altas do país. E, devido a pouca tradição do Canadá para atividades de montanhismo naquela época, alpinistas suiços foram contratados pela Companhia Ferroviária Canadense para estimular (de forma mais segura) o turismo ali nas Montanhas Rochosas! Bom negócio para a Companhia Ferroviária e também para os alojamentos que recebiam tanto os construtores das ferrovias, quanto os turistas que começavam a visitar os parques!</p>
<div id="attachment_2788" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/23.jpg"><img class="size-large wp-image-2788" title="23" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/23-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Gabriel pagando de &quot;fortão&quot; em frente ao Lake Louise &#8211; Alberta, Canadá</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2787" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/22.jpg"><img class="size-large wp-image-2787" title="22" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/22-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A cor esmeralda do Lake Louise que dá até vontade de pular!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2786" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/21.jpg"><img class="size-large wp-image-2786" title="21" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/21-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As montanhas refletindo no Lake Louise de forma simétrica!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2785" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/20.jpg"><img class="size-large wp-image-2785" title="20" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/20-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Parada no congelado Mirror Lake depois de 40 min. subindo pela trilha nevada ao redor do Lake Louise!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2784" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/19.jpg"><img class="size-large wp-image-2784" title="19" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/19-1024x686.jpg" alt="" width="423" height="283" /></a>
<p class="wp-caption-text">O luxuoso Chateau Lake Louise bem em frente ao lago! Só não é tão confortável quanto nossas barracas!!! hahaha</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2783" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/18.jpg"><img class="size-large wp-image-2783" title="18" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/18-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Mesmo após o por do sol o Lake Louise mostra seu charme refletindo a paisagem ao seu redor!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Voltamos para Banff famintos! Aí decidimos “abrir a mão”, né?! Afinal, não havíamos pagado o almoço&#8230; hehehe Fomos jantar em um dos mais típicos restaurantes de fondue de Banff, que inclusive havia sido fortemente recomendado pelo Rodrigo e a Ana (do <a title="Site do casal Rodrigo e Ana da Expedição 1000 dias pelas Américas" href="http://www.1000dias.com/" target="_blank">1000dias</a>): o Grizzly House. Excelente!! O lugar estava lotado. Comemos uma refeição completa que contava com: creme de cebola e fondue de queijo de entrada, fondue de carnes como principal e frutas no chocolate derretido como sobremesa. De longe o melhor fondue que já comemos em nossas vidas!</p>
<div id="attachment_2782" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/17.jpg"><img class="size-large wp-image-2782" title="17" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/17-1024x681.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Abrindo a carteira e tirando a barriga da miséria no delicioso Grizzley House em Banff, Alberta &#8211; Canadá</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte decidimos explorar um pouco mais ao norte para visitar de perto os glaciares! Acordamos cedo e partimos para um dos principais campos de gelo do país: o <em>Columbia Icefields</em>. Situado há 185 km de Banff e no caminho para o parque de Jasper (mais ao norte) o Columbia alimenta 8 grandes glaciares. Mas logo na saída de Banff a forte neve indicava que a tarefa não seria muito fácil. Pegamos uma forte nevasca nos primeiros 40 km de estrada, mas ela diminuia gradativamente. A neve diminuiu bastante até que o tempo clareou por volta das 13h30. Uma placa na estrada sinalizava que as condições até o <em>Columbia Icefields</em> não eram boas, então reduzimos bastante a velocidade. Era um visual incrível. Lagos e rios, em um tom azul opaco, se misturavam em meio às altas montanhas com seus grandes campos de gelo eterno. Um corvo encarando a Tanajura foi o único animal que vimos por ali.</p>
<div id="attachment_2781" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/16.jpg"><img class="size-large wp-image-2781" title="16" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/16-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura tomando muuuita neve a caminho do Columbia Icefields &#8211; Alberta, Canadá!!!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2780" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/15.jpg"><img class="size-large wp-image-2780" title="15" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/15-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A neve deu uma trégua e pudemos contemplar a beleza do caminho rumo aos glaciares! (Alberta, Canadá)</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2779" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/14.jpg"><img class="size-large wp-image-2779" title="14" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/14-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um corvo resolveu &quot;encarar&quot; a Tanajura!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Uma hora mais a frente, já quase chegando ao Columbia, vimos alguns carros caidos para fora da pista. Haviam patinado na neve que dominava a estrada. Mas dessa vez havia uma equipe de resgate no local! A Tanajura respirou aliviada e seguiu sua tarefa com grande maestria. Chegamos ao principal glaciar do <em>Columbia Icefields, </em>o glaciar Athabasca! Mas, infelizmente, sentimos certa desilusão: mesmo a apenas algumas centenas de metros de distância, a neblina impedia que víssemos o glaciar com maior clareza. Demos uma volta a pé pela neve, na tentativa de chegarmos mais próximo ao glaciar. Mas pouca coisa mudou. Pudemos ao menos sentir na pele que não é brincadeira a realidade de uma região marcada por neves eternas. Devagarinho conduzimos a Tanajura de volta e cruzamos com uma simpática família de caprinos montanheses que ficaram com cara de interrogação, imaginando que bicho era a Tanajura! hahaha</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2777" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/13.jpg"><img class="size-large wp-image-2777" title="13" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/13-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um dentre os 4 carros que haviam saído pra fora da pista e caído na vala a caminho do Columbia Icefields (Alberta, Canadá)</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2776" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/12.jpg"><img class="size-large wp-image-2776" title="12" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/12-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Com os carros sendo rebocados o trânsito ficou um pouco mais lento na região</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2775" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/11.jpg"><img class="size-large wp-image-2775" title="11" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/11-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Chegada ao glaciar Athabasca dentro do Columbia Icefields (Alberta, Canadá)</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2774" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/10.jpg"><img class="size-large wp-image-2774" title="10" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/10-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A neblina e o tempo nublado atrapalharam nosso visual do glaciar Athabasca (ao fundo da Tanajura, entre as montanhas)</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2773" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/9.jpg"><img class="size-large wp-image-2773" title="9" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/9-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminhamos 20 min na trilha coberta por neve para uma última tentativa de ver o glaciar Athabasca mais de perto. Sem muito sucesso :(</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2772" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/8.jpg"><img class="size-large wp-image-2772" title="8" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/8-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ao menos uma simpática família de caprinos vieram nos dar tchau antes do retorno à Banff! hahaha</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/7.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2771" title="7" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/7-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2770" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/6.jpg"><img class="size-large wp-image-2770" title="6" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/6-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Inúmeras placas ao longo do caminho indicavam que muito comércio, postos, áreas de camping, etc. já estavam fechados por conta do inverno!</p>
</div>
<p>Era nossa última noite em Banff e depois de tanta neve e sanduíches de presunto (iguais ao do Chaves!) precisávamos mesmo de um banho quente e um bom vinho canadense! <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2769" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/5.jpg"><img class="size-large wp-image-2769" title="5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/5-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura amanhece com umas &quot;estalagtites&quot; de gelo em manhã de muito frio, antes da partida de Banff (Alberta, Canadá)</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2768" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/4.jpg"><img class=" wp-image-2768" title="4" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/4-674x1024.jpg" alt="" width="296" height="449" /></a>
<p class="wp-caption-text">O adeus à simpática cidade de Banff em Alberta, Canadá</p>
</div>
<p>Para ver ainda mais fotos da nossa passagem por Banff e Lake Louise, <a title="Fotos Banff e Lake Louise, Alberta - Canadá" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632135891944/" target="_blank">clique aqui</a></p>
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		<title>Vancouver II &#8211; Encontro de Expedições</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Dec 2012 13:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[1000dias]]></category>
		<category><![CDATA[Boteco Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Challenging Your Dreams]]></category>
		<category><![CDATA[encontro de expedições]]></category>
		<category><![CDATA[Kombianos]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Avós no 3º Milênio]]></category>
		<category><![CDATA[Vancouver]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Vancouver, BC &#8211; Encontro de Expedições Quando surgiu essa ideia maluca de pegar o carro e cruzar as Américas, passamos a pesquisar incessantemente outras pessoas &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/encontro_de_expedicoes/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Vancouver, BC &#8211; Encontro de Expedições</p>
<p style="text-align: justify;">Quando surgiu essa ideia maluca de pegar o carro e cruzar as Américas, passamos a pesquisar incessantemente outras pessoas que fizeram o mesmo ou estavam fazendo algo parecido. E para nossa surpresa, encontramos diversos viajantes neste caso. Era a comprovação que precisávamos: não éramos malucos e se fossemos, não éramos os únicos! Conhecendo cada canto da América de carro, ou extrapolando a aventura ao mundo inteiro, os aventureiros estão por aí. O céu é o limite!</p>
<p style="text-align: justify;">Encontrar mais pessoas que largaram a segurança de casa para conhecer o mundo nos deu mais coragem para deixar nossos empregos, nossa família e amigos para partir em busca do desconhecido. Toda essa história virou questão de honra, quando encontramos um blog chamado <a href="http://www.vovosmilenio.pro.br/" target="_blank">Projeto Avós no 3º Milênio</a>, da simpática Dona Heloísa, uma mulher de 67 anos que viaja o mundo sem medo em seu Troller. Em 2003, ela fez uma viagem muito parecida com a que pensávamos em fazer para o Alasca, saindo de Fortaleza. Ela foi bastante receptiva às nossas perguntas e deu todo o apoio para também realizarmos este sonho. Foi o empurrãozinho que faltava para decidirmos definitivamente cair na estrada.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi também pela internet que conhecemos a Grace e o Robert, do <a href="www.challengingyourdreams.com" target="_blank">Challeging Your Dreams</a>. Tivemos o prazer de encontra-los pessoalmente em São Paulo algumas vezes antes da viagem para bater um papo e aprender um pouco das suas inúmeras aventuras ao redor do mundo. As experiências que compartilharam com a gente também deram mais força e vontade para que o projeto saísse do papel, no momento em que ainda estávamos naquele momento de incerteza. Mais uma fonte de inspiração.</p>
<div style="width: 423px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/jantargracerobert-726x484.jpg"><img title="jantargracerobert-726x484" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/jantargracerobert-726x484-300x200.jpg" alt="" width="413" height="292" /></a>
<p class="wp-caption-text">Encontro pré-viagem com a Grace e o Robert, do Challenging Your Dreams</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">De lá para cá, foram diversos os contatos que fazíamos com os viajantes de plantão. Para nossa sorte, alguns deles ainda estavam na estrada e não há pessoa melhor para fornecer dicas gerais do trajeto e da viagem em si como aquelas que estão com tudo fresquinho na cabeça. Trocamos diversos e-mails com o Leo e a Dani, do <a href="www.infinitahighway.com.br/" target="_blank">Infinita Highway</a>, com o Mauro e Marina do <a href="www.projetoanima.com/" target="_blank">Projeto Anima</a>, e também com o Rodrigo e a Ana, do <a href="www.1000dias.com" target="_blank">1000dias</a>. Todos eles foram muito solícitos e amigáveis, ajudando muito nas nossas decisões mais importantes. Até aqui, o contato com eles se limitava ao mundo virtual, mas Vancouver estava à nossa frente para mudar essa história.</p>
<p style="text-align: justify;">Para nossa sorte, nosso caminho se aproximava cada vez mais do casal do 1000dias. O Rodrigo e a Ana já estão na estrada há mais de 2 anos com a Fiona, uma simpática Toyota Hilux prata. O roteiro deles é relativamente parecido com o nosso, do Brasil ao Alasca, do Alasca ao Ushuaia, só que eles passam literalmente por todos os cantos e pretendem completar TODOS os países da Américas, incluindo as ilhas espalhadas pelo continente e até a Antártida! Se já achavam que o nosso caminho era longo, imaginem o deles. Até agora já são mais de 100 mil km rodados e muitos mais ainda por vir.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2662.jpg"><img title="IMG_2662" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2662-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Finalmente Expedição 4&#215;1 e 1000dias se cruzam na estrada!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Sempre que possível atualizávamos nossas posições para tentar marcar um encontro. No Alasca, perdemos eles por questão de um ou dois dias. Mas de Vancouver, não passava! E não passou! Finalmente conseguimos nos encontrar! Seguindo uma sugestão do Caio, o brasileiro que nos recebeu na cidade, encontramos um lugar perfeito para o encontro: o Boteco Brasil, um legítimo bar brasileiro no coração de Vancouver. Samba brasileiro, caipirinha brasileira e comida brasileira, não havia lugar melhor para um encontro de expedições BRASILEIRAS em pleno Canadá!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2641.jpg"><img title="IMG_2641" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2641-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Encontro brasileiro no Boteco Brasil, na companhia da Márcia e do Caio</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A própria dona do Boteco, a Dona Márcia, não podia acreditar que dois carros com placa do Brasil estavam estacionados bem na frente do bar. Ela gentilmente nos convidou para um almoço tipicamente brasileiro alguns dias depois. Picanha, strogonoff, bobó de camarão, difícil era escolher! Isso sem contar as coxinhas e a caipirinha que acompanharam o almoço. Batemos novamente um bom papo, acompanhados da Márcia e também do Caio, que se juntou a nós durante o almoço brasileiro.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2646.jpg"><img title="IMG_2646" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2646-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Comida brasileira e caipirinha&#8230;nada melhor!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2349.jpg"><img title="IMG_2349" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2349-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Picanha com arroz e feijão&#8230;que saudade!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A noite no Boteco ainda guardava surpresas. Não só duas expedições animariam o samba, mas sim três! O Rodrigo e Ana trouxeram com eles os colombianos Meli e Kike, que viajam pela a América de Kombi! Eles se tornaram amigos de estrada e se encontram sempre que podem. Os <a href="http://www.kombianos.com/" target="_blank">Kombianos </a>já tem 4 anos de <em>carretera</em> e não tem perspectiva de parar.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2376.jpg"><img title="IMG_2376" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2376-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Encontro de expedições: 4&#215;1, 1000dias e Kombianos no Boteco Brasil</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O encontro rendeu muita conversa e muitas risadas. O que não faltavam eram histórias para contar e experiências para compartilhar! Era como se nos conhecêssemos o Rodrigo e a Ana há tempos pela proximidade que tínhamos a partir da leitura dos posts do seu blog. E ainda tivemos a oportunidade de conhecer também os colombianos, pessoas igualmente inspiradoras.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Kombianos seguiram viagem no dia seguinte, mas nós e o casal do 1000dias ainda curtimos mais alguns dias em Vancouver. Passamos uma tarde em seu “apartamento” (um achado do <a href="http://www.priceline.com/" target="_blank">PriceLine </a>– bom e barato) e fomos jantar em um restaurante mongol no dia seguinte. Papo era o que não faltava!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2550.jpg"><img title="IMG_2550" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2550-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Comida mongol em mais um bate-papo divertido com o 1000dias</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A Tanajura e a Fiona não podiam mais se separar. Seguiram juntas para passear pelas ruas de Vancouver. Entre outros lugares, foram curtir um belo pôr-do-sol em Wreck Beach.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2713.jpg"><img title="IMG_2713" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2713-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Pôr-do-sol em Wreck Beach, Vancouver</p>
</div>
<p>E também um fim de noite gostoso em Gastown, onde as expedições ainda curtiram um divertido show de bourlesque.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2769.jpg"><img title="IMG_2769" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2769-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Show de bourlesque em Gastown, Vancouver</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Uma das melhores coisas do tipo de viagem que estamos fazendo é sem dúvida, conhecer pessoas, trocar experiências e abrir a cabeça. Desde o princípio, esse era um dos principais motivos que nos levou a decidir tocar o projeto. Para nossa sorte, têm sido diversos os amigos que conhecemos nas nossas idas e vindas pela América. São pessoas que nos inspiram e nos ensinam cada vez mais com o que tem para contar.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Vancouver &#8211; Um Lugar Para Se Viver</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Nov 2012 02:30:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[Canada Place]]></category>
		<category><![CDATA[Gastown]]></category>
		<category><![CDATA[lugar para viver]]></category>
		<category><![CDATA[Lynn Canyon]]></category>
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		<category><![CDATA[Stanley Park]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 12/10/2012 à 17/10/2012 Saímos de: Whistler, BC, Canadá Destino: Vancouver, BC, Canadá Distância: 123 km Tempo de viagem: Cerca de duas horas. &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/vancouver/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>12/10/2012 à 17/10/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Whistler, BC, Canadá</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Vancouver, BC, Canadá</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> 123 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>Cerca de duas horas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Whistler pela BC-99, que nos levou direto ao coração de Vancouver</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos: Receptividade e aconchego na casa do Caio. </strong>Tivemos a oportunidade de ficarmos hospedados com um brasileiro em Vancouver. Como fomos parar lá é uma longa história, que começa ainda pela nossa passagem pelo Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente: Comida boa e grátis no templo hindu. </strong>Praticamente uma experiência intercultural.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: Poucos dias em Vancouver e já se vê o que é qualidade de vida. </strong>São diversos os atrativos da cidade, que frequentemente faz juz ao status de melhor lugar para se viver. Vancouver é charmosa, segura e riquíssima em belezas naturais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: Chove chuva, chove sem parar! </strong>Se tem um lugar para chover, esse lugar é Vancouver. Praticamente todos os dias que passamos na cidade foram cinzentos e chuvosos. Suspeitamos que Jorge Ben passou por lá para fazer sua música.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vancouver, BC – Um lugar para se viver</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Não é à toa que Vancouver é sempre citada entre as melhores do mundo para se viver. Nem a chuva constante consegue tirar a simpatia, o aconchego e a beleza da cidade. Paisagens especiais e pessoas incríveis fizeram da nossa passagem por lá uma experiência única.</em></p>
<p style="text-align: justify;">O dia em que chegamos já prenunciava o que viria pela frente: chuva e mais chuva! Vancouver tem um clima seco durante o verão (julho e agosto), e passa o resto do ano inteiro na estação chuvosa, sendo que de outubro a março, as chuvas se intensificam. Devido à sua posição geográfica, os ventos se movem do mar para o continente e se resfriam à medida que são forçados para cima conforme avançam sobre o continente em direção às montanhas que circundam a cidade, condensando-se em forma de chuva. Sentimos na pele porque apelidam carinhosamente a cidade de “Raincouver”. Quase todos os dias que passamos por lá foram cinzentos e chuvosos! Mas, sem problemas, toda essa água não tirou o brilho e a simpatia da cidade.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2687.jpg"><img title="IMG_2687" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2687-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tempo chuvoso em Vancouver</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2539.jpg"><img title="IMG_2539" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2539-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O mau tempo não tira o charme da cidade</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Pode-se dizer literalmente que Vancouver é uma cidade verde. Árvores se espalham por todos os lados e parques densamente florestados se encontram a poucos minutos da maioria dos pontos da cidade. É comum observar pessoas caminhando ou passeando em bicicletas nos diversos refúgios de tranquilidade e natureza que a cidade oferece. Sua área natural é muito bem preservada nos seus arredores e proporciona uma gama extremamente variada de atividades <em>outdoor.</em></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2690.jpg"><img title="IMG_2690" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2690-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista do Stanley Park</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Assim que chegamos de Whistler, fomos muito bem recebidos pelo Caio, um brasileiro que conhecemos por acaso do destino. A história de como fomos parar na sua casa é curiosa, e começa ainda quando a Expedição passava pela região Norte do Brasil, onde conhecemos a Marjorie numa viagem de barco de Belém a Manaus. Ela e o Caio viajaram o mundo, passando por diversos países. Ótimas companhias para uma boa conversa. O Caio foi um excelente anfitrião e nos deu as melhores dicas de Vancouver na perspectiva de um local.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2311.jpg"><img title="IMG_2311" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2311-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caio, nosso anfitrião em Vancouver, e Expedição 4&#215;1 no Lynn Canyon</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A chuva não foi impedimento para que partíssemos para explorar a cidade. Nossa primeira parada já foi de brilhar os olhos. Depois de um almoço rápido (e barato!) em um dos milhares de restaurantes japoneses espalhados pela cidade, seguimos a sugestão do Caio e fomos para a incrível ponte suspensa no Lynn Canyon. Não confunda esta ponte com a Capilano Suspension Bridge! A última pode até ser mais famosa (um dos principais pontos turísticos da cidade), mais comprida (136m vs. 40m) e mais alta (70m vs. 50m), mas também é definitivamente mais cara! A Capilano cobra cerca de US$30 para entrada, enquanto a ponte do Lynn Canyon é grátis e tão legal quanto. A ponte aparece depois de uma trilha curta ao longo do rio que corta o <em>canyon</em>. Estreita, ela balança vigorosamente a cada passo. A adrenalina sobe conforme avançamos e percebemos a altura em que a ponte está suspensa. A vista é de tirar o fôlego! As árvores compridas circundam a queda d’água que enfeita o cenário. Não pudemos resistir a aumentar a emoção e pular o máximo que conseguíamos. A ponte balançava como nunca enquanto ríamos como crianças.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2281.jpg"><img title="IMG_2281" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2281-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Belas paisagens na trilha que leva à ponte</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2305.jpg"><img title="IMG_2305" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2305-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista do alto da Lynn Canyon Suspension Bridge</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2282.jpg"><img title="IMG_2282" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2282-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Árvores gigantes acompanham a trilha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Tiramos um dos dias para passear pelo majestoso Stanley Park. O parque é um mosaico natural composto de diversos cenários à beira-mar, com florestas densas, lagos, pequenas praias, jardins de rosas, tudo colorido pelo amarelo e vermelho do outono e coladinho ao centro urbano. Gostaríamos de ter alugado uma bicicleta para dar uma volta, mas a chuva não dava trégua. Paramos com a Tanajura em pontos específicos e caminhamos por alguns trechos interessantes. Entre eles está um conjunto de totens, que remetem aos antigos habitantes da cidade. Não pudemos deixar de parar nas pequenas praias que aparecem em seu entorno para dar uma olhada na vista. Aliás, em diversos pontos do parque, há uma vista interessante da cidade, até nos dias chuvosos em que estivemos ali.</p>
<div style="width: 417px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2402.jpg"><img title="IMG_2402" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2402-1024x682.jpg" alt="" width="407" height="280" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tótens expostos no Stanley Park</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2400.jpg"><img title="IMG_2400" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2400-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">No desenho, uma águia está sobre um urso</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2489.jpg"><img title="IMG_2489" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2489-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Gabriel brincando com os patos no parque</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2429.jpg"><img title="IMG_2429" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2429-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Beaver Lake, quase um pântano no meio da floresta do parque</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Sendo o centro originário da cidade, o bairro de Gastown é uma área excelente para um passeio a pé. E foi exatamente o que fizemos com nossos amigos do <a href="http://www.1000dias.com" target="_blank">1000dias</a>, Ana e Rodrigo, dois expedicionários brasileiros com um roteiro relativamente parecido com o nosso, que finalmente tivemos o prazer de encontrar em Vancouver, depois de algumas tentativas ao longo dos nossos trajetos. Em Gastown, a cidade se desenvolveu como um importante entreposto do negócio madeireiro da região em meados do século XIX. O nome do bairro se deve ao capitão &#8220;Gassy&#8221; Jack Deighton, que abriu a primeira taverna da região exatamente ali, no ano de 1867. Ruas de paralelepípedos iluminadas por postes charmosos são envolvidas por edifícios vitorianos que hoje abrigam desde lojas de souvenirs a grifes de roupas elegantes, além de diversos bares e restaurantes. Com placas informativas colocadas estrategicamente ao longo da rua para contar a história por trás de vários edifícios e monumentos, Gastown é um passeio bastante convidativo. Passamos uma noite em um dos seus restaurantes aconchegantes, seguido de um show bastante interessante de bourlesque, regados a muita risada e conversa boa com a Ana e com o Rodrigo. Aliás, nosso encontro com eles foi definitivamente uma dos melhores momentos da nossa passagem pela cidade, mas vamos deixar maiores detalhe para o próximo post.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2618.jpg"><img title="IMG_2618" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2618-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ruas charmosas do Gastown</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2769.jpg"><img title="IMG_2769" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2769-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Divertido show de bourlesque, na companhia do casal do 1000dias</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Outra caminhada interessante foi pelo Downtown. Caminhamos a esmo, passando por belos edifícios comerciais e diversas ruas charmosas. O lugar mais interessante foi o Canada Place. No formato de uma série de velas náuticas projetadas para o céu, o prédio chama a atenção de longe. Andar pelos seus arredores é bastante interessante e ainda oferece belas vistas das montanhas ao norte. Há uma exposição a céu aberto que conta um pouco da história da guerra EUA-Canadá durante o processo de independência norte-americana, quando estes queriam anexar os canadenses ao seu território.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2558.jpg"><img title="IMG_2558" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2558-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Prédios pomposos chamam a atenção no downtown</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2612.jpg"><img title="IMG_2612" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2612-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Passeio gostoso pelo centro</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2614.jpg"><img title="IMG_2614" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2614-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Trailers de comida gourmet</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2561.jpg"><img title="IMG_2561" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2561-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Chegada ao Canada Place</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2581.jpg"><img title="IMG_2581" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2581-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bela vista do porto, a partir do Canada Place</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Em uma festa de aniversário dos vizinhos do Caio, que gentilmente nos convidaram depois de uma conversa casual, descobrimos um programa interessante para a manhã de domingo: o Science World. Este é um museu de ciências, que para nossa sorte estava aberto ao público naquele dia. O lugar estava completamente cheio. A maioria eram pais levando seus filhos para um pouco de entretenimento educativo, mas algumas atrações eram também interessantes para os que já cresceram e isso talvez inclua alguns de nós. Conseguimos lugares para assistir a uma sessão no Omnitheater, onde passavam o filme “To the Artic” (“Para o Ártico”), que conta a história de sobrevivência de uma mamãe urso e suas crias nas águas geladas do ártico. Cobravam um valor para o ingresso (cerca de US$10), mas definitivamente valeu a pena. O filme e a sala de projeção (tipo planetário) em si eram incríveis! Sentimos como se estivéssemos pulando as geleiras com os ursos.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2346.jpg"><img title="IMG_2346" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2346-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Manhã de domingo no Science World</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_23311.jpg"><img title="IMG_2331" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_23311-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Curiosidades no museu de ciências</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Nas nossas idas e vindas, não pudemos deixar de reparar na quantidade de estrangeiros que se encontram espalhados pela cidade. Vancouver é de fato, uma cidade internacionalizada. Orientais e indianos aos montes, inúmeras outras nacionalidades e é claro, brasileiros a cada esquina! Aliás, foi em um bar brasileiro que nos divertimos de verdade na cidade. O Caio nos levou para conhecer o Boteco Brasil, onde ele ia tocar um legítimo samba. Cerveja, coxinha e aquela picanha com arroz e feijão foram acompanhados de muita música e alegria que só o brasileiro tem. Deu para matar um pouco da saudade de casa. Aproveitamos a oportunidade para marcar lá o encontro com a expedição do 1000dias (Rodrigo e Ana), que alegrou ainda mais a noite, com a companhia dos Kombianos (Meli e Kike), casal colombiano que viaja a América há anos. Conversar com eles e conhecer suas histórias foi uma experiência incrível e inspiradora.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2376.jpg"><img title="IMG_2376" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2376-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Encontro de expedições em Vancouver: 4&#215;1, 1000dias e Kombianos, em noite divertida no Boteco Brasil, acompanhados da simpática Márcia e do Caio</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A conversa do bar se extendeu por outros dias, quando novamente encontramos o 1000 dias e a Fiona para um passeio pela cidade. Depois de um almoço no Boteco Brasil, curtimos um fim de tarde e o pôr-do-sol em Wreck Beach, uma praia ao noroeste de Vancouver.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2726.jpg"><img title="IMG_2726" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2726-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O nudismo é permitido na praia, mas parece que o friozinho espantou o pessoal</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2713.jpg"><img title="IMG_2713" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2713-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Mais um belo pôr-do-sol na viagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Essa mistura de culturas também nos proporcionou uma experiência no mínimo curiosa. Mais uma dica quente do Caio nos levou para um almoço diferente. Fomos almoçar em um templo hindu! Comida indiana, feita diretamente por indianos (ou descendentes de)! E o melhor: era tudo de graça e à vontade! Os hinduístas tem essa cultura de caridade e distribuem comida para aqueles que aparecem na sua porta. A comida é apimentada como toda cozinha indiana, mas é bem gostosa! Qualquer um pode chegar nos horários predefinidos e será servido com muita simpatia. Encontramos jovens, velhos, famílias, tinha todo o tipo de gente no refeitório. E se for um dos últimos a chegar, ainda terá a chance de ser convidado para ajudar na limpeza do salão antes dele ser fechado. Nós fomos!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2317.jpg"><img title="IMG_2317" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2317-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Templo hindu, comida boa e grátis</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Vancouver nos pareceu uma cidade realmente gostosa para se viver. Cultura, natureza, tranquilidade, badalação. A cidade oferece de tudo e mais um pouco, e reúne as melhores coisas que podemos pedir de um lugar para se viver. Ficou aquele gostinho de quero mais e a curiosidade de como seria estar ali fora da época das chuvas.</p>
<p>Para ver mais fotos da nossa passagem por Vancouver, <strong><a title="Galeria de Fotos - Vancouver" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632131458281/with/8230498511/" target="_blank">clique aqui</a></strong>.</p>
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		<title>Whistler – Charmosa, Sofisticada e Cheia de Aventuras</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Nov 2012 19:06:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>Whistler – Charmosa, Sofisticada e Cheia de Aventuras Ficha 4×1 Data: 9/10/2012 à 12/10/2012 Saímos de: Prince Rupert, BC – Canadá Destino: Whistler, BC – &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/whistler/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Whistler – Charmosa, Sofisticada e Cheia de Aventuras</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4×1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>9/10/2012 à 12/10/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de: </strong>Prince Rupert, BC – Canadá</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Whistler, BC – Canadá (com parada para dormir em Prince George, Canadá).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> Total: 1.370 km. De Prince Rupert até Prince George foram 725 km, e de Prince George até Whistler foram mais 645 km.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>Prince Rupert – Prince George: 11:00 horas, incluindo parada para almoço e outras paradas rápidas. Prince George – Whistler: 10:30 horas, incluindo paradas para almoço e combustível.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> O primeiro trecho foi feito na Trans-Canada Hwy/Yellowhead Hwy/E/BC-16 E, sempre seguindo as placas para Prince George. Depois seguimos pela Cariboo Hwy/BC-97 S. Nos 200km finais, dirigimos pela BC-99 S (74.6km), Duffey Lake Road (80.5km), sendo o último trecho feito na Sea-to-Sky Hwy (32km). Vale a pena destacar que a estrada é uma atração por si só, com lagos coloridos, montanhas nevadas e animais selvagens ao longo do trajeto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos: </strong>Depois de muito procurar um lugar para acampar, resolvemos encarar um estacionamento público. Fomos para o estacionamento número 5 do centro da cidade, o mais afastado de todos e conseguimos encontrar uma cobertura, que estava semi cheia de areia, em função da obra que estava sendo feita no estacionamento. A outra metade era o espaço perfeito para a Tanajura. Em Prince George, dormimos no estacionamento de um Hotel Cassino e ainda conseguimos uma conexão de internet na faixa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente: </strong>Crepe do Crepe-Montagne, no centrinho de Whistler. Tomamos café da manha lá, onde experimentamos diferentes sabores de crepe, em um ambiente agradável, a um preço razoável para os níveis da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: </strong>A trilha que fizemos ao redor da estação de trem, passando pelo Alta lake e Green lake.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: </strong>A cidade oferece inúmeras atividades outdoor, sendo um polo turístico para quem busca adrenalina ao ar livre. Inclusive, sediou, juntamente com Vancouver, os jogos olímpicos de inverno em 2010. Porém, foi uma pena termos passado por lá fora de estação.</p>
<p style="text-align: justify;">Whistler – Charmosa, Sofisticada e Cheia de Aventuras</p>
<p style="text-align: justify;">Charmosa e agitada, Whistler é uma cidade com bastante gente jovem, em busca de aventura, natureza e sofisticação. Sua popularidade como uma das principais estações de esqui ganhou força depois de sediar as olimpíadas e para-olimpíadas de inverno em 2010. Mas seja no inverno, ou no verão, as atividades e esportes ao ar livre estarão presentes e atendem as todas as idades.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de 15 dias nos aventurando pela vida selvagem do Alasca, estávamos de volta à vida mais urbana. Havíamos chegado em Whistler, uma cidade de aproximadamente 14.000 habitantes, localizada 125 km ao norte de Vancouver, e conhecida principalmente por suas estações de esqui e resorts. Para contar um pouco da história mais antiga de Whistler, precisamos voltar a milhares de anos atrás, muito antes da ocupação européia. Em função de sua riqueza de recursos naturais e vida selvagem, era um importante ponto de parada no caminho que ligava Squamish e Lil’wat, dois importantes povoados da região, sendo que algumas dessas trilhas são mantidas até hoje. Mas foi a partir de 1914, que essa bela cadeia de montanhas nevadas começou sua trajetória de fama até os dias de hoje, sendo reconhecida mundialmente como uma das melhores estações para esquiar. Tudo começou em 1914, com dois irmãos que, com tino para o negócio, resolveram investir na região e contruíram um alojamento que rapidamente tornou-se base para trabalhadores de minas e florestas, ao lado de Jásper e Banff, ao norte da cidade. Com o passar do tempo, por volta de 1950, outros alojamentos foram construídos na região, mais próximos de Whistler, para satisfazer a demanda de turistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas diferente do que você deve estar pensando, a popularização se deu inicialmente por suas atividades de verão, tendo a pesca como o principal atrativo. Apenas em 1960 é que Whistler entraria no hall das principais estações de esqui, após ser selecionada para sediar as olimpíadas de inverno em 1968. Em função disso, a infra-estrutura do local deu um salto, tendo por exemplo a distância até Vancouver encurtada de 6 horas para 2 horas. A abertura oficial da estação de esqui se deu em 1965. Em 1980 foi inaugurada a Blackcomb, montanha vizinha a Whistler, formando um dos maiores complexos de esqui das Américas. A estação continuou se desenvolvendo, recebendo prêmios e turistas de todo mundo até que em 2003, foi selecionada para sediar as olimpíadas de inverno de 2010. A partir daí, estava consagrada como um santuário dos esportes outdoor, onde também se podem incluir os esportes de verão , como mountain bike e rafting, além de possuir o maior teleférico do mundo em termos de comprimento e altura da gondola (3.024 metros de comprimento e 415 metros de altura no ponto de maior elevação), inaugurado em 2008, ligando as montanhas Whistler e Blackcomb.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao desembarcamos do ferry boat em Prince Rupert, ainda tínhamos um longo caminho até nosso destino final, que poderia ser Whistler ou Vancouver (neste caso pularíamos Whistler). Vale a pena destacar que o trajeto, que durou 2 dias é uma atração por si só, com lagos coloridos, montanhas nevadas e animais selvagens ao longo do trajeto. Em uma das paradas para almoço, montamos nossa mesinha no estacionamento do supermercado para matar a fome com o frango recém-comprado no próprio mercado.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2560" class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2118.jpg"><img class=" wp-image-2560" title="IMG_2118" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2118-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Parada para almoço no estacionamento do supermercado, em Smithers.</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2123.jpg"><img title="IMG_2123" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2123-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Lynx com olhar desconfiado, entre Prince Rupert e Prince George</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Nossa ida para Whistler se deu muito por causa da indicação da Marjorie, uma amiga que fizemos no trajeto de barco de Belém para Manaus e que morou em Vancouver por 13 anos. A decisão de ir para Whistler também implicava em utilizar o único dia que teríamos tempo bom, com sol, lá em Whisler e não em Vancouver, já que a previsão do tempo para os próximos dias era de chuva para ambas as cidades. Valeu a pena. Como sempre fazemos quando chegamos em lugares com centro de informação turístico, fomos lá conhecer as principais atividades oferecidas na cidade. Apesar da época que estivemos por lá ser um “entre estações”, ainda havia diversas opções. Por sinal, o centro de informações de Whistler era extremamente profissional, no sentido de ser prático, com todas informações na ponta da língua, todos contatos das empresas que oferecem os diversos tipos de passeio disponíveis e até um guichê no qual era possível agendar a atividade já dali do centro de informação. Uma mão na roda. Ficamos interessados no rafting e no passeio de bike, mas Whistler não é um lugar barato e preferimos poupar naquele momento. Por ser uma cidade para atividades ao ar livre, optar fazer uma longa caminhada ao redor dos lagos Alta e Green, passeamos por uma trilha onde muitas pessoas pedalavam, cruzamos o trilho do trem e fomos até a estação de trem que estava fechada até a temporada reabrir.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2575" class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2247.jpg"><img class="size-large wp-image-2575" title="IMG_2247" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2247-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Alta Lake</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2565" class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2152.jpg"><img class="size-large wp-image-2565" title="IMG_2152" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2152-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Caminhada pelo Alta Lake</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2216.jpg"><img class="wp-image-2574 aligncenter" title="IMG_2216" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2216-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></div>
<p style="text-align: justify;">Ao longo de uma das trihas, encontramos um parque bastante aconchegante, bem aberto, onde inúmeras pessoas passeavam e brincavam com seus cães. Com as pernas já cansadas, aquele gramado denso e verdinho nos convidou para uma gostosa soneca, que durou cerca de 30 minutos.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2207.jpg"><img title="IMG_2207" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2207-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Parada para soneca no gramado</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2573" class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2213.jpg"><img class="size-large wp-image-2573" title="IMG_2213" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2213-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Cão mergulhador pegando o disco no ar</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ao terminarmos a trilha, já no fim do dia, voltamos ao centro comercial e fomos até os anéis, que simbolizam as olimpíadas de inverno sediada em 2010, para algumas fotos.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2577" class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2271.jpg"><img class="size-large wp-image-2577" title="IMG_2271" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2271-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Centro comercial de Whistler</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Isso nos fez lembrar que em breve seremos nós hospedando o mundo inteiro, tanto para a Copa do Mundo, quanto pelas Olimpíadas, sendo a segunda quase que sempre lembrada pelos canadenses e norte-americanos quando interagimos e falamos que somos brasileiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Na hora de achar um local para dormir foi uma maratona. Não queríamos gastar para nos hospedar e lutamos para descobrir um local seguro para abrir nossas barracas. Depois de quase duas horas, batendo na porta de hospital, correio, mercado, fomos aconselhados a utilizar o estacionamento público mais afastado possível, afinal era aberto e qualquer um poderia aparecer por ali. Fomos para o estacionamento 5 do centro da cidade, já por volta das 10 da noite. Havia alguns carros parados e uma espécie de garagem com 2 vagas que estavam sendo utilizadas para armazenar os materias da obra que ocorria ali ao lado. Um deles possuía areia até a metade. A outra metade era o espaço ideal para a Tanajura e foi onde passamos a noite.</p>
<div id="attachment_2646" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/Noite.jpg"><img class="size-large wp-image-2646" title="Noite" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/Noite-1024x768.jpg" alt="" width="423" height="317" /></a>
<p class="wp-caption-text">Lugar que encontramos para passar a última noite em Whistler</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Acordamos no dia seguinte com chuva, conforme esperado, fizemos o rápido e de praxe café da manha na tampa traseira da tanajura e seguimos rumo a Vancouver.</p>
<p style="text-align: justify;">Para mais fotos da nossa passagem por Whistler, <strong><a title="Galeria de Fotos - Whistler" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632107356645/" target="_blank">clique aqui!</a></strong></p>
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		<title>Inside Passage &#8211; Encarando o início da volta</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2012 21:07:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 07/10/2012 e 09/10/2012 Saímos de: Haines, Alasca, EUA. Destino final: Prince Rupert, British Columbia, Canadá. Distância total: 765 km Tempo de viagem: &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/insidepassage/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p><strong>Data</strong>: 07/10/2012 e 09/10/2012</p>
<p><strong>Saímos de:</strong> Haines, Alasca, EUA.</p>
<p><strong>Destino final: </strong>Prince Rupert, British Columbia, Canadá.</p>
<p><strong>Distância total: </strong>765 km</p>
<p><strong>Tempo de viagem: </strong>Um dia e<strong> </strong>Duas noites.<strong></strong></p>
<p><strong>Trajeto:</strong> Pegamos a balsa pelo <em>Inside Passage </em>e, assim, nos despedíamos do Alasca.</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> No chão da sala de descanso, na balsa.</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> A comida da balsa não era das melhores, mas conseguimos dois sanduiches de graça no primeiro dia! J</p>
<p><strong>Pneu cheio</strong>: <strong>A oportunidade de conhecer novas pessoas</strong>, sem pressa e sem a rotina normalmente corrida da Expedição.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho</strong>: Dormir no chão do nunca é bom né!  <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif" alt=":D" class="wp-smiley" /> (hehehe)</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2008.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2529" title="IMG_2008" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2008-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Eram 16h do dia 07 de outubro e estávamos prontos para o embarque no ferry que nos levaria de Haines a Prince Rupert, numa viagem de 2 dias, parando para uma troca de embarcação apenas uma vez. Embarcamos com a Tana e zarpamos por volta das 17h em direção à Juneau, capital do estado do Alaska, onde trocaríamos de ferry para então partirmos finalmente à Prince Rupert, no Canadá. Paramos a Tana na balsa, junto a vários outros carros, e subimos para a para fazer um reconhecimento da embarcação.</p>
<div id="attachment_2537" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_18741.jpg"><img class="size-large wp-image-2537" title="IMG_1874" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_18741-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Entrando na balsa</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Essa rota que faríamos entre Haines (a norte) e Prince Rupert (mais a sul), navegando entre ilhas e o continente é conhecida como <em>Inside Passage </em>(em português, passagem interior). Nela não chegamos a passar pelo mar aberto e a impressão era que, como existe terra dos dois lados, estávamos descendo um grande rio. Montanhas cobertas de gelo, glaciares e às vezes até baleias são coisas normalmente vistas nessa rota (infelizmente a “alta temporada” de baleias tinha acabado há algumas semanas e não conseguimos ver nenhuma). Mas ainda assim, é uma paisagem surreal, principalmente quando você lembra que isso é uma simples “balsa” para os usuários rotineiros!</p>
<p style="text-align: justify;">Como não ficaríamos muito tempo nela, não nos preocupamos em procurar bons lugares, apenas ficamos no deck de observação ao ar livre assistindo a bela paisagem que passava diante dos nossos olhos enquanto ainda restava um pouco de luz do dia. A noite chegou rápido e logo descemos para jantar e nos preparar para desembarcar, pois Juneau já estava próxima e precisaríamos dirigir a Tana até o outro ferry.</p>
<div id="attachment_2538" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2115.jpg"><img class="size-large wp-image-2538" title="IMG_2115" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2115-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Passando o tempo</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Como não sabíamos ao certo quanto tempo tínhamos para sair de um ferry e embarcar no outro, fomos cuidadosos e assim que tudo estava ok já retiramos a Tana e a levamos para o ponto de espera para embarque da outra balsa. Entretanto, viemos a descobrir depois que nossas expectativas não eram muito reais: tivemos que esperar mais de 3 horas para o embarque. Bom, voltando um pouco, assim que paramos com a Tana na zona de espera percebemos que a entrada dos passageiros a pé estava prestes a ser liberada. Com isso, nos dividimos e 3 de nós fomos para a fila de passageiros sem carro, enquanto outros 2 ficaram esperando para dirigi-la ao navio quando autorizado. A entrada de pedestres parecia uma corrida. Vamos explicar o porquê: muitas pessoas não estão dispostas a pagar por cabines para dormir e, portanto, levam seus sacos de dormir e travesseiros para deitar em qualquer lugar público do navio e dormir. Nós, claro, nos encaixamos nessa categoria. Com isso, quando se abre a entrada para os passageiros todos que estão com essa intenção vão imediatamente em busca dos melhores lugares! Estávamos em 3, então nos separamos e logo fomos largando nossas tralhas onde achávamos ser um bom lugar. Após algumas voltas no navio descobrimos uma “salinha de descanso” que definitivamente era a melhor opção para dormir: chão “macio” (carpete), poucas janelas (o que a deixava escura) e com amplo espaço entre as cadeiras, ótimo para encaixarmos nossos sacos de dormir! Confirmamos nossa escolha logo que percebemos que várias pessoas foram atrás desse lugar hahaha.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2062.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2523" title="IMG_2062" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2062-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nesse meio tempo o Gabriel e o Gustavo, que acompanhavam a Tanajura, continuaram a esperar do lado de fora e acabaram fazendo amizade com outros motoristas que também aguardavam o embarque de seus veículos no navio. Mas um deles foi especial: o Jeremy – um encanador de aproximadamente 34 anos, muito inteligente e com uma grande história vida, com quem conversamos bastante inclusive dentro do navio (vamos contar logo mais). Já era quase meia noite, o frio começava a apertar. Já estávamos famintos e depois de quase 3 horas de atraso, finalmente conseguimos colocar a Tana na balsa. Próximo passo era procurar algo para comer, já que com a longa demora na troca dos navios não conseguimos comer nada. Tivemos sorte! A lanchonete já estava para fechar e a senhora então viu nossas caras famintas e ofereceu-nos dois sanduíches de graça! Partimos para dormir nos espaços que tínhamos reservado.</p>
<p style="text-align: justify;">Acordamos sem pressa no dia seguinte, pois este seria o dia que passaríamos apenas na balsa. Aproveitamos para ler bastante, escrever e jogar nosso jogo favorito de navios: o Uno! Hahaha. Mas um dos pontos altos da travessia foi poder conversar com outros passageiros e observar a belíssima paisagem de montanhas de neve, glaciares, pássaros que mergulhavam em busca de peixes, além das pequenas vilas que ficavam à margem do canal do <em>Inside Passage</em>, rodeadas por pinheiros. Foi nesse dia que pudemos conhecer melhor a história do Jeremy.</p>
<div id="attachment_2524" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1998.jpg"><img class="size-large wp-image-2524" title="IMG_1998" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1998-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Lendo, ouvindo música, descansando&#8230;</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A conversa com o ele começou ainda na noite do embarque em Juneau através da simples (e pra gente costumeira) curiosidade que a Tanajura despertou nele. “Diesel hein?! Legal! &#8230;Que tipo de freios vocês usam? &#8230;Legal esse para-choque! Que tipo de material vocês usaram? &#8230;Em quantas polegadas vocês levantaram ela?” Essas, dentre inúmeras outras perguntas mostravam que o Jeremy entendia de <em>off-road</em>. Na verdade ele nos dava uma aula. E, em instantes, mostrava-nos as revistas especializadas em <em>off-road</em> que ele assinava e as fotos de seu xodó! Um 4&#215;4 amarelo que mais parecia um <em>bigfoot</em> de tão alto! O Jeremy era encanador e nas horas livres levava seu 4&#215;4 para “brincar” (como ele falava) na lama do interior do Oregon, onde ele cresceu e onde seus pais e irmãos ainda moravam. O Jeremy ainda no embarque da Tanajura nos deu, também, uma aula sobre as cidades ali do <em>Inside Passage</em>. Nos contou sobre o tamanho das principais cidades e da “briga” política entre ambientalistas, políticos e moradores que se dividiam na opinião de criar uma estrada que conectasse Juneau (a capital do Alasca) ao resto do continente. Acontece que Juneau é uma pequena cidade rodeada de altas montanhas e glaciares e não possui estradas que os cortem e que permitam que a cidade fique mais facilmente “conectada com o resto do mundo”. Se por um lado isso impactaria o meio ambiente, a rica natureza da região e também o seu “status” de pequena e harmoniosa vila; por outro, seus moradores teriam outras opções de saída dali, o que representaria também uma alternativa ao sistema de balsas (como essa que estávamos pegando) e ao pequeno aeroporto da cidade – por sinal, ambos encarecem em muito os custos para sair e entrar à cidade. Portanto, por essa conexão não ser algo prático e trivial, os custos de vida da cidade são bastante elevados, principalmente com questões básicas como alimentação, uma vez que tudo chega ou de balsa ou de avião.</p>
<div id="attachment_2532" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1931.jpg"><img class=" wp-image-2532" title="IMG_1931" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1931-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Conversa com o Jeremy</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E a conversa com o Jeremy continuou no barco. Ele nos contou como era sua rotina de trabalho ali na região e como se comportava o sindicato ao qual ele pertencia. Relatou sobre as relações trabalhistas entre empresas, sindicato e profissionais de nível técnico, como ele. Muito interessante, pois pudemos conhecer um pouco da organização dessas relações, seus níveis de pagamento, suas vantagens e desvantagens para cada uma das partes envolvidas, principalmente se compararmos com o que acontece no Brasil, onde a demanda de mão-de-obra especializada está cada vez mais escassa. Poderia ser um modelo alternativo para nós, mas precisaria ser bem adaptado, pois os trabalhadores e sindicatos ficariam demasiadamente atrelados aos interesses das empresas, sem muita flexibilidade e com altos riscos em situações de crise no país.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o assunto que o Jeremy era mais sensível em discutir, e que mais nos alongamos, foi o aborto. Apesar de o assunto ser bastante polêmico (no mundo todo, inclusive), Jeremy expôs suas opiniões sobre isso, sobre como ele via a interferência do Estado no tema e também sobre como essa interferência poderia impactar e moldar o pensamento da sociedade estadunidense. Jeremy se casou ainda aos 15 anos e sua mulher e ele tentaram um filho quando ele ainda tinha 16, mas o bebê faleceu ainda na barriga da sua esposa. No ano seguinte tentaram de novo e desta vez tiveram seu primeiro filho. Outras tentativas ocorreram e Jeremy e sua esposa perderam mais 1 ou 2 filhos de aborto espontâneo antes de atingirem o número de 4 filhos que possuem hoje. As perdas abalaram muito a ele e sua esposa que estudaram bastante o tema. Hoje Jeremy questiona de forma muito lúcida a intervenção do Estado americano na saúde, uma vez que há um apoio e financiamento a métodos abortivos e um descaso com relação a pessoas carentes com doenças graves ou até em estado terminal (algo que não foi a primeira vez que ouvimos). Ele nos falou também sobre a questão do uso de armas no país e sobre como ele vê uma inversão de valores na sociedade e na educação como um todo. Jeremy buscou a religião há alguns anos atrás e suas filhas hoje fazem missões de ajuda a comunidades em situação de risco em países da América do Sul e África. Realmente uma história de vida incrível e que mexeu muito conosco e nos fez refletir bastante!</p>
<p style="text-align: justify;">O barco prosseguia e a paisagem do lado de fora era mesmo exuberante.</p>
<div id="attachment_2539" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1783.jpg"><img class="size-large wp-image-2539" title="IMG_1783" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1783-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Glaciares na paisagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_18381.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2541" title="IMG_1838" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_18381-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<div id="attachment_2542" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1992.jpg"><img class="size-large wp-image-2542" title="IMG_1992" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1992-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Deck de observação da balsa</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No fim do segundo dia atracamos em Ketchikan, a parada onde desceria o Jeremy e, como íamos ficar 2 horas parados lá, ele nos convidou para ver o carro que tinha construído com as próprias mãos! Esperamos em um café próximo ao porto e em alguns minutos ele voltou acompanhado de sua esposa e com o carro para que conhecêssemos. O veículo era realmente uma engenhoca, todo modificado, com uma suspensão que o deixava muito mais alto que um carro normal, recortes no capô para respiração do motor, correntes de suporte para que o motorista consiga subir, tudo pensado nos mínimos detalhes. Pena que o tempo foi curto e logo tivemos que nos despedir para voltarmos ao barco, mas antes o Jeremy fez questão de orar por nós e pedir bênçãos para o nosso retorno à parte sul do continente.</p>
<div id="attachment_2544" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2099.jpg"><img class="size-large wp-image-2544" title="IMG_2099" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2099-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nós com o Jeremy, sua esposa e seu carro!</p>
</div>
<div id="attachment_2545" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2104.jpg"><img class="size-large wp-image-2545" title="IMG_2104" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2104-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Observando as modificações que o Jeremy fez</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Voltamos para o barco para nossa última partida de Uno. Eram quase 23h quando um homem passava gritando pelo restaurante do navio onde jogávamos nossas partidinhas: “There are some nice Northern Lights out there!” (<em>Northern Lights</em> é como eles chamam a Aurora Boreal). E lá fomos nós correndo para a parte superior da balsa onde havia um deck aberto para observação da vista. Não era de admirar o espanto daquele homem uma vez que são incomuns os casos de Aurora ali no sul do Alasca. E por quê? De uma forma simplista, e dado que não somos cientistas, podemos explicar a Aurora da seguinte forma: O sol, além de luz, emite também no espaço partículas carregadas de muita energia. Essas partículas ao se aproximarem da Terra são “absorvidas” pela nossa atmosfera e deslocadas para os polos do planeta (devido à atração magnética dos polos). Dessa forma essas partículas se chocam com os átomos da Terra (principalmente o Oxigênio, que respiramos, e o Nitrogênio) gerando um processo químico no qual se libera a luz. Por isso que as luzes emitidas por esse choque de partículas só podem ser vistas próximas aos polos da Terra! Uma vez que a luz emitida pelo sol é mais forte que as luzes emitidas por essas partículas, a Aurora só pode ser vista à noite, com o céu limpo, sem nuvens. Portanto, em dias de céu claro, quanto mais tarde, menos influência de luzes das cidades e mais próximo aos polos você estiver, mais fácil será de ver a Aurora. Normalmente essa combinação se dá mais próximo ao inverno, no qual as noites são mais longas e o clima (no caso do Alasca) é mais seco, sem influência de nuvens. Assim, somente explosões solares muito fortes são capazes de permitir que ela seja vista num lugar tão “distante” do polo, como ali onde estávamos! Algo incomum de acontecer! Eita sorte, hein!!!</p>
<div id="attachment_2528" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2106.jpg"><img class="size-large wp-image-2528" title="IMG_2106" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2106-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Aurora boreal dando a coloração esverdeada ao céu</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2110.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2553" title="IMG_2110" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2110-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p>Coincidência ou não, aquela era nossa última noite ali no Alasca, pois no dia seguinte já atracaríamos no Canadá. A parada ali em Ketchikan com o Jeremy foi, oficialmente, nossa última parada no território do nosso primeiro objetivo (Alasca) e o marco do início de uma nova fase: a descida até Ushuaia, Terra do Fogo, ou chamada também de O Fim do Mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Novos ares estão por vir. E a viagem continua!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1701.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2546" title="IMG_1701" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1701-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quer ver mais fotos desse nosso trajeto? Clique <a title="Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631939927951/" target="_blank">aqui</a>!</p>
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		<title>Alaska Highway &#8211; O fim da ida</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Oct 2012 06:43:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Alaska]]></category>
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		<category><![CDATA[Natureza Selvagem]]></category>
		<category><![CDATA[Road Trip]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 21/09/2012 à 24/09/2012 Saímos de: Seattle, WA Destino: Fairbanks, AK Distância: 3,660 km Tempo de viagem: 4 dias praticamente inteiros de muita &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/alaska_highway/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>21/09/2012 à 24/09/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Seattle, WA</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Fairbanks, AK</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> 3,660 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>4 dias praticamente inteiros de muita estrada</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Seguimos pela Cariboo Highway de Seattle até a cidade de Prince George, já no Canadá. De lá seguimos cerca de 405km pela BC-97 até Dawson Creek, a milha zero da Alaska Highway. Cruzamos a estrada toda até sua última milha em Delta Junction, onde tomamos a Richardson Highway em sentido à Fairbanks.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> <strong>Paramos em alguns estacionamentos de hotéis e também em áreas de camping no caminho</strong>. Apesar de diversos estabelecimentos já estarem fechados para a temporada de inverno, ainda era possível encontrar algumas acomodações.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente:</strong> <strong>Salmão natural e fresco. </strong>O peixe é realmente especial por lá.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: Inspiração e beleza na natureza selvagem. </strong>O passeio pela estrada é como um safari a céu aberto. Animais cruzam com frequência o caminho, repleto de paisagens realmente inspiradoras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: Muita estrada em pouco tempo! </strong>Não quisemos tomar o risco da neve tomar conta do trajeto, então aceleramos nossa passagem pela Alaska Highway. Infelizmente, deixamos algumas cidades históricas e interessantes pelo caminho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Alaska Highway &#8211; O fim da ida </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Lendária, mística, selvagem. Um único adjetivo não seria justo para descrever o que é a famosa Alaska Highway. À parte do simbolismo de se atingir um dos extremos do continente americano, paisagens de tirar o fôlego, intensa vida selvagem e riqueza cultural dão o tom nos mais de dois mil quilômetros que cruzam o norte gelado da América.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9542.jpg"><img title="IMG_9542" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9542-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vida selvagem é o que não falta na estrada</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Com o atraso para a retirada da Tanajura em Seattle (vide post <a title="aqui" href="http://4x1.com.br/seattle-parte-1/" target="_blank">aqui</a>), o tempo, que já era um recurso bastante escasso para nós, encurtou ainda mais. Setembro chegava ao fim, e com ele o que sobrou do verão no Alasca. Os dias ensolarados de temperaturas amenas davam lugar a dias mais fechados e muito mais frios. O verde da vegetação passava ao amarelo, típico do  outono, e também ao branco da neve, que já dava as caras em algumas partes por ali. Tudo isso seria o menor dos problemas, se algumas das atrações e estradas ao longo do caminho não fechassem devido às condições climáticas mais difíceis.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9492.jpg"><img title="IMG_9492" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9492-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O amarelo toma conta da paisagem no outono</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A fim de minimizar os riscos de perdemos alguma coisa, entre elas o gigantesco Denali, principal parque da região, decidimos encarar a estrada de frente e cruzá-la o mais rápido que pudéssemos, dentro dos limites do razoável. Dirigiríamos praticamente direto: 3.660 km em 4 dias, uma média de 915 km por dia. Haja paciência para tanto chão! Foi um dia após o outro de muita estrada, mas também diversas surpresas no caminho.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9446.jpg"><img title="IMG_9446" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9446-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura curtindo a viagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Construída para conectar o isolado território do Alasca aos outros estados norte-americanos, diante das ofensivas japonesas na região durante a Segunda Guerra Mundial, a Alaska Highway (também conhecida como Alaskan Highway, Alaska-Canadian Highway, ou ALCAN Highway) é motivo de êxtase para inúmeros aventureiros e viajantes de plantão. A estrada atravessa oficialmente 2.288 km ou 1.422 milhas entre as cidades de Dawson Creek, no estado canadense da British Columbia, e Delta Junction, já no Alasca, cruzando uma parte do inóspito Yukon Territory, a última fronteira do Canadá. Versões não oficiais vêem a estrada como continuação da famosa Rodovia Pan-Americana, que cruza o continente desde o sul da Argentina, ou a estendem até a cidade de Fairbanks, que era exatamente o nosso destino final.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9416.jpg"><img title="IMG_9416" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9416-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Entrada na lendária Alaska Highway</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Diferente da época em que foi inaugurada, no ano de 1942, a Alaska Highway agora conta com estradas completamente pavimentadas e não representa mais um trecho de direção difícil e desafiadora, mas sim um passeio inesquecível pelo extremo norte das Américas. Destacam-se diversos pontos de parada ao longo de todo o trajeto, no que costumam chamar de <em>historic mileposts </em>(ou milhagens históricas). Os <em>mileposts</em> contam um pouco da história e da evolução do processo de ocupação da região, mantendo sua herança cultural bem preservada em museus e centros de atendimento a turistas. A cidade de Dawson Creek, na British Columbia, é a primeira delas, a milha zero da estrada. Dirigimos cerca de 1,500 km desde Seattle (com direito a uma passagem tranquila pela fronteira Estados Unidos-Canadá e uma noite de sono na cidade de Prince George, BC), antes de atingirmos a famosa estrada. Dali, cruzaríamos cada milha da Alaska Highway, e estenderíamos até a cidade de Fairbanks, AK, onde finalmente relaxaríamos algum tempo.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9354.jpg"><img title="IMG_9354" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9354-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Passagem tranquila pela fronteira do Canadá</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Nosso primeiro dia de maratona nos deu uma ideia do que o frio e as coisas ligadas a ele podem fazer. O termômetro marcava cerca de 4ºC e a neblina tomava conta de Prince George, BC, quando chegamos no fim de noite, depois de 900 km dirigidos. Nossa usual busca por um lugar para passar a noite foi dificultada pelo fechamento de diversos RV Parkings (estacionamentos de trailers) e áreas de camping, que já haviam fechado para o inverno e só voltariam a funcionar em maio de 2013! Felizmente, encontramos um<em> Bed&amp;Breakfast </em>à beira da estrada. Apesar de lotado, permitiram-nos dormir no estacionamento, nas nossas queridas barracas. Seria nossa primeira experiência com elas em uma temperatura tão baixa. Nem o chocolate quente oferecido pela simpática proprietária do local foi suficiente para esquentar a madrugada, quando as temperaturas devem ter baixado ainda mais. Mas sobrevivemos! Achávamos que isso era frio de verdade, porém o resto da viagem nos mostraria que ainda teríamos muito o que sofrer!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9665.jpg"><img title="IMG_9665" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9665-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A caminho do Alaska</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9378.jpg"><img title="IMG_9378" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9378-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Manhã gelada em Prince George</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Partimos cedo pela manhã de Prince George, 406 km adiante em direção à Dawson Creek (milha 0). A pequena cidade no nordeste da British Columbia não é a dos seriados de TV da década de 90, mas sim o marco inicial da nossa passagem pela Alaska Highway. Não pudemos deixar de parar lá para coletar informações turísticas no centro de visitantes da cidade e também para tirar uma foto nas placas que indicam a entrada em uma das mais famosas estradas das Américas. Aproveitamos também para almoçar em um dos poucos restaurantes da cidade, antes de seguirmos viagem à Fort Nelson (milha 300), BC, 454 km à frente, onde encontramos um RV parking para passar a noite.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9420.jpg"><img title="IMG_9420" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9420-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Dawson Creek, a milha zero da Alaska Highway</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9397.jpg"><img title="IMG_9397" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9397-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Informações úteis no Visitor Center de Dawson Creek</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mais um dia de estrada! A meta agora era chegar a Whitehorse (milha 918), já no Yukon. Por incrível que pareça, era a maior das cidades que encontraríamos até o fim da estrada, em Delta Junction. Não podíamos acreditar que tal poderia passar os inacreditáveis 20 MIL HABITANTES! ISSO MESMO, 20 MIL! Um estádio de futebol quase cheio em dia de clássico. E ainda era realmente maior que suas vizinhas, passamos por cidades que não chegavam a 5 mil habitantes. Para se ter uma ideia, o gelado território do Yukon abriga apenas pouco mais de 30 mil pessoas. Desde o norte da British Columbia as pequenas cidades são relativamente similares entre si no sentido de que todas tem um ou outro restaurante, um posto de gasolina e uma igreja.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9511.jpg"><img title="IMG_9511" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9511-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bela paisagens pelo caminho</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9488.jpg"><img title="IMG_9488" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9488-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura posando para foto em uma ponte na British Columbia</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No caminho, uma surpresa. Um urso preto (<em>black bear</em>) cruzou a estrada. Por alguns segundos ele olhou assustado para a Tanajura, como uma criança pega no flagra diante de uma travessura. Assustado, correu para a floresta antes que conseguíssemos registrar uma foto. Havíamos passado por alces, renas, ovelhas e diversos pássaros exóticos da região. Mas aquele foi o primeiro urso que vimos na viagem. Ficamos ainda mais ansiosos para encontrar mais deles no trajeto.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9605.jpg"><img title="IMG_9605" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9605-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Chegada ao inóspito Yukon</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9706.jpg"><img title="IMG_9706" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9706-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Empolgação na estrada!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Este último trecho foi o que tivemos mais paradas no caminho.  Recomendados por diversas pessoas com quem conversamos na estrada, decidimos fazer uma parada rápida no Liard River Hot Springs (milha 496), onde piscinas naturais de banho surpreendentemente quente se encontram em meio ao gelo das montanhas. Apesar da vontade, mantivemos o foco e deixamos o banho para depois, já que a ideia era chegarmos à Whitehorse ainda no mesmo dia.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9534.jpg"><img title="IMG_9534" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9534-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Liard River Hot Springs em reforma</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9533.jpg"><img title="IMG_9533" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9533-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Banho quente no frio do Canadá</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9558.jpg"><img title="IMG_9558" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9558-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminhada até as piscinas naturais</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Outra parada foi na cidade de Watson Lake, YT (milha 635). Essa era essencial. Durante a construção da Alaska Highway, um soldado americano com saudade de casa começou uma das maiores tradições da estrada: colocou uma placa da sua cidade no meio da floresta, como uma lembrança da sua terra natal. A partir daí, viajantes do mundo inteiro fizeram o mesmo. Hoje o local já conta com mais de 75.000 placas de todos os tipos e origens, formando a <em>Sign Post Forest</em>. Quem não tinha placa, deixava qualquer tipo de referência à sua passagem. Adesivos, panelas, madeiras talhadas, quadros, tinha de tudo. Nós também tivemos que usar a criatividade. Sem nenhuma placa em mãos, vimos nas nossas queridas sandálias Havaianas, o objeto mais original do Brasil que poderíamos deixar como a marca da Expedição 4&#215;1 por ali. Depois disso, seguimos direto a Whitehorse, onde passaríamos nossa última noite até nossa tão desejada chegada ao Alasca!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9614.jpg"><img title="IMG_9614" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9614-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sign Post Forest, uma imensa floresta de placas em Watson Lake,BC</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9652.jpg"><img title="IMG_9652" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9652-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Marca da Expedição 4&#215;1 na floresta de placas</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Cerca de 480 km de mais estrada e finalmente chegamos! Nossa primeira meta na viagem, o lugar mais distante e maluco da América que gostaríamos de chegar de carro, aquele que deu origem à aventura estava a li, à nossa frente! CHEGAMOS NO ALASCA!! Era um ponto importante para nós, uma vez que o que chamávamos de “ida” estava (ou pelo menos parecia estar) chegando ao fim. Tudo dali para frente, saindo do Alasca, seria considerada nossa volta para casa. Quase quatro meses de viagem e uma parte importante da missão estava cumprida. Curiosamente, o dia estava bonito, ensolarado e com muitos mosquitos, para nos lembrarmos de casa.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9846.jpg"><img title="IMG_9846" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9846-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Chegamos ao Alasca! Que alegria!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9847.jpg"><img title="IMG_9847" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9847-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">De um lado Estados Unidos, do outro Canadá</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A região fronteiriça se estende por alguns kilometros, e exalta a relação pacífica entre os dois países, não havendo controle policial em um grande trecho de passagem entre as alfândegas. Aliás, a fronteira oficial é marca por uma faixa sem árvores entre os dois países. Não precisamos registrar saída do Canadá e passamos novamente a fronteira para a terra do tio Sam (mais uma vez sem problemas).</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9835.jpg"><img title="IMG_9835" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9835-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Fronteira sem árvores entre o Alasca e o Yukon</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mais alguns kilometros e atingimos o fim oficial da Alaska Highway, em Delta Junction (mile 1.422), e estendemos nossa rota até Fairbanks, o real fim da estrada para várias pessoas. Os quatro dias de viagem, apesar de cansativos, proporcionaram algumas paisagens e experiências bastante interessantes e marcantes. O caminho inteiro, desde a British Columbia, o Yukon até o Alasca, é permeado por belas paisagens de montanhas e vegetação de coníferas. Isso sem contar os animais que cruzavam nosso caminho pela estrada! A vontade era de parar para tirarmos fotos a toda hora.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9443.jpg"><img title="IMG_9443" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9443-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Invadindo o habitat alheio</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9461.jpg"><img title="IMG_9461" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9461-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Veados atravessam a estrada</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9585.jpg"><img title="IMG_9585" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9585-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Búfalo passeando com a Tanajura</p>
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<p>Para quem também pretende se aventurar por essa estrada no outono, deixamos aqui os célebres dez mandamentos que acabamos de inventar sobre a Alaska Highway:</p>
<p><strong>1)    Não piscarás durante o dia!</strong> Em um piscar de olhos, ursos, alces, renas, pássaros ou qualquer outro animal que você nunca teve a chance de ver de perto pode cruzar o seu caminho. Isso sem contar as paisagens de tirar o fôlego. As regiões geladas e inóspitas são bastante selvagens, e a natureza parece que se mantém relativamente intocável na região.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2)    </strong><strong>Buscarás a Aurora durante a noite! </strong>Não demos sorte com Aurora Boreal nesse trecho da viagem, mas estávamos sempre de olhos abertos. A partir do Yukon, as chances de ver este fenômeno maravilhoso aumentam significativamente. Nossos amigos do <a title="1000dias" href="http://www.1000dias.com" target="_blank">1000dias </a>recomendaram um ótimo site para acompanhar as previsões (veja <a title="aqui" href="http://www.auroraforecast.com/" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3)    Não perderás um posto de combustível! </strong>É comum passar por mais de 200 km sem nenhuma cidadezinha com um posto para abastecer, principalmente se estiver rodando com diesel. Apesar do combustível mais caro, principalmente no Canadá, não deixamos as oportunidades passarem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4)    Parai nas milhas históricas!</strong> Cada milha histórica tem uma história para contar ou um grande atrativo para conhecer. Infelizmente estávamos com pressa e só passamos por algumas delas. Ficamos na vontade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5)    Compreenderás a quem cedo madruga! </strong>A maioria dos serviços se encerram mais cedo que o comum. Dificilmente se encontrará um restaurante aberto após as 9 da noite (nós passamos alguns perrengues por conta disso). Nada que não se poderia esperar de cidades com menos 5 mil habitantes como a maioria das que se encontram no trajeto.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6)    Prepara-te para a chegada do inverno!</strong> Muitos estabelecimentos fecham para a temporada de inverno em meados de setembro e outubro. Estes permanecerão fechados até o próximo verão (Maio a Agosto).  Depois disso, o frio baixa e a neve toma conta, dificultando a circulação na região (ou até impossibilitando!).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7)    Deixarás uma lembrança em Watson Lake! </strong>Cruzar a Alaska Highway e não deixar uma recordação na <em>Sign Post Forest</em> é quase como não ter passado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8)    </strong><strong>Comerás tanto salmão quanto aguentares! </strong>Já nas redondezas do Alasca, o salmão fresco nos restaurantes aparece com mais frequência. Coma o quanto puder!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9)    </strong><strong>Conduzirás com cautela! </strong>Gelo e estrada pode ser uma combinação perigosa, portanto todo cuidado é pouco neste caso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10)   Não pensarás duas vezes e colocarás o pé na estrada! </strong>A Alaska Highway é uma experiência única para os amantes de viagem e aventura, e com certeza deve constar na maioria das listas das melhores <em>road trips</em> pelo mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Para mais fotos da nossa passagem pela Alaska Highway, <strong><a title="Fotos - Alaska Highway" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631848393372/with/8121257545/" target="_blank">clique aqui</a>.</strong></p>
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