<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>4x1 &#187; Estados Unidos</title>
	<atom:link href="https://4x1.com.br/tag/estados-unidos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://4x1.com.br</link>
	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
	<lastBuildDate>Fri, 26 Jun 2015 11:46:34 +0000</lastBuildDate>
	<language>en-US</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=4.1.41</generator>
	<item>
		<title>O muro entre dois mundos</title>
		<link>https://4x1.com.br/fronteira-eua-mexico/</link>
		<comments>https://4x1.com.br/fronteira-eua-mexico/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Jan 2013 06:15:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[México]]></category>
		<category><![CDATA[Documentação]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Fronteira]]></category>
		<category><![CDATA[Fronteira EUA México]]></category>
		<category><![CDATA[Quesadilla de Marlin]]></category>
		<category><![CDATA[San Diego]]></category>
		<category><![CDATA[Tijuana]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=3209</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 16/11/2012 à 16/11/2012 Trajeto: Tomamos a rodovia I-5 S. Rumamos ao sul de San Diego em busca de uma capinha para o &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/fronteira-eua-mexico/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br/fronteira-eua-mexico/">O muro entre dois mundos</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3><b>Ficha 4×1</b></h3>
<h4>Data: 16/11/2012 à 16/11/2012</h4>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> San Diego, Califórnia &#8211; EUA</p>
<p><strong>Distância total:</strong> Aproximadamente 30km.</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Nas barracas! No camping Popotla RV Park em Playas de Rosarito.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> A receptividade dos mexicanos desde os guardas da fronteira.</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> <b>Destino:</b> Tijuana, Baja Califórnia – México</p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> San Diego à Fronteira, 20 min. Processos burocráticos: 2h30</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> Os deliciosos Tacos do peixe Marlin, muito comuns na Baja Califórnia, no restaurante Chewin’s em Tijuana!</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> A falta de informação, e sinalização em ambos os lados da fronteira.</p>
</div><div class="clear"></div><p><b>Trajeto:</b> Tomamos a rodovia I-5 S.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20120916_001.jpg"><img alt="WP_20120916_001" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20120916_001-1024x576.jpg" width="423" height="237" /></a>
<p class="wp-caption-text">Madalena nos dá as orientações rumo à fronteira entre EUA e México</p>
</div>
<p>Rumamos ao sul de San Diego em busca de uma capinha para o novo celular do Gustavo. Dois dias atrás ele havia comprado o recém-lançado modelo da Nokia em substituição ao seu antigo aparelho. Poucas lojas no mundo já teriam aquela capinha, mas, com certeza, ali nos EUA nós encontraríamos.</p>
<blockquote><p><i>Era assim que deixávamos para trás a beleza dos rios, vales, montanhas e lagos dos EUA. Onde animais vagueiam livremente por parques muito bem organizados num remanescente de natureza ainda selvagem. Deixávamos para trás os confortos e conveniências de um país muito bem estruturado. Estruturado, porém, talvez até demais. </i></p>
<p><i>O país que nos serve de modelo para tantas coisas, como o excelente sistema educacional ou a riqueza de seus estilos musicais, parece estar carente de um legado histórico vivo em seus centros urbanos. Afinal, salvo um bairro ou outro, ficou, em alguns de nós, a impressão de que muitas das cidades norte-americanas parecem pré-fabricadas. Como se pudessem ser vendidas nas prateleiras de uma Tok Stok ou IKEA qualquer e contendo um kit de redes fastfood dentro; como num ‘Lego’, prontas somente para serem encaixadas. Tão simples de montar quanto é hoje encontrar um motel, um Wal-mart ou um McDonald’s ao longo de uma de suas vastas rodovias.  </i></p></blockquote>
<p>Seguimos mais ao sul pela estrada Interestadual 5 e se a Madalena não nos mostrasse que faltavam apenas 17 minutos para chegarmos a Tijuana, nunca iríamos imaginar que estávamos prestes a cruzar de país. Sinalizações apontavam retornos e saídas somente para bairros ainda dentro dos EUA. Era estranho, pois aos poucos o horizonte mudava de visual. Era como se quisessem esconder aquela vasta colina, com milhares de casinhas coladas umas nas outras, que a cada instante parecia mais próxima. Mas era impossível esconder, pois estávamos prestes a cruzar nada mais nada menos do que a fronteira mais movimentada do mundo!!! E foi somente perto da divisa que uma grande placa anunciava: estávamos entrando em território mexicano!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_003.jpg"><img alt="WP_20121116_003" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_003-1024x576.jpg" width="423" height="237" /></a>
<p class="wp-caption-text">A grande placa junto à bandeira mexicana</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Percorremos mais algumas centenas de metros após a placa e logo entramos em uma estranha e curta estrada murada que separava os dois países. Esse caminho nos jogava em uma enorme barreira com mais de 8 guaritas que lembravam o pedágio da Rodovia Imigrantes (que liga São Paulo à cidade de Santos). Ali era a alfândega mexicana, onde guardas bem armados escolhiam aleatoriamente alguns veículos para revisão antes da entrada no México. E é claro que nossa “discreta” amiga Tanajura foi escolhia. Algumas perguntas foram feitas e, logo que descobriram que éramos brasileiros, o sorriso brotou em seus rostos. Facilmente liberados, seguimos adiante mais alguns metros e, para nossa surpresa, já conduzíamos tranquilamente pelas ruas de Tijuana. Mas peraí! Alguma coisa estava errada, não?! Vocês devem lembrar que, em cada fronteira, dávamos baixa em nossos documentos no país que saíamos, e carimbávamos os passaportes no país de entrada. E ainda tinha a autorização de rodar com a Tanajura&#8230; aquilo ali tinha sido muito fácil e estávamos sem nenhum carimbo ou autorização.</p>
<div id="attachment_3258" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_001.jpg"><img class="size-large wp-image-3258" alt="A confusa e movimentada fronteira entre San Diego (EUA) e Tijuana (México)" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_001-1024x576.jpg" width="423" height="237" /></a>
<p class="wp-caption-text">A confusa e movimentada fronteira entre San Diego (EUA) e Tijuana (México)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas era isso mesmo, tanto tinha sido fácil passar para o lado mexicano, quanto deveríamos, de fato, ter feito os processos de saída e entrada em cada país. Vamos explicar:</p>
<p style="text-align: justify;">Como mencionamos, aquela fronteira é super movimentada em ambos os sentidos: no sentido México &#8211;&gt; EUA, há o caso de inúmeros operários mexicanos que saem de manhã cedo para trabalharem em San Diego, quanto o caso de mexicanos mais abonados que aproveitam o vizinho rico para realizarem compras de roupas e eletrônicos (mais ou menos como muitos de nós, brasileiros, costumamos fazer); já, no sentido EUA &#8211;&gt; México, os gringos cruzam para Tijuana, no estado mexicano chamado de Baja Califórnia, em busca de suas belíssimas praias e de suas animadas festas noturnas. Tudo, claro, a um preço muito acessível.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, acordos e restrições que não entendemos muito bem, permitem que residentes de Tijuana(México) e do sul da Califórnia(EUA) possam permanecer no país vizinho, por até 72 horas. Acontece que, por ignorância nossa ou pela própria falta de uma sinalização mais adequada por parte de ambos os países, nos enquadraram no mesmo direito de cruzar livremente. Mas como não ficaríamos no México por somente alguns dias, precisávamos voltar – para um lugar que ainda não sabíamos onde – e fazer toda a documentação.</p>
<p style="text-align: justify;">Tínhamos que voltar, mas ainda estávamos “curtindo” aqueles primeiros minutos novamente em terras latinas. Um saboroso tempero emanava das fumaças de uma comida típica sendo feita ali nas movimentadas e estreitas ruas de Tijuana. Placas de publicidade em espanhol nos davam as boas vindas, todas acima das pequenas e coloridas casas de alvenaria &#8211; construídas próximas umas das outras. E uma música dançante emanava de bares e veículos se misturando às vozes dos agitados vendedores ambulantes de pele morena&#8230; Uma cena que muito lembrava um bairro de periferia de uma grande metrópole brasileira. Mas depois de tantos meses nos 2 únicos países ricos do continente, era bom estar de volta à realidade a que fomos acostumados a viver! E aquela Tijuana, que conheceríamos melhor depois, estava longe da descrição exagerada de alguns americanos e suas mídias. Um exemplo crasso desse exagero tivemos na noite anterior ali mesmo em San Diego. Uma garçonete do restaurante onde jantamos, chegou a nos recomendar deixarmos o carro do lado americano e tomarmos um taxi para visitar Tijuana. Ela disse que nosso carro seria roubado rapidinho por ser de placa estrangeira, e que inclusive poderia até ser roubado pelos próprios policiais mexicanos! Tadinha, mal sabia ela da Expedição e que não haveria a menor chance da Tanajura não cruzar o México conosco.</p>
<div id="attachment_3267" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_6016.jpg"><img class="size-large wp-image-3267" alt="IMG_6016" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_6016-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As casinhas mais simples na estrada da Baja Califórnia Norte, algumas dezenas de quilômetros ao sul de Tijuana &#8211; México</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O êxtase de estar em terras mexicanas, no entanto, duraria pouco. Pegamos o primeiro retorno em direção à fronteira na tentativa de encontrar uma aduana que pudesse nos orientar. E, de repente, a grande surpresa: havia uma fila quilométrica de carros para entrar nos EUA! Estávamos, literalmente, sem saída. E em meio à exaustiva fila, éramos costumeiramente abordados por vendedores ambulantes que, só por estarem ali em número tão numeroso, nos prenunciavam: a espera seria longa. E foi! Mais de 1 hora e 45 min depois finalmente alcançávamos os mau-morados guardas da aduana norte-americana.  Depois de explicarmos nossa história (uma versão resumida do que é a expedição e que internamente apelidamos de “papo da <em>carretera</em>” – essa última pronunciada num finíssimo portunhol! <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /> ) e sobre o porque estávamos reentrando nos EUA o humor melhorou. Após inúmeras perguntas e uma boa canseira de 35 minutos os guardas deram baixa no sistema dos EUA e nos liberaram para seguir de volta para o México. Pegamos um atalho interno na fronteira e logo estávamos de novo nas guaritas mexicanas. Mais uma vez bem recebidos, dessa vez explicamos o equívoco e uma simpática guarda federal nos acompanhou para os pagamentos das taxas de turismo mexicana ($24,50 dólares americanos por pessoa) e para os procedimentos de entrada no país. Pronto, em menos de meia hora estávamos finalmente liberados! Só faltava passar na agência bancária nacional mexicana, há poucos quilômetros dali, para fazermos os procedimentos da Tanajura (pela qual também tivemos que pagar $50 dólares americanos). Estávamos famintos e o simpático atendente nos indicou um restaurante local para jantarmos. Com cadeiras e mesas de plástico, uma grande televisão que passava lances de futebol e a simpatia dos garçons (principalmente quando descobriram que éramos brasileiros) o saborosíssimo Chewin’s nos lembrava os típicos restaurantes simples do nordeste brasileiro. Como sugestão do garçom arriscamos aquele que se tornaria um dos pratos favoritos da Expedição no México: as Quesadillas de Marlin (do peixe Marlin Azul), iguaria muito comum ali na Baja Califórnia. O clima quente e agradável de uma sexta-feira à noite pedia uma cervejinha para acompanhar e celebrar a tão aguardada entrada em terras Mexicanas!</p>
<div style="width: 348px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_006.jpg"><img alt="WP_20121116_006" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_006-719x1024.jpg" width="338" height="482" /></a>
<p class="wp-caption-text">Inúmeros ambulantes são o prenúncio de que entrar nos EUA é algo muito demorado!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O muro que separa a moderna San Diego da “subdesenvolvida” Tijuana é o perfeito simbolismo da separação entre duas realidades fisicamente tão próximas, mas socialmente tão antagônicas. O numeroso e constante fluxo de pessoas por aquela fronteira revela a ainda profunda relação de interdependência que existe entre essas duas nações. Seja através da migração diária de trabalhadores e estudantes mexicanos para os EUA ou de mercadorias e turistas americanos para o México. Seja do medo que vivem os audazes ‘<i>coiotes</i>’ ao transportam ilegalmente pessoas em busca do ‘<i>American Way of Life</i>’ ou da volúpia de jovens americanos – nos seus 18 a 21 anos – que lotam a vida noturna mexicana em busca do ritmo latino e da liberdade de poderem beber antes da maioridade de seu país.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto a nós, nos encontrávamos muuuito contentes! Especialmente pela receptividade dos mexicanos até ali. <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<p style="text-align: justify;">Estávamos de volta à América Latina das ‘<i>Veias Abertas</i>’, como definido pelo escritor Eduardo Galeano. Mas que ainda sim manifesta a alegria, humildade e espontaneidade tão peculiares à nossa gente!</p>
<div style="width: 348px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_7032b.jpg"><img alt="IMG_7032b" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_7032b-682x1024.jpg" width="338" height="508" /></a>
<p class="wp-caption-text">Elementos católicos e hispânicos (legado do período colonial) marcam a arquitetura das cidades mexicanas.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br/fronteira-eua-mexico/">O muro entre dois mundos</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://4x1.com.br/fronteira-eua-mexico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Revivendo os Tempos de República</title>
		<link>https://4x1.com.br/las-vegas-e-los-angeles/</link>
		<comments>https://4x1.com.br/las-vegas-e-los-angeles/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Jan 2013 16:56:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[basquete]]></category>
		<category><![CDATA[California]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Hoover Dam]]></category>
		<category><![CDATA[LA Galaxy]]></category>
		<category><![CDATA[Lakers]]></category>
		<category><![CDATA[Las Vegas]]></category>
		<category><![CDATA[Los Anegeles]]></category>
		<category><![CDATA[nevada]]></category>
		<category><![CDATA[Road Trip]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>
		<category><![CDATA[Venice Beach]]></category>
		<category><![CDATA[viagem de carro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=3084</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 09/11/2012 à 15/11/2012 Trajeto: Na saída de Flagstaff percorremos um curto trecho pela famosa Route 66 e logo apanhamos a I-40 rumo &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/las-vegas-e-los-angeles/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br/las-vegas-e-los-angeles/">Revivendo os Tempos de República</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Ficha 4×1</strong></h3>
<h4><strong>Data: </strong>09/11/2012 à 15/11/2012</h4>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Flagstaff, Arizona – EUA                          (Grand Canyon)</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Distância total:</strong> Total: 837 km (Flagstaff à Las Vegas: 411km; Las Vegas à Los Angeles: 426 km)</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Onde dormimos:</strong> <span style="text-decoration: underline;">Las Vegas:</span> hotel Circus Circus.         <span style="text-decoration: underline;">Los Angeles:</span> mais uma vez o Daniel foi nosso anfitrião! <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Pneu Cheio:</strong> A grande celebração do encontro entre novas companheiras com amigos de longa data.</p>
<p style="text-align: left;">
</div></p>
<p style="text-align: left;">
<div class="one_half_last content_left"></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Destino final:</strong> Los Angeles, Califórnia – EUA                      (com parada em Las Vegas, Nevada)</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Tempo de viagem:</strong> Total: quase 8 horas. Aproximadamente 4h em cada trecho.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>O que comemos de bom:</strong> Saudáveis sopas, sanduíches e sobremesas no Urth Caffe em Santa Monica.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Pneu murcho:</strong> O descaso e a intransigência do segurança pós-jogo do Lakers que nos impediu de retornar para buscar o boné do Gabriel, incorrendo na perda do mesmo. Atitudes inflexíveis e “bitoladas” como essa nos perseguiram em diversas ocasiões durante a passagem pelos EUA.</p>
<p style="text-align: left;">
</div><div class="clear"></div></p>
<p><strong>Trajeto:</strong> Na saída de Flagstaff percorremos um curto trecho pela famosa Route 66 e logo apanhamos a I-40 rumo a Oeste até perto de Nevada onde apanhamos a US-93 para o Hoover Dam. De lá apanhamos a US-93 e a I-215 sentido Las Vegas. De Las Vegas para Los Angeles fomos basicamente pela I-15.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><i>O retorno à “fabulosa” Las Vegas e à cinematográfica Los Angeles já não tinha o mesmo propósito. Conversas, risadas, questionamentos e reflexões eram os ingredientes que se misturavam à programação recheada de esportes, pendências e programas mais caseiros. Em Los Angeles revivemos os bons momentos dos tempos áureos de República! </i></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Estávamos imundos. Ventos fortes começavam a soprar um ar gelado juntamente com as nuvens carregadas no céu. Eram indícios de que uma forte chuva estava prestes a cair. Mas nada nos tirava o sentimento de realização quando chegamos novamente ao topo do imponente Grand Canyon após aqueles dias de trilha exaustiva. As francesas nos haviam acompanhado pelos quilômetros finais e decidimos ir jantar todos juntos ali mesmo dentro do parque. Era nossa primeira refeição reforçada nos últimos dois dias e, seguindo a tradição francesa, pedimos umas taças de vinho para comemorar. Numa mistura de inglês, francês e até italiano, nos esforçávamos em derrubar a barreira linguística que havia nos prendido durante os primeiros dias de conversa ainda dentro do Canyon. E com o passar das horas nos sentíamos cada vez mais entrosados!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5422.jpg"><img alt="IMG_5422" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5422-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A última pausa antes da escalada final para o topo do Grand Canyon!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Teríamos ainda mais uma noite ali no Grand Canyon e nosso próximo compromisso era no LAX (<i>Los Angeles International Airport</i>), dali a dois dias, para buscarmos nosso grande amigo e ex-companheiro de República: Renatinho. Já estávamos prestes a pagar a conta quando surgiu delas a proposta que mudaria nossos destinos para os próximos dias: “Por que vocês não vêm conosco para Las Vegas?”</p>
<p style="text-align: justify;">Recém-formadas em arquitetura, Camille, Charlotte (‘Cha Cha’), Suzy e Johanna (a única engenheira da turma) aproveitaram as férias, pós-término da faculdade, para realizarem algumas entrevistas investigativas com arquitetos da costa oeste americana. Ao voltarem para a França, a ideia é consolidarem todo o material coletado e juntar com o de outras amigas, da mesma associação que fundaram, e que realizaram as mesmas entrevistas só que em outros países. E apesar de suas entrevistas estarem concentradas na região de San Francisco, elas aproveitavam os quase 3 meses que teriam para também darem um giro pelos parques e cidades no badalado oeste americano.</p>
<div style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/31.jpg"><img alt="31" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/31-682x1024.jpg" width="270" height="406" /></a>
<p class="wp-caption-text">O criativo Diário de Viagens das meninas: através de desenhos!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Longe de ser o destino o qual teríamos vontade de voltar um dia, ainda mais tão brevemente, víamos nesse retorno a Las Vegas uma oportunidade de estreitarmos ainda mais nossa amizade com as meninas e de viver uma experiência diferente da primeira. Com amigas de nacionalidade e realidades diferentes das que estávamos acostumados.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim foi&#8230;Elas seguiram para Vegas ainda naquela noite e nós seguimos para nosso hotel ali na região.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, a caminho de Las Vegas, pararíamos para apreciar uma das obras de engenharia de maior orgulho para os americanos: o <i>Hoover Dam</i>. Concluída em 1935 por mais de 5.000 mil funcionários, a barragem que fica dentro do rio Colorado (na divisa dos estados de Nevada e Arizona) foi eleita, durante as décadas de 30 e 50, uma das mais altas barragens e maiores hidrelétricas do mundo. Planejada com o intuito inicial de evitar enchentes nas plantações ao Sul da Califórnia provocadas pelo rio Colorado, a barragem promoveu o desenvolvimento do sudoeste americano. E, hoje, provê água e energia para plantações e importantes cidades como Phoenix (AZ), Las Vegas (NV) e nos arredores de Los Angeles (CA). (Benefícios para uns, nem tanto para outros&#8230; Descobrimos em visitas recentes que a barragem provocou a diminuição da vazão natural do rio Colorado no Golfo da Califórnia, no México, aumentando, assim, a salinização das águas do mar de Cortés e interferindo em algumas espécies naturais)</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/30.jpg"><img alt="30" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/30-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista parcial do Hoover Dam</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/29.jpg"><img alt="29" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/29-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A barragem do Rio Colorado no Hoover Dam</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Chegamos a Las Vegas no final da tarde e ao cair da noite nos encontramos com as francesas. Como já éramos “experts” na cidade, elas nos pediram para ditar o roteiro. Fizemos o tour básico: passamos por dentro dos principais casinos, paramos para jantar em um restaurante fora do “rol do glamour” e assistimos o balé de águas dançantes da famosa fonte do casino Bellagio. Encerramos a noite com muita música, conversas e risadas em um animado bar da região.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, antes da partida, fomos todos juntos almoçar num restaurante recomendado por uma senhora colombiana, que havíamos conhecido semanas antes numa trilha dentro do Zion Park. Longe de ser um excelente restaurante, o Green Valley Ranch possuía um variado Buffet a um preço excelente! Chegamos lá por volta das 13h e logo nos servimos. O clima estava leve e era como se as conhecêssemos há anos! Falamos sobre nossas diferenças culturais, contamos piadas, frases engraçadas de cada país e aprendemos jogos franceses. Foi aí que, de repente, fomos interrompidos pela gerente do restaurante. Muito sem graça, a moça nos abordou pedindo-nos, cordialmente, se poderíamos desocupar a mesa. Olhamos os relógios e&#8230;Caramba! Ficamos ali por quase 5 horas!!! Não nos demos conta, mas já eram quase 18h e a fila lá fora para o jantar já estava enorme. Pedido justíssimo! Além disso, ainda iríamos dirigir mais de 3 horas e meia até Los Angeles para buscar o Renatinho. Precisávamos nos apressar. E junto com aquele pedido chegava o duro momento das despedidas&#8230; Adeus?! Tchau?! Até breve?! Era difícil, pois sabíamos que dificilmente iríamos nos encontrar novamente. Ainda mais todos juntos. E com um passo para trás elas se afastavam um pouco da gente. Trocaram algumas palavras entre elas e voltaram até a gente: “Pensamos em ir com vocês para Los Angeles! O que acham?” – disse uma delas. “Sério!?” – respondemos surpresos antes de concluir: “É claro que pela gente tudo bem!”. Ficamos muito contentes! Elas explicaram que além de continuarmos por mais uns dias aquele clima gostoso, elas poderiam aproveitar a passagem na capital mundial do cinema para entrevistar alguns arquitetos de lá, antes de seguirem para seus compromissos em San Francisco. Muito legal! Seria a primeira vez que viajaríamos juntos ao lado de outra “expedição”. Ainda mais da nossa idade, com propósitos similares e características complementares às nossas!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/28.jpg"><img alt="28" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/28-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Todos fazendo o &#8220;pegadinha do Malandro! Glu glu glu!&#8221; hahahaha (no restaurante na saída de Las Vegas, NV)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Partimos para Los Angeles, pois se não nos atrasaríamos para buscar o Renatinho. E antes do nosso reencontro em Los Angeles, as meninas passariam aquela noite, e a manhã do dia seguinte, no <i>Death Valley</i> (o chamado ‘vale da morte’). Chegamos ao LAX por volta das 21h50 e o Renato já nos aguardava. Seguimos de lá para a casa de nossos “anfitriões-mor”: o Daniel e sua cadelinha Brie que, dessa vez, além de receberem a Expedição e o Renatinho, ainda contava com a visita da irmã do Daniel: a Lara. J Já se passavam quase 3 meses desde nosso encontro com o Daniel e mais de 5 meses que havíamos estado com o Renato, na casa de seus pais em Patrocínio-MG (nossa primeira parada após a saída de São Paulo). Eram muitas histórias, curiosidades e novidades a serem colocadas em dia. E a conversa invadiu a madrugada&#8230;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/285.jpg"><img alt="28,5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/285-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Brie vindo até a porta para nos receber!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Vale ressaltar que as conversas foram, sem dúvida, o ponto alto de nossa passagem por Los Angeles. O que vivemos hoje é justamente um momento de transição em nossas vidas e carreiras e era gostoso ouvir cada um falar sobre suas perspectivas atuais. Como 4 de nós, o Renatinho também havia trabalhado no mercado financeiro e agora atuava como pesquisador pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), ligada à USP. Ele nos contava alegre sobre estar fazendo algo que realmente o motivava e sobre ter uma vida mais tranquila. Discorreu também sobre a possibilidade de vir a realizar (num futuro próximo) um doutorado com bolsa na Universidade de Ilinois – motivo o qual o trazia até ali nos EUA e que permitiu ir nos visitar. O Daniel também comentou sobre o bom momento que estava passando em Los Angeles após todos esses anos morando ali. Comentou sobre suas expectativas de emprego e suas pesquisas atuais junto à <i>California State University</i>, onde havia se graduado e comparou com seus anos de pesquisas quando ainda cursava a Universidade de Pernambuco (UPE). Sua irmã Lara, que assim como as francesas também estudava arquitetura, havia aproveitados as férias de sua universidade em Pernambuco para aprimorar seu inglês. E foi assim&#8230; Falamos sobre os novos cenários econômicos do Brasil para os próximos anos e falamos de sonhos e perspectivas. Mas também contamos piadas e assistimos vídeos do Youtube.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/27.jpg"><img alt="27" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/27-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Renatinho e mais uma de suas &#8220;caras&#8221; sempre engraçadas para fotografia!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/26.jpg"><img alt="26" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/26-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Muito papo entre uma taça e outra de vinho, na casa do Daniel &#8211; Los Angeles, CA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Era papo de jovens. Que, embora provenientes de nacionalidades diferentes e com histórias de vida diferentes, viviam momentos de vida similares. E mais importante, possuíam em comum a angústia e os ideais que todos os jovens possuem. Em qualquer geração ou em qualquer parte do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">E tudo isso se mesclava em meio a nossa pacata, mas intensa programação durante aqueles dias em Los Angeles. No domingo fomos assistir a vitória tranquila do Los Angeles Galaxy, de David Beckham e Landon Donavon, sobre o Seattle Sounders, pela final da conferência oeste da liga de futebol dos EUA. (futebol do nosso, é claro, paixão entre brasileiros e franceses <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /> )</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/25.jpg"><img alt="25" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/25-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Turma toda reunida antes do jogo do LA Galaxy &#8211; Los Angeles, CA</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/24.jpg"><img alt="24" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/24-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A curiosa arquibancada gramada atrás de um dos gols do estádio Home Depot Center em Los Angeles, CA</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/23-panoramica.jpg"><img alt="23 panoramica" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/23-panoramica-1024x397.jpg" width="423" height="163" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista panorâmica do estádio lotado na partida entre LA Galaxy 3 X 0 Seattle Sounders &#8211; Los Angeles, CA</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">E em outra ocasião fomos testemunhar o esporte em que os americanos são realmente bons: o basquete. O <i>Staples Center</i> foi o palco onde pudemos presenciar o espetáculo de Kobe Bryant nas quadras. Eleito por inúmeras vezes MVP (<i>most valuable player</i> – melhor jogador) da NBA (associação norte-americana de basquete) o jogador foi novamente eleito o melhor da partida, mas ainda sim não foi o suficiente para impedir a derrota por dois pontos do Los Angeles Lakers para o San Antonio Spurs – onde coincidentemente jogam o francês Tony Parker e o brasileiro Tiago Splitter. As francesas bem que gostaram da vitória de seu conterrâneo e principal jogador do Sant Antonio. Já nós&#8230;bem, o Tiago Spliter que nos perdoe, mas estávamos mesmo é torcendo pro show do Kobe.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/22.jpg"><img alt="22" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/22-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A estrela do Lakers, Kobe Bryant, prepara o arremesso de 2 pontos, sendo marcado pelo brasileiro Tiago Splitter</p>
</div>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/21.jpg"><img class="aligncenter" alt="21" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/21-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/20.jpg"><img alt="20" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/20-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Números finais da partida. Mesmo com a derrota é nítida a superioridade de Kobe Bryant (número 24) versus seus companheiros e rivais: 28 pontos, 8 assistências e nenhuma falta cometida!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Os dias em LA também tiveram uma “pegada” gastronômica! Fizemos um almoço ‘em português’ no super agradável Urth Caffe (em Santa Monica) e levamos o Renato e as francesas para comer na tradicional lanchonete californiana <i>In-n-Out</i>. Também fizemos um picnic, com futebol, sob o magnífico pôr do sol da praia de <i>Venice Beach</i>. O momento era especial, pois era a primeira vez que o Renato punha os pés no Pacífico! E terminamos a noite num bar ao ar livre, no topo de um hotel, ali mesmo em <i>Venice</i>. Deu tempo até para darmos uma volta com o Renatinho pelo <i>downtown</i> Los Angeles e por Hollywood antes que ele pegasse o voo dele de volta para Chicago. Afinal, ele não poderia ir embora de LA sem ver a calçada da fama e o famoso Dolby Theater, onde ocorre a premiação do Oscar. Faz parte, né!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/19.jpg"><img alt="19" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/19-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Lanche brasileiro no agradável caffe Urth em Santa Monica. Com Daniel, Alex (a amiga americana do Daniel que fala português tão bem que no início achávamos que era brasileira) Lara e o Renatinho</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/18.jpg"><img alt="18" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/18-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Futebolzinho no fim de tarde em Venice Beach &#8211; Los Angeles, Califórnia</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/17.jpg"><img alt="17" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/17-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nandes arma o chute no belíssimo pôr do sol</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/16.jpg"><img alt="16" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/16-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Renatinho assiste seu primeiro pôr-do-sol no Pacífico</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/14.jpg"><img alt="14" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/14-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Gaivotas voam na frente das casas de frente pra praia em Venice Beach, Los Angeles &#8211; CA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E no meio disso tudo, ainda reservamos um tempinho para resolvermos algumas pendências antes de seguirmos para terras Mexicanas! A primeira delas foi na Nissan, ali de Los Angeles, onde nossa Tanajura completava 30 mil km rodados e passaria por uma revisão completa. Isso mesmo, ‘passaria’. Acontece que logo após o êxtase inicial de verem uma Frontier brasileira por ali, e ainda mais toda equipada, os gerentes e mecânicos da Nissan perceberam que a Tana era à Diesel – diferente dos modelos americanos, à gasolina. E aí residia o problema. Entendemos que as diferenças de combustível acarretem diferenças técnicas de manutenção de cada veículo. Mas isso não justifica o carro sair da loja praticamente como entrou. Eles afirmarem não saber onde estaria o filtro de combustível (algo que depois mostramos onde estava) e ainda alegarem não ser capazes de alinhar e balancear as rodas, nos levava a crer que estávamos mais uma vez enfrentando um lado muito negativo da cultura americana. Afinal, o que aqueles itens tem a ver com o tipo de combustível usado no veículo!? Nada. Fato é que, ainda que pudéssemos desconfiar que as desculpas pudessem estar associados a alguma política da Nissan, nossas experiências pela terra do Tio Sam nos levavam a crer que não era isso. Pois aquela mesma postura seca, em cima do muro e inflexível era algo que nos incomodou em diversas situações em nossa passagem pelos EUA. Tão recente quanto esse caso havia sido a postura intransigente e autoritária do chefe da segurança pós-jogo do Lakers. Pedimos, justificamos, e propusemos diversas formas de ele deixar o Gabriel voltar ao seu assento onde havia ficado seu boné. Havíamos sido uns dos últimos a saírem do ginásio naquela noite e ainda na porta de saída foi que o Gabriel se deu conta que o boné havia ficado embaixo do seu assento. Em 2 minutos voltando ao assento o boné estaria recuperado. O segurança garantiu que a equipe de limpeza encontraria e levaria aos “achados-e-perdidos” (afinal, esse era o procedimento padrão) deixando-nos somente a alternativa de registrarmos lá os nossos contatos. As francesas ficaram inconformadas com tal postura. Nós estávamos acostumados. Já, o boné, nunca mais apareceu.</p>
<div style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/13.jpg"><img alt="13" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/13.jpg" width="415" height="311" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura numa paradinha pra revisão dos 30 mil km em Los Angeles, CA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas esses episódios não melariam nossa super agradável passagem por Los Angeles. Aqueles eram nossos últimos dias nos EUA e em breve estaríamos de novo em terras latinas!</p>
<p style="text-align: justify;">Era então chegado nosso último dia depois de quase uma semana viajando juntos. Quando de repente as francesas propuserem que&#8230; hehehe&#8230; não, dessa vez era realmente o fim desse capítulo. E logo de manhã ela nos prepararam um super completo café da manhã à moda do país anfitrião daquele inusitado encontro franco-brasileiro. Era a forma perfeita de dizermos adeus e celebrarmos todos aqueles inspiradores momentos em que estivemos juntos.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/11.jpg"><img alt="11" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/11-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O simpático café da manhã montado pelas francesas!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/10.jpg"><img alt="10" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/10-682x1024.jpg" width="423" height="635" /></a>
<p class="wp-caption-text">O café da manhã de despedida na casa do Daniel &#8211; Los Angeles, CA</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/9.jpg"><img alt="9" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/9-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">ChaCha e sua constante espontaneidade</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/8.jpg"><img alt="8" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/8-682x1024.jpg" width="423" height="635" /></a>
<p class="wp-caption-text">Gabriel e Suzy devorando o delicioso café da manhã</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Elas seguiram norte rumo à San Francisco e nós seguiríamos a sul, a caminho de San Diego para um ajuste final no guincho da Tanajura. E, apesar de nossos caminhos tomarem direções diferentes, os rumos que nossas vidas seguiriam ainda seriam os mesmos: a busca da realização de nossos sonhos!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/7.jpg"><img alt="7" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/7-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O simpático mecânico Venezuelano ajusta o guincho da Tanajura no caminho para San Diego, Califórnia</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ao Daniel, Lara, Renato, Camille, ChaCha, Johanna e Suzy, nosso carinhoso agradecimento pelo prazer de suas companhias ao longo desses maravilhosos dias. E um até breve! <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/6.jpg"><img alt="6" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/6-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Todos juntos na tradicional foto do pulo no pôr do sol de Venice Beach, Los Angeles &#8211; CA</p>
</div>
<p>Clique em <a title="Las Vegas" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632395098917/" target="_blank">Las Vegas </a>ou <a title="Los Angeles" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632399137234/" target="_blank">Los Angeles</a> para ver mais fotos de nossa segunda passagem por essas cidades.</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br/las-vegas-e-los-angeles/">Revivendo os Tempos de República</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://4x1.com.br/las-vegas-e-los-angeles/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Receptividade à brasileira na terra dos Mórmons!</title>
		<link>https://4x1.com.br/salt-lake-city/</link>
		<comments>https://4x1.com.br/salt-lake-city/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 11 Dec 2012 02:42:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias]]></category>
		<category><![CDATA[lago]]></category>
		<category><![CDATA[montanha]]></category>
		<category><![CDATA[Mórmon]]></category>
		<category><![CDATA[Salt Lake City]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>
		<category><![CDATA[Utah]]></category>
		<category><![CDATA[Yellowstone]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=2821</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 26/10/2012 a 29/10/2012 Trajeto: Saímos de Cooke City pela US-212 e depois tomamos a US 89 entrando pelo Yellowstone National Park, onde &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/salt-lake-city/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br/salt-lake-city/">Receptividade à brasileira na terra dos Mórmons!</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: left;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></div>
<h4><strong>Data:</strong> 26/10/2012 a 29/10/2012</h4>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> Cooke City, Montana – EUA (Yellowstone)</p>
<p><strong>Distância total:</strong> 887 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Casa do Helaman (1 noite) e no motel Econolodge.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> A receptividade das brasileiras que nos deram uma aula sobre a cidade e sua relação com a igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> Salt Lake City, Utah- EUA</p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> aproximadamente 7 horas</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> Comida chinesa por apenas 6 dólares!!</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> A estrutura do motel Econolodge que deixou a desejar.</p>
</div><div class="clear"></div><p><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Cooke City pela US-212 e depois tomamos a US 89 entrando pelo Yellowstone National Park, onde tomamos um &#8220;atalho&#8221;. Seguimos pela US 20 entrando no estado de Idaho e cortando-o sentido Sul pela I-15 que leva até Salt Lake City, no estado de Utah.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Com o avanço da neve no noroeste dos EUA, decidimos acelerar a ida para os parques mais ao sul do país e aproveitar suas útimas semanas sem neve. Ao sair de Yellowstone seguiríamos para os parques a sudoeste de Utah e a dúvida, portanto, era: passar por Salt Lake City (em Utah) ou por Denver e as Montanhas Rochosas (no Colorado). Como já havíamos percorrido longos trechos das Rochosas desde o Canadá, uma olhada no Ralf* foi o suficiente para a decisão ser tomada: Salt Lake era nossa próxima parada.</p>
<p style="text-align: justify;">* Para quem não se lembra, Ralf é o apelido que demos ao nosso livro-guia dos EUA <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>A intenção era ficarmos somente um dia em Salt Lake e logo seguir viagem. Entretanto, uma certa movimentação na ruas por volta das 21h, algo incomum nos EUA, nos chamava a atenção. Uma oração fora feita ao final de uma festa de Halloween Latina. Algo naquela cidade era diferente do que estávamos acostumados. E um grupo de brasileiras, uma equatoriana e um hondurenho estavam dispostos a nos apresentar essa nova realidade.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Saímos de Cooke City com tempo nublado e a temperatura abaixo dos 5°C. Éramos acompanhados por altas montanhas com seus cumes cada vez menos nevados ao passo que a temperatura aumentava mais a sul. Chegamos em Salt Lake famintos por volta das 20h e a primeira boa impressão: nosso termômetro marcava 16°C e não havia ventos! Era a primeira vez dentro dos últimos 35 dias que tínhamos temperatura acima dos 15°C! Saímos do carro contentes, e sem casacos, para jantar!</p>
<div id="attachment_2844" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/271.jpg"><img class=" wp-image-2844" title="27" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/271-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O frio era tanto na saída de Cooke City (Montana) que o &quot;embaçado&quot; do vidro congelou na parte de dentro do carro!!!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2843" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/261.jpg"><img class="size-large wp-image-2843" title="26" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/261-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Após mais de 5 horas de estrada cortávamos o estado de Idaho com os termômetros já acima dos 10 graus Celsius!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Uma longa conversa na mesa, algumas risadas e traçávamos o plano de saída para o dia seguinte, após o almoço. Saímos do restaurante e uma coisa nos chamava atenção. Era uma sexta-feira e já passavam das 21h, mesmo assim muitas pessoas de várias idades andavam pelas ruas. Achamos estranho, pois isso não era algo comum nos EUA. Como era final de semana pré-Halloween pensávamos que poderia ter algo a ver com isso. Seguimos em busca de um lugar para vermos o movimento e tomarmos umas cervejas antes de dormir. Demos uma volta pela cidade e avistamos uma sorveteria com pessoas fantasiadas. Paramos. Os fantasiados entravam em um estabelecimento, ao lado da sorveteria, que formava uma grande fila. Perguntamos o que era e a resposta veio em espanhol: “es una fiesta de Halloween latina”. Caramba! Que estranho! Gostamos da ideia e resolvemos entrar. Como não tínhamos fantasias, vestimos umas camisas da seleção brasileira e fomos de time de futebol! Original hein?! Hahaha&#8230; Bom para uma festa de última hora estava valendo. Logo percebemos que não era vendida qualquer bebida alcoolica. Repleta de latinos, as músicas variavam entre estilos Peruano, Mexicano, Venezuelano, Colombiano, entre outros. Todos dançavam animados e logo pessoas vinham interagir com os 5 rapazes que chamavam a atenção com aquelas camisas com cor de marca texto. Horas depois e a maior roda da festa era de&#8230; brasileiros! Claro! Dentre outros, ali conheceríamos as 3 Sara(s) (duas brasileiras e uma equatoriana), Giulli, Leylyane e o hondurenho Helaman. Dançamos, conversamos e ao final da festa&#8230; uma oração de agradecimento!!?? Isso realmente não era comum. Ficamos curiosos e para nossa surpresa: a festa era de ‘mórmons’! Assim como nossos novos amigos, Salt Lake City é uma cidade composta, em sua maioria, por pessoas que frequentam a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Igreja de JCSUD). Sabendo que não havíamos lugar para dormir, o Helaman abriu sua casa para passarmos a noite.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/241.jpg"><img title="24" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/241-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As ruas do moderno e planificado centro de Salt Lake City, Utah &#8211; EUA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A vedade é que o termo ‘mórmon’ – como hoje são popularmente chamados aqueles que frequentam a Igreja de JCSUD – foi criado por pessoas que não frequentam a igreja, para se referirem a seus membros. O motivo de darem-lhes esse nome está ligado ao ‘Livro de Mórmon’ – o livro considerado sagrado pelos frequentadores daquela igreja – no qual é retratado um outro testamento da vida de Jesus Cristo. Portanto, segundo a Igreja, o nome a que seus membros deveriam ser conhecidos é Santos dos Últimos Dias (SUD).</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade que está assentada dentro do Salt Lake Valley (vale do Lago Salgado) é cercada de duas grandes cadeias de montanha a leste e oeste, e recebe esse nome justamente devido ao Great Salt Lak (Grande Lago Salgado) localizado a noroeste da cidade. Sua fundação, bem como do Estado de Utah, está associada à vinda dos Mórmons para a região: devido à forte perseguição a seus membros e às doutrinas da Igreja de JCSUD, Brigham Young liderou a ida dos Mórmons para o Oeste americano após a morte de Joseph Smith Jr., o fundador da igreja. E foi ali dentro do vale de Salt Lake que escolheram o local – onde hoje está Salt Lake City – para serem a ‘nova Sião’ (em inglês: <em>the new Zion</em>). Sob a liderança de Brigham Young (que na altura não somente se tornou lider da igreja, mas também líder do território) ali desenvolveram a cidade através de um sitema de colheita comunitária.</p>
<div id="attachment_2842" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/251.jpg"><img class="size-large wp-image-2842" title="25" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/251-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O belíssimo Capitólio de Salt Lake City com as imponentes montanhas que cercam a cidade que já foi sede dos jogos Olímpicos de Inverno em 2002</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/91.jpg"><img title="9" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/91-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O final de tarde com o &#39;Great Salt Lake&#39; no canto direito, ao fundo</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Por estar situada numa encruzilhada para aqueles que partiam do Leste para o Oeste americano em busca de fortunas – na conhecida Corrida do Ouro da Califórnia (<em>California Golden Rush</em>) – Salt Lake City tornou-se um ponto de parada para os viajantes e beneficiou-se do intenso comércio gerado e da especulação de terras. O grande desenvolvimento fez com que, em 1856, Salt Lake se tornasse a capital do território de Utah, que posteriormente se tornaria mais um estado da União.</p>
<p style="text-align: justify;">E sob a mentoria de uma das Sarah(s), partimos para conhecer um pouco mais dessa história da moderna cidade de Salt Lake City, da interessante doutrina dos membros da Igreja de JCSUD e como eles fizeram sua vida na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2840" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/231.jpg"><img class=" wp-image-2840" title="23" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/231-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">O templo de Salt Lake (da igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) na Temple Square, em Salt Lake City, Utah (EUA)</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2839" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/221.jpg"><img class=" wp-image-2839" title="22" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/221-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sarah Albuquerque nos dando os primeiros ensinamentos sobre a doutrina da Igreja de JCSUD</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Dirigimo-nos para a <em>Temple Square</em> (praça do Templo) onde está localizado o principal templo da igreja e onde, em suas imediações, encontram-se os principais prédios (históricos e administrativos) da igreja. Visitamos o museu que conta a história da igreja, bem como o enorme centro de visitantes que, através de textos, imagens e vídeos são passados alguns valores e doutrinas da igreja.  Lá também está uma maquete do interior do templo principal da Igreja de JCSUD: o <em>Salt Lake Temple</em> – que possui entrada restrita aos membros da igreja. E foi sob o auxílio de duas simpáticas missionárias brasileiras que visitamos a Beehive House (Casa da Colmeia) onde viveu o ex-líder da Igreja: Brigham Young.</p>
<p style="text-align: justify;">Não dá para negar que essas visitas serviram para a gente como um grande momento de reflexão espiritual e social. Motivado, principalmente, pelo espírito de fraternidade e carinho demonstrado por todos os membros da Igreja que muito bem nos acolheram em todos os momentos e visitas. Aprendemos, também, sobre as missões que muitos membros da igreja realizam uma vez na vida, bem como sobre o complexo centro de produção e distribuição de alimentos e doações para pessoas desprivilegiadas. Interessante, também, foi a visita ao <em>Family Story Library</em> (biblioteca da história das famílias), onde a Igreja JCSUD presta uma enorme colaboração à sociedade, montando o maior acervo sobre as histórias das famílias que habitaram o planeta! Isso mesmo o ‘<em>Family Search</em>’ (busca de famílias) – disponível também online – está em desenvolvimento para catalogar o maior número de pessoas possíveis, a fim de montar o maior acervo de árvores genealógicas do mundo! Quem quiser buscar algum parente ou familiar distante e quiser conhecer mais sobre a história de sua família vale dar uma checada no site deles para ver se sua família já está lá catalogada.</p>
<div id="attachment_2838" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/211.jpg"><img class="size-large wp-image-2838" title="21" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/211-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Museu com a história da fundação da Igreja de JCSUD</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2837" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/201.jpg"><img class="size-large wp-image-2837" title="20" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/201-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Muito informativo, o centro de visitantes da Igreja de JCSUD mostra os valores e doutrinas da igreja, bem conta sobre o centro de produção e distribuição de alimentos e produtos para populações em situação de risco.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2836" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/205.jpg"><img class=" wp-image-2836" title="20,5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/205-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista externa do Templo de Salt Lake (Utah, EUA)</p>
</div>
<div id="attachment_2835" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/191.jpg"><img class=" wp-image-2835" title="19" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/191-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Uma detalhada maquete nos mostra a beleza do interior do Salt Lake Temple</p>
</div>
<div id="attachment_2834" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/181.jpg"><img class="size-large wp-image-2834" title="18" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/181-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A maquete mostra o perfeccionismo do templo que só pode ser frequentado por membros da Igreja</p>
</div>
<div id="attachment_2833" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/185.jpg"><img class="size-large wp-image-2833" title="18,5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/185-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Foto do interior da Beehive House (casa de Colmeia), a casa onde morou Brigham Young &#8211; um dos principais líderes da Igreja de JCSUD</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas com certeza o ponto alto da visita à cultura Mórmon foi o espetáculo ‘Luz de las Naciones – Sus Promesas’ realizado no Auditório da Igreja de JCSUD. Com capacidade para mais de 21 mil pessoas, o auditório estava com mais de 80% de suas cadeiras ocupadas. Foi bonito de ver aquele público miscigenado, no qual americanos usando tradutor simultâneo aplaudiam e cantavam junto com latinos de diversas nacionalidades. Todos contemplando o festival em homenagem a cultura das civilizações indígenas e hispânicas, da América Latina. O espetáculo contava com danças, vestimentas e estilos musicais de mais de 8 países latinos das américas, permitindo aos latinos valorizarem e reconhecerem suas origens, ainda que vivendo em um país diferente. Todos aplaudiam e vibravam num espetáculo que, além de celebrar a música, celebrava a aceitação e tolerância entre as nações! Foi simplesmente fantástico!!!</p>
<div id="attachment_2832" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/171.jpg"><img class="size-large wp-image-2832" title="17" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/171-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O auditório começando a lotar pouco antes do início do Espetáculo “Luz de las Naciones – Sus Promesas” – no auditório da Igreja de JCSUD</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2831" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/161.jpg"><img class="size-large wp-image-2831" title="16" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/161-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Expedição 4&#215;1 e duas das Sara(s) antes do espetáculo começar</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2830" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/151.jpg"><img class="size-large wp-image-2830" title="15" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/151-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Apresentação da cultura mexicana no &#39;Luz de las naciones&#39;</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2827" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/121.jpg"><img class="size-large wp-image-2827" title="12" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/121-682x1024.jpg" alt="" width="423" height="635" /></a>
<p class="wp-caption-text">Apresentação sobre civilização ameríndia, pré-colonização espanhola</p>
</div>
<div id="attachment_2828" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/131.jpg"><img class="size-large wp-image-2828" title="13" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/131-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Fechamento do espetáculo &#39;Luz de las Naciones&#39;</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte ao festival uma nova grande surpresa: Acordamos cedo para, pontualmente as 9h, estarmos no Tabernáculo da Igreja de JCSUD onde se apresenta semanalmente o <em>Mormon Tabernacle Choir</em> (Coral do Tabernáculo Mórmon). Um silêncio absoluto pois a apresentação de 30 min chamada <em>Music and the Spoken Word</em>  é transmitida, ao vivo, nacionalmente, e sendo o programa sequencial transmitido a mais tempo no mundo!!!</p>
<div id="attachment_2826" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/111.jpg"><img class="size-large wp-image-2826" title="11" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/111-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O final da apresentação do Mormon Tabernacle Choir</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2825" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/101.jpg"><img class=" wp-image-2825" title="10" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/101-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Expedição 4&#215;1 na companhia dos amigos (em pé, da esquerda pra direita): Leylyane, Helaman, Sara Rocha, Sara Cardenas e Sarah Albuquerque. (abaixo): Giulli</p>
</div>
<p>No final da tarde, terminamos todo o companheirismo recebido com um picnic no Ensign Peak. Com uma trilha de aproximadamente 20 min, é um picos com uma privilegiada vista do centro de Salt Lake. De lá fechamos nossa visita contemplando a vista aérea da cidade com seu belíssimo capitólio e o Templo de Salt Lake, ao fundo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2823" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/81.jpg"><img class="size-large wp-image-2823" title="8" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/81-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista aérea de Salt Lake City com destaque para o Capitólio (abaixo, no canto esquerda) e o Salt Lake Temple (na mesma posição do capitólio, mais ao centro) &#8211; ambos bem iluminados</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Preferências religiosas a parte, a visita à Salt Lake City foi realmente uma inspiração espiritual para a Expedição 4&#215;1! Somos muito gratos a Sarah Albuquerque, Sara Cardenas, Sara Rocha, Giulli, Leylyane e ao Helaman pelo carinho e hospitalidade. Serão amigos que teremos para o resto de nossas vidas! <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/71.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2822" title="7" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/71-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para ver mais fotos da nossa passagem por Salt Lake City <a title="Fotos Salt Lake City" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632204192587/" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br/salt-lake-city/">Receptividade à brasileira na terra dos Mórmons!</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://4x1.com.br/salt-lake-city/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>13</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Yellowstone &#8211; De Frente Com O Supervulcão</title>
		<link>https://4x1.com.br/yellowstone/</link>
		<comments>https://4x1.com.br/yellowstone/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 Dec 2012 15:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Geisers]]></category>
		<category><![CDATA[Grand Geyser]]></category>
		<category><![CDATA[Hot Springs]]></category>
		<category><![CDATA[Mamooth Hot Springs]]></category>
		<category><![CDATA[Old Faithful]]></category>
		<category><![CDATA[PArques Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Piscinas Termais]]></category>
		<category><![CDATA[Yellowstone]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=2675</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 21/10/2012 à 25/10/2012 Saímos de: Banff, Alberta &#8211; Canadá Destino: Yellowstone National Park, Wyoming -EUA Distância: 1,014 km Tempo de viagem: Fizemos &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/yellowstone/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br/yellowstone/">Yellowstone &#8211; De Frente Com O Supervulcão</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>21/10/2012 à 25/10/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de: </strong>Banff, Alberta &#8211; Canadá</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Yellowstone National Park, Wyoming -EUA</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> 1,014 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>Fizemos o trajeto em 3 dias, sem nenhuma pressa para evitar as nevascas no caminho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Banff pela I-15 em direção à Great Falls, já nos EUA, onde passamos a noite. No dia seguinte, seguimos a uma viagem curta até Bozeman, onde esperamos mais um dia antes de pegarmos a estrada novamente até West Yellowstone, junto à entrada oeste do parque.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos: Acomodação aconchegante no Yellowstone Lodge, em West Yellowstone. </strong>Este era o único hotel aberto na entrada oeste do parque nos dias em que estivemos por lá. A partir de meados de outubro, a maioria dos restaurantes e hotéis fecham para o inverno.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente: Carne de búfalo: forte e pesada. </strong>Todos os restaurantes da pequena vila de West Yellowstone, próxima à entrada oeste do parque servem esta iguaria das regiões geladas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: Explosão de Água Quente! </strong>A força dos geisers espalhados pelo parque são realmente impressionantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: Tempo Frio + Águas Termais = Vapor D’Água = Visão Encoberta. </strong>Esta simples equação foi um dos motivos de termos ficado poucos dias no parque, já que o vapor d’água que subia constantemente encobria a vista das principais atrações do parque.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Yellowstone National Park – De frente com o supervulcão</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Depois de montanhas e geleiras, não víamos a hora de encarar a potência de uma das maiores caldeiras do mundo. Um supervulcão ativo, que guarda uma explosão de belezas naturais aos que tem a oportunidade de conhecê-lo. </em></p>
<p style="text-align: justify;">Ao noroeste do estado de Wyoming (com direito a territórios em Montana e Idaho) descansa o Yellowstone National Park, o maior, mais velho e mais popular parque nacional dos Estados Unidos. Seus quase 9.000 km2 de paisagens únicas reúnem mais da metade dos recursos geotermais do mundo, abastecidos pela atividade vulcânica ativa de um supervulcão em seu período de descanso. Lagos, cachoeiras, geisers e piscinas termais compõem o cenário do que os americanos clamam ser o primeiro parque nacional do mundo.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3264.jpg"><img title="IMG_3264" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3264-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Chegada ao Yellowstone National Park</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A entrada oeste costuma ser a mais popular das quatro que dão acesso ao parque por sua proximidade a algumas das principias atrações, assim como pela infraestrutura de pousadas e restaurantes na cidade vizinha de West Yellowstone. Foi exatamente ali que decidimos estabelecer nossa base para a visitação do Yellowstone.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3277.jpg"><img title="IMG_3277" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3277-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Paisagem junto à entrada oeste do parque</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas não foi diretamente para West Yellowstone que a Madalena (nosso GPS com sotaque de Portugal) nos levou ao sairmos de Banff. O caminho longo (cerca de 1.000 km) requeria uma parada no meio do caminho. Infelizmente, perdemos o <em>timing </em>para visitar o Glacier National Park em Montana, já que a neve fechou várias estradas dentro do parque. Então seguimos para passar a noite na cidade de Great Falls, Montana.  Uma grande tempestade de neve prevista para o trecho que pretendíamos fazer nos fez optar por fazer mais uma parada no caminho, na cidade de Bozeman, antes de finalmente seguirmos em direção ao parque.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3455.jpg"><img title="IMG_3455" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3455-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Visual da entrada do parque</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">West Yellowstone parecia uma cidade fantasma quando chegamos por lá. A neve cobria todos os cantos e não se via uma alma viva pela cidade. Apenas um dos <em>lodges</em>  da cidade ainda estava aberto pela sua última semana, o Yellowstone Lodge. O inverno é frio e castiga a região nesse período com neve intensa. Enfim, pelo menos o parque seguia aberto e estávamos felizes com a chance de conhecê-lo.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3552.jpg"><img title="IMG_3552" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3552-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura sofreu com a nevasca em West Yellowstone</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3559.jpg"><img title="IMG_3559" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3559-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vapor d&#39;água cobre o Yellowstone com o frio</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Um passeio de carro pelas estradas que cortam o parque proporcionam uma série de belas vistas. Bisões, alces e renas dão as caras com frequência, enquanto piscinas termais se espalham ao redor dos rios que correm a água fria do derretimento do gelo das montanhas. As águas dentro de uma piscina termal são incrivelmente quentes em meio ao gelo da paisagem e podem ultrapassar os 100ºC.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3319.jpg"><img title="IMG_3319" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3319-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Azul cristalino em uma das inúmeras piscinas termais do parque</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3327.jpg"><img title="IMG_3327" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3327-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Paisagem comum no Yellowstone</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3461.jpg"><img title="IMG_3461" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3461-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">O sol tentou diminuir o frio</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3437.jpg"><img title="IMG_3437" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3437-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Dava vontade de cair nessa piscina!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Nosso primeiro dia no parque e decidimos fazer uma trilha no meio da neve antes de partir para as cabeças. Ela nos levaria à bela Fairy Falls, uma das diversas cachoeiras do Yellowstone.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3335.jpg"><img title="IMG_3335" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3335-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Fairy Falls, depois de uma hora de trilha</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3372.jpg"><img title="IMG_3372" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3372-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tentativa de foto na neve</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No caminho, bisões se alimentavam da vegetação rala e mal se preocupavam com a nossa passagem. Não se pode dizer o mesmo de nós. No <em>Visitor Center</em>, vimos um vídeo de instruções que recomendavam distância de 24 metros dos animais, e ainda mostrava um outro vídeo em que um bisão literalmente atacava um turista! Era para assustar mesmo. No entanto, eles foram tranquilos e completamente indiferentes quanto a nossa passagem.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3398.jpg"><img title="IMG_3398" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3398-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Olhar simpático do bisão</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3302.jpg"><img title="IMG_3302" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3302-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O bisão e a besta</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Não eram só bisões que estavam por ali. Diversas pegadas frescas indicavam que tínhamos um urso nas redondezas. Olhos abertos e spray de pimenta a postos, seguimos até a cachoeira sem maiores problemas, a não ser pelas botas cobertas de neve.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3328.jpg"><img title="IMG_3328" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3328-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Não estávamos sozinhos na trilha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Depois da trilha, a ideia era passar pelos principais cartões-postais de Yellowstone. Primeiro, a famosa Grand Prismatic Spring. Como os americanos adoram colocar, é a maior piscina termal dos EUA, e a terceira maior do mundo. Há uma estrutura de madeira que circunda a piscina, e possibilita aos turistas chegarem bem perto dela.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3691.jpg"><img title="IMG_3691" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3691-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vapor d&#39;água cobre a piscina</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A piscina oferece uma variedade intensa de cores, resultado dos pigmentos de microrganismos bacterianos que surpreendentemente sobrevivem às altas temperaturas. As fotos que costumamos ver nos cartões postais são tiradas de cima, a partir de uma trilha não-oficial da montanha que se encontra à frente dela. Infelizmente, nem a melhor posição de todas, melhoraria a vista no nosso caso. O frio trouxe consigo o vapor de água ao resfriar o calor das piscinas termais. Dessa maneira, não se via praticamente um palmo da piscina, nem mesmo de perto. Ainda tínhamos a esperança de vê-la em momento melhor do dia, mas não foi dessa vez.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3406.jpg"><img title="IMG_3406" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3406-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminho de madeira leva à Grand Prismatic Spring</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3678.jpg"><img title="IMG_3678" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3678-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Microrganismos sobrevivem às altas temperaturas</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Partimos então para os geisers, afinal a água lançada a 30 metros de altura não poderia sair de vista! O Old Faithful (“Velho Fiel”, literalmente traduzido) não nos deixaria na mão. Este é o primeiro gêiser a ter um nome no parque e faz ao juz a ele. É o mais previsível de todos eles, projetando de 15 a 30 mil litros de água quente a cada 91 minutos, durante cerca de 5 minutos.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3537.jpg"><img title="IMG_3537" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3537-1024x575.jpg" alt="" width="423" height="237" /></a>
<p class="wp-caption-text">Old Faithful nunca falha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Vimos também a erupção do Grand Geiser, o mais alto entre os geisers previsíveis do Yellowstone. Sua erupção dura de 9 a 12 minutos e acontece no intervalo de 8 a 12 horas. A água quente chega a atingir a incrível marca de 60 metros de altura. Um espetáculo natural, de beleza impressionante.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3491.jpg"><img title="IMG_3491" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3491-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Explosão majestosa no Grand Geiser</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3513.jpg"><img title="IMG_3513" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3513-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Grand Geiser prestes a explodir</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Segundo dia no parque, cruzamos o Yellowstone em direção ao norte, onde encontraríamos a Mamooth Hot Springs, um complexo de piscinas termais cercadas de belas paisagens. No próprio caminho, as montanhas proporcionam belas vistas.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3583.jpg"><img title="IMG_3583" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3583-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bela vista das montanhas seguindo ao norte do parque</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Há uma trilha interessante que contorna as piscinas e dá descrições do processo de formação daquele complexo. A cor da água cristalina é de hipnotizar.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3708.jpg"><img title="IMG_3708" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3708-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Belas piscinas termais em Mamooth Hot Springs</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3731.jpg"><img title="IMG_3731" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3731-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Gelo, água quente e pedras de outro mundo</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3667.jpg"><img title="IMG_3667" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3667-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Parada para foto na Mamooth Hot Springs</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Saímos do parque em direção à Cooke City, onde passaríamos a noite antes de seguirmos viagem para Salt Lake City. Um simpático coiote acompanhou parte do nosso caminho, como um anfitrião acompanha um visitante à porta de saída.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3574.jpg"><img title="IMG_3574" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3574-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um coiote acompanhou nossa saída</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3672.jpg"><img title="IMG_3672" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3672-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Rumo à saida nordeste do parque</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Apesar da neve pesada e do vapor d’água que cobria boa parte do parque, o Yellowstone ainda deixou paisagens marcantes na nossa memória. Sem dúvida, está na lista de “lugares a voltar depois da Expedição”. Se coberto de neve o parque já impressiona, ficamos imaginando como seria com o tempo aberto. Esperamos ter essa oportunidade enquanto o supervulcão descansa, depois de milhões de anos sem grandes explosões.</p>
<p style="text-align: justify;">Confira <a href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632136376951/" target="_blank">aqui </a>mais fotos do Yellowstone!</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br/yellowstone/">Yellowstone &#8211; De Frente Com O Supervulcão</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://4x1.com.br/yellowstone/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Estrada de Gelo rumo ao Extremo Norte das Américas</title>
		<link>https://4x1.com.br/dalton-highway/</link>
		<comments>https://4x1.com.br/dalton-highway/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Oct 2012 10:45:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Alasca]]></category>
		<category><![CDATA[Alaska]]></category>
		<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[Atigun Pass]]></category>
		<category><![CDATA[Círculo Polar Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[Coldfoot]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades Alasca]]></category>
		<category><![CDATA[Dalton Highway]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Extremo norte]]></category>
		<category><![CDATA[Finger Mountain]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza Selvagem]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>
		<category><![CDATA[Wiseman]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=2416</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 26/09/2012 a 27/09/2012 Saímos de: Fairbanks, Alasca Destino final: Ponto mais ao norte da Expedição 4&#215;1: 68°24.168’ de Latitude Norte (ao norte &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/dalton-highway/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br/dalton-highway/">A Estrada de Gelo rumo ao Extremo Norte das Américas</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data:</strong> 26/09/2012 a 27/09/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Fairbanks, Alasca</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino final: </strong>Ponto mais ao norte da Expedição 4&#215;1: 68°24.168’ de Latitude Norte (ao norte do Círculo Polar Ártico e da cidade de Coldfoot – Alasca)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância total: </strong>525 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>10 horas incluindo paradas.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Fairbanks e logo apanhamos a <em>Dalton Highway</em> rumo a Coldfoot.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> Na casa de um norueguês em <em>Wiseman</em> e no único “hotel” de Coldfoot.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de bom:</strong> Sanduíche de Salmão, próximo ao rio <em>Yukon</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio:</strong> Poder atingir o Círculo Polar Ártico e conhecer a Tundra!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho:</strong> O clima – que estava muito nublado – e o alto preço do “hotel” em Coldfoot.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“De todos os lugares realmente selvagens que ainda restam na Terra, nenhum é tão majestoso quanto o Ártico. Hoje, essa imperdoável paisagem se tornou quase impossível de ser habitada. Mas para as famílias que vivem aqui, o Ártico é um lar.” (tradução livre de narrativa da atriz Meryl Streep no documentário ‘To The Arctic’).</em></p>
</blockquote>
<div id="attachment_2417" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/18.jpg"><img class="size-large wp-image-2417" title="1" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/18-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Alasca dentro do Círculo Polar Ártico</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Acordamos sob o sol forte e seco de Fairbanks e, embora a temperatura girasse em torno dos 5°C, o frio não incomodava tanto. No planejamento inicial, quando saímos de São Paulo, a ideia era ir somente até Fairbanks, e dali começar a “descer”. Mas após a visita ao <em>Museum of the North</em> e de lermos os posts e comentários do Rodrigo e da Ana (da expedição ‘1000 Dias Por Toda América’) não resistimos à tentação de ir conhecer um dos ambientes mais inóspitos e de difícil sobrevivência na Terra. Tínhamos que tocar o Ártico!</p>
<p style="text-align: justify;">Recolhemos nossas barracas e montamos o café da manhã ali mesmo no estacionamento do supermercado <em>Safeway. </em>Partimos por volta das 10h e logo apanhamos uma das mais isoladas estradas: a <em>Dalton Highway</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A <em>Dalton </em>conecta a <em>Elliot Highway</em> (ao norte de Faibanks) até a cidade de Deadhorse (que na verdade está mais para uma vila com meros 50 habitantes permanentes) e é a última parada antes dos campos de petróleo de Prudhoe Bay, no Oceano Ártico! Por esse motivo, Prudhoe Bay é considerada (de forma não oficial) o ponto mais ao norte da Rodovia Pan-americana! E assim, partimos em busca de encontrarmos também o ponto mais ao norte da nossa Expedição!!!</p>
<div id="attachment_2418" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/21.jpg"><img class="size-large wp-image-2418" title="2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/21-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bruno apontando o norte no início da Dalton Highway!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A Dalton Highway, por si só, é um atrativo a parte. A estrada não é asfaltada em alguns trechos por conta do excesso de neve (em boa parte do ano) e dos pesados caminhões que desgastam a pista. Assim, muitos trechos se tornam um grande lamaçal e até escorregadios, por conta de chuvas ou gelo na pista. A Dalton foi construída para acompanhar o longo oleoduto (<em>pipeline)</em> que sai dos campos de petróleo em Prudhoe Bay rumo a Valdez, no sul do Alasca. Dessa forma, além de caminhoneiros que trabalham direta ou indiretamente em serviços relacionados aos campos de petróleo de Prudhoe Bay, somente alguns caçadores ou turistas curiosos encaram essa implacável estrada rumo ao Ártico!  Mas apesar de remota, a estrada recebe diariamente o fluxo de aproximadamente 200 caminhões e serve de apoio à manutenção dos complexos dutos que são feitos especialmente para aguentarem o duro inverno de temperaturas de até -50°C!</p>
<div id="attachment_2419" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/32.jpg"><img class="size-large wp-image-2419" title="3" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/32-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O gasoduto ao lado da Dalton Highway!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E assim fomos nós, lentamente rumando ao norte. Cerca de 3 horas e meia depois da saída de Fairbanks e com quase 220 km percorridos, cruzávamos o <em>Yukon </em>River. Foi quando resolvemos parar em uma das raras lanchonetes da estrada, assentada próximo à margem do rio. Comemos um delicioso sanduíche de hambúrguer de salmão com salada de batata! E claro que chamamos a atenção de outros caminhoneiros que ali se encontravam. Afinal, destoávamos em idade e aparência do resto daqueles experientes senhores de barba grisalha e pele clara. Um deles &#8211; que almoçava com um rapaz mais jovem, companheiro seu de trabalho &#8211; veio até nossa mesa curioso em saber quem eram os donos daquela caminhonete preta com placa de São Paulo! “Vocês realmente vieram de São Paulo até aqui?!” Perguntou o senhor, enquanto apontava onde ficava São Paulo para seu jovem companheiro, num grande mapa-múndi pendurado na parede do restaurante. “Sim senhor!” – respondemos contentes. Contamos todo nosso roteiro e ele afirmou que estávamos no limite do período ideal de passar por aquela região. Conversa vai, conversa vem, eles nos recomendaram seguir até o <em>Atigun Pass</em>, dentro do <em>Brooks Range </em>(uma cadeia de montanhas bem ao norte do Círculo Polar Ártico)<em>. </em>Olhamos no mapa onde ficava e seguimos!</p>
<div id="attachment_2446" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Mapa-Rota-norte-Alasca.jpg"><img class="size-medium wp-image-2446" title="Mapa Rota norte Alasca" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Mapa-Rota-norte-Alasca-300x163.jpg" alt="" width="300" height="163" /></a>
<p class="wp-caption-text">De baixo pra cima: A -Fairbanks; B -Círculo Polar Ártico; C -Coldfoot; D -Atigun Pass &#8211; ALASKA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O tempo nublado e a gradual diminuição de árvores ao longo da estrada (quanto mais ao norte avançávamos) dava um ar meio mórbido ao visual. Quando, de repente, avistamos uma família de <em>grizzly bears</em> (ursos pardos) ao lado da pista! Os pobres ursos correram assustados da Tanajura provavelmente imaginando o que aquela “coisa” preta e gigante fazia ali em seu remoto território.</p>
<p style="text-align: justify;">A propósito, é nesse território que se encontra a tundra! (alguém se lembra dela dos tempos de escola?!) Situada entre as posições 60° e 75° de latitude norte, a tundra é uma vegetação <strong>tipicamente rasteira</strong>! Coberta de gelo em boa parte do ano ou com solo encharcadiço durante os 2 meses de verão na região (uma vez que o fraco calor e a baixa drenagem do solo demoram a absorver o derretimento da neve), o que mais impressiona na tundra é o fato de <strong>não apresentar árvores!!! </strong>Isso mesmo<strong>,</strong> a vegetação predominante é de musgos, liquens e arbustos baixos que se aproveitam das temperaturas máximas de 12°C do verão (As máximas são de 12°C nos dias mais quentes!!!) quando ocorre uma “explosão” de vida vegetal. Essa “explosão” permite com que algumas aves, lebres, ovelhas, renas, bisões e caribus se alimentem bastante para enfrentarem o longo período de inverno!</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2421" class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/52.jpg"><img class="size-large wp-image-2421" title="5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/52-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O primeiro contato da Expedição 4&#215;1 com a tundra!</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"> Nosso primeiro e mais impressionante contato com a tundra deu-se no Finger Mountain uma região ao longo da <em>Dalton Highway</em> onde, incrustado em seu centro, encontra-se uma protuberante rocha granítica em formato de dedo (Finger Rock) que demarca um dos principais territórios onde os nativos dos Alasca caçavam no passado. Era um visual daqueles de como imaginaríamos um mundo sem vida. Mas ao passo que parece morta, a tundra impressiona por aqueles poucos remanescentes de vida e líquens que cruzam nosso caminho antes da chegada do longo e rigoroso inverno&#8230;. O frio aumentava e a temperatura já estava abaixo de zero. Lemos as placas informativas que nos ensinaram sobre a flora e a fauna da tundra (ali próximo à <em>Finger Rock</em>) e prosseguimos pela <em>Dalton Highway</em> rumo a Coldfoot.</p>
<div id="attachment_2420" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/42.jpg"><img class=" wp-image-2420" title="4" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/42-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Uma ovelha posou para foto em meio ao frio do Ártico!</p>
</div>
<div id="attachment_2422" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/62.jpg"><img class="size-large wp-image-2422" title="6" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/62-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Finger Rock, local onde há milhares de anos nativos caçadores observavam os mamutes caminhando pela Tundra &#8211; em Finger Mountain, AK</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mais algumas dezenas de quilômetros rodados e chegávamos a um dos marcos mais importantes da Expedição 4&#215;1 até o momento: a placa do Círculo Polar Ártico!!! Uma leve chuva fina começava a cair daquele céu carregado como que nos alertando que estávamos entrando em um dos lugares mais exóticos e intocáveis da vida selvagem na Terra. Paralelo à linha do Equador, o Círculo Polar Ártico é um dos 5 principais círculos de latitude do nosso planeta e corta a <em>Dalton Highway</em> na posição 66°33’ de latitude norte! Essa zona fria apresenta uma média de temperatura de somente 10°C durante os meses mais quentes; e todas as regiões dentro do círculo possuem ao menos um dia com 24 horas de sol (no verão) ou sem sol (no inverno)!!! Por isso, os territórios mais ao norte do círculo polar ártico podem ser severos com muitos animais e plantas que o habitam. A cidade mais populosa das Américas dentro do círculo Ártico é a cidade de Barrow, no Alasca, com aproximadamente 4.000 habitantes!</p>
<div id="attachment_2423" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/72.jpg"><img class="size-large wp-image-2423" title="7" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/72-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Expedição em frente à placa do Círculo Polar Ártico na Dalton Highway, AK</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2445" style="width: 249px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Arctic_circle.png"><img class="size-medium wp-image-2445" title="Arctic_circle" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Arctic_circle-239x300.png" alt="" width="239" height="300" /></a>
<p class="wp-caption-text">linha azul demarcando o círculo polar ártico</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Por volta das 20h e após mais de 400Km e muitas fotos chegávamos em Coldfoot! <strong>Com apenas 10 habitantes permanentes (isso mesmo, dez!!!)</strong>,  Coldfoot serve como uma parada para caminhoneiros que rumam à Prudhoe Bay. E, junto com Wiseman (vila ao lado de Coldfoot), é a última opção de habitação antes de Deadhorse – E ai? Ficaram surpresos com o fato de só terem 10 pessoas e alguns caminhoneiros em Coldfoot?! Pois imaginem então nossa reação ao ver que no meio de 5 caminhões ali estacionados encontramos uma mini-van do Brasil!!! – Não acreditávamos!! Como era possível ali no final da América do Norte, em uma vila contendo naquele momento menos de 40 pessoas encontrarmos um casal de brasileiros que faziam uma expedição com seus filhos novinhos desde Santa Catarina! INACREDITÁVEL!! Os brasileiros vão dominar o mundo! <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<div id="attachment_2425" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/92.jpg"><img class="size-large wp-image-2425" title="9" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/92-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Surpresa em Coldfoot! O veículo dos brasileiros da Expedição &#39;Familia na Estrada&#39;</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2424" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/82.jpg"><img class="size-large wp-image-2424" title="8" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/82-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A pequena Coldfoot, Alasca</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Bem, Coldfoot possui apenas um único hotel/restaurante e uma bomba de gasolina e, portanto, o preço do “hotel” é uma “bagatela” de 200 dólares para um quarto para duas pessoas! Conversamos com o proprietário, contamos da expedição, da nossa restrição orçamentária, etc. e etc. e depois de muito insistirmos ele nos ofereceu o preço de familiares, chegando ao preço de 100 dólares por quarto para duas pessoas. O preço ainda era salgado para nós. Assim, seguimos em direção à vila de Wiseman na esperança de arrumarmos algo a um preço melhor. Em 5 minutos entrávamos na vila que foi fundada ao redor de 1919 por mineradores e hoje conta com 7 casas e aproximadamente 14 habitantes permanentes. As primeiras casas que avistamos estavam vazias e a neve começava a cair dificultando a nossa visão em meio às ruas estreitas e irregulares de Wiseman. Depois de rodamos um pouco e não encontrarmos os dois alojamentos que deveriam existir ali, avistamos uma fumaça saindo da chaminé da única casa que parecia habitada. O Gustavo tomou coragem e bateu à porta. Um Norueguês de aproximadamente 40 e poucos anos atendeu e logo lhe mostrou como chegar a ambos os locais. Rodamos, abordamos ambos os alojamentos e nada feito. Um estava lotado por estar recebendo um grupo de caçadores e o outro não aceitava 5 pessoas em um único quarto. Nossa única opção parecia ser voltarmos para Coldfoot e pagarmos os 100 dólares. Mas não estávamos contentes com isso e resolvemos mais uma vez perguntar ao Arild (o nome do Norueguês) se não havia mais nada pela região. O Gustavo novamente bateu em sua porta e explicou-lhe sobre a viagem e nossa busca por um lugar para ficar. Então Arild perguntou: “Em quantos vocês são”? “Somos em 5” – respondeu o Gustavo. “Caramba! 5 em um único carro? E por tantos quilômetros?! Então acho que não irão se incomodariam em ficar aqui, certo? A casa é pequena, mas dá pra acomodar.” Genial!!! Sem hesitar aceitamos o convite, e embaixo da neve que caía, retiramos algumas coisas da Tanajura e corremos para dentro da casa. O Arild nos ofereceu umas cervejas e fizemos um lanche (com algumas coisas que tínhamos no carro) enquanto batíamos um longo papo com ele. Arild construiu aquele chalé durante 3 verões e ali ele realizara um sonho de infância: ter uma casa num lugar remoto no Alasca! Conversamos sobre nossos países e culturas, sobre o Alasca, sobre a cultura americana&#8230;e o papo se estendeu até mais de 23h30.</p>
<div id="attachment_2427" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/112.jpg"><img class="size-large wp-image-2427" title="11" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/112-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A casa do Arild, em Wiseman, AK</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2426" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/102.jpg"><img class=" wp-image-2426" title="10" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/102-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Expedição 4&#215;1 junto com o Arild, em Wiseman, AK</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte ao guardarmos nossas coisas novamente no carro notamos que havíamos quebrado um dos parafusos que serviam de apoio para a abertura da barraca. Munido de ferramentas e parafusos que possuía da construção de sua casa, o Arild nos deu uma mãozinha e em 15 minutos estávamos com a barraca consertada! Tiramos algumas fotos, nos despedimos e estava na hora de partir. Saíamos em busca do ponto mais ao norte da Expedição!</p>
<div id="attachment_2428" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/122.jpg"><img class="size-large wp-image-2428" title="12" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/122-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Arild nos dando uma &quot;mãozinha&quot; com a barraca, em Wiseman, AK</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2429" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/131.jpg"><img class="size-large wp-image-2429" title="13" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/131-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Foto em frente a casa do Arild com a bela vista das montanhas ao fundo em Wiseman, AK</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Partíamos para desvendar um pouco mais da tundra e seguir até um dos trechos considerados mais perigosos da <em>Dalton Highway</em> no inverno. A estrada é apresentada em alguns seriados da TV americana como o ‘<em>Ice Road Truckers’</em> (Caminhoneiros de estradas de gelo) e o ‘<em>America’s Toughest Jobs</em>’ (Empregos mais difíceis da América) e já apareceu também no programa da BBC chamado <em>World’s Most Dangerous Roads</em> (estradas mais perigosas do mundo). A estrada tem toda essa fama principalmente pela enorme quantidade de neve que cai por lá em boa parte do ano e, principalmente, pela passagem pelo <em>Atigun Pass</em> (aquela que o senhor e o rapaz nos recomendaram no restaurante que almoçamos no dia anterior). O <em>Atigun Pass </em>é o desfiladeiro mais alto do Alasca aberto o ano todo e é o único meio de cruzar a cordilheira de montanhas chamada Brooks (Brooks Range) por vias terrestres. Devido a sua inclinação e a quantidade de neve ao longo da maior parte do ano, ele é responsável por inúmeras avalanches e por jogar muitos caminhoneiros para fora da pista! Também, a partir desse estreito em meio às montanhas do Brooks Range, são divididos os rios do Alasca que correm sentido ao Oceano Ártico daqueles que correm sentido ao Pacífico.</p>
<div id="attachment_2430" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/141.jpg"><img class="size-large wp-image-2430" title="14" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/141-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Início da Brooks Range</p>
</div>
<div id="attachment_2431" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/151.jpg"><img class="size-large wp-image-2431" title="15" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/151-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura posa pra foto antes de encarar o trecho mais perigoso da Dalton Highway</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Chegamos ao <em>Atigun Pass</em> após quase 3 horas e paramos para algumas fotos. A estrada estava coberta de neve e a visibilidade cada vez mais comprometida. Descemos o desfiladeiro devagar e percorremos mais algumas dezenas de quilômetros sem ter certeza se deveríamos seguir até Deadhorse – com a esperança de chegarmos à Prudhoe Bay e ver o Oceano Ártico – ou se voltaríamos. Mas as notícias que tínhamos eram de que as chances de acomodação em Deadhorse eram mínimas; e que os ônibus que são autorizados a levarem turistas por Prudhoe Bay até o Oceano Ártico tinham encerrado suas atividades há uma semana. Sendo assim, não valia mais a pena correr risco e seguirmos mais ao norte. Decidimos então seguir mais alguns quilômetros e acabamos atingindo a posição 68°24’ de Latitude Norte!</p>
<div id="attachment_2432" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/161.jpg"><img class="size-large wp-image-2432" title="16" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/161-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">-9 graus Celsius e muita névoa no meio do Atigun Pass &#8211; um dos trechos mais perigosos da Dalton Highway</p>
</div>
<div id="attachment_2433" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/171.jpg"><img class="size-large wp-image-2433" title="17" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/171-1024x635.jpg" alt="" width="423" height="262" /></a>
<p class="wp-caption-text">Madalena aponta os 68 graus e 24 minutos de latitude Norte! O ponto mais extremo norte da Expedição 4&#215;1!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Essa posição foi um grande marco em nossas vidas. Não somente era o fim da nossa “subida” e o ponto que marcaria o retorno ao sul do continente, mas era também o provável ponto mais próximo que chegaríamos a alguns dos pólos da Terra, por vias terrestres, em nossas vidas. Ainda que (por vias terrestres) o Ushuaia seja o limite ao sul das Américas, sua posição geográfica com relação ao Pólo Sul é muito mais afastada do que aquele ponto ali no Alasca é em relação ao Pólo Norte. Como o Rodrigo da expedição ‘1000 dias pela América’ explica em seu post sobre a passagem deles por Coldfoot, a América do Norte está muito mais ao norte do que a América do Sul está ao Sul. Ou seja, se estivéssemos na mesma latitude que atingimos de carro ali no Alasca (68°), mas ao Sul ao invés de norte, estaríamos muito além de Ushuaia. Estaríamos na verdade na península da Antártica!!! Incrível pensar nisso né?!</p>
<div id="attachment_2434" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/181.jpg"><img class="size-large wp-image-2434" title="18" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/181-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nossa marca no ponto mais extremo norte que a Expedição atingiu, na Dalton Highway, AK</p>
</div>
<p>Era hora de voltar. Rumo ao Sul! Depois dessa conquista, iniciamos o retorno em direção à Coldfoot! Desta vez não tínhamos outra opção, tivemos que pegar o quarto de duas camas por 100 dólares. Três de nós dormimos no chão e, na manhã seguinte, partimos para um dos principais destinos turísticos do Alasca: <em>Denali National Park</em>!</p>
<div id="attachment_2435" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/19.jpg"><img class="size-large wp-image-2435" title="19" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/19-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nosso quarto de hotel em Coldfoot, AK!</p>
</div>
<p>Quer ver mais fotos?? Não deixe de conferi-las, é só <strong><a title="Alasca - Extremo Norte das Américas" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631858537053/with/8125373815/" target="_blank">clicar aqui!</a></strong></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br/dalton-highway/">A Estrada de Gelo rumo ao Extremo Norte das Américas</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://4x1.com.br/dalton-highway/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>25</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um lugar chamado Alasca</title>
		<link>https://4x1.com.br/alasca-intro/</link>
		<comments>https://4x1.com.br/alasca-intro/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Oct 2012 15:58:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Alasca]]></category>
		<category><![CDATA[Alaska]]></category>
		<category><![CDATA[Anchorage]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades Alasca]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Fairbanks]]></category>
		<category><![CDATA[História Alasca]]></category>
		<category><![CDATA[Juneau]]></category>
		<category><![CDATA[Museum of the North]]></category>
		<category><![CDATA[salmão]]></category>
		<category><![CDATA[Sitka]]></category>
		<category><![CDATA[University of Alaska]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=2288</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 25/09/2012 Local: Fairbanks, AK (introdução ao Alasca) Onde dormimos: Acampamos no estacionamento do supermercado Safeway em North Pole, ao lado de Fairbanks. &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/alasca-intro/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br/alasca-intro/">Um lugar chamado Alasca</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data:</strong> 25/09/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Local: </strong>Fairbanks, AK (introdução ao Alasca)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> Acampamos no estacionamento do supermercado Safeway em North Pole, ao lado de Fairbanks.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de bom:</strong> Um delicioso salmão genuinamente pescado no Alasca!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio:</strong> A visita ao <em>Museum of the North</em> na Universidade do Alasca.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho:</strong> a passagem por Fairbanks foi rápida, então não teve nenhum <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Era no dia 24 de Setembro de 2012 que alcançávamos um dos principais objetivos da Expedição 4&#215;1: o Alasca! </em></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_09591.jpg"><img title="IMG_0959" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_09591-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O sol dá as boas-vindas em um dos parques do Alasca &#8211; Denali National Park!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Após a passagem pela fronteira percorremos os últimos quilômetros daquele mágico 24 de Setembro. Seriam mais 450 km até nossa primeira parada no Alasca: a cidade de <em>North Pole</em>. Tínhamos acabado de jantar em Delta Junction e estávamos bastante cansados. A ideia inicial era ir até Fairbanks (seriam somente mais 20km) mas decidimos parar na simpática cidade onde fica a Casa do Papai Noel! Isso mesmo, aproveitando-se do nome North Pole (ou Pólo Norte, em português), a cidade possui uma casa do Papai Noel com coisas temáticas de Natal, é claro! Uma curiosidade é que, graças a isso tudo, os correios da cidade recebem anualmente centenas de milhares de cartas de crianças americanas que enviam, todo ano, seu pedido ao bom velhinho! <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" />  Com todos os acampamentos da região fechados por conta da chegada do inverno, resolvemos montar nossas barracas no estacionamento do supermercado Safeway! E deu tão certo que acabamos repetindo a dose na noite seguinte. (Embora a temperatura já estivesse abaixo dos 5 graus durante a noite)</p>
<div id="attachment_2318" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_07321.jpg"><img class="size-large wp-image-2318" title="IMG_0732" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_07321-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Madalena (nosso GPS) conduz a Tanajura pelos primeiros quilômetros dentro do Alasca!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas o que é realmente o Alasca? O que há de tão especial nesse lugar e porque tantas pessoas acham que é loucura dirigir até lá? E porque inúmeros aventureiros e expedicionários sonham com o dia do encontro com aquele território? (Alguns podem até estar imaginando o Sérgio Chapelin proferindo essas perguntas em alguma chamada do Globo Repórter, né? hehehehe)</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Bem, sonhos e expectativas individuais à parte, o Alasca compreende um dos maiores refúgios de vida selvagem do mundo. Homens, animais e plantas, adaptados ao rigoroso inverno proveniente do Ártico, estabelecem uma incrível e profunda relação de existência. As altas montanhas, os enormes glaciares, o espetáculo da aurora Boreal, Tudo ali se torna algo especial para quem tem o privilégio de conhecê-lo; especialmente para nós, habitantes dos trópicos!</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">O nome <em>Alaska</em> surgiu desde antes da colonização Russa e é derivado da palavra ‘<em>alaxsxaq</em>’, que em Aleúte (língua dos esquimós nativo das ilhas Aleútes – a Sudoeste do estado) significa a terra principal (<em>the mainland</em>); ou em uma interpretação mais literal da palavra original, o significado seria: ‘o objeto ao qual a ação do mar é direcionada’ (em uma tradução livre de ‘<em>the object towards which the action of the sea is directed</em>’). Mas a origem mais aceita atualmente, inclusive pelo Governo do Estado do Alaska, também é de origem Aleúte, sendo proveniente da palavra ‘<em>Aleyska</em>’ que significa ‘grande terra’ (tradução livre de <em>great land</em>). Conhecido atualmente por seus cidadãos como a ‘<em>Last Frontier’</em> (Última Fronteira) é ao mesmo tempo o maior (em área) e o menos povoado estado norte-americano!</p>
<div id="attachment_2321" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_19431.jpg"><img class="size-medium wp-image-2321" title="IMG_1943" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_19431-300x220.jpg" alt="" width="300" height="220" /></a>
<p class="wp-caption-text">Placa de carro comum no Alasca que ressalta o fato do estado ser &#39;A Última Fronteira&#39; (The Last Frontier)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas quem são os Aleútes? São aqueles que conhecemos como esquimós! Dependentes do mar, os Aleútes são os nativos do Alasca que ocuparam e ainda ocupam as ilhas Aleútes e regiões a sudoeste do estado. Foram eles os primeiros a terem contato e serem explorados pelos primeiros europeus a chegarem ao Alasca: os russos! Sim, os russos foram os primeiros a aportarem à região no final do século 17.</p>
<p style="text-align: justify;">Teorias apontam que alguns expedicionários russos independentes, ou interessados em pesquisas, chegaram e habitaram algumas ilhas do Alasca entre 1650 e início dos 1700. Mas foi <strong>em 1728 que os russos fizeram a primeira expedição oficial para descobrirem o que de fato havia a leste da sua Sibéria</strong>. Assim, ‘Peter The Great’ enviou <strong>Vitus Bering</strong> (isso mesmo, o cara que deu origem ao nome do famoso estreito! <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /> para descobrir se a Ásia e a América do Norte eram um único continente. E como sabemos hoje, Bering provou que não! Algumas expedições posteriores foram feitas e, além de algumas ilhas, descobriram a parte continental do que hoje é o Alaska.</p>
<div id="attachment_2326" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_98961.jpg"><img class="size-large wp-image-2326" title="IMG_9896" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_98961-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Texto remonta a chegada dos povos nativos do Alasca, provenientes da Ásia para a América pelo estreito de Bering; dezenas de milhares de anos antes da chegada dos Russos &#8211; no Museum of the North, em Fairbanks, AK</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Relatos da abundância de animais marinhos como focas e lontras, entre outros animais peludos atraíram muitos comerciantes de pele de animais para a região e, a partir de 1794, algumas colônias russas foram fundadas nas costas sul e oeste do Alasca. Nesse início de exploração, os Russos tratavam os Aleútes de forma brutal! E não parava por ai! Em 1799, com a promessa de lucros para o governo Russo, estabilidade na região e a expansão do cristianismo entre os nativos foi estabelecida a Companhia Russo-Americana que deteve o monopólio do comércio de peles na região. (qualquer semelhança com o início da nossa colonização é mera coincidência <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif" alt=":(" class="wp-smiley" />  )E assim, cidades e povoados foram fundados no sudeste do Alasca que era onde vivia outro povo nativo do Alasca, baseado numa sociedade matriarcal e ainda mais populoso que os Aleútes: os Tlingit.</p>
<p style="text-align: justify;">Insatisfeitos com a ocupação russa, em 1802 os Tlingit destroem a antiga cidade de Sitka, erguida pelos russos para expandir os negócios de pelo. Em 1804 a cidade de New Archangel (atual Sitka) é construída no lugar.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, um drástico declínio na quantidade de lontras e a crescente competição com comerciantes americanos derrubam as receitas da empresa. As perdas financeiras e outros fatores políticos influenciaram a então <strong>venda do Alasca para os Estados Unidos em 1867</strong> por 7,2 milhões de dólares (o equivalente a 120 milhões de dólares de hoje, ajustado pela inflação).</p>
<div id="attachment_2325" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_98951.jpg"><img class="size-large wp-image-2325" title="IMG_9895" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_98951-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Texto retrata a &quot;chegada&quot; dos Americanos ao Alasca &#8211; no Museum of the North</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A transição do controle russo para americano permite também uma mudança no papel dos nativos do Alasca. Alguns daqueles povos passam a cooperar com os americanos na caça e em outras atividades. Mas junto com esse novo papel, os americanos também trouxeram o álcool e a intolerância racial que provocou a diminuição gradual desses povos e de suas culturas. Nos 45 anos seguintes o estado rendeu bons frutos econômicos aos EUA.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a descoberta de minas de ouro e outros minerais no estado, inúmeros investimentos foram feitos, como a construção de estradas de ferro. Com isso milhares de pessoas vinham para o estado e pra região do Yukon (vizinha, no Canadá) em busca do sonho de ficarem ricas com a descoberta de ouro! (Lembram-se da história de Seattle como um trampolim? Não? se quiser, veja <a title="Seattle parte 1" href="http://4x1.com.br/seattle-parte-1/" target="_blank">aqui</a>) Assim, Juneau (a capital do Alasca) e boa parte das cidades do noroeste do Canadá foram fundadas nesse período. Muitas mineradoras funcionaram ali até o inicio do século. Mas a grande depressão (1929) e o início a Segunda Guerra Mundial (provocando a ida de muitos homens para combate) acabaram por prejudicar e encerrar a maioria das operações na região e o seu gradual despovoamento.</p>
<p style="text-align: justify;">O Alasca vive hoje, basicamente, da exploração de óleo e gás natural (a exploração de petróleo representa 80% da economia do estado) e um pouco da exportação de pescados (especialmente salmão, bacalhau e caranguejo). Mas o descaso do governo central americano com o estado e o distanciamento físico dos principais pólos produtivos dos EUA são alguns dos motivos aos quais muitos cidadãos do Alasca clamam para o desejo de <strong>emancipação do estado e a criação de um novo país indepedente!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E foi lá em Fairbanks – mais precisamente no <em>Museum of the North</em> – dentro da <em>University of Alaska</em> que pudemos conhecer mais a fundo sobre esse “mundo” tão distante da nossa realidade! Acontece que, na manhã seguinte à noite de North Pole (era nosso segundo dia no Alasca) seguimos para Fairbanks para nos encontrarmos com a Karen (amiga da Rebeca lá de Seattle) e a Shelly – ambas nascidas e criadas no Alasca e que nos pagaram um delicioso almoço com salmão!!! Elas nos deram várias dicas de estradas, lugares e nos recomendaram a visita a esse museu, que pôde nos dar uma BELA introduzida ao que estávamos prestes a enfrentar naquele (até então) estranho desconhecido.</p>
<div id="attachment_2324" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_98591.jpg"><img class="size-large wp-image-2324" title="IMG_9859" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_98591-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Expedição 4&#215;1 com a Karen e a Shelly, em Fairbanks &#8211; Alasca</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Com sua magnífica estrutura externa em forma de ângulos, curvas e pontas que chamam a atenção, o design do Museu do Norte busca remeter às formas naturais do Alasca: suas encostas, montanhas e glaciares! E além da história do estado, o museu aborda em detalhes os povos nativos do Alasca (suas tradições e hábitos), animais típicos e estuda as mudanças no clima em escala global e, principalmente, o impacto dessas mudanças na evolução da flora e da fauna! Muito interessante!</p>
<div id="attachment_2328" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9909.jpg"><img class="size-large wp-image-2328" title="IMG_9909" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9909-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Museum of the North na Universidade do Alaska, em Fairbanks, AK</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Nos sentíamos prontos! Saímos de lá no final de tarde e passamos nossa última noite, mais uma vez, no estacionamento do Safeway (era prático, pois era só acordarmos e irmos comprar pães e frios para o café da manhã!).</p>
<p style="text-align: justify;">Era hora de desbravar o Alasca!!! E a próxima parada era justamente um dos ambientes mais inóspitos da Terra: o Ártico!!!!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>EXTRA: <span style="text-decoration: underline;">CURIOSIDADES DO ALASCA</span>!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clima:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Alasca é conhecido como uma das regiões mais frias do planeta. Mas é legal esclarecer algumas dúvidas:</p>
<p style="text-align: justify;">Preocupado com a percepção dos turistas, o governo do Alasca conduziu uma pesquisa que apontou que mais de um terço dos visitantes do estado afirmam que as temperaturas encontradas foram melhores do que esperavam. (E se estivéssemos participado dessa pesquisa diríamos o mesmo! Mas não pegamos o inverno, né!) Durante os 3 meses do verão, as temperaturas são mais amenas e oscilam na casa dos 20°C nas principais cidades (ao sul do círculo Ártico) e gradualmente se aproximando de 0°C ainda no início do outono.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos perguntam se lá o sol brilha o dia todo no verão. Bom, uma curiosidade é que Barrow, a cidade mais ao norte do Alasca (e consequentemente dos EUA) chega a ficar 85 dias consecutivos sem o sol se por!!! Mas, isso não acontece no estado todo, é claro! No entanto, as regiões dentro do Círculo Polar Ártico recebem ao menos um dia com 24h de sol no ano!</p>
<p style="text-align: justify;">Já no inverno, as temperaturas podem chegar tranquilamente a -50°C no interior e norte do estado, com o sol aparecendo na maioria das regiões, no mínimo, em algumas horas do dia. Apenas no extremo norte o Sol fica sem aparecer por alguns dias. Nessa época, Barrow pode ficar até 2 meses sem ver o sol! Uma coisa que nos chamou a atenção foi saber que a região interior (e não o extremo norte) é onde são registradas as temperaturas mais frias do estado, onde em 1971, foi registrada a temperatura de -62,2°C.</p>
<div id="attachment_2341" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0307.jpg"><img class="size-large wp-image-2341" title="IMG_0307" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0307-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Em pleno início de Outuno, a neve dá as caras no Denali &#8211; um dos principais parques do Alasca!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cidades:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de possuir um dos maiores refúgios de vida selvagem do mundo, o Alasca não é composto só de iglus :). O estado possui algumas grandes cidades como, por exemplo, Anchorage, com quase 300.000 habitantes. A cidade contrasta da maioria de cidades do estado, possuindo “ares” das grandes cidades norte-americanas de igual porte, com ônibus modernos, grandes redes de fast-food e infraestrutura de primeiro mundo. Seguindo a ordem das maiores cidades, tem-se Fairbanks – a segunda maior – com quase 98 mil habitantes na região metropolitana, seguida de Juneau (a capital) com 31 mil e as cidades de Sitka e Ketchikan ambas em torno de 8 mil habitantes cada uma. Sendo essas 3 últimas dentro do <em>Inside Passage</em> (a Passagem Interior – mais informações abaixo).</p>
<div id="attachment_2322" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_19531.jpg"><img class="size-large wp-image-2322" title="IMG_1953" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_19531-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ao fundo, a pequena cidade de Wrangell, na Passagem interior (Inside Passage), Alasca</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Altitude:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Alasca possui também 17 dos 20 maiores picos dos EUA e seu ponto mais alto, o Monte McKinley (ou Denali como também é conhecido) com mais de 6.196 metros é também o ponto mais alto de toda a América do Norte.</p>
<div id="attachment_2320" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_10621.jpg"><img class="size-large wp-image-2320" title="IMG_1062" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_10621-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura e Madalena avistam as altas montanhas em um dos parques do Alasca</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Área:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É o maior estado norte-americano sendo duas vezes maior que o segundo colocado, o Texas. O estado é dividido em 6 regiões: Encosta Norte, Interior, Sudoeste, Centro-Sul, Sudeste – que é mais conhecida como <em>Panhandle</em> (“cabo de panela” – devido ao seu formato com relação ao resto do estado) ou ainda <em>Inside Passage</em> (passagem interior) – e as ilhas Aleútes.  As ilhas Aleútes, que se estendem a oeste a partir do sul do estado, chegam tão próximas da Rússia que a distância do Alasca ao território Russo é de apenas 4,8km!!! A Expedição ficou 15 dias no Alasca e passou por 4 dessas 6 regiões! Acompanhe os próximos posts para saber como foi!!</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br/alasca-intro/">Um lugar chamado Alasca</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://4x1.com.br/alasca-intro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Novas surpresas boas e o Downtown Seattle! (Seattle: parte 2)</title>
		<link>https://4x1.com.br/seattle-parte-2/</link>
		<comments>https://4x1.com.br/seattle-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Oct 2012 00:31:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[4x1]]></category>
		<category><![CDATA[ballard locks]]></category>
		<category><![CDATA[Boeing]]></category>
		<category><![CDATA[downtown seattle]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[exp4x1]]></category>
		<category><![CDATA[expedição 4x1]]></category>
		<category><![CDATA[lake washington]]></category>
		<category><![CDATA[pike place market]]></category>
		<category><![CDATA[salmão]]></category>
		<category><![CDATA[Seattle]]></category>
		<category><![CDATA[space needle]]></category>
		<category><![CDATA[tanajura]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=2151</guid>
		<description><![CDATA[<p>&#8230;CONTINUAÇÃO DO POST ANTERIOR&#8230; ( http://4&#215;1.com.br/seattle-parte-1/ ) &#8230;Manhã seguinte era hora de conhecermos bem o downtown de Seattle! Como explicado anteriormente, Seattle é um istmo. (veja &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/seattle-parte-2/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br/seattle-parte-2/">Novas surpresas boas e o Downtown Seattle! (Seattle: parte 2)</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230;CONTINUAÇÃO DO POST ANTERIOR&#8230; ( <a href="http://4x1.com.br/seattle-parte-1/">http://4&#215;1.com.br/seattle-parte-1/</a> )</p>
<p style="text-align: justify;">&#8230;Manhã seguinte era hora de conhecermos bem o <em>downtown</em> de Seattle! Como explicado anteriormente, Seattle é um istmo. (veja post anterior <a title="Seattle Parte 1" href="http://4x1.com.br/seattle-parte-1/" target="_blank">aqui</a> ) Com a proximidade do estuário do oceano Pacífico (a leste da cidade) aos lagos Washington e Union (a oeste da cidade), no ano de 1911 foi construído no canal que conecta o lago ao oceano, um complexo de eclusas (ou <em>locks</em> em inglês), chamado: “<em>Ballard Locks</em>”.</p>
<div id="attachment_2156" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/2.-mapa-Seattle.jpg"><img class=" wp-image-2156" title="2. mapa Seattle" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/2.-mapa-Seattle-773x1024.jpg" alt="" width="296" height="392" /></a>
<p class="wp-caption-text">Mapa de Seattle mostrando o Pacífico (a esquerda) e o Lago Washington (a direita), ligado pelo canal onde está o Ballard Locks</p>
</div>
<div id="attachment_2157" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/31.jpg"><img class="size-large wp-image-2157" title="3" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/31-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ponte móvel para a passagem de barcos no Ballard Locks</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Além de evitarem que a água do mar invada a água doce dos lagos, as eclusas também permitem a passagem dos barcos na região. Assim, a fim de as eclusas não impedirem a tradicional rota dos salmões no local (que ao final da vida migram de volta do oceano para a água doce, para desovar) foi construída uma espécie de escada ao lado das eclusas, mantendo, assim, o ciclo natural dos peixes.</p>
<div id="attachment_2158" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/41.jpg"><img class="size-large wp-image-2158" title="4" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/41-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Barco passando do oceano para o Lago Washignton, através da eclusa</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">É muito legal poder ver os salmões subindo canal acima! Só é estranho pensar que em algumas horas seguintes estaríamos vendo os “parentes” daqueles bichinhos expostos no <em>Pike Place Market</em>, e em seguida sendo deliciosamente servidos em nossos pratos! (desculpem-nos os vegetarianos) <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<div id="attachment_2159" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/51.jpg"><img class="size-large wp-image-2159" title="5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/51-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Salmões &quot;subindo&quot; de volta para a água doce no Ballard Locks</p>
</div>
<div id="attachment_2160" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/61.jpg"><img class="size-large wp-image-2160" title="6" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/61-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Salmões no Pike Place Market (o Public Market de Seattle)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E lá fomos nós conhecer o <em>Pike Place Market</em>, o famoso mercado público de Seattle que de longe é a atração turística mais visitada da cidade! (chega a receber 9 milhões de visitantes por ano!). O mercado é o mais antigo mercado público dos EUA e recebeu um reforma mais moderna como consequência da queda da Boeing, no início da década de 1970, como estímulo ao turismo (olha a Boeing aí de novo!). O enorme mercado vende frutas, legumes, flores, carnes, peixes e conta com restaurantes e lojas de antiquário e outras coisas mais “hippies”.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/71.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2161" title="7" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/71-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Lá no Pike almoçamos num tradicional restaurante, o Athenian Inn, com vista para a baía e onde, ao final de comermos, descobrimos que em um dos bancos do restaurante, havia sentado o ator Tom Hanks na gravação do filme Sintonia de Amor (<em>Sleepless in Seatle</em>), com a atriz Meg Ryan! Outra curiosidade da região é que, ali no Pike Place Market, fica o primeiro Starbucks! A cidade que possui a sede de gigantes como Boeing, Microsoft e Amazon, também é a terra natal da famosa rede de cafeterias!</p>
<div id="attachment_2162" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/81.jpg"><img class="size-large wp-image-2162" title="8" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/81-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Turistas fazem fila para entrar no 1º Starbucks</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Outra atração do centro de Seattle é o Space Needle. Com a crise do pós-guerra causando enormes perdas para a Boeing (de novo ela) e consequentemente para a cidade, governantes foram em busca de uma nova “revitalização” de seu <em>downtown</em>. Com isso, em 1962 a cidade recebe a Feira Mundial (World Fair) e Seattle, seguindo a tendência futurista da feira, resolve então construir a torre, e atual marco da cidade, chamada Space Needle. Nessa mesma “onda” é lançado no mesmo período o monotrem (isso mesmo, aquele do Levy Fidelix! <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /> ). Saindo de lá, já à noite, fomos atrás do centro musical da cidade. Seattle possui uma notável história musical, pois é local onde nasceu a lenda do rock Jimi Hendrix e o movimento “grunge”, nos quais surgiram a partir de bandas locais, nada mais nada menos, como Nirvana e Pearl Jam!! É também o local onde fizeram carreira Ray Charles e Quincy Jones!! Nada mal hein?!?! Pudemos notar que o estilo clássico do rock e um pouco do movimento grunge ainda estão presentes em alguns bares no bairro <em>Capitol Hill</em>.</p>
<div id="attachment_2163" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/91.jpg"><img class="size-large wp-image-2163" title="9" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/91-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Space Needle &#8211; cartão postal de Seattle</p>
</div>
<div id="attachment_2164" style="width: 210px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/101.jpg"><img class="size-medium wp-image-2164" title="10" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/101-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a>
<p class="wp-caption-text">Monotrilho e a Space Needle ao fundo</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">É&#8230;tanta história!!! E de pensar que em nosso roteiro inicial Seattle era apenas uma cidade de apoio para dormirmos em nosso caminho rumo ao Alasca&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas no dia 17 de Setembro chegava o grande dia! É como diz o ditado popular: “Deus ajuda quem cedo madruga”. E assim foi. Às 5h50 a Rebecca nos acorda para irmos com ela numa corridinha pelo bairro. Depois de muito esforço foram somente o André, Gabriel e Nandes. Quase todas as manhãs a Rebecca levanta logo cedo, mesmo com muito frio e escuro, para uma corrida. Em uma das rotas a Rebecca sempre leva uma maçã para dar a um cavalo de uma chácara próxima, que vem correndo comer a fruta e sai feliz galopando de volta para sua baia.</p>
<p style="text-align: justify;">E essa foi a nossa rota. Voltamos para casa e as 7h30 levanta o Gustavo com a notícia: “chegou o e-mail do Ronald da EPA! A Tanajura está liberada!” Nos arrumamos de pressa e partimos para a alfândega. Procedimentos daqui, papelada de lá, horas e horas e finalmente o Reencontro! Ela estava perfeita! Nem um pequeno arranhão. Abraçávamos ela como se fosse um parente. Era um pedaço do grupo que retornava! Devolvemos o carro alugado e no final do dia voltávamos para casa e&#8230;</p>
<div id="attachment_2167" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/13.jpg"><img class="size-large wp-image-2167" title="13" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/13-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tirando a Tanajura do Porto de Tacoma, WA</p>
</div>
<div id="attachment_2168" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/14.jpg"><img class="size-large wp-image-2168" title="14" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/14-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Chegada da Tanajura à casa dos Valentine &#8211; Expedição 4&#215;1 e Rebecca!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mais uma surpresa: a Rebecca havia nos preparado ‘fish tacos’. Os tradicionais tacos mexicanos, mas ainda mais gostosos pois eram recheados com peixe e camarões dentro! Mas a surpresa não parava por ai&#8230; As 20h00, EM PONTO, (que era 0h00 no Brasil), sem que nem desconfiássemos, o James e a Rebecca aparecem com um bolo e velinhas acesas para comemorar o aniversário do André!!! (afinal no Brasil já era o dia 18)! Nem desconfiávamos que eles sabiam do aniversário do André pois não havíamos comentado nada (eles devem ter visto no Facebook). E além do bolo lhe deram uma camiseta do ‘Seattle Seahwaks’, o time de futebol americano da cidade!! Foir algo realmente incrível!! Terminamos a noite assistindo ao <em>Monday Night Footbal</em> (jogo de futebol americano que é transmitido nacionalmente às segundas-feiras, mais ou menos como os nossos jogos de libertadores às quartas-feiras à noite).</p>
<div id="attachment_2169" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/15.jpg"><img class="size-large wp-image-2169" title="15" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/15-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Andre com a Jaimie em seu Aniversário surpresa feito pelos Valentine!</p>
</div>
<div id="attachment_2170" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/16.jpg"><img class="size-large wp-image-2170" title="16" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/16-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">James, Rebecca e a pequena Jaimie dando a camisa do Seattle Seahawks ao André</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O dia seguinte foi marcado por check-ups e revisões na Tanajura antes da partida para o Alasca. Freios e óleo trocado, rodízio nos pneus e anti-congelante para o radiador; a Tanajura estava pronta pra iniciar a subida rumo ao norte do continente! E nós também compramos algumas coisas que precisaríamos para enfrentar o frio na incrível loja REI – que é focada em esportes de aventura e tem até um guarda florestal dentro para dar orientações de cada parque nacional americano! Voltamos para casa e o James nos levou para tomar umas cervejas em bares típicos locais para celebrarmos o aniversário do André! As tequilas nos deixaram mais “soltos”. A conversa foi até altas horas, muitas risadas e jogo de dardos.</p>
<div id="attachment_2166" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/121.jpg"><img class="size-large wp-image-2166" title="12" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/121-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um dos jantares na casa dos Valentine junto com a prima da Rebecca, a Kelli</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Acordamos tarde e o mínimo que poderíamos fazer para retribuir tudo o que eles nos fizeram era tentar reproduzir uma refeição brasileira. O mercado brasileiro em Seattle, como esperávamos, não tinha lá muitas opções. E assim o Gustavo cozinhou um strogonoff acompanhado de batata palha e como sobremesa: o tradicional brigadeiro, paçoca e pé-de-moleque!</p>
<p style="text-align: justify;">Quinta-feira, dia 20. Era nosso último dia antes da partida para o Alasca. Estávamos agitados e ansiosos. Finalmente conseguimos ir visitar a fábrica da Boeing, depois de termos que remarcar por conta da retirada da Tanajura. O Gabriel, apaixonado por aviação comercial, estava muito ansioso pela visita – era um sonho de infância sendo realizado. A Boeing ainda mantém suas principais fábricas em Seattle e a visita acontece dentro da maior delas onde são fabricados os modelos 747, 777 e o novíssimo modelo 787 <em>Dreamliner </em>– o mais novo conceito de jatos comerciais com maior eficiência de combustível e alcance, mas que ainda não foi encomendado por nenhuma companhia brasileira.  A visita é muito detalhada e pudemos até ver um 777 encomendado pela TAM em fase final de construção, mas já com o logo pintado. Infelizmente não temos fotos da fábrica pois era proibido câmeras e celulares.</p>
<p style="text-align: justify;">Saímos de lá extasiados com tamanha complexidade e grandiosidade da fábrica. Mas era hora de voltar a focar no Alasca. Precisávamos fazer uma cópia extra das chaves da Tanajura que o Gabriel havia perdido em uma das paradas policias na Venezuela. Depois de tentarmos na Nissan (que nos EUA nada poderiam fazer, pois os códigos variam em cada país) fomos em um chaveiro comum que possuía uma van “tecnológica”  e ali mesmo, em sua van, foi capaz de fazer o inesperado! Eles conseguiram reproduzir o código da Tana e voilá: possuíamos uma nova chave reserva! Compramos correntes para os pneus em caso de alguma emergência em nevasca e estávamos finalmente prontos.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltamos para casa. Arrumamos as malas, tomamos banho e em silêncio cada um de nós partiu para o último sono confortável que teríamos por um bom tempo. O silêncio de cada um mostrava nossa apreensão e respeito com o que estávamos prestes a vivenciar nos próximos dias. Seria o início de uma nova etapa na Expedição. Estávamos prestes a atingir um de nossos principais objetivos depois de ouvir ao longo de tantos quilômetros (e até ali nos EUA) rostos espantados como que diziam: “Alasca?! Vocês estão indo de carro pro Alasca?! Cara que grande aventura! Vocês são loucos!” E em várias locais em Seattle nos alertavam: “Melhor vocês irem logo pois o frio está chegando e, cara, lá o frio não é brincadeira!”</p>
<p style="text-align: justify;">Acordamos bem cedo e a Rebecca nos havia preparado um reforçado café da manhã. Os Valentine são mesmo pessoas fora de série. Arrumamos as coisas na Tanajura e começava a parte mais difícil do dia: a despedida. Sob choros e fotos, Jaimie, Rebecca e James colaram a bandeira americana na Tanajura. Abraços e mais abraços e chegava a hora da partida&#8230;próxima parada já seria na entrada da Alaska Highway&#8230;</p>
<div id="attachment_2171" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/17.jpg"><img class="size-large wp-image-2171" title="17" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/17-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Rebecca, James e Jaimie colando a bandeira dos EUA na Tanajura!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E assim foi nossa estada em Seattle, a cidade que hoje reside em nossos corações. Seattle é hoje também nossa casa, pois lá temos pessoas que aprendemos a chamar de família.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/111.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2165" title="11" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/111-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para mais fotos de Seattle, <strong><a title="Galeria de Fotos - Seattle" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631794843213/with/8098478109/" target="_blank">clique aqui!</a></strong></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br/seattle-parte-2/">Novas surpresas boas e o Downtown Seattle! (Seattle: parte 2)</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://4x1.com.br/seattle-parte-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um começo turbulento, um lar e a história da aviação (Seattle: Parte 1)</title>
		<link>https://4x1.com.br/seattle-parte-1/</link>
		<comments>https://4x1.com.br/seattle-parte-1/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Oct 2012 11:43:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Boeing]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Museum of Flight]]></category>
		<category><![CDATA[Seattle]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://4x1.com.br/?p=2125</guid>
		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 11/09/2012 a 20/09/2012 Saímos de: Portland, OR &#8211; EUA Destino final: Seattle, WA – EUA Distância total: pouco mais de 275 km &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/seattle-parte-1/">Read more &#187;</a></p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br/seattle-parte-1/">Um começo turbulento, um lar e a história da aviação (Seattle: Parte 1)</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data:</strong> 11/09/2012 a 20/09/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Portland, OR &#8211; EUA</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino final:</strong> Seattle, WA – EUA</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância total: </strong>pouco mais de 275 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>3 horas e meia.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Seguimos pela estrada principal: I-5N.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> na casa da família Valentine.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de bom:</strong> Salmões! Tanto na casa dos Valentine quanto em restaurantes no Public Market. Além disso, o prato com sanduíche de hambúrguer, acompanhado de uma salada de quinua e camarões, no barco dos Valentine.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio:</strong> Sem sombra de dúvidas a experiência de se viver em um lar tipicamente americano na casa da família Valentine! Também vale destacar a visita ao <em>Museum of Flight</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho:</strong> Mais uma vez sermos enganados pelas locadoras de carro e o erro do nosso agente aduaneiro que nos forçou a ficarmos mais dias do que deveríamos, sem a Tanajura.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/3.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2132" title="3" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/3-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Se tirássemos pelas primeiras horas em Seattle, a experiência que teríamos ali não seria nada amistosa. Fomos para lá com um foco: retirar a Tanajura e seguir para o Alasca. Mas um erro do nosso agente aduaneiro e uma amável família transformaria a experiência em Seattle em uma das mais agradáveis da Expedição até hoje!  </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Era uma terça-feira. E às 10h da manhã avistávamos pela primeira vez o Mount Hood, assentado a leste de Portland, no estado do Oregon. Em nossa saída da cidade fomos coroados com um céu aberto que nos permitia, pela primeira vez, avistar a majestosa montanha vulcânica que é um dos cartões postais da cidade. Partimos empolgados rumo ao Norte, para chegar o quanto antes à Seattle, no vizinho estado de Washington (mais especificamente ao Porto de Tacoma). Tínhamos um objetivo: retirar a Tanajura do porto e partir o quanto antes para o Alasca! O motivo? Amigos expedicionários e alguns americanos que encontráramos no caminho nos alertavam que o verão estava acabando e o frio chegara mais cedo no extremo norte do continente.</p>
<div id="attachment_2129" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-large wp-image-2129" title="1" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/1-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" />
<p class="wp-caption-text">Navio pela região dos portos de Tacoma e Seattle, WA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Tacoma é uma cidade ao sul dentro da região metropolitana de Seattle. Em poucas horas após a saída de Portland nos encontrávamos no <em>Customs </em>(alfândega) do porto com toda a papelada, conforme orientado pelo nosso agente aduaneiro (o mesmo que tratou de todo o processo da Tanajura desde Cartagena) quando, de repente: tchan tchan tchan!! De acordo com o oficial da aduana, faltava o mais importante dos papeis : umaa carta de autorização do EPA (Environmental Protection Agency)&#8230; “Ok, e onde podemos arrumar isso?” – perguntamos. “Fácil, vocês terão que ligar para o Ronald da EPA, em Michigan, e pedir que envie a carta. Ele envia, vocês voltam aqui e retiram o carro.” – respondeu o oficial. Ligamos e&#8230; ”&#8230;entre 7 a 10 dias úteis para enviar a carta” – avisou o tal do Ronald. Não acreditávamos! Isso poderia nos custar entre 10 a 14 dias em Seattle e o frio no Alasca não iria esperar. Se a neve chegasse com força ao Denali perderíamos a visita ao parque. Não entendíamos como era possível o país tido como o mais prático, desburocratizado e organizado do continente nos prender quase 15 dias em um processo que levamos menos de 5 para fazer na Colômbia.</p>
<div id="attachment_2131" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/3.5.jpg"><img class="size-large wp-image-2131" title="3.5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/3.5-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Documentação para retirada da Tanajura</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Corremos para enviar um e-mail ao nosso agente (em Miami) para verificar se aquilo estava certo. Se não havia nada que pudéssemos fazer para acelerar isso. E questionamos o porquê disso não ter sido alertado antes, uma vez que ele sabia dos nossos objetivos do projeto. Afinal, além do tempo perdido, perderíamos dinheiro com as taxas de permanência do carro no porto e na nossa alimentação naqueles dias a mais. Bem, a resposta dele? Mal criada, desrespeitosa e ofensiva. Não vale a pena entrar em detalhes, pois já é página virada e nos chateou bastante. Estávamos agora nas mãos deles (Gaston Etchart – agente de Miami; e Ronald – o agente da EPA em Michigan). Restava-nos aguardar. A terça-feira havia sido longa. Tomamos uma sopa e partimos mais para o norte, rumo à Seattle, para conhecer os Valentine.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sabíamos, mas aquela turbulência toda, e a longa espera pela Tanajura, nos traria um grande privilégio mais tarde. É como dizem: “há males que vem para o bem”.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim, foi.</p>
<p style="text-align: justify;">Coincidência do destino ou não, chegamos à casa dos Valentine ao mesmo tempo em que a Rebecca (mãe), Alexa (filha mais velha) e a Jaimie (filha mais nova) encostavam o carro. A Rebecca é sobrinha da senhora que acolheu a Geyza (tia do Bruno) quando em seu intercâmbio nos EUA. Assim, Rebecca e Geyza tornaram-se amigas e, anos depois a Rebecca viria passar uns meses com a Geyza no Brasil. Em uma troca de e-mails recente, a Rebecca falou para a Geyza e para o Bruno que poderíamos ficar na casa deles durante o período em Seattle. E assim fomos parar ali, na casa da família Valentine.</p>
<p style="text-align: justify;">Passadas as introduções iniciais, em poucos minutos já nos sentíamos em casa, tamanho carinho e liberdade que elas nos davam. Até o Rilley (o Labrador da família) já estava acostumado com a gente. E mais tarde, então, chegava o James (marido da Rebecca e pai das meninas)! Alegre, espontâneo e comunicativo era a peça que completava aquele harmônico ambiente familiar.</p>
<p style="text-align: justify;">A Rebecca possui uma empresa que realiza mudanças internacionais e, portanto, atividades aduaneiras eram algo corriqueiro em seu dia-a-dia. Ela nos deu algumas dicas e sugestões de como talvez pudéssemos acelerar nosso processo. Saímos no dia seguinte de manhã atrás de outra alfândega e até passamos no escritório do EPA em Seattle. Não adiantou. Teríamos mesmo que esperar o tempo que o Ronald levaria para enviar a carta. E assim partimos pro aeroporto para devolver o ‘Besouro’ – pois findava seu período de locação – e aproveitamos para alugar um novo carro. Afinal, a casa dos Valentine ficava a uns 25 km do centro de Seattle e mais de 40 km do porto de Tacoma. Lá estávamos nós de novo para enfrentar o velho problema das locações de carro nos EUA (como já mencionamos no post de <a title="Post Tio Sam" href="http://4x1.com.br/tio-sam/" target="_blank">Los Angeles</a>) A novela começava: preço diferente do negociado por telefone, Informações enganosas, aborrecimento, ameaça de mudar de locadora, negociação com outra locadora, derrubada no preço, oferecimento de carro melhor, horas, horas, e mais horas e finalmente conseguimos um ótimo preço e um bom carro (que era o que menos importava).</p>
<p style="text-align: justify;">Era hora de aproveitar a cidade e relaxar uns dias em Seattle&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Chegamos à casa e a primeira grande surpresa: A Rebecca havia nos feito um maravilhoso jantar: Salmão grelhado, arroz com quinua, salada e vinho! A Alexa (filha mais velha) não estava mais na casa, pois havia retornado para a Califórnia, onde faz faculdade. Mas além de nós, a Rebecca havia convidado seu sócio, um mineiro gente boníssima chamado César. E a conversa foi até altas horas!</p>
<p style="text-align: justify;">A Rebecca e o César no jantar muito haviam comentado sobre a casa do César à beira do Lago Washington. E após o convite do César, fomos passar a manhã e o início da tarde em sua casa, mesmo ele não estando lá. Uma belíssima casa construída com ambientes em diferentes níveis e uma magnífica vista para o lago. Ficamos ali sentados no deck de frente para o lago conversando por algumas horas e apreciando o sol (que aparentemente é algo raro em Seattle, mas que nos cortejou quase todos os dias em que estivemos na cidade)</p>
<p style="text-align: justify;">Localizada dentro de um istmo (faixa de terra) entre um estuário (braço de mar formado por baías, bacias e canais) do Oceano Pacífico e o lago Washington, Seattle sempre foi uma importante cidade portuária. A cidade, que teve na atividade madeireira seu início (a partir de 1852), crescia de forma desorganizada e sem muito planejamento. Escoava sua produção através de navios, basicamente para São Francisco – CA e, assim tornou-se celeiro de prostitutas, bebidas e jogos de aposta – por serem “atrativos” para marinheiros e madeireiros. Mas a partir da descoberta do ouro nos territórios do Yukon (no Canadá) e Alasca, iniciou-se uma frenética corrida pelo ouro naquela região. Assim, a partir de 1987, a cidade soube aproveitar o momento e suas águas serviram, também, de trampolim para os desbravadores que iam, pincipalmente, para o Alasca! (estão vendo! Não foi só a gente <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /> ) Esse período trouxe grandes investimentos e os primeiros passos para o desenvolvimento de uma infraestrutura mais planificada no porto e na cidade, ao final do século 20&#8230;</p>
<div id="attachment_2130" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/2.jpg"><img class="size-large wp-image-2130" title="2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/2-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Navio saindo do porto de Seattle e ao fundo a Space Needle</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E a Expedição 4&#215;1 também iria ter seu momento naquela histórica baía! Saímos da casa do César e seguimos para o píer K, na marina de Seattle, onde estavam nos esperando James, Rebecca e Jamie para nos levar em um passeio pelas águas de Seattle no barco da família. Incrível!!!</p>
<div id="attachment_2133" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/4.jpg"><img class="size-large wp-image-2133" title="4" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/4-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Pier K &#8211; na marina onde estava o barco dos Valentine</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Partimos. Ao nos afastarmos da costa de Seattle, o Sol deitava-se lentamente por detrás dos morros na baía e seus raios pintavam de dourado os arranha-céus da cidade, a roda-gigante e a <em>Space Needle </em>(um dos cartões postais da cidade). Tudo parecia como feito de ouro! Ficamos horas batendo papo com a vista da baía ao nosso redor (e aquilo era numa quinta-feira!!!)</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/5.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2134" title="5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/5-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/6.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2135" title="6" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/6-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Até que a Rebecca nos preparou o mais delicioso prato de sanduíche de nossas vidas! Um suculento hambúrguer servido com queijo derretido e servido num prato com uma salada de quinua coberta com camarões e acompanhada de tomates e azeitonas pretas! Perfeito!!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/8.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2137" title="8" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/8-1024x685.jpg" alt="" width="423" height="282" /></a></p>
<div id="attachment_2138" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-large wp-image-2138" title="9" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/9-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" />
<p class="wp-caption-text">A Expedição 4&#215;1 com a pequena Jaimie</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Uma pena que a cidade estava com uma névoa de fumaça fina que nos impedia de ver o Monte Rainier, ao fundo daquele magnífico visual.</p>
<p style="text-align: justify;">Retomando a história de Seattle&#8230; Anos após o crescimento econômico com a corrida do ouro – e sua consequente queda após esse ciclo – o Atlântico estava em guerra, devido ao início da 1ª Guerra Mundial. Isso possibilita ao Pacífico vislumbrar um aumento em seu comércio e grande desenvolvimento da indústria naval. Seattle entra mais uma vez em cena sendo o principal porto da costa oeste no comércio com a Ásia. Mas uma forte greve em 1934, provocada indiretamente pela quebra da bolsa em 1929, gera um novo caos em Seattle e a cidade perde o posto de principal porto comercial com a Ásia, para a cidade de Los Angeles. A cidade, então, viria a vislumbrar um novo crescimento econômico quando um milionário empresário da indústria de barcos, de nome William “Bill” Boeing, resolve investir em uma de suas paixões: a aviação. E assim, em meio a 1ª Guerra Mundial, surgia uma das principais indústrias aeronáuticas dos tempos modernos: a Boeing. Com suas principais fábricas até hoje na região de Seattle, a cidade passaria a ter, em anos posteriores, seu desenvolvimento ou declínio intimamente ligado ao da empresa; e a aviação tornou-se ainda hoje um tema de grande relevância na cidade&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E, assim, na manhã seguinte ao passeio de barco, partimos para visitar uma das principais atrações de Seattle: o <em>Museum of Flight</em> (Museu do vôo, em uma tradução livre). O museu busca retratar os principais marcos da tentativa do homem em voar, salientando figuras importantes da história da aviação, desde seus pioneiros – que encaixavam asas ao seu corpo – até a aviação em seus dias atuais com foguetes e caças supersônicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/10.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2139" title="10" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/10-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O museu também possui o galpão onde foram construídos os primeiros aviões da Boeing e dentro dele é contada toda a história da empresa. Há ainda um pátio externo, enorme, onde ficam algumas aeronaves especiais da Boeing, como o primeiro 747 a voar! e o 707 usado como Air Force One (nome dado à aeronave que transporta presidentes americanos) pelos ex-presidentes Eisenhower, Kennedy, Johnson e Nixon, estando lá hoje e aberto para visitação. Há também um aposentado Concorde, usado pela British Airways, também para visitação.</p>
<div id="attachment_2140" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/11.jpg"><img class="size-large wp-image-2140" title="11" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/11-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Boeing 707 usada como Air Force One pelos presidentes Eisenhower, Kennedy, Johnson e Nixon</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Alugamos o áudio-guia e ficamos mais de 4 horas lá dentro do museu – e daria para ficar até mais de tão interessante que era toda a história da Boeing e da aviação. O mais triste e desapontador, no entanto, é o museu não mencionar NADA, absolutamente NADA, sobre Santos Dumont ou o 14-bis. Fomos perguntar a um dos guias sobre o início da história da aviação e questionamos sobre a ausência do brasileiro. Mas o próprio guia informou que nada havia sobre ele e que acreditava ser por questões “bairristas”, a fim de reforçar o destaque aos irmãos Wright – os quais os americanos acreditam serem os primeiros a terem voado.</p>
<p style="text-align: justify;">A Boeing é hoje a maior fabricante de avião de passageiros, mas apesar do que imaginávamos a história não começou bem assim. Aconteceu que ‘Bill Boeing’ além de um entusiasta da aviação acreditava que a América deveria estar preparada para um eventual ataque aéreo durante a segunda guerra mundial. Numa curiosa passagem, ‘Bill’ sobrevoou um estádio de futebol americano lotado – em seu avião particular – soltando “bombas” de cartolina sobre o estádio, numa forma de alertar a vulnerabilidade norte-americana a um eventual ataque aéreo! Claro que não por esse evento, mas anos depois com o início da Segunda Guerra o Governo americano encomendaria diversos aviões militares da empresa e, assim, Seattle voltava a um enorme crescimento econômico. Fica a dúvida de como se deu a influência (se é que houve) da Boeing para que os EUA entrassem na Segunda Guerra. Fato é que após a queda nas vendas dos aviões militares no final da guerra do Vietnã, somado às dívidas com o projeto do 747 e uma recessão no país no final da década de 60, a Boeing sofreu um grande impacto. A partir desse período a empresa passa a focar no emergente mercado de jatos comerciais, através do sucesso com o modelo ‘707’, e tornando-se o que é até os dias de hoje!</p>
<p style="text-align: justify;">Após a visita ao museu da aviação seguimos para casa para colocar coisas em dia. Lavamos roupas e pedimos uma pizza&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8230;CONTINUA&#8230;</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br/seattle-parte-1/">Um começo turbulento, um lar e a história da aviação (Seattle: Parte 1)</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://4x1.com.br">4x1</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://4x1.com.br/seattle-parte-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

<!-- Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: http://www.w3-edge.com/wordpress-plugins/

Database Caching 3/14 queries in 0.157 seconds using disk
Object Caching 2020/2147 objects using disk

 Served from: 4x1.com.br @ 2026-06-19 03:33:23 by W3 Total Cache -->