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	<title>4x1 &#187; América Central</title>
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	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
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		<title>Histórias de Vida&#8230;Hondurenhas</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Jun 2013 04:31:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[América Central]]></category>
		<category><![CDATA[Gracias]]></category>
		<category><![CDATA[História de Honduras]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias de Vida]]></category>
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		<category><![CDATA[Ruta Lenca]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 28/01/2013 à 30/01/2013 Trajeto: Saímos de San Salvador tomando a CA 4N/Carretera Troncal del Norte. Entramos em Honduras passando por Nueva Ocotepeque &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/gracias/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<h3><b>Ficha 4×1</b></h3>
<h4>Data: 28/01/2013 à 30/01/2013</h4>
<div class="one_half content_left"></p>
<p><strong>Saímos de:</strong> San Salvador, El Salvador</p>
<p><strong>Distância total:</strong> Aproximadamente 240 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Nas barracas – Uma noite na Finca Bavaria e outra na praça chamada Parque Central (ambas em Gracias).</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> A cidade de Gracias : Conhecer mais a fundo a história de alguns habitantes da região de Gracias e presenciar tradições ainda vivas da cultura Lenca.</p>
<p>
</div><div class="one_half_last content_left"></p>
<p><strong>Destino final:</strong> Gracias &#8211; Honduras<b></b></p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> Mais de 6h30  (incluindo fronteira)</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> Pratos da culinária Lenca – um frango preparado a moda local e para beber o tradicional chocolate quente lenca (esse, não gostamos muito).</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> As estradas no trecho que fizemos, apesar de belas paisagens de vales e rios, tem enormes buracos a cada centenas de metros.</p>
<p>
</div><div class="clear"></div><p><b>Trajeto:</b> Saímos de San Salvador tomando a CA 4N/Carretera Troncal del Norte. Entramos em Honduras passando por Nueva Ocotepeque e tomamos as placas sentido Santa Rosa de Copan até sairmos pela  CA 11A em direção a Gracias.</p>
<p style="text-align: justify;">O turismo de Honduras é tradicionalmente orientado dentre 3 pilares: o primeiro e mais conhecido está relacionado às suas ilhas caribenhas (como Utila e Roatán) que detém um dos maiores sistemas de corais do mundo; o segundo está focado em suas densas florestas tropicais ricas em rios e pássaros de várias espécies. O terceiro, e último, está relacionado a história e formação cultural do país, que presenciou o auge do império Maia – através da Ruínas de Copán (noroeste do país) – e mantém viva uma forte herança da cultura indígena Lenca que ainda se mantém viva ao redor de importantes cidades coloniais do país.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_51211.jpg"><img alt="IMG_5121" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_51211-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A bela paisagem das serras Hondurenhas</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Tempo escasso, e orçamento ainda mais escasso, precisávamos tomar duras decisões (e imaginem que nunca é fácil tomar decisões tão complexas como essas para agradar 5 pessoas!) Conversamos bastante, consideramos experiências vividas anteriormente durante a Expedição e as oportunidades que ainda teríamos pela frente nos próximos países&#8230;e, depois de horas, decidimos que não poderíamos deixar de conhecer mais a fundo o lado histórico e cultural de Honduras. No entanto, como entramos no país pelo oeste, vindo de El Salvador (passando pela cidade de Nueva Ocotepeque), ir até as magníficas Ruínas de Copán nos forçaria um retorno enorme sentido norte pelas belíssimas, porém péssimas, estradas Hondurenhas. (o caminho mais prático e tradicional para ir à Copán é a partir da Guatemala). A decisão estava então tomada: iríamos direto para a ‘<i>Ruta</i>’ dos povos Lenca e nossa base seria a cidade de Gracias.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_50921.jpg"><img alt="IMG_5092" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_50921-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Aduana Hondurenha na fronteira com El Salvador</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Através do Instituto Hondurenho de Turismo, no ano de 2002, 6 municípios se uniram para criarem uma entidade política a fim de fomentar o desenvolvimento sustentável e igualitário de sua população. Essas cidades foram erguidas dentro do antigo território dos indígenas denominados como Lenca e que, encabeçados pelo Cacique Lempira (señor se la sierra – e que hoje dá nome a um dos estados e à moeda Hondurenha) foram,  entre 1524 e 1550, centro de resistência à dominação espanhola na América Central. A dominação espanhola acabou por transformar muito das tradições culturais dos povos Lenca, mas o trabalho atual dessas comunidades ainda buscam manter vivas muitas de suas heranças que, orgulhosamente, são encontradas nos restaurantes, artesanatos, sítios e ateliers ao redor das cidades. (Um pequeno mas muito interessante museu chamado Casa Galeano, localizado em Gracias, relata sobre vestígios primitivos de animais de milhões de anos ali encontrados, a importância do relevo local para a decisão espanhola de ocupar a região e traça um panorama sobre a cultura dos povos que habitaram a região. Desde a cultura, lendas e tradições dos Lencas, até a invasão dos espanhóis e suas conquistas.)</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53171.jpg"><img alt="IMG_5317" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53171-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">A estátua em homenagem ao cacique Lempira, na praça principal de Gracias. O valente indígena que lutou contra as invasões espanholas, hoje tem seu nome em um dos estados hondurenhos e na moeda nacional!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_52721.jpg"><img alt="IMG_5272" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_52721-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O interessante museu Casa Galeano em Gracias, Honduras</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_52961.jpg"><img alt="IMG_5296" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_52961-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Imagens das culturas indígenas da região Lenca, no museu Casa Galeano &#8211; Gracias, Honduras</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Gracias é a principal cidade dentre as 6 presentes na Ruta Lenca e por isso merece uma atenção especial. A cidade que hoje conta com mais de 25.000 habitantes foi fundada em 1539 pela tropa do dominador espanhol Pedro de Alvarado. Ela leva esse nome, pois reza a lenda que, após logas caminhadas pelas serras da região, o capitão Juan de Chavez, da tropa de Pedro Alvarado, avistou a cidade e exclamou &#8220;<i>gracias a dios que hemos allado tierra llana</i>.&#8221; (Graças a Deus que encontramos terra plana). E devido a sua privilegiada localização geográfica Gracias foi por (poucos) anos a capital de toda a  colônia espanhola na América Central (até o surgimento de <a title="Post de Antigua" href="http://4x1.com.br/antigua/" target="_blank">Antígua</a> na Guatemala que a destronou). E principalmente por ser a mediana de ambos os mares (Atlântico e Pacífico), ali também foi construído um importante forte (Fuerte San Cristobal) para resistir às diversas invasões que o país sofreria após sua independência(1838) entre 1847 e 1852. O então presidente Juan Lindo Medina ordenou armar e fortificar Gracias, de forma a servir como base de operações do país (só que de fato o forte foi somente construído em 1864). Juan Lindo Medina está hoje ali enterrado. Ele é considerado um dos principais presidentes do país (também havia sido presidente de El Salvador) por ter declarado em Honduras a educação laica, gratuita e obrigatória. Infelizmente, o forte interesse Estadunidense em transformar o país – literalmente – em uma República das Bananas nunca permitiu o progresso tão almejado por Juan Lindo e os Hondurenhos.(desde a intervenção dos EUA em Honduras, no final do século 19, a participação das bananas dentro do total de exportações do país saltou de 11%, em 1892, para 66%, em 1913, e moldou toda a política do país nos anos subsequentes, em favor dos interesses dos investimentos das companhias Estadunidenses no país.)</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53361.jpg"><img alt="IMG_5336" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53361-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A bela fachada da Iglesia La Merced em Gracias, Honduras</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_52431.jpg"><img alt="IMG_5243" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_52431-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A entrada do Fuerte San Cristóbal em Gracias, Honduras.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O país sofre, hoje, as consequências de seu (induzido) subdesenvolvimento com tradicionais indícios que pudemos perceber, como: economia enfraquecida pela falta de investimentos e educação superior (atrasando o desenvolvimento de indústrias e empregos); ainda presença de machismo e alcoolismo dentro de algumas famílias e desorganização espacial nas cidades, com estradas ruins e zonas com grandes quantidades de lixo espalhado.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53041.jpg"><img alt="IMG_5304" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53041-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O belo e muito organizado centro histórico de Gracias é um exemplo para o resto do país.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O que jamais imaginaríamos, entretanto, é que aquela pequena cidade de Gracias (que já foi por alguns anos a capital de toda a América Central!!!) nos brindaria, em tão poucos dias, com momentos tão divertidos e agradáveis e o contato com 3 histórias de vida marcantes.</p>
<p style="text-align: justify;">E tudo começou com uma chave&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Lizeth Perdomo é proprietária de um restaurante rústico chamado Rinconcito Graciano, localizado no centro histórico de Gracias. Seu restaurante é fortemente recomendado nos tradicionais guias de turismo e muito conhecido entre os habitantes de Gracias por manter vivo a mais típica culinária Lenca. Lizeth tem 45 anos e teve sua filha com 42 – a pequena Victoria Maria, de cabelo clarinho e olhos castanhos e claros – é filha de um caso de Lizeth com um alemão que não assumiu a paternidade e deixou a criação de Victoria nas mãos de Lizeth. Dona Martita uma senhora de quase 70 anos, é a mãe de Lizeth e também mora com ela. A senhora Martita foi abandonada pelo marido machista e alcoólatra que viveu 10 anos com outra mulher antes de morrer de cirrose. Todas essas histórias nos foram contadas por dona Martita, em uma das mesas do restaurante ainda fechado.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_51971.jpg"><img alt="IMG_5197" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_51971-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Lizeth e a pequena Victoria Maria</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Havíamos chegado em Gracias numa segunda-feira por volta das 20h e seguimos diretamente para o restaurante de Lizeth. Estranhamente estava fechado. Batemos à porta e saiu para fora uma senhora baixinha, muito idosa, para nos atender. Era a dona Martita. Ali do lado de fora ela nos contava que Lizeth ainda não havia voltado de uma reunião das atividades sociais da igreja matriz de Gracias, quando de repente a porta do restaurante (que também é onde moram Martita, Lizeth e a pequena Victoria) se fechou. Dona Martita estava presa do lado de fora! Perguntamos o que poderíamos fazer para ajudá-la e Martita (por se considerar mal vestida para ir apenas de chinelo à casa de Deus) pediu-nos para ir até a igreja procurar Lizeth e pedir-lhe sua chave para abrir a porta para sua mãe. E lá fomos nós encontrar alguém que nunca havíamos visto na vida! Tão logo encontramos Lizeth, ela entregou-nos a chave e pediu para que esperássemos lá com sua mãe por umas horinhas e que, tão logo terminasse suas atividades, iria nos receber em seu restaurante. E assim passamos mais de 1 hora e meia arranhando nosso espanhol com a simpática senhora que nos contava muitas histórias.</p>
<div id="attachment_4634" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_52151.jpg"><img class="size-large wp-image-4634" alt="IMG_5215" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_52151-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A expedição com Lizeth e dona Martita ao centro no restaurante Rinconcito Graciano, em Gracias &#8211; Honduras</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Dona do restaurante, Lizeth Perdomo estudou Marketing e trabalhou muitos anos em La Ceiba (uma das principais cidades de Honduras). Trabalhou com projetos da prefeitura (de Gracias e região) na mesa desenvolvimento e cultura num projeto envolvia projetos relacionados a saúde, educação e arte. Interessada no desenvolvimento de sua comunidade, Lizeth estudou a fundo, por muitos anos, a cultura Lenca e também atua como guia local, sendo a única mulher, dentre os 14 que existem na cidade. Participa também como voluntária em atividades de assistência social e coopera em atividades da igreja católica da cidade. Seu mais recente sonho (que já conta com projeto de arquitetura pronto e aguarda somente a saída de recursos financeiros externos) é transformar sua casa e restaurante em uma hospedagem sustentável.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_55471.jpg"><img alt="IMG_5547" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_55471-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Janta no restaurante de Lizeth com talheres e louças produzidas pela comunidade Lenca. Em Gracias, Honduras.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Com um discurso sempre em prol do desenvolvimento dos negócios locais, Lizeth é um exemplo de cidadã comunitária. Como seus trabalhos na paróquia haviam terminado tarde, decidimos deixar nossa refeição com ela para o café da manhã (afinal ela é muito detalhista e prepara tudo na hora usando-se inclusive de panelas, talheres, cumbucas e utensílios feitos pelas próprias comunidades Lenca). Saindo dali famintos fomos a uma pizzaria local que, apesar de estar fechada, os primos Willian e Carlos, tão logo descobriram que éramos brasileiros, fizeram questão de reabri-la e nos preparar umas pizzas. Muito simpáticos e piadistas, sentaram-se conosco à mesa e depois de muito nos perguntarem sobre o Brasil, colocaram vídeos com músicas e danças típicas de Honduras, a <i>Punta</i> – que tem ‘ascendência’ <a title="Sobre os Garífunas" href="http://4x1.com.br/dangriga/" target="_blank">Garífuna</a>  – e a conversa rolou solta até tarde! Carlos estava retornando dos EUA depois de uma frustrada tentativa de melhora de vida. Feliz com o novo negócio, ele ainda estava abalado de ter deixado para trás sua filha e esposa que, apesar de Salvadorenha, havia crecido nos EUA. Papo vai papo vem, não nos demos conta que já se passavam das 23h! Corremos de volta à Finca Bavaria (uma pequena propriedade que no passado havia sido uma pequena plantação de café) e o senhorzinho de mais de 70 anos, que tomava conta da Finca, estava dormindo e nos deixou trancado do lado de fora!!! Entramos em desespero pois a Tanajura estava lá dentro!!! A solução?! Oras, nossa única alternativa era pular o muro! E lá fomos nós lembrarmos mais uma vez os tempos de colégio! Lá estavam 5 marmanjos fazendo “pezinho” pro outro pular o muro&#8230;hahahaha</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_5125.jpg"><img alt="IMG_5125" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_5125-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Expedição com os simpáticos primos Willian e Carlos!</p>
</div>
<p style="text-align: center;">                <a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54651.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-4650" alt="IMG_5465" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54651-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53421.jpg"><img alt="IMG_5342" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53421-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A entrada da Finca Bavaria.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_5138.jpg"><img alt="IMG_5138" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_5138-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nandes relembrando a infância e pulando o muro da Finca! :)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte, como combinado, retornamos para um café da manhã preparado pela Lizeth. Combinamos também de passar o dia com ela para conhecer mais sobre os moradores da região e sobre a cultura Lenca. E lá fomos nós&#8230; primeira parada: o sítio de sr. Maximino Rivera!</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54171.jpg"><img alt="IMG_5417" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54171-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">O simpático, humilde e muito inteligente sr. Maximino Rivera.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O Sr. Maximino é daqueles senhorezinhos que você adoraria conhecer um dia na vida e poder passar o dia com ele no campo, caminhando sobre suas propriedades e ouvindo suas histórias&#8230; E foi exatamente o que fizemos. Muito humilde e sem saber ler ou escrever, sr. Maximino sempre cultivou suas próprias terras e criou seus mais de 5 filhos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54341.jpg"><img class="aligncenter" alt="IMG_5434" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54341-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Muito humilde, o senhor Maximino não sabe exatamente onde fica o Brasil. Ou até se já nos tornamos uma República independente. Não tem ideia das dimensões do nosso país nem tampouco sabia que o Brasil era o país onde estava localizado o colossal “rio que quase não se vê a outra margem”&#8230; “dentro da grande floresta” (amazônica), que uma vez assistiu num documentário e que tanto o impressionara. Mas o que ele sabia do Brasil é que, uma vez &#8211; dizia ele &#8211; escutou na rádio que é um dos países mais importantes na produção de café e referência mundial! No qual, há alguns anos atrás &#8211; ele prosseguia &#8211; uma crise fez aumentar os preços do café ali na região. Mas ele, &#8216;seu&#8217; Maximino, nem sempre cultivou café. O produto havia sido recentemente inserido em seu cultivo rotativo que também conta com amendoim, cana, milho e, incrivelmente, a tilápia! Que é mantida em tanques abastecidos por um sistema de 5 km de canos qem vem desde um ponto mais alto do rio da região até sua pequena e frutífera propriedade, aos pés das mais altas montanhas hondurenhas! Ele nos apresentava orgulhosamente suas terras e ao final nos brindou com uma garapa tirada das canas plantadas ali por ele mesmo! Mas o que mais nos impressionou eram seus conhecimentos de produção de gás metano através dos restos orgânicos de sua plantação. Com os conhecimentos adquiridos por uns técnicos que ofereceram treinamentos para os produtores da região (muitos anos atrás), Sr. Maximino faz o seu proprio gás de cozinha numa espécie de estufa, e com o excesso de matéria orgânica faz adubo para sua própria plantação (compostagem). Incrível!!!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54441.jpg"><img alt="IMG_5444" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54441-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sr. Maximino nos mostra orgulhoso até onde vai suas terras que ficam situadas ao pé das mais altas montanhas Hondurenhas.</p>
</div>
<div id="attachment_4650" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54651.jpg"><img class="size-large wp-image-4650" alt="IMG_5465" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54651-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O tanque de &#8216;seu Maximino&#8217; e ao fundo as montanhas Hondurenhas</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53881.jpg"><img alt="IMG_5388" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53881-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Uma parte da plantação do &#8216;seu&#8217; Maximino.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53791.jpg"><img alt="IMG_5379" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53791-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sr. Maximino preparando-nos um delicioso caldo de cana (ou garapa) diretamente colhida em suas terras.</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53641.jpg"><img alt="IMG_5364" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_53641-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sr. Maximino exibe orgulhoso o fogão sendo &#8220;alimentado&#8221; pelo gás criado em sua própria estufa, pela decomposição de material orgânico!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Conversamos bastante e ele também nos perguntou bastante&#8230; falamos sobre as terras do brasil, seu clima e relevo. Sobre a economia atual e quantos filhos uma família brasileira tem em média hoje em dia (dado as dificuldades de se criar e educar um filho atualmente). E ele se encantou em saber o quão extenso era o continente (em quantidade de terras contínuas) por ser possível dirigir tantos quilômetros sem cruzar nenhum mar! (E é verdade! Se pararmos para pensar, realmente impressiona a possibilidade o continente americano nos possibilita de irmos praticamente de um pólo a outro, sem, teoricamente, a necessidade de grandes navegações!) E como todo Centro-Americano, ele adorou ver uma nota de Real e logo entendeu a conversão de 1 Real para 10 Lempiras.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_5408.jpg"><img class="aligncenter" alt="IMG_5408" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_5408-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a></p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54841.jpg"><img alt="IMG_5484" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54841-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminhando pela propriedade do &#8216;seu&#8217; Maximino</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ao final de nossa visita, sr. Maximino se emocionou e nos agradeceu por aquela tarde que, segundo ele, o encheu de alegria e aprendizado. Mas quem aprendeu verdadeiramente fomos nós que tivemos uma aula de agricultura e conceitos de aproveitamento e valorização dos recursos naturais: ali, <em>in loco,</em> a partir da humildade de um homem simples e trabalhador que criou uma família grande e que hoje conta com netos estudando engenharia na Universidade em Honduras, e que são muito orgulhosos do avô!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54901.jpg"><img alt="IMG_5490" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_54901-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sr. Maximino e seu neto que cursa engenharia em uma Universidade Hondurenha</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_55121.jpg"><img alt="IMG_5512" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_55121-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Foto de despedida com Sr. Maximino e Lizeth.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ao final daquele dia fomos visitar as oficinas do Atelier caseiro chamado ‘Con el arte en las manos’, da dona Desideria. Ali presenciamos um típico atelier de descendentes da cultura Lenca e o cuidadoso e preciso trabalho de seus filhos e netos produzindo produtos de argila. É  impressionante o tempo que levam para fazer cada peça (muitas sob encomenda – que vai até para os EUA e para uma turma de faculdade) e o preço tão baixo cobrado por eles! O filho de dona Desideria, Leonel, pagou seus estudos do ensino médio e os 2 primeiros anos da faculdade com a venda do trabalho da oficina. Toda família trabalha e sabe mexer com o artesanato.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_55361.jpg"><img alt="IMG_5536" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_55361-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As belas e muito bem feitas louças tipicamente da cultura Lenca são vendidas a preço de &#8220;banana&#8221; no Ateliê &#8216;Con el arte en las manos&#8217; de dona Desideria e seus filhos. (em La Campa, arredores de Gracias, Honduras)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Voltamos do passeio e fomos jantar de novo no restaurante da Lizeth. Saímos de lá cedo de volta para a Finca, mas mesmo assim o senhorzinho descumpriu o combinado e nos deixou trancado do lado de fora! De novo!!! Mas dessa, pelo menos, vez estávamos com a Tanajura. E como a nossa menina estava um pouco acima do peso para pular o muro com a gente, decidimos ir dormir na praça principal. Conversamos com os vigias dos prédios públicos ao redor da praça que nos garantiram que iam nos proteger! (não que a cidade apresentasse qualquer risco <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /> ) E ali armamos “acampamento”.</p>
<div id="attachment_4628" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_55521.jpg"><img class="size-large wp-image-4628" alt="IMG_5552" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_55521-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Barraca montada bem no meio da praça principal de Gracias, Honduras.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_5551.jpg"><img alt="IMG_5551" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/06/IMG_5551-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Expedição junto do simpático pessoal da segurança dos prédios públicos de Gracias, na praça principal, com a Tanajura &#8220;montada&#8221; ao fundo!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E foi assim nossa intensa passagem por Gracias. A simpatia e acolhimento de seus cidadãos nos permitiram conhecer a fundo suas histórias de vida e enriquecer um pouco mais as nossas próprias. Realmente tocou nossos corações.</p>
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		<title>Os Africanos que Habitaram o Caribe e Sobre Quando Voltamos à Escola</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 09:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Belize]]></category>
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		<category><![CDATA[História de Belize]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 14/01/2013 à 16/01/2013 Trajeto: Belize só possui poucas estradas principais. Seguimos as placas pela Western Highway. “Saindo da movimentada Belize City nos &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/dangriga/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3><b>Ficha 4×1</b></h3>
<h4>Data: 14/01/2013 à 16/01/2013</h4>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> Caye Caulker (Belize City) &#8211; Belize</p>
<p><strong>Distância total:</strong> Aproximadamente 120 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Nas barracas. Na vaga da garagem do pequeno hotel (estilo pousada) chamado Pinky Cullerton, onde também vive a senhora Pinky – a proprietária.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> O contato com a cultura Garífuna e a experiência de assistir aula ao lado de crianças de 5 a 12 anos num colégio Belizenho foi algo realmente transformador!</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> Dangriga &#8211; Belize<b></b></p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> Pouco mais de 2 horas.</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> Os pratos preparados pela dona Pinky nos lembravam muito nossa comidinha brasileira feita em casa. Arroz, salada, legume cozido, salada junto com um bife ou peito de frango.</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> Infelizmente como todas as cidades belizenhas continentais, Dangriga ainda não está preparada para atrair um turismo mais denso pela carência de hoteis, restaurantes e o próprio museu Gulisi Garífuna que não recebe manutenção há um bom tempo.</p>
</div><div class="clear"></div><p><b>Trajeto:</b> Belize só possui poucas estradas principais. Seguimos as placas pela Western Highway.</p>
<blockquote><p><i>“Saindo da movimentada Belize City nos afastávamos do litoral norte Belizenho e adentrávamos um pouco mais o interior do país. A estrada que nos conduziu para Dangriga cortava serras e campos férteis onde se podia observar largos campos de monocultura de cana de açúcar e laranja – dois dos principais produtos de exportação do país. Avistávamos também comunidades campesinas de origem mestiça que viviam da agricultura, assim como seus descendentes maias. Diferente de Belize City, as vilas ali eram mais limpas e bem cuidadas e a estrada exalava um delicioso perfume das flores que acompanhavam alguns trechos da principal rodovia do país. E ao baixar novamente ao litoral teríamos uma das mais ricas experiências culturais que tivemos em Belize, e talvez da América Central: o contato com a cultura Garífuna!”   </i></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3037.jpg"><img alt="IMG_3037" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3037-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O forte e agradável cheiro das laranjeiras ao longo das estradas Belizenhas denunciam a ainda forte dependência do país na monocultura.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">A passagem por Dangriga já começou de forma inusitada. Tão logo conseguimos um cantinho para abrir nossas barracas na parte externa de uma pequena pousada, dois professores universitários e seu grupo de alunos, todos estadunidenses, nos bombardearam de perguntas! O grupo de aproximadamente 15 jovens, na faixa dos 19 anos, estavam perplexos em ver um carro brasileiro, com 5 marmanjos, que rodavam as Américas em suas barracas coloridas, e que paravam ali! na pousada em que estavam hospedados! (E eles nem imaginam o quanto nós também estávamos curiosos em saber o que eles também faziam ali!) Depois de respondermos às inúmeras perguntas que já estamos acostumados, como “como tiveram a ideia?”, “por quanto tempo planejaram?”, “como é viver em 5 pessoas de forma tão intensa?”, “qual a maior dificuldade que enfrentaram?”, etc., etc., descobrimos que os jovens eram, em sua maioria, primeiro anistas da faculdade católica Holy Cross College, do estado norte-americano de Massachussets.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3239.jpg"><img alt="IMG_3239" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3239-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura pegando um solzinho na frente da pousada da dona Pinky, em Dangriga &#8211; Belize</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3236.jpg"><img alt="IMG_3236" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3236-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A praia em frente a pousada da dona Pinky, em Dangriga &#8211; Belize</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Há quase uma década, o Father John (o padre que coordena o grupo) leva, anualmente, um grupo de estudantes de diferentes cursos da área de Humanas para Belize, numa atividade de intercâmbio e imersão cultural. Os grupos, em sua maioria compostos por meninas, são normalmente de estudantes interessados em se tornarem professores. Provenientes de diferentes disciplinas como Pedagogia, Psicologia, Ciências Sociais, etc., os jovens aproveitam suas férias de faculdade para conciliarem a oportunidade de viverem por algumas semanas em um país de língua inglesa, e subdesenvolvido, (uma realidade TOTALMENTE diferente da que estão acostumados) com a possibilidade de exercitarem técnicas e conceitos aprendidos em seus cursos, permeando um intercâmbio com as professoras locais. Por serem muito novos, acabam absorvendo muito da experiência de estarem ao lado de professores mais experientes! Um projeto muito bacana!</p>
<p style="text-align: justify;">Janta preparada e servida pela dona Pinky (a proprietária da pousada), colhemos algumas dicas com o grupo e na manhã seguinte partiríamos para conhecer a incrível história e relevância de Dangriga para Belize: a cultura do povo Garífuna!</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify; font-size: 13px;">Logo pela manhã partimos para o pequeno e humilde museu chamado ‘Garífuna Gulisi Museum’ e com a orientação de uma própria mulher garífuna (devidamente vestida como uma típica Garífuna) viajávamos no túnel do tempo, para uma história muito distante da que estamos acostumados a aprender nas escolas brasileiras&#8230;</span></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3062.jpg"><img alt="IMG_3062" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3062-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A senhora Garífuna que muito bem nos recebeu e teve muito prazer em contar-nos a história e as tradições culturais e alimentares de seu povo que habita em toda a costa Caribenha da América Central. (No museu &#8216;Gulisi Garífuna Museum&#8217;, em Dandriga- Belize)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Tudo remonta à chegada dos povos Kalinago (indígenas provenientes da região do Delta do rio Orinoco – atual Venezuela) à ilha de São Vicente (atual ‘São Vicente e Granadinas’), no Caribe. Bravos guerreiros, os Kalinagos logo entraram em choque com os Arawks, primitivos do Caribe, que viviam na região. Com a morte da maioria dos homens, os Kalinagos fizeram das mulheres Arawks suas esposas, miscigenando ambas as raças e formando o que posteriormente os ingleses chamariam de ‘<i>Red Caribs’</i>,<i> </i>ou ‘Caribes Vermelhos’<i>.</i></p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, por volta dos anos de 1635 a 1675, homens de origem africana chegam à ilha. Como assim?! Pois é, tinha a mão dos ingleses nisso aí&#8230; é claro! Sobreviventes de diversos naufrágios de navios ingleses (que transportavam os africanos para trabalharem como escravos em suas províncias nas ilhas das Antilhas  esses homens nadaram até a costa de São Vicente em busca da liberdade e de começarem uma nova vida. Mas logo que os encontraram vivendo ali, os ‘Red Caribs’ não deixaram barato. Após inúmeros conflitos e uma miscigenação entre eles (que contou até com alguns poucos espanhóis que ali também se encontravam), uma parte dos negros prevaleceu, adotando muito das culturas locais e formando uma nova “etnia” na ilha: os ‘<i>Black Caribs</i>’, ou ‘Caribes Negros’. Essa nova população de ‘<i>Black Caribs</i>’ passa a ser conhecida posteriormente como Garífunas!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_29391.jpg"><img alt="IMG_2939" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_29391-1024x768.jpg" width="423" height="317" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Mar do Caribe (nessa foto, em frente a Dangriga &#8211; Belize) presenciou &#8211; séculos atrás &#8211; a luta de africanos sobreviventes de naufrágios dos navios ingleses que os transportavam como escravos. Os negros nadaram até as ilhas caribenhas em busca da liberdade.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A partir de 1750 a ilha de São Vicente estava dividida entre os ‘<i>Red Caribs</i>’, os Garífunas (ou ‘<i>Black Caribs</i>’) e um grupo de franceses. Franceses?! Sim, expulsos pelos ingleses de outras ilhas caribenhas e que também haviam disputado com os Caribes locais por um pedaço de terra para cultivo. No entanto, a chegada dos ingleses causaria um grande distúrbio na ilha.</p>
<p style="text-align: justify;">Os britânicos queriam dominar a ilha inteira para expandir seus lucrativos mercados açucareiro e escravista e, assim, tomar total controle das ilhas das Antilhas. Isso provocou uma guerra de mais de 32 anos entre os ingleses contra os Garífunas, que no início contaram com o apoio dos franceses. Depois de muitas batalhas e mortes, os ingleses finalmente tomaram total controle da ilha: expulsaram os franceses e conseguiram a rendição dos Garífunas.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, como os Garífunas eram de pele negra, sua liberdade de ir e vir pela ilha incomodava o plano inglês em escravizar os negros trazidos da África que viam nos Garífunas uma chance de também se tornarem livres. Começa assim uma perseguição aos Garífunas que passam a buscar residência em outras ilhas das Antilhas e até alcançarem a costa dos países centro-americanos. Nesse período o número total de Garífunas quase não passa a casa de 200 pessoas!!! Enfim, após a independência dos países centro-americanos contra a Espanha, como Honduras, Guatemala e Nicarágua, a maioria dos Garífunas migraram para Belize onde uma grande população de Garífunas já habitavam na cidade de Dangriga: que por muitos anos foi a segunda maior do país!</p>
<p style="text-align: justify;">Em torno de 1920, Thomas Vincent Ramos buscou ajuda comunitária e de saúde pública criando instituições de apoio ao povo Garifuna afim de manter suas teadições. Em 1941 foi criado um feriado (19 de novembro &#8211; data da chegada deles em Belize) em celebração à herança cultural Garífuna.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3074.jpg"><img alt="IMG_3074" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3074-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O mural exibe alguns traços da cultura Garífuna que encontra-se atualmente espalhada por quase toda a costa caribenha dos países centro-americanos. Em destaque, a bandeira de Dangriga uma das principais cidades da cultura Garífuna nos dias de hoje. (em Dandriga, Belize)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O museu que visitamos é em homenagem a Gulisi uma das primeiras mulheres Garífunas a chegarem a Belize com seus 13 filhos, iniciando a ocupação do território e os primeiros povoados. A história de Gulisi e sua chegada a Belize foi transcrita via história oral através de sua neta. Os Garífunas estão hoje por toda a parte na pequena cidade de Dangriga que conta com apenas 9 mil habitantes (Belize todo tem apenas 356 mil!). Seu idioma, que ao contrário do que muitos pensam, não tem nada de africano. É composto basicamente pela língua dos ‘<i>Red Caribs</i>’ (Arawk e Kalinago – de origem dos indígenas sul-americanos) e com influência inglesa, francesa e um pouquinho de espanhola. Além da língua, sua cultura, música e dança típica é considerada pela Unesco como uma obra-prima da herança oral e intangível da humanidade!</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3058.jpg"><img class=" " alt="IMG_3058" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3058-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">A senhora nos mostra o que conhecemos como &#8216;Tipiti&#8217; (instrumento de palha trançado utilizado para extrair o sumo da mandioca moída e torná-la seca) em frente ao quadro que ilustra a cultura da mandioca. Abaixo, uma chapa usada para torrar a mandioca seca que sai do Tipiti.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3127.jpg"><img alt="IMG_3127" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3127-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A turma 4&#215;1 reunida em frente ao museu &#8216;Garífuna Gulisi Museum&#8217; com a nossa simpática guia Garífuna. (Dangriga &#8211; Belize)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px;">Em Dangriga também pudemos ter outra incrível experiência. Com a autorização do </span><i style="font-size: 13px;">Father</i><span style="font-size: 13px;"> John e acompanhado de 3 dos estudantes estadunidenses, a Expedição 4&#215;1 voltou à escola! Saímos logo cedo para a Holy Ghost School para conhecermos de perto uma verdadeira sala de aula Belizenha! Nos dividimos em 2 grupos para não tumultuar muito as salas de aula. Ficamos no colégio durante dois turnos de 45 minutos cada e pudemos presenciar aulas de duas disciplinas e de duas diferentes faixa etárias: entre 5 a 12 anos.</span></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3223.jpg"><img alt="IMG_3223" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3223-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A escola Holy Ghost School em Dangriga, que abriu suas portas para os novos alunos da Expedição 4&#215;1!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3218.jpg"><img alt="IMG_3218" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3218-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A turma agitada no intervalo entre aulas&#8230;</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3197.jpg"><img alt="IMG_3197" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3197-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um quadrinho pendurado na sala, ajuda os alunos a memorizarem os símbolos nacionais de Belize. E você saberia quais são os símbolos oficiais do Brasil? Diferente de Belize que possui também elementos da flora e da fauna, os nossos se restringem a Bandeira do Brasil, as Armas Nacionais (ou Brasão Nacional), o Hino Nacional e o Selo Nacional.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px;">Temos que confessar que essa experiência tocou forte em nosso coração. Nunca imaginávamos estar novamente sentados nas carteiras de uma verdadeira salada de aula do primário. Foi gostoso estar de novo no colégio&#8230; participar da chamada, ver as mochilas bem arrumadas, acompanhar a professora com um livro e ver a criançada levantando a mão pra responder uma pergunta. Ainda mais no meio de crianças tão dedicadas e participativas!!! As vezes dava até vontade de levantar a mão para responder uma pergunta de matemática ou de geografia. A empolgação das crianças em participar da aula é similar ao prazer dos adultos em interagirem conosco nas ruas.  Mais legal ainda é ver a professora trocando de idioma entre inglês e garífuna para explicar algumas coisas aos alunos!</span></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3132.jpg"><img alt="IMG_3132" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3132-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Aluna vai ao quadro negro responder questão proposta pela professora.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3154.jpg"><img alt="IMG_3154" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3154-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Aluno concentrado na tarefa que a professora passou.</p>
</div>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3138.jpg"><img class="aligncenter" alt="IMG_3138" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3138-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ao final da aula, tivemos uma ótima oportunidade de conversarmos com as professoras belizenhas, que nos contaram sentir muito orgulho do que fazem. Não só naquele colégio, mas pelo que vimos nas caminhadas que realizamos à tarde enquanto estivemos lá em Dangriga, as escolas estavam sempre cheias de alunos nos horários determinados! Todos bem arrumadinhos com uniformes bem elegantes. Esperando ansioso o sinal para saírem para o pátio e jogarem bola (em um dos finais de tarde estávamos nós lá, no meio de mais de 20 jovens negros com, em média, 1,80m de altura! Não precisa nem dizer o quanto voávamos nas trombadas, né?! hahahaha) Voltando ao assunto da educação, pelo que as professoras nos contaram, e por ver o entusiasmo das crianças nas salas de aula, é só esperarmos para vermos nos próximos anos um quadro de mudança no país para melhor! Afinal é preciso reverter a atual situação social e econômica de um povo que foi altamente explorado pelos ingleses e que hoje depende basicamente da exportação de commodities agrícolas como cana de açúcar, frutas cítricas e bananas. Mas triste foi saber que os estudantes tem uma taxa de apenas 25 dólares belizenhos (cerca de R$ 25,00) anuais para pagar à escola e mesmo assim entre 25 a 40% não tem condições de pagar!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3202.jpg"><img alt="IMG_3202" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3202-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Alunos correm para aproveitar o recreio! Agora, imaginem ter um colégio com uma vista privilegiada dessas?!</p>
</div>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3175.jpg"><img class="aligncenter" alt="IMG_3175" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3175-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a></p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3213.jpg"><img alt="IMG_3213" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3213-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Alunas no intervalo de aula.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3110.jpg"><img alt="IMG_3110" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3110-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Crianças em outro colégio de Dangriga brincam de corda.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px;">Em um dos finais de tarde também fomos acompanhados por um senhor andarilho e mal vestido que nos disse que, por uns trocados, nos daria um “tour” pela cidade. No início desconfiamos, mas depois de um curto papo, topamos o passeio. Contando histórias e cumprimentando os locais, o senhor nos levou para conhecer ao vivo o trabalho do mestre artesão de Dangriga: o senhor Austin Rodriguez. Em sua humilde oficina à beira da praia, Mr. Rodriguez produz há anos os mais famosos tambores que são vendidos por toda Belize e ajuda a manter a tradição musical do povo Garífuna.</span></p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2932.jpg"><img alt="IMG_2932" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2932-768x1024.jpg" width="296" height="395" /></a>
<p class="wp-caption-text">Privilégio de poder observar o mestre artesão Austin Rodriguez confeccionando um de seus muito bem trabalhados tambores &#8211; em Dangriga, Belize.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_29341.jpg"><img alt="IMG_2934" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_29341-1024x768.jpg" width="423" height="317" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sua equipe retirando a pele (de uma cabra) que será usada para a confecção dos tambores. Notem que sua oficina é simples e de frente para o mar!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2930.jpg"><img alt="IMG_2930" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2930-1024x768.jpg" width="423" height="317" /></a>
<p class="wp-caption-text">Os tambores de tronco de madeiras alinhandos em diversos tamanhos, esperando o acabamento final e a colocação da pele de cabra.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Durante as festividades de natal e ano novo, os Garífunas performam uma dança típica chamada Wanaragua. Nela, jovens do sexo masculino usam máscaras femininas e se vestem com roupas de mulher (da cabeça aos pés numa espécie de disfarce) e dançam ao ritmo das batidas dos tambores (como os feitos pelo senhor Rodriguez). Essa dança mantém viva uma tradição oral Garífuna acerca de uma estratégia elaborada por um de seus principais líderes: Satuye. Diz a história que Satuye vestiu seus homens como mulheres para surpreenderem os ingleses que entravam em suas propriedades “inocentemente” sem esperar resistência masculina. Assim, de forma astuta, os ingleses foram surpreendidos pelas falsas-mulheres Garífunas que os desarmaram e os derrotaram.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Garífunas de Belize são hoje em torno de 15 mil pessoas e representam aproximadamente 30% do total existente no mundo (em sua maioria na América Central). Eles estão por toda parte na pequena cidade de Dandriga: seja nas salas de aula, nas lojinhas de artesanato, na pesca ou no comércio. São um grande exemplo da resistência à colonização europeia e da luta pela preservação da riqueza e unicidade da riqueza de um povo. No caso deles, a excepcional cultura afro-caribenha!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3250.jpg"><img alt="IMG_3250" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3250-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um dia de semana comum em Dangriga&#8230;</p>
</div>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3262.jpg"><img class="aligncenter" alt="IMG_3262" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3262-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a></p>
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