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	<title>4x1 &#187; Estados Unidos</title>
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	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
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		<title>O muro entre dois mundos</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jan 2013 06:15:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<category><![CDATA[Documentação]]></category>
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		<category><![CDATA[Tijuana]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 16/11/2012 à 16/11/2012 Trajeto: Tomamos a rodovia I-5 S. Rumamos ao sul de San Diego em busca de uma capinha para o &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/fronteira-eua-mexico/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<h3><b>Ficha 4×1</b></h3>
<h4>Data: 16/11/2012 à 16/11/2012</h4>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> San Diego, Califórnia &#8211; EUA</p>
<p><strong>Distância total:</strong> Aproximadamente 30km.</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Nas barracas! No camping Popotla RV Park em Playas de Rosarito.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> A receptividade dos mexicanos desde os guardas da fronteira.</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> <b>Destino:</b> Tijuana, Baja Califórnia – México</p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> San Diego à Fronteira, 20 min. Processos burocráticos: 2h30</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> Os deliciosos Tacos do peixe Marlin, muito comuns na Baja Califórnia, no restaurante Chewin’s em Tijuana!</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> A falta de informação, e sinalização em ambos os lados da fronteira.</p>
</div><div class="clear"></div><p><b>Trajeto:</b> Tomamos a rodovia I-5 S.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20120916_001.jpg"><img alt="WP_20120916_001" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20120916_001-1024x576.jpg" width="423" height="237" /></a>
<p class="wp-caption-text">Madalena nos dá as orientações rumo à fronteira entre EUA e México</p>
</div>
<p>Rumamos ao sul de San Diego em busca de uma capinha para o novo celular do Gustavo. Dois dias atrás ele havia comprado o recém-lançado modelo da Nokia em substituição ao seu antigo aparelho. Poucas lojas no mundo já teriam aquela capinha, mas, com certeza, ali nos EUA nós encontraríamos.</p>
<blockquote><p><i>Era assim que deixávamos para trás a beleza dos rios, vales, montanhas e lagos dos EUA. Onde animais vagueiam livremente por parques muito bem organizados num remanescente de natureza ainda selvagem. Deixávamos para trás os confortos e conveniências de um país muito bem estruturado. Estruturado, porém, talvez até demais. </i></p>
<p><i>O país que nos serve de modelo para tantas coisas, como o excelente sistema educacional ou a riqueza de seus estilos musicais, parece estar carente de um legado histórico vivo em seus centros urbanos. Afinal, salvo um bairro ou outro, ficou, em alguns de nós, a impressão de que muitas das cidades norte-americanas parecem pré-fabricadas. Como se pudessem ser vendidas nas prateleiras de uma Tok Stok ou IKEA qualquer e contendo um kit de redes fastfood dentro; como num ‘Lego’, prontas somente para serem encaixadas. Tão simples de montar quanto é hoje encontrar um motel, um Wal-mart ou um McDonald’s ao longo de uma de suas vastas rodovias.  </i></p></blockquote>
<p>Seguimos mais ao sul pela estrada Interestadual 5 e se a Madalena não nos mostrasse que faltavam apenas 17 minutos para chegarmos a Tijuana, nunca iríamos imaginar que estávamos prestes a cruzar de país. Sinalizações apontavam retornos e saídas somente para bairros ainda dentro dos EUA. Era estranho, pois aos poucos o horizonte mudava de visual. Era como se quisessem esconder aquela vasta colina, com milhares de casinhas coladas umas nas outras, que a cada instante parecia mais próxima. Mas era impossível esconder, pois estávamos prestes a cruzar nada mais nada menos do que a fronteira mais movimentada do mundo!!! E foi somente perto da divisa que uma grande placa anunciava: estávamos entrando em território mexicano!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_003.jpg"><img alt="WP_20121116_003" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_003-1024x576.jpg" width="423" height="237" /></a>
<p class="wp-caption-text">A grande placa junto à bandeira mexicana</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Percorremos mais algumas centenas de metros após a placa e logo entramos em uma estranha e curta estrada murada que separava os dois países. Esse caminho nos jogava em uma enorme barreira com mais de 8 guaritas que lembravam o pedágio da Rodovia Imigrantes (que liga São Paulo à cidade de Santos). Ali era a alfândega mexicana, onde guardas bem armados escolhiam aleatoriamente alguns veículos para revisão antes da entrada no México. E é claro que nossa “discreta” amiga Tanajura foi escolhia. Algumas perguntas foram feitas e, logo que descobriram que éramos brasileiros, o sorriso brotou em seus rostos. Facilmente liberados, seguimos adiante mais alguns metros e, para nossa surpresa, já conduzíamos tranquilamente pelas ruas de Tijuana. Mas peraí! Alguma coisa estava errada, não?! Vocês devem lembrar que, em cada fronteira, dávamos baixa em nossos documentos no país que saíamos, e carimbávamos os passaportes no país de entrada. E ainda tinha a autorização de rodar com a Tanajura&#8230; aquilo ali tinha sido muito fácil e estávamos sem nenhum carimbo ou autorização.</p>
<div id="attachment_3258" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_001.jpg"><img class="size-large wp-image-3258" alt="A confusa e movimentada fronteira entre San Diego (EUA) e Tijuana (México)" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_001-1024x576.jpg" width="423" height="237" /></a>
<p class="wp-caption-text">A confusa e movimentada fronteira entre San Diego (EUA) e Tijuana (México)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas era isso mesmo, tanto tinha sido fácil passar para o lado mexicano, quanto deveríamos, de fato, ter feito os processos de saída e entrada em cada país. Vamos explicar:</p>
<p style="text-align: justify;">Como mencionamos, aquela fronteira é super movimentada em ambos os sentidos: no sentido México &#8211;&gt; EUA, há o caso de inúmeros operários mexicanos que saem de manhã cedo para trabalharem em San Diego, quanto o caso de mexicanos mais abonados que aproveitam o vizinho rico para realizarem compras de roupas e eletrônicos (mais ou menos como muitos de nós, brasileiros, costumamos fazer); já, no sentido EUA &#8211;&gt; México, os gringos cruzam para Tijuana, no estado mexicano chamado de Baja Califórnia, em busca de suas belíssimas praias e de suas animadas festas noturnas. Tudo, claro, a um preço muito acessível.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, acordos e restrições que não entendemos muito bem, permitem que residentes de Tijuana(México) e do sul da Califórnia(EUA) possam permanecer no país vizinho, por até 72 horas. Acontece que, por ignorância nossa ou pela própria falta de uma sinalização mais adequada por parte de ambos os países, nos enquadraram no mesmo direito de cruzar livremente. Mas como não ficaríamos no México por somente alguns dias, precisávamos voltar – para um lugar que ainda não sabíamos onde – e fazer toda a documentação.</p>
<p style="text-align: justify;">Tínhamos que voltar, mas ainda estávamos “curtindo” aqueles primeiros minutos novamente em terras latinas. Um saboroso tempero emanava das fumaças de uma comida típica sendo feita ali nas movimentadas e estreitas ruas de Tijuana. Placas de publicidade em espanhol nos davam as boas vindas, todas acima das pequenas e coloridas casas de alvenaria &#8211; construídas próximas umas das outras. E uma música dançante emanava de bares e veículos se misturando às vozes dos agitados vendedores ambulantes de pele morena&#8230; Uma cena que muito lembrava um bairro de periferia de uma grande metrópole brasileira. Mas depois de tantos meses nos 2 únicos países ricos do continente, era bom estar de volta à realidade a que fomos acostumados a viver! E aquela Tijuana, que conheceríamos melhor depois, estava longe da descrição exagerada de alguns americanos e suas mídias. Um exemplo crasso desse exagero tivemos na noite anterior ali mesmo em San Diego. Uma garçonete do restaurante onde jantamos, chegou a nos recomendar deixarmos o carro do lado americano e tomarmos um taxi para visitar Tijuana. Ela disse que nosso carro seria roubado rapidinho por ser de placa estrangeira, e que inclusive poderia até ser roubado pelos próprios policiais mexicanos! Tadinha, mal sabia ela da Expedição e que não haveria a menor chance da Tanajura não cruzar o México conosco.</p>
<div id="attachment_3267" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_6016.jpg"><img class="size-large wp-image-3267" alt="IMG_6016" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_6016-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As casinhas mais simples na estrada da Baja Califórnia Norte, algumas dezenas de quilômetros ao sul de Tijuana &#8211; México</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O êxtase de estar em terras mexicanas, no entanto, duraria pouco. Pegamos o primeiro retorno em direção à fronteira na tentativa de encontrar uma aduana que pudesse nos orientar. E, de repente, a grande surpresa: havia uma fila quilométrica de carros para entrar nos EUA! Estávamos, literalmente, sem saída. E em meio à exaustiva fila, éramos costumeiramente abordados por vendedores ambulantes que, só por estarem ali em número tão numeroso, nos prenunciavam: a espera seria longa. E foi! Mais de 1 hora e 45 min depois finalmente alcançávamos os mau-morados guardas da aduana norte-americana.  Depois de explicarmos nossa história (uma versão resumida do que é a expedição e que internamente apelidamos de “papo da <em>carretera</em>” – essa última pronunciada num finíssimo portunhol! <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /> ) e sobre o porque estávamos reentrando nos EUA o humor melhorou. Após inúmeras perguntas e uma boa canseira de 35 minutos os guardas deram baixa no sistema dos EUA e nos liberaram para seguir de volta para o México. Pegamos um atalho interno na fronteira e logo estávamos de novo nas guaritas mexicanas. Mais uma vez bem recebidos, dessa vez explicamos o equívoco e uma simpática guarda federal nos acompanhou para os pagamentos das taxas de turismo mexicana ($24,50 dólares americanos por pessoa) e para os procedimentos de entrada no país. Pronto, em menos de meia hora estávamos finalmente liberados! Só faltava passar na agência bancária nacional mexicana, há poucos quilômetros dali, para fazermos os procedimentos da Tanajura (pela qual também tivemos que pagar $50 dólares americanos). Estávamos famintos e o simpático atendente nos indicou um restaurante local para jantarmos. Com cadeiras e mesas de plástico, uma grande televisão que passava lances de futebol e a simpatia dos garçons (principalmente quando descobriram que éramos brasileiros) o saborosíssimo Chewin’s nos lembrava os típicos restaurantes simples do nordeste brasileiro. Como sugestão do garçom arriscamos aquele que se tornaria um dos pratos favoritos da Expedição no México: as Quesadillas de Marlin (do peixe Marlin Azul), iguaria muito comum ali na Baja Califórnia. O clima quente e agradável de uma sexta-feira à noite pedia uma cervejinha para acompanhar e celebrar a tão aguardada entrada em terras Mexicanas!</p>
<div style="width: 348px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_006.jpg"><img alt="WP_20121116_006" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_006-719x1024.jpg" width="338" height="482" /></a>
<p class="wp-caption-text">Inúmeros ambulantes são o prenúncio de que entrar nos EUA é algo muito demorado!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O muro que separa a moderna San Diego da “subdesenvolvida” Tijuana é o perfeito simbolismo da separação entre duas realidades fisicamente tão próximas, mas socialmente tão antagônicas. O numeroso e constante fluxo de pessoas por aquela fronteira revela a ainda profunda relação de interdependência que existe entre essas duas nações. Seja através da migração diária de trabalhadores e estudantes mexicanos para os EUA ou de mercadorias e turistas americanos para o México. Seja do medo que vivem os audazes ‘<i>coiotes</i>’ ao transportam ilegalmente pessoas em busca do ‘<i>American Way of Life</i>’ ou da volúpia de jovens americanos – nos seus 18 a 21 anos – que lotam a vida noturna mexicana em busca do ritmo latino e da liberdade de poderem beber antes da maioridade de seu país.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto a nós, nos encontrávamos muuuito contentes! Especialmente pela receptividade dos mexicanos até ali. <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<p style="text-align: justify;">Estávamos de volta à América Latina das ‘<i>Veias Abertas</i>’, como definido pelo escritor Eduardo Galeano. Mas que ainda sim manifesta a alegria, humildade e espontaneidade tão peculiares à nossa gente!</p>
<div style="width: 348px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_7032b.jpg"><img alt="IMG_7032b" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_7032b-682x1024.jpg" width="338" height="508" /></a>
<p class="wp-caption-text">Elementos católicos e hispânicos (legado do período colonial) marcam a arquitetura das cidades mexicanas.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Revivendo os Tempos de República</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jan 2013 16:56:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 09/11/2012 à 15/11/2012 Trajeto: Na saída de Flagstaff percorremos um curto trecho pela famosa Route 66 e logo apanhamos a I-40 rumo &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/las-vegas-e-los-angeles/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Ficha 4×1</strong></h3>
<h4><strong>Data: </strong>09/11/2012 à 15/11/2012</h4>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Flagstaff, Arizona – EUA                          (Grand Canyon)</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Distância total:</strong> Total: 837 km (Flagstaff à Las Vegas: 411km; Las Vegas à Los Angeles: 426 km)</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Onde dormimos:</strong> <span style="text-decoration: underline;">Las Vegas:</span> hotel Circus Circus.         <span style="text-decoration: underline;">Los Angeles:</span> mais uma vez o Daniel foi nosso anfitrião! <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Pneu Cheio:</strong> A grande celebração do encontro entre novas companheiras com amigos de longa data.</p>
<p style="text-align: left;">
</div></p>
<p style="text-align: left;">
<div class="one_half_last content_left"></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Destino final:</strong> Los Angeles, Califórnia – EUA                      (com parada em Las Vegas, Nevada)</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Tempo de viagem:</strong> Total: quase 8 horas. Aproximadamente 4h em cada trecho.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>O que comemos de bom:</strong> Saudáveis sopas, sanduíches e sobremesas no Urth Caffe em Santa Monica.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Pneu murcho:</strong> O descaso e a intransigência do segurança pós-jogo do Lakers que nos impediu de retornar para buscar o boné do Gabriel, incorrendo na perda do mesmo. Atitudes inflexíveis e “bitoladas” como essa nos perseguiram em diversas ocasiões durante a passagem pelos EUA.</p>
<p style="text-align: left;">
</div><div class="clear"></div></p>
<p><strong>Trajeto:</strong> Na saída de Flagstaff percorremos um curto trecho pela famosa Route 66 e logo apanhamos a I-40 rumo a Oeste até perto de Nevada onde apanhamos a US-93 para o Hoover Dam. De lá apanhamos a US-93 e a I-215 sentido Las Vegas. De Las Vegas para Los Angeles fomos basicamente pela I-15.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><i>O retorno à “fabulosa” Las Vegas e à cinematográfica Los Angeles já não tinha o mesmo propósito. Conversas, risadas, questionamentos e reflexões eram os ingredientes que se misturavam à programação recheada de esportes, pendências e programas mais caseiros. Em Los Angeles revivemos os bons momentos dos tempos áureos de República! </i></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Estávamos imundos. Ventos fortes começavam a soprar um ar gelado juntamente com as nuvens carregadas no céu. Eram indícios de que uma forte chuva estava prestes a cair. Mas nada nos tirava o sentimento de realização quando chegamos novamente ao topo do imponente Grand Canyon após aqueles dias de trilha exaustiva. As francesas nos haviam acompanhado pelos quilômetros finais e decidimos ir jantar todos juntos ali mesmo dentro do parque. Era nossa primeira refeição reforçada nos últimos dois dias e, seguindo a tradição francesa, pedimos umas taças de vinho para comemorar. Numa mistura de inglês, francês e até italiano, nos esforçávamos em derrubar a barreira linguística que havia nos prendido durante os primeiros dias de conversa ainda dentro do Canyon. E com o passar das horas nos sentíamos cada vez mais entrosados!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5422.jpg"><img alt="IMG_5422" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5422-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A última pausa antes da escalada final para o topo do Grand Canyon!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Teríamos ainda mais uma noite ali no Grand Canyon e nosso próximo compromisso era no LAX (<i>Los Angeles International Airport</i>), dali a dois dias, para buscarmos nosso grande amigo e ex-companheiro de República: Renatinho. Já estávamos prestes a pagar a conta quando surgiu delas a proposta que mudaria nossos destinos para os próximos dias: “Por que vocês não vêm conosco para Las Vegas?”</p>
<p style="text-align: justify;">Recém-formadas em arquitetura, Camille, Charlotte (‘Cha Cha’), Suzy e Johanna (a única engenheira da turma) aproveitaram as férias, pós-término da faculdade, para realizarem algumas entrevistas investigativas com arquitetos da costa oeste americana. Ao voltarem para a França, a ideia é consolidarem todo o material coletado e juntar com o de outras amigas, da mesma associação que fundaram, e que realizaram as mesmas entrevistas só que em outros países. E apesar de suas entrevistas estarem concentradas na região de San Francisco, elas aproveitavam os quase 3 meses que teriam para também darem um giro pelos parques e cidades no badalado oeste americano.</p>
<div style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/31.jpg"><img alt="31" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/31-682x1024.jpg" width="270" height="406" /></a>
<p class="wp-caption-text">O criativo Diário de Viagens das meninas: através de desenhos!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Longe de ser o destino o qual teríamos vontade de voltar um dia, ainda mais tão brevemente, víamos nesse retorno a Las Vegas uma oportunidade de estreitarmos ainda mais nossa amizade com as meninas e de viver uma experiência diferente da primeira. Com amigas de nacionalidade e realidades diferentes das que estávamos acostumados.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim foi&#8230;Elas seguiram para Vegas ainda naquela noite e nós seguimos para nosso hotel ali na região.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, a caminho de Las Vegas, pararíamos para apreciar uma das obras de engenharia de maior orgulho para os americanos: o <i>Hoover Dam</i>. Concluída em 1935 por mais de 5.000 mil funcionários, a barragem que fica dentro do rio Colorado (na divisa dos estados de Nevada e Arizona) foi eleita, durante as décadas de 30 e 50, uma das mais altas barragens e maiores hidrelétricas do mundo. Planejada com o intuito inicial de evitar enchentes nas plantações ao Sul da Califórnia provocadas pelo rio Colorado, a barragem promoveu o desenvolvimento do sudoeste americano. E, hoje, provê água e energia para plantações e importantes cidades como Phoenix (AZ), Las Vegas (NV) e nos arredores de Los Angeles (CA). (Benefícios para uns, nem tanto para outros&#8230; Descobrimos em visitas recentes que a barragem provocou a diminuição da vazão natural do rio Colorado no Golfo da Califórnia, no México, aumentando, assim, a salinização das águas do mar de Cortés e interferindo em algumas espécies naturais)</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/30.jpg"><img alt="30" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/30-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista parcial do Hoover Dam</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/29.jpg"><img alt="29" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/29-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A barragem do Rio Colorado no Hoover Dam</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Chegamos a Las Vegas no final da tarde e ao cair da noite nos encontramos com as francesas. Como já éramos “experts” na cidade, elas nos pediram para ditar o roteiro. Fizemos o tour básico: passamos por dentro dos principais casinos, paramos para jantar em um restaurante fora do “rol do glamour” e assistimos o balé de águas dançantes da famosa fonte do casino Bellagio. Encerramos a noite com muita música, conversas e risadas em um animado bar da região.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, antes da partida, fomos todos juntos almoçar num restaurante recomendado por uma senhora colombiana, que havíamos conhecido semanas antes numa trilha dentro do Zion Park. Longe de ser um excelente restaurante, o Green Valley Ranch possuía um variado Buffet a um preço excelente! Chegamos lá por volta das 13h e logo nos servimos. O clima estava leve e era como se as conhecêssemos há anos! Falamos sobre nossas diferenças culturais, contamos piadas, frases engraçadas de cada país e aprendemos jogos franceses. Foi aí que, de repente, fomos interrompidos pela gerente do restaurante. Muito sem graça, a moça nos abordou pedindo-nos, cordialmente, se poderíamos desocupar a mesa. Olhamos os relógios e&#8230;Caramba! Ficamos ali por quase 5 horas!!! Não nos demos conta, mas já eram quase 18h e a fila lá fora para o jantar já estava enorme. Pedido justíssimo! Além disso, ainda iríamos dirigir mais de 3 horas e meia até Los Angeles para buscar o Renatinho. Precisávamos nos apressar. E junto com aquele pedido chegava o duro momento das despedidas&#8230; Adeus?! Tchau?! Até breve?! Era difícil, pois sabíamos que dificilmente iríamos nos encontrar novamente. Ainda mais todos juntos. E com um passo para trás elas se afastavam um pouco da gente. Trocaram algumas palavras entre elas e voltaram até a gente: “Pensamos em ir com vocês para Los Angeles! O que acham?” – disse uma delas. “Sério!?” – respondemos surpresos antes de concluir: “É claro que pela gente tudo bem!”. Ficamos muito contentes! Elas explicaram que além de continuarmos por mais uns dias aquele clima gostoso, elas poderiam aproveitar a passagem na capital mundial do cinema para entrevistar alguns arquitetos de lá, antes de seguirem para seus compromissos em San Francisco. Muito legal! Seria a primeira vez que viajaríamos juntos ao lado de outra “expedição”. Ainda mais da nossa idade, com propósitos similares e características complementares às nossas!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/28.jpg"><img alt="28" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/28-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Todos fazendo o &#8220;pegadinha do Malandro! Glu glu glu!&#8221; hahahaha (no restaurante na saída de Las Vegas, NV)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Partimos para Los Angeles, pois se não nos atrasaríamos para buscar o Renatinho. E antes do nosso reencontro em Los Angeles, as meninas passariam aquela noite, e a manhã do dia seguinte, no <i>Death Valley</i> (o chamado ‘vale da morte’). Chegamos ao LAX por volta das 21h50 e o Renato já nos aguardava. Seguimos de lá para a casa de nossos “anfitriões-mor”: o Daniel e sua cadelinha Brie que, dessa vez, além de receberem a Expedição e o Renatinho, ainda contava com a visita da irmã do Daniel: a Lara. J Já se passavam quase 3 meses desde nosso encontro com o Daniel e mais de 5 meses que havíamos estado com o Renato, na casa de seus pais em Patrocínio-MG (nossa primeira parada após a saída de São Paulo). Eram muitas histórias, curiosidades e novidades a serem colocadas em dia. E a conversa invadiu a madrugada&#8230;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/285.jpg"><img alt="28,5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/285-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Brie vindo até a porta para nos receber!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Vale ressaltar que as conversas foram, sem dúvida, o ponto alto de nossa passagem por Los Angeles. O que vivemos hoje é justamente um momento de transição em nossas vidas e carreiras e era gostoso ouvir cada um falar sobre suas perspectivas atuais. Como 4 de nós, o Renatinho também havia trabalhado no mercado financeiro e agora atuava como pesquisador pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), ligada à USP. Ele nos contava alegre sobre estar fazendo algo que realmente o motivava e sobre ter uma vida mais tranquila. Discorreu também sobre a possibilidade de vir a realizar (num futuro próximo) um doutorado com bolsa na Universidade de Ilinois – motivo o qual o trazia até ali nos EUA e que permitiu ir nos visitar. O Daniel também comentou sobre o bom momento que estava passando em Los Angeles após todos esses anos morando ali. Comentou sobre suas expectativas de emprego e suas pesquisas atuais junto à <i>California State University</i>, onde havia se graduado e comparou com seus anos de pesquisas quando ainda cursava a Universidade de Pernambuco (UPE). Sua irmã Lara, que assim como as francesas também estudava arquitetura, havia aproveitados as férias de sua universidade em Pernambuco para aprimorar seu inglês. E foi assim&#8230; Falamos sobre os novos cenários econômicos do Brasil para os próximos anos e falamos de sonhos e perspectivas. Mas também contamos piadas e assistimos vídeos do Youtube.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/27.jpg"><img alt="27" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/27-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Renatinho e mais uma de suas &#8220;caras&#8221; sempre engraçadas para fotografia!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/26.jpg"><img alt="26" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/26-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Muito papo entre uma taça e outra de vinho, na casa do Daniel &#8211; Los Angeles, CA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Era papo de jovens. Que, embora provenientes de nacionalidades diferentes e com histórias de vida diferentes, viviam momentos de vida similares. E mais importante, possuíam em comum a angústia e os ideais que todos os jovens possuem. Em qualquer geração ou em qualquer parte do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">E tudo isso se mesclava em meio a nossa pacata, mas intensa programação durante aqueles dias em Los Angeles. No domingo fomos assistir a vitória tranquila do Los Angeles Galaxy, de David Beckham e Landon Donavon, sobre o Seattle Sounders, pela final da conferência oeste da liga de futebol dos EUA. (futebol do nosso, é claro, paixão entre brasileiros e franceses <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /> )</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/25.jpg"><img alt="25" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/25-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Turma toda reunida antes do jogo do LA Galaxy &#8211; Los Angeles, CA</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/24.jpg"><img alt="24" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/24-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A curiosa arquibancada gramada atrás de um dos gols do estádio Home Depot Center em Los Angeles, CA</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/23-panoramica.jpg"><img alt="23 panoramica" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/23-panoramica-1024x397.jpg" width="423" height="163" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista panorâmica do estádio lotado na partida entre LA Galaxy 3 X 0 Seattle Sounders &#8211; Los Angeles, CA</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">E em outra ocasião fomos testemunhar o esporte em que os americanos são realmente bons: o basquete. O <i>Staples Center</i> foi o palco onde pudemos presenciar o espetáculo de Kobe Bryant nas quadras. Eleito por inúmeras vezes MVP (<i>most valuable player</i> – melhor jogador) da NBA (associação norte-americana de basquete) o jogador foi novamente eleito o melhor da partida, mas ainda sim não foi o suficiente para impedir a derrota por dois pontos do Los Angeles Lakers para o San Antonio Spurs – onde coincidentemente jogam o francês Tony Parker e o brasileiro Tiago Splitter. As francesas bem que gostaram da vitória de seu conterrâneo e principal jogador do Sant Antonio. Já nós&#8230;bem, o Tiago Spliter que nos perdoe, mas estávamos mesmo é torcendo pro show do Kobe.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/22.jpg"><img alt="22" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/22-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A estrela do Lakers, Kobe Bryant, prepara o arremesso de 2 pontos, sendo marcado pelo brasileiro Tiago Splitter</p>
</div>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/21.jpg"><img class="aligncenter" alt="21" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/21-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/20.jpg"><img alt="20" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/20-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Números finais da partida. Mesmo com a derrota é nítida a superioridade de Kobe Bryant (número 24) versus seus companheiros e rivais: 28 pontos, 8 assistências e nenhuma falta cometida!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Os dias em LA também tiveram uma “pegada” gastronômica! Fizemos um almoço ‘em português’ no super agradável Urth Caffe (em Santa Monica) e levamos o Renato e as francesas para comer na tradicional lanchonete californiana <i>In-n-Out</i>. Também fizemos um picnic, com futebol, sob o magnífico pôr do sol da praia de <i>Venice Beach</i>. O momento era especial, pois era a primeira vez que o Renato punha os pés no Pacífico! E terminamos a noite num bar ao ar livre, no topo de um hotel, ali mesmo em <i>Venice</i>. Deu tempo até para darmos uma volta com o Renatinho pelo <i>downtown</i> Los Angeles e por Hollywood antes que ele pegasse o voo dele de volta para Chicago. Afinal, ele não poderia ir embora de LA sem ver a calçada da fama e o famoso Dolby Theater, onde ocorre a premiação do Oscar. Faz parte, né!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/19.jpg"><img alt="19" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/19-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Lanche brasileiro no agradável caffe Urth em Santa Monica. Com Daniel, Alex (a amiga americana do Daniel que fala português tão bem que no início achávamos que era brasileira) Lara e o Renatinho</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/18.jpg"><img alt="18" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/18-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Futebolzinho no fim de tarde em Venice Beach &#8211; Los Angeles, Califórnia</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/17.jpg"><img alt="17" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/17-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nandes arma o chute no belíssimo pôr do sol</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/16.jpg"><img alt="16" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/16-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Renatinho assiste seu primeiro pôr-do-sol no Pacífico</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/14.jpg"><img alt="14" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/14-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Gaivotas voam na frente das casas de frente pra praia em Venice Beach, Los Angeles &#8211; CA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E no meio disso tudo, ainda reservamos um tempinho para resolvermos algumas pendências antes de seguirmos para terras Mexicanas! A primeira delas foi na Nissan, ali de Los Angeles, onde nossa Tanajura completava 30 mil km rodados e passaria por uma revisão completa. Isso mesmo, ‘passaria’. Acontece que logo após o êxtase inicial de verem uma Frontier brasileira por ali, e ainda mais toda equipada, os gerentes e mecânicos da Nissan perceberam que a Tana era à Diesel – diferente dos modelos americanos, à gasolina. E aí residia o problema. Entendemos que as diferenças de combustível acarretem diferenças técnicas de manutenção de cada veículo. Mas isso não justifica o carro sair da loja praticamente como entrou. Eles afirmarem não saber onde estaria o filtro de combustível (algo que depois mostramos onde estava) e ainda alegarem não ser capazes de alinhar e balancear as rodas, nos levava a crer que estávamos mais uma vez enfrentando um lado muito negativo da cultura americana. Afinal, o que aqueles itens tem a ver com o tipo de combustível usado no veículo!? Nada. Fato é que, ainda que pudéssemos desconfiar que as desculpas pudessem estar associados a alguma política da Nissan, nossas experiências pela terra do Tio Sam nos levavam a crer que não era isso. Pois aquela mesma postura seca, em cima do muro e inflexível era algo que nos incomodou em diversas situações em nossa passagem pelos EUA. Tão recente quanto esse caso havia sido a postura intransigente e autoritária do chefe da segurança pós-jogo do Lakers. Pedimos, justificamos, e propusemos diversas formas de ele deixar o Gabriel voltar ao seu assento onde havia ficado seu boné. Havíamos sido uns dos últimos a saírem do ginásio naquela noite e ainda na porta de saída foi que o Gabriel se deu conta que o boné havia ficado embaixo do seu assento. Em 2 minutos voltando ao assento o boné estaria recuperado. O segurança garantiu que a equipe de limpeza encontraria e levaria aos “achados-e-perdidos” (afinal, esse era o procedimento padrão) deixando-nos somente a alternativa de registrarmos lá os nossos contatos. As francesas ficaram inconformadas com tal postura. Nós estávamos acostumados. Já, o boné, nunca mais apareceu.</p>
<div style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/13.jpg"><img alt="13" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/13.jpg" width="415" height="311" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura numa paradinha pra revisão dos 30 mil km em Los Angeles, CA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas esses episódios não melariam nossa super agradável passagem por Los Angeles. Aqueles eram nossos últimos dias nos EUA e em breve estaríamos de novo em terras latinas!</p>
<p style="text-align: justify;">Era então chegado nosso último dia depois de quase uma semana viajando juntos. Quando de repente as francesas propuserem que&#8230; hehehe&#8230; não, dessa vez era realmente o fim desse capítulo. E logo de manhã ela nos prepararam um super completo café da manhã à moda do país anfitrião daquele inusitado encontro franco-brasileiro. Era a forma perfeita de dizermos adeus e celebrarmos todos aqueles inspiradores momentos em que estivemos juntos.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/11.jpg"><img alt="11" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/11-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O simpático café da manhã montado pelas francesas!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/10.jpg"><img alt="10" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/10-682x1024.jpg" width="423" height="635" /></a>
<p class="wp-caption-text">O café da manhã de despedida na casa do Daniel &#8211; Los Angeles, CA</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/9.jpg"><img alt="9" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/9-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">ChaCha e sua constante espontaneidade</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/8.jpg"><img alt="8" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/8-682x1024.jpg" width="423" height="635" /></a>
<p class="wp-caption-text">Gabriel e Suzy devorando o delicioso café da manhã</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Elas seguiram norte rumo à San Francisco e nós seguiríamos a sul, a caminho de San Diego para um ajuste final no guincho da Tanajura. E, apesar de nossos caminhos tomarem direções diferentes, os rumos que nossas vidas seguiriam ainda seriam os mesmos: a busca da realização de nossos sonhos!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/7.jpg"><img alt="7" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/7-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O simpático mecânico Venezuelano ajusta o guincho da Tanajura no caminho para San Diego, Califórnia</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ao Daniel, Lara, Renato, Camille, ChaCha, Johanna e Suzy, nosso carinhoso agradecimento pelo prazer de suas companhias ao longo desses maravilhosos dias. E um até breve! <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/6.jpg"><img alt="6" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/6-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Todos juntos na tradicional foto do pulo no pôr do sol de Venice Beach, Los Angeles &#8211; CA</p>
</div>
<p>Clique em <a title="Las Vegas" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632395098917/" target="_blank">Las Vegas </a>ou <a title="Los Angeles" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632399137234/" target="_blank">Los Angeles</a> para ver mais fotos de nossa segunda passagem por essas cidades.</p>
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		<title>Grand Canyon &#8211; 2 Dias Para Vencer o Gigante</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jan 2013 12:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Bright Angel Trail]]></category>
		<category><![CDATA[Grand Canyon]]></category>
		<category><![CDATA[Gright Angel Campground]]></category>
		<category><![CDATA[Phantom Ranch Lodge]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Colorado]]></category>
		<category><![CDATA[South Kaibab Trail]]></category>
		<category><![CDATA[trilha]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 05/11/2012 à 08/11/2012 Trajeto: Alguns km pela US-93 e as primeira placas para o Grand Canyon aparecem.Seguimos até a estrada estadual AZ-64 &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/grand-canyon/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></div>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Data:</strong> 05/11/2012 à 08/11/2012</h4>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Las Vegas, Nevada – Estados Unidos</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância total:</strong> 440 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos: </strong><strong>Descanso merecido no Bright Angel Campground, no fundo do canyon. </strong>Depois de duas noites no conforto de um hotel (Best Western) em Grand Canyon Village, acampamos no fundo do canyon.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio:</strong> <strong>Desbravando uma das sete maravilhas do mundo. </strong>A beleza e grandiosidade do Grand Canyon são de tirar o fôlego.</p>
<p style="text-align: justify;">
</div></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half_last content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino final:</strong> Grand Canyon, Arizona– Estados Unidos</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem:</strong> Cerca de 5 horas</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de bom: </strong><strong>Packer`s Stew, o ensopado dos mochileiros. </strong>Muita carne de por e vaca, ao molho de tomate, dentro de um pão sorodough. É para matar a fome depois de uma trilha.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho:</strong> <strong>Não leve pêssego em caldas na sua trilha</strong>. Não sabíamos o quanto poucos quilos a menos nas costas pode fazer toda a diferença.</p>
<p style="text-align: justify;">
</div><div class="clear"></div></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto: </strong>Alguns km pela US-93 e as primeira placas para o Grand Canyon aparecem.Seguimos até a estrada estadual AZ-64 até Grand Canyon Village, já dentro do parque.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Grand Canyon National Park – 2 Dias Para Vencer o Gigante</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Enfim, chegamos ao topo! Estávamos exaustos. Em dois dias, descemos ao fundo do canyon mais famoso do mundo e subimos de volta todos os 1600 m de altura. Trouxemos na bagagem belas fotos e novas amizades.</em></p>
<p style="text-align: justify;">446 km de comprimento, até 29 quilômetros de largura e 1.600 metros de profundidade. O Grand Canyon impressiona por sua grandiosidade e também por suas combinações únicas de cores e formas. Como em todos os parques que visitamos nos Estados Unidos, este também possui estrutura bastante organizada de visitação, com diversas trilhas sinalizadas e centros de informação para os visitantes (Visitor Center). Foi em um deles que aprendemos sobre as trilhas, o que ofereciam e a dificuldade que traziam. Nossos olhos brilharam quando descobrimos que algumas delas levavam à parte inferior do gigante, às margens do Rio Colorado. E que ainda era possível passar a noite lá embaixo! Não tínhamos dúvida, encontramos nosso programa para aos próximos dias.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5227.jpg"><img alt="IMG_5227" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5227-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Gigante</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>A preparação</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1) Permissões.</strong> Há duas opções para quem quer passar a noite no fundo do canyon. Lá embaixo está localizado o Phantom Ranch Lodge, uma pousada que oferece quartos relativamente simples, refeições pré-agendadas e até mesmo um bar. O preço é um tanto quanto salgado, mas acaba sendo a única opção para quem quer um banho e uma cama quentinha depois de uma longa caminhada. Preferimos a segunda opção: o Bright Angel Campground, onde há espaços reservados para acampar à beira do rio. Mais em conta, mais <em>rootz</em>, mas incrementa ainda mais a experiência, na nossa opinião.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro passo então foi conseguir uma permissão obrigatória para acampar no parque. No caso do fundo canyon essa permissão custa US$10 por espaço, mais US$5 por pessoa e pode ser conseguida no <em>Backcountry Information Center</em>. As vagas no fundo canyon são limitadas e por isso aconselha-se conseguir as permissões com antecedência.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2) Equipamentos.</strong> A Tana pode ser grande, mas não comporta tudo que gostaríamos de ter trazido para cinco pessoas. A verdade é que não tínhamos um equipamento adequado para acampar fora das nossas barracas automotivas. Precisávamos de barracas para acampar, isolantes térmicos para o chão, além de mochilas maiores e mais confortáveis para carregar o peso das comidas para os próximos dias, além das próprias barracas que precisaríamos levar. Alguns de nós queriam até bastões de caminhada para dar aquela força na trilha. Felizmente, dentro do próprio parque nacional, há serviço de aluguel de equipamentos de camping com tudo que se possa imaginar. Todo o equipamento que alugamos nos custou cerca de US$100.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3) Compras.</strong> Frutas, sementes, sanduíches e água. Este último é um dos itens mais importantes na mochila, uma vez que em boa parte da trilha os pontos de abastecimento de água já não funcionavam por conta do inverno. O calor no canyon é forte e desitração é um assunto que se leva a sério no parque. Os rangers vão recomendar inúmeras vezes a quantidade de água que é preciso para cada trajeto, assim como onde as garrafas podem ser enchidas.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_5198.jpg"><img alt="IMG_5198" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_5198-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Infinidade de montanhas</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>A programação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de muita conversa com os <em>rangers</em> do parque, o roteiro estava programado. A longa caminhada exigia que chegássemos de manhã cedo no <em>Backcountry Information Center</em>, de onde partem ônibus expressos para diversas trilhas do parque. A ideia era completar a descida antes do anoitecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Há duas trilhas que levam ao fundo do canyon pela parte sul do parque (<em>South Rim</em>): a South Kaibab Trail e a Bright Angel Trail. Não é nada recomendado fazer qualquer uma dessas trilhas em dia, muito menos as duas no mesmo dia, uma vez que o trajeto de ida e volta somaria cerca de 27 km de descida e subida. O ideal, portanto, é dormir lá embaixo mesmo e seguir no dia seguinte com as baterias renovadas.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5228.jpg"><img alt="IMG_5228" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5228-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">South Kaibab Trail</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Escolhemos descer pela South Kaibab Trail devido a sua inclinação acentuada. Era melhor fazermos esta trilha descendo que subindo. Chegaríamos no fim da tarde ao acampamento, junto ao Rio Colorado, onde prepararíamos nossas barracas para passar a noite. A volta seria pela Bright Angel Trail, igualmente cansativa, porém menos inclinada.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5433.jpg"><img alt="IMG_5433" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5433-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bright Angel Trail</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>As trilhas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1) South Kaibab Trail – </strong>Dizem ser a trilha com as melhores vistas panorâmicas do parque e pelo que vimos, não duvidamos nada. Do Skeleton Point, há uma bela visão 360º do canyon. São 11.3 km de caminhada do topo do canyon ao <em>Bright Angel Campground,</em> em uma descida de quase 1600 metros, sendo o caminho mais rápido para chegar ao Rio Colorado. Porém, há pouca sombra e nenhuma fonte de água até o final da trilha. Durante os meses de inverno, a constante exposição ao sol mantém a maior parte da trilha relativamente livre de gelo e neve. Durante o verão, não se recomenda subir a trilha devido à falta de água e o calor intenso que faz no caminho.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5269.jpg"><img alt="IMG_5269" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5269-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Não poderia faltar&#8230;</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2) Bright Angel Trail –</strong> Esta é considerada uma das melhores e mais seguras trilhas do parque. São pouco mais de 15 km de belas paisagens e uma boa caminhada. Muito bem conservada, a trilha oferece estações de água potável ao longo do caminho, além de telefones de emergência e diversos pontos de descansos, onde inclusive se pode acampar. Além disso, há <em>rangers</em> localizados no ponto médio da trilha (Indian Garden) e também no fundo do canyon, próximo ao Bright Angel Campground. Seu nome vem do brilho que emana das gigantescas formações rochosas quando o sol ilumina a região.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5427.jpg"><img alt="IMG_5427" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5427-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Belas paisagens por todo caminho</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dia 1 – A descida, as francesas e o descanso merecido</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Equipamento alugado, água e comida compradas, mochilas preparadas. Cada um tinha cerca de 15 kg nas costas quando partimos para o <em>Backcountry Information Center</em>, de onde tomaríamos um ônibus expresso até a entrada da <em>South Kaibab Trail</em>. Os ônibus que circulam pelo parque são bastante úteis, tornando prática a locomoção para as diversas trilhas e pontos de observação do canyon.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_5176.jpg"><img alt="IMG_5176" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_5176-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ônibus expresso para a trilha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Na entrada da trilha, uma parada para usar o banheiro e encher nossas garrafas de água, uma vez que só encontraríamos o próximo ponto de água potável 11 km a frente, no destino final. Respiramos fundo e começamos a caminhada que prometia ser longa.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_5181.jpg"><img alt="IMG_5181" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_5181-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ainda inteiros, antes da descida</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O <em>Skeleton Point</em> (2.4 km à frente) é a primeira parada oficial, com uma vista imperdível da paisagem para todos os lados. Até ali a caminhada estava tranquila, mas alguns quilômetros mais de sol na cabeça e descida inclinada, e as mochilas já começaram a pesar. Trouxemos comida o suficiente para pelo menos 4 refeições nos próximos dois dias, além de das barracas e das garrafas d’água, ainda cheias na descida. Paramos para almoçar logo após atingirmos o Tipoff, uma parada de descanso, com banheiros, depois de 4 km de trilha. Encontramos uma sombra entre as pedras e preparamos nosso lanchinho: sanduíches de atum e de frango com salada. A fome era tanta que os sanduíches estavam mais gostosos que nunca. Ao mesmo tempo em que comíamos, lutávamos para assustar os esquilos que tentavam abocanhar um pedaço da nossa comida.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_5204.jpg"><img alt="IMG_5204" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_5204-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Parada para foto</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5298.jpg"><img alt="IMG_5298" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5298-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista do Skeleton Point</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5258.jpg"><img alt="IMG_5258" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5258-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ficaríamos horas apreciando o visual</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">De barriga cheia, seguimos a descida. Não é a toa que o Grand Canyon é uma das sete maravilhas do mundo. A paisagem que acompanha a caminhada é realmente impressionante. Paramos diversas vezes para tirar uma foto diferente de um ângulo diferente no caminho. Foram mais 7 km depois do <em>Tipoff</em> até atingirmos a margem do Rio Colorado. Atravessamos a ponte suspensa sobre o rio, e finalmente atingimos o <em>Bright Angel Campground.</em></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5383.jpg"><img alt="IMG_5383" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5383-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Enfim, o Rio Colorado</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5309.jpg"><img alt="IMG_5309" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5309-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ponte de acesso ao campamento</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O camping tem espaços organizados com uma mesa grande e caixas fechadas para armazenar comida. É importante guardar alimentos e também os restos nas caixas, uma vez que os animais e seu olfato apurado estão sempre pelas redondezas. Os banheiros são relativamente limpos, mas não há chuveiros no acampamento. Encontramos um espaço à beira do rio, armamos nossa barraca para passar a noite e preparamos um lanchinho.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5336.jpg"><img alt="IMG_5336" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5336-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Casinha preparada</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5366.jpg"><img alt="IMG_5366" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5366-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Devoramos os lanches depois da descida</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O relógio marcava algo por volta das 17 horas quando chegamos ao nosso destino. Depois de arrumadas a barracas, começamos a busca por algo para passar o tempo. Estávamos cansados, mas ainda estava muito cedo para dormirmos. Foi quando um ranger passou pela nossa barraca para checar a permissão para acampar. Simpático, logo começou a puxar conversa. De repente,  a pergunta: “Vocês tem comida?”. A princípio não entendemos o porquê da pergunta, mas o fato é que tínhamos comida, e bastante! Depois de jantarmos, percebemos que trouxemos bem mais que precisaríamos. Ele continuou: “Porque tem um grupo de francesas ali atrás que não tem comida! Fica a dica!” Não pudemos deixar de dar risada.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5422.jpg"><img alt="IMG_5422" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5422-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As melhores companhias para a trilha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Foi assim que conhecemos as francesas: ChaCha, Suzie, Johanna e Camille. Jogavam algum tipo de jogo a luz de velas quando passamos pela sua barraca para puxar um papo. “Bonsoir”, gritamos para quebrar o gelo. Pelo visto, também buscavam alguma maneira de passar o tempo lá embaixo, e o que melhor que bater papo para resolver o problema? Conversa vai, conversa vem e o papo se estendeu com taças de vinho em um bar localizado junto ao lodge a alguns metros do acampamento. As francesas vieram passar alguns meses nos Estados Unidos, e tocavam um projeto relacionado à arquitetura, sua formação. Em paralelo, aproveitavam para conhecer um pouco mais da terra do tio Sam. Pouco tempo de conversa e já conversávamos como se fôssemos íntimos. Éramos grandes amigos que apenas tinham acabado de se conhecer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dia 2 – A subida, as risadas e o topo conquistado</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A subida começou cedo, por volta das 9 horas, depois de um café-da-manhã bastante reforçado. Convidamos as francesas para o café, porém, elas pensavam em sair mais cedo, uma vez que seguiriam viagem no mesmo dia, assim que chegassem ao topo. Ficou combinado que as encontraríamos no caminho.</p>
<p style="text-align: justify;">Mochilas mais leves ajudaram na subida. Boa parte da nossa comida estava já no estômago e não era necessário carregar muita água, já que há diversos pontos de abastecimento pela <em>Bright Angel Trail</em>. O visual era tão bonito quanto ou talvez até mais que na descida do dia anterior. Diferente da South Kaibab Trail, um verde das plantas e o som de fontes naturais de água acompanhavam as enormes falésias. Há muito mais sobra e ar fresco no caminho, que ainda é menos inclinado que o anterior.</p>
<div id="attachment_3063" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5394.jpg"><img class=" wp-image-3063" alt="IMG_5394" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5394-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">O começo da volta</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Depois de cerca de 8 km de trilha, chegamos a um óasis em meio às pedras, com muitas árvores e água abundante. Era por volta das 13 horas quando paramos no Indian Garden. A perna cansada do dia anterior pedia sossego de vez em quando mas pudemos seguir tranquilos o caminho todo, parando quando necessário. Deixamos para almoçar na próxima parada (Three-Mile Resthouse), 3 km adiante. Afinal, nosso café foi bem servido, e ainda não havíamos encontrado as francesas ainda. “Será que elas subiram correndo?” Estávamos andando relativamente rápido, já ficando cansados e mesmo assim ainda não as tínhamos alcançado.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5424.jpg"><img alt="IMG_5424" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5424-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O encontro no 3-mile resthouse</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Foi quando nos aproximávamos do ponto onde iríamos almoçar que ouvimos as conversas em francês. Finalmente as encontramos. Achávamos que isso não ia mais acontecer, afinal o ritmo delas estava deixando o nosso no chinelo. A partir daí, o cansaço de toda caminhada era compensado pela conversa e pelas risadas que compartilhamos até o topo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ah, o topo!! Um sorriso sincero surgiu de cada um que chegava ao fim da trilha. Depois de 2 dias de caminhada, quase 30 km de trilha, voltamos à parte superior do Grand Canyon. Um jantar era tudo que precisávamos para celebrar a conquista do topo e as novas amizades que fizemos no caminho. Não sabíamos, mas papo vai, papo vem, e a expedição ganharia companhia para os próximos dias.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5219pnm.jpg"><img class=" " alt="IMG_5219pnm" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5219pnm-1024x405.jpg" width="423" height="167" /></a>
<p class="wp-caption-text">Isso que é vista!</p>
</div>
<p>Para conferir mais fotos do Grand Canyon, clique <a href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632393749003/" target="_blank">aqui</a>!</p>
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		<title>Las Vegas &#8211; A cidade de plástico</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jan 2013 04:07:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<category><![CDATA[Cassino]]></category>
		<category><![CDATA[Cirque Du Soleil]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Ficha 4×1</strong></h3>
<h4><strong>Data: 03</strong>/11/2012 à 05/11/2012</h4>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> Zion National Park, UT – EUA</p>
<p><strong>Distância total:</strong> 270 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> no hotel/cassino Paris, conseguindo um quarto a preço promocional através do site <em>priceline.com</em></p>
<p><strong>Pneu Cheio: </strong>o espetáculo <em>Love</em>, do Cirque du Soleil, que une majestosamente a música dos Beatles à arte do Circo.</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> <em>Fabulous</em> Las Vegas, NV– EUA</p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> 3 horas aprox.</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> comida de todos os cantos do mundo nos buffets <em>all-you-can-eat</em>, presentes na região dos cassinos.</p>
<p><strong>Pneu murcho: </strong>a superficialidade das relações humanas na cidade. Quase tudo é movido pelo interesse, principalmente no dinheiro.</p>
<p><strong>Trajeto: </strong>Tomamos a I-15 S.</p>
</div><div class="clear"></div><p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Saímos do Zion National Park, em Utah, no dia 03 de novembro, rumo a Las Vegas. Era um sábado ensolarado e quente, dia em que nos dirigíamos à tão conhecida <i>Fabulous Las Vegas</i>, no estado de Nevada, para passar apenas o final de semana e de lá irmos ao Grand Canyon. Após algumas horas de viagem, já na parte da tarde, começamos a avistar, em meio à poeira do deserto, as silhuetas dos grandes hotéis e cassinos da cidade, que surgiam como lanças do chão em contraste ao vazio do deserto.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegamos. Já tínhamos reservado um hotel a um bom preço na principal avenida dos hotéis/cassinos de Vegas, era o<i> Paris Las Vegas</i>. Tínhamos feito a reserva dois dias antes através do site priceline.com, muito bom para encontrar quartos de hotéis a preços promocionais! Logo que chegamos na região já vimos a grande réplica da Torre Eiffel que o hotel possui em frente a sua entrada, o que já nos mostrava a suntuosidade (ou tentativa de) que veríamos.</p>
<div id="attachment_3218" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/lasvegas/img_5099/" rel="attachment wp-att-3218"><img class=" wp-image-3218 " alt="A réplica da torre Eiffel" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5099-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">A réplica da torre Eiffel</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Entramos para fazer o check-in no hotel e suas altas paredes trabalhadas e ricas em detalhes chamavam a atenção, junto aos grandes e dourados lustres pendurados no teto. Mas algo não estava coerente, não fazia sentido, e uma sensação estranha surgia sem sabermos o que significava. Era o início de uma percepção que foi ficando clara para nós a cada momento que passávamos em Las Vegas e sobre a qual vamos falar mais ao longo deste post.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale fazer uma observação: os grandes e famosos hotéis de Las Vegas, como o Bellagio, o Mirage e o próprio Paris, entre outros, possuem os cassinos dentro do próprio prédio do hotel; portanto, os hotéis e cassinos são praticamente uma coisa só. Depois que fizemos o check-in, no caminho para o elevador &#8211; que nos levaria ao quarto &#8211; passamos pelo cassino do hotel e observamos sua arquitetura e as pessoas que o frequentavam. O tema do hotel e do cassino é Paris, obviamente, como já diz o nome. As máquinas de jogos são circundadas por lojas e restaurantes que replicam a arquitetura parisiense, tudo isso debaixo de um teto pintado como um céu de um bonito dia ensolarado, realmente tentando replicar algo como um bairro de Paris. Não é difícil perceber a semelhança do lugar com um parque temático infantil e concluir que tudo isso não passa de um perverso parque temático para adultos.</p>
<div id="attachment_3221" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/lasvegas/img_5123/" rel="attachment wp-att-3221"><img class="size-large wp-image-3221" alt="Ambiente do Cassino do hotel Paris" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5123-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ambiente do Cassino do hotel Paris</p>
</div>
<div id="attachment_3226" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/lasvegas/img_5146/" rel="attachment wp-att-3226"><img class="size-large wp-image-3226" alt="Nós no hotel Paris" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5146-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nós no hotel Paris</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Como dissemos, chegamos numa ensolarada tarde de sábado e nos surpreendemos ao encontrar muitas pessoas paralisadas em frente aos trocentos caça-níqueis que o cassino possui, apostando, aparentemente de forma descontrolada, seu dinheiro. Detalhe, os cassinos são completamente fechados, não há janelas, e é permitido fumar dentro dos mesmos! Então já se pode imaginar o ambiente. Desconfiamos que os clientes de fato percam a noção do tempo, aposta atrás de aposta, afinal a réplica de céu pintada no teto pode, de fato, enganar as mentes mais hipnotizadas.</p>
<div id="attachment_3227" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/lasvegas/img_5148/" rel="attachment wp-att-3227"><img class="size-large wp-image-3227" alt="Slot machines" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5148-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Slot machines e os hipnotizados apostadores</p>
</div>
<div id="attachment_3219" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/lasvegas/img_5108/" rel="attachment wp-att-3219"><img class="size-large wp-image-3219" alt="Nosso quarto" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5108-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nosso quarto</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Bom, subimos para nosso quarto, deixamos nossas tralhas, trocamos de roupa e saímos para jantar e dar uma volta na região. Já era noite de sábado e as ruas estavam cheias, também pela agradável temperatura em torno dos 20 graus que estava naquela noite. Las Vegas, mais uma vez, se mostrou uma cidade curiosa: prostituição é um ato proibido na cidade, mas a cada esquina sempre estão presentes várias pessoas oferecendo cartões com telefones de prostitutas. E não para por aí. Como se não bastasse, também se veem percorrendo as avenidas CAMINHÕES com outdoors gigantes anunciando acompanhantes. Outra curiosidade é que na região dos hotéis e cassinos, é possível consumir bebida alcoólica no meio da rua,  ação completamente proibida no restante dos Estados Unidos.</p>
<div id="attachment_3234" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/lasvegas/img_5030/" rel="attachment wp-att-3234"><img class="size-large wp-image-3234" alt="Flyers de prostitutas" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5030-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Anúncios de prostitutas</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/lasvegas/img_5053/" rel="attachment wp-att-3236"><img class="aligncenter size-large wp-image-3236" alt="IMG_5053" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5053-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na avenida Strip, onde também estava o nosso Hotel Paris, encontram-se os principais hotéis de Las Vegas. Caminhando pela avenida você pode entrar nesses hotéis para acessar os cassinos, restaurantes e até shopping centers que existem lá dentro. Alguns prédios são, inclusive, conectados uns aos outros, o que transforma a região quase que num mega complexo de “entretenimento”. Entre aspas pois, como fomos percebendo, Las Vegas se trata de uma cidade de plástico, construída para tirar até o último centavo dos turistas que se dispõem a visitá-la. O tão anunciado “entretenimento” de Las Vegas resume-se a jogos de aposta, bebidas, festas, prostituição e prédios e restaurantes que imitam outros lugares do mundo como Grécia, Roma, Paris (nosso hotel), entre outros. Mas claro, também existem algumas coisas boas na região, das quais vamos falar logo mais. Depois da volta pelos cassinos, paramos para jantar e comemorar o aniversário do Gabriel, pois enquanto jantávamos entramos no dia 4 de novembro e já aproveitamos para comemorar! Saindo do restaurante, demos mais uma volta pela região e observamos o comportamento das pessoas. É estranho, mas de alguma forma pode-se perceber que o dinheiro fala muito alto nesse lugar. Nas baladas, mulheres se esfregam nos homens em troca de uma bebida. Homens e mulheres esbanjam fortunas através de vestimentas, compras e atitudes. Espera-se que você vá lá e gaste, não importa com o quê. Algo não parecia estar certo. Voltamos para o hotel para dormir, já um pouco cansados desse clima.</p>
<div id="attachment_3230" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/lasvegas/aniv_gabriel/" rel="attachment wp-att-3230"><img class="size-large wp-image-3230" alt="Comemorando o aniversário do Gabriel!" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/aniv_gabriel-1024x764.jpg" width="423" height="315" /></a>
<p class="wp-caption-text">Comemorando o aniversário do Gabriel!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas, como dissemos anteriormente, existem pontos positivos na cidade, apenas deve-se saber tirar proveito deles sem cair nas armadilhas que estão postas à espera dos turistas. Os restaurantes <i>all-you-can-eat</i> (tudo o que você pode comer, numa tradução literal), presentes nos hotéis, oferecem uma variedade incrível de comida a um preço bastante justo; afinal, a lógica é fazer o cliente gastar seu dinheiro nos cassinos, não na comida. Com isso, pode-se encontrar no buffet desde comidas típicas latinas, até pratos da culinária árabe e oriental. Descobrimos que existia um passe de 24h de consumo em uma série de restaurantes desse gênero, por um preço único de 50 dólares. Com isso almoçamos, jantamos, comemos o café-da-manhã do dia seguinte e almoçamos novamente com um vale só, uma bela economia! Inclusive, aguardando uma mesa em um desses restaurantes, encontramos o Clébão e sua namorada, Paula, ambos amigo do André, que coincidência! E não para por aí: descobrimos que eles também iam, naquela noite, ao mesmo espetáculo do Cirque du Soleil que iríamos! Com isso marcamos de nos encontrar na hora do espetáculo e depois sairmos para beber algo e conversar.</p>
<div id="attachment_3232" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/lasvegas/img_5012/" rel="attachment wp-att-3232"><img class="size-large wp-image-3232" alt="Paula, Clébão e André" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5012-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Paula, Clébão e André</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Com certeza um dos pontos altos de Las Vegas foi o espetáculo do Cirque du Soleil, que vimos na noite do sábado. O circo possui vários espetáculos na cidade, que são apresentados em sua maioria dentro de casas de shows localizadas nos hotéis. Foi difícil escolher um só (todos parecem muito bons, mas os preços são um pouco salgados &#8211; em média variam de 70 à 120 dólares por espetáculo) e depois de muito pensar resolvemos ir ao <i>Love</i>, espetáculo que foi criado totalmente em torno de músicas dos Beatles. O teatro onde o show é apresentado é circular e relativamente pequeno, o que proporciona a todos os espectadores, independentemente do assento, uma sensação de realmente estar participando da peça. As coreografias, acrobacias e imagens mostradas se encaixam perfeitamente à incrível seleção de músicas do Beatles feita para o show. A execução beira a perfeição. Tudo isso, somado ao peso que a música de uma das mais importantes e influentes bandas de rock da humanidade, faz com que a experiência seja única! O espectador passa em torno de 2 horas imerso em outro universo, viajando com o que lhe é mostrado e com as letras das músicas. Uma experiência inesquecível!</p>
<div id="attachment_3231" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/lasvegas/img_5004-2/" rel="attachment wp-att-3231"><img class="size-large wp-image-3231" alt="Nós em frente à entrada do espetáculo do Cirque du Soleil" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5004-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nós em frente à entrada do espetáculo do Cirque du Soleil</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, segunda-feira 05 de novembro, já íamos embora para o Grand Canyon numa viagem de 6 horas, então almoçamos (ainda aproveitando nosso passe de 24h em restaurantes :D), abastecemos e partimos rumo ao nosso próximo destino, deixando para trás Las Vegas, a cidade-perdição. Entretanto, mal sabíamos que alguns dias depois estaríamos de volta a este pitoresco lugar. Bom, isso já é história pra outro post, aguardem!</p>
<div id="attachment_3228" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/lasvegas/img_5160/" rel="attachment wp-att-3228"><img class=" wp-image-3228 " alt="Tanajura em frente ao hotel Paris" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5160-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura em frente ao hotel Paris</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Quer ver mais fotos de Las Vegas? Acesse nosso Flickr <a title="Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632389087118/" target="_blank">aqui</a>!</p>
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		<title>Parque Nacional de Zion –  Aventura e Beleza Natural</title>
		<link>https://4x1.com.br/zion/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Dec 2012 13:10:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[canyon]]></category>
		<category><![CDATA[emerald pool]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[expedição 4x1]]></category>
		<category><![CDATA[Mórmon]]></category>
		<category><![CDATA[parque nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Zion]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 1/11/2012 à 3/11/2012 Chegamos ao parque por volta das 15:30, e logo na entrada já nos impressionamos com 1 arco e 1 túnel &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/zion/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4×1</strong></h3>
<h4><strong>Data: </strong>1/11/2012 à 3/11/2012</h4>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> Panguitch, UT – EUA</p>
<p><strong>Distância total:</strong> 130 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Camping South, dentro do próprio parque. Existem outros campings dentro do parque, como o Watchman, mais indicado para RV&#8217;s e que ficava ao lado do nosso.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> A interação com várias pessoas ao longo da trilha.</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> Parque Nacional Zion, UT– EUA.</p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> 2 horas aprox.</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> &#8216;<em>Stew&#8217; </em>feito por um alemão. Preparado com linguiça toscana, pimenta da malásia e massa de tomate comprada na Itália, foi um dos melhores ensopados que já experimentamos.</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> Não havia chuveiro no acampamento.</p>
<p><strong>Trajeto:</strong> US-89 S e UT-9 W.</p>
</div><div class="clear"></div><p style="text-align: justify;">Chegamos ao parque por volta das 15:30, e logo na entrada já nos impressionamos com 1 arco e 1 túnel formado por pedras! As enormes montanhas avermelhadas dos dois lados da estrada, na qual árvores verdes e amareladas dividem a paisagem, também chamam muito a atenção. Era tão impressionante que logo paramos para fazer um vídeo!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_45201.jpg"><img alt="IMG_4520" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_45201-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista ainda da entrada do parque</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_45421.jpg"><img alt="IMG_4542" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_45421-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Pausa logo na entrada para fotos e vídeos</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Seguimos ao <em>visitor center</em>, onde pegamos umas dicas com os sempre bem informados guias do parque. Então, iniciamos nossa visita com um vídeo bastante esclarecedor da história do parque, que continha uma série de informações. Dentre as quais, havia o fato do <i>Zion</i> conter uma das maiores montanhas do mundo. Descobrimos também que, assim como o <i>Bryce Canyon</i>, o Zion também integra o <em>Colorado Plateau</em>. Aprendemos que a paisagem vem sendo modificada há mais de 5 milhões de anos, tendo a água como principal agente transformador. Sob o efeito da erosão da água, de vulcões e de temperaturas acima de 43<sup>o</sup>C, os canyons do Zion foram ganhando sua forma atual. Ao longo desses milhares de anos, os rios foram secando e elevando as montanhas do parque em até 300m. Atualmente, o Zion conta com o <i>Virgin River</i> (rio virgem), que contribui para a sobrevivência humana no parque. Além disso, atualmente também há fauna e flora diversificadas, incluindo 75 tipos de mamíferos e 32 tipos de répteis.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4763.jpg"><img alt="IMG_4763" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4763-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Montanhas do Zion</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4795.jpg"><img alt="IMG_4795" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4795-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Verde da mata, o vermelho das rochas e o Azul do céu do Zion</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ao longo do tempo, diversos grupos ocuparam o parque, como os <i>freemont</i> – um dos primeiros povos- e os <i>publeons</i>- grupo do qual se encontra vestígios até hoje.  Os <i>southern paioute</i> vieram mais tarde, e ainda hoje é possível encontrar povos dessa civilização, apesar da grande maioria ter migrado em função da seca e escassez de recursos. Porém, a explorção do parque pelo homem branco foi feita em 1858, por um mórmon chamado Nephi Johnson, e contou com a ajuda de um índio <i>Southern Paiute</i>. Com a perseguição religiosa que se dava no período, vários mórmons começaram a migrar para o estado de Utah, que se estabelecia cada vez mas como um reduto de mórmons. Um deles foi <i>Isaac Behunin</i>, o qual nomeou o parque de Zion (Sião, muitas vezes usado na bíblia para se referir à própria terra santa). Além disso, muitas outras montanhas receberam nomes bíblicos. Com o  reconhecimento do estado, o parque recebeu dois títulos em 10 anos – Monumento Nacional em 1909 e Parque Nacional em 1919. Com o início do turismo e a contrução de uma estrada principal de acesso, em 1925, foi construído um <em>lodge</em>. Para isso, foi necessário implodir montanhas e construir túneis que passavam por dentro das pedras, que só foram concluídos em 1930. Com o passar do tempo, o Zion virou um importante pólo turístico para aventureiros em busca de adrelina e contato com a natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois desse vídeo rico em informações, fomos para a trilha conhecida como <em>Emerald Pools</em>. Após uma caminhada curta, de pouco menos de 30 minutos, encontramos um conjunto de três piscinas, que funcionam como um oásis em meio àquele ambiente seco. A paisagem era estonteante. Com uma queda d’água que escorre pelas paredes de pedras, os lagos são formados, enquanto as árvores colorem a vista com seus diferentes tons de laranja, vermelho, amarelo e verde. Ficamos sentados por uns 20 minutos, desfrutando da paisagem de cores vibrantes, do canto dos pássaros e do cheiro de terra das rochas até que a “dona preta” desse sinais de sua chegada.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_46401.jpg"><img alt="IMG_4640" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_46401-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Subida da <em>Emerald Pools</em></p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_46181.jpg"><img alt="IMG_4618" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_46181-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vegetação de cores variadas</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4676.jpg"><img alt="IMG_4676" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4676-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nandes e Bruno admirando a queda d&#8217;água</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4703.jpg"><img alt="IMG_4703" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4703-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Poço no fim da trilha</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_46711.jpg"><img alt="IMG_4671" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_46711-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Água, terra e ceú</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4685.jpg"><img alt="IMG_4685" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4685-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">André analisando o mapa da trilha</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4812.jpg"><img alt="IMG_4812" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4812-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista ao longo da trilha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Apesar de não possuir pinturas rupestres e as formações rochosas serem mais erosadas e pontiagudas, vimos certa semelhança do Zion com a Serra da Capivara.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4864.jpg"><img alt="IMG_4864" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4864-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Fendas abertas nas rochas</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Encerramos a trilha por volta das 18:40 e fomos em busca de internet, já que no camping não havia. Como muitas vezes nos Estados Unidos, encontramos no restaurante em que jantamos. De volta pro camping, tivemos uma agradável noite de sono com barulho da água correndo pelo <i>Virgin River</i>.</p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã do dia 02/11, acordamos bem dispostos, montamos um saboroso café da manhã e gravamos 2 vídeos (montagem da barraca e café da manhã). Seguimos no sentido da trilha mais recomendada, chamada de <em>Observation Point</em>, de nível avançado, com duração aproximada de 6 horas. Enquanto nos preparávamos para a subida, ainda ao redor do carro, conhecemos Primochz, um esloveno que estava sozinho, mas que em dois minutos de conversa ganhou 5 acompanhantes. Fomos os 6 juntos, conversando sobre trilhas, parques nacionais ao redor, e estradas de acesso, já que iríamos visitar lugares que ele havia passado e vice-versa.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de 2 horas num ritmo acelerado de subida, atingimos o topo &#8211; <em>Observation Point</em>, daí o nome da trilha – por volta das 14:30h, onde ficamos por 1 hora, relaxando e curtindo a paisagem, além de matar a fome com os lanches que tínhamos levado. Lá em cima, conhecemos um casal de colombianos, além do Yurgen, um alemão bastante viajado que nos fez companhia na descida também.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4926.jpg"><img alt="IMG_4926" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4926-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O esloveno Primochz junto com a expedição</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4960.jpg"><img alt="IMG_4960" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4960-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista de cima do <em>observation point</em></p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4896.jpg"><img alt="IMG_4896" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4896-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista do rio e estrada do parque, que caminham lado a lado</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4923.jpg"><img alt="IMG_4923" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4923-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Yurgen, Primochz e a expedição com a bandeira do Brasil</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Em meio à descida e às belas paisagens, conversamos bastante sobre prós e contras dos EUA, e também sobre a eleição presidencial do país, já que era véspera da mesma.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4973.jpg"><img alt="IMG_4973" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4973-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminho de volta</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4819.jpg"><img alt="IMG_4819" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4819-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista de baixo das gigantescas paredes</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4850.jpg"><img alt="IMG_4850" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4850-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um feixe de luz em meio as rochas</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4978.jpg"><img alt="IMG_4978" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4978-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Pausa para descanso e foto</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No caminho, encontramos ainda com 4 mulheres do estado do Utah, que ouvindo nossa conversa, manifestaram rapidamente que apoiavam Obama, pra nossa surpresa. Uma delas, ao explicar as razões da preferência, nos disse ter trabalhado no governo de Massachussets, onde Romney era gorvernador e deixou uma impressão bastante ruim. Depois da pausa para discussão dos rumos politicos dos EUA, continuamos a descida, até chegar de volta à Tanajura. Ao nos despedirmos, recebemos um convite de Yurgen para passar o fim de tarde na sua área de camping, junto de seu RV (<em>recreational vehicle</em>, uma espécie de <em>trailer</em>, muito comum nos EUA e Canadá). Aceitamos o convite, e fomos junto com Primochz, até seu hotel, que ficava ao lado de um mercado, onde compramos pães e frios para colaborarar no “pique-nique”. Embalados pelas chamas da fogueira, por um delicioso ensopado preparado por Yurgen e pelos 6 litros de vinho tinto e ficamos até as 23:00 reunidos ali. Assim como o espírito aventureiro, o gosto pelo desconhecido era algo em comum entre todos ao redor daquela fogueira e o assunto ficou em torno das experiências de viagem de cada um.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4988.jpg"><img alt="IMG_4988" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4988-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Stew, vinho, fogugueira e histórias</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4992.jpg"><img alt="IMG_4992" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4992-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Aquecendo com a fogueira e vinho tinto</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, acordamos cedo, pois teríamos algumas horas de estrada até Las Vegas, nosso próximo destino. Deixamos para trás toda aquela beleza natural, e levamos conosco a certeza de que, com todas as modificações que essa grande maravilha natural sofre ao longo do tempo, o Zion National Park é uma verdadeira obra de arte ainda em progresso.</p>
<p style="text-align: justify;">Para conferir mais fotos dessa Aventura, visite nosso <a href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632243127995/" target="_blank">flickr</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Parque Nacional Bryce Canyon –  Inspirador</title>
		<link>https://4x1.com.br/bryce-canyon/</link>
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		<pubDate>Sat, 15 Dec 2012 18:31:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[bryce]]></category>
		<category><![CDATA[canyon]]></category>
		<category><![CDATA[navajo]]></category>
		<category><![CDATA[paiutes]]></category>
		<category><![CDATA[panguitch]]></category>
		<category><![CDATA[parque]]></category>
		<category><![CDATA[scenic drive]]></category>
		<category><![CDATA[trail]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 30/10/2012 à 31/10/2012 Depois da calorosa recepção que tivemos na metropolitana Salt Lake city, era hora de partir para a “vida selvagem” &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/bryce-canyon/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Ficha 4×1</strong></h3>
<h4><strong>Data: </strong>30/10/2012 à 31/10/2012</h4>
<div class="one_half content_left"><p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Salt Lake City, UT – EUA</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância total:</strong> 430 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> Dormimos em Panguitch, cidade a 40km da entrada do parquet num hotel simples avenida principal da cidade, que na verdade é a rodovia. Ou seja, num hotel simples de beira de estrada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio:</strong> A trilha combinada de 3 milhas que mescla a Queens Garden + Navajo Loop Trail. Um percurso considerado moderado, com belíssimas vistas a todo momento, o que exigiu paradas constantes para fotografia.</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p style="text-align: justify;"><strong>Destino final:</strong> Parque Nacional do Bryce, UT– EUA</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem:</strong> 4,5 horas aprox.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de bom:</strong> Como ficamos apenas um dia, o mais diferente que comemos foi o sanduíche de atum e frango que levamos para trilha ao invés do tradiocinal pão de forma com queijo e presunto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho:</strong> A expulsão logo cedo do hotel, em Panguitch. Chegamos tarde no dia 30, cansados, e era a última noite de funcionamento do hotel antes de ser fechado para inverno. Nos pediram para deixar o quarto às 9:00 da manhã. Em 5 pessoas, e com 1 banheiro, foi tudo bem corrido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong>Tomamos as I-15 S.</p>
</div><div class="clear"></div><p style="text-align: justify;">Depois da calorosa recepção que tivemos na metropolitana Salt Lake city, era hora de partir para a “vida selvagem” novamente. Saímos no dia 30 de outubro de Salt Lake City por volta das 20:00 horas rumo ao Bryce Canyon, um parque nacional, ainda no estado de Utah. Era quase 1 hora manhã quando o termômetro marcava +3<sup>o</sup> C ao chegarmos no hotel que havíamos reservado em Panguitch, cidade que oferece alguma infra estrutura e fica a 40 km da entrada do parque. Divididos em 2 camas de casal e 1 um no chão, dormimos como uma pedra até sermos acordado as 8:30 da manhã pela proprietária do hotel, pois chegamos na última noite de funcionamento antes do hotel ser fechado para o inverno, logo no dia do Halloween.  Apesar do frio que fez durante a noite, o termômetro bateu -2<sup>o </sup>C, o ceú amanheceu claro, sem nuvens e sol tratou de nos fazer colocar os casacos de volta na Tanajura. Por sinal, era o parque dos Estados Unidos mais movimentado que havíamos visitado até aquele momento, em função do clima ainda agradável, já que ficava mais ao sul.</p>
<p style="text-align: justify;">O Parque nacional Bryce Canyon  é parte do Colorado <em>plateau</em> e é tradicionalmente conhecido pelas suas estruturas geológicas únicas, chamadas <em>hodoos</em>. Essas formações geológicas são resultado da erosão causada pelo vento, água e gelo, além da elevação do <em>plateau</em> (a altitude média do parque é  de 2.400m), o que fez com que a maioria dos lagos existentes desaparecessem. Dentre os povos mais antigos que habitaram a região, os que mais deixaram vestígios foram os Paiutes, nativo Americanos que exploravam a região em busca de alimento, não só caçando, mas também através de cultivo de verduras. Foram os Paiutes que criaram a lenda de que os <em>hodoos</em> eram pessoas lendárias que haviam sido transformadas em rochas. Mas foi a partir de 1.850 que começaram a chegar pesquisadores, mórmons em sua grande maioria, em busca de terreno nobre para agricultura e criação de animal. Um dos mórmons enviados era o escocês Ebenezer Bryce, que através de sua habilidade como carpinteiro seria importante para o desenvolvimento da região. E foi de fato o que ocorreu. Junto de sua família, estabeleceu-se à margem direita do anfiteatro, criando uma das fronteiras do parque. Ajudou a estabelecer comunidades, desenvolveu uma estrada para poder transportar lenha e madeira e um canal para irrigar sua plantação e dar de beber a seus animais. Com o tempo, outros colonos começaram a chamar aquela área de Canyon do Bryce, e daí se originou o nome do parque.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4474.jpg"><img title="IMG_4474" alt="" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4474-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Hodoos vistos do Inspiration View</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4258.jpg"><img title="IMG_4258" alt="" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4258-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista de baixo de um hodoo</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Chegar num parque nacional dos Estados Unidos é algo que sempre impressiona pela organização, limpeza e estrutura para receber os  visitantes. Depois de 10 minutos conversando com os <em>rangers</em> (guardas/guias do parque), tínhamos todas as infos que precisávamos para aproveitar o único dia que teríamos no parque.  Dentre os pontos que visitamos, o destaque  foi a trilha de 3 milhas (4,8 km) de duração, que tinha uma dificulade moderada e mesclava a Queens garden trail e a Navajo Loop trail. A passagem mais “pesada”, era uma íngrime e sinuosa ladeira, com curvas formando uma espécie de zig-zag enquanto caminhávamos. Em função da quantidade de paisagens incríveis, as paradas para fotografia eram constantes, o nos fez levar algo em torno de 3 horas para cumprir o percurso. Era preciso tomar cuidado com o terreno seco e as pedrinhas no chão, que funcionam como uma casca de banana, prontas para te levar para o chão. Nos chamou a atenção o fato de no meio daquele &#8220;deserto&#8221;, ainda existir condição para que brotassem árvores, colorindo mais ainda a paisagem, que na maior parte do tempo era composta pelo ceú azulado, pelo verde das árvores e o vermelho dos canyons.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4230.jpg"><img title="IMG_4230" alt="" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4230-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Árvore solitária no meio das rochas</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4501.jpg"><img title="IMG_4501" alt="" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4501-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Expedição 4&#215;1 no Inspiration View</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">De acordo com as informções espalhadas ao longo do parque, existe uma explicação para a coloração das formações rochosas. Originalmente, a cor crua dos canyons  é branca, mas com as partículas de ferro depositadas no solo e que oxidaram com o tempo foram surgindo diferentes cores e tons como laranjas, amarelos, marrons, sendo o vermelho o que mais se destaca. Além disso, as frequentes e intensas mudanças de temperature e incidência de luz também afetam a coloração ao longo do tempo. Além disso, o parque também conta com várias grutas, que são resultado de uma concentração de água e neve qe penetram na camada mais profunda e areiosa e que, ao sofrerem pressão para serem eliminadas das rochas, acabam levando areia junto.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4367.jpg"><img title="IMG_4367" alt="" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4367-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Rochas em equilíbrio instável</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4225.jpg"><img title="IMG_4225" alt="" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4225-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Canyons</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4494.jpg"><img title="IMG_4494" alt="" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4494-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Hodoos e árvores dividindo a paisagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Já mais para o meio da tarde, retornamos para a Tanajura, fizemos um lanche rápido e seguimos para a scenic drive, a estrada de 18 milhas que corta o parque e leva até os principais mirantes. Como a estrada é de mão dupla e o parque fica a nossa esquerda, fomos até o ultimo mirante e fizemos todas as paradas no caminho de volta. Passamos por vários deles: Paria View, Rainbow and Yovimpa, Bryce Point, além do Inspiration View, o mais impresionante deles. Ficamos parados lá por quase 30 minutos admirando a paisagem, sentindo o vento soprando em nossos rostos, uma sensação de como se o tempo tivesse parado naquele momento.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4147.jpg"><img title="IMG_4147" alt="" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4147-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">André abraçando o vento</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4379.jpg"><img title="IMG_4379" alt="" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4379-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ceú azul e as rochas alaranjadas</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4415.jpg"><img title="IMG_4415" alt="" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/IMG_4415-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Fim da trilha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Depois desses momentos relaxantes, nos despedimos da scenic view e seguimos estrada ao nosso próximo destino. Uma passagem rápida e inspiradora pelos “canyons” avermelhados do Bryce.</p>
<p style="text-align: justify;">Para acessar mais fotos, clique <a title="Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632243048907/" target="_blank">aqui</a> !</p>
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		<title>Receptividade à brasileira na terra dos Mórmons!</title>
		<link>https://4x1.com.br/salt-lake-city/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 Dec 2012 02:42:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias]]></category>
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		<category><![CDATA[USA]]></category>
		<category><![CDATA[Utah]]></category>
		<category><![CDATA[Yellowstone]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 26/10/2012 a 29/10/2012 Trajeto: Saímos de Cooke City pela US-212 e depois tomamos a US 89 entrando pelo Yellowstone National Park, onde &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/salt-lake-city/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: left;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></div>
<h4><strong>Data:</strong> 26/10/2012 a 29/10/2012</h4>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> Cooke City, Montana – EUA (Yellowstone)</p>
<p><strong>Distância total:</strong> 887 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Casa do Helaman (1 noite) e no motel Econolodge.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> A receptividade das brasileiras que nos deram uma aula sobre a cidade e sua relação com a igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> Salt Lake City, Utah- EUA</p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> aproximadamente 7 horas</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> Comida chinesa por apenas 6 dólares!!</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> A estrutura do motel Econolodge que deixou a desejar.</p>
</div><div class="clear"></div><p><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Cooke City pela US-212 e depois tomamos a US 89 entrando pelo Yellowstone National Park, onde tomamos um &#8220;atalho&#8221;. Seguimos pela US 20 entrando no estado de Idaho e cortando-o sentido Sul pela I-15 que leva até Salt Lake City, no estado de Utah.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Com o avanço da neve no noroeste dos EUA, decidimos acelerar a ida para os parques mais ao sul do país e aproveitar suas útimas semanas sem neve. Ao sair de Yellowstone seguiríamos para os parques a sudoeste de Utah e a dúvida, portanto, era: passar por Salt Lake City (em Utah) ou por Denver e as Montanhas Rochosas (no Colorado). Como já havíamos percorrido longos trechos das Rochosas desde o Canadá, uma olhada no Ralf* foi o suficiente para a decisão ser tomada: Salt Lake era nossa próxima parada.</p>
<p style="text-align: justify;">* Para quem não se lembra, Ralf é o apelido que demos ao nosso livro-guia dos EUA <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>A intenção era ficarmos somente um dia em Salt Lake e logo seguir viagem. Entretanto, uma certa movimentação na ruas por volta das 21h, algo incomum nos EUA, nos chamava a atenção. Uma oração fora feita ao final de uma festa de Halloween Latina. Algo naquela cidade era diferente do que estávamos acostumados. E um grupo de brasileiras, uma equatoriana e um hondurenho estavam dispostos a nos apresentar essa nova realidade.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Saímos de Cooke City com tempo nublado e a temperatura abaixo dos 5°C. Éramos acompanhados por altas montanhas com seus cumes cada vez menos nevados ao passo que a temperatura aumentava mais a sul. Chegamos em Salt Lake famintos por volta das 20h e a primeira boa impressão: nosso termômetro marcava 16°C e não havia ventos! Era a primeira vez dentro dos últimos 35 dias que tínhamos temperatura acima dos 15°C! Saímos do carro contentes, e sem casacos, para jantar!</p>
<div id="attachment_2844" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/271.jpg"><img class=" wp-image-2844" title="27" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/271-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O frio era tanto na saída de Cooke City (Montana) que o &quot;embaçado&quot; do vidro congelou na parte de dentro do carro!!!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2843" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/261.jpg"><img class="size-large wp-image-2843" title="26" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/261-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Após mais de 5 horas de estrada cortávamos o estado de Idaho com os termômetros já acima dos 10 graus Celsius!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Uma longa conversa na mesa, algumas risadas e traçávamos o plano de saída para o dia seguinte, após o almoço. Saímos do restaurante e uma coisa nos chamava atenção. Era uma sexta-feira e já passavam das 21h, mesmo assim muitas pessoas de várias idades andavam pelas ruas. Achamos estranho, pois isso não era algo comum nos EUA. Como era final de semana pré-Halloween pensávamos que poderia ter algo a ver com isso. Seguimos em busca de um lugar para vermos o movimento e tomarmos umas cervejas antes de dormir. Demos uma volta pela cidade e avistamos uma sorveteria com pessoas fantasiadas. Paramos. Os fantasiados entravam em um estabelecimento, ao lado da sorveteria, que formava uma grande fila. Perguntamos o que era e a resposta veio em espanhol: “es una fiesta de Halloween latina”. Caramba! Que estranho! Gostamos da ideia e resolvemos entrar. Como não tínhamos fantasias, vestimos umas camisas da seleção brasileira e fomos de time de futebol! Original hein?! Hahaha&#8230; Bom para uma festa de última hora estava valendo. Logo percebemos que não era vendida qualquer bebida alcoolica. Repleta de latinos, as músicas variavam entre estilos Peruano, Mexicano, Venezuelano, Colombiano, entre outros. Todos dançavam animados e logo pessoas vinham interagir com os 5 rapazes que chamavam a atenção com aquelas camisas com cor de marca texto. Horas depois e a maior roda da festa era de&#8230; brasileiros! Claro! Dentre outros, ali conheceríamos as 3 Sara(s) (duas brasileiras e uma equatoriana), Giulli, Leylyane e o hondurenho Helaman. Dançamos, conversamos e ao final da festa&#8230; uma oração de agradecimento!!?? Isso realmente não era comum. Ficamos curiosos e para nossa surpresa: a festa era de ‘mórmons’! Assim como nossos novos amigos, Salt Lake City é uma cidade composta, em sua maioria, por pessoas que frequentam a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Igreja de JCSUD). Sabendo que não havíamos lugar para dormir, o Helaman abriu sua casa para passarmos a noite.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/241.jpg"><img title="24" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/241-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As ruas do moderno e planificado centro de Salt Lake City, Utah &#8211; EUA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A vedade é que o termo ‘mórmon’ – como hoje são popularmente chamados aqueles que frequentam a Igreja de JCSUD – foi criado por pessoas que não frequentam a igreja, para se referirem a seus membros. O motivo de darem-lhes esse nome está ligado ao ‘Livro de Mórmon’ – o livro considerado sagrado pelos frequentadores daquela igreja – no qual é retratado um outro testamento da vida de Jesus Cristo. Portanto, segundo a Igreja, o nome a que seus membros deveriam ser conhecidos é Santos dos Últimos Dias (SUD).</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade que está assentada dentro do Salt Lake Valley (vale do Lago Salgado) é cercada de duas grandes cadeias de montanha a leste e oeste, e recebe esse nome justamente devido ao Great Salt Lak (Grande Lago Salgado) localizado a noroeste da cidade. Sua fundação, bem como do Estado de Utah, está associada à vinda dos Mórmons para a região: devido à forte perseguição a seus membros e às doutrinas da Igreja de JCSUD, Brigham Young liderou a ida dos Mórmons para o Oeste americano após a morte de Joseph Smith Jr., o fundador da igreja. E foi ali dentro do vale de Salt Lake que escolheram o local – onde hoje está Salt Lake City – para serem a ‘nova Sião’ (em inglês: <em>the new Zion</em>). Sob a liderança de Brigham Young (que na altura não somente se tornou lider da igreja, mas também líder do território) ali desenvolveram a cidade através de um sitema de colheita comunitária.</p>
<div id="attachment_2842" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/251.jpg"><img class="size-large wp-image-2842" title="25" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/251-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O belíssimo Capitólio de Salt Lake City com as imponentes montanhas que cercam a cidade que já foi sede dos jogos Olímpicos de Inverno em 2002</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/91.jpg"><img title="9" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/91-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O final de tarde com o &#39;Great Salt Lake&#39; no canto direito, ao fundo</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Por estar situada numa encruzilhada para aqueles que partiam do Leste para o Oeste americano em busca de fortunas – na conhecida Corrida do Ouro da Califórnia (<em>California Golden Rush</em>) – Salt Lake City tornou-se um ponto de parada para os viajantes e beneficiou-se do intenso comércio gerado e da especulação de terras. O grande desenvolvimento fez com que, em 1856, Salt Lake se tornasse a capital do território de Utah, que posteriormente se tornaria mais um estado da União.</p>
<p style="text-align: justify;">E sob a mentoria de uma das Sarah(s), partimos para conhecer um pouco mais dessa história da moderna cidade de Salt Lake City, da interessante doutrina dos membros da Igreja de JCSUD e como eles fizeram sua vida na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2840" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/231.jpg"><img class=" wp-image-2840" title="23" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/231-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">O templo de Salt Lake (da igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) na Temple Square, em Salt Lake City, Utah (EUA)</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2839" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/221.jpg"><img class=" wp-image-2839" title="22" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/221-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sarah Albuquerque nos dando os primeiros ensinamentos sobre a doutrina da Igreja de JCSUD</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Dirigimo-nos para a <em>Temple Square</em> (praça do Templo) onde está localizado o principal templo da igreja e onde, em suas imediações, encontram-se os principais prédios (históricos e administrativos) da igreja. Visitamos o museu que conta a história da igreja, bem como o enorme centro de visitantes que, através de textos, imagens e vídeos são passados alguns valores e doutrinas da igreja.  Lá também está uma maquete do interior do templo principal da Igreja de JCSUD: o <em>Salt Lake Temple</em> – que possui entrada restrita aos membros da igreja. E foi sob o auxílio de duas simpáticas missionárias brasileiras que visitamos a Beehive House (Casa da Colmeia) onde viveu o ex-líder da Igreja: Brigham Young.</p>
<p style="text-align: justify;">Não dá para negar que essas visitas serviram para a gente como um grande momento de reflexão espiritual e social. Motivado, principalmente, pelo espírito de fraternidade e carinho demonstrado por todos os membros da Igreja que muito bem nos acolheram em todos os momentos e visitas. Aprendemos, também, sobre as missões que muitos membros da igreja realizam uma vez na vida, bem como sobre o complexo centro de produção e distribuição de alimentos e doações para pessoas desprivilegiadas. Interessante, também, foi a visita ao <em>Family Story Library</em> (biblioteca da história das famílias), onde a Igreja JCSUD presta uma enorme colaboração à sociedade, montando o maior acervo sobre as histórias das famílias que habitaram o planeta! Isso mesmo o ‘<em>Family Search</em>’ (busca de famílias) – disponível também online – está em desenvolvimento para catalogar o maior número de pessoas possíveis, a fim de montar o maior acervo de árvores genealógicas do mundo! Quem quiser buscar algum parente ou familiar distante e quiser conhecer mais sobre a história de sua família vale dar uma checada no site deles para ver se sua família já está lá catalogada.</p>
<div id="attachment_2838" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/211.jpg"><img class="size-large wp-image-2838" title="21" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/211-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Museu com a história da fundação da Igreja de JCSUD</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2837" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/201.jpg"><img class="size-large wp-image-2837" title="20" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/201-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Muito informativo, o centro de visitantes da Igreja de JCSUD mostra os valores e doutrinas da igreja, bem conta sobre o centro de produção e distribuição de alimentos e produtos para populações em situação de risco.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2836" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/205.jpg"><img class=" wp-image-2836" title="20,5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/205-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista externa do Templo de Salt Lake (Utah, EUA)</p>
</div>
<div id="attachment_2835" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/191.jpg"><img class=" wp-image-2835" title="19" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/191-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Uma detalhada maquete nos mostra a beleza do interior do Salt Lake Temple</p>
</div>
<div id="attachment_2834" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/181.jpg"><img class="size-large wp-image-2834" title="18" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/181-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A maquete mostra o perfeccionismo do templo que só pode ser frequentado por membros da Igreja</p>
</div>
<div id="attachment_2833" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/185.jpg"><img class="size-large wp-image-2833" title="18,5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/185-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Foto do interior da Beehive House (casa de Colmeia), a casa onde morou Brigham Young &#8211; um dos principais líderes da Igreja de JCSUD</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas com certeza o ponto alto da visita à cultura Mórmon foi o espetáculo ‘Luz de las Naciones – Sus Promesas’ realizado no Auditório da Igreja de JCSUD. Com capacidade para mais de 21 mil pessoas, o auditório estava com mais de 80% de suas cadeiras ocupadas. Foi bonito de ver aquele público miscigenado, no qual americanos usando tradutor simultâneo aplaudiam e cantavam junto com latinos de diversas nacionalidades. Todos contemplando o festival em homenagem a cultura das civilizações indígenas e hispânicas, da América Latina. O espetáculo contava com danças, vestimentas e estilos musicais de mais de 8 países latinos das américas, permitindo aos latinos valorizarem e reconhecerem suas origens, ainda que vivendo em um país diferente. Todos aplaudiam e vibravam num espetáculo que, além de celebrar a música, celebrava a aceitação e tolerância entre as nações! Foi simplesmente fantástico!!!</p>
<div id="attachment_2832" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/171.jpg"><img class="size-large wp-image-2832" title="17" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/171-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O auditório começando a lotar pouco antes do início do Espetáculo “Luz de las Naciones – Sus Promesas” – no auditório da Igreja de JCSUD</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2831" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/161.jpg"><img class="size-large wp-image-2831" title="16" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/161-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Expedição 4&#215;1 e duas das Sara(s) antes do espetáculo começar</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2830" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/151.jpg"><img class="size-large wp-image-2830" title="15" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/151-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Apresentação da cultura mexicana no &#39;Luz de las naciones&#39;</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2827" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/121.jpg"><img class="size-large wp-image-2827" title="12" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/121-682x1024.jpg" alt="" width="423" height="635" /></a>
<p class="wp-caption-text">Apresentação sobre civilização ameríndia, pré-colonização espanhola</p>
</div>
<div id="attachment_2828" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/131.jpg"><img class="size-large wp-image-2828" title="13" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/131-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Fechamento do espetáculo &#39;Luz de las Naciones&#39;</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte ao festival uma nova grande surpresa: Acordamos cedo para, pontualmente as 9h, estarmos no Tabernáculo da Igreja de JCSUD onde se apresenta semanalmente o <em>Mormon Tabernacle Choir</em> (Coral do Tabernáculo Mórmon). Um silêncio absoluto pois a apresentação de 30 min chamada <em>Music and the Spoken Word</em>  é transmitida, ao vivo, nacionalmente, e sendo o programa sequencial transmitido a mais tempo no mundo!!!</p>
<div id="attachment_2826" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/111.jpg"><img class="size-large wp-image-2826" title="11" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/111-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O final da apresentação do Mormon Tabernacle Choir</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2825" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/101.jpg"><img class=" wp-image-2825" title="10" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/101-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Expedição 4&#215;1 na companhia dos amigos (em pé, da esquerda pra direita): Leylyane, Helaman, Sara Rocha, Sara Cardenas e Sarah Albuquerque. (abaixo): Giulli</p>
</div>
<p>No final da tarde, terminamos todo o companheirismo recebido com um picnic no Ensign Peak. Com uma trilha de aproximadamente 20 min, é um picos com uma privilegiada vista do centro de Salt Lake. De lá fechamos nossa visita contemplando a vista aérea da cidade com seu belíssimo capitólio e o Templo de Salt Lake, ao fundo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2823" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/81.jpg"><img class="size-large wp-image-2823" title="8" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/81-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista aérea de Salt Lake City com destaque para o Capitólio (abaixo, no canto esquerda) e o Salt Lake Temple (na mesma posição do capitólio, mais ao centro) &#8211; ambos bem iluminados</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Preferências religiosas a parte, a visita à Salt Lake City foi realmente uma inspiração espiritual para a Expedição 4&#215;1! Somos muito gratos a Sarah Albuquerque, Sara Cardenas, Sara Rocha, Giulli, Leylyane e ao Helaman pelo carinho e hospitalidade. Serão amigos que teremos para o resto de nossas vidas! <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/71.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2822" title="7" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/71-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para ver mais fotos da nossa passagem por Salt Lake City <a title="Fotos Salt Lake City" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632204192587/" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
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		<title>Yellowstone &#8211; De Frente Com O Supervulcão</title>
		<link>https://4x1.com.br/yellowstone/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Dec 2012 15:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Geisers]]></category>
		<category><![CDATA[Grand Geyser]]></category>
		<category><![CDATA[Hot Springs]]></category>
		<category><![CDATA[Mamooth Hot Springs]]></category>
		<category><![CDATA[Old Faithful]]></category>
		<category><![CDATA[PArques Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Piscinas Termais]]></category>
		<category><![CDATA[Yellowstone]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 21/10/2012 à 25/10/2012 Saímos de: Banff, Alberta &#8211; Canadá Destino: Yellowstone National Park, Wyoming -EUA Distância: 1,014 km Tempo de viagem: Fizemos &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/yellowstone/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>21/10/2012 à 25/10/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de: </strong>Banff, Alberta &#8211; Canadá</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Yellowstone National Park, Wyoming -EUA</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> 1,014 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>Fizemos o trajeto em 3 dias, sem nenhuma pressa para evitar as nevascas no caminho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Banff pela I-15 em direção à Great Falls, já nos EUA, onde passamos a noite. No dia seguinte, seguimos a uma viagem curta até Bozeman, onde esperamos mais um dia antes de pegarmos a estrada novamente até West Yellowstone, junto à entrada oeste do parque.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos: Acomodação aconchegante no Yellowstone Lodge, em West Yellowstone. </strong>Este era o único hotel aberto na entrada oeste do parque nos dias em que estivemos por lá. A partir de meados de outubro, a maioria dos restaurantes e hotéis fecham para o inverno.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente: Carne de búfalo: forte e pesada. </strong>Todos os restaurantes da pequena vila de West Yellowstone, próxima à entrada oeste do parque servem esta iguaria das regiões geladas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: Explosão de Água Quente! </strong>A força dos geisers espalhados pelo parque são realmente impressionantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: Tempo Frio + Águas Termais = Vapor D’Água = Visão Encoberta. </strong>Esta simples equação foi um dos motivos de termos ficado poucos dias no parque, já que o vapor d’água que subia constantemente encobria a vista das principais atrações do parque.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Yellowstone National Park – De frente com o supervulcão</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Depois de montanhas e geleiras, não víamos a hora de encarar a potência de uma das maiores caldeiras do mundo. Um supervulcão ativo, que guarda uma explosão de belezas naturais aos que tem a oportunidade de conhecê-lo. </em></p>
<p style="text-align: justify;">Ao noroeste do estado de Wyoming (com direito a territórios em Montana e Idaho) descansa o Yellowstone National Park, o maior, mais velho e mais popular parque nacional dos Estados Unidos. Seus quase 9.000 km2 de paisagens únicas reúnem mais da metade dos recursos geotermais do mundo, abastecidos pela atividade vulcânica ativa de um supervulcão em seu período de descanso. Lagos, cachoeiras, geisers e piscinas termais compõem o cenário do que os americanos clamam ser o primeiro parque nacional do mundo.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3264.jpg"><img title="IMG_3264" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3264-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Chegada ao Yellowstone National Park</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A entrada oeste costuma ser a mais popular das quatro que dão acesso ao parque por sua proximidade a algumas das principias atrações, assim como pela infraestrutura de pousadas e restaurantes na cidade vizinha de West Yellowstone. Foi exatamente ali que decidimos estabelecer nossa base para a visitação do Yellowstone.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3277.jpg"><img title="IMG_3277" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3277-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Paisagem junto à entrada oeste do parque</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas não foi diretamente para West Yellowstone que a Madalena (nosso GPS com sotaque de Portugal) nos levou ao sairmos de Banff. O caminho longo (cerca de 1.000 km) requeria uma parada no meio do caminho. Infelizmente, perdemos o <em>timing </em>para visitar o Glacier National Park em Montana, já que a neve fechou várias estradas dentro do parque. Então seguimos para passar a noite na cidade de Great Falls, Montana.  Uma grande tempestade de neve prevista para o trecho que pretendíamos fazer nos fez optar por fazer mais uma parada no caminho, na cidade de Bozeman, antes de finalmente seguirmos em direção ao parque.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3455.jpg"><img title="IMG_3455" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3455-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Visual da entrada do parque</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">West Yellowstone parecia uma cidade fantasma quando chegamos por lá. A neve cobria todos os cantos e não se via uma alma viva pela cidade. Apenas um dos <em>lodges</em>  da cidade ainda estava aberto pela sua última semana, o Yellowstone Lodge. O inverno é frio e castiga a região nesse período com neve intensa. Enfim, pelo menos o parque seguia aberto e estávamos felizes com a chance de conhecê-lo.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3552.jpg"><img title="IMG_3552" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3552-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura sofreu com a nevasca em West Yellowstone</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3559.jpg"><img title="IMG_3559" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3559-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vapor d&#39;água cobre o Yellowstone com o frio</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Um passeio de carro pelas estradas que cortam o parque proporcionam uma série de belas vistas. Bisões, alces e renas dão as caras com frequência, enquanto piscinas termais se espalham ao redor dos rios que correm a água fria do derretimento do gelo das montanhas. As águas dentro de uma piscina termal são incrivelmente quentes em meio ao gelo da paisagem e podem ultrapassar os 100ºC.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3319.jpg"><img title="IMG_3319" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3319-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Azul cristalino em uma das inúmeras piscinas termais do parque</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3327.jpg"><img title="IMG_3327" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3327-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Paisagem comum no Yellowstone</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3461.jpg"><img title="IMG_3461" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3461-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">O sol tentou diminuir o frio</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3437.jpg"><img title="IMG_3437" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3437-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Dava vontade de cair nessa piscina!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Nosso primeiro dia no parque e decidimos fazer uma trilha no meio da neve antes de partir para as cabeças. Ela nos levaria à bela Fairy Falls, uma das diversas cachoeiras do Yellowstone.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3335.jpg"><img title="IMG_3335" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3335-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Fairy Falls, depois de uma hora de trilha</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3372.jpg"><img title="IMG_3372" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3372-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tentativa de foto na neve</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No caminho, bisões se alimentavam da vegetação rala e mal se preocupavam com a nossa passagem. Não se pode dizer o mesmo de nós. No <em>Visitor Center</em>, vimos um vídeo de instruções que recomendavam distância de 24 metros dos animais, e ainda mostrava um outro vídeo em que um bisão literalmente atacava um turista! Era para assustar mesmo. No entanto, eles foram tranquilos e completamente indiferentes quanto a nossa passagem.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3398.jpg"><img title="IMG_3398" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3398-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Olhar simpático do bisão</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3302.jpg"><img title="IMG_3302" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3302-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O bisão e a besta</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Não eram só bisões que estavam por ali. Diversas pegadas frescas indicavam que tínhamos um urso nas redondezas. Olhos abertos e spray de pimenta a postos, seguimos até a cachoeira sem maiores problemas, a não ser pelas botas cobertas de neve.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3328.jpg"><img title="IMG_3328" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3328-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Não estávamos sozinhos na trilha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Depois da trilha, a ideia era passar pelos principais cartões-postais de Yellowstone. Primeiro, a famosa Grand Prismatic Spring. Como os americanos adoram colocar, é a maior piscina termal dos EUA, e a terceira maior do mundo. Há uma estrutura de madeira que circunda a piscina, e possibilita aos turistas chegarem bem perto dela.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3691.jpg"><img title="IMG_3691" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3691-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vapor d&#39;água cobre a piscina</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A piscina oferece uma variedade intensa de cores, resultado dos pigmentos de microrganismos bacterianos que surpreendentemente sobrevivem às altas temperaturas. As fotos que costumamos ver nos cartões postais são tiradas de cima, a partir de uma trilha não-oficial da montanha que se encontra à frente dela. Infelizmente, nem a melhor posição de todas, melhoraria a vista no nosso caso. O frio trouxe consigo o vapor de água ao resfriar o calor das piscinas termais. Dessa maneira, não se via praticamente um palmo da piscina, nem mesmo de perto. Ainda tínhamos a esperança de vê-la em momento melhor do dia, mas não foi dessa vez.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3406.jpg"><img title="IMG_3406" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3406-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminho de madeira leva à Grand Prismatic Spring</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3678.jpg"><img title="IMG_3678" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3678-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Microrganismos sobrevivem às altas temperaturas</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Partimos então para os geisers, afinal a água lançada a 30 metros de altura não poderia sair de vista! O Old Faithful (“Velho Fiel”, literalmente traduzido) não nos deixaria na mão. Este é o primeiro gêiser a ter um nome no parque e faz ao juz a ele. É o mais previsível de todos eles, projetando de 15 a 30 mil litros de água quente a cada 91 minutos, durante cerca de 5 minutos.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3537.jpg"><img title="IMG_3537" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3537-1024x575.jpg" alt="" width="423" height="237" /></a>
<p class="wp-caption-text">Old Faithful nunca falha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Vimos também a erupção do Grand Geiser, o mais alto entre os geisers previsíveis do Yellowstone. Sua erupção dura de 9 a 12 minutos e acontece no intervalo de 8 a 12 horas. A água quente chega a atingir a incrível marca de 60 metros de altura. Um espetáculo natural, de beleza impressionante.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3491.jpg"><img title="IMG_3491" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3491-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Explosão majestosa no Grand Geiser</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3513.jpg"><img title="IMG_3513" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3513-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Grand Geiser prestes a explodir</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Segundo dia no parque, cruzamos o Yellowstone em direção ao norte, onde encontraríamos a Mamooth Hot Springs, um complexo de piscinas termais cercadas de belas paisagens. No próprio caminho, as montanhas proporcionam belas vistas.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3583.jpg"><img title="IMG_3583" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3583-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bela vista das montanhas seguindo ao norte do parque</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Há uma trilha interessante que contorna as piscinas e dá descrições do processo de formação daquele complexo. A cor da água cristalina é de hipnotizar.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3708.jpg"><img title="IMG_3708" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3708-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Belas piscinas termais em Mamooth Hot Springs</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3731.jpg"><img title="IMG_3731" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3731-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Gelo, água quente e pedras de outro mundo</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3667.jpg"><img title="IMG_3667" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3667-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Parada para foto na Mamooth Hot Springs</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Saímos do parque em direção à Cooke City, onde passaríamos a noite antes de seguirmos viagem para Salt Lake City. Um simpático coiote acompanhou parte do nosso caminho, como um anfitrião acompanha um visitante à porta de saída.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3574.jpg"><img title="IMG_3574" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3574-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um coiote acompanhou nossa saída</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3672.jpg"><img title="IMG_3672" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_3672-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Rumo à saida nordeste do parque</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Apesar da neve pesada e do vapor d’água que cobria boa parte do parque, o Yellowstone ainda deixou paisagens marcantes na nossa memória. Sem dúvida, está na lista de “lugares a voltar depois da Expedição”. Se coberto de neve o parque já impressiona, ficamos imaginando como seria com o tempo aberto. Esperamos ter essa oportunidade enquanto o supervulcão descansa, depois de milhões de anos sem grandes explosões.</p>
<p style="text-align: justify;">Confira <a href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632136376951/" target="_blank">aqui </a>mais fotos do Yellowstone!</p>
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		<title>Inside Passage &#8211; Encarando o início da volta</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2012 21:07:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 07/10/2012 e 09/10/2012 Saímos de: Haines, Alasca, EUA. Destino final: Prince Rupert, British Columbia, Canadá. Distância total: 765 km Tempo de viagem: &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/insidepassage/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p><strong>Data</strong>: 07/10/2012 e 09/10/2012</p>
<p><strong>Saímos de:</strong> Haines, Alasca, EUA.</p>
<p><strong>Destino final: </strong>Prince Rupert, British Columbia, Canadá.</p>
<p><strong>Distância total: </strong>765 km</p>
<p><strong>Tempo de viagem: </strong>Um dia e<strong> </strong>Duas noites.<strong></strong></p>
<p><strong>Trajeto:</strong> Pegamos a balsa pelo <em>Inside Passage </em>e, assim, nos despedíamos do Alasca.</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> No chão da sala de descanso, na balsa.</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> A comida da balsa não era das melhores, mas conseguimos dois sanduiches de graça no primeiro dia! J</p>
<p><strong>Pneu cheio</strong>: <strong>A oportunidade de conhecer novas pessoas</strong>, sem pressa e sem a rotina normalmente corrida da Expedição.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho</strong>: Dormir no chão do nunca é bom né!  <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif" alt=":D" class="wp-smiley" /> (hehehe)</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2008.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2529" title="IMG_2008" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2008-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Eram 16h do dia 07 de outubro e estávamos prontos para o embarque no ferry que nos levaria de Haines a Prince Rupert, numa viagem de 2 dias, parando para uma troca de embarcação apenas uma vez. Embarcamos com a Tana e zarpamos por volta das 17h em direção à Juneau, capital do estado do Alaska, onde trocaríamos de ferry para então partirmos finalmente à Prince Rupert, no Canadá. Paramos a Tana na balsa, junto a vários outros carros, e subimos para a para fazer um reconhecimento da embarcação.</p>
<div id="attachment_2537" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_18741.jpg"><img class="size-large wp-image-2537" title="IMG_1874" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_18741-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Entrando na balsa</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Essa rota que faríamos entre Haines (a norte) e Prince Rupert (mais a sul), navegando entre ilhas e o continente é conhecida como <em>Inside Passage </em>(em português, passagem interior). Nela não chegamos a passar pelo mar aberto e a impressão era que, como existe terra dos dois lados, estávamos descendo um grande rio. Montanhas cobertas de gelo, glaciares e às vezes até baleias são coisas normalmente vistas nessa rota (infelizmente a “alta temporada” de baleias tinha acabado há algumas semanas e não conseguimos ver nenhuma). Mas ainda assim, é uma paisagem surreal, principalmente quando você lembra que isso é uma simples “balsa” para os usuários rotineiros!</p>
<p style="text-align: justify;">Como não ficaríamos muito tempo nela, não nos preocupamos em procurar bons lugares, apenas ficamos no deck de observação ao ar livre assistindo a bela paisagem que passava diante dos nossos olhos enquanto ainda restava um pouco de luz do dia. A noite chegou rápido e logo descemos para jantar e nos preparar para desembarcar, pois Juneau já estava próxima e precisaríamos dirigir a Tana até o outro ferry.</p>
<div id="attachment_2538" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2115.jpg"><img class="size-large wp-image-2538" title="IMG_2115" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2115-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Passando o tempo</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Como não sabíamos ao certo quanto tempo tínhamos para sair de um ferry e embarcar no outro, fomos cuidadosos e assim que tudo estava ok já retiramos a Tana e a levamos para o ponto de espera para embarque da outra balsa. Entretanto, viemos a descobrir depois que nossas expectativas não eram muito reais: tivemos que esperar mais de 3 horas para o embarque. Bom, voltando um pouco, assim que paramos com a Tana na zona de espera percebemos que a entrada dos passageiros a pé estava prestes a ser liberada. Com isso, nos dividimos e 3 de nós fomos para a fila de passageiros sem carro, enquanto outros 2 ficaram esperando para dirigi-la ao navio quando autorizado. A entrada de pedestres parecia uma corrida. Vamos explicar o porquê: muitas pessoas não estão dispostas a pagar por cabines para dormir e, portanto, levam seus sacos de dormir e travesseiros para deitar em qualquer lugar público do navio e dormir. Nós, claro, nos encaixamos nessa categoria. Com isso, quando se abre a entrada para os passageiros todos que estão com essa intenção vão imediatamente em busca dos melhores lugares! Estávamos em 3, então nos separamos e logo fomos largando nossas tralhas onde achávamos ser um bom lugar. Após algumas voltas no navio descobrimos uma “salinha de descanso” que definitivamente era a melhor opção para dormir: chão “macio” (carpete), poucas janelas (o que a deixava escura) e com amplo espaço entre as cadeiras, ótimo para encaixarmos nossos sacos de dormir! Confirmamos nossa escolha logo que percebemos que várias pessoas foram atrás desse lugar hahaha.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2062.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2523" title="IMG_2062" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2062-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nesse meio tempo o Gabriel e o Gustavo, que acompanhavam a Tanajura, continuaram a esperar do lado de fora e acabaram fazendo amizade com outros motoristas que também aguardavam o embarque de seus veículos no navio. Mas um deles foi especial: o Jeremy – um encanador de aproximadamente 34 anos, muito inteligente e com uma grande história vida, com quem conversamos bastante inclusive dentro do navio (vamos contar logo mais). Já era quase meia noite, o frio começava a apertar. Já estávamos famintos e depois de quase 3 horas de atraso, finalmente conseguimos colocar a Tana na balsa. Próximo passo era procurar algo para comer, já que com a longa demora na troca dos navios não conseguimos comer nada. Tivemos sorte! A lanchonete já estava para fechar e a senhora então viu nossas caras famintas e ofereceu-nos dois sanduíches de graça! Partimos para dormir nos espaços que tínhamos reservado.</p>
<p style="text-align: justify;">Acordamos sem pressa no dia seguinte, pois este seria o dia que passaríamos apenas na balsa. Aproveitamos para ler bastante, escrever e jogar nosso jogo favorito de navios: o Uno! Hahaha. Mas um dos pontos altos da travessia foi poder conversar com outros passageiros e observar a belíssima paisagem de montanhas de neve, glaciares, pássaros que mergulhavam em busca de peixes, além das pequenas vilas que ficavam à margem do canal do <em>Inside Passage</em>, rodeadas por pinheiros. Foi nesse dia que pudemos conhecer melhor a história do Jeremy.</p>
<div id="attachment_2524" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1998.jpg"><img class="size-large wp-image-2524" title="IMG_1998" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1998-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Lendo, ouvindo música, descansando&#8230;</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A conversa com o ele começou ainda na noite do embarque em Juneau através da simples (e pra gente costumeira) curiosidade que a Tanajura despertou nele. “Diesel hein?! Legal! &#8230;Que tipo de freios vocês usam? &#8230;Legal esse para-choque! Que tipo de material vocês usaram? &#8230;Em quantas polegadas vocês levantaram ela?” Essas, dentre inúmeras outras perguntas mostravam que o Jeremy entendia de <em>off-road</em>. Na verdade ele nos dava uma aula. E, em instantes, mostrava-nos as revistas especializadas em <em>off-road</em> que ele assinava e as fotos de seu xodó! Um 4&#215;4 amarelo que mais parecia um <em>bigfoot</em> de tão alto! O Jeremy era encanador e nas horas livres levava seu 4&#215;4 para “brincar” (como ele falava) na lama do interior do Oregon, onde ele cresceu e onde seus pais e irmãos ainda moravam. O Jeremy ainda no embarque da Tanajura nos deu, também, uma aula sobre as cidades ali do <em>Inside Passage</em>. Nos contou sobre o tamanho das principais cidades e da “briga” política entre ambientalistas, políticos e moradores que se dividiam na opinião de criar uma estrada que conectasse Juneau (a capital do Alasca) ao resto do continente. Acontece que Juneau é uma pequena cidade rodeada de altas montanhas e glaciares e não possui estradas que os cortem e que permitam que a cidade fique mais facilmente “conectada com o resto do mundo”. Se por um lado isso impactaria o meio ambiente, a rica natureza da região e também o seu “status” de pequena e harmoniosa vila; por outro, seus moradores teriam outras opções de saída dali, o que representaria também uma alternativa ao sistema de balsas (como essa que estávamos pegando) e ao pequeno aeroporto da cidade – por sinal, ambos encarecem em muito os custos para sair e entrar à cidade. Portanto, por essa conexão não ser algo prático e trivial, os custos de vida da cidade são bastante elevados, principalmente com questões básicas como alimentação, uma vez que tudo chega ou de balsa ou de avião.</p>
<div id="attachment_2532" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1931.jpg"><img class=" wp-image-2532" title="IMG_1931" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1931-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Conversa com o Jeremy</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E a conversa com o Jeremy continuou no barco. Ele nos contou como era sua rotina de trabalho ali na região e como se comportava o sindicato ao qual ele pertencia. Relatou sobre as relações trabalhistas entre empresas, sindicato e profissionais de nível técnico, como ele. Muito interessante, pois pudemos conhecer um pouco da organização dessas relações, seus níveis de pagamento, suas vantagens e desvantagens para cada uma das partes envolvidas, principalmente se compararmos com o que acontece no Brasil, onde a demanda de mão-de-obra especializada está cada vez mais escassa. Poderia ser um modelo alternativo para nós, mas precisaria ser bem adaptado, pois os trabalhadores e sindicatos ficariam demasiadamente atrelados aos interesses das empresas, sem muita flexibilidade e com altos riscos em situações de crise no país.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o assunto que o Jeremy era mais sensível em discutir, e que mais nos alongamos, foi o aborto. Apesar de o assunto ser bastante polêmico (no mundo todo, inclusive), Jeremy expôs suas opiniões sobre isso, sobre como ele via a interferência do Estado no tema e também sobre como essa interferência poderia impactar e moldar o pensamento da sociedade estadunidense. Jeremy se casou ainda aos 15 anos e sua mulher e ele tentaram um filho quando ele ainda tinha 16, mas o bebê faleceu ainda na barriga da sua esposa. No ano seguinte tentaram de novo e desta vez tiveram seu primeiro filho. Outras tentativas ocorreram e Jeremy e sua esposa perderam mais 1 ou 2 filhos de aborto espontâneo antes de atingirem o número de 4 filhos que possuem hoje. As perdas abalaram muito a ele e sua esposa que estudaram bastante o tema. Hoje Jeremy questiona de forma muito lúcida a intervenção do Estado americano na saúde, uma vez que há um apoio e financiamento a métodos abortivos e um descaso com relação a pessoas carentes com doenças graves ou até em estado terminal (algo que não foi a primeira vez que ouvimos). Ele nos falou também sobre a questão do uso de armas no país e sobre como ele vê uma inversão de valores na sociedade e na educação como um todo. Jeremy buscou a religião há alguns anos atrás e suas filhas hoje fazem missões de ajuda a comunidades em situação de risco em países da América do Sul e África. Realmente uma história de vida incrível e que mexeu muito conosco e nos fez refletir bastante!</p>
<p style="text-align: justify;">O barco prosseguia e a paisagem do lado de fora era mesmo exuberante.</p>
<div id="attachment_2539" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1783.jpg"><img class="size-large wp-image-2539" title="IMG_1783" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1783-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Glaciares na paisagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_18381.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2541" title="IMG_1838" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_18381-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<div id="attachment_2542" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1992.jpg"><img class="size-large wp-image-2542" title="IMG_1992" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1992-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Deck de observação da balsa</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No fim do segundo dia atracamos em Ketchikan, a parada onde desceria o Jeremy e, como íamos ficar 2 horas parados lá, ele nos convidou para ver o carro que tinha construído com as próprias mãos! Esperamos em um café próximo ao porto e em alguns minutos ele voltou acompanhado de sua esposa e com o carro para que conhecêssemos. O veículo era realmente uma engenhoca, todo modificado, com uma suspensão que o deixava muito mais alto que um carro normal, recortes no capô para respiração do motor, correntes de suporte para que o motorista consiga subir, tudo pensado nos mínimos detalhes. Pena que o tempo foi curto e logo tivemos que nos despedir para voltarmos ao barco, mas antes o Jeremy fez questão de orar por nós e pedir bênçãos para o nosso retorno à parte sul do continente.</p>
<div id="attachment_2544" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2099.jpg"><img class="size-large wp-image-2544" title="IMG_2099" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2099-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nós com o Jeremy, sua esposa e seu carro!</p>
</div>
<div id="attachment_2545" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2104.jpg"><img class="size-large wp-image-2545" title="IMG_2104" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2104-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Observando as modificações que o Jeremy fez</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Voltamos para o barco para nossa última partida de Uno. Eram quase 23h quando um homem passava gritando pelo restaurante do navio onde jogávamos nossas partidinhas: “There are some nice Northern Lights out there!” (<em>Northern Lights</em> é como eles chamam a Aurora Boreal). E lá fomos nós correndo para a parte superior da balsa onde havia um deck aberto para observação da vista. Não era de admirar o espanto daquele homem uma vez que são incomuns os casos de Aurora ali no sul do Alasca. E por quê? De uma forma simplista, e dado que não somos cientistas, podemos explicar a Aurora da seguinte forma: O sol, além de luz, emite também no espaço partículas carregadas de muita energia. Essas partículas ao se aproximarem da Terra são “absorvidas” pela nossa atmosfera e deslocadas para os polos do planeta (devido à atração magnética dos polos). Dessa forma essas partículas se chocam com os átomos da Terra (principalmente o Oxigênio, que respiramos, e o Nitrogênio) gerando um processo químico no qual se libera a luz. Por isso que as luzes emitidas por esse choque de partículas só podem ser vistas próximas aos polos da Terra! Uma vez que a luz emitida pelo sol é mais forte que as luzes emitidas por essas partículas, a Aurora só pode ser vista à noite, com o céu limpo, sem nuvens. Portanto, em dias de céu claro, quanto mais tarde, menos influência de luzes das cidades e mais próximo aos polos você estiver, mais fácil será de ver a Aurora. Normalmente essa combinação se dá mais próximo ao inverno, no qual as noites são mais longas e o clima (no caso do Alasca) é mais seco, sem influência de nuvens. Assim, somente explosões solares muito fortes são capazes de permitir que ela seja vista num lugar tão “distante” do polo, como ali onde estávamos! Algo incomum de acontecer! Eita sorte, hein!!!</p>
<div id="attachment_2528" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2106.jpg"><img class="size-large wp-image-2528" title="IMG_2106" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2106-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Aurora boreal dando a coloração esverdeada ao céu</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2110.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2553" title="IMG_2110" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2110-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p>Coincidência ou não, aquela era nossa última noite ali no Alasca, pois no dia seguinte já atracaríamos no Canadá. A parada ali em Ketchikan com o Jeremy foi, oficialmente, nossa última parada no território do nosso primeiro objetivo (Alasca) e o marco do início de uma nova fase: a descida até Ushuaia, Terra do Fogo, ou chamada também de O Fim do Mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Novos ares estão por vir. E a viagem continua!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1701.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2546" title="IMG_1701" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1701-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quer ver mais fotos desse nosso trajeto? Clique <a title="Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631939927951/" target="_blank">aqui</a>!</p>
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		<title>Haines – Um Lugarzinho no Meio do Nada, Cheio de Surpresas Boas</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Nov 2012 21:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Haines – Um Lugarzinho no Meio do Nada, Cheio de Surpresas Boas Ficha 4×1 Data: 04/10/2012 à 07/10/2012 Saímos de: Denali National Park, AK Destino: &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/haines/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Haines – Um Lugarzinho no Meio do Nada, Cheio de Surpresas Boas</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4×1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>04/10/2012 à 07/10/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Denali National Park, AK</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Haines Borough, AK com parada em Anchorage, AK por 2 noites.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> 239 milhas do Denali até Anchorage e 756 milhas de Anchorage até Haines (com uma parada para dormir em Tok).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>Denali – Anchorage: 6:30 horas, incluindo parada para almoço.     Anchorage – Haines: 16:30 horas, divididos em 2 trechos: 1) Anchorage &#8211; Tok: 4:30 horas na estrada; 2) Tok &#8211; Haines: 12 horas, incluindo paradas para almoço e combustível.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> O primeiro trecho foi feito na AK-3 S/George Park Highway, enquanto o segundo trecho foi dividido em diversas estradas, com cenários belíssimos (AK-1 N; Ak-2 E na qual entramos no Candá; Alaska Hayway novamente; e Haines Hayway, que nos leva de volta para os Estados Unidos).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> Em Anchorage foram duas noites no hotel Extended Stay, para atualizar pendências. Já no caminho para Haines, na cidade de Tok, dormimos na nossa barraca, no estacionamento de um hotel de beira de estrada, enquanto que em Haines, ficamos as três noites na nossa barraca no camping Camper Park já que a temperatura estava mais sob controle.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente: </strong>Overdose de comida tailandesa. Ainda na Estrada, chegando em Tok, tivemos a primeira refeição tailandesa num trailer de um simpático casal. Se algum dia alguém passer por lá, encontrará um adesivo da expedição 4&#215;1. Já em Haines, almoçamos por 3 vezes no Chilkat Bakery Restaurant, um delicioso restaurante com comida tailandesa, ótimo serviço e melhor custo-benefício de Haines.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: A convivência entre o homem e o urso. </strong>A pesca no rio Chilkat é uma atividade que é compartilhada, onde homens e ursos são vistos praticamente lado a lado. Além disso, assitimos um divertido musical (que já foi apresentado na Broadway), com atores e produção local!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: </strong>Nada muito relevante. Sentimos falta de um museu que contasse um pouco da história local, e de mais opções para comer.</p>
<p style="text-align: justify;">HAINES – Um Lugarzinho no Meio do Nada, Cheio de Surpresas Boas</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Muitas vezes, entitulamos os ursos como feras indomáveis, sempre colocando neles a responsabilidade por algum ataque, quando na verdade muitas vezes somos nós, homens, que não respeitamos o espaço e habitat deles. Em Haines, concluímos que a convivência em harmonia entre homens e ursos é possível, é apenas uma questão de limites. Diferente de tudo o que lemos e escutamos, lá os homens e o ursos dividem o mesmo espaço em busca do mesmo alimento.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Depois da rica e intensa experiência de vida Selvagem no Denali, e antes de chegarmos em Haines, passamos por Anchorage, maior cidade do estado do Alasca, com aproximadamente 300.000 mil habitantes, ou seja amais de 40% de toda população do estado, também conhecido como “A Última Fronteira”. Seu desenvolvimento se deu principalmente em função do setor aéreo, já que possui o terceiro mais movimentado aeroporto de cargas do mundo. Além disso, os Estados Unidos mantém duas importantes bases militares em Anchorage desde a Guerra fria, em função da localização geográfica próxima à antiga União Soviética. Nossa passagem por lá durou 2 dias, e foi bastante útil para colocar pendências em dia como atualização do site, lavagem de roupa e revisão de 20.000km da Tanajura. Como eles não fabricam a Frontier a diesel no EUA, eles não tinham o filtro de óleo correto, então foi a hora de entrar em ação nosso estoque de peças reservas que havíamos comprado no Brasil para situações como essa.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/revisão-2.jpg"><img class="aligncenter" title="revisão (2)" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/revisão-2-1024x764.jpg" alt="" width="423" height="315" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Pendências deixadas para trás, seguimos rumo a Haines, uma cidadezinha de 2.500 habitantes que possui uma história rica e uma diversidade natural, localizada em uma area que é um importante pólo turístico da região, conhecida como inside passage, uma belíssima rota marítima que terá uma descrição detalhada no próximo post. O nome da cidade surgiu depois de uma missão e uma escola encomendada por um Chilkat (grupo que ocupava a região nos tempos mais remotos), como forma de homenagear a presidente do comite que levantou os fundos para a construção da obra, em 1884. Mas a região sofreu uma mudança mais relevante durante os anos de 1898 e 1899, em função da corrida do ouro <em>(golden rush)</em>. A principal estrada até aquele momento chamada Dalton’s trail permitia que o ouro e suprimentos fossem escoados para a região de Yukon, o que aumentou sua importância na região. Porém, depois da construção da estrada de ferro White Pass e Yukon, que permitia o acesso a diversas outra cidades da região, a competição aumentou e a economia passou por um ligeiro declínio. Atualmente, o turismo é o principal atrativo da cidade. Além de possuir uma das maiores populações de águias do mundo (bald eagles &#8211; aquela águia que é o símbolo dos EUA), a pesca também atrai inúmeros visitantes da região. Além disso, a cidade no verão é também muito procurada pelas atividades ao ar livre, como rafting e trilhas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1592.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2494" title="IMG_1592" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1592-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1661.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1661" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1661-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1378.jpg"><img title="IMG_1378" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1378-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Chegamos em Haines já bem tarde, numa quinta-feira, por volta das 23:00 horas, cansados , mortos de fome e sem um lugar para dormir. Tratamos logo de alimentar a lombriga, comendo uma pizza num pub, onde colhemos informações sobre os campings da cidade. Procuramos por quase uma hora, sem sucesso, até que resolvemos perguntar para um policial que já devia estar desconfiado de algo, de tantas vezes que passamos na deserta rua da delegacia. Seguimos o carro dele até chegarmos num camping que não permitia acesso a carros. Assim, ele nos levou ao camping Camper Park, onde ficamos por três dias, bem protegidos da friagem e com banheiro um pouco precário.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1585.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1585" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1585-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A cidade estava “cheia” pois na segunda-feira, dia 7/Out seria o feriado de ação de graças dos vizinhos canadenses. Em todo lugar que íamos, saudações de boas vindas eram dadas aos irmãos de fronteira. A primeira coisa que fizemos no dia seguinte foi ir ao visitor center, onde fomos super bem recebidos por uma simpática senhora americana que nos deu dicas interessantes de atividades na cidade. Saímos de lá ansiosos pelo principal atrativo da cidade, o rio Chilkat, que já havia sido indicado por outros amigos expedicionários. Nesse rio, inúmeros pescadores, tanto locais quanto turistas, vão em busca de alimento e lazer. Quando nos aproximamos do rio conseguimos entender o porque da sua popularidade. O cheiro de peixe podia ser sentido de dentro do carro com os vidros fechados tamanha a quantidade de salmões atravessando o rio. Como já falamos no post de Seattle, os salmões sobem de volta para o rio para desovar e morrer, depois de ter passado a maior parte de sua vida no mar. Para pescar, as pessoas vestiam roupas especiais para suportar a água gelada, já que a pesca por lá é tradicionalmente feita de dentro d’água, muitas vezes através da modalidade <em>“fly-fishing”</em>.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1367.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1367" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1367-682x1024.jpg" alt="" width="269" height="406" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Além dos pescadores tradicionais, diversas aves como a águia americana (American Bald Eagle) e gaivotas, enfeitavam a vista para o rio. Mas todo aquele amontoado de carros e turistas estavam ali para ver um terceiro tipo de pescador, “o amigo Urso”, muito mais acostumado com a água fria da região. Eles atravessavam o rio com sorriso na cara, sem se importar com a temperatura, em busca do melhor ponto para capturar suas presas. Ficavam próximos a pedras, usando seus dentes afiados para separar a pele, que curiosamente é a parte que eles mais gostam. Numa outra determinada situção, dirigíamos bem devagar (algo em trono de 20km/h) observando a paisagem, respirando o ar livre com as janelas abertas quando, para nossa surpresa um urso grizzly apareceu na nossa janela, a 2 metros de distância. Não era dos maiores, mas foi o perto que já vimos, sem contar o fator surpresa. Ficamos completamente sem reação, que nem conseguimos tirar fotografia dessa cena. Mas oportunidades não faltaram. Vimos também um urso a 3 metros de distância do carro, farejando e se esfregando numa placa de metal, completamente hipinotizado, o que nos fez pensar que algum pescador pudesse ter limpado salmão por ali. Na verdade, ficar ali da ponte olhando essa enorme fera de olhar dócil, tão dócil que dá vontade de passar a mão, dividindo o espaço com o homem foi uma sensação realmente incrível. Muitas vezes, entitulamos os ursos como feras indomáveis, sempre colocando neles a responsabilidade por algum ataque, quando na verdade muitas vezes somos nós, homens, que não respeitamos o espaço e habitat deles. Em Haines, concluímos que a convivência em harmonia entre homens e ursos é possível, é apenas uma questão de limites. Diferente de tudo o que lemos e escutamos, lá os homens e o ursos dividem o mesmo espaço em busca do mesmo alimento.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1419.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2486" title="IMG_1419" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1419-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1396.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2485" title="IMG_1396" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1396-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Durante nossa parada no centro de visitantes, fomos informados que haveria na cidade um evento especial naquele fim de semana. Uma peça de teatro chamada Oklahoma, um musical que um dia for a encenado na Broadway, mas com produção e atores locais. Fomos comprar os ingressos durante a tarde numa livraria, onde descobrimos que a filha da dona da livraria, que estava na loja seria uma das atrizes da peça. Quando eram 19:15, estávamos na porta do teatro, 15 minutos antes de começar a peça. As cadeiras eram espaçosas, tamanho padrão dos americanos e a visão do palco era boa de qualquer lugar do pequeno anfiteatro. Chegamos lá, sem nenhuma pretenção para as três horas de espetáculo que teríamos pela frente. Quando começou a peça, logo se percebia que ninguém era professional ali. Mas o amadorismo trouxe uma graça diferente das piadas prontas, era uma piada natural, onde o ator sorria junto com a platéia. Uma senhora de mais idade, junto com o casal secundário, fizeram da simples peça uma grande surpresa boa. Aos poucos as gargalhadas foram surgindo e contagiando a todos os presentes.  Comparações aparte, o figurino, os cenários e a produção como um todo eram ótimos, dado o porte da cidade. Talvez por uma questão de expectativas ou realmente pela qualidade da peça, o fato é que saímos de lá descontraídos e satisfeitos com o investimento.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1615.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1615" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1615-682x1024.jpg" alt="" width="207" height="312" /></a></p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1474.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1474" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1474-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1458.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1458" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1458-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1439.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2488" title="IMG_1439" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1439-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1436.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2487" title="IMG_1436" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1436-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Além das atrações ao ar livre, Haines possui um museu/oficina onde enormes totens esculpidos em madeira são confeccionados a mão. É uma tentativa de reproduzir a arte indígena, já que a grande maioria das obras originais foi sendo degradada com o tempo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1299.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1299" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1299-682x1024.jpg" alt="" width="269" height="406" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1309.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2480" title="IMG_1309" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1309-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na noite de sábado, fomos novamente ao mesmo pub que havíamos comido a pizza, logo no primeiro dia. Dessa vez o ambiente estava muito mais cheio e animado. Como brasileiros, amantes de futebol, grudamos na mesa de totó (ou pebolim) quase a noite toda, na qual gargalhadas e gritos foram embalados pela cerveja alaskiana. Como era nossa última noite no Alasca, resolvemos sair em grande estilo. Pedimos uma música e cantamos e dançamos na pista do videokê do pub. Logo que vieram os primeiros versos, outras pessoas se juntaram a nós na pista embalados pelo hit <em>Twist and shout.</em></p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/foto.jpg"><img class="aligncenter" title="foto" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/foto-1024x764.jpg" alt="" width="423" height="315" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Pouco antes de embarcarmos no ferry para Prince Huppert, ainda tivemos tempo de pegar uma estrada de 18km que nos levou a uma vista do Davidson Glacier, mais uma experiência agra1dável nesse formidável lugarejo.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1638.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1638" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1638-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p>Para mais fotos da nossa passagem por Haines, <strong><a title="Galeria de Fotos - Haines" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631903281203/" target="_blank">clique aqui!</a></strong></p>
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		<title>Denali National Park – Amigo urso, ônibus mágico e a magia da aurora</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Nov 2012 04:42:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 28/09/2012 à 30/09/2012 Saímos de: Coldfoot, AK Destino: Denali National Park, AK Distância: 590 km Tempo de viagem: 12 horas, tirando cerca &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/denali/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>28/09/2012 à 30/09/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Coldfoot, AK<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Denali National Park, AK</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> 590 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>12 horas, tirando cerca de 2 horas de parada em Fairbanks para jantar e relaxar, e outras paradas ao longo do caminho</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Tomamos a Dalton Highway de volta, até a Elliot Highway, que nos jogou novamente para Fairbanks. De lá, seguimos pela George Park Highway até a entrada do Denali National Park, próxima à cidade de Healy.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> <strong>Chão quentinho e gostoso da agência de correios do parque.</strong> Depois de passar um tremendo frio acampando na área de camping, o correio (post office) com o saguão aberto 24 horas foi a solução para não congelarmos durante a noite.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente:</strong> <strong>King crab (carangueijo) e mais salmão natural! </strong>Aproveitamos nossa passagem para saborear ainda mais das delícias culinárias do Alasca no <em>49th State Pub &amp; Restaurant.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: O balé mágico da Aurora Boreal! </strong>Depois de tanta ansiedade e pensamento positivo, finalmente fomos premiados por um espetáculo de luzes no céu do Denali.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: Parque parcialmente fechado! </strong>Infelizmente, não pudemos passar da milha 30 do Denali, uma vez que a estrada dali para frente estava fechada para a temporada de inverno. Chegamos cerca de 10 dias atrasados.</p>
<p style="text-align: justify;">Denali National Park – Amigo urso, ônibus mágico e a magia da aurora</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Depois de dias inesquecíveis na natureza selvagem, fomos presenteados com um espetáculo de luzes como nunca havíamos visto antes. O Denali é realmente um lugar especial, que, sem dúvida, já tem um espaço reservado para sempre em nossas lembranças.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Após atingirmos o ponto mais ao norte da nossa expedição, nas geladas montanhas do Atigun Pass, tomamos rumo ao sul. Saímos pela manhã de Coldfoot em direção ao famoso <em>Denali National Park and Preserve</em>. O parque engloba mais de 25.000 km² de montanhas, florestas e muita vida selvagem. Ali também é o lar do monte mais alto da América do Norte, o gigante Mckinley, com 6.194 metros.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1185.jpg"><img title="IMG_1185" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1185-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Monte Mckinley, cartão postal do parque</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com todo nosso esforço, não conseguimos chegar a tempo para ter o parque inteiro aberto para visita. As estradas que cortam o Denali são completamente visitáveis durante a temporada de verão, a partir de meados do mês de maio até setembro. A partir daí, com a chegada do frio e da neve na região, uma boa parte do parque é fechada aos visitantes. Ainda existe a possibilidade de participar de uma loteria para conseguir visitar o Denali inteiro de carro alguns dias após o fechamento das estradas, mas é algo muito difícil de se conseguir, devido à intensa concorrência.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0420.jpg"><img title="IMG_0420" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0420-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A partir de meados de setembro, o Denali fecha parte de suas estradas devido às condições climáticas</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0343.jpg"><img title="IMG_0343" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0343-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O branco da neve toma conta da paisagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Felizmente, não foi de todo mal termos perdido a data. A visita ao Denali no verão, a partir da milha 15, só pode ser feita com um ônibus disponibilizado pela administração do parque. Este circula regularmente pelos pontos de interesse ao longo das 91 milhas (146 km) de estrada que cortam o parque. Os visitantes podem descer e subir nas paradas que mais tiverem interesse.  Porém, não é permitido utilizar o próprio veículo neste período. Ou seja, se chegássemos a tempo nunca poderíamos rodar com a Tanajura no interior do parque.  Isso deixaria nossa parceira bastante sentida, tadinha! Então, no fim das contas, apesar de encontrarmos o Denali aberto apenas até a milha 30 (48 km), tivemos o prazer de levar a Tana conosco, o que tornou a visita ainda mais especial.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0779.jpg"><img title="IMG_0779" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0779-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura feliz de poder visitar o parque</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Já era fim de noite quando passamos pela entrada do parque. Em meio à escuridão, chegamos à única área de camping que não estava fechada para a temporada de inverno, já próxima à entrada do parque. O camping era bastante organizado, com espaços reservados, mesas e banheiros. E era de graça. Ainda havia alguns viajantes por ali, a maioria deles em seus gigantescos trailers (ou RVs &#8211; <em>Recreational Vehicles</em>).</p>
<p style="text-align: justify;">A temperatura girava em torno de 0ºC, enquanto nos prepáravamos para passar a noite. Ainda não tínhamos jantado e não havia nenhuma esperança de encontrarmos algo aberto àquela hora nas redondezas. Foi quando decidimos cozinhar uma sopinha que havíamos comprado no caminho. A tarefa se tornou bastante difícil com o frio e o vento gelado, que não deixavam que nosso forninho esquentasse nada na panela. De repente, a solução! Lembramos de um uma curiosa recomendação no site oficial do parque. Há uma agência de correios (<em>Post Office</em>) dentro do Denali, que tem o saguão aberto 24 horas. A mensagem indicava que era o lugar perfeito para quem queria fugir um pouco do frio do parque. Não sabíamos exatamente o que eles queriam dizer com isso, mas vimos nessa recomendação a única maneira de conseguirmos uma refeição naquela noite. Trouxemos os utensílios de cozinha para dentro, juntamente com a nossa mesa desmontável e preparamos uma sopinha gostosa em uma temperatura agradável dentro do post office.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0232.jpg"><img title="IMG_0232" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0232-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Jantar quentinho dentro dos correios</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Pensamos até em passar a noite por ali também, no saguão mesmo, mas decidimos testar nossa resistência ao frio do Alaska. Para quê? Antes tivéssemos ficado no correio mesmo! Fomos castigados durante a noite! Nem mesmo o aquecedor que compramos para tentar ajudar deu conta conforme a madrugada caía e o termomêtro baixava ao negativo.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0241.jpg"><img title="IMG_0241" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0241-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Manhã gelada no camping</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Apesar do frio, acordamos ansiosos no dia seguinte, quando finalmente poderíamos dar uma olhada no que o parque tem a oferecer. Passamos pelo<em> Murie Science and Learning Center,</em> um centro de informações que funcionava como o centro de visitantes na temporada de inverno, uma vez que os outros já estavam fechados. Conhecemos as trilhas e aprendemos sobre o parque e os animais que poderíamos encontrar no caminho, antes de partir para a natureza selvagem.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0530.jpg"><img title="IMG_0530" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0530-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Montanhas cobertas de neve enfeitam a paisagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Decidimos completar as milhas possíveis de carro (até a milha 30), aproveitando que o tempo estava relativamente aberto (pelo menos mais aberto que nos dias anteriores). A neve já tomava conta da paisagem e a lama da estrada a partir da milha 15. Fomos sem pressa, apreciando os cenários de montanha e os animais que vez ou outra davam as caras. No horizonte, quem aparecia era o gigantesco Monte Mckinley, cartão postal do parque. Seu nome é motivo de controvérsia. Os nativos alaskianos costumavam chamá-lo de Denali (“the high one” ou o grande na linguagem <em>Athabaska</em>), mas no fim do século XIX,  o dono de uma mineradora na região, deu o nome de Mckinley ao monte, como uma forma de suporte político ao então presidente William Mckinley. Apesar deste continuar sendo o nome oficial do monte, o povo do Alasca ainda prefere manter as tradições e chama-lo de Denali mesmo.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0900.jpg"><img title="IMG_0900" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0900-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista do monte Mckinley, ou Denali, segundo os nativos</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Chegamos à milha 30, onde uma cancela impedia dar sequência ao trajeto. Essa parada tem uma bela vista do Rio Teklanika, aquele que ficou famoso no cinema por impedir a passagem de Alexander Supertramp ou Christopher McCandless de volta à civilização no filme Na Natureza Selvagem (“Into the Wild”). Para quem não conhece, o filme conta a história de um jovem que decidiu romper seus laços com a sociedade e ter uma experiência pura na natureza. Este seguiu seu rumo justamente ao Denali, de onde nunca mais voltou. Lembrávamos do filme a todo momento dentro do parque. Até hoje discutimos se ele teve algum tipo de influencia nessa ideia maluca de ir para o Alasca de carro. O Teklanika que víamos ali não era o mesmo rio caudaloso do filme, já que no inverno as águas congelam e só voltam a ganhar volume com o derretimento da neve no verão. Comprovamos que McCandless provavelmente não teria problemas para atravessá-lo alguns meses mais tarde. Para quem não conhece o filme, fica a recomendação! Muito bom!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0453.jpg"><img title="IMG_0453" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0453-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Rio Teklanika congelado no outono</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Estávamos tirando algumas fotos na nossa volta, quando uma simpática guarda-parque estacionou ao nosso lado e perguntou se havíamos visto alguma vida selvagem. “<em>Have you seen any</em> <em>wildlife?</em>”, perguntou com um sorriso no rosto. Paramos para pensar e realmente havíamos visto muito pouco naquele dia. Mas mal sabíamos que era por pouco tempo&#8230;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0494.jpg"><img title="IMG_0494" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0494-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Parada para foto na estrada</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Seguíamos na estrada quando, de repente, demos de frente com um gigantesco urso <em>grizzly</em>!!! Estava bem ali, no meio da estrada, caminhando sem preocupações. Se fosse um desenho animado provavelmente estaria cantando alguma música daquelas bem felizes. Ele se assustou ao ver a Tanajura e correu direto para a neve. Felizmente, depois de alguns segundos, o urso pensou duas vezes e resolveu continuar caminhando próximo à pista. Ele acompanhou a Tanajura de perto por alguns metros, como se fossem bons amigos. Foi de arrepiar ver o urso assim tão de perto!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0536.jpg"><img title="IMG_0536" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0536-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nosso amigo urso se assustou com a Tanajura&#8230;</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><img title="IMG_0564" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0564-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" />
<p class="wp-caption-text">&#8230;fugiu para a neve&#8230;</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0571.jpg"><img title="IMG_0571" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0571-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">&#8230;olhou desconfiado&#8230;</p>
</div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<div id="attachment_2406" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0562.jpg"><img class="size-large wp-image-2406" title="IMG_0562" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0562-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">&#8230;deu uma risadinha&#8230;</p>
</div>
<div id="attachment_2378" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0584.jpg"><img class="size-large wp-image-2378" title="IMG_0584" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0584-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">&#8230;e voltou a correr ao lado da Tanajura!</p>
</div>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0617.jpg"><img title="IMG_0617" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0617-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">E cruzou o rio a nado!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Como ainda tínhamos um tempinho de luz do dia, decidimos fazer um trilha para terminar o passeio. Paramos na milha 15, para fazer o caminho que circunda o <em>Savage River</em>. No centro de visitantes nos disseram que era aonde teríamos mais chances de ver vida selvagem. Com o urso que vimos nas redondezas, não saímos do carro sem nosso spray de pimenta em mãos. Os ursos podem parecer fofinhos e bonitos, mas se resolverem partir para cima, não há quem segure. Seguimos as indicações dos folhetos informativos e fomos conversando alto o caminho inteiro, para chamar a atenção para nossa presença. Ursos não gostam de ser surpreendidos. Aumentamos ainda mais o volume depois de vermos as pegadas frescas na neve, que no fim nem de urso eram. No fim, não tivemos sorte (ou azar) por ali, e não cruzamos com nenhum animal. Mas já estávamos bastante satisfeitos com a nossa experiência com o grizzly horas antes.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_03071.jpg"><img title="IMG_0307" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_03071-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Savage River, local onde fizemos nossas trilhas</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0715.jpg"><img title="IMG_0715" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0715-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A trilha seguia a margem do rio</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0682.jpg"><img title="IMG_0682" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0682-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Pegada de coiote (provavelmente) na neve</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Saímos do parque no fim de tarde em direção à cidade de Healy para jantarmos. No caminho, vimos um restaurante que parecia simpático, o <em>49th State Pub &amp; Restaurant</em>. Havia bastante movimento, então decidimos dar uma olhada para ver o que ele tinha de tão especial. Foi quando deu um nó em nossa cabeça. O ônibus mágico de Christopher McCandless (do filme Na Natureza Selvagem – <em>Into the Wild</em>) estava paradinho na nossa frente! Mas o que ele estava fazendo ali?? Não deveria estar no meio da floresta?? Depois de alguns minutos de confusão, encontramos a resposta no cardápio do restaurante. O ônibus que estava ali era o que foi usado nas filmagens do filme. Ele funciona como uma espécie de museu, contando a história de McCandless a partir de cópias de fotografias e anotações, que ele mesmo registravam ao longo de sua viagem.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0810.jpg"><img title="IMG_0810" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0810-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Trombamos com o ônibus mágico!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0807.jpg"><img title="IMG_0807" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0807-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Se falassem que era o real, acreditaríamos!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0821.jpg"><img title="IMG_0821" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0821-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O cenário do filme e quadros com a história de Chris</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Quando viemos ao Alasca buscamos diversas informações sobre a Stampede Trail, que leva até o ônibus que ficou famoso no cinema. Porém, descobrimos que a trilha não é usualmente feita e ainda é muito perigosa. Pouquíssimos guias conhecem o trajeto, que levaria alguns dias na floresta para ser completado. Algumas pessoas por sinal, perderam-se no parque ou até morreram tentando completá-la. O próprio site oficial do Christopher McCandless, mantido por seus familiares, recomenda às pessoas que não façam a trilha. O motivo do ônibus do filme estar ali era exatamente este. O dono do restaurante diz que comprou o ônibus das produtoras do filme a fim de que ele estivesse disponível para as pessoas tirarem suas fotos sem arriscar suas vidas por elas. Ele se sensibilizou com o caso de uma turista europeia que se afogou no rio Teklanika tentando chegar ao ônibus. Aliás, foi curioso ver como todos os locais criticam a estupidez de Chris nas suas decisões. No fim das contas, para nossa surpresa (e alegria!), sem esperança alguma, conseguimos nossa foto com o ônibus mágico!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0807B.jpg"><img title="IMG_0807B" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0807B-1024x696.jpg" alt="" width="423" height="287" /></a>
<p class="wp-caption-text">Todo mundo se arriscou na pose!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Depois de um jantar bastante farto, com direito a King Crab e King Salmon (uma delícia!), seguimos para mais uma noite gelada no parque. Só que dessa vez o termômetro já marcava temperatura negativa. Se já tínhamos passado frio na noite anterior, imagina agora. Foi quando o post office apareceu novamente par salvar a nossa vida. “Hoje não tem escapatória, vamos dormir no chão mesmo!!”, pensamos. E foi o que fizemos, até que uma senhora que queria checar sua caixa postal nos despertou pela manhã. Mas tudo bem, por incrível que pareça, foi uma boa (e quentinha) noite sono!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0843.jpg"><img title="IMG_0843" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0843-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Carangueijo (King Crab) e salmão (King Salmon) do Alasca! Sem igual!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1242.jpg"><img title="IMG_1242" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1242-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Correio aquecido nos convida para passar a noite!</p>
</div>
<div id="attachment_2462" style="width: 328px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/photo-2.jpg"><img class=" wp-image-2462" title="photo-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/photo-2-768x1024.jpg" alt="" width="318" height="382" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminha confortável no chão dos correios</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"> Mais um dia no parque, pegamos a Tanajura para dar uma volta em busca de vida selvagem. Dessa vez não vimos nosso amigo urso de perto, mas alguns outros apareciam na floresta. Alces e renas também davam as caras de vez em quando. Passamos pelos canis, onde os cães treinados para os trenós faziam a festa para nossa visita. Todos eles Huskies alaskianos, um mais bonito que o outro.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0873.jpg"><img title="IMG_0873" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0873-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Husky Alaskiano sorrindo para foto</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0856.jpg"><img title="IMG_0856" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0856-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Olhos atentos!</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0869.jpg"><img title="IMG_0869" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0869-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Baita moleza!</p>
</div>
<p>Fizemos outra trilha no Savage River, dessa vez subindo a montanha para uma bela vista de cima do parque. A caminhada durou cerca de uma hora e meia e teve direito a subidas um tanto quanto inclinada e com gelo. Mas a vista vale o esforço.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0999.jpg"><img title="IMG_0999" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0999-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Subindo para a vista do alto</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0928.jpg"><img title="IMG_0928" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0928-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bastante neve e frio no caminho</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0956.jpg"><img title="IMG_0956" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0956-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista da trilha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O tempo havia melhorado em relação aos dias anteriores, sendo que as nuvens carregadas que cobriam o céu na maior parte do tempo haviam se dissipado em sua maior parte. Era a nossa esperança! Nos últimos dias, apesar de todo pensamento positivo, o tempo esteve fechado, impedindo que conseguíssemos ver o fenômeno que mais nos instigava na região, a Aurora Boreal. Durante todo nosso caminho, desde o Yukon até o Alasca, estávamos buscando essa maravilha, mas sem sucesso até então. Para aumentar nossa expectativa, o Denali costuma ser um ótimo local para observar a explosão de cores no céu durante a noite.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0653.jpg"><img title="IMG_0653" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0653-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Felizes com o tempo aberto!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Daquele dia não passava, era agora ou nunca!!! O céu finalmente aberto, as previsões para Aurora boas, um frio danado (dizem que a Aurora aparece com mais intensidade nos dias frios) e nós de vigília. Estávamos dentro do carro esperando o espetáculo. Ficaríamos o tempo que fosse!! Foi quando vimos de longe uma mancha tímida no céu. Seria aquilo a tão famosa Aurora?? Descemos do carro para checar. Estávamos quase nos decepcionando quando um faixo verde cruzou os céus. Ele se movia de um lado ao outro como se estivesse dançando. Quando nos demos conta, as luzes dançantes estavam por todas as partes. Verde, roxo, rosa, as cores variavam! Ficamos extasiados, admirando aquela maravilha! Difícil explicar em palavras e fotos a sensação, mas era como se fosse algo realmente mágico estivessem acontecendo. E curiosamente, a lua estava mais cheia do que nunca, talvez a mais luminosa de toda a viagem. Em teoria, a lua cheia desse jeito deveria atrapalhar nossa visão da aurora, mas preferimos pensar que ela só tenha deixado o cenário mais bonito!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1220.jpg"><img title="IMG_1220" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1220-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Show de luzes na Aurora Boreal!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1202.jpg"><img title="IMG_1202" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1202-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O verde toma conta do céu!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1219.jpg"><img title="IMG_1219" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1219-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Não parece de verdade!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1153.jpg"><img title="IMG_1153" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1153-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A lua brilhava forte no céu</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1230.jpg"><img title="IMG_1230" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1230-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Mais cheia, impossível!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Nossos dias no Denali não poderiam terminar de maneira melhor. A Aurora veio para coroar uma das experiências mais intensas e diferentes que tivemos na expedição até aqui. Seguimos em frente, ainda há muito o que explorar!</p>
<p style="text-align: justify;">Para ver mais fotos do Denali, <a href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631890658570/with/8139503270/" target="_blank">clique aqui</a>!</p>
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		<title>A Estrada de Gelo rumo ao Extremo Norte das Américas</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Oct 2012 10:45:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<category><![CDATA[Alaska]]></category>
		<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[Atigun Pass]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 26/09/2012 a 27/09/2012 Saímos de: Fairbanks, Alasca Destino final: Ponto mais ao norte da Expedição 4&#215;1: 68°24.168’ de Latitude Norte (ao norte &#8230; <a class="more-btn" href="https://4x1.com.br/dalton-highway/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data:</strong> 26/09/2012 a 27/09/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Fairbanks, Alasca</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino final: </strong>Ponto mais ao norte da Expedição 4&#215;1: 68°24.168’ de Latitude Norte (ao norte do Círculo Polar Ártico e da cidade de Coldfoot – Alasca)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância total: </strong>525 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>10 horas incluindo paradas.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Fairbanks e logo apanhamos a <em>Dalton Highway</em> rumo a Coldfoot.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> Na casa de um norueguês em <em>Wiseman</em> e no único “hotel” de Coldfoot.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de bom:</strong> Sanduíche de Salmão, próximo ao rio <em>Yukon</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio:</strong> Poder atingir o Círculo Polar Ártico e conhecer a Tundra!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho:</strong> O clima – que estava muito nublado – e o alto preço do “hotel” em Coldfoot.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“De todos os lugares realmente selvagens que ainda restam na Terra, nenhum é tão majestoso quanto o Ártico. Hoje, essa imperdoável paisagem se tornou quase impossível de ser habitada. Mas para as famílias que vivem aqui, o Ártico é um lar.” (tradução livre de narrativa da atriz Meryl Streep no documentário ‘To The Arctic’).</em></p>
</blockquote>
<div id="attachment_2417" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/18.jpg"><img class="size-large wp-image-2417" title="1" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/18-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Alasca dentro do Círculo Polar Ártico</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Acordamos sob o sol forte e seco de Fairbanks e, embora a temperatura girasse em torno dos 5°C, o frio não incomodava tanto. No planejamento inicial, quando saímos de São Paulo, a ideia era ir somente até Fairbanks, e dali começar a “descer”. Mas após a visita ao <em>Museum of the North</em> e de lermos os posts e comentários do Rodrigo e da Ana (da expedição ‘1000 Dias Por Toda América’) não resistimos à tentação de ir conhecer um dos ambientes mais inóspitos e de difícil sobrevivência na Terra. Tínhamos que tocar o Ártico!</p>
<p style="text-align: justify;">Recolhemos nossas barracas e montamos o café da manhã ali mesmo no estacionamento do supermercado <em>Safeway. </em>Partimos por volta das 10h e logo apanhamos uma das mais isoladas estradas: a <em>Dalton Highway</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A <em>Dalton </em>conecta a <em>Elliot Highway</em> (ao norte de Faibanks) até a cidade de Deadhorse (que na verdade está mais para uma vila com meros 50 habitantes permanentes) e é a última parada antes dos campos de petróleo de Prudhoe Bay, no Oceano Ártico! Por esse motivo, Prudhoe Bay é considerada (de forma não oficial) o ponto mais ao norte da Rodovia Pan-americana! E assim, partimos em busca de encontrarmos também o ponto mais ao norte da nossa Expedição!!!</p>
<div id="attachment_2418" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/21.jpg"><img class="size-large wp-image-2418" title="2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/21-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bruno apontando o norte no início da Dalton Highway!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A Dalton Highway, por si só, é um atrativo a parte. A estrada não é asfaltada em alguns trechos por conta do excesso de neve (em boa parte do ano) e dos pesados caminhões que desgastam a pista. Assim, muitos trechos se tornam um grande lamaçal e até escorregadios, por conta de chuvas ou gelo na pista. A Dalton foi construída para acompanhar o longo oleoduto (<em>pipeline)</em> que sai dos campos de petróleo em Prudhoe Bay rumo a Valdez, no sul do Alasca. Dessa forma, além de caminhoneiros que trabalham direta ou indiretamente em serviços relacionados aos campos de petróleo de Prudhoe Bay, somente alguns caçadores ou turistas curiosos encaram essa implacável estrada rumo ao Ártico!  Mas apesar de remota, a estrada recebe diariamente o fluxo de aproximadamente 200 caminhões e serve de apoio à manutenção dos complexos dutos que são feitos especialmente para aguentarem o duro inverno de temperaturas de até -50°C!</p>
<div id="attachment_2419" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/32.jpg"><img class="size-large wp-image-2419" title="3" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/32-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O gasoduto ao lado da Dalton Highway!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E assim fomos nós, lentamente rumando ao norte. Cerca de 3 horas e meia depois da saída de Fairbanks e com quase 220 km percorridos, cruzávamos o <em>Yukon </em>River. Foi quando resolvemos parar em uma das raras lanchonetes da estrada, assentada próximo à margem do rio. Comemos um delicioso sanduíche de hambúrguer de salmão com salada de batata! E claro que chamamos a atenção de outros caminhoneiros que ali se encontravam. Afinal, destoávamos em idade e aparência do resto daqueles experientes senhores de barba grisalha e pele clara. Um deles &#8211; que almoçava com um rapaz mais jovem, companheiro seu de trabalho &#8211; veio até nossa mesa curioso em saber quem eram os donos daquela caminhonete preta com placa de São Paulo! “Vocês realmente vieram de São Paulo até aqui?!” Perguntou o senhor, enquanto apontava onde ficava São Paulo para seu jovem companheiro, num grande mapa-múndi pendurado na parede do restaurante. “Sim senhor!” – respondemos contentes. Contamos todo nosso roteiro e ele afirmou que estávamos no limite do período ideal de passar por aquela região. Conversa vai, conversa vem, eles nos recomendaram seguir até o <em>Atigun Pass</em>, dentro do <em>Brooks Range </em>(uma cadeia de montanhas bem ao norte do Círculo Polar Ártico)<em>. </em>Olhamos no mapa onde ficava e seguimos!</p>
<div id="attachment_2446" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Mapa-Rota-norte-Alasca.jpg"><img class="size-medium wp-image-2446" title="Mapa Rota norte Alasca" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Mapa-Rota-norte-Alasca-300x163.jpg" alt="" width="300" height="163" /></a>
<p class="wp-caption-text">De baixo pra cima: A -Fairbanks; B -Círculo Polar Ártico; C -Coldfoot; D -Atigun Pass &#8211; ALASKA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O tempo nublado e a gradual diminuição de árvores ao longo da estrada (quanto mais ao norte avançávamos) dava um ar meio mórbido ao visual. Quando, de repente, avistamos uma família de <em>grizzly bears</em> (ursos pardos) ao lado da pista! Os pobres ursos correram assustados da Tanajura provavelmente imaginando o que aquela “coisa” preta e gigante fazia ali em seu remoto território.</p>
<p style="text-align: justify;">A propósito, é nesse território que se encontra a tundra! (alguém se lembra dela dos tempos de escola?!) Situada entre as posições 60° e 75° de latitude norte, a tundra é uma vegetação <strong>tipicamente rasteira</strong>! Coberta de gelo em boa parte do ano ou com solo encharcadiço durante os 2 meses de verão na região (uma vez que o fraco calor e a baixa drenagem do solo demoram a absorver o derretimento da neve), o que mais impressiona na tundra é o fato de <strong>não apresentar árvores!!! </strong>Isso mesmo<strong>,</strong> a vegetação predominante é de musgos, liquens e arbustos baixos que se aproveitam das temperaturas máximas de 12°C do verão (As máximas são de 12°C nos dias mais quentes!!!) quando ocorre uma “explosão” de vida vegetal. Essa “explosão” permite com que algumas aves, lebres, ovelhas, renas, bisões e caribus se alimentem bastante para enfrentarem o longo período de inverno!</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2421" class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/52.jpg"><img class="size-large wp-image-2421" title="5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/52-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O primeiro contato da Expedição 4&#215;1 com a tundra!</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"> Nosso primeiro e mais impressionante contato com a tundra deu-se no Finger Mountain uma região ao longo da <em>Dalton Highway</em> onde, incrustado em seu centro, encontra-se uma protuberante rocha granítica em formato de dedo (Finger Rock) que demarca um dos principais territórios onde os nativos dos Alasca caçavam no passado. Era um visual daqueles de como imaginaríamos um mundo sem vida. Mas ao passo que parece morta, a tundra impressiona por aqueles poucos remanescentes de vida e líquens que cruzam nosso caminho antes da chegada do longo e rigoroso inverno&#8230;. O frio aumentava e a temperatura já estava abaixo de zero. Lemos as placas informativas que nos ensinaram sobre a flora e a fauna da tundra (ali próximo à <em>Finger Rock</em>) e prosseguimos pela <em>Dalton Highway</em> rumo a Coldfoot.</p>
<div id="attachment_2420" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/42.jpg"><img class=" wp-image-2420" title="4" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/42-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Uma ovelha posou para foto em meio ao frio do Ártico!</p>
</div>
<div id="attachment_2422" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/62.jpg"><img class="size-large wp-image-2422" title="6" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/62-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Finger Rock, local onde há milhares de anos nativos caçadores observavam os mamutes caminhando pela Tundra &#8211; em Finger Mountain, AK</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mais algumas dezenas de quilômetros rodados e chegávamos a um dos marcos mais importantes da Expedição 4&#215;1 até o momento: a placa do Círculo Polar Ártico!!! Uma leve chuva fina começava a cair daquele céu carregado como que nos alertando que estávamos entrando em um dos lugares mais exóticos e intocáveis da vida selvagem na Terra. Paralelo à linha do Equador, o Círculo Polar Ártico é um dos 5 principais círculos de latitude do nosso planeta e corta a <em>Dalton Highway</em> na posição 66°33’ de latitude norte! Essa zona fria apresenta uma média de temperatura de somente 10°C durante os meses mais quentes; e todas as regiões dentro do círculo possuem ao menos um dia com 24 horas de sol (no verão) ou sem sol (no inverno)!!! Por isso, os territórios mais ao norte do círculo polar ártico podem ser severos com muitos animais e plantas que o habitam. A cidade mais populosa das Américas dentro do círculo Ártico é a cidade de Barrow, no Alasca, com aproximadamente 4.000 habitantes!</p>
<div id="attachment_2423" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/72.jpg"><img class="size-large wp-image-2423" title="7" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/72-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Expedição em frente à placa do Círculo Polar Ártico na Dalton Highway, AK</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2445" style="width: 249px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Arctic_circle.png"><img class="size-medium wp-image-2445" title="Arctic_circle" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Arctic_circle-239x300.png" alt="" width="239" height="300" /></a>
<p class="wp-caption-text">linha azul demarcando o círculo polar ártico</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Por volta das 20h e após mais de 400Km e muitas fotos chegávamos em Coldfoot! <strong>Com apenas 10 habitantes permanentes (isso mesmo, dez!!!)</strong>,  Coldfoot serve como uma parada para caminhoneiros que rumam à Prudhoe Bay. E, junto com Wiseman (vila ao lado de Coldfoot), é a última opção de habitação antes de Deadhorse – E ai? Ficaram surpresos com o fato de só terem 10 pessoas e alguns caminhoneiros em Coldfoot?! Pois imaginem então nossa reação ao ver que no meio de 5 caminhões ali estacionados encontramos uma mini-van do Brasil!!! – Não acreditávamos!! Como era possível ali no final da América do Norte, em uma vila contendo naquele momento menos de 40 pessoas encontrarmos um casal de brasileiros que faziam uma expedição com seus filhos novinhos desde Santa Catarina! INACREDITÁVEL!! Os brasileiros vão dominar o mundo! <img src="https://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<div id="attachment_2425" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/92.jpg"><img class="size-large wp-image-2425" title="9" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/92-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Surpresa em Coldfoot! O veículo dos brasileiros da Expedição &#39;Familia na Estrada&#39;</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2424" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/82.jpg"><img class="size-large wp-image-2424" title="8" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/82-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A pequena Coldfoot, Alasca</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Bem, Coldfoot possui apenas um único hotel/restaurante e uma bomba de gasolina e, portanto, o preço do “hotel” é uma “bagatela” de 200 dólares para um quarto para duas pessoas! Conversamos com o proprietário, contamos da expedição, da nossa restrição orçamentária, etc. e etc. e depois de muito insistirmos ele nos ofereceu o preço de familiares, chegando ao preço de 100 dólares por quarto para duas pessoas. O preço ainda era salgado para nós. Assim, seguimos em direção à vila de Wiseman na esperança de arrumarmos algo a um preço melhor. Em 5 minutos entrávamos na vila que foi fundada ao redor de 1919 por mineradores e hoje conta com 7 casas e aproximadamente 14 habitantes permanentes. As primeiras casas que avistamos estavam vazias e a neve começava a cair dificultando a nossa visão em meio às ruas estreitas e irregulares de Wiseman. Depois de rodamos um pouco e não encontrarmos os dois alojamentos que deveriam existir ali, avistamos uma fumaça saindo da chaminé da única casa que parecia habitada. O Gustavo tomou coragem e bateu à porta. Um Norueguês de aproximadamente 40 e poucos anos atendeu e logo lhe mostrou como chegar a ambos os locais. Rodamos, abordamos ambos os alojamentos e nada feito. Um estava lotado por estar recebendo um grupo de caçadores e o outro não aceitava 5 pessoas em um único quarto. Nossa única opção parecia ser voltarmos para Coldfoot e pagarmos os 100 dólares. Mas não estávamos contentes com isso e resolvemos mais uma vez perguntar ao Arild (o nome do Norueguês) se não havia mais nada pela região. O Gustavo novamente bateu em sua porta e explicou-lhe sobre a viagem e nossa busca por um lugar para ficar. Então Arild perguntou: “Em quantos vocês são”? “Somos em 5” – respondeu o Gustavo. “Caramba! 5 em um único carro? E por tantos quilômetros?! Então acho que não irão se incomodariam em ficar aqui, certo? A casa é pequena, mas dá pra acomodar.” Genial!!! Sem hesitar aceitamos o convite, e embaixo da neve que caía, retiramos algumas coisas da Tanajura e corremos para dentro da casa. O Arild nos ofereceu umas cervejas e fizemos um lanche (com algumas coisas que tínhamos no carro) enquanto batíamos um longo papo com ele. Arild construiu aquele chalé durante 3 verões e ali ele realizara um sonho de infância: ter uma casa num lugar remoto no Alasca! Conversamos sobre nossos países e culturas, sobre o Alasca, sobre a cultura americana&#8230;e o papo se estendeu até mais de 23h30.</p>
<div id="attachment_2427" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/112.jpg"><img class="size-large wp-image-2427" title="11" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/112-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A casa do Arild, em Wiseman, AK</p>
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<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2426" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/102.jpg"><img class=" wp-image-2426" title="10" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/102-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Expedição 4&#215;1 junto com o Arild, em Wiseman, AK</p>
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<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte ao guardarmos nossas coisas novamente no carro notamos que havíamos quebrado um dos parafusos que serviam de apoio para a abertura da barraca. Munido de ferramentas e parafusos que possuía da construção de sua casa, o Arild nos deu uma mãozinha e em 15 minutos estávamos com a barraca consertada! Tiramos algumas fotos, nos despedimos e estava na hora de partir. Saíamos em busca do ponto mais ao norte da Expedição!</p>
<div id="attachment_2428" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/122.jpg"><img class="size-large wp-image-2428" title="12" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/122-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Arild nos dando uma &quot;mãozinha&quot; com a barraca, em Wiseman, AK</p>
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<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2429" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/131.jpg"><img class="size-large wp-image-2429" title="13" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/131-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Foto em frente a casa do Arild com a bela vista das montanhas ao fundo em Wiseman, AK</p>
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<p style="text-align: justify;">Partíamos para desvendar um pouco mais da tundra e seguir até um dos trechos considerados mais perigosos da <em>Dalton Highway</em> no inverno. A estrada é apresentada em alguns seriados da TV americana como o ‘<em>Ice Road Truckers’</em> (Caminhoneiros de estradas de gelo) e o ‘<em>America’s Toughest Jobs</em>’ (Empregos mais difíceis da América) e já apareceu também no programa da BBC chamado <em>World’s Most Dangerous Roads</em> (estradas mais perigosas do mundo). A estrada tem toda essa fama principalmente pela enorme quantidade de neve que cai por lá em boa parte do ano e, principalmente, pela passagem pelo <em>Atigun Pass</em> (aquela que o senhor e o rapaz nos recomendaram no restaurante que almoçamos no dia anterior). O <em>Atigun Pass </em>é o desfiladeiro mais alto do Alasca aberto o ano todo e é o único meio de cruzar a cordilheira de montanhas chamada Brooks (Brooks Range) por vias terrestres. Devido a sua inclinação e a quantidade de neve ao longo da maior parte do ano, ele é responsável por inúmeras avalanches e por jogar muitos caminhoneiros para fora da pista! Também, a partir desse estreito em meio às montanhas do Brooks Range, são divididos os rios do Alasca que correm sentido ao Oceano Ártico daqueles que correm sentido ao Pacífico.</p>
<div id="attachment_2430" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/141.jpg"><img class="size-large wp-image-2430" title="14" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/141-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Início da Brooks Range</p>
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<div id="attachment_2431" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/151.jpg"><img class="size-large wp-image-2431" title="15" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/151-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura posa pra foto antes de encarar o trecho mais perigoso da Dalton Highway</p>
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<p style="text-align: justify;">Chegamos ao <em>Atigun Pass</em> após quase 3 horas e paramos para algumas fotos. A estrada estava coberta de neve e a visibilidade cada vez mais comprometida. Descemos o desfiladeiro devagar e percorremos mais algumas dezenas de quilômetros sem ter certeza se deveríamos seguir até Deadhorse – com a esperança de chegarmos à Prudhoe Bay e ver o Oceano Ártico – ou se voltaríamos. Mas as notícias que tínhamos eram de que as chances de acomodação em Deadhorse eram mínimas; e que os ônibus que são autorizados a levarem turistas por Prudhoe Bay até o Oceano Ártico tinham encerrado suas atividades há uma semana. Sendo assim, não valia mais a pena correr risco e seguirmos mais ao norte. Decidimos então seguir mais alguns quilômetros e acabamos atingindo a posição 68°24’ de Latitude Norte!</p>
<div id="attachment_2432" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/161.jpg"><img class="size-large wp-image-2432" title="16" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/161-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">-9 graus Celsius e muita névoa no meio do Atigun Pass &#8211; um dos trechos mais perigosos da Dalton Highway</p>
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<div id="attachment_2433" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/171.jpg"><img class="size-large wp-image-2433" title="17" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/171-1024x635.jpg" alt="" width="423" height="262" /></a>
<p class="wp-caption-text">Madalena aponta os 68 graus e 24 minutos de latitude Norte! O ponto mais extremo norte da Expedição 4&#215;1!</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Essa posição foi um grande marco em nossas vidas. Não somente era o fim da nossa “subida” e o ponto que marcaria o retorno ao sul do continente, mas era também o provável ponto mais próximo que chegaríamos a alguns dos pólos da Terra, por vias terrestres, em nossas vidas. Ainda que (por vias terrestres) o Ushuaia seja o limite ao sul das Américas, sua posição geográfica com relação ao Pólo Sul é muito mais afastada do que aquele ponto ali no Alasca é em relação ao Pólo Norte. Como o Rodrigo da expedição ‘1000 dias pela América’ explica em seu post sobre a passagem deles por Coldfoot, a América do Norte está muito mais ao norte do que a América do Sul está ao Sul. Ou seja, se estivéssemos na mesma latitude que atingimos de carro ali no Alasca (68°), mas ao Sul ao invés de norte, estaríamos muito além de Ushuaia. Estaríamos na verdade na península da Antártica!!! Incrível pensar nisso né?!</p>
<div id="attachment_2434" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/181.jpg"><img class="size-large wp-image-2434" title="18" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/181-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nossa marca no ponto mais extremo norte que a Expedição atingiu, na Dalton Highway, AK</p>
</div>
<p>Era hora de voltar. Rumo ao Sul! Depois dessa conquista, iniciamos o retorno em direção à Coldfoot! Desta vez não tínhamos outra opção, tivemos que pegar o quarto de duas camas por 100 dólares. Três de nós dormimos no chão e, na manhã seguinte, partimos para um dos principais destinos turísticos do Alasca: <em>Denali National Park</em>!</p>
<div id="attachment_2435" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/19.jpg"><img class="size-large wp-image-2435" title="19" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/19-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nosso quarto de hotel em Coldfoot, AK!</p>
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<p>Quer ver mais fotos?? Não deixe de conferi-las, é só <strong><a title="Alasca - Extremo Norte das Américas" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631858537053/with/8125373815/" target="_blank">clicar aqui!</a></strong></p>
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