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	<title>4x1 &#187; Zapatistas</title>
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	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
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		<title>Fim do Mundo com os Zapatistas</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Apr 2013 23:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[México]]></category>
		<category><![CDATA[Água Azul]]></category>
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		<category><![CDATA[Calendário Maia]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 20/12/2012 à 21/12/2012 Trajeto: Depois de uma noite em Águas Azuis e dar de cara com os zapatistas em Palenque, mudamos os planos e seguimos &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/fim-do-mundo/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><b>Ficha 4×1</b></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Data: 20/12/2012 à 21/12/2012</b></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Saímos de:</b> San Juan Chamula – México</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Distância total:</b> 705 km</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Onde dormimos:</b> <b>Magic Hostel, em Bakalar.</b> Acampamos na frente do hostel e nos permitiram usar o banheiro.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Pneu Cheio:</b> <b>Só os da Tanajura. </b>Tivemos uma tentativa frustrada de chegar à Palenque para o fim do mundo. </p>
</div></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half_last content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Destino final:</b> Bakalar (Palenque:FAIL!) – México</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Tempo de viagem:</b> Dia inteiro, quase literalmente.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>O que comemos de bom:</b> Comemos besteiras na estrada, nada de bom!</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Pneu murcho:</b><b> Fim do mundo não veio, mas perdemos Palenque.</b> A virada do calendário maia para nós foi regado à muita chuva e zapatistas na estrada.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
</div><div class="clear"></div></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Trajeto:</b> Depois de uma noite em Águas Azuis e dar de cara com os zapatistas em Palenque, mudamos os planos e seguimos pela Mexico 186 sentido Villahermosa, margeando a fronteira com a Guatemala, até a cidade de Bakalar.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Fim do Mundo com os Zapatistas</b></p>
<p style="text-align: justify;"><i>Fizemos as contas, adaptamos o roteiro e tudo estava encaminhado para passarmos o fim do mundo em plena efervescência mística da cidade maia de Palenque. Só esquecemos de avisar nossos amigos Zapatistas, que aproveitaram a atenção mundial à região naquela data para aprontar para cima dos nossos planos.</i></p>
<p style="text-align: justify;">Era dia 20 de dezembro de 2012, quando subimos na Tanajura e partimos em direção à Palenque. Como saímos um pouco atrasados de San Juan Chamula, a noite já caía enquanto ainda estávamos a algumas dezenas de quilômetros do nosso destino. Optamos pela precaução, e arriscamos passar a noite em Águas Azuis, uma cidade vizinha à Palenque e que de quebra teria uma bela cachoeira de água azul cristalina. Se o mundo não acabasse nas primeiras horas do dia seguinte, conseguiríamos chegar a Palenque justamente no último dia do calendário maia.</p>
<p style="text-align: justify;">Pagamos cerca de 30 pesos (cerca de R$4.5) por pessoa para acessar o parque. Lá dentro, há pequenos hóteis e uma boa área para camping. Preparamos nossas barracas e ainda tivemos tempo de olhar rapidamente a belíssima cor da água da cachoeira antes que a noite caísse, só esquecemos de sacar as fotos (nos arrependeríamos profudamente disso mais tarde!). Jantamos um peixe e contamos os minutos para dormir.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Cascadas_de_Agua_Azul_Chiapas_by_aladecuervo.jpg"><img alt="Cascadas_de_Agua_Azul_Chiapas_by_aladecuervo" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Cascadas_de_Agua_Azul_Chiapas_by_aladecuervo-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Como seria a cachoeira de Águas Azuis, se não chovesse no fim do mundo (foto de aladecuervo.deviantart.com)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Estávamos ansiosos, afinal, não é todo dia que podemos passar o fim dos tempos exatamente aonde toda essa história de fim de mundo começou. Durante nosso trajeto, lemos sobre o assunto. Descobrimos que no fim das contas, é tudo uma questão de interpretação. Muitas pessoas que encontramos na estrada indo à Palenque, estavam felizes com o momento, uma vez que não era o fim do mundo o que esperavam, mas sim o início de uma nova era, a partir do fim de um outro ciclo. Foi exatamente isso que limos de alguns especialistas da cultura maia. O tal do 21 de dezembro de 2012 seria o fim (aproximado) do calendário maia, mas a princípio nada nas escrituras e registros deixados pelos antigos indígenas dá indício de um fim dos tempos. Enfim, se fosse acabar alguma coisa, estávamos no lugar certo, e não poderíamos deixar de conferir.</p>
<p style="text-align: justify;">Era quase meia noite, quando o fim do mundo parecia estar começando. Uma chuva fortíssima caiu sobre nossas barracas. Um temporal acompanhado de vento, que ensopou a barraca e chegou a empurrar água para dentro dela. A chuva durou a noite inteira até de manhã e arruinou nossa esperança de ver a cachoeira sob a luz do dia. Não era hora do mundo acabar ainda, então arrumamos as malas e partimos para ver o que estava acontecendo em Palenque no 21 de dezembro.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns quilômetros na estrada e encontramos um congestionamento. Tudo estava parado! Em um primeiro momento, pensamos que todo mundo teve a nossa ideia de ir para Palenque exatamente neste dia. Mas depois percebemos que o trânsito não se mexia mesmo. &#8216;Talvez, tenha sido uum acidente&#8221;, pensamos. Encostamos em um local e perguntamos o que estava acontecendo. Fomos, então, informados de que nossos amigos zapatistas haviam fechado a estrada em um protesto contra o governo. O acesso à Palenque estava completamente bloqueado naquela estrada! Logo hoje!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/02/IMG_0824.jpg"><img alt="IMG_0824" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/02/IMG_0824-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O caos com a estrada interditada</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Como comentamos no último post, o movimento zapatista surgiu em meados de 1910, quando Emiliano Zapata uniu um exército revolucionário que lutaria contra o Governo Porfinista (do ex-presidente Porfírio Diaz), que estava no poder há mais de 20 anos. Hoje, o Ejército Zapatista de Liberación Nacional (ou EZLN) é um grupo revolucionário de esquerda, formado principalmente por indígenas que vivem na área rural de Chiapas. Desde 1994, o grupo tem uma guerra declarada ao Estado Mexicano, embora a maior parte de suas ações têm sido não violentas. Os Zapatistas tem o apoio da maioria dos habitantes do estado autônomo de Chiapas, onde a maioria dos habitantes é de origem indígena.</p>
<div style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/02/zapatistas.jpg"><img class=" " alt="zapatistas" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/02/zapatistas.jpg" width="280" height="435" /></a>
<p class="wp-caption-text">Poster Zapatista, luta por &#8216;tierra y libertad&#8217;</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Algumas horas se passaram antes que encontrássemos o Stefan, um viajante mexicano que havíamos conhecido no camping de Água Azul. Ele estava no contra-fluxo, desistindo de esperar que algo acontecesse por ali. Ele pretendia ir a Palenque também, mas depois de horas parado, reviu os planos e decidiu esticar direto para a península do Yucatán. Refletimos sobre o assunto e decidimos acompanhá-lo.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/02/IMG_0871.jpg"><img alt="IMG_0871" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/02/IMG_0871-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">E o mundo não acabou</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Dirigimos o resto do dia inteiro, passando por vilarejos que nunca ouvimos falar e caminhos bizarros, antes de chegamos na cidade de Bakalar, próxima à fronteira da Guatemala por volta de meia noite. Estávamos exaustos e não tardamos a armar as barracas em frente a um hostel, na rua mesmo. Passamo por um monte de fim de mundo, mas o nosso não acabou. Depois de muita chuva e zapatistas no caminho, sobrevivemos. Acordamos no dia seguinte na bela Laguna de Bakalar, de onde seguiríamos viagem para Cancun.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_0832.jpg"><img alt="IMG_0832" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/03/IMG_0832-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O grupo do Stefan, que nos resgatou em Palenque</p>
</div>
<div style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/02/bakalar.jpg"><img alt="bakalar" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/02/bakalar.jpg" width="400" height="300" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Laguna de Bakalar (foto de panoramio.com)</p>
</div>
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