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	<title>4x1 &#187; US Marines</title>
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	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
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		<title>Onde os &#8216;Marines&#8217; Não Tem Vez</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Nov 2013 21:36:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Nicarágua]]></category>
		<category><![CDATA[Canal do Panamá]]></category>
		<category><![CDATA[História da Nicarágua]]></category>
		<category><![CDATA[Intervenções Americanas na América Central]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 02/02/2013 à 04/02/2013 Trajeto: Saímos de Choluteca pela CA-3 fazendo fronteira em Guasaule. E de lá seguimos pela mesma estrada até Leon. &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/leon/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<h3><b style="font-size: 1.17em;">Ficha 4×1</b></h3>
<h4>Data: 02/02/2013 à 04/02/2013</h4>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de: </strong>Choluteca &#8211; Honduras</p>
<p><strong>Distância total:</strong> Aproximadamente 170 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Hostel León Imperial.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> León ainda emana o ar de uma cidade que lutou por sua liberdade ao longo de décadas. Sem sombra de dúvidas a visita ao Museo Histórica de La Revolución guiada por um ex-guerrilheiro mexeu muito com a gente.</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> León &#8211; Nicarágua<b></b></p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> Pouco mais de 4 horas, pois nesse dia tivemos que passar em fronteira – que foi até tranquila.</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> A comida da Nicarágua é uma das que mais se assemelha com a nossa culinária. O restaurante Al Carbon serve uma carne deliciosa. O El Desayunaso serve um reforçado café da manhã com sucos típicos!</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> Difícil apontar um. Talvez o fato da praça central estar em reforma: é algo bom para a cidade, mas não pudemos aproveitá-la em sua plenitude.</p>
</div><div class="clear"></div><p style="text-align: justify;"><b>Trajeto:</b> Saímos de Choluteca pela CA-3 fazendo fronteira em Guasaule. E de lá seguimos pela mesma estrada até Leon.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><i>Em 1912, o presidente (dos EUA) William H. Taft afirmava</i>: “<i>Não está longe o dia em que três bandeiras de barras e estrelas vão assinalar em três pontos equidistantes a extensão de nosso território: uma no Polo Norte, outra no canal do Panamá e a terceira no Polo S</i><em>ul. Todo o hemisfério, de fato, será nosso, como já é nosso moralmente em virtude de nossa superioridade racial.” [&#8230;] as empresas (estadunidenses) se apoderavam das terras, alfândegas, tesouros e governos; os ‘<a title="Marines - Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (Wikipedia)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Corpo_de_Fuzileiros_Navais_dos_Estados_Unidos">marines</a>’ desembarcavam em todas as partes (na América Central) para proteger a vida e os interesses dos cidadãos norte-americanos. [&#8230;] A epopeia de Augusto César Sandino comovia o mundo. A longa luta [&#8230;] derivava de reivindicações  de terra e mantinha acesa a ira campesina [&#8230;] Com a música de Adelita, os guerrilheiros cantavam: Na Nicarágua, senhores, é o rato que pega o gato</em>. (GALEANO, Eduardo – As veias abertas da América Latina. p. 156 a 160. L&amp;PM, 2011 – tradução de ‘<i>Las venas abiertas de América Latina’</i>, de 1978. )</p>
</blockquote>
<div id="attachment_4709" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5652.jpg"><img class="size-large wp-image-4709" alt="Tanajura aguardando liberação dos documentos na Fronteira de Guasaule entre Honduras e Nicaragua  " src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5652-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura aguardando liberação dos documentos na Fronteira de Guasaule entre Honduras e Nicaragua</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Como em quase todas as viagens que alguém faz por diversos países, em nosso regresso ao Brasil, fomos costumeiramente abordados com a seguinte pergunta: “Qual o lugar (ou país) que vocês mais gostaram?”. Difícil, né?! Imaginem então chegar ao consenso de um só lugar quando a experiência foi vivida durante 13 meses e por 5 pessoas! Alguns insistem: “Ah, mas e se fizerem um Top 3?! Top 5?!” Ok! Se abrirmos um pouco mais o leque e ponderarmos diversas variáveis, desde beleza natural atípica para nós brasileiros, passando pelo custo do país, receptividade da população, até o aprendizado genuíno de sua história e cultura, conseguimos montar uma listinha de 5 a 10 lugares. E apesar de nessa lista entrar como número 1 (de forma quase unânime) o Alasca, o lugar que mais impressiona as pessoas por estar no topo dessa lista é a Nicarágua! Por quê?! Bom, para contar um pouco do que sentimos ali, precisamos primeiro traçar um contexto histórico do país&#8230;</p>
<p> Vamos voltar então, ao final do século XIX, por volta do ano de <b>1848</b>&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O lago Nicarágua é o maior lago da estreita América Central e o segundo maior da América Latina, perdendo apenas para o famoso &#8216;Titicaca&#8217; (na Bolívia). Em 1848, 10 anos após a total independência da Nicarágua – que ocorreu em 1838 (reparem que foi somente 16 anos após a nossa) – o Reino Unido e, principalmente, os EUA viraram seus olhos para o país. E, esse último, nunca mais tirou. O interesse das superpotências eram construir um canal interoceânico na América Central. Naquela altura, o grandioso lago nicaraguense, que combinado a seus rios anexos, praticamente conectava o Pacífico ao Atlântico, parecia o lugar perfeito para a construção do tal canal!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/Lago-Nicarágua.jpg"><img alt="Lago Nicarágua" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/Lago-Nicarágua-1024x453.jpg" width="423" height="187" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ao centro, com uma marcação vermelha, o grandioso Lago Nicarágua!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No entanto, nesse período duas importantes cidades Nicaraguenses <b>(atualmente dois dos principais pontos turísticos do país)</b> viviam em constante conflito: de um lado <b>León</b>, capital dos Liberais; e do outro, <b>Granada</b>, sede dos Conservadores. Numa tentativa de pacificar suas diferenças, as cidades chegam a um acordo e, em <b>1852,</b> transformam Manágua (equidistante das duas) na capital do país. ‘Final feliz para ambas né?’ Não é bem assim! O que Granada e León não sabiam é que nem uma, nem outra, eram seus principais rivais pelo controle da Nicarágua. O principal adversário chamava-se EUA. E a grande águia resolve colocar suas garras de vez no país, a partir de <b>1893</b>.</p>
<div id="attachment_4711" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5845.jpg"><img class="size-large wp-image-4711" alt="A bandeira nicaraguense sobressai em meio às inúmeras propagandas na entrada de Manágua" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5845-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A bandeira nicaraguense sobressai em meio às inúmeras propagandas na entrada de Manágua &#8211; Nicarágua</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Após 30 anos de predomínio dos conservadores (apoiados por EUA e Reino Unido que controlavam diversas regiões e instituições no país) e instabilidade política (com inclusive um episódio curioso do mercenário aventureiro estadunidense, Willian Walker, que se aproveitou de uma batalha entre León e Granada para proclamar-se presidente do país) os liberais tomam o poder, em 1893, por meio do general José Santos Zelaya. De pulso firme, Zelaya aprova uma nova constituição – moderna e nacionalista – instaura medidas ditatoriais e estreita relações com Alemanha e Japão, no objetivo de estabelecer uma parceria para a construção de um canal no país.</p>
<p style="text-align: justify;">Tsc tsc tsc&#8230; os EUA não iam deixar assim barato&#8230; Incomodados com as perdas financeiras no país os EUA decidem construir seu almejado canal no Panamá. E, para garantir que não tivessem uma eventual concorrência a esse canal, o tio Sam decide intervir na Nicarágua e impedir os planos de Zelaya. Os ‘gringos’, como são conhecidos os cidadãos estadunidenses na América Central, passam a apoiar o retorno dos conservadores ao poder através do envio de ‘<i>marines</i>’ na região. Consequência: em <b>1907</b> Zelaya é derrubado do poder! E assim, nas próximas duas décadas os EUA passam a enviar constantemente os ‘<i>marines’ </i>para colocar e destituir presidentes; assumem o controle da alfândega, das ferrovias e do banco central do país. (CURIOSIDADE: a influência dos ‘gringos’ foi tão grande na Nicarágua – e na América Central – que o Beisebol é o esporte número 1 no país!).<b></b></p>
<p style="text-align: justify;">Mas os liberais nicaraguenses não aceitam tamanha intervenção no país! E aí é que surge o grande líder &#8211; que viraria um dos maiores ícones, não só da Nicarágua, mas dos levantes mundiais contra a opressão das superpotências: César Augusto <b>Sandino</b>! Como? Líderes do partido Liberal decidem lançar-se guerrilha, por volta de <b>1926</b>. Entre eles destaca-se a figura de César Augusto <b>Sandino</b>. Após inúmeros acordos, eleições presidenciais e a retirada das tropas americanas do país (quando eles garantiram o bom treinamento da Guarda Nacional ao longo de quase 10 anos), Sandino depôs as armas e aceita um convite de jantar do então presidente, e ex-general da Guarda Nacional, Anastasio Somoza que propunha um plano de desarmamento. Sandino cai numa emboscada de Somoza e é assassinado em <b>1934</b> no caminho do jantar, abrindo caminho para os piores anos de ditadura e desvio de verbas no país. A Nicarágua cai numa profunda ditadura de mais de 45 anos pelo controle da família Somoza. Apoiada pelos EUA, Somoza – e a Nicarágua – tornaram-se um reduto político dos EUA para a derrubada de líderes na Guatemala e em Cuba.</p>
<p style="text-align: justify;">Somente em <b>1979</b> (34 anos atrás) os liberais voltam ao poder em um país arrasado financeiramente. “Brota” ajuda internacional sobre uma Nicarágua arrasada economicamente. Mas também surge o período da Guerra Fria e sob o pretexto do comunismo (aham!) o presidente Ronald Reagan instaura um embargo à Nicarágua e apoia uma absurda investida militar contrarrevolucionária conhecida como Contras numa tentativa de voltar a dominar o poder no país (além de instituir um embargo em 1985) Bom, não precisamos nem mencionar que isso levou a uma série de novos conflitos e ações de guerrilha no país. Os Contras, financiados pelos EUA, somente entregaram suas armas em <b>1990!!!</b> período em que os EUA também decidiram retirar o embargo ao país.</p>
<p style="text-align: justify;">E, hoje, aos poucos, a Nicarágua tenta recuperar-se economicamente. Nos primeiros anos de governo do partido Sandinista – quando o país tentava recuperar-se do terrível período de governo dos Somoza – houve redistribuição de terras agricultáveis para cooperativas locais, redução do analfabetismo de 50% para 13%, eliminação da poliomielite e redução da mortalidade infantil em 1 terço.</p>
<p style="text-align: justify;">É! A Nicarágua é um país geograficamente tão pequeno, mas com uma história tão intensa! E o orgulho pela “vitória” conquistada ao diminuir a massiva intervenção dos EUA no controle do país ainda é muito recente no coração do sofrido povo Nicaraguense e vai à contramão da realidade do resto dos países da América Central. Tanto é que em 2011 o presidente Daniel Ortega disse que iria abrir um novo processo contra os EUA na Corte Internacional em Haia (Holanda) com relação a um processo de indenização da década de 80, onde os EUA foram intimados a pagar a cifra de US$17 bilhões – e que até hoje se negam a pagar!!!</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos dos que estão lendo esse post podem pensar se isso tudo não é um pouco abstrato, ou distante da realidade de um viajante. Afinal, todos os países possuem sua história, orgulhos e sentimentos de valorização nacional. No entanto, León, na Nicarágua, é uma cidade realmente diferente. Apesar do forte turismo internacional, o reduto dos liberais nicaraguenses ainda possui seu “fervor” revolucionário. E isso nos ficou claro quando dávamos nossa primeira volta pela cidade – ainda sem muito saber da história do país. Logo na primeira hora nos deparamos com alguns meninos jogando basquete e andando de skate numa quadra perto do centro da cidade. Um imenso e lindo mural em uma das paredes laterais da quadra dizia: “Por la libertad hemos luchado y hoy juramos defenderla” (Pela liberdade nós lutamos e hoje juramos defendê-la). E aquele mural não era solitário não! Outros murais, imagens e menções – e até um museu – àqueles que lutaram pela soberania do país eram vistos ao longo de León.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5716.jpg"><img alt="IMG_5716" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5716-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O belo mural nos anunciava que entrávamos em uma cidade que ainda se orgulha da liberdade conquistada em um passado nada distante. (León, Nicarágua)</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5722.jpg"><img alt="IMG_5722" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5722-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Menino observa de perto o mural de León, Nicarágua</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5725.jpg"><img alt="IMG_5725" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5725-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A quadra na praça central tem murais e frases de impacto por todos os lados. A quadra está sempre movimentada pelos jovens da cidade &#8211; em León, Nicarágua.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Na parte oeste da cidade, um prédio muito velho que costumava ser o Palácio das Comunicações na época do ditador Somoza, fora no passado mais recente a última “fortaleza” da resistência Sandinista. Hoje ele abriga o simples, porém apaixonante, ‘<i>Museo Historico de La Revolución’</i> mantido pela Associção dos Combatentes Históricos ‘<i>Heroes de Veracruz’. </i> Furos de balas nas paredes (internas e externas); artefatos idênticos aos usados pelos combatentes guerrilheiros; fotos e murais recontando a brava história de Sandino e seus aliados; e a condução da visita ao museu feita por um próprio ex-guerrilheiro!! davam o ‘ar’ mais que perfeito para sentir-se dentro da história viva da Nicarágua! O simpático senhor Willian gostou tanto da gente que fez questão de nos levar a um dos lugares favoritos dos revolucionários dentro do prédio: o telhado. Apesar do teto velho e meio solto, o senhor Willian nos garantiu que era seguro. De lá avistamos ao longe alguns dos vulcões nicaraguenses que é uma das principais belezas naturais do país (que contaremos detalhadamente em posts posteriores) e presenciamos o lindo por do sol no quente final de tarde ouvindo histórias vividas por Willian.</p>
<p style="text-align: justify;">Caminhar por León é muito agradável! A pacata cidade é muito limpa, ruas amplas e está muito bem conservada. Sua praça principal está em reforma e nela está assentada a grandiosa basílica barroca Catedral de la Asunción de León. O ponto alto da visita é poder caminhar pelo teto da basílica! (é, podemos dizer que conhecemos bem León do alto! hehehe). Não muito longe dali fica o muito divertido Museo de Leyendas y Tradiciones (Museu de Lendas e Tradições) que conta ícones e lendas nicaraguenses que são transmitidas ao longo de gerações.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5736.jpg"><img alt="IMG_5736" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5736-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A belíssima basílica de León &#8211; Nicarágua</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5766.jpg"><img alt="IMG_5766" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5766-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A charmosa pracinha com acesso restrito passa por reforma &#8211; em León, Nicarágua</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5691.jpg"><img alt="IMG_5691" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5691-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bruno caminha numa rua típica da cidade de León, Nicarágua</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5711.jpg"><img alt="IMG_5711" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5711-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Final de tarde pacato e mais murais ao fundo de uma das praças de León, Nicarágua</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E o mais interessante de tudo isso é que os valores culturais esse sentimento revolucionário, questionador, de liberdade e o desejo de mudar sem a influência das superpotências (num sentido “entreguista”, como muitos outros países latinos) ainda é muito presente no povo nicaraguense – isso não quer dizer necessariamente que eles neguem o capital do investimento externo, mas que simplesmente querem preservar suas tradições e soberania.</p>
<p style="text-align: justify;">No passeio que fizemos na belíssima ilha de Ometepe (próximos posts) conhecemos duas pessoas que muito nos tocaram. Com apenas 20 anos, o jovem Omar nos guiou na subida do vulcão Concepción. Estudante de arquitetura por ensino a distância, Omar realiza trilhas como forma de complementação da renda familiar. No caminho, nos contava orgulhoso a história recente de seu país, as vitórias alcançadas ao expulsar os ‘gringos’ e sobre os recentes investimentos do governo em educação e no empreendedorismo, como forma de aumentar a competitividade do país.<b> </b>Curioso é que, ainda antes de subirmos o vulcão com Omar, o senhor Ramón &#8211; reformado combatente do exercito liberal – profetizava dentro da Tanajura com os olhos marejados: “Muitos falam mal, mas eu acredito na juventude de hoje. Os jovens hoje possuem maior liberdade e oportunidades para transformarem o país”. Ele dizia acreditar que “a energia interior de um jovem, sua alegria e seu espírito transformador seriam capazes de transformar a atual situação social e econômica do país.” Coisa que parecia impossível em seu tempo.</p>
<div id="attachment_4737" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_6552-2.jpg"><img class="size-large wp-image-4737" alt="IMG_6552-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_6552-2-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O sr. Ramon que nos mostrou sua visão sobre os jovens e o futuro da Nicarágua</p>
</div>
<div id="attachment_4738" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_6582-2.jpg"><img class="size-large wp-image-4738" alt="IMG_6582-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_6582-2-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O jovem guia Omar que durante a trilha nos contava com paixão a história da Nicarágua e nos dava sua opinião sobre a atual realidade do país.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Quanto a nós, nos sentimos cativados pelo carisma dos Nicaraguenses. E podemos até arriscar com um ar de ‘torcedor’ que, se todos os jovens nicaraguenses tiverem o mesmo espírito de seriedade do Omar, a energia das palavras do sr. Ramón ou a determinação de outros nicaraguenses que conhecemos enquanto estivemos ali, podemos ter certeza de que o país está no caminho certo!</p>
<p style="text-align: justify;">Saímos de León com direção ao nosso próximo destino: Masaya e seu vulcão ativo com lava! E no caminho já éramos aguçados por outros vulcões que víamos ao longo da estrada. Mas antes resolvemos dar uma passada em Manágua para termos uma ideia da cidade.</p>
<div id="attachment_4713" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5823.jpg"><img class="size-large wp-image-4713" alt="Vulcão é visto ao horizonte de dentro da Tanajura no caminho à Masaya - Nicarágua" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5823-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vulcão é visto ao horizonte de dentro da Tanajura no caminho à Masaya &#8211; Nicarágua</p>
</div>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5829.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-4714" alt="IMG_5829" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5829-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A capital nicaraguense conta com aproximadamente 2 milhões de habitantes e é a maior cidade do país. Havíamos pesquisado um pouco sobre a cidade mas nenhum atrativo em especial nos chamou a atenção então passamos pouco mais de 30min dando um giro próximo ao lago de Manágua e partimos&#8230; A ansiedade em ver um vulcão ativo com lava era grande, aguardávamos desde a Guatemala! Mas mal sabíamos que teríamos um pequeno empecilho até o tão esperado encontro &#8230; <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<div id="attachment_4712" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5850.jpg"><img class="size-large wp-image-4712" alt="IMG_5850" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/11/IMG_5850-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Uma das estruturas da empresa do famoso rum nicaraguense Flor de Caña, na entrada de Manágua &#8211; Nicarágua</p>
</div>
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