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	<title>4x1 &#187; Road Trip</title>
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	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
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		<title>Revivendo os Tempos de República</title>
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		<comments>http://4x1.com.br/las-vegas-e-los-angeles/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Jan 2013 16:56:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 09/11/2012 à 15/11/2012 Trajeto: Na saída de Flagstaff percorremos um curto trecho pela famosa Route 66 e logo apanhamos a I-40 rumo &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/las-vegas-e-los-angeles/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Ficha 4×1</strong></h3>
<h4><strong>Data: </strong>09/11/2012 à 15/11/2012</h4>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Flagstaff, Arizona – EUA                          (Grand Canyon)</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Distância total:</strong> Total: 837 km (Flagstaff à Las Vegas: 411km; Las Vegas à Los Angeles: 426 km)</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Onde dormimos:</strong> <span style="text-decoration: underline;">Las Vegas:</span> hotel Circus Circus.         <span style="text-decoration: underline;">Los Angeles:</span> mais uma vez o Daniel foi nosso anfitrião! <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Pneu Cheio:</strong> A grande celebração do encontro entre novas companheiras com amigos de longa data.</p>
<p style="text-align: left;">
</div></p>
<p style="text-align: left;">
<div class="one_half_last content_left"></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Destino final:</strong> Los Angeles, Califórnia – EUA                      (com parada em Las Vegas, Nevada)</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Tempo de viagem:</strong> Total: quase 8 horas. Aproximadamente 4h em cada trecho.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>O que comemos de bom:</strong> Saudáveis sopas, sanduíches e sobremesas no Urth Caffe em Santa Monica.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Pneu murcho:</strong> O descaso e a intransigência do segurança pós-jogo do Lakers que nos impediu de retornar para buscar o boné do Gabriel, incorrendo na perda do mesmo. Atitudes inflexíveis e “bitoladas” como essa nos perseguiram em diversas ocasiões durante a passagem pelos EUA.</p>
<p style="text-align: left;">
</div><div class="clear"></div></p>
<p><strong>Trajeto:</strong> Na saída de Flagstaff percorremos um curto trecho pela famosa Route 66 e logo apanhamos a I-40 rumo a Oeste até perto de Nevada onde apanhamos a US-93 para o Hoover Dam. De lá apanhamos a US-93 e a I-215 sentido Las Vegas. De Las Vegas para Los Angeles fomos basicamente pela I-15.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><i>O retorno à “fabulosa” Las Vegas e à cinematográfica Los Angeles já não tinha o mesmo propósito. Conversas, risadas, questionamentos e reflexões eram os ingredientes que se misturavam à programação recheada de esportes, pendências e programas mais caseiros. Em Los Angeles revivemos os bons momentos dos tempos áureos de República! </i></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Estávamos imundos. Ventos fortes começavam a soprar um ar gelado juntamente com as nuvens carregadas no céu. Eram indícios de que uma forte chuva estava prestes a cair. Mas nada nos tirava o sentimento de realização quando chegamos novamente ao topo do imponente Grand Canyon após aqueles dias de trilha exaustiva. As francesas nos haviam acompanhado pelos quilômetros finais e decidimos ir jantar todos juntos ali mesmo dentro do parque. Era nossa primeira refeição reforçada nos últimos dois dias e, seguindo a tradição francesa, pedimos umas taças de vinho para comemorar. Numa mistura de inglês, francês e até italiano, nos esforçávamos em derrubar a barreira linguística que havia nos prendido durante os primeiros dias de conversa ainda dentro do Canyon. E com o passar das horas nos sentíamos cada vez mais entrosados!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5422.jpg"><img alt="IMG_5422" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_5422-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A última pausa antes da escalada final para o topo do Grand Canyon!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Teríamos ainda mais uma noite ali no Grand Canyon e nosso próximo compromisso era no LAX (<i>Los Angeles International Airport</i>), dali a dois dias, para buscarmos nosso grande amigo e ex-companheiro de República: Renatinho. Já estávamos prestes a pagar a conta quando surgiu delas a proposta que mudaria nossos destinos para os próximos dias: “Por que vocês não vêm conosco para Las Vegas?”</p>
<p style="text-align: justify;">Recém-formadas em arquitetura, Camille, Charlotte (‘Cha Cha’), Suzy e Johanna (a única engenheira da turma) aproveitaram as férias, pós-término da faculdade, para realizarem algumas entrevistas investigativas com arquitetos da costa oeste americana. Ao voltarem para a França, a ideia é consolidarem todo o material coletado e juntar com o de outras amigas, da mesma associação que fundaram, e que realizaram as mesmas entrevistas só que em outros países. E apesar de suas entrevistas estarem concentradas na região de San Francisco, elas aproveitavam os quase 3 meses que teriam para também darem um giro pelos parques e cidades no badalado oeste americano.</p>
<div style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/31.jpg"><img alt="31" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/31-682x1024.jpg" width="270" height="406" /></a>
<p class="wp-caption-text">O criativo Diário de Viagens das meninas: através de desenhos!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Longe de ser o destino o qual teríamos vontade de voltar um dia, ainda mais tão brevemente, víamos nesse retorno a Las Vegas uma oportunidade de estreitarmos ainda mais nossa amizade com as meninas e de viver uma experiência diferente da primeira. Com amigas de nacionalidade e realidades diferentes das que estávamos acostumados.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim foi&#8230;Elas seguiram para Vegas ainda naquela noite e nós seguimos para nosso hotel ali na região.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, a caminho de Las Vegas, pararíamos para apreciar uma das obras de engenharia de maior orgulho para os americanos: o <i>Hoover Dam</i>. Concluída em 1935 por mais de 5.000 mil funcionários, a barragem que fica dentro do rio Colorado (na divisa dos estados de Nevada e Arizona) foi eleita, durante as décadas de 30 e 50, uma das mais altas barragens e maiores hidrelétricas do mundo. Planejada com o intuito inicial de evitar enchentes nas plantações ao Sul da Califórnia provocadas pelo rio Colorado, a barragem promoveu o desenvolvimento do sudoeste americano. E, hoje, provê água e energia para plantações e importantes cidades como Phoenix (AZ), Las Vegas (NV) e nos arredores de Los Angeles (CA). (Benefícios para uns, nem tanto para outros&#8230; Descobrimos em visitas recentes que a barragem provocou a diminuição da vazão natural do rio Colorado no Golfo da Califórnia, no México, aumentando, assim, a salinização das águas do mar de Cortés e interferindo em algumas espécies naturais)</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/30.jpg"><img alt="30" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/30-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista parcial do Hoover Dam</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/29.jpg"><img alt="29" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/29-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A barragem do Rio Colorado no Hoover Dam</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Chegamos a Las Vegas no final da tarde e ao cair da noite nos encontramos com as francesas. Como já éramos “experts” na cidade, elas nos pediram para ditar o roteiro. Fizemos o tour básico: passamos por dentro dos principais casinos, paramos para jantar em um restaurante fora do “rol do glamour” e assistimos o balé de águas dançantes da famosa fonte do casino Bellagio. Encerramos a noite com muita música, conversas e risadas em um animado bar da região.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, antes da partida, fomos todos juntos almoçar num restaurante recomendado por uma senhora colombiana, que havíamos conhecido semanas antes numa trilha dentro do Zion Park. Longe de ser um excelente restaurante, o Green Valley Ranch possuía um variado Buffet a um preço excelente! Chegamos lá por volta das 13h e logo nos servimos. O clima estava leve e era como se as conhecêssemos há anos! Falamos sobre nossas diferenças culturais, contamos piadas, frases engraçadas de cada país e aprendemos jogos franceses. Foi aí que, de repente, fomos interrompidos pela gerente do restaurante. Muito sem graça, a moça nos abordou pedindo-nos, cordialmente, se poderíamos desocupar a mesa. Olhamos os relógios e&#8230;Caramba! Ficamos ali por quase 5 horas!!! Não nos demos conta, mas já eram quase 18h e a fila lá fora para o jantar já estava enorme. Pedido justíssimo! Além disso, ainda iríamos dirigir mais de 3 horas e meia até Los Angeles para buscar o Renatinho. Precisávamos nos apressar. E junto com aquele pedido chegava o duro momento das despedidas&#8230; Adeus?! Tchau?! Até breve?! Era difícil, pois sabíamos que dificilmente iríamos nos encontrar novamente. Ainda mais todos juntos. E com um passo para trás elas se afastavam um pouco da gente. Trocaram algumas palavras entre elas e voltaram até a gente: “Pensamos em ir com vocês para Los Angeles! O que acham?” – disse uma delas. “Sério!?” – respondemos surpresos antes de concluir: “É claro que pela gente tudo bem!”. Ficamos muito contentes! Elas explicaram que além de continuarmos por mais uns dias aquele clima gostoso, elas poderiam aproveitar a passagem na capital mundial do cinema para entrevistar alguns arquitetos de lá, antes de seguirem para seus compromissos em San Francisco. Muito legal! Seria a primeira vez que viajaríamos juntos ao lado de outra “expedição”. Ainda mais da nossa idade, com propósitos similares e características complementares às nossas!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/28.jpg"><img alt="28" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/28-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Todos fazendo o &#8220;pegadinha do Malandro! Glu glu glu!&#8221; hahahaha (no restaurante na saída de Las Vegas, NV)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Partimos para Los Angeles, pois se não nos atrasaríamos para buscar o Renatinho. E antes do nosso reencontro em Los Angeles, as meninas passariam aquela noite, e a manhã do dia seguinte, no <i>Death Valley</i> (o chamado ‘vale da morte’). Chegamos ao LAX por volta das 21h50 e o Renato já nos aguardava. Seguimos de lá para a casa de nossos “anfitriões-mor”: o Daniel e sua cadelinha Brie que, dessa vez, além de receberem a Expedição e o Renatinho, ainda contava com a visita da irmã do Daniel: a Lara. J Já se passavam quase 3 meses desde nosso encontro com o Daniel e mais de 5 meses que havíamos estado com o Renato, na casa de seus pais em Patrocínio-MG (nossa primeira parada após a saída de São Paulo). Eram muitas histórias, curiosidades e novidades a serem colocadas em dia. E a conversa invadiu a madrugada&#8230;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/285.jpg"><img alt="28,5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/285-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Brie vindo até a porta para nos receber!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Vale ressaltar que as conversas foram, sem dúvida, o ponto alto de nossa passagem por Los Angeles. O que vivemos hoje é justamente um momento de transição em nossas vidas e carreiras e era gostoso ouvir cada um falar sobre suas perspectivas atuais. Como 4 de nós, o Renatinho também havia trabalhado no mercado financeiro e agora atuava como pesquisador pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), ligada à USP. Ele nos contava alegre sobre estar fazendo algo que realmente o motivava e sobre ter uma vida mais tranquila. Discorreu também sobre a possibilidade de vir a realizar (num futuro próximo) um doutorado com bolsa na Universidade de Ilinois – motivo o qual o trazia até ali nos EUA e que permitiu ir nos visitar. O Daniel também comentou sobre o bom momento que estava passando em Los Angeles após todos esses anos morando ali. Comentou sobre suas expectativas de emprego e suas pesquisas atuais junto à <i>California State University</i>, onde havia se graduado e comparou com seus anos de pesquisas quando ainda cursava a Universidade de Pernambuco (UPE). Sua irmã Lara, que assim como as francesas também estudava arquitetura, havia aproveitados as férias de sua universidade em Pernambuco para aprimorar seu inglês. E foi assim&#8230; Falamos sobre os novos cenários econômicos do Brasil para os próximos anos e falamos de sonhos e perspectivas. Mas também contamos piadas e assistimos vídeos do Youtube.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/27.jpg"><img alt="27" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/27-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Renatinho e mais uma de suas &#8220;caras&#8221; sempre engraçadas para fotografia!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/26.jpg"><img alt="26" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/26-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Muito papo entre uma taça e outra de vinho, na casa do Daniel &#8211; Los Angeles, CA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Era papo de jovens. Que, embora provenientes de nacionalidades diferentes e com histórias de vida diferentes, viviam momentos de vida similares. E mais importante, possuíam em comum a angústia e os ideais que todos os jovens possuem. Em qualquer geração ou em qualquer parte do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">E tudo isso se mesclava em meio a nossa pacata, mas intensa programação durante aqueles dias em Los Angeles. No domingo fomos assistir a vitória tranquila do Los Angeles Galaxy, de David Beckham e Landon Donavon, sobre o Seattle Sounders, pela final da conferência oeste da liga de futebol dos EUA. (futebol do nosso, é claro, paixão entre brasileiros e franceses <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /> )</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/25.jpg"><img alt="25" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/25-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Turma toda reunida antes do jogo do LA Galaxy &#8211; Los Angeles, CA</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/24.jpg"><img alt="24" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/24-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A curiosa arquibancada gramada atrás de um dos gols do estádio Home Depot Center em Los Angeles, CA</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/23-panoramica.jpg"><img alt="23 panoramica" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/23-panoramica-1024x397.jpg" width="423" height="163" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista panorâmica do estádio lotado na partida entre LA Galaxy 3 X 0 Seattle Sounders &#8211; Los Angeles, CA</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">E em outra ocasião fomos testemunhar o esporte em que os americanos são realmente bons: o basquete. O <i>Staples Center</i> foi o palco onde pudemos presenciar o espetáculo de Kobe Bryant nas quadras. Eleito por inúmeras vezes MVP (<i>most valuable player</i> – melhor jogador) da NBA (associação norte-americana de basquete) o jogador foi novamente eleito o melhor da partida, mas ainda sim não foi o suficiente para impedir a derrota por dois pontos do Los Angeles Lakers para o San Antonio Spurs – onde coincidentemente jogam o francês Tony Parker e o brasileiro Tiago Splitter. As francesas bem que gostaram da vitória de seu conterrâneo e principal jogador do Sant Antonio. Já nós&#8230;bem, o Tiago Spliter que nos perdoe, mas estávamos mesmo é torcendo pro show do Kobe.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/22.jpg"><img alt="22" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/22-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A estrela do Lakers, Kobe Bryant, prepara o arremesso de 2 pontos, sendo marcado pelo brasileiro Tiago Splitter</p>
</div>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/21.jpg"><img class="aligncenter" alt="21" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/21-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/20.jpg"><img alt="20" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/20-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Números finais da partida. Mesmo com a derrota é nítida a superioridade de Kobe Bryant (número 24) versus seus companheiros e rivais: 28 pontos, 8 assistências e nenhuma falta cometida!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Os dias em LA também tiveram uma “pegada” gastronômica! Fizemos um almoço ‘em português’ no super agradável Urth Caffe (em Santa Monica) e levamos o Renato e as francesas para comer na tradicional lanchonete californiana <i>In-n-Out</i>. Também fizemos um picnic, com futebol, sob o magnífico pôr do sol da praia de <i>Venice Beach</i>. O momento era especial, pois era a primeira vez que o Renato punha os pés no Pacífico! E terminamos a noite num bar ao ar livre, no topo de um hotel, ali mesmo em <i>Venice</i>. Deu tempo até para darmos uma volta com o Renatinho pelo <i>downtown</i> Los Angeles e por Hollywood antes que ele pegasse o voo dele de volta para Chicago. Afinal, ele não poderia ir embora de LA sem ver a calçada da fama e o famoso Dolby Theater, onde ocorre a premiação do Oscar. Faz parte, né!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/19.jpg"><img alt="19" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/19-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Lanche brasileiro no agradável caffe Urth em Santa Monica. Com Daniel, Alex (a amiga americana do Daniel que fala português tão bem que no início achávamos que era brasileira) Lara e o Renatinho</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/18.jpg"><img alt="18" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/18-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Futebolzinho no fim de tarde em Venice Beach &#8211; Los Angeles, Califórnia</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/17.jpg"><img alt="17" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/17-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nandes arma o chute no belíssimo pôr do sol</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/16.jpg"><img alt="16" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/16-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Renatinho assiste seu primeiro pôr-do-sol no Pacífico</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/14.jpg"><img alt="14" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/14-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Gaivotas voam na frente das casas de frente pra praia em Venice Beach, Los Angeles &#8211; CA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E no meio disso tudo, ainda reservamos um tempinho para resolvermos algumas pendências antes de seguirmos para terras Mexicanas! A primeira delas foi na Nissan, ali de Los Angeles, onde nossa Tanajura completava 30 mil km rodados e passaria por uma revisão completa. Isso mesmo, ‘passaria’. Acontece que logo após o êxtase inicial de verem uma Frontier brasileira por ali, e ainda mais toda equipada, os gerentes e mecânicos da Nissan perceberam que a Tana era à Diesel – diferente dos modelos americanos, à gasolina. E aí residia o problema. Entendemos que as diferenças de combustível acarretem diferenças técnicas de manutenção de cada veículo. Mas isso não justifica o carro sair da loja praticamente como entrou. Eles afirmarem não saber onde estaria o filtro de combustível (algo que depois mostramos onde estava) e ainda alegarem não ser capazes de alinhar e balancear as rodas, nos levava a crer que estávamos mais uma vez enfrentando um lado muito negativo da cultura americana. Afinal, o que aqueles itens tem a ver com o tipo de combustível usado no veículo!? Nada. Fato é que, ainda que pudéssemos desconfiar que as desculpas pudessem estar associados a alguma política da Nissan, nossas experiências pela terra do Tio Sam nos levavam a crer que não era isso. Pois aquela mesma postura seca, em cima do muro e inflexível era algo que nos incomodou em diversas situações em nossa passagem pelos EUA. Tão recente quanto esse caso havia sido a postura intransigente e autoritária do chefe da segurança pós-jogo do Lakers. Pedimos, justificamos, e propusemos diversas formas de ele deixar o Gabriel voltar ao seu assento onde havia ficado seu boné. Havíamos sido uns dos últimos a saírem do ginásio naquela noite e ainda na porta de saída foi que o Gabriel se deu conta que o boné havia ficado embaixo do seu assento. Em 2 minutos voltando ao assento o boné estaria recuperado. O segurança garantiu que a equipe de limpeza encontraria e levaria aos “achados-e-perdidos” (afinal, esse era o procedimento padrão) deixando-nos somente a alternativa de registrarmos lá os nossos contatos. As francesas ficaram inconformadas com tal postura. Nós estávamos acostumados. Já, o boné, nunca mais apareceu.</p>
<div style="width: 425px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/13.jpg"><img alt="13" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/13.jpg" width="415" height="311" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura numa paradinha pra revisão dos 30 mil km em Los Angeles, CA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas esses episódios não melariam nossa super agradável passagem por Los Angeles. Aqueles eram nossos últimos dias nos EUA e em breve estaríamos de novo em terras latinas!</p>
<p style="text-align: justify;">Era então chegado nosso último dia depois de quase uma semana viajando juntos. Quando de repente as francesas propuserem que&#8230; hehehe&#8230; não, dessa vez era realmente o fim desse capítulo. E logo de manhã ela nos prepararam um super completo café da manhã à moda do país anfitrião daquele inusitado encontro franco-brasileiro. Era a forma perfeita de dizermos adeus e celebrarmos todos aqueles inspiradores momentos em que estivemos juntos.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/11.jpg"><img alt="11" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/11-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O simpático café da manhã montado pelas francesas!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/10.jpg"><img alt="10" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/10-682x1024.jpg" width="423" height="635" /></a>
<p class="wp-caption-text">O café da manhã de despedida na casa do Daniel &#8211; Los Angeles, CA</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/9.jpg"><img alt="9" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/9-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">ChaCha e sua constante espontaneidade</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/8.jpg"><img alt="8" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/8-682x1024.jpg" width="423" height="635" /></a>
<p class="wp-caption-text">Gabriel e Suzy devorando o delicioso café da manhã</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Elas seguiram norte rumo à San Francisco e nós seguiríamos a sul, a caminho de San Diego para um ajuste final no guincho da Tanajura. E, apesar de nossos caminhos tomarem direções diferentes, os rumos que nossas vidas seguiriam ainda seriam os mesmos: a busca da realização de nossos sonhos!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/7.jpg"><img alt="7" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/7-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O simpático mecânico Venezuelano ajusta o guincho da Tanajura no caminho para San Diego, Califórnia</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ao Daniel, Lara, Renato, Camille, ChaCha, Johanna e Suzy, nosso carinhoso agradecimento pelo prazer de suas companhias ao longo desses maravilhosos dias. E um até breve! <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/6.jpg"><img alt="6" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/6-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Todos juntos na tradicional foto do pulo no pôr do sol de Venice Beach, Los Angeles &#8211; CA</p>
</div>
<p>Clique em <a title="Las Vegas" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632395098917/" target="_blank">Las Vegas </a>ou <a title="Los Angeles" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632399137234/" target="_blank">Los Angeles</a> para ver mais fotos de nossa segunda passagem por essas cidades.</p>
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		<title>Denali National Park – Amigo urso, ônibus mágico e a magia da aurora</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Nov 2012 04:42:48 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Alasca]]></category>
		<category><![CDATA[Alaska]]></category>
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		<category><![CDATA[Into the Wild]]></category>
		<category><![CDATA[Na Natureza Selvagem]]></category>
		<category><![CDATA[Ônibus Mágico]]></category>
		<category><![CDATA[Road Trip]]></category>
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		<category><![CDATA[Urso]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 28/09/2012 à 30/09/2012 Saímos de: Coldfoot, AK Destino: Denali National Park, AK Distância: 590 km Tempo de viagem: 12 horas, tirando cerca &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/denali/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>28/09/2012 à 30/09/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Coldfoot, AK<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Denali National Park, AK</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> 590 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>12 horas, tirando cerca de 2 horas de parada em Fairbanks para jantar e relaxar, e outras paradas ao longo do caminho</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Tomamos a Dalton Highway de volta, até a Elliot Highway, que nos jogou novamente para Fairbanks. De lá, seguimos pela George Park Highway até a entrada do Denali National Park, próxima à cidade de Healy.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> <strong>Chão quentinho e gostoso da agência de correios do parque.</strong> Depois de passar um tremendo frio acampando na área de camping, o correio (post office) com o saguão aberto 24 horas foi a solução para não congelarmos durante a noite.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente:</strong> <strong>King crab (carangueijo) e mais salmão natural! </strong>Aproveitamos nossa passagem para saborear ainda mais das delícias culinárias do Alasca no <em>49th State Pub &amp; Restaurant.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: O balé mágico da Aurora Boreal! </strong>Depois de tanta ansiedade e pensamento positivo, finalmente fomos premiados por um espetáculo de luzes no céu do Denali.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: Parque parcialmente fechado! </strong>Infelizmente, não pudemos passar da milha 30 do Denali, uma vez que a estrada dali para frente estava fechada para a temporada de inverno. Chegamos cerca de 10 dias atrasados.</p>
<p style="text-align: justify;">Denali National Park – Amigo urso, ônibus mágico e a magia da aurora</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Depois de dias inesquecíveis na natureza selvagem, fomos presenteados com um espetáculo de luzes como nunca havíamos visto antes. O Denali é realmente um lugar especial, que, sem dúvida, já tem um espaço reservado para sempre em nossas lembranças.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Após atingirmos o ponto mais ao norte da nossa expedição, nas geladas montanhas do Atigun Pass, tomamos rumo ao sul. Saímos pela manhã de Coldfoot em direção ao famoso <em>Denali National Park and Preserve</em>. O parque engloba mais de 25.000 km² de montanhas, florestas e muita vida selvagem. Ali também é o lar do monte mais alto da América do Norte, o gigante Mckinley, com 6.194 metros.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1185.jpg"><img title="IMG_1185" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1185-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Monte Mckinley, cartão postal do parque</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com todo nosso esforço, não conseguimos chegar a tempo para ter o parque inteiro aberto para visita. As estradas que cortam o Denali são completamente visitáveis durante a temporada de verão, a partir de meados do mês de maio até setembro. A partir daí, com a chegada do frio e da neve na região, uma boa parte do parque é fechada aos visitantes. Ainda existe a possibilidade de participar de uma loteria para conseguir visitar o Denali inteiro de carro alguns dias após o fechamento das estradas, mas é algo muito difícil de se conseguir, devido à intensa concorrência.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0420.jpg"><img title="IMG_0420" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0420-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A partir de meados de setembro, o Denali fecha parte de suas estradas devido às condições climáticas</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0343.jpg"><img title="IMG_0343" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0343-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O branco da neve toma conta da paisagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Felizmente, não foi de todo mal termos perdido a data. A visita ao Denali no verão, a partir da milha 15, só pode ser feita com um ônibus disponibilizado pela administração do parque. Este circula regularmente pelos pontos de interesse ao longo das 91 milhas (146 km) de estrada que cortam o parque. Os visitantes podem descer e subir nas paradas que mais tiverem interesse.  Porém, não é permitido utilizar o próprio veículo neste período. Ou seja, se chegássemos a tempo nunca poderíamos rodar com a Tanajura no interior do parque.  Isso deixaria nossa parceira bastante sentida, tadinha! Então, no fim das contas, apesar de encontrarmos o Denali aberto apenas até a milha 30 (48 km), tivemos o prazer de levar a Tana conosco, o que tornou a visita ainda mais especial.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0779.jpg"><img title="IMG_0779" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0779-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura feliz de poder visitar o parque</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Já era fim de noite quando passamos pela entrada do parque. Em meio à escuridão, chegamos à única área de camping que não estava fechada para a temporada de inverno, já próxima à entrada do parque. O camping era bastante organizado, com espaços reservados, mesas e banheiros. E era de graça. Ainda havia alguns viajantes por ali, a maioria deles em seus gigantescos trailers (ou RVs &#8211; <em>Recreational Vehicles</em>).</p>
<p style="text-align: justify;">A temperatura girava em torno de 0ºC, enquanto nos prepáravamos para passar a noite. Ainda não tínhamos jantado e não havia nenhuma esperança de encontrarmos algo aberto àquela hora nas redondezas. Foi quando decidimos cozinhar uma sopinha que havíamos comprado no caminho. A tarefa se tornou bastante difícil com o frio e o vento gelado, que não deixavam que nosso forninho esquentasse nada na panela. De repente, a solução! Lembramos de um uma curiosa recomendação no site oficial do parque. Há uma agência de correios (<em>Post Office</em>) dentro do Denali, que tem o saguão aberto 24 horas. A mensagem indicava que era o lugar perfeito para quem queria fugir um pouco do frio do parque. Não sabíamos exatamente o que eles queriam dizer com isso, mas vimos nessa recomendação a única maneira de conseguirmos uma refeição naquela noite. Trouxemos os utensílios de cozinha para dentro, juntamente com a nossa mesa desmontável e preparamos uma sopinha gostosa em uma temperatura agradável dentro do post office.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0232.jpg"><img title="IMG_0232" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0232-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Jantar quentinho dentro dos correios</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Pensamos até em passar a noite por ali também, no saguão mesmo, mas decidimos testar nossa resistência ao frio do Alaska. Para quê? Antes tivéssemos ficado no correio mesmo! Fomos castigados durante a noite! Nem mesmo o aquecedor que compramos para tentar ajudar deu conta conforme a madrugada caía e o termomêtro baixava ao negativo.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0241.jpg"><img title="IMG_0241" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0241-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Manhã gelada no camping</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Apesar do frio, acordamos ansiosos no dia seguinte, quando finalmente poderíamos dar uma olhada no que o parque tem a oferecer. Passamos pelo<em> Murie Science and Learning Center,</em> um centro de informações que funcionava como o centro de visitantes na temporada de inverno, uma vez que os outros já estavam fechados. Conhecemos as trilhas e aprendemos sobre o parque e os animais que poderíamos encontrar no caminho, antes de partir para a natureza selvagem.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0530.jpg"><img title="IMG_0530" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0530-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Montanhas cobertas de neve enfeitam a paisagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Decidimos completar as milhas possíveis de carro (até a milha 30), aproveitando que o tempo estava relativamente aberto (pelo menos mais aberto que nos dias anteriores). A neve já tomava conta da paisagem e a lama da estrada a partir da milha 15. Fomos sem pressa, apreciando os cenários de montanha e os animais que vez ou outra davam as caras. No horizonte, quem aparecia era o gigantesco Monte Mckinley, cartão postal do parque. Seu nome é motivo de controvérsia. Os nativos alaskianos costumavam chamá-lo de Denali (“the high one” ou o grande na linguagem <em>Athabaska</em>), mas no fim do século XIX,  o dono de uma mineradora na região, deu o nome de Mckinley ao monte, como uma forma de suporte político ao então presidente William Mckinley. Apesar deste continuar sendo o nome oficial do monte, o povo do Alasca ainda prefere manter as tradições e chama-lo de Denali mesmo.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0900.jpg"><img title="IMG_0900" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0900-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista do monte Mckinley, ou Denali, segundo os nativos</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Chegamos à milha 30, onde uma cancela impedia dar sequência ao trajeto. Essa parada tem uma bela vista do Rio Teklanika, aquele que ficou famoso no cinema por impedir a passagem de Alexander Supertramp ou Christopher McCandless de volta à civilização no filme Na Natureza Selvagem (“Into the Wild”). Para quem não conhece, o filme conta a história de um jovem que decidiu romper seus laços com a sociedade e ter uma experiência pura na natureza. Este seguiu seu rumo justamente ao Denali, de onde nunca mais voltou. Lembrávamos do filme a todo momento dentro do parque. Até hoje discutimos se ele teve algum tipo de influencia nessa ideia maluca de ir para o Alasca de carro. O Teklanika que víamos ali não era o mesmo rio caudaloso do filme, já que no inverno as águas congelam e só voltam a ganhar volume com o derretimento da neve no verão. Comprovamos que McCandless provavelmente não teria problemas para atravessá-lo alguns meses mais tarde. Para quem não conhece o filme, fica a recomendação! Muito bom!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0453.jpg"><img title="IMG_0453" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0453-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Rio Teklanika congelado no outono</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Estávamos tirando algumas fotos na nossa volta, quando uma simpática guarda-parque estacionou ao nosso lado e perguntou se havíamos visto alguma vida selvagem. “<em>Have you seen any</em> <em>wildlife?</em>”, perguntou com um sorriso no rosto. Paramos para pensar e realmente havíamos visto muito pouco naquele dia. Mas mal sabíamos que era por pouco tempo&#8230;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0494.jpg"><img title="IMG_0494" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0494-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Parada para foto na estrada</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Seguíamos na estrada quando, de repente, demos de frente com um gigantesco urso <em>grizzly</em>!!! Estava bem ali, no meio da estrada, caminhando sem preocupações. Se fosse um desenho animado provavelmente estaria cantando alguma música daquelas bem felizes. Ele se assustou ao ver a Tanajura e correu direto para a neve. Felizmente, depois de alguns segundos, o urso pensou duas vezes e resolveu continuar caminhando próximo à pista. Ele acompanhou a Tanajura de perto por alguns metros, como se fossem bons amigos. Foi de arrepiar ver o urso assim tão de perto!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0536.jpg"><img title="IMG_0536" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0536-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nosso amigo urso se assustou com a Tanajura&#8230;</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><img title="IMG_0564" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0564-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" />
<p class="wp-caption-text">&#8230;fugiu para a neve&#8230;</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0571.jpg"><img title="IMG_0571" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0571-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">&#8230;olhou desconfiado&#8230;</p>
</div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<div id="attachment_2406" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0562.jpg"><img class="size-large wp-image-2406" title="IMG_0562" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0562-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">&#8230;deu uma risadinha&#8230;</p>
</div>
<div id="attachment_2378" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0584.jpg"><img class="size-large wp-image-2378" title="IMG_0584" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0584-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">&#8230;e voltou a correr ao lado da Tanajura!</p>
</div>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0617.jpg"><img title="IMG_0617" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0617-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">E cruzou o rio a nado!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Como ainda tínhamos um tempinho de luz do dia, decidimos fazer um trilha para terminar o passeio. Paramos na milha 15, para fazer o caminho que circunda o <em>Savage River</em>. No centro de visitantes nos disseram que era aonde teríamos mais chances de ver vida selvagem. Com o urso que vimos nas redondezas, não saímos do carro sem nosso spray de pimenta em mãos. Os ursos podem parecer fofinhos e bonitos, mas se resolverem partir para cima, não há quem segure. Seguimos as indicações dos folhetos informativos e fomos conversando alto o caminho inteiro, para chamar a atenção para nossa presença. Ursos não gostam de ser surpreendidos. Aumentamos ainda mais o volume depois de vermos as pegadas frescas na neve, que no fim nem de urso eram. No fim, não tivemos sorte (ou azar) por ali, e não cruzamos com nenhum animal. Mas já estávamos bastante satisfeitos com a nossa experiência com o grizzly horas antes.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_03071.jpg"><img title="IMG_0307" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_03071-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Savage River, local onde fizemos nossas trilhas</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0715.jpg"><img title="IMG_0715" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0715-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A trilha seguia a margem do rio</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0682.jpg"><img title="IMG_0682" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0682-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Pegada de coiote (provavelmente) na neve</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Saímos do parque no fim de tarde em direção à cidade de Healy para jantarmos. No caminho, vimos um restaurante que parecia simpático, o <em>49th State Pub &amp; Restaurant</em>. Havia bastante movimento, então decidimos dar uma olhada para ver o que ele tinha de tão especial. Foi quando deu um nó em nossa cabeça. O ônibus mágico de Christopher McCandless (do filme Na Natureza Selvagem – <em>Into the Wild</em>) estava paradinho na nossa frente! Mas o que ele estava fazendo ali?? Não deveria estar no meio da floresta?? Depois de alguns minutos de confusão, encontramos a resposta no cardápio do restaurante. O ônibus que estava ali era o que foi usado nas filmagens do filme. Ele funciona como uma espécie de museu, contando a história de McCandless a partir de cópias de fotografias e anotações, que ele mesmo registravam ao longo de sua viagem.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0810.jpg"><img title="IMG_0810" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0810-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Trombamos com o ônibus mágico!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0807.jpg"><img title="IMG_0807" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0807-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Se falassem que era o real, acreditaríamos!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0821.jpg"><img title="IMG_0821" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0821-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O cenário do filme e quadros com a história de Chris</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Quando viemos ao Alasca buscamos diversas informações sobre a Stampede Trail, que leva até o ônibus que ficou famoso no cinema. Porém, descobrimos que a trilha não é usualmente feita e ainda é muito perigosa. Pouquíssimos guias conhecem o trajeto, que levaria alguns dias na floresta para ser completado. Algumas pessoas por sinal, perderam-se no parque ou até morreram tentando completá-la. O próprio site oficial do Christopher McCandless, mantido por seus familiares, recomenda às pessoas que não façam a trilha. O motivo do ônibus do filme estar ali era exatamente este. O dono do restaurante diz que comprou o ônibus das produtoras do filme a fim de que ele estivesse disponível para as pessoas tirarem suas fotos sem arriscar suas vidas por elas. Ele se sensibilizou com o caso de uma turista europeia que se afogou no rio Teklanika tentando chegar ao ônibus. Aliás, foi curioso ver como todos os locais criticam a estupidez de Chris nas suas decisões. No fim das contas, para nossa surpresa (e alegria!), sem esperança alguma, conseguimos nossa foto com o ônibus mágico!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0807B.jpg"><img title="IMG_0807B" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0807B-1024x696.jpg" alt="" width="423" height="287" /></a>
<p class="wp-caption-text">Todo mundo se arriscou na pose!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Depois de um jantar bastante farto, com direito a King Crab e King Salmon (uma delícia!), seguimos para mais uma noite gelada no parque. Só que dessa vez o termômetro já marcava temperatura negativa. Se já tínhamos passado frio na noite anterior, imagina agora. Foi quando o post office apareceu novamente par salvar a nossa vida. “Hoje não tem escapatória, vamos dormir no chão mesmo!!”, pensamos. E foi o que fizemos, até que uma senhora que queria checar sua caixa postal nos despertou pela manhã. Mas tudo bem, por incrível que pareça, foi uma boa (e quentinha) noite sono!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0843.jpg"><img title="IMG_0843" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0843-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Carangueijo (King Crab) e salmão (King Salmon) do Alasca! Sem igual!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1242.jpg"><img title="IMG_1242" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1242-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Correio aquecido nos convida para passar a noite!</p>
</div>
<div id="attachment_2462" style="width: 328px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/photo-2.jpg"><img class=" wp-image-2462" title="photo-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/photo-2-768x1024.jpg" alt="" width="318" height="382" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminha confortável no chão dos correios</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"> Mais um dia no parque, pegamos a Tanajura para dar uma volta em busca de vida selvagem. Dessa vez não vimos nosso amigo urso de perto, mas alguns outros apareciam na floresta. Alces e renas também davam as caras de vez em quando. Passamos pelos canis, onde os cães treinados para os trenós faziam a festa para nossa visita. Todos eles Huskies alaskianos, um mais bonito que o outro.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0873.jpg"><img title="IMG_0873" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0873-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Husky Alaskiano sorrindo para foto</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0856.jpg"><img title="IMG_0856" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0856-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Olhos atentos!</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0869.jpg"><img title="IMG_0869" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0869-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Baita moleza!</p>
</div>
<p>Fizemos outra trilha no Savage River, dessa vez subindo a montanha para uma bela vista de cima do parque. A caminhada durou cerca de uma hora e meia e teve direito a subidas um tanto quanto inclinada e com gelo. Mas a vista vale o esforço.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0999.jpg"><img title="IMG_0999" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0999-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Subindo para a vista do alto</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0928.jpg"><img title="IMG_0928" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0928-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bastante neve e frio no caminho</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0956.jpg"><img title="IMG_0956" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0956-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista da trilha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O tempo havia melhorado em relação aos dias anteriores, sendo que as nuvens carregadas que cobriam o céu na maior parte do tempo haviam se dissipado em sua maior parte. Era a nossa esperança! Nos últimos dias, apesar de todo pensamento positivo, o tempo esteve fechado, impedindo que conseguíssemos ver o fenômeno que mais nos instigava na região, a Aurora Boreal. Durante todo nosso caminho, desde o Yukon até o Alasca, estávamos buscando essa maravilha, mas sem sucesso até então. Para aumentar nossa expectativa, o Denali costuma ser um ótimo local para observar a explosão de cores no céu durante a noite.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0653.jpg"><img title="IMG_0653" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0653-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Felizes com o tempo aberto!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Daquele dia não passava, era agora ou nunca!!! O céu finalmente aberto, as previsões para Aurora boas, um frio danado (dizem que a Aurora aparece com mais intensidade nos dias frios) e nós de vigília. Estávamos dentro do carro esperando o espetáculo. Ficaríamos o tempo que fosse!! Foi quando vimos de longe uma mancha tímida no céu. Seria aquilo a tão famosa Aurora?? Descemos do carro para checar. Estávamos quase nos decepcionando quando um faixo verde cruzou os céus. Ele se movia de um lado ao outro como se estivesse dançando. Quando nos demos conta, as luzes dançantes estavam por todas as partes. Verde, roxo, rosa, as cores variavam! Ficamos extasiados, admirando aquela maravilha! Difícil explicar em palavras e fotos a sensação, mas era como se fosse algo realmente mágico estivessem acontecendo. E curiosamente, a lua estava mais cheia do que nunca, talvez a mais luminosa de toda a viagem. Em teoria, a lua cheia desse jeito deveria atrapalhar nossa visão da aurora, mas preferimos pensar que ela só tenha deixado o cenário mais bonito!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1220.jpg"><img title="IMG_1220" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1220-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Show de luzes na Aurora Boreal!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1202.jpg"><img title="IMG_1202" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1202-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O verde toma conta do céu!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1219.jpg"><img title="IMG_1219" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1219-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Não parece de verdade!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1153.jpg"><img title="IMG_1153" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1153-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A lua brilhava forte no céu</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1230.jpg"><img title="IMG_1230" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1230-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Mais cheia, impossível!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Nossos dias no Denali não poderiam terminar de maneira melhor. A Aurora veio para coroar uma das experiências mais intensas e diferentes que tivemos na expedição até aqui. Seguimos em frente, ainda há muito o que explorar!</p>
<p style="text-align: justify;">Para ver mais fotos do Denali, <a href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631890658570/with/8139503270/" target="_blank">clique aqui</a>!</p>
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		<title>Alaska Highway &#8211; O fim da ida</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Oct 2012 06:43:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Alaska]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 21/09/2012 à 24/09/2012 Saímos de: Seattle, WA Destino: Fairbanks, AK Distância: 3,660 km Tempo de viagem: 4 dias praticamente inteiros de muita &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/alaska_highway/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>21/09/2012 à 24/09/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Seattle, WA</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Fairbanks, AK</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> 3,660 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>4 dias praticamente inteiros de muita estrada</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Seguimos pela Cariboo Highway de Seattle até a cidade de Prince George, já no Canadá. De lá seguimos cerca de 405km pela BC-97 até Dawson Creek, a milha zero da Alaska Highway. Cruzamos a estrada toda até sua última milha em Delta Junction, onde tomamos a Richardson Highway em sentido à Fairbanks.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> <strong>Paramos em alguns estacionamentos de hotéis e também em áreas de camping no caminho</strong>. Apesar de diversos estabelecimentos já estarem fechados para a temporada de inverno, ainda era possível encontrar algumas acomodações.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente:</strong> <strong>Salmão natural e fresco. </strong>O peixe é realmente especial por lá.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: Inspiração e beleza na natureza selvagem. </strong>O passeio pela estrada é como um safari a céu aberto. Animais cruzam com frequência o caminho, repleto de paisagens realmente inspiradoras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: Muita estrada em pouco tempo! </strong>Não quisemos tomar o risco da neve tomar conta do trajeto, então aceleramos nossa passagem pela Alaska Highway. Infelizmente, deixamos algumas cidades históricas e interessantes pelo caminho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Alaska Highway &#8211; O fim da ida </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Lendária, mística, selvagem. Um único adjetivo não seria justo para descrever o que é a famosa Alaska Highway. À parte do simbolismo de se atingir um dos extremos do continente americano, paisagens de tirar o fôlego, intensa vida selvagem e riqueza cultural dão o tom nos mais de dois mil quilômetros que cruzam o norte gelado da América.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9542.jpg"><img title="IMG_9542" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9542-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vida selvagem é o que não falta na estrada</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Com o atraso para a retirada da Tanajura em Seattle (vide post <a title="aqui" href="http://4x1.com.br/seattle-parte-1/" target="_blank">aqui</a>), o tempo, que já era um recurso bastante escasso para nós, encurtou ainda mais. Setembro chegava ao fim, e com ele o que sobrou do verão no Alasca. Os dias ensolarados de temperaturas amenas davam lugar a dias mais fechados e muito mais frios. O verde da vegetação passava ao amarelo, típico do  outono, e também ao branco da neve, que já dava as caras em algumas partes por ali. Tudo isso seria o menor dos problemas, se algumas das atrações e estradas ao longo do caminho não fechassem devido às condições climáticas mais difíceis.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9492.jpg"><img title="IMG_9492" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9492-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O amarelo toma conta da paisagem no outono</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A fim de minimizar os riscos de perdemos alguma coisa, entre elas o gigantesco Denali, principal parque da região, decidimos encarar a estrada de frente e cruzá-la o mais rápido que pudéssemos, dentro dos limites do razoável. Dirigiríamos praticamente direto: 3.660 km em 4 dias, uma média de 915 km por dia. Haja paciência para tanto chão! Foi um dia após o outro de muita estrada, mas também diversas surpresas no caminho.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9446.jpg"><img title="IMG_9446" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9446-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura curtindo a viagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Construída para conectar o isolado território do Alasca aos outros estados norte-americanos, diante das ofensivas japonesas na região durante a Segunda Guerra Mundial, a Alaska Highway (também conhecida como Alaskan Highway, Alaska-Canadian Highway, ou ALCAN Highway) é motivo de êxtase para inúmeros aventureiros e viajantes de plantão. A estrada atravessa oficialmente 2.288 km ou 1.422 milhas entre as cidades de Dawson Creek, no estado canadense da British Columbia, e Delta Junction, já no Alasca, cruzando uma parte do inóspito Yukon Territory, a última fronteira do Canadá. Versões não oficiais vêem a estrada como continuação da famosa Rodovia Pan-Americana, que cruza o continente desde o sul da Argentina, ou a estendem até a cidade de Fairbanks, que era exatamente o nosso destino final.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9416.jpg"><img title="IMG_9416" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9416-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Entrada na lendária Alaska Highway</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Diferente da época em que foi inaugurada, no ano de 1942, a Alaska Highway agora conta com estradas completamente pavimentadas e não representa mais um trecho de direção difícil e desafiadora, mas sim um passeio inesquecível pelo extremo norte das Américas. Destacam-se diversos pontos de parada ao longo de todo o trajeto, no que costumam chamar de <em>historic mileposts </em>(ou milhagens históricas). Os <em>mileposts</em> contam um pouco da história e da evolução do processo de ocupação da região, mantendo sua herança cultural bem preservada em museus e centros de atendimento a turistas. A cidade de Dawson Creek, na British Columbia, é a primeira delas, a milha zero da estrada. Dirigimos cerca de 1,500 km desde Seattle (com direito a uma passagem tranquila pela fronteira Estados Unidos-Canadá e uma noite de sono na cidade de Prince George, BC), antes de atingirmos a famosa estrada. Dali, cruzaríamos cada milha da Alaska Highway, e estenderíamos até a cidade de Fairbanks, AK, onde finalmente relaxaríamos algum tempo.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9354.jpg"><img title="IMG_9354" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9354-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Passagem tranquila pela fronteira do Canadá</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Nosso primeiro dia de maratona nos deu uma ideia do que o frio e as coisas ligadas a ele podem fazer. O termômetro marcava cerca de 4ºC e a neblina tomava conta de Prince George, BC, quando chegamos no fim de noite, depois de 900 km dirigidos. Nossa usual busca por um lugar para passar a noite foi dificultada pelo fechamento de diversos RV Parkings (estacionamentos de trailers) e áreas de camping, que já haviam fechado para o inverno e só voltariam a funcionar em maio de 2013! Felizmente, encontramos um<em> Bed&amp;Breakfast </em>à beira da estrada. Apesar de lotado, permitiram-nos dormir no estacionamento, nas nossas queridas barracas. Seria nossa primeira experiência com elas em uma temperatura tão baixa. Nem o chocolate quente oferecido pela simpática proprietária do local foi suficiente para esquentar a madrugada, quando as temperaturas devem ter baixado ainda mais. Mas sobrevivemos! Achávamos que isso era frio de verdade, porém o resto da viagem nos mostraria que ainda teríamos muito o que sofrer!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9665.jpg"><img title="IMG_9665" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9665-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A caminho do Alaska</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9378.jpg"><img title="IMG_9378" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9378-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Manhã gelada em Prince George</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Partimos cedo pela manhã de Prince George, 406 km adiante em direção à Dawson Creek (milha 0). A pequena cidade no nordeste da British Columbia não é a dos seriados de TV da década de 90, mas sim o marco inicial da nossa passagem pela Alaska Highway. Não pudemos deixar de parar lá para coletar informações turísticas no centro de visitantes da cidade e também para tirar uma foto nas placas que indicam a entrada em uma das mais famosas estradas das Américas. Aproveitamos também para almoçar em um dos poucos restaurantes da cidade, antes de seguirmos viagem à Fort Nelson (milha 300), BC, 454 km à frente, onde encontramos um RV parking para passar a noite.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9420.jpg"><img title="IMG_9420" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9420-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Dawson Creek, a milha zero da Alaska Highway</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9397.jpg"><img title="IMG_9397" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9397-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Informações úteis no Visitor Center de Dawson Creek</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mais um dia de estrada! A meta agora era chegar a Whitehorse (milha 918), já no Yukon. Por incrível que pareça, era a maior das cidades que encontraríamos até o fim da estrada, em Delta Junction. Não podíamos acreditar que tal poderia passar os inacreditáveis 20 MIL HABITANTES! ISSO MESMO, 20 MIL! Um estádio de futebol quase cheio em dia de clássico. E ainda era realmente maior que suas vizinhas, passamos por cidades que não chegavam a 5 mil habitantes. Para se ter uma ideia, o gelado território do Yukon abriga apenas pouco mais de 30 mil pessoas. Desde o norte da British Columbia as pequenas cidades são relativamente similares entre si no sentido de que todas tem um ou outro restaurante, um posto de gasolina e uma igreja.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9511.jpg"><img title="IMG_9511" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9511-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bela paisagens pelo caminho</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9488.jpg"><img title="IMG_9488" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9488-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura posando para foto em uma ponte na British Columbia</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No caminho, uma surpresa. Um urso preto (<em>black bear</em>) cruzou a estrada. Por alguns segundos ele olhou assustado para a Tanajura, como uma criança pega no flagra diante de uma travessura. Assustado, correu para a floresta antes que conseguíssemos registrar uma foto. Havíamos passado por alces, renas, ovelhas e diversos pássaros exóticos da região. Mas aquele foi o primeiro urso que vimos na viagem. Ficamos ainda mais ansiosos para encontrar mais deles no trajeto.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9605.jpg"><img title="IMG_9605" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9605-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Chegada ao inóspito Yukon</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9706.jpg"><img title="IMG_9706" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9706-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Empolgação na estrada!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Este último trecho foi o que tivemos mais paradas no caminho.  Recomendados por diversas pessoas com quem conversamos na estrada, decidimos fazer uma parada rápida no Liard River Hot Springs (milha 496), onde piscinas naturais de banho surpreendentemente quente se encontram em meio ao gelo das montanhas. Apesar da vontade, mantivemos o foco e deixamos o banho para depois, já que a ideia era chegarmos à Whitehorse ainda no mesmo dia.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9534.jpg"><img title="IMG_9534" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9534-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Liard River Hot Springs em reforma</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9533.jpg"><img title="IMG_9533" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9533-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Banho quente no frio do Canadá</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9558.jpg"><img title="IMG_9558" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9558-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminhada até as piscinas naturais</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Outra parada foi na cidade de Watson Lake, YT (milha 635). Essa era essencial. Durante a construção da Alaska Highway, um soldado americano com saudade de casa começou uma das maiores tradições da estrada: colocou uma placa da sua cidade no meio da floresta, como uma lembrança da sua terra natal. A partir daí, viajantes do mundo inteiro fizeram o mesmo. Hoje o local já conta com mais de 75.000 placas de todos os tipos e origens, formando a <em>Sign Post Forest</em>. Quem não tinha placa, deixava qualquer tipo de referência à sua passagem. Adesivos, panelas, madeiras talhadas, quadros, tinha de tudo. Nós também tivemos que usar a criatividade. Sem nenhuma placa em mãos, vimos nas nossas queridas sandálias Havaianas, o objeto mais original do Brasil que poderíamos deixar como a marca da Expedição 4&#215;1 por ali. Depois disso, seguimos direto a Whitehorse, onde passaríamos nossa última noite até nossa tão desejada chegada ao Alasca!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9614.jpg"><img title="IMG_9614" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9614-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sign Post Forest, uma imensa floresta de placas em Watson Lake,BC</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9652.jpg"><img title="IMG_9652" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9652-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Marca da Expedição 4&#215;1 na floresta de placas</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Cerca de 480 km de mais estrada e finalmente chegamos! Nossa primeira meta na viagem, o lugar mais distante e maluco da América que gostaríamos de chegar de carro, aquele que deu origem à aventura estava a li, à nossa frente! CHEGAMOS NO ALASCA!! Era um ponto importante para nós, uma vez que o que chamávamos de “ida” estava (ou pelo menos parecia estar) chegando ao fim. Tudo dali para frente, saindo do Alasca, seria considerada nossa volta para casa. Quase quatro meses de viagem e uma parte importante da missão estava cumprida. Curiosamente, o dia estava bonito, ensolarado e com muitos mosquitos, para nos lembrarmos de casa.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9846.jpg"><img title="IMG_9846" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9846-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Chegamos ao Alasca! Que alegria!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9847.jpg"><img title="IMG_9847" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9847-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">De um lado Estados Unidos, do outro Canadá</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A região fronteiriça se estende por alguns kilometros, e exalta a relação pacífica entre os dois países, não havendo controle policial em um grande trecho de passagem entre as alfândegas. Aliás, a fronteira oficial é marca por uma faixa sem árvores entre os dois países. Não precisamos registrar saída do Canadá e passamos novamente a fronteira para a terra do tio Sam (mais uma vez sem problemas).</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9835.jpg"><img title="IMG_9835" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9835-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Fronteira sem árvores entre o Alasca e o Yukon</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mais alguns kilometros e atingimos o fim oficial da Alaska Highway, em Delta Junction (mile 1.422), e estendemos nossa rota até Fairbanks, o real fim da estrada para várias pessoas. Os quatro dias de viagem, apesar de cansativos, proporcionaram algumas paisagens e experiências bastante interessantes e marcantes. O caminho inteiro, desde a British Columbia, o Yukon até o Alasca, é permeado por belas paisagens de montanhas e vegetação de coníferas. Isso sem contar os animais que cruzavam nosso caminho pela estrada! A vontade era de parar para tirarmos fotos a toda hora.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9443.jpg"><img title="IMG_9443" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9443-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Invadindo o habitat alheio</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9461.jpg"><img title="IMG_9461" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9461-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Veados atravessam a estrada</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9585.jpg"><img title="IMG_9585" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9585-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Búfalo passeando com a Tanajura</p>
</div>
<p>Para quem também pretende se aventurar por essa estrada no outono, deixamos aqui os célebres dez mandamentos que acabamos de inventar sobre a Alaska Highway:</p>
<p><strong>1)    Não piscarás durante o dia!</strong> Em um piscar de olhos, ursos, alces, renas, pássaros ou qualquer outro animal que você nunca teve a chance de ver de perto pode cruzar o seu caminho. Isso sem contar as paisagens de tirar o fôlego. As regiões geladas e inóspitas são bastante selvagens, e a natureza parece que se mantém relativamente intocável na região.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2)    </strong><strong>Buscarás a Aurora durante a noite! </strong>Não demos sorte com Aurora Boreal nesse trecho da viagem, mas estávamos sempre de olhos abertos. A partir do Yukon, as chances de ver este fenômeno maravilhoso aumentam significativamente. Nossos amigos do <a title="1000dias" href="http://www.1000dias.com" target="_blank">1000dias </a>recomendaram um ótimo site para acompanhar as previsões (veja <a title="aqui" href="http://www.auroraforecast.com/" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3)    Não perderás um posto de combustível! </strong>É comum passar por mais de 200 km sem nenhuma cidadezinha com um posto para abastecer, principalmente se estiver rodando com diesel. Apesar do combustível mais caro, principalmente no Canadá, não deixamos as oportunidades passarem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4)    Parai nas milhas históricas!</strong> Cada milha histórica tem uma história para contar ou um grande atrativo para conhecer. Infelizmente estávamos com pressa e só passamos por algumas delas. Ficamos na vontade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5)    Compreenderás a quem cedo madruga! </strong>A maioria dos serviços se encerram mais cedo que o comum. Dificilmente se encontrará um restaurante aberto após as 9 da noite (nós passamos alguns perrengues por conta disso). Nada que não se poderia esperar de cidades com menos 5 mil habitantes como a maioria das que se encontram no trajeto.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6)    Prepara-te para a chegada do inverno!</strong> Muitos estabelecimentos fecham para a temporada de inverno em meados de setembro e outubro. Estes permanecerão fechados até o próximo verão (Maio a Agosto).  Depois disso, o frio baixa e a neve toma conta, dificultando a circulação na região (ou até impossibilitando!).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7)    Deixarás uma lembrança em Watson Lake! </strong>Cruzar a Alaska Highway e não deixar uma recordação na <em>Sign Post Forest</em> é quase como não ter passado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8)    </strong><strong>Comerás tanto salmão quanto aguentares! </strong>Já nas redondezas do Alasca, o salmão fresco nos restaurantes aparece com mais frequência. Coma o quanto puder!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9)    </strong><strong>Conduzirás com cautela! </strong>Gelo e estrada pode ser uma combinação perigosa, portanto todo cuidado é pouco neste caso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10)   Não pensarás duas vezes e colocarás o pé na estrada! </strong>A Alaska Highway é uma experiência única para os amantes de viagem e aventura, e com certeza deve constar na maioria das listas das melhores <em>road trips</em> pelo mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Para mais fotos da nossa passagem pela Alaska Highway, <strong><a title="Fotos - Alaska Highway" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631848393372/with/8121257545/" target="_blank">clique aqui</a>.</strong></p>
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		<title>Dos lagos mais profundos à Cidade das Rosas</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Oct 2012 19:18:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Cidade das Rosas]]></category>
		<category><![CDATA[Cratter Lake]]></category>
		<category><![CDATA[Eagle Lake]]></category>
		<category><![CDATA[Farmer`s Market]]></category>
		<category><![CDATA[International Rose Test Garden]]></category>
		<category><![CDATA[Lake Tahoe]]></category>
		<category><![CDATA[PArques Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Pioneer Courthouse]]></category>
		<category><![CDATA[Portland]]></category>
		<category><![CDATA[Road Trip]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 06/09/2012 à 11/09/2012 Saímos de: Stanford, CA Destino: Portland, OR passando pelos pelo Lake Tahoe, CA e pelo Crater Lake, OR Distância: &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/portland/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>06/09/2012 à 11/09/2012<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Stanford, CA<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Portland, OR passando pelos pelo Lake Tahoe, CA e pelo Crater Lake, OR</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> 1.295 km, sendo que 288km de Stanford à South Lake Tahoe, 628km South Lake Tahoe até o Crater Lake National Park e em seguida 378km até Portland.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>6 horas no primeiro trecho, depois de bastante trânsito na região de Mountain View; mais cerca de 6 horas no segundo e 7 horas no último, sendo que paramos por cerca de 3 horas em um <em>outlet</em> no caminho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto: </strong>Pegamos a I-80 até a altura de Sacramento, onde desvíamos pela US-50 em direção à South Lake Tahoe. De lá, seguimos pela mesma estrada, até Reno, onde desviamos em direção a Klamath Falls pela US-395 seguida pela CA-139. De lá tomamos a estadual OR-39 até Portland.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos: Acomodações relativamente baratas em h(m)óteis beira de estrada. </strong>Ainda sem a Tanajura e nossas barracas automotivas, buscamos opções baratas em termos de hospedagem.  Em South Lake Tahoe e em Klamath Falls, próximo ao Crater Lake, encontramos bom custo-benefício no America’s Best Value Inn. Já em Portland encontramos um Quality Inn localizado na entrada da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente: Frutas e outros alimentos frescos no Farmer’s Market de Portland. </strong>Estar na cidade na semana em que a feira ocupava a principal praça da cidade (Pioneer Courthouse Square) foi uma grata surpresa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: Visual impressionante dos lagos, seguido do conforto aconchegante de Portland. </strong>Este trecho da viagem proporcionou paisagens muito bonitas e românticas (ainda que soe estranho para um grupo de marmanjos!). Tudo coroado pelo conforto gostoso de uma cidade peculiar como Portland.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: A Tanajura faz falta! </strong>Já fazia cerca de um mês que estávamos sem nossa querida companheira de estrada, enquanto ela seguia cruzando o Pacífico. Saudade bateu forte!<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dos lagos mais profundos à Cidade das Rosas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Era fim de noite quando chegamos à região do gigantesco Lake Tahoe, o maior lago de montanha da América do Norte e o segundo mais profundo dos EUA (501 metros de profundidade). Ele está localizado a cerca de 2000 metros de altura em meio aos montes da Sierra Nevada, exatamente na fronteira entre Califórnia e Nevada, de maneira que se divide entre ambos os estados. O lugar é muito famoso pelos inúmeros resorts para esqui durante o inverno, quando a neve toma conta das montanhas, mas também proporciona visuais de tirar o fôlego fora da temporada.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8431.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8431" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8431-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ficamos hospedados na charmosa cidade de South Lake Tahoe, sul do lago, ainda do lado californiano, de onde tínhamos uma localização privilegiada em relação aos atrativos que gostaríamos de visitar e boas opções de hotéis e restaurantes. A principal atração da cidade é a <em>Heavenly Gondola</em>, um teleférico que dá uma visão panorâmica de parte do lago. Achamos o preço um tanto quanto salgado (cerca de US$35 por pessoa), então acabamos deixando ele para a próxima.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de uma boa noite de descanso, partimos para explorar a região. Pegamos o Besouro e fomos contornando o lago em direção à <em>Emerald Bay</em>, ao mesmo tempo em que apreciávamos as belas paisagens ao longo do caminho. <em>Emerald Bay</em> foi uma recomendação dos locais, que logo se justifica. Tem vistas de brilhar os olhos e abriga alguns dos principais atrativos turísticos da região. Entre eles está a única ilha do Lake Tahoe, a <em>Fannete Island</em>. Ela chama atenção em meio ao azul cristalino da água em sua volta, e ainda guarda o que resta da extravagante <em>Tea House</em> (Casa de chá), construída pelo mesmo dono do <em>Vikingsholm</em>, uma “casa de verão” suntuosa à beira do lago, que hoje é um museu.  Tudo isso dá um toque especial ao que já é muito belo por si só.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8605.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8605" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8605-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8649.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8649" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8649-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Uma caminhada leve por uma trilha nos levou até o <em>Eagle Lake</em>, um lago menor, paralelo ao Lake Tahoe.  O movimento lento da água cristalina ao sabor do vento chega a hipnotizar, diante da paz que é estar naquele local. Passamos alguns minutos em silêncio, apenas curtindo a tranquilidade. Muito bom o sentimento de estar em contato com a natureza como se realmente fizéssemos parte dela, sentimento esse que muitas vezes se perde diante da rotina estressante que levávamos na cidade.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8511.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8511" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8511-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dia seguinte, continuamos viagem até a cidade de Klamath Falls, onde passaríamos a noite antes de seguirmos em direção ao Oregon, até o Parque Nacional do Crater Lake, o lago mais profundo dos Estados Unidos. Os americanos que gostam de dar nome a tudo chamam de <em>Rim Drive</em> o trajeto de entorno do lago, com diversas paradas para apreciar a vista e explicações sobre sua formação geológica. O <em>Crater Lake</em> é basicamente o resultado de uma explosão vulcânica, a qual abriu a cratera que mais tarde daria o lugar ao lago. Contornamos parte dele, parando diversas vezes para observar sua beleza.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8793.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8793" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8793-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8759.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8759" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8759-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Mais um trecho de estrada nos levou à peculiar cidade de Portland. Infelizmente, tínhamos apenas um dia para passar na cidade, já que precisávamos começar a agilizar a burocracia para liberação da  Tanajura no porto de Tacoma, próximo à Seattle. O pouco tempo que passamos por lá foi o suficiente para termos uma experiência bastante intensa na cidade.</p>
<p><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8884.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8884" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8884-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Até onde sabemos, Portland injustamente não costuma estar nos roteiros mais tradicionais, a não ser que haja interesse em fazer compras, afinal não se paga impostos sobre a venda de produtos (<em>sales tax</em>) no Oregon. A Cidade das Rosas é famosa pelas condições perfeitas para cultivo da flor, que crescem vistosas por toda a cidade. O <em>International Rose Test Garden</em> é um laboratório de rosas a céu aberto. Com cerca de sete mil rosas de mais de 500 espécies diferentes, o jardim é considerado o maior do seu tipo no mundo. Uma explosão de cores toma conta do lugar e encanta até os menos entusiastas da floricultura. Próximo a ele está também o <em>Japanese Tea Garden, </em>o maior do seu tipo fora do Japão. Infelizmente não conseguimos visitá-lo, porque pelas manhãs de segunda-feira, quando passamos por ele, costuma estar fechado. Ainda no <em>Washington Park</em>, passamos aos fundos da <em>Pittock Mansion</em> para apreciar uma bela vista panorâmica da cidade, incluindo o <em>Mount Hood</em> ao fundo. A mansão por si só, é também bastante interessante e guarda parte da história política da cidade em seus interiores.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8864.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8864" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8864-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8863.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8863" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8863-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8872.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8872" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8872-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Passando pela principal praça da cidade, a pacata <em>Pioneer Courthouse Square</em>, tivemos uma grata surpresa. Estava estreando na cidade uma feira anual conhecida como <em>Farmer’s Market </em>(mercado dos fazendeiros). Produtores locais de frutas, verduras, carnes e todo tipo de alimentos da fazenda vêm à cidade para expor seus produtos em barraquinhas montadas na praça. Comidas deliciosas e os mais variados tipos de <em>berries </em>alimentam os visitantes, enquanto bandas locais se apresentam em um palco improvisado.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8878.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8878" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8878-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p><span style="text-align: justify;">Nos arredores da praça, outros artistas locais também se apresentavam pelas calçadas. Alguns expunham suas pinturas outros sua música. Ficamos impressionados com a habilidade particular de um deles, que nos fez parar por quase meia hora em uma das esquinas, apenas apreciando a música do seu contrabaixo. A cada mudança no semáforo, novas pessoas se juntavam a nós e outras seguiam seu caminho. Permanecemos ali por um bom tempo. Portland se orgulha de manter essa vivacidade artística na cidade. </span><em style="text-align: justify;">Keep Portland Weird </em><span style="text-align: justify;">(Mantenha Portland Estranha) é um lema que se vê com relativa frequência pichado nas paredes da cidade.</span></p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8894.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8894" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8894-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Pudemos fazer também uma visita ao <em>Pioneer Courthouse</em>, o tribunal que dá nome à praça. O prédio construído em 1869 é um dos edifícios federais mais antigos da região. A visita conta um pouco da história do tribunal, e dos casos mais famosos que passaram por ele. O interessante é poder visitar o tribunal enquanto os funcionários continuam trabalhando como se nenhum turista passasse por ali. Pudemos até pegar uns docinhos na sala do juiz, gentilmente oferecidos pela sua secretária. Além disso, foi bastante interessante a vista de cima da torre.</p>
<p><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8922.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8922" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8922-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8913.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8913" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8913-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">O fim da tarde terminou com um curry japonês (daqueles bem picantes!) no restaurante <em>Kalé </em>depois de uma caminhada pela cidade (veja mais <a title="aqui" href="http://www.yelp.com/events/portland-kal%C3%A9-japanese-curry" target="_blank">aqui</a> &#8211; ao entrar no restaurante você se sente no Japão, o ambiente é super tradicional e diferenciado. Além disso, a comida é muito boa e o preço é baixo, enfim, vale muito a pena e foi uma ótima descoberta ;)). Depois de uma rápida passada pelos blocos da Universidade de Washington, tomamos um trem gratuito (sim, algumas linhas são gratuitas na cidade), até a margem do rio <em>Willamette</em>. Portland impressiona pela quantidade de árvores espalhadas pela cidade. Aliás, diz-se que é uma das cidades mais “verdes” dos EUA.</p>
<p><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8946.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8946" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8946-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8977.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8977" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8977-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8970.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8970" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8970-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8966.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8966" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8966-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vistas paradisíacas dos lagos, passeio pelos jardins de rosas e música clássica ao vivo em uma pracinha mais que aconchegante. Só faltaram namoradas para completar o romantismo dessa passagem da nossa expedição. Seguimos adiante, ansiosos para matar a saudade da Tanajura, depois de suas merecidas “férias”.</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong></strong></p>
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		<title>Vinhos e Conhecimento</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Oct 2012 08:58:08 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Napa Valley e Universidades (EUA) Ficha 4&#215;1 Data: 05/09/2012 e 06/09/2012 Estávamos em São Francisco, bem próximos à famosa região de Napa Valley, lugar onde são &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/napa-valley-berkeley-stanford/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Napa Valley e Universidades (EUA)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong><strong style="text-align: center;">Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data</strong>: 05/09/2012 e 06/09/2012</p>
<p style="text-align: justify;">Estávamos em São Francisco, bem próximos à famosa região de Napa Valley, lugar onde são cultivadas as uvas dos vinhos californianos, e não podíamos deixar de passar lá parar conferir se os vinhos realmente são bons! <a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8013.jpg"><br />
</a>Na manhã do dia 5 de setembro pegamos nosso carro alugado (o Besouro) e dirigimos por pouco mais de uma hora para chegar às infindáveis videiras que se extendem até o pé das montanhas do vale. Paramos primeiro na vinícola <strong>Beringer</strong>, mas os tours pelo processo de produção do vinho só começariam à tarde. Continuamos na estrada e, menos de 1km à frente, nos deparamos com uma grande construção que parecia um castelo. Entramos para entender o que era e descobrimos que se tratava de uma das mais renomadas escolas de culinária do mundo: o <strong><a title="Culinary Institute of America" href="http://www.ciachef.edu/california/" target="_blank">Culinary Institute of America</a></strong>. Entramos e fomos explorando o lugar. Trata-se de um prédio secular que foi comprado a preço de banana de seu antigo proprietário para a criação da escola de culinária, cuja estrutura impressiona.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8013.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8013" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8013-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Artefatos históricos, salas de aula impressionantes, a oportunidade de a todo o momento os alunos poderem colocar em prática o que aprendem; é tudo muito bom. Por sinal, não resistimos e lanchamos por lá mesmo, em uma lanchonete dentro da escola e gerida pelos próprios alunos!</p>
<p style="text-align: justify;">Comemos sanduíches gourmets por um ótimo preço, o custo/benefício era excelente. Isso porque os produtos não são vendidos visando o lucro e tudo que é arrecadado na lanchonete é revertido de volta para a escola. O lucro é o aprendizado prático dos alunos. Após a parada seguimos para a busca pelas vinícolas  procurando principalmente as pequenas e familiares. Chegamos à cidade de Napa e paramos em uma pequena loja que era apontada como uma das vinícolas da região, a August Briggs. Entretanto, nossa indicação não estava certa, a loja não possuía nenhum parreiral, apenas produzia o vinho de uvas compradas de outros produtores. De qualquer maneira, era uma empresa pequena de 4 familiares apaixonados por vinho e a loja oferecia degustação. Resolvemos experimentar: o vinho era definitivamente bom e não perdia para os bons vinhos argentinos, chilenos ou europeus. Conhecemos uma variedade de uva que ainda não havíamos visto, pelo menos nunca à venda no Brasil, chamada Zinfandel. Cultivada no Vale de Napa, a uva Zinfandel californiana tem suas origens na Croácia, mas antes de chegar aos EUA ela foi levada à Itália, onde sofreu algumas transformações. Consideramos que o melhor vinho dessa primeira parada era este da Zinfandel!<a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8056.jpg"><br />
</a></p>
<p style="text-align: justify;">Saímos de lá ainda em busca de uma vinícola que possuísse a estrutura completa do processo de produção do vinho. Indicados pelo próprio proprietário da loja que paramos anteriormente, fomos à vinícola Zahtila, um pouco mais afastada da cidade e esta de fato tinha a cara uma produção pequena e familiar de vinho. Conversamos com a pessoa que estava lá que, enquanto nos explicava sobre a história da vinícola, já foi nos servindo algumas taças de vinho para provarmos. Esse era realmente diferenciado, muito bom. Provamos alguns e de novo a nossa escolha foi o vinho feito com a Zinfandel!</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8063.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8063" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8063-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto apreciávamos, a mulher que nos serviu foi contando entusiasmada como nasceu a vinícola. Não sabemos até onde essa história é verdadeira ou se há um pingo de ficção, mas vamos lá: a dona, Laura Mitchel, era uma executiva de uma empresa de tecnologia norte-americana (Cisco Systems) que resolveu largar o trabalho para abrir uma vinícola e ter uma vida mais calma. Mas seu marido não gostou muito da ideia e não quis se mudar para a região de Napa, com isso acabaram se separando e ela foi gerir a pequena vinícola sozinha. Após algum tempo, um ex-namorado de Laura, que estava interessado em visitar o processo de produção do vinho na região, acabou indo, sem saber, justamente até a vinícola de Laura. Lá os dois se re-encontraram, retomaram contato, voltaram a namorar e hoje gerem juntos a vinícola, casados.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8056.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8056" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8056-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Após toda a conversa e a degustação de vinhos, passamos nos parreiral para dar uma olhada e tirar algumas fotos.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8092.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8092" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8092-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Acabamos a visita já perto das 5 da tarde, hora de voltar dado que ainda tínhamos que pegar estrada. Ah, antes de voltar paramos em uma famosa sanduicheria que fica na estrada e pudemos provar um delicioso hambúrguer de atum!</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8135.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8135" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8135-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p>E foi com este por-do-sol único que terminou o nosso último dia na região de São Francisco!</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8168.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8168" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8168-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte tínhamos programado partir para o norte, passando para dar uma volta pelas universidades de Berkeley e Stanford, e foi o que fizemos. Ambas oferecem tours grátis para visitantes que queiram conhecer melhor suas estruturas, basta aparecer no horário indicado do tour e participar da visita (para Berkley, entretanto, é preciso reservar antes &#8211; para mais informações, <strong><a title="Visitor Center - Berkley" href="http://visitors.berkeley.edu/tour/general.shtml" target="_blank">clique aqui</a></strong>).<a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8168.jpg"><br />
</a><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8092.jpg"><br />
</a>Começamos pela Universidade de Berkeley, próxima a São Francisco. Seu campus fica localizado dentro da cidade de Berkeley e por isso possui uma cara mais urbana, mas ainda assim com bastante área verde.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8258.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8258" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8258-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">As universidades públicas norte-americanas, diferente das brasileiras, são pagas e não custam barato. O preço difere para estudantes que residem no estado da universidade e para os que não residem no mesmo estado: em média pode-se dizer que um estudante de fora do estado paga 3 vezes mais que um estudante do próprio estado. E não é difícil ver esses valores passarem os 100 mil reais anuais!!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8273.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2060" title="IMG_8273" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8273-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A Universidade de Berkeley é rival da Universidade de Stanford, que visitamos depois, e é engraçado e interessante ver o nível de competição entre elas. São rivais nos campeonatos universitários de futebol americano, o que é normal, afinal são escolas próximas com times fortes. Mas também competem em <strong>medalhas olímpicas</strong> de seus estudantes e <strong>prêmios Nobel</strong> de seus pesquisadores e professores. Isso mesmo! Para se ter uma ideia, os estudantes da Universidade de Berkeley conseguiram quase que o mesmo número de medalhas olímpicas que o Brasil!!! E em Stanford não foi muito diferente, apesar de terem conseguido um número um pouco inferior de medalhas e nessas olimpíadas terem perdido a “competição” para Berkeley. Inclusive, falando de prêmios Nobel, Berkeley possui 22 prêmios e encontramos até vagas de carro reservadas para vencedores do Nobel, dá pra acreditar??</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8253.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8253" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8253-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na visita demos uma volta no campus, guiados por uma aluna, com direito a uma visita à biblioteca que possui estilo clássico, mega conservada e repleta de mesinhas com aqueles abatjours verdes que vemos em filme.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8235.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8235" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8235-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Após a visita a Berkeley fomos à Universidade de Stanford, um pouco mais afastada de São Francisco, fica na região do Vale do Silício próximo às sedes das gigantes da tecnologia, como Apple e Google.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegando ao campus nos impressionamos: é gigantesco, repleto de gramados entre os inúmeros de prédios da universidade. Nos lembrou da nossa USP, só que era uma versão muito maior. Nos dirigimos ao ponto de encontro para a visita, que foi guiada por uma aluna um pouco mais bem preparada que a de Berkeley, mas menos entusiasmada.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8378.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2067" title="IMG_8378" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8378-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ela foi nos contando sobre a história da universidade e seus princípios, como o de que todos os alunos devem ser tratados de forma igual, independente de origem ou etnia. Entretanto, logo depois, falando sobre bolsas de estudo que são cedidas, perguntamos se alunos estrangeiros também poderiam concorrer a tais bolsas e ela nos disse que não, só os norte-americanos. Curiosa essa “igualdade” entre todos os alunos!<a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8347.jpg"><br />
</a></p>
<p style="text-align: justify;">A universidade é top de linha: toda a infra-estrutura, suporte ao aluno, ginásio de esportes e dormitórios são impecáveis. Os dormitórios parecem casas de alto padrão, com vários quartos para serem divididos entre os alunos que moram no campus da faculdade. Inclusive, existe uma tradição de que os alunos devem passar pelo menos seu primeiro ano de faculdade em Stanford, em um desses dormitórios.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8381.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8381" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8381-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ah, uma outra curiosidade: apesar de seu famoso discurso para os formandos de Stanford, Steve Jobs nunca estudou na universidade. Andando pela universidade também visitamos uma igreja que foi idealizada pela esposa do criador de Stanford, no ano em que ele faleceu. É de cair o queixo: nos lembrou de igrejas europeias pela sua beleza, tamanho, acabamento e riqueza nos detalhes!</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8335.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8335" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8335-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8347.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_8347" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_8347-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ao final das visitas, chegamos a conclusão que estudar em ambas as universidades parece ser uma experiência muito compensadora e interessante.</p>
<p style="text-align: justify;">Terminamos esse dia de visita às universidades com saudades do nosso tempo de faculdade e da nossa própria universidade, a USP. Acima de qualquer coisa, ela é a mãe da Expedição 4&#215;1 e foi onde nos conhecemos como bixos perdidos e de onde saímos como expedicionários. Memórias boas de uma época que parece longe e próxima ao mesmo tempo!</p>
<p style="text-align: justify;">Para mais fotos dessa nossa passagem pelo Napa Valley e pelas Universidades, <strong><a title="Napa Valley e Universidades" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631707920378/" target="_blank">clique aqui</a>.</strong></p>
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		<title>O sonho começou</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jun 2012 16:03:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>Dia 03 de Junho de 2012. Após um período de ansiedade quase que incontrolável, partimos! Finalmente! A Expedição 4&#215;1 ganhava vida no arranque da Tanajura &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/o-sonho-comecou/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 03 de Junho de 2012. Após um período de ansiedade quase que incontrolável, partimos! Finalmente! A Expedição 4&#215;1 ganhava vida no arranque da Tanajura em direção ao nosso primeiro destino. Todo o esforço para chegar até aqui foi traduzido em lágrimas de emoção ao ver que tudo estava realmente acontecendo.  Deixávamos no retrovisor amigos, familiares, nosso porto seguro, para partir em busca de algo que ainda não sabíamos exatamente o que era, mas almejávamos com afinco.</p>
<p>Se já era difícil contar os dias para data de partida, adiá-la era ainda mais. Tivemos que adiar nossa saída por quatro dias. Cada dia de atraso era um a menos de experiência e um a mais de muito trabalho e ansiedade.  Sempre que acreditávamos estar com tudo pronto, algum imprevisto surgia ou um detalhe novo aparecia. E mesmo após o atraso em relação ao nosso planejamento de saída (dia 30 de maio), não podemos dizer que estávamos completamente preparados. E quem está? As coisas nessa vida são tão imprevisíveis que seria uma mentira dizer que estávamos à prova de tudo. É bem verdade que nos precavemos bastante (talvez até demais!) para evitar qualquer tipo de surpresa desagradável no nosso caminho. Mas, sinceramente, nos perguntamos qual seria a graça da viagem se elas não acontecessem. Prontos ou não, domingo era o limite, não aguentávamos mais esperar. Qualquer coisa que, por ventura, tenha ficado para trás, teria que ser resolvida ao longo do trajeto.</p>
<p>O local de partida não poderia ser outro: nossa querida Universidade de São Paulo, onde nos tornamos amigos inseparáveis, nos formamos e ampliamos nossa visão de mundo. A USP foi por anos nossa casa e sempre serviu de inspiração para nossas ideias. Nada mais justo que partir simbolicamente de onde tudo começou.</p>
<p>Muitas lágrimas, muita emoção. A Expedição 4&#215;1 está finalmente na estrada! Felicidade é imensa! Ainda maior é a curiosidade sobre o que vamos conhecer nestes 70 mil km de aventura. Obrigado a todos pela força e nos vemos pela América!</p>
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