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	<title>4x1 &#187; Natureza Selvagem</title>
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	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
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		<title>A Estrada de Gelo rumo ao Extremo Norte das Américas</title>
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		<comments>http://4x1.com.br/dalton-highway/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Oct 2012 10:45:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 26/09/2012 a 27/09/2012 Saímos de: Fairbanks, Alasca Destino final: Ponto mais ao norte da Expedição 4&#215;1: 68°24.168’ de Latitude Norte (ao norte &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/dalton-highway/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data:</strong> 26/09/2012 a 27/09/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Fairbanks, Alasca</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino final: </strong>Ponto mais ao norte da Expedição 4&#215;1: 68°24.168’ de Latitude Norte (ao norte do Círculo Polar Ártico e da cidade de Coldfoot – Alasca)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância total: </strong>525 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>10 horas incluindo paradas.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Fairbanks e logo apanhamos a <em>Dalton Highway</em> rumo a Coldfoot.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> Na casa de um norueguês em <em>Wiseman</em> e no único “hotel” de Coldfoot.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de bom:</strong> Sanduíche de Salmão, próximo ao rio <em>Yukon</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio:</strong> Poder atingir o Círculo Polar Ártico e conhecer a Tundra!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho:</strong> O clima – que estava muito nublado – e o alto preço do “hotel” em Coldfoot.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“De todos os lugares realmente selvagens que ainda restam na Terra, nenhum é tão majestoso quanto o Ártico. Hoje, essa imperdoável paisagem se tornou quase impossível de ser habitada. Mas para as famílias que vivem aqui, o Ártico é um lar.” (tradução livre de narrativa da atriz Meryl Streep no documentário ‘To The Arctic’).</em></p>
</blockquote>
<div id="attachment_2417" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/18.jpg"><img class="size-large wp-image-2417" title="1" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/18-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Alasca dentro do Círculo Polar Ártico</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Acordamos sob o sol forte e seco de Fairbanks e, embora a temperatura girasse em torno dos 5°C, o frio não incomodava tanto. No planejamento inicial, quando saímos de São Paulo, a ideia era ir somente até Fairbanks, e dali começar a “descer”. Mas após a visita ao <em>Museum of the North</em> e de lermos os posts e comentários do Rodrigo e da Ana (da expedição ‘1000 Dias Por Toda América’) não resistimos à tentação de ir conhecer um dos ambientes mais inóspitos e de difícil sobrevivência na Terra. Tínhamos que tocar o Ártico!</p>
<p style="text-align: justify;">Recolhemos nossas barracas e montamos o café da manhã ali mesmo no estacionamento do supermercado <em>Safeway. </em>Partimos por volta das 10h e logo apanhamos uma das mais isoladas estradas: a <em>Dalton Highway</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A <em>Dalton </em>conecta a <em>Elliot Highway</em> (ao norte de Faibanks) até a cidade de Deadhorse (que na verdade está mais para uma vila com meros 50 habitantes permanentes) e é a última parada antes dos campos de petróleo de Prudhoe Bay, no Oceano Ártico! Por esse motivo, Prudhoe Bay é considerada (de forma não oficial) o ponto mais ao norte da Rodovia Pan-americana! E assim, partimos em busca de encontrarmos também o ponto mais ao norte da nossa Expedição!!!</p>
<div id="attachment_2418" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/21.jpg"><img class="size-large wp-image-2418" title="2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/21-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bruno apontando o norte no início da Dalton Highway!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A Dalton Highway, por si só, é um atrativo a parte. A estrada não é asfaltada em alguns trechos por conta do excesso de neve (em boa parte do ano) e dos pesados caminhões que desgastam a pista. Assim, muitos trechos se tornam um grande lamaçal e até escorregadios, por conta de chuvas ou gelo na pista. A Dalton foi construída para acompanhar o longo oleoduto (<em>pipeline)</em> que sai dos campos de petróleo em Prudhoe Bay rumo a Valdez, no sul do Alasca. Dessa forma, além de caminhoneiros que trabalham direta ou indiretamente em serviços relacionados aos campos de petróleo de Prudhoe Bay, somente alguns caçadores ou turistas curiosos encaram essa implacável estrada rumo ao Ártico!  Mas apesar de remota, a estrada recebe diariamente o fluxo de aproximadamente 200 caminhões e serve de apoio à manutenção dos complexos dutos que são feitos especialmente para aguentarem o duro inverno de temperaturas de até -50°C!</p>
<div id="attachment_2419" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/32.jpg"><img class="size-large wp-image-2419" title="3" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/32-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O gasoduto ao lado da Dalton Highway!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E assim fomos nós, lentamente rumando ao norte. Cerca de 3 horas e meia depois da saída de Fairbanks e com quase 220 km percorridos, cruzávamos o <em>Yukon </em>River. Foi quando resolvemos parar em uma das raras lanchonetes da estrada, assentada próximo à margem do rio. Comemos um delicioso sanduíche de hambúrguer de salmão com salada de batata! E claro que chamamos a atenção de outros caminhoneiros que ali se encontravam. Afinal, destoávamos em idade e aparência do resto daqueles experientes senhores de barba grisalha e pele clara. Um deles &#8211; que almoçava com um rapaz mais jovem, companheiro seu de trabalho &#8211; veio até nossa mesa curioso em saber quem eram os donos daquela caminhonete preta com placa de São Paulo! “Vocês realmente vieram de São Paulo até aqui?!” Perguntou o senhor, enquanto apontava onde ficava São Paulo para seu jovem companheiro, num grande mapa-múndi pendurado na parede do restaurante. “Sim senhor!” – respondemos contentes. Contamos todo nosso roteiro e ele afirmou que estávamos no limite do período ideal de passar por aquela região. Conversa vai, conversa vem, eles nos recomendaram seguir até o <em>Atigun Pass</em>, dentro do <em>Brooks Range </em>(uma cadeia de montanhas bem ao norte do Círculo Polar Ártico)<em>. </em>Olhamos no mapa onde ficava e seguimos!</p>
<div id="attachment_2446" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Mapa-Rota-norte-Alasca.jpg"><img class="size-medium wp-image-2446" title="Mapa Rota norte Alasca" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Mapa-Rota-norte-Alasca-300x163.jpg" alt="" width="300" height="163" /></a>
<p class="wp-caption-text">De baixo pra cima: A -Fairbanks; B -Círculo Polar Ártico; C -Coldfoot; D -Atigun Pass &#8211; ALASKA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O tempo nublado e a gradual diminuição de árvores ao longo da estrada (quanto mais ao norte avançávamos) dava um ar meio mórbido ao visual. Quando, de repente, avistamos uma família de <em>grizzly bears</em> (ursos pardos) ao lado da pista! Os pobres ursos correram assustados da Tanajura provavelmente imaginando o que aquela “coisa” preta e gigante fazia ali em seu remoto território.</p>
<p style="text-align: justify;">A propósito, é nesse território que se encontra a tundra! (alguém se lembra dela dos tempos de escola?!) Situada entre as posições 60° e 75° de latitude norte, a tundra é uma vegetação <strong>tipicamente rasteira</strong>! Coberta de gelo em boa parte do ano ou com solo encharcadiço durante os 2 meses de verão na região (uma vez que o fraco calor e a baixa drenagem do solo demoram a absorver o derretimento da neve), o que mais impressiona na tundra é o fato de <strong>não apresentar árvores!!! </strong>Isso mesmo<strong>,</strong> a vegetação predominante é de musgos, liquens e arbustos baixos que se aproveitam das temperaturas máximas de 12°C do verão (As máximas são de 12°C nos dias mais quentes!!!) quando ocorre uma “explosão” de vida vegetal. Essa “explosão” permite com que algumas aves, lebres, ovelhas, renas, bisões e caribus se alimentem bastante para enfrentarem o longo período de inverno!</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2421" class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/52.jpg"><img class="size-large wp-image-2421" title="5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/52-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O primeiro contato da Expedição 4&#215;1 com a tundra!</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"> Nosso primeiro e mais impressionante contato com a tundra deu-se no Finger Mountain uma região ao longo da <em>Dalton Highway</em> onde, incrustado em seu centro, encontra-se uma protuberante rocha granítica em formato de dedo (Finger Rock) que demarca um dos principais territórios onde os nativos dos Alasca caçavam no passado. Era um visual daqueles de como imaginaríamos um mundo sem vida. Mas ao passo que parece morta, a tundra impressiona por aqueles poucos remanescentes de vida e líquens que cruzam nosso caminho antes da chegada do longo e rigoroso inverno&#8230;. O frio aumentava e a temperatura já estava abaixo de zero. Lemos as placas informativas que nos ensinaram sobre a flora e a fauna da tundra (ali próximo à <em>Finger Rock</em>) e prosseguimos pela <em>Dalton Highway</em> rumo a Coldfoot.</p>
<div id="attachment_2420" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/42.jpg"><img class=" wp-image-2420" title="4" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/42-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Uma ovelha posou para foto em meio ao frio do Ártico!</p>
</div>
<div id="attachment_2422" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/62.jpg"><img class="size-large wp-image-2422" title="6" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/62-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Finger Rock, local onde há milhares de anos nativos caçadores observavam os mamutes caminhando pela Tundra &#8211; em Finger Mountain, AK</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mais algumas dezenas de quilômetros rodados e chegávamos a um dos marcos mais importantes da Expedição 4&#215;1 até o momento: a placa do Círculo Polar Ártico!!! Uma leve chuva fina começava a cair daquele céu carregado como que nos alertando que estávamos entrando em um dos lugares mais exóticos e intocáveis da vida selvagem na Terra. Paralelo à linha do Equador, o Círculo Polar Ártico é um dos 5 principais círculos de latitude do nosso planeta e corta a <em>Dalton Highway</em> na posição 66°33’ de latitude norte! Essa zona fria apresenta uma média de temperatura de somente 10°C durante os meses mais quentes; e todas as regiões dentro do círculo possuem ao menos um dia com 24 horas de sol (no verão) ou sem sol (no inverno)!!! Por isso, os territórios mais ao norte do círculo polar ártico podem ser severos com muitos animais e plantas que o habitam. A cidade mais populosa das Américas dentro do círculo Ártico é a cidade de Barrow, no Alasca, com aproximadamente 4.000 habitantes!</p>
<div id="attachment_2423" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/72.jpg"><img class="size-large wp-image-2423" title="7" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/72-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Expedição em frente à placa do Círculo Polar Ártico na Dalton Highway, AK</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2445" style="width: 249px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Arctic_circle.png"><img class="size-medium wp-image-2445" title="Arctic_circle" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Arctic_circle-239x300.png" alt="" width="239" height="300" /></a>
<p class="wp-caption-text">linha azul demarcando o círculo polar ártico</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Por volta das 20h e após mais de 400Km e muitas fotos chegávamos em Coldfoot! <strong>Com apenas 10 habitantes permanentes (isso mesmo, dez!!!)</strong>,  Coldfoot serve como uma parada para caminhoneiros que rumam à Prudhoe Bay. E, junto com Wiseman (vila ao lado de Coldfoot), é a última opção de habitação antes de Deadhorse – E ai? Ficaram surpresos com o fato de só terem 10 pessoas e alguns caminhoneiros em Coldfoot?! Pois imaginem então nossa reação ao ver que no meio de 5 caminhões ali estacionados encontramos uma mini-van do Brasil!!! – Não acreditávamos!! Como era possível ali no final da América do Norte, em uma vila contendo naquele momento menos de 40 pessoas encontrarmos um casal de brasileiros que faziam uma expedição com seus filhos novinhos desde Santa Catarina! INACREDITÁVEL!! Os brasileiros vão dominar o mundo! <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<div id="attachment_2425" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/92.jpg"><img class="size-large wp-image-2425" title="9" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/92-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Surpresa em Coldfoot! O veículo dos brasileiros da Expedição &#39;Familia na Estrada&#39;</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2424" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/82.jpg"><img class="size-large wp-image-2424" title="8" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/82-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A pequena Coldfoot, Alasca</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Bem, Coldfoot possui apenas um único hotel/restaurante e uma bomba de gasolina e, portanto, o preço do “hotel” é uma “bagatela” de 200 dólares para um quarto para duas pessoas! Conversamos com o proprietário, contamos da expedição, da nossa restrição orçamentária, etc. e etc. e depois de muito insistirmos ele nos ofereceu o preço de familiares, chegando ao preço de 100 dólares por quarto para duas pessoas. O preço ainda era salgado para nós. Assim, seguimos em direção à vila de Wiseman na esperança de arrumarmos algo a um preço melhor. Em 5 minutos entrávamos na vila que foi fundada ao redor de 1919 por mineradores e hoje conta com 7 casas e aproximadamente 14 habitantes permanentes. As primeiras casas que avistamos estavam vazias e a neve começava a cair dificultando a nossa visão em meio às ruas estreitas e irregulares de Wiseman. Depois de rodamos um pouco e não encontrarmos os dois alojamentos que deveriam existir ali, avistamos uma fumaça saindo da chaminé da única casa que parecia habitada. O Gustavo tomou coragem e bateu à porta. Um Norueguês de aproximadamente 40 e poucos anos atendeu e logo lhe mostrou como chegar a ambos os locais. Rodamos, abordamos ambos os alojamentos e nada feito. Um estava lotado por estar recebendo um grupo de caçadores e o outro não aceitava 5 pessoas em um único quarto. Nossa única opção parecia ser voltarmos para Coldfoot e pagarmos os 100 dólares. Mas não estávamos contentes com isso e resolvemos mais uma vez perguntar ao Arild (o nome do Norueguês) se não havia mais nada pela região. O Gustavo novamente bateu em sua porta e explicou-lhe sobre a viagem e nossa busca por um lugar para ficar. Então Arild perguntou: “Em quantos vocês são”? “Somos em 5” – respondeu o Gustavo. “Caramba! 5 em um único carro? E por tantos quilômetros?! Então acho que não irão se incomodariam em ficar aqui, certo? A casa é pequena, mas dá pra acomodar.” Genial!!! Sem hesitar aceitamos o convite, e embaixo da neve que caía, retiramos algumas coisas da Tanajura e corremos para dentro da casa. O Arild nos ofereceu umas cervejas e fizemos um lanche (com algumas coisas que tínhamos no carro) enquanto batíamos um longo papo com ele. Arild construiu aquele chalé durante 3 verões e ali ele realizara um sonho de infância: ter uma casa num lugar remoto no Alasca! Conversamos sobre nossos países e culturas, sobre o Alasca, sobre a cultura americana&#8230;e o papo se estendeu até mais de 23h30.</p>
<div id="attachment_2427" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/112.jpg"><img class="size-large wp-image-2427" title="11" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/112-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A casa do Arild, em Wiseman, AK</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2426" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/102.jpg"><img class=" wp-image-2426" title="10" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/102-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Expedição 4&#215;1 junto com o Arild, em Wiseman, AK</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte ao guardarmos nossas coisas novamente no carro notamos que havíamos quebrado um dos parafusos que serviam de apoio para a abertura da barraca. Munido de ferramentas e parafusos que possuía da construção de sua casa, o Arild nos deu uma mãozinha e em 15 minutos estávamos com a barraca consertada! Tiramos algumas fotos, nos despedimos e estava na hora de partir. Saíamos em busca do ponto mais ao norte da Expedição!</p>
<div id="attachment_2428" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/122.jpg"><img class="size-large wp-image-2428" title="12" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/122-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Arild nos dando uma &quot;mãozinha&quot; com a barraca, em Wiseman, AK</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2429" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/131.jpg"><img class="size-large wp-image-2429" title="13" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/131-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Foto em frente a casa do Arild com a bela vista das montanhas ao fundo em Wiseman, AK</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Partíamos para desvendar um pouco mais da tundra e seguir até um dos trechos considerados mais perigosos da <em>Dalton Highway</em> no inverno. A estrada é apresentada em alguns seriados da TV americana como o ‘<em>Ice Road Truckers’</em> (Caminhoneiros de estradas de gelo) e o ‘<em>America’s Toughest Jobs</em>’ (Empregos mais difíceis da América) e já apareceu também no programa da BBC chamado <em>World’s Most Dangerous Roads</em> (estradas mais perigosas do mundo). A estrada tem toda essa fama principalmente pela enorme quantidade de neve que cai por lá em boa parte do ano e, principalmente, pela passagem pelo <em>Atigun Pass</em> (aquela que o senhor e o rapaz nos recomendaram no restaurante que almoçamos no dia anterior). O <em>Atigun Pass </em>é o desfiladeiro mais alto do Alasca aberto o ano todo e é o único meio de cruzar a cordilheira de montanhas chamada Brooks (Brooks Range) por vias terrestres. Devido a sua inclinação e a quantidade de neve ao longo da maior parte do ano, ele é responsável por inúmeras avalanches e por jogar muitos caminhoneiros para fora da pista! Também, a partir desse estreito em meio às montanhas do Brooks Range, são divididos os rios do Alasca que correm sentido ao Oceano Ártico daqueles que correm sentido ao Pacífico.</p>
<div id="attachment_2430" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/141.jpg"><img class="size-large wp-image-2430" title="14" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/141-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Início da Brooks Range</p>
</div>
<div id="attachment_2431" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/151.jpg"><img class="size-large wp-image-2431" title="15" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/151-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura posa pra foto antes de encarar o trecho mais perigoso da Dalton Highway</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Chegamos ao <em>Atigun Pass</em> após quase 3 horas e paramos para algumas fotos. A estrada estava coberta de neve e a visibilidade cada vez mais comprometida. Descemos o desfiladeiro devagar e percorremos mais algumas dezenas de quilômetros sem ter certeza se deveríamos seguir até Deadhorse – com a esperança de chegarmos à Prudhoe Bay e ver o Oceano Ártico – ou se voltaríamos. Mas as notícias que tínhamos eram de que as chances de acomodação em Deadhorse eram mínimas; e que os ônibus que são autorizados a levarem turistas por Prudhoe Bay até o Oceano Ártico tinham encerrado suas atividades há uma semana. Sendo assim, não valia mais a pena correr risco e seguirmos mais ao norte. Decidimos então seguir mais alguns quilômetros e acabamos atingindo a posição 68°24’ de Latitude Norte!</p>
<div id="attachment_2432" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/161.jpg"><img class="size-large wp-image-2432" title="16" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/161-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">-9 graus Celsius e muita névoa no meio do Atigun Pass &#8211; um dos trechos mais perigosos da Dalton Highway</p>
</div>
<div id="attachment_2433" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/171.jpg"><img class="size-large wp-image-2433" title="17" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/171-1024x635.jpg" alt="" width="423" height="262" /></a>
<p class="wp-caption-text">Madalena aponta os 68 graus e 24 minutos de latitude Norte! O ponto mais extremo norte da Expedição 4&#215;1!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Essa posição foi um grande marco em nossas vidas. Não somente era o fim da nossa “subida” e o ponto que marcaria o retorno ao sul do continente, mas era também o provável ponto mais próximo que chegaríamos a alguns dos pólos da Terra, por vias terrestres, em nossas vidas. Ainda que (por vias terrestres) o Ushuaia seja o limite ao sul das Américas, sua posição geográfica com relação ao Pólo Sul é muito mais afastada do que aquele ponto ali no Alasca é em relação ao Pólo Norte. Como o Rodrigo da expedição ‘1000 dias pela América’ explica em seu post sobre a passagem deles por Coldfoot, a América do Norte está muito mais ao norte do que a América do Sul está ao Sul. Ou seja, se estivéssemos na mesma latitude que atingimos de carro ali no Alasca (68°), mas ao Sul ao invés de norte, estaríamos muito além de Ushuaia. Estaríamos na verdade na península da Antártica!!! Incrível pensar nisso né?!</p>
<div id="attachment_2434" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/181.jpg"><img class="size-large wp-image-2434" title="18" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/181-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nossa marca no ponto mais extremo norte que a Expedição atingiu, na Dalton Highway, AK</p>
</div>
<p>Era hora de voltar. Rumo ao Sul! Depois dessa conquista, iniciamos o retorno em direção à Coldfoot! Desta vez não tínhamos outra opção, tivemos que pegar o quarto de duas camas por 100 dólares. Três de nós dormimos no chão e, na manhã seguinte, partimos para um dos principais destinos turísticos do Alasca: <em>Denali National Park</em>!</p>
<div id="attachment_2435" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/19.jpg"><img class="size-large wp-image-2435" title="19" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/19-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nosso quarto de hotel em Coldfoot, AK!</p>
</div>
<p>Quer ver mais fotos?? Não deixe de conferi-las, é só <strong><a title="Alasca - Extremo Norte das Américas" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631858537053/with/8125373815/" target="_blank">clicar aqui!</a></strong></p>
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		<title>Alaska Highway &#8211; O fim da ida</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Oct 2012 06:43:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Alaska]]></category>
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		<category><![CDATA[Natureza Selvagem]]></category>
		<category><![CDATA[Road Trip]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 21/09/2012 à 24/09/2012 Saímos de: Seattle, WA Destino: Fairbanks, AK Distância: 3,660 km Tempo de viagem: 4 dias praticamente inteiros de muita &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/alaska_highway/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>21/09/2012 à 24/09/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Seattle, WA</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Fairbanks, AK</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> 3,660 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>4 dias praticamente inteiros de muita estrada</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Seguimos pela Cariboo Highway de Seattle até a cidade de Prince George, já no Canadá. De lá seguimos cerca de 405km pela BC-97 até Dawson Creek, a milha zero da Alaska Highway. Cruzamos a estrada toda até sua última milha em Delta Junction, onde tomamos a Richardson Highway em sentido à Fairbanks.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> <strong>Paramos em alguns estacionamentos de hotéis e também em áreas de camping no caminho</strong>. Apesar de diversos estabelecimentos já estarem fechados para a temporada de inverno, ainda era possível encontrar algumas acomodações.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente:</strong> <strong>Salmão natural e fresco. </strong>O peixe é realmente especial por lá.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: Inspiração e beleza na natureza selvagem. </strong>O passeio pela estrada é como um safari a céu aberto. Animais cruzam com frequência o caminho, repleto de paisagens realmente inspiradoras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: Muita estrada em pouco tempo! </strong>Não quisemos tomar o risco da neve tomar conta do trajeto, então aceleramos nossa passagem pela Alaska Highway. Infelizmente, deixamos algumas cidades históricas e interessantes pelo caminho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Alaska Highway &#8211; O fim da ida </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Lendária, mística, selvagem. Um único adjetivo não seria justo para descrever o que é a famosa Alaska Highway. À parte do simbolismo de se atingir um dos extremos do continente americano, paisagens de tirar o fôlego, intensa vida selvagem e riqueza cultural dão o tom nos mais de dois mil quilômetros que cruzam o norte gelado da América.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9542.jpg"><img title="IMG_9542" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9542-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vida selvagem é o que não falta na estrada</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Com o atraso para a retirada da Tanajura em Seattle (vide post <a title="aqui" href="http://4x1.com.br/seattle-parte-1/" target="_blank">aqui</a>), o tempo, que já era um recurso bastante escasso para nós, encurtou ainda mais. Setembro chegava ao fim, e com ele o que sobrou do verão no Alasca. Os dias ensolarados de temperaturas amenas davam lugar a dias mais fechados e muito mais frios. O verde da vegetação passava ao amarelo, típico do  outono, e também ao branco da neve, que já dava as caras em algumas partes por ali. Tudo isso seria o menor dos problemas, se algumas das atrações e estradas ao longo do caminho não fechassem devido às condições climáticas mais difíceis.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9492.jpg"><img title="IMG_9492" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9492-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O amarelo toma conta da paisagem no outono</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A fim de minimizar os riscos de perdemos alguma coisa, entre elas o gigantesco Denali, principal parque da região, decidimos encarar a estrada de frente e cruzá-la o mais rápido que pudéssemos, dentro dos limites do razoável. Dirigiríamos praticamente direto: 3.660 km em 4 dias, uma média de 915 km por dia. Haja paciência para tanto chão! Foi um dia após o outro de muita estrada, mas também diversas surpresas no caminho.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9446.jpg"><img title="IMG_9446" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9446-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura curtindo a viagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Construída para conectar o isolado território do Alasca aos outros estados norte-americanos, diante das ofensivas japonesas na região durante a Segunda Guerra Mundial, a Alaska Highway (também conhecida como Alaskan Highway, Alaska-Canadian Highway, ou ALCAN Highway) é motivo de êxtase para inúmeros aventureiros e viajantes de plantão. A estrada atravessa oficialmente 2.288 km ou 1.422 milhas entre as cidades de Dawson Creek, no estado canadense da British Columbia, e Delta Junction, já no Alasca, cruzando uma parte do inóspito Yukon Territory, a última fronteira do Canadá. Versões não oficiais vêem a estrada como continuação da famosa Rodovia Pan-Americana, que cruza o continente desde o sul da Argentina, ou a estendem até a cidade de Fairbanks, que era exatamente o nosso destino final.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9416.jpg"><img title="IMG_9416" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9416-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Entrada na lendária Alaska Highway</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Diferente da época em que foi inaugurada, no ano de 1942, a Alaska Highway agora conta com estradas completamente pavimentadas e não representa mais um trecho de direção difícil e desafiadora, mas sim um passeio inesquecível pelo extremo norte das Américas. Destacam-se diversos pontos de parada ao longo de todo o trajeto, no que costumam chamar de <em>historic mileposts </em>(ou milhagens históricas). Os <em>mileposts</em> contam um pouco da história e da evolução do processo de ocupação da região, mantendo sua herança cultural bem preservada em museus e centros de atendimento a turistas. A cidade de Dawson Creek, na British Columbia, é a primeira delas, a milha zero da estrada. Dirigimos cerca de 1,500 km desde Seattle (com direito a uma passagem tranquila pela fronteira Estados Unidos-Canadá e uma noite de sono na cidade de Prince George, BC), antes de atingirmos a famosa estrada. Dali, cruzaríamos cada milha da Alaska Highway, e estenderíamos até a cidade de Fairbanks, AK, onde finalmente relaxaríamos algum tempo.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9354.jpg"><img title="IMG_9354" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9354-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Passagem tranquila pela fronteira do Canadá</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Nosso primeiro dia de maratona nos deu uma ideia do que o frio e as coisas ligadas a ele podem fazer. O termômetro marcava cerca de 4ºC e a neblina tomava conta de Prince George, BC, quando chegamos no fim de noite, depois de 900 km dirigidos. Nossa usual busca por um lugar para passar a noite foi dificultada pelo fechamento de diversos RV Parkings (estacionamentos de trailers) e áreas de camping, que já haviam fechado para o inverno e só voltariam a funcionar em maio de 2013! Felizmente, encontramos um<em> Bed&amp;Breakfast </em>à beira da estrada. Apesar de lotado, permitiram-nos dormir no estacionamento, nas nossas queridas barracas. Seria nossa primeira experiência com elas em uma temperatura tão baixa. Nem o chocolate quente oferecido pela simpática proprietária do local foi suficiente para esquentar a madrugada, quando as temperaturas devem ter baixado ainda mais. Mas sobrevivemos! Achávamos que isso era frio de verdade, porém o resto da viagem nos mostraria que ainda teríamos muito o que sofrer!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9665.jpg"><img title="IMG_9665" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9665-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A caminho do Alaska</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9378.jpg"><img title="IMG_9378" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9378-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Manhã gelada em Prince George</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Partimos cedo pela manhã de Prince George, 406 km adiante em direção à Dawson Creek (milha 0). A pequena cidade no nordeste da British Columbia não é a dos seriados de TV da década de 90, mas sim o marco inicial da nossa passagem pela Alaska Highway. Não pudemos deixar de parar lá para coletar informações turísticas no centro de visitantes da cidade e também para tirar uma foto nas placas que indicam a entrada em uma das mais famosas estradas das Américas. Aproveitamos também para almoçar em um dos poucos restaurantes da cidade, antes de seguirmos viagem à Fort Nelson (milha 300), BC, 454 km à frente, onde encontramos um RV parking para passar a noite.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9420.jpg"><img title="IMG_9420" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9420-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Dawson Creek, a milha zero da Alaska Highway</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9397.jpg"><img title="IMG_9397" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9397-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Informações úteis no Visitor Center de Dawson Creek</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mais um dia de estrada! A meta agora era chegar a Whitehorse (milha 918), já no Yukon. Por incrível que pareça, era a maior das cidades que encontraríamos até o fim da estrada, em Delta Junction. Não podíamos acreditar que tal poderia passar os inacreditáveis 20 MIL HABITANTES! ISSO MESMO, 20 MIL! Um estádio de futebol quase cheio em dia de clássico. E ainda era realmente maior que suas vizinhas, passamos por cidades que não chegavam a 5 mil habitantes. Para se ter uma ideia, o gelado território do Yukon abriga apenas pouco mais de 30 mil pessoas. Desde o norte da British Columbia as pequenas cidades são relativamente similares entre si no sentido de que todas tem um ou outro restaurante, um posto de gasolina e uma igreja.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9511.jpg"><img title="IMG_9511" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9511-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bela paisagens pelo caminho</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9488.jpg"><img title="IMG_9488" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9488-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura posando para foto em uma ponte na British Columbia</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No caminho, uma surpresa. Um urso preto (<em>black bear</em>) cruzou a estrada. Por alguns segundos ele olhou assustado para a Tanajura, como uma criança pega no flagra diante de uma travessura. Assustado, correu para a floresta antes que conseguíssemos registrar uma foto. Havíamos passado por alces, renas, ovelhas e diversos pássaros exóticos da região. Mas aquele foi o primeiro urso que vimos na viagem. Ficamos ainda mais ansiosos para encontrar mais deles no trajeto.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9605.jpg"><img title="IMG_9605" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9605-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Chegada ao inóspito Yukon</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9706.jpg"><img title="IMG_9706" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9706-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Empolgação na estrada!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Este último trecho foi o que tivemos mais paradas no caminho.  Recomendados por diversas pessoas com quem conversamos na estrada, decidimos fazer uma parada rápida no Liard River Hot Springs (milha 496), onde piscinas naturais de banho surpreendentemente quente se encontram em meio ao gelo das montanhas. Apesar da vontade, mantivemos o foco e deixamos o banho para depois, já que a ideia era chegarmos à Whitehorse ainda no mesmo dia.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9534.jpg"><img title="IMG_9534" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9534-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Liard River Hot Springs em reforma</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9533.jpg"><img title="IMG_9533" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9533-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Banho quente no frio do Canadá</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9558.jpg"><img title="IMG_9558" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9558-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminhada até as piscinas naturais</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Outra parada foi na cidade de Watson Lake, YT (milha 635). Essa era essencial. Durante a construção da Alaska Highway, um soldado americano com saudade de casa começou uma das maiores tradições da estrada: colocou uma placa da sua cidade no meio da floresta, como uma lembrança da sua terra natal. A partir daí, viajantes do mundo inteiro fizeram o mesmo. Hoje o local já conta com mais de 75.000 placas de todos os tipos e origens, formando a <em>Sign Post Forest</em>. Quem não tinha placa, deixava qualquer tipo de referência à sua passagem. Adesivos, panelas, madeiras talhadas, quadros, tinha de tudo. Nós também tivemos que usar a criatividade. Sem nenhuma placa em mãos, vimos nas nossas queridas sandálias Havaianas, o objeto mais original do Brasil que poderíamos deixar como a marca da Expedição 4&#215;1 por ali. Depois disso, seguimos direto a Whitehorse, onde passaríamos nossa última noite até nossa tão desejada chegada ao Alasca!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9614.jpg"><img title="IMG_9614" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9614-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sign Post Forest, uma imensa floresta de placas em Watson Lake,BC</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9652.jpg"><img title="IMG_9652" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9652-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Marca da Expedição 4&#215;1 na floresta de placas</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Cerca de 480 km de mais estrada e finalmente chegamos! Nossa primeira meta na viagem, o lugar mais distante e maluco da América que gostaríamos de chegar de carro, aquele que deu origem à aventura estava a li, à nossa frente! CHEGAMOS NO ALASCA!! Era um ponto importante para nós, uma vez que o que chamávamos de “ida” estava (ou pelo menos parecia estar) chegando ao fim. Tudo dali para frente, saindo do Alasca, seria considerada nossa volta para casa. Quase quatro meses de viagem e uma parte importante da missão estava cumprida. Curiosamente, o dia estava bonito, ensolarado e com muitos mosquitos, para nos lembrarmos de casa.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9846.jpg"><img title="IMG_9846" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9846-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Chegamos ao Alasca! Que alegria!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9847.jpg"><img title="IMG_9847" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9847-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">De um lado Estados Unidos, do outro Canadá</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A região fronteiriça se estende por alguns kilometros, e exalta a relação pacífica entre os dois países, não havendo controle policial em um grande trecho de passagem entre as alfândegas. Aliás, a fronteira oficial é marca por uma faixa sem árvores entre os dois países. Não precisamos registrar saída do Canadá e passamos novamente a fronteira para a terra do tio Sam (mais uma vez sem problemas).</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9835.jpg"><img title="IMG_9835" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9835-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Fronteira sem árvores entre o Alasca e o Yukon</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mais alguns kilometros e atingimos o fim oficial da Alaska Highway, em Delta Junction (mile 1.422), e estendemos nossa rota até Fairbanks, o real fim da estrada para várias pessoas. Os quatro dias de viagem, apesar de cansativos, proporcionaram algumas paisagens e experiências bastante interessantes e marcantes. O caminho inteiro, desde a British Columbia, o Yukon até o Alasca, é permeado por belas paisagens de montanhas e vegetação de coníferas. Isso sem contar os animais que cruzavam nosso caminho pela estrada! A vontade era de parar para tirarmos fotos a toda hora.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9443.jpg"><img title="IMG_9443" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9443-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Invadindo o habitat alheio</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9461.jpg"><img title="IMG_9461" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9461-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Veados atravessam a estrada</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9585.jpg"><img title="IMG_9585" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9585-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Búfalo passeando com a Tanajura</p>
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<p>Para quem também pretende se aventurar por essa estrada no outono, deixamos aqui os célebres dez mandamentos que acabamos de inventar sobre a Alaska Highway:</p>
<p><strong>1)    Não piscarás durante o dia!</strong> Em um piscar de olhos, ursos, alces, renas, pássaros ou qualquer outro animal que você nunca teve a chance de ver de perto pode cruzar o seu caminho. Isso sem contar as paisagens de tirar o fôlego. As regiões geladas e inóspitas são bastante selvagens, e a natureza parece que se mantém relativamente intocável na região.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2)    </strong><strong>Buscarás a Aurora durante a noite! </strong>Não demos sorte com Aurora Boreal nesse trecho da viagem, mas estávamos sempre de olhos abertos. A partir do Yukon, as chances de ver este fenômeno maravilhoso aumentam significativamente. Nossos amigos do <a title="1000dias" href="http://www.1000dias.com" target="_blank">1000dias </a>recomendaram um ótimo site para acompanhar as previsões (veja <a title="aqui" href="http://www.auroraforecast.com/" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3)    Não perderás um posto de combustível! </strong>É comum passar por mais de 200 km sem nenhuma cidadezinha com um posto para abastecer, principalmente se estiver rodando com diesel. Apesar do combustível mais caro, principalmente no Canadá, não deixamos as oportunidades passarem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4)    Parai nas milhas históricas!</strong> Cada milha histórica tem uma história para contar ou um grande atrativo para conhecer. Infelizmente estávamos com pressa e só passamos por algumas delas. Ficamos na vontade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5)    Compreenderás a quem cedo madruga! </strong>A maioria dos serviços se encerram mais cedo que o comum. Dificilmente se encontrará um restaurante aberto após as 9 da noite (nós passamos alguns perrengues por conta disso). Nada que não se poderia esperar de cidades com menos 5 mil habitantes como a maioria das que se encontram no trajeto.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6)    Prepara-te para a chegada do inverno!</strong> Muitos estabelecimentos fecham para a temporada de inverno em meados de setembro e outubro. Estes permanecerão fechados até o próximo verão (Maio a Agosto).  Depois disso, o frio baixa e a neve toma conta, dificultando a circulação na região (ou até impossibilitando!).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7)    Deixarás uma lembrança em Watson Lake! </strong>Cruzar a Alaska Highway e não deixar uma recordação na <em>Sign Post Forest</em> é quase como não ter passado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8)    </strong><strong>Comerás tanto salmão quanto aguentares! </strong>Já nas redondezas do Alasca, o salmão fresco nos restaurantes aparece com mais frequência. Coma o quanto puder!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9)    </strong><strong>Conduzirás com cautela! </strong>Gelo e estrada pode ser uma combinação perigosa, portanto todo cuidado é pouco neste caso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10)   Não pensarás duas vezes e colocarás o pé na estrada! </strong>A Alaska Highway é uma experiência única para os amantes de viagem e aventura, e com certeza deve constar na maioria das listas das melhores <em>road trips</em> pelo mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Para mais fotos da nossa passagem pela Alaska Highway, <strong><a title="Fotos - Alaska Highway" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631848393372/with/8121257545/" target="_blank">clique aqui</a>.</strong></p>
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