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	<title>4x1 &#187; montanha</title>
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	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
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		<title>Receptividade à brasileira na terra dos Mórmons!</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Dec 2012 02:42:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 26/10/2012 a 29/10/2012 Trajeto: Saímos de Cooke City pela US-212 e depois tomamos a US 89 entrando pelo Yellowstone National Park, onde &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/salt-lake-city/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: left;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></div>
<h4><strong>Data:</strong> 26/10/2012 a 29/10/2012</h4>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> Cooke City, Montana – EUA (Yellowstone)</p>
<p><strong>Distância total:</strong> 887 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Casa do Helaman (1 noite) e no motel Econolodge.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> A receptividade das brasileiras que nos deram uma aula sobre a cidade e sua relação com a igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> Salt Lake City, Utah- EUA</p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> aproximadamente 7 horas</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> Comida chinesa por apenas 6 dólares!!</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> A estrutura do motel Econolodge que deixou a desejar.</p>
</div><div class="clear"></div><p><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Cooke City pela US-212 e depois tomamos a US 89 entrando pelo Yellowstone National Park, onde tomamos um &#8220;atalho&#8221;. Seguimos pela US 20 entrando no estado de Idaho e cortando-o sentido Sul pela I-15 que leva até Salt Lake City, no estado de Utah.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Com o avanço da neve no noroeste dos EUA, decidimos acelerar a ida para os parques mais ao sul do país e aproveitar suas útimas semanas sem neve. Ao sair de Yellowstone seguiríamos para os parques a sudoeste de Utah e a dúvida, portanto, era: passar por Salt Lake City (em Utah) ou por Denver e as Montanhas Rochosas (no Colorado). Como já havíamos percorrido longos trechos das Rochosas desde o Canadá, uma olhada no Ralf* foi o suficiente para a decisão ser tomada: Salt Lake era nossa próxima parada.</p>
<p style="text-align: justify;">* Para quem não se lembra, Ralf é o apelido que demos ao nosso livro-guia dos EUA <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>A intenção era ficarmos somente um dia em Salt Lake e logo seguir viagem. Entretanto, uma certa movimentação na ruas por volta das 21h, algo incomum nos EUA, nos chamava a atenção. Uma oração fora feita ao final de uma festa de Halloween Latina. Algo naquela cidade era diferente do que estávamos acostumados. E um grupo de brasileiras, uma equatoriana e um hondurenho estavam dispostos a nos apresentar essa nova realidade.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Saímos de Cooke City com tempo nublado e a temperatura abaixo dos 5°C. Éramos acompanhados por altas montanhas com seus cumes cada vez menos nevados ao passo que a temperatura aumentava mais a sul. Chegamos em Salt Lake famintos por volta das 20h e a primeira boa impressão: nosso termômetro marcava 16°C e não havia ventos! Era a primeira vez dentro dos últimos 35 dias que tínhamos temperatura acima dos 15°C! Saímos do carro contentes, e sem casacos, para jantar!</p>
<div id="attachment_2844" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/271.jpg"><img class=" wp-image-2844" title="27" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/271-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O frio era tanto na saída de Cooke City (Montana) que o &quot;embaçado&quot; do vidro congelou na parte de dentro do carro!!!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2843" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/261.jpg"><img class="size-large wp-image-2843" title="26" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/261-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Após mais de 5 horas de estrada cortávamos o estado de Idaho com os termômetros já acima dos 10 graus Celsius!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Uma longa conversa na mesa, algumas risadas e traçávamos o plano de saída para o dia seguinte, após o almoço. Saímos do restaurante e uma coisa nos chamava atenção. Era uma sexta-feira e já passavam das 21h, mesmo assim muitas pessoas de várias idades andavam pelas ruas. Achamos estranho, pois isso não era algo comum nos EUA. Como era final de semana pré-Halloween pensávamos que poderia ter algo a ver com isso. Seguimos em busca de um lugar para vermos o movimento e tomarmos umas cervejas antes de dormir. Demos uma volta pela cidade e avistamos uma sorveteria com pessoas fantasiadas. Paramos. Os fantasiados entravam em um estabelecimento, ao lado da sorveteria, que formava uma grande fila. Perguntamos o que era e a resposta veio em espanhol: “es una fiesta de Halloween latina”. Caramba! Que estranho! Gostamos da ideia e resolvemos entrar. Como não tínhamos fantasias, vestimos umas camisas da seleção brasileira e fomos de time de futebol! Original hein?! Hahaha&#8230; Bom para uma festa de última hora estava valendo. Logo percebemos que não era vendida qualquer bebida alcoolica. Repleta de latinos, as músicas variavam entre estilos Peruano, Mexicano, Venezuelano, Colombiano, entre outros. Todos dançavam animados e logo pessoas vinham interagir com os 5 rapazes que chamavam a atenção com aquelas camisas com cor de marca texto. Horas depois e a maior roda da festa era de&#8230; brasileiros! Claro! Dentre outros, ali conheceríamos as 3 Sara(s) (duas brasileiras e uma equatoriana), Giulli, Leylyane e o hondurenho Helaman. Dançamos, conversamos e ao final da festa&#8230; uma oração de agradecimento!!?? Isso realmente não era comum. Ficamos curiosos e para nossa surpresa: a festa era de ‘mórmons’! Assim como nossos novos amigos, Salt Lake City é uma cidade composta, em sua maioria, por pessoas que frequentam a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Igreja de JCSUD). Sabendo que não havíamos lugar para dormir, o Helaman abriu sua casa para passarmos a noite.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/241.jpg"><img title="24" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/241-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As ruas do moderno e planificado centro de Salt Lake City, Utah &#8211; EUA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A vedade é que o termo ‘mórmon’ – como hoje são popularmente chamados aqueles que frequentam a Igreja de JCSUD – foi criado por pessoas que não frequentam a igreja, para se referirem a seus membros. O motivo de darem-lhes esse nome está ligado ao ‘Livro de Mórmon’ – o livro considerado sagrado pelos frequentadores daquela igreja – no qual é retratado um outro testamento da vida de Jesus Cristo. Portanto, segundo a Igreja, o nome a que seus membros deveriam ser conhecidos é Santos dos Últimos Dias (SUD).</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade que está assentada dentro do Salt Lake Valley (vale do Lago Salgado) é cercada de duas grandes cadeias de montanha a leste e oeste, e recebe esse nome justamente devido ao Great Salt Lak (Grande Lago Salgado) localizado a noroeste da cidade. Sua fundação, bem como do Estado de Utah, está associada à vinda dos Mórmons para a região: devido à forte perseguição a seus membros e às doutrinas da Igreja de JCSUD, Brigham Young liderou a ida dos Mórmons para o Oeste americano após a morte de Joseph Smith Jr., o fundador da igreja. E foi ali dentro do vale de Salt Lake que escolheram o local – onde hoje está Salt Lake City – para serem a ‘nova Sião’ (em inglês: <em>the new Zion</em>). Sob a liderança de Brigham Young (que na altura não somente se tornou lider da igreja, mas também líder do território) ali desenvolveram a cidade através de um sitema de colheita comunitária.</p>
<div id="attachment_2842" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/251.jpg"><img class="size-large wp-image-2842" title="25" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/251-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O belíssimo Capitólio de Salt Lake City com as imponentes montanhas que cercam a cidade que já foi sede dos jogos Olímpicos de Inverno em 2002</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/91.jpg"><img title="9" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/91-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O final de tarde com o &#39;Great Salt Lake&#39; no canto direito, ao fundo</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Por estar situada numa encruzilhada para aqueles que partiam do Leste para o Oeste americano em busca de fortunas – na conhecida Corrida do Ouro da Califórnia (<em>California Golden Rush</em>) – Salt Lake City tornou-se um ponto de parada para os viajantes e beneficiou-se do intenso comércio gerado e da especulação de terras. O grande desenvolvimento fez com que, em 1856, Salt Lake se tornasse a capital do território de Utah, que posteriormente se tornaria mais um estado da União.</p>
<p style="text-align: justify;">E sob a mentoria de uma das Sarah(s), partimos para conhecer um pouco mais dessa história da moderna cidade de Salt Lake City, da interessante doutrina dos membros da Igreja de JCSUD e como eles fizeram sua vida na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2840" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/231.jpg"><img class=" wp-image-2840" title="23" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/231-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">O templo de Salt Lake (da igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) na Temple Square, em Salt Lake City, Utah (EUA)</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2839" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/221.jpg"><img class=" wp-image-2839" title="22" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/221-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sarah Albuquerque nos dando os primeiros ensinamentos sobre a doutrina da Igreja de JCSUD</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Dirigimo-nos para a <em>Temple Square</em> (praça do Templo) onde está localizado o principal templo da igreja e onde, em suas imediações, encontram-se os principais prédios (históricos e administrativos) da igreja. Visitamos o museu que conta a história da igreja, bem como o enorme centro de visitantes que, através de textos, imagens e vídeos são passados alguns valores e doutrinas da igreja.  Lá também está uma maquete do interior do templo principal da Igreja de JCSUD: o <em>Salt Lake Temple</em> – que possui entrada restrita aos membros da igreja. E foi sob o auxílio de duas simpáticas missionárias brasileiras que visitamos a Beehive House (Casa da Colmeia) onde viveu o ex-líder da Igreja: Brigham Young.</p>
<p style="text-align: justify;">Não dá para negar que essas visitas serviram para a gente como um grande momento de reflexão espiritual e social. Motivado, principalmente, pelo espírito de fraternidade e carinho demonstrado por todos os membros da Igreja que muito bem nos acolheram em todos os momentos e visitas. Aprendemos, também, sobre as missões que muitos membros da igreja realizam uma vez na vida, bem como sobre o complexo centro de produção e distribuição de alimentos e doações para pessoas desprivilegiadas. Interessante, também, foi a visita ao <em>Family Story Library</em> (biblioteca da história das famílias), onde a Igreja JCSUD presta uma enorme colaboração à sociedade, montando o maior acervo sobre as histórias das famílias que habitaram o planeta! Isso mesmo o ‘<em>Family Search</em>’ (busca de famílias) – disponível também online – está em desenvolvimento para catalogar o maior número de pessoas possíveis, a fim de montar o maior acervo de árvores genealógicas do mundo! Quem quiser buscar algum parente ou familiar distante e quiser conhecer mais sobre a história de sua família vale dar uma checada no site deles para ver se sua família já está lá catalogada.</p>
<div id="attachment_2838" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/211.jpg"><img class="size-large wp-image-2838" title="21" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/211-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Museu com a história da fundação da Igreja de JCSUD</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2837" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/201.jpg"><img class="size-large wp-image-2837" title="20" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/201-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Muito informativo, o centro de visitantes da Igreja de JCSUD mostra os valores e doutrinas da igreja, bem conta sobre o centro de produção e distribuição de alimentos e produtos para populações em situação de risco.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2836" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/205.jpg"><img class=" wp-image-2836" title="20,5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/205-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista externa do Templo de Salt Lake (Utah, EUA)</p>
</div>
<div id="attachment_2835" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/191.jpg"><img class=" wp-image-2835" title="19" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/191-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Uma detalhada maquete nos mostra a beleza do interior do Salt Lake Temple</p>
</div>
<div id="attachment_2834" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/181.jpg"><img class="size-large wp-image-2834" title="18" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/181-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A maquete mostra o perfeccionismo do templo que só pode ser frequentado por membros da Igreja</p>
</div>
<div id="attachment_2833" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/185.jpg"><img class="size-large wp-image-2833" title="18,5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/185-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Foto do interior da Beehive House (casa de Colmeia), a casa onde morou Brigham Young &#8211; um dos principais líderes da Igreja de JCSUD</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas com certeza o ponto alto da visita à cultura Mórmon foi o espetáculo ‘Luz de las Naciones – Sus Promesas’ realizado no Auditório da Igreja de JCSUD. Com capacidade para mais de 21 mil pessoas, o auditório estava com mais de 80% de suas cadeiras ocupadas. Foi bonito de ver aquele público miscigenado, no qual americanos usando tradutor simultâneo aplaudiam e cantavam junto com latinos de diversas nacionalidades. Todos contemplando o festival em homenagem a cultura das civilizações indígenas e hispânicas, da América Latina. O espetáculo contava com danças, vestimentas e estilos musicais de mais de 8 países latinos das américas, permitindo aos latinos valorizarem e reconhecerem suas origens, ainda que vivendo em um país diferente. Todos aplaudiam e vibravam num espetáculo que, além de celebrar a música, celebrava a aceitação e tolerância entre as nações! Foi simplesmente fantástico!!!</p>
<div id="attachment_2832" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/171.jpg"><img class="size-large wp-image-2832" title="17" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/171-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O auditório começando a lotar pouco antes do início do Espetáculo “Luz de las Naciones – Sus Promesas” – no auditório da Igreja de JCSUD</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2831" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/161.jpg"><img class="size-large wp-image-2831" title="16" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/161-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Expedição 4&#215;1 e duas das Sara(s) antes do espetáculo começar</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2830" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/151.jpg"><img class="size-large wp-image-2830" title="15" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/151-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Apresentação da cultura mexicana no &#39;Luz de las naciones&#39;</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2827" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/121.jpg"><img class="size-large wp-image-2827" title="12" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/121-682x1024.jpg" alt="" width="423" height="635" /></a>
<p class="wp-caption-text">Apresentação sobre civilização ameríndia, pré-colonização espanhola</p>
</div>
<div id="attachment_2828" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/131.jpg"><img class="size-large wp-image-2828" title="13" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/131-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Fechamento do espetáculo &#39;Luz de las Naciones&#39;</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte ao festival uma nova grande surpresa: Acordamos cedo para, pontualmente as 9h, estarmos no Tabernáculo da Igreja de JCSUD onde se apresenta semanalmente o <em>Mormon Tabernacle Choir</em> (Coral do Tabernáculo Mórmon). Um silêncio absoluto pois a apresentação de 30 min chamada <em>Music and the Spoken Word</em>  é transmitida, ao vivo, nacionalmente, e sendo o programa sequencial transmitido a mais tempo no mundo!!!</p>
<div id="attachment_2826" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/111.jpg"><img class="size-large wp-image-2826" title="11" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/111-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O final da apresentação do Mormon Tabernacle Choir</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2825" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/101.jpg"><img class=" wp-image-2825" title="10" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/101-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Expedição 4&#215;1 na companhia dos amigos (em pé, da esquerda pra direita): Leylyane, Helaman, Sara Rocha, Sara Cardenas e Sarah Albuquerque. (abaixo): Giulli</p>
</div>
<p>No final da tarde, terminamos todo o companheirismo recebido com um picnic no Ensign Peak. Com uma trilha de aproximadamente 20 min, é um picos com uma privilegiada vista do centro de Salt Lake. De lá fechamos nossa visita contemplando a vista aérea da cidade com seu belíssimo capitólio e o Templo de Salt Lake, ao fundo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2823" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/81.jpg"><img class="size-large wp-image-2823" title="8" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/81-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista aérea de Salt Lake City com destaque para o Capitólio (abaixo, no canto esquerda) e o Salt Lake Temple (na mesma posição do capitólio, mais ao centro) &#8211; ambos bem iluminados</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Preferências religiosas a parte, a visita à Salt Lake City foi realmente uma inspiração espiritual para a Expedição 4&#215;1! Somos muito gratos a Sarah Albuquerque, Sara Cardenas, Sara Rocha, Giulli, Leylyane e ao Helaman pelo carinho e hospitalidade. Serão amigos que teremos para o resto de nossas vidas! <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/71.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2822" title="7" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/12/71-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para ver mais fotos da nossa passagem por Salt Lake City <a title="Fotos Salt Lake City" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632204192587/" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
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		<title>Whistler – Charmosa, Sofisticada e Cheia de Aventuras</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Nov 2012 19:06:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>Whistler – Charmosa, Sofisticada e Cheia de Aventuras Ficha 4×1 Data: 9/10/2012 à 12/10/2012 Saímos de: Prince Rupert, BC – Canadá Destino: Whistler, BC – &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/whistler/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Whistler – Charmosa, Sofisticada e Cheia de Aventuras</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4×1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>9/10/2012 à 12/10/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de: </strong>Prince Rupert, BC – Canadá</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Whistler, BC – Canadá (com parada para dormir em Prince George, Canadá).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> Total: 1.370 km. De Prince Rupert até Prince George foram 725 km, e de Prince George até Whistler foram mais 645 km.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>Prince Rupert – Prince George: 11:00 horas, incluindo parada para almoço e outras paradas rápidas. Prince George – Whistler: 10:30 horas, incluindo paradas para almoço e combustível.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> O primeiro trecho foi feito na Trans-Canada Hwy/Yellowhead Hwy/E/BC-16 E, sempre seguindo as placas para Prince George. Depois seguimos pela Cariboo Hwy/BC-97 S. Nos 200km finais, dirigimos pela BC-99 S (74.6km), Duffey Lake Road (80.5km), sendo o último trecho feito na Sea-to-Sky Hwy (32km). Vale a pena destacar que a estrada é uma atração por si só, com lagos coloridos, montanhas nevadas e animais selvagens ao longo do trajeto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos: </strong>Depois de muito procurar um lugar para acampar, resolvemos encarar um estacionamento público. Fomos para o estacionamento número 5 do centro da cidade, o mais afastado de todos e conseguimos encontrar uma cobertura, que estava semi cheia de areia, em função da obra que estava sendo feita no estacionamento. A outra metade era o espaço perfeito para a Tanajura. Em Prince George, dormimos no estacionamento de um Hotel Cassino e ainda conseguimos uma conexão de internet na faixa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente: </strong>Crepe do Crepe-Montagne, no centrinho de Whistler. Tomamos café da manha lá, onde experimentamos diferentes sabores de crepe, em um ambiente agradável, a um preço razoável para os níveis da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: </strong>A trilha que fizemos ao redor da estação de trem, passando pelo Alta lake e Green lake.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: </strong>A cidade oferece inúmeras atividades outdoor, sendo um polo turístico para quem busca adrenalina ao ar livre. Inclusive, sediou, juntamente com Vancouver, os jogos olímpicos de inverno em 2010. Porém, foi uma pena termos passado por lá fora de estação.</p>
<p style="text-align: justify;">Whistler – Charmosa, Sofisticada e Cheia de Aventuras</p>
<p style="text-align: justify;">Charmosa e agitada, Whistler é uma cidade com bastante gente jovem, em busca de aventura, natureza e sofisticação. Sua popularidade como uma das principais estações de esqui ganhou força depois de sediar as olimpíadas e para-olimpíadas de inverno em 2010. Mas seja no inverno, ou no verão, as atividades e esportes ao ar livre estarão presentes e atendem as todas as idades.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de 15 dias nos aventurando pela vida selvagem do Alasca, estávamos de volta à vida mais urbana. Havíamos chegado em Whistler, uma cidade de aproximadamente 14.000 habitantes, localizada 125 km ao norte de Vancouver, e conhecida principalmente por suas estações de esqui e resorts. Para contar um pouco da história mais antiga de Whistler, precisamos voltar a milhares de anos atrás, muito antes da ocupação européia. Em função de sua riqueza de recursos naturais e vida selvagem, era um importante ponto de parada no caminho que ligava Squamish e Lil’wat, dois importantes povoados da região, sendo que algumas dessas trilhas são mantidas até hoje. Mas foi a partir de 1914, que essa bela cadeia de montanhas nevadas começou sua trajetória de fama até os dias de hoje, sendo reconhecida mundialmente como uma das melhores estações para esquiar. Tudo começou em 1914, com dois irmãos que, com tino para o negócio, resolveram investir na região e contruíram um alojamento que rapidamente tornou-se base para trabalhadores de minas e florestas, ao lado de Jásper e Banff, ao norte da cidade. Com o passar do tempo, por volta de 1950, outros alojamentos foram construídos na região, mais próximos de Whistler, para satisfazer a demanda de turistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas diferente do que você deve estar pensando, a popularização se deu inicialmente por suas atividades de verão, tendo a pesca como o principal atrativo. Apenas em 1960 é que Whistler entraria no hall das principais estações de esqui, após ser selecionada para sediar as olimpíadas de inverno em 1968. Em função disso, a infra-estrutura do local deu um salto, tendo por exemplo a distância até Vancouver encurtada de 6 horas para 2 horas. A abertura oficial da estação de esqui se deu em 1965. Em 1980 foi inaugurada a Blackcomb, montanha vizinha a Whistler, formando um dos maiores complexos de esqui das Américas. A estação continuou se desenvolvendo, recebendo prêmios e turistas de todo mundo até que em 2003, foi selecionada para sediar as olimpíadas de inverno de 2010. A partir daí, estava consagrada como um santuário dos esportes outdoor, onde também se podem incluir os esportes de verão , como mountain bike e rafting, além de possuir o maior teleférico do mundo em termos de comprimento e altura da gondola (3.024 metros de comprimento e 415 metros de altura no ponto de maior elevação), inaugurado em 2008, ligando as montanhas Whistler e Blackcomb.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao desembarcamos do ferry boat em Prince Rupert, ainda tínhamos um longo caminho até nosso destino final, que poderia ser Whistler ou Vancouver (neste caso pularíamos Whistler). Vale a pena destacar que o trajeto, que durou 2 dias é uma atração por si só, com lagos coloridos, montanhas nevadas e animais selvagens ao longo do trajeto. Em uma das paradas para almoço, montamos nossa mesinha no estacionamento do supermercado para matar a fome com o frango recém-comprado no próprio mercado.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2560" class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2118.jpg"><img class=" wp-image-2560" title="IMG_2118" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2118-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Parada para almoço no estacionamento do supermercado, em Smithers.</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2123.jpg"><img title="IMG_2123" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2123-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Lynx com olhar desconfiado, entre Prince Rupert e Prince George</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Nossa ida para Whistler se deu muito por causa da indicação da Marjorie, uma amiga que fizemos no trajeto de barco de Belém para Manaus e que morou em Vancouver por 13 anos. A decisão de ir para Whistler também implicava em utilizar o único dia que teríamos tempo bom, com sol, lá em Whisler e não em Vancouver, já que a previsão do tempo para os próximos dias era de chuva para ambas as cidades. Valeu a pena. Como sempre fazemos quando chegamos em lugares com centro de informação turístico, fomos lá conhecer as principais atividades oferecidas na cidade. Apesar da época que estivemos por lá ser um “entre estações”, ainda havia diversas opções. Por sinal, o centro de informações de Whistler era extremamente profissional, no sentido de ser prático, com todas informações na ponta da língua, todos contatos das empresas que oferecem os diversos tipos de passeio disponíveis e até um guichê no qual era possível agendar a atividade já dali do centro de informação. Uma mão na roda. Ficamos interessados no rafting e no passeio de bike, mas Whistler não é um lugar barato e preferimos poupar naquele momento. Por ser uma cidade para atividades ao ar livre, optar fazer uma longa caminhada ao redor dos lagos Alta e Green, passeamos por uma trilha onde muitas pessoas pedalavam, cruzamos o trilho do trem e fomos até a estação de trem que estava fechada até a temporada reabrir.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2575" class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2247.jpg"><img class="size-large wp-image-2575" title="IMG_2247" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2247-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Alta Lake</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2565" class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2152.jpg"><img class="size-large wp-image-2565" title="IMG_2152" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2152-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Caminhada pelo Alta Lake</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2216.jpg"><img class="wp-image-2574 aligncenter" title="IMG_2216" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2216-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></div>
<p style="text-align: justify;">Ao longo de uma das trihas, encontramos um parque bastante aconchegante, bem aberto, onde inúmeras pessoas passeavam e brincavam com seus cães. Com as pernas já cansadas, aquele gramado denso e verdinho nos convidou para uma gostosa soneca, que durou cerca de 30 minutos.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2207.jpg"><img title="IMG_2207" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2207-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Parada para soneca no gramado</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2573" class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2213.jpg"><img class="size-large wp-image-2573" title="IMG_2213" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2213-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Cão mergulhador pegando o disco no ar</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ao terminarmos a trilha, já no fim do dia, voltamos ao centro comercial e fomos até os anéis, que simbolizam as olimpíadas de inverno sediada em 2010, para algumas fotos.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2577" class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2271.jpg"><img class="size-large wp-image-2577" title="IMG_2271" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2271-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Centro comercial de Whistler</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Isso nos fez lembrar que em breve seremos nós hospedando o mundo inteiro, tanto para a Copa do Mundo, quanto pelas Olimpíadas, sendo a segunda quase que sempre lembrada pelos canadenses e norte-americanos quando interagimos e falamos que somos brasileiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Na hora de achar um local para dormir foi uma maratona. Não queríamos gastar para nos hospedar e lutamos para descobrir um local seguro para abrir nossas barracas. Depois de quase duas horas, batendo na porta de hospital, correio, mercado, fomos aconselhados a utilizar o estacionamento público mais afastado possível, afinal era aberto e qualquer um poderia aparecer por ali. Fomos para o estacionamento 5 do centro da cidade, já por volta das 10 da noite. Havia alguns carros parados e uma espécie de garagem com 2 vagas que estavam sendo utilizadas para armazenar os materias da obra que ocorria ali ao lado. Um deles possuía areia até a metade. A outra metade era o espaço ideal para a Tanajura e foi onde passamos a noite.</p>
<div id="attachment_2646" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/Noite.jpg"><img class="size-large wp-image-2646" title="Noite" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/Noite-1024x768.jpg" alt="" width="423" height="317" /></a>
<p class="wp-caption-text">Lugar que encontramos para passar a última noite em Whistler</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Acordamos no dia seguinte com chuva, conforme esperado, fizemos o rápido e de praxe café da manha na tampa traseira da tanajura e seguimos rumo a Vancouver.</p>
<p style="text-align: justify;">Para mais fotos da nossa passagem por Whistler, <strong><a title="Galeria de Fotos - Whistler" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157632107356645/" target="_blank">clique aqui!</a></strong></p>
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		<title>Inside Passage &#8211; Encarando o início da volta</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2012 21:07:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 07/10/2012 e 09/10/2012 Saímos de: Haines, Alasca, EUA. Destino final: Prince Rupert, British Columbia, Canadá. Distância total: 765 km Tempo de viagem: &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/insidepassage/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p><strong>Data</strong>: 07/10/2012 e 09/10/2012</p>
<p><strong>Saímos de:</strong> Haines, Alasca, EUA.</p>
<p><strong>Destino final: </strong>Prince Rupert, British Columbia, Canadá.</p>
<p><strong>Distância total: </strong>765 km</p>
<p><strong>Tempo de viagem: </strong>Um dia e<strong> </strong>Duas noites.<strong></strong></p>
<p><strong>Trajeto:</strong> Pegamos a balsa pelo <em>Inside Passage </em>e, assim, nos despedíamos do Alasca.</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> No chão da sala de descanso, na balsa.</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> A comida da balsa não era das melhores, mas conseguimos dois sanduiches de graça no primeiro dia! J</p>
<p><strong>Pneu cheio</strong>: <strong>A oportunidade de conhecer novas pessoas</strong>, sem pressa e sem a rotina normalmente corrida da Expedição.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho</strong>: Dormir no chão do nunca é bom né!  <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif" alt=":D" class="wp-smiley" /> (hehehe)</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2008.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2529" title="IMG_2008" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2008-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Eram 16h do dia 07 de outubro e estávamos prontos para o embarque no ferry que nos levaria de Haines a Prince Rupert, numa viagem de 2 dias, parando para uma troca de embarcação apenas uma vez. Embarcamos com a Tana e zarpamos por volta das 17h em direção à Juneau, capital do estado do Alaska, onde trocaríamos de ferry para então partirmos finalmente à Prince Rupert, no Canadá. Paramos a Tana na balsa, junto a vários outros carros, e subimos para a para fazer um reconhecimento da embarcação.</p>
<div id="attachment_2537" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_18741.jpg"><img class="size-large wp-image-2537" title="IMG_1874" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_18741-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Entrando na balsa</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Essa rota que faríamos entre Haines (a norte) e Prince Rupert (mais a sul), navegando entre ilhas e o continente é conhecida como <em>Inside Passage </em>(em português, passagem interior). Nela não chegamos a passar pelo mar aberto e a impressão era que, como existe terra dos dois lados, estávamos descendo um grande rio. Montanhas cobertas de gelo, glaciares e às vezes até baleias são coisas normalmente vistas nessa rota (infelizmente a “alta temporada” de baleias tinha acabado há algumas semanas e não conseguimos ver nenhuma). Mas ainda assim, é uma paisagem surreal, principalmente quando você lembra que isso é uma simples “balsa” para os usuários rotineiros!</p>
<p style="text-align: justify;">Como não ficaríamos muito tempo nela, não nos preocupamos em procurar bons lugares, apenas ficamos no deck de observação ao ar livre assistindo a bela paisagem que passava diante dos nossos olhos enquanto ainda restava um pouco de luz do dia. A noite chegou rápido e logo descemos para jantar e nos preparar para desembarcar, pois Juneau já estava próxima e precisaríamos dirigir a Tana até o outro ferry.</p>
<div id="attachment_2538" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2115.jpg"><img class="size-large wp-image-2538" title="IMG_2115" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2115-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Passando o tempo</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Como não sabíamos ao certo quanto tempo tínhamos para sair de um ferry e embarcar no outro, fomos cuidadosos e assim que tudo estava ok já retiramos a Tana e a levamos para o ponto de espera para embarque da outra balsa. Entretanto, viemos a descobrir depois que nossas expectativas não eram muito reais: tivemos que esperar mais de 3 horas para o embarque. Bom, voltando um pouco, assim que paramos com a Tana na zona de espera percebemos que a entrada dos passageiros a pé estava prestes a ser liberada. Com isso, nos dividimos e 3 de nós fomos para a fila de passageiros sem carro, enquanto outros 2 ficaram esperando para dirigi-la ao navio quando autorizado. A entrada de pedestres parecia uma corrida. Vamos explicar o porquê: muitas pessoas não estão dispostas a pagar por cabines para dormir e, portanto, levam seus sacos de dormir e travesseiros para deitar em qualquer lugar público do navio e dormir. Nós, claro, nos encaixamos nessa categoria. Com isso, quando se abre a entrada para os passageiros todos que estão com essa intenção vão imediatamente em busca dos melhores lugares! Estávamos em 3, então nos separamos e logo fomos largando nossas tralhas onde achávamos ser um bom lugar. Após algumas voltas no navio descobrimos uma “salinha de descanso” que definitivamente era a melhor opção para dormir: chão “macio” (carpete), poucas janelas (o que a deixava escura) e com amplo espaço entre as cadeiras, ótimo para encaixarmos nossos sacos de dormir! Confirmamos nossa escolha logo que percebemos que várias pessoas foram atrás desse lugar hahaha.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2062.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2523" title="IMG_2062" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2062-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nesse meio tempo o Gabriel e o Gustavo, que acompanhavam a Tanajura, continuaram a esperar do lado de fora e acabaram fazendo amizade com outros motoristas que também aguardavam o embarque de seus veículos no navio. Mas um deles foi especial: o Jeremy – um encanador de aproximadamente 34 anos, muito inteligente e com uma grande história vida, com quem conversamos bastante inclusive dentro do navio (vamos contar logo mais). Já era quase meia noite, o frio começava a apertar. Já estávamos famintos e depois de quase 3 horas de atraso, finalmente conseguimos colocar a Tana na balsa. Próximo passo era procurar algo para comer, já que com a longa demora na troca dos navios não conseguimos comer nada. Tivemos sorte! A lanchonete já estava para fechar e a senhora então viu nossas caras famintas e ofereceu-nos dois sanduíches de graça! Partimos para dormir nos espaços que tínhamos reservado.</p>
<p style="text-align: justify;">Acordamos sem pressa no dia seguinte, pois este seria o dia que passaríamos apenas na balsa. Aproveitamos para ler bastante, escrever e jogar nosso jogo favorito de navios: o Uno! Hahaha. Mas um dos pontos altos da travessia foi poder conversar com outros passageiros e observar a belíssima paisagem de montanhas de neve, glaciares, pássaros que mergulhavam em busca de peixes, além das pequenas vilas que ficavam à margem do canal do <em>Inside Passage</em>, rodeadas por pinheiros. Foi nesse dia que pudemos conhecer melhor a história do Jeremy.</p>
<div id="attachment_2524" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1998.jpg"><img class="size-large wp-image-2524" title="IMG_1998" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1998-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Lendo, ouvindo música, descansando&#8230;</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A conversa com o ele começou ainda na noite do embarque em Juneau através da simples (e pra gente costumeira) curiosidade que a Tanajura despertou nele. “Diesel hein?! Legal! &#8230;Que tipo de freios vocês usam? &#8230;Legal esse para-choque! Que tipo de material vocês usaram? &#8230;Em quantas polegadas vocês levantaram ela?” Essas, dentre inúmeras outras perguntas mostravam que o Jeremy entendia de <em>off-road</em>. Na verdade ele nos dava uma aula. E, em instantes, mostrava-nos as revistas especializadas em <em>off-road</em> que ele assinava e as fotos de seu xodó! Um 4&#215;4 amarelo que mais parecia um <em>bigfoot</em> de tão alto! O Jeremy era encanador e nas horas livres levava seu 4&#215;4 para “brincar” (como ele falava) na lama do interior do Oregon, onde ele cresceu e onde seus pais e irmãos ainda moravam. O Jeremy ainda no embarque da Tanajura nos deu, também, uma aula sobre as cidades ali do <em>Inside Passage</em>. Nos contou sobre o tamanho das principais cidades e da “briga” política entre ambientalistas, políticos e moradores que se dividiam na opinião de criar uma estrada que conectasse Juneau (a capital do Alasca) ao resto do continente. Acontece que Juneau é uma pequena cidade rodeada de altas montanhas e glaciares e não possui estradas que os cortem e que permitam que a cidade fique mais facilmente “conectada com o resto do mundo”. Se por um lado isso impactaria o meio ambiente, a rica natureza da região e também o seu “status” de pequena e harmoniosa vila; por outro, seus moradores teriam outras opções de saída dali, o que representaria também uma alternativa ao sistema de balsas (como essa que estávamos pegando) e ao pequeno aeroporto da cidade – por sinal, ambos encarecem em muito os custos para sair e entrar à cidade. Portanto, por essa conexão não ser algo prático e trivial, os custos de vida da cidade são bastante elevados, principalmente com questões básicas como alimentação, uma vez que tudo chega ou de balsa ou de avião.</p>
<div id="attachment_2532" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1931.jpg"><img class=" wp-image-2532" title="IMG_1931" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1931-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Conversa com o Jeremy</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E a conversa com o Jeremy continuou no barco. Ele nos contou como era sua rotina de trabalho ali na região e como se comportava o sindicato ao qual ele pertencia. Relatou sobre as relações trabalhistas entre empresas, sindicato e profissionais de nível técnico, como ele. Muito interessante, pois pudemos conhecer um pouco da organização dessas relações, seus níveis de pagamento, suas vantagens e desvantagens para cada uma das partes envolvidas, principalmente se compararmos com o que acontece no Brasil, onde a demanda de mão-de-obra especializada está cada vez mais escassa. Poderia ser um modelo alternativo para nós, mas precisaria ser bem adaptado, pois os trabalhadores e sindicatos ficariam demasiadamente atrelados aos interesses das empresas, sem muita flexibilidade e com altos riscos em situações de crise no país.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o assunto que o Jeremy era mais sensível em discutir, e que mais nos alongamos, foi o aborto. Apesar de o assunto ser bastante polêmico (no mundo todo, inclusive), Jeremy expôs suas opiniões sobre isso, sobre como ele via a interferência do Estado no tema e também sobre como essa interferência poderia impactar e moldar o pensamento da sociedade estadunidense. Jeremy se casou ainda aos 15 anos e sua mulher e ele tentaram um filho quando ele ainda tinha 16, mas o bebê faleceu ainda na barriga da sua esposa. No ano seguinte tentaram de novo e desta vez tiveram seu primeiro filho. Outras tentativas ocorreram e Jeremy e sua esposa perderam mais 1 ou 2 filhos de aborto espontâneo antes de atingirem o número de 4 filhos que possuem hoje. As perdas abalaram muito a ele e sua esposa que estudaram bastante o tema. Hoje Jeremy questiona de forma muito lúcida a intervenção do Estado americano na saúde, uma vez que há um apoio e financiamento a métodos abortivos e um descaso com relação a pessoas carentes com doenças graves ou até em estado terminal (algo que não foi a primeira vez que ouvimos). Ele nos falou também sobre a questão do uso de armas no país e sobre como ele vê uma inversão de valores na sociedade e na educação como um todo. Jeremy buscou a religião há alguns anos atrás e suas filhas hoje fazem missões de ajuda a comunidades em situação de risco em países da América do Sul e África. Realmente uma história de vida incrível e que mexeu muito conosco e nos fez refletir bastante!</p>
<p style="text-align: justify;">O barco prosseguia e a paisagem do lado de fora era mesmo exuberante.</p>
<div id="attachment_2539" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1783.jpg"><img class="size-large wp-image-2539" title="IMG_1783" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1783-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Glaciares na paisagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_18381.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2541" title="IMG_1838" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_18381-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<div id="attachment_2542" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1992.jpg"><img class="size-large wp-image-2542" title="IMG_1992" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1992-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Deck de observação da balsa</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No fim do segundo dia atracamos em Ketchikan, a parada onde desceria o Jeremy e, como íamos ficar 2 horas parados lá, ele nos convidou para ver o carro que tinha construído com as próprias mãos! Esperamos em um café próximo ao porto e em alguns minutos ele voltou acompanhado de sua esposa e com o carro para que conhecêssemos. O veículo era realmente uma engenhoca, todo modificado, com uma suspensão que o deixava muito mais alto que um carro normal, recortes no capô para respiração do motor, correntes de suporte para que o motorista consiga subir, tudo pensado nos mínimos detalhes. Pena que o tempo foi curto e logo tivemos que nos despedir para voltarmos ao barco, mas antes o Jeremy fez questão de orar por nós e pedir bênçãos para o nosso retorno à parte sul do continente.</p>
<div id="attachment_2544" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2099.jpg"><img class="size-large wp-image-2544" title="IMG_2099" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2099-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nós com o Jeremy, sua esposa e seu carro!</p>
</div>
<div id="attachment_2545" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2104.jpg"><img class="size-large wp-image-2545" title="IMG_2104" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2104-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Observando as modificações que o Jeremy fez</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Voltamos para o barco para nossa última partida de Uno. Eram quase 23h quando um homem passava gritando pelo restaurante do navio onde jogávamos nossas partidinhas: “There are some nice Northern Lights out there!” (<em>Northern Lights</em> é como eles chamam a Aurora Boreal). E lá fomos nós correndo para a parte superior da balsa onde havia um deck aberto para observação da vista. Não era de admirar o espanto daquele homem uma vez que são incomuns os casos de Aurora ali no sul do Alasca. E por quê? De uma forma simplista, e dado que não somos cientistas, podemos explicar a Aurora da seguinte forma: O sol, além de luz, emite também no espaço partículas carregadas de muita energia. Essas partículas ao se aproximarem da Terra são “absorvidas” pela nossa atmosfera e deslocadas para os polos do planeta (devido à atração magnética dos polos). Dessa forma essas partículas se chocam com os átomos da Terra (principalmente o Oxigênio, que respiramos, e o Nitrogênio) gerando um processo químico no qual se libera a luz. Por isso que as luzes emitidas por esse choque de partículas só podem ser vistas próximas aos polos da Terra! Uma vez que a luz emitida pelo sol é mais forte que as luzes emitidas por essas partículas, a Aurora só pode ser vista à noite, com o céu limpo, sem nuvens. Portanto, em dias de céu claro, quanto mais tarde, menos influência de luzes das cidades e mais próximo aos polos você estiver, mais fácil será de ver a Aurora. Normalmente essa combinação se dá mais próximo ao inverno, no qual as noites são mais longas e o clima (no caso do Alasca) é mais seco, sem influência de nuvens. Assim, somente explosões solares muito fortes são capazes de permitir que ela seja vista num lugar tão “distante” do polo, como ali onde estávamos! Algo incomum de acontecer! Eita sorte, hein!!!</p>
<div id="attachment_2528" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2106.jpg"><img class="size-large wp-image-2528" title="IMG_2106" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2106-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Aurora boreal dando a coloração esverdeada ao céu</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2110.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2553" title="IMG_2110" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2110-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p>Coincidência ou não, aquela era nossa última noite ali no Alasca, pois no dia seguinte já atracaríamos no Canadá. A parada ali em Ketchikan com o Jeremy foi, oficialmente, nossa última parada no território do nosso primeiro objetivo (Alasca) e o marco do início de uma nova fase: a descida até Ushuaia, Terra do Fogo, ou chamada também de O Fim do Mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Novos ares estão por vir. E a viagem continua!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1701.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2546" title="IMG_1701" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1701-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quer ver mais fotos desse nosso trajeto? Clique <a title="Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631939927951/" target="_blank">aqui</a>!</p>
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