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	<title>4x1 &#187; História de Belize</title>
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	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
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		<title>A Vida na Casa de uma Cônsul Brasileira</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 23:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Capital Belize]]></category>
		<category><![CDATA[Cônsul do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Dangriga]]></category>
		<category><![CDATA[História de Belize]]></category>
		<category><![CDATA[Receptividade]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1  Data: 16/01/2013 à 17/01/2013 Trajeto: Seguimos direto pela Hummingbird Highway que vai até Belmopan. “Viajantes que chegam à capital de Belize se deparam com a mais básica de todas &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/belmopan/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>
<h3><span style="font-size: 13px;">Ficha 4×1 </span></h3>
</div>
<div>
<h4>Data: 16/01/2013 à 17/01/2013</h4>
</div>
<div>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> Dangriga &#8211; Belize</p>
<p><strong>Distância total:</strong> 90 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Na casa da Graça (Vice Cônsul do Brasil em Belize) e seu marido Carlos!</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> O carinho e acolhimento da Graça e do Carlos em nos proporcionar a experiência de estarmos na casa de uma verdadeira família brasileira <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> Belmopan &#8211; Belize<b></b></p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> 1h15.</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> Tudo o que eles nos serviram! O Carlos é um excelente cozinheiro e nos preparou uma comida bem brasileira, tanto na janta como no café da manhã, com direito a feijão tipicamente brasileiro, pão de queijo e mousse de maracujá (raridades ao longo da Expedição!)</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> A cidade de Belmopan em si, que não tem (absolutamente) nada para se visitar ou fazer. (Nossos anfitriões que o digam)</p>
</div><div class="clear"></div><p><strong>Trajeto:</strong> Seguimos direto pela Hummingbird Highway que vai até Belmopan.</p>
</div>
<div>
<blockquote><p>“Viajantes que chegam à capital de Belize se deparam com a mais básica de todas as questões existencialistas: O que eu estou fazendo aqui?” (traduzido do livro ‘Lonely Planet: central america on a shoestring’, 2010.)</p></blockquote>
</div>
<div>
<p style="text-align: justify;">Bem, mesmo com a proposição nada convidativa de um de nossos livros-guia, decidimos passar na capital Belizenha. Afinal, a cidade estava no nosso caminho rumo à Guatemala e, dessa forma, também cumpríamos um trato que viríamos a formular horas depois: passar para conhecer, nem que fosse por algumas horas, todas as capitais da América Central.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Seguindo a lógica de outros países centro-americanos que levam o seu nome para o nome de sua capital (como Cidade da Guatemala e Cidade do Panamá), muitos chegam a pensar equivocadamente que Belize City é a capital de Belize. Mas, na verdade, aqueles que pensam assim não estão tão enganados, pois a mais importante e populosa cidade de Belize já foi, sim, a capital do país.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Acontece que em 1961 um furacão, denominado Hattie, arrasou quase que 75% das casas e edifícios comerciais de Belize City. Por conta disso, o governo Belizenho decidiu deslocar a estrutura administrativa do país para seu interior e, os anos seguintes, foram dedicados a bater na porta da Inglaterra (naquela época Belize ainda era colônia inglesa) pedindo fundos para reconstruir sua capital (nada mais justo!). E foi assim que, em 1970, no “meio do nada”, foi fundada a cidade de Belmopan – atual capital de Belize.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Com aproximadamente 17 mil habitantes Belmopan realmente não tem nada pra se ver ou visitar. Seu centro é rodeado de alguns prédios administrativos mal cuidados, como a sede do governo federal e seus ministérios e uma desorganizada praça com mercadinhos de rua e alguns vendedores ambulantes. Por ali também ficam alguns “itens” de primeiras necessidades como um ou outro restaurantes, centros médicos, bancos e etc. Lembrou-nos até uma versão piorada da Cidade Universitária – sem o melhor que a USP tinha: o agito dos estudantes e o CEPEUSP (Centro de práticas esportivas) <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3271.jpg"><img alt="IMG_3271" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3271-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Os prédios administrativos no centro de Belmopan &#8211; Belize</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3273.jpg"><img alt="IMG_3273" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3273-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminhando pelos prédios administrativos no centro de Belmopan &#8211; Belize</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3266.jpg"><img alt="IMG_3266" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3266-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">André saudosista, fez questão de tirar foto no Ministério de Energia de Belize.</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3291.jpg"><img alt="IMG_3291" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3291-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Outro ângulo do centro administrativo de Belmopan &#8211; Belize</p>
</div>
<p>A vontade mesmo era de ir embora, mas mesmo assim decidimos dar uma volta. Contornamos a praça principal e caímos dentro de alguns bairros mais precários onde encontramos, ironicamente, a rua Brasil (Brazil Street). Seguimos outra direção e nos deparávamos com um bairro de casas mais nobres. Era um grande contraste em meio aquele grande “meio do nada”. Ali, avistávamos de longe uma grande bandeira verde-amarela balançando. Era a embaixada brasileira! Curiosamente encontrávamos o que de mais interessante havia pra se fazer em Belmopan. Estávamos de chinelo, bermuda e camiseta. Mesmo assim decidimos ir lá “visitar”.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3312.jpg"><img alt="IMG_3312" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3312-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O bairro &#8216;mais nobre&#8217; de Belmopan onde ficam as embaixadas e consulados.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3317.jpg"><img alt="IMG_3317" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3317-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bruno &#8216;felizão&#8217; ao encontrar a Brazil St. (Rua Brasil) em Belmopan! hahahaha</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3318.jpg"><img class="aligncenter" alt="IMG_3318" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3318-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a></p>
<p>Tocamos a campainha e fomos recebidos pela recepcionista Belizenha que, logo contamos nossa história, correu para chamar a dona Graça Vasconcelos. Vice-Consul do Brasil em Belize, a Graça foi tão atenciosa conosco, e ficou tão encantada com nossa história, (hoje tornando-se uma de nossas maiores seguidoras) que fez questão de chamar o embaixador Tomas Guggenheim para nos conhecer. Batemos um longo papo, e quando já estávamos para sair, o embaixador cordialmente ofereceu-nos para abrimos a barraca e dormirmos ali mesmo na embaixada! Da hora!!! (Vale aqui uma ressalva sobre a louvável atitude do corpo consular brasileiro em Belize que cumpriu seu papel como representantes do povo brasileiro fora do Brasil. Pois, além de nos oferecer o espaço da embaixada para nosso usufruto, proveu-nos com informações sobre as políticas de entrada e saída do país. No entanto, igual apoio infelizmente não foi visto quando necessitamos de ajuda em outras embaixadas como Peru e Equador.) Tão pronto feito o convite, o embaixador se retirou para continuar seus compromissos e, em instantes, receberíamos o melhor dos convites: a Graça nos convidou para dormirmos em sua própria casa! Não precisa nem falar que aceitamos o convite, né? hahahaha. A Graça ligou para o Carlos, seu marido, contando a incomum novidade de que 5 marmanjos estavam indo jantar e dormir na casa deles.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3308.jpg"><img alt="IMG_3308" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3308-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A bela embaixada do Brasil em Belmopan com a ilustre presença do embaixador Tomas Guggenheim e a Vice-Cônsul Graça Vasconcelos! (em Belmopan &#8211; Belize)</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Apesar de no início nos sentirmos mal por estarmos “invadindo” a casa, e a privacidade, de pessoas que mal conhecíamos (ainda mais em se tratando de uma representante do governo federal), depois descobriríamos que nossa visita era, de alguma forma, uma alegria para eles! Primeiro porque, como mencionamos anteriormente, Belmopan é uma das cidades mais monótonas do continente! Além disso, os filhos da Graça e do Carlos faziam universidade nos EUA (país onde a Graça havia trabalhado na embaixada, anos antes de ir para Belize) e, sem quase nada para se fazer na cidade – como cursos, teatros, bons restaurantes, parques ou nenhum atrativo turístico ou de lazer – na maioria do tempo dos dois anos em que estavam ali, suas rotinas envolviam somente eles dois.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3324.jpg"><img alt="IMG_3324" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3324-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um brinde brasileiro na casa da Graça e do Carlos!</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Chegamos na casa deles e o delicioso cheiro de comida brasileira se espalhava pela casa. E vocês acham que nossa sorte parou por aí?! Pois saibam que teve mais uma: o Carlos foi ‘chef’ de restaurante na época em que eles moraram em Boston!!! Exímio cozinheiro, muito animado, brincalhão e mineiro de origem, o Carlos, é claro, fez questão de nos servir no café da manhã deliciosos pães de queijo que ele mesmo fez! (não daqueles congelados). Comemos muuuitos! E na janta matamos a saudade de comer um feijão genuinamente brasileiro (afinal, acabávamos de sair do México onde o feijão é mais adocicado e normalmente servido como uma papa). E ainda teve suco natural, arroz e legumes bem temperados, carne assada de panela&#8230;tudo com sabor de verdade!! E para concluir o jantar: um delicioso mousse de maracujá que o André quase que deixou os potinhos pra cada um e comeu a travessa inteira sozinho! Hahahaha</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3332b.jpg"><img alt="IMG_3332b" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3332b-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A deliciosa janta feita pelo Carlos!</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3333.jpg"><img class=" " alt="IMG_3333" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3333-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">O André devorando o (seu terceiro potinho de) mousse de maracujá..hahahaha</p>
</div>
<p>Foram horas e horas de conversa tanto no jantar como no café da manhã. A Graça nos contou das vantagens e desvantagens de uma vida consular. Pois, se por um lado há todo a honra, prestígio e comodidades de se representar o Brasil perante outras nações, há a grande dificuldade em se criar raízes por onde se passa. E pior, muitas vezes ter que representar o país, por anos, em países remotos ou sem muita estrutura como em Belize, onde além da rotina tediosa, é até difícil para se especializar e crescer profissional e pessoalmente. E tem a questão da própria criação dos filhos que, a cada 3 ou 5 anos, estão vivendo em diferentes países e tendo que recomeçar uma vida do zero – novos amigos, colégios, cursos, até proporcionam novos aprendizados, mas também permitem, as vezes, um sentimento de não pertencimento. Sem falar do Carlos, que a cada país tem que procurar um emprego novo. Ali em Belmopan então, era quase impossível!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3339.jpg"><img alt="IMG_3339" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3339-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Horas e horas de conversa na janta e no café da manhã! O Carlos e a Graça tinham muito assunto legal pra compartilhar com a gente!</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Falamos da Expedição e falamos também da política brasileira, de como eles se conheceram e das experiências de vida deles dois – e também contamos as nossas. Falamos sobre curiosidades e histórias engraçadas e também da culinária em cada país. Brasileiro quando se junta assunto é o que não falta, né?! Hahahah. E a conversa se estendeu ainda mais quando o Gabriel descobriu que o Carlos era santista roxo! Aí tudo convergiu pra futebol e não parou mais!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3342b.jpg"><img alt="IMG_3342b" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3342b-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Café da Manhã beeem brasileiro!</p>
</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>Ficamos ali menos de 24 horas, mas foi o suficiente para que conhecêssemos muito da vida da Graça e do Carlos. Uma experiência única de conhecer mais a fundo a realidade de uma representação diplomática brasileira e fazer novos grandes amigos que um dia esperamos reencontrar em Brasília, ou algum outro país em que a Graça seja enviada!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3349b.jpg"><img alt="IMG_3349b" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3349b-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A despedida da casa da Graça e do Carlos! Muito obrigado e até uma próxima :)</p>
</div>
</div>
<div>
<p style="text-align: justify;">O atendimento recebido na embaixada brasileira em Belize cumpriu seu papel, pois nos permitiu sentirmos verdadeiramente em território brasileiro. E com o saldo ainda mais positivo de receber o carinho adicional de um verdadeiro lar brasileiro na casa da Graça e do Carlos! Muito obrigado por nos fazer sentir orgulho do trabalho de vocês e pela atenção e cuidado que espontaneamente nos foi dedicado!</p>
</div>
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		<title>Os Africanos que Habitaram o Caribe e Sobre Quando Voltamos à Escola</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 09:12:00 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Belize]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 14/01/2013 à 16/01/2013 Trajeto: Belize só possui poucas estradas principais. Seguimos as placas pela Western Highway. “Saindo da movimentada Belize City nos &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/dangriga/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h3><b>Ficha 4×1</b></h3>
<h4>Data: 14/01/2013 à 16/01/2013</h4>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> Caye Caulker (Belize City) &#8211; Belize</p>
<p><strong>Distância total:</strong> Aproximadamente 120 km</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Nas barracas. Na vaga da garagem do pequeno hotel (estilo pousada) chamado Pinky Cullerton, onde também vive a senhora Pinky – a proprietária.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> O contato com a cultura Garífuna e a experiência de assistir aula ao lado de crianças de 5 a 12 anos num colégio Belizenho foi algo realmente transformador!</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> Dangriga &#8211; Belize<b></b></p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> Pouco mais de 2 horas.</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> Os pratos preparados pela dona Pinky nos lembravam muito nossa comidinha brasileira feita em casa. Arroz, salada, legume cozido, salada junto com um bife ou peito de frango.</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> Infelizmente como todas as cidades belizenhas continentais, Dangriga ainda não está preparada para atrair um turismo mais denso pela carência de hoteis, restaurantes e o próprio museu Gulisi Garífuna que não recebe manutenção há um bom tempo.</p>
</div><div class="clear"></div><p><b>Trajeto:</b> Belize só possui poucas estradas principais. Seguimos as placas pela Western Highway.</p>
<blockquote><p><i>“Saindo da movimentada Belize City nos afastávamos do litoral norte Belizenho e adentrávamos um pouco mais o interior do país. A estrada que nos conduziu para Dangriga cortava serras e campos férteis onde se podia observar largos campos de monocultura de cana de açúcar e laranja – dois dos principais produtos de exportação do país. Avistávamos também comunidades campesinas de origem mestiça que viviam da agricultura, assim como seus descendentes maias. Diferente de Belize City, as vilas ali eram mais limpas e bem cuidadas e a estrada exalava um delicioso perfume das flores que acompanhavam alguns trechos da principal rodovia do país. E ao baixar novamente ao litoral teríamos uma das mais ricas experiências culturais que tivemos em Belize, e talvez da América Central: o contato com a cultura Garífuna!”   </i></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3037.jpg"><img alt="IMG_3037" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3037-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O forte e agradável cheiro das laranjeiras ao longo das estradas Belizenhas denunciam a ainda forte dependência do país na monocultura.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">A passagem por Dangriga já começou de forma inusitada. Tão logo conseguimos um cantinho para abrir nossas barracas na parte externa de uma pequena pousada, dois professores universitários e seu grupo de alunos, todos estadunidenses, nos bombardearam de perguntas! O grupo de aproximadamente 15 jovens, na faixa dos 19 anos, estavam perplexos em ver um carro brasileiro, com 5 marmanjos, que rodavam as Américas em suas barracas coloridas, e que paravam ali! na pousada em que estavam hospedados! (E eles nem imaginam o quanto nós também estávamos curiosos em saber o que eles também faziam ali!) Depois de respondermos às inúmeras perguntas que já estamos acostumados, como “como tiveram a ideia?”, “por quanto tempo planejaram?”, “como é viver em 5 pessoas de forma tão intensa?”, “qual a maior dificuldade que enfrentaram?”, etc., etc., descobrimos que os jovens eram, em sua maioria, primeiro anistas da faculdade católica Holy Cross College, do estado norte-americano de Massachussets.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3239.jpg"><img alt="IMG_3239" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3239-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura pegando um solzinho na frente da pousada da dona Pinky, em Dangriga &#8211; Belize</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3236.jpg"><img alt="IMG_3236" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3236-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A praia em frente a pousada da dona Pinky, em Dangriga &#8211; Belize</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Há quase uma década, o Father John (o padre que coordena o grupo) leva, anualmente, um grupo de estudantes de diferentes cursos da área de Humanas para Belize, numa atividade de intercâmbio e imersão cultural. Os grupos, em sua maioria compostos por meninas, são normalmente de estudantes interessados em se tornarem professores. Provenientes de diferentes disciplinas como Pedagogia, Psicologia, Ciências Sociais, etc., os jovens aproveitam suas férias de faculdade para conciliarem a oportunidade de viverem por algumas semanas em um país de língua inglesa, e subdesenvolvido, (uma realidade TOTALMENTE diferente da que estão acostumados) com a possibilidade de exercitarem técnicas e conceitos aprendidos em seus cursos, permeando um intercâmbio com as professoras locais. Por serem muito novos, acabam absorvendo muito da experiência de estarem ao lado de professores mais experientes! Um projeto muito bacana!</p>
<p style="text-align: justify;">Janta preparada e servida pela dona Pinky (a proprietária da pousada), colhemos algumas dicas com o grupo e na manhã seguinte partiríamos para conhecer a incrível história e relevância de Dangriga para Belize: a cultura do povo Garífuna!</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify; font-size: 13px;">Logo pela manhã partimos para o pequeno e humilde museu chamado ‘Garífuna Gulisi Museum’ e com a orientação de uma própria mulher garífuna (devidamente vestida como uma típica Garífuna) viajávamos no túnel do tempo, para uma história muito distante da que estamos acostumados a aprender nas escolas brasileiras&#8230;</span></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3062.jpg"><img alt="IMG_3062" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3062-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A senhora Garífuna que muito bem nos recebeu e teve muito prazer em contar-nos a história e as tradições culturais e alimentares de seu povo que habita em toda a costa Caribenha da América Central. (No museu &#8216;Gulisi Garífuna Museum&#8217;, em Dandriga- Belize)</p>
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<p style="text-align: justify;">Tudo remonta à chegada dos povos Kalinago (indígenas provenientes da região do Delta do rio Orinoco – atual Venezuela) à ilha de São Vicente (atual ‘São Vicente e Granadinas’), no Caribe. Bravos guerreiros, os Kalinagos logo entraram em choque com os Arawks, primitivos do Caribe, que viviam na região. Com a morte da maioria dos homens, os Kalinagos fizeram das mulheres Arawks suas esposas, miscigenando ambas as raças e formando o que posteriormente os ingleses chamariam de ‘<i>Red Caribs’</i>,<i> </i>ou ‘Caribes Vermelhos’<i>.</i></p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, por volta dos anos de 1635 a 1675, homens de origem africana chegam à ilha. Como assim?! Pois é, tinha a mão dos ingleses nisso aí&#8230; é claro! Sobreviventes de diversos naufrágios de navios ingleses (que transportavam os africanos para trabalharem como escravos em suas províncias nas ilhas das Antilhas  esses homens nadaram até a costa de São Vicente em busca da liberdade e de começarem uma nova vida. Mas logo que os encontraram vivendo ali, os ‘Red Caribs’ não deixaram barato. Após inúmeros conflitos e uma miscigenação entre eles (que contou até com alguns poucos espanhóis que ali também se encontravam), uma parte dos negros prevaleceu, adotando muito das culturas locais e formando uma nova “etnia” na ilha: os ‘<i>Black Caribs</i>’, ou ‘Caribes Negros’. Essa nova população de ‘<i>Black Caribs</i>’ passa a ser conhecida posteriormente como Garífunas!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_29391.jpg"><img alt="IMG_2939" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_29391-1024x768.jpg" width="423" height="317" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Mar do Caribe (nessa foto, em frente a Dangriga &#8211; Belize) presenciou &#8211; séculos atrás &#8211; a luta de africanos sobreviventes de naufrágios dos navios ingleses que os transportavam como escravos. Os negros nadaram até as ilhas caribenhas em busca da liberdade.</p>
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<p style="text-align: justify;">A partir de 1750 a ilha de São Vicente estava dividida entre os ‘<i>Red Caribs</i>’, os Garífunas (ou ‘<i>Black Caribs</i>’) e um grupo de franceses. Franceses?! Sim, expulsos pelos ingleses de outras ilhas caribenhas e que também haviam disputado com os Caribes locais por um pedaço de terra para cultivo. No entanto, a chegada dos ingleses causaria um grande distúrbio na ilha.</p>
<p style="text-align: justify;">Os britânicos queriam dominar a ilha inteira para expandir seus lucrativos mercados açucareiro e escravista e, assim, tomar total controle das ilhas das Antilhas. Isso provocou uma guerra de mais de 32 anos entre os ingleses contra os Garífunas, que no início contaram com o apoio dos franceses. Depois de muitas batalhas e mortes, os ingleses finalmente tomaram total controle da ilha: expulsaram os franceses e conseguiram a rendição dos Garífunas.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, como os Garífunas eram de pele negra, sua liberdade de ir e vir pela ilha incomodava o plano inglês em escravizar os negros trazidos da África que viam nos Garífunas uma chance de também se tornarem livres. Começa assim uma perseguição aos Garífunas que passam a buscar residência em outras ilhas das Antilhas e até alcançarem a costa dos países centro-americanos. Nesse período o número total de Garífunas quase não passa a casa de 200 pessoas!!! Enfim, após a independência dos países centro-americanos contra a Espanha, como Honduras, Guatemala e Nicarágua, a maioria dos Garífunas migraram para Belize onde uma grande população de Garífunas já habitavam na cidade de Dangriga: que por muitos anos foi a segunda maior do país!</p>
<p style="text-align: justify;">Em torno de 1920, Thomas Vincent Ramos buscou ajuda comunitária e de saúde pública criando instituições de apoio ao povo Garifuna afim de manter suas teadições. Em 1941 foi criado um feriado (19 de novembro &#8211; data da chegada deles em Belize) em celebração à herança cultural Garífuna.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3074.jpg"><img alt="IMG_3074" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3074-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O mural exibe alguns traços da cultura Garífuna que encontra-se atualmente espalhada por quase toda a costa caribenha dos países centro-americanos. Em destaque, a bandeira de Dangriga uma das principais cidades da cultura Garífuna nos dias de hoje. (em Dandriga, Belize)</p>
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<p style="text-align: justify;">O museu que visitamos é em homenagem a Gulisi uma das primeiras mulheres Garífunas a chegarem a Belize com seus 13 filhos, iniciando a ocupação do território e os primeiros povoados. A história de Gulisi e sua chegada a Belize foi transcrita via história oral através de sua neta. Os Garífunas estão hoje por toda a parte na pequena cidade de Dangriga que conta com apenas 9 mil habitantes (Belize todo tem apenas 356 mil!). Seu idioma, que ao contrário do que muitos pensam, não tem nada de africano. É composto basicamente pela língua dos ‘<i>Red Caribs</i>’ (Arawk e Kalinago – de origem dos indígenas sul-americanos) e com influência inglesa, francesa e um pouquinho de espanhola. Além da língua, sua cultura, música e dança típica é considerada pela Unesco como uma obra-prima da herança oral e intangível da humanidade!</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3058.jpg"><img class=" " alt="IMG_3058" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3058-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">A senhora nos mostra o que conhecemos como &#8216;Tipiti&#8217; (instrumento de palha trançado utilizado para extrair o sumo da mandioca moída e torná-la seca) em frente ao quadro que ilustra a cultura da mandioca. Abaixo, uma chapa usada para torrar a mandioca seca que sai do Tipiti.</p>
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<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3127.jpg"><img alt="IMG_3127" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3127-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A turma 4&#215;1 reunida em frente ao museu &#8216;Garífuna Gulisi Museum&#8217; com a nossa simpática guia Garífuna. (Dangriga &#8211; Belize)</p>
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<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px;">Em Dangriga também pudemos ter outra incrível experiência. Com a autorização do </span><i style="font-size: 13px;">Father</i><span style="font-size: 13px;"> John e acompanhado de 3 dos estudantes estadunidenses, a Expedição 4&#215;1 voltou à escola! Saímos logo cedo para a Holy Ghost School para conhecermos de perto uma verdadeira sala de aula Belizenha! Nos dividimos em 2 grupos para não tumultuar muito as salas de aula. Ficamos no colégio durante dois turnos de 45 minutos cada e pudemos presenciar aulas de duas disciplinas e de duas diferentes faixa etárias: entre 5 a 12 anos.</span></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3223.jpg"><img alt="IMG_3223" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3223-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A escola Holy Ghost School em Dangriga, que abriu suas portas para os novos alunos da Expedição 4&#215;1!</p>
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<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3218.jpg"><img alt="IMG_3218" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3218-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A turma agitada no intervalo entre aulas&#8230;</p>
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<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3197.jpg"><img alt="IMG_3197" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3197-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um quadrinho pendurado na sala, ajuda os alunos a memorizarem os símbolos nacionais de Belize. E você saberia quais são os símbolos oficiais do Brasil? Diferente de Belize que possui também elementos da flora e da fauna, os nossos se restringem a Bandeira do Brasil, as Armas Nacionais (ou Brasão Nacional), o Hino Nacional e o Selo Nacional.</p>
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<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px;">Temos que confessar que essa experiência tocou forte em nosso coração. Nunca imaginávamos estar novamente sentados nas carteiras de uma verdadeira salada de aula do primário. Foi gostoso estar de novo no colégio&#8230; participar da chamada, ver as mochilas bem arrumadas, acompanhar a professora com um livro e ver a criançada levantando a mão pra responder uma pergunta. Ainda mais no meio de crianças tão dedicadas e participativas!!! As vezes dava até vontade de levantar a mão para responder uma pergunta de matemática ou de geografia. A empolgação das crianças em participar da aula é similar ao prazer dos adultos em interagirem conosco nas ruas.  Mais legal ainda é ver a professora trocando de idioma entre inglês e garífuna para explicar algumas coisas aos alunos!</span></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3132.jpg"><img alt="IMG_3132" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3132-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Aluna vai ao quadro negro responder questão proposta pela professora.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3154.jpg"><img alt="IMG_3154" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3154-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Aluno concentrado na tarefa que a professora passou.</p>
</div>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3138.jpg"><img class="aligncenter" alt="IMG_3138" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3138-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ao final da aula, tivemos uma ótima oportunidade de conversarmos com as professoras belizenhas, que nos contaram sentir muito orgulho do que fazem. Não só naquele colégio, mas pelo que vimos nas caminhadas que realizamos à tarde enquanto estivemos lá em Dangriga, as escolas estavam sempre cheias de alunos nos horários determinados! Todos bem arrumadinhos com uniformes bem elegantes. Esperando ansioso o sinal para saírem para o pátio e jogarem bola (em um dos finais de tarde estávamos nós lá, no meio de mais de 20 jovens negros com, em média, 1,80m de altura! Não precisa nem dizer o quanto voávamos nas trombadas, né?! hahahaha) Voltando ao assunto da educação, pelo que as professoras nos contaram, e por ver o entusiasmo das crianças nas salas de aula, é só esperarmos para vermos nos próximos anos um quadro de mudança no país para melhor! Afinal é preciso reverter a atual situação social e econômica de um povo que foi altamente explorado pelos ingleses e que hoje depende basicamente da exportação de commodities agrícolas como cana de açúcar, frutas cítricas e bananas. Mas triste foi saber que os estudantes tem uma taxa de apenas 25 dólares belizenhos (cerca de R$ 25,00) anuais para pagar à escola e mesmo assim entre 25 a 40% não tem condições de pagar!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3202.jpg"><img alt="IMG_3202" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3202-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Alunos correm para aproveitar o recreio! Agora, imaginem ter um colégio com uma vista privilegiada dessas?!</p>
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<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3175.jpg"><img class="aligncenter" alt="IMG_3175" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3175-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a></p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3213.jpg"><img alt="IMG_3213" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3213-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Alunas no intervalo de aula.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3110.jpg"><img alt="IMG_3110" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3110-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Crianças em outro colégio de Dangriga brincam de corda.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 13px;">Em um dos finais de tarde também fomos acompanhados por um senhor andarilho e mal vestido que nos disse que, por uns trocados, nos daria um “tour” pela cidade. No início desconfiamos, mas depois de um curto papo, topamos o passeio. Contando histórias e cumprimentando os locais, o senhor nos levou para conhecer ao vivo o trabalho do mestre artesão de Dangriga: o senhor Austin Rodriguez. Em sua humilde oficina à beira da praia, Mr. Rodriguez produz há anos os mais famosos tambores que são vendidos por toda Belize e ajuda a manter a tradição musical do povo Garífuna.</span></p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2932.jpg"><img alt="IMG_2932" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2932-768x1024.jpg" width="296" height="395" /></a>
<p class="wp-caption-text">Privilégio de poder observar o mestre artesão Austin Rodriguez confeccionando um de seus muito bem trabalhados tambores &#8211; em Dangriga, Belize.</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_29341.jpg"><img alt="IMG_2934" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_29341-1024x768.jpg" width="423" height="317" /></a>
<p class="wp-caption-text">Sua equipe retirando a pele (de uma cabra) que será usada para a confecção dos tambores. Notem que sua oficina é simples e de frente para o mar!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2930.jpg"><img alt="IMG_2930" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2930-1024x768.jpg" width="423" height="317" /></a>
<p class="wp-caption-text">Os tambores de tronco de madeiras alinhandos em diversos tamanhos, esperando o acabamento final e a colocação da pele de cabra.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Durante as festividades de natal e ano novo, os Garífunas performam uma dança típica chamada Wanaragua. Nela, jovens do sexo masculino usam máscaras femininas e se vestem com roupas de mulher (da cabeça aos pés numa espécie de disfarce) e dançam ao ritmo das batidas dos tambores (como os feitos pelo senhor Rodriguez). Essa dança mantém viva uma tradição oral Garífuna acerca de uma estratégia elaborada por um de seus principais líderes: Satuye. Diz a história que Satuye vestiu seus homens como mulheres para surpreenderem os ingleses que entravam em suas propriedades “inocentemente” sem esperar resistência masculina. Assim, de forma astuta, os ingleses foram surpreendidos pelas falsas-mulheres Garífunas que os desarmaram e os derrotaram.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Garífunas de Belize são hoje em torno de 15 mil pessoas e representam aproximadamente 30% do total existente no mundo (em sua maioria na América Central). Eles estão por toda parte na pequena cidade de Dandriga: seja nas salas de aula, nas lojinhas de artesanato, na pesca ou no comércio. São um grande exemplo da resistência à colonização europeia e da luta pela preservação da riqueza e unicidade da riqueza de um povo. No caso deles, a excepcional cultura afro-caribenha!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3250.jpg"><img alt="IMG_3250" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3250-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um dia de semana comum em Dangriga&#8230;</p>
</div>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3262.jpg"><img class="aligncenter" alt="IMG_3262" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_3262-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a></p>
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