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	<title>4x1 &#187; Fronteira</title>
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	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
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		<title>Desvendando a incógnita</title>
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		<pubDate>Fri, 31 May 2013 23:18:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[El Salvador]]></category>
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		<category><![CDATA[Fronteira]]></category>
		<category><![CDATA[Juyaua]]></category>
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		<category><![CDATA[Ruta de las Flores]]></category>
		<category><![CDATA[San Salvador]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 24/01/2013 à 27/01/2013 Trajeto: Seguimos a Panamericana até a fronteira, onde desviamos sentido Concepción de Ataco. Depois seguimos pela Carretera 8 até &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/el-salvador/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4×1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data:</strong> 24/01/2013 à 27/01/2013</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Antígua &#8211; Guatemala</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância total:</strong> 315 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> Hostal Sengel em Ataco, arrumado e econômico; Hotéis simples perto da rodoviária foram as opções mais em conta em San Salvador</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio:</strong> Feira culinária de Juyaua. Organizada todos os sábados, a feira é uma boa oportunidade de experimentar a cozinha e absorver um pouco da cultura local</p>
<p style="text-align: justify;">
</div></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half_last content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino final:</strong> San Salvador – El Salvador</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem:</strong> Tardamos cerca de 2 dias para fazer a rota das flores e chegar à capital</p>
<p style="text-align: justify;">O que comemos de bom: Ah, as Pupusas&#8230;como o taco de El Salvador, bom e barato.</p>
<p style="text-align: justify;">Pneu murcho: O caos da cidade grande&#8230;quanto mais viajamos menos gostamos de passar nas grandes capitais</p>
<p style="text-align: justify;">
</div><div class="clear"></div></p>
<p style="text-align: justify;">Trajeto: Seguimos a Panamericana até a fronteira, onde desviamos sentido Concepción de Ataco. Depois seguimos pela Carretera 8 até San Salvador.</p>
<p style="text-align: justify;">El Salvador da Pátria</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Pouco ouvimos falar de El Salvador antes da viagem. Todos os comentários a respeito do país giravam em torno de suas praias perfeitas para o surf ou principalmente da violência urbana, resquício de uma guerra civil que acabou há pouco mais de 10 anos atrás. Por muito pouco não deixamos de incluir o país no nosso trajeto, mas felizmente, mudamos de opinião. O que encontramos em El Salvador foi um povo bastante receptivo e uma cultura diferente. Deixamos as praias de lado e caímos na histórica Ruta de las Flores, antes de chegar à efervescente capital San Salvador.</em></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4523.jpg"><img alt="IMG_4523" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4523-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Chegamos à El Salvador</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Depois de muita discussão, chegamos a um consenso: vamos a passar por El Salvador antes de seguir para Honduras. Tudo bem que a passagem seria curta, menos de uma semana, mas pelo menos teríamos uma ideia do que é esse país tão menosprezado na América.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4765.jpg"><img alt="IMG_4765" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4765-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Transporte coletivo na estrada</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">El Salvador é um nação que lida com diversos desafios. Invariavelmente, furacões e terremotos destroem suas cidades, enquanto o país ainda se recupera de uma guerra civil recente que durou mais de 10 anos e acabou em 1992. Ainda que seja o menor país da parte continental da América Central, El Salvador passou por um processo de liberalização econômica, permeada por acordos de livre-comércio e hoje é a terceira economia da região, atrás apenas de Costa Rica e Panamá. A moeda oficial do país é o dólar americano, introduzido desde 2001, quando o país sofria com o impacto das variações monetárias na sua balança comercial. Mas apesar da dolarização, El Salvador continua sendo um destino barato e acessível aos turistas.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4790.jpg"><img alt="IMG_4790" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4790-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Lua brilha forte no céu de Ataco</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Optamos por conhecer uma parte mais cultural do país, em detrimento das suas praias, até porque nenhum de nós é um grande surfista. Foi assim que decidimos conhecer a Ruta de las Flores, um trecho de aproximadamente 40 km que corta o oeste do país. O nome vem das flores silvestres que crescem abundantes ao longo da estrada, especialmente entre novembro e fevereiro, quando estão em plena floração. As flores são realmente bonitas, assim como as cachoeiras e montanhas que se espalham ao longo da rota, mas o charme mesmo são as cidadezinhas coloniais da região.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4755.jpg"><img alt="IMG_4755" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4755-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Cenário cercado de vulcões</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4648.jpg"><img alt="IMG_4648" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4648-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Igrejinha simpática no centro de Juayua</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Cruzamos a fronteira da Guatemala e dirigimos até Ataco. Esta é uma pequena cidade conhecida por suas numerosas casas coloridas. Foi aqui que provamos pela primeira vez uma iguaria local: a pupusa. Como uma tortilla de milho mais grossa recheada com tudo que se possa imaginar. O pessoal gosta de comer com queijo, uma espécie de torresmo (chicharron) e feijão, mas também havia opções de linguiça, carne, frango, plantas locais e por aí vai. Passamos o fim de tarde na cidade andando pelas ruas e curtindo o clima de cidade pequena.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4576.jpg"><img alt="IMG_4576" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4576-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As barraquinhas de comida tinham de tudo</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Dia seguinte, passamos rapidamente por Apaneca, cidade relativamente parecida com Ataco, antes de seguirmos para Juayúa. Pelo caminho, vários mirantes para observar as paisagens.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4722.jpg"><img alt="IMG_4722" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4722-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista do mirador, na Rota das Flores</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Tivemos a grande sorte de ser um sábado, dia em que acontece na cidade uma feira culinária, que traz gente de todos os lados do país, além dos estrangeiros curiosos. As opções de comida eram infinitas e tudo parecia muito bom. As carnes variavam de rã e coelho às opções mais comuns de carne e frango. Isso sem falar das sobremesas. Um prato bem caprichado não passava de R$10.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4602.jpg"><img alt="IMG_4602" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4602-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Feira de Juayua</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4716.jpg"><img alt="IMG_4716" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4716-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Comida boa e barata</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4619.jpg"><img alt="IMG_4619" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4619-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Rã assada é o prato exótico do dia</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Além da comida, a feira oferece uma boa variedade de artesanatos locais. Bolsinhas, carteiras, roupas, brinquedos, lembrancinhas e tudo que uma feira de rua pode oferecer. Tudo sempre muito colorido!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4696.jpg"><img alt="IMG_4696" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4696-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Muitas cores no artesanato local</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4669.jpg"><img alt="IMG_4669" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4669-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O evento atrai visitantes de todo país</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4572.jpg"><img alt="IMG_4572" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4572-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Passeio interessante pela feira</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4702.jpg"><img alt="IMG_4702" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4702-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Experimentamos alguns dos juguetes</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Saímos da Ruta de las Flores direto para a capital do país: San Salvador. Como toda grande cidade, San Salvador tem um exército de carros e multidões nas ruas do centro. O que de certa maneira torna essas cidades vivas, não as descaracteriza como caóticas.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4862.jpg"><img alt="IMG_4862" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4862-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">San Salvador é mais uma capital de ruas vivas</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4804.jpg"><img alt="IMG_4804" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4804-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um mundaréu de pessoas nas ruas</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Foi no centro que encontramos a Plaza Barrios, onde está localizado o Palácio Nacional. A visita por ele é guiada e gratuita. Em El Salvador, todo universitário é obrigado a prestar estágio para o governo por um período determinado para que possa completar seu curso. No caso do Palácio Nacional, os universitários prestam serviço de guia.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4963.jpg"><img alt="IMG_4963" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4963-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Universitários trabalham voluntariamente para o turismo local</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A visita conta um pouco da história de El Salvador através de murais, documentos e objetos antigamente utilizados no Palacio. Este teve que ser quase que completamente construído no início do século XX, depois que um incêndio devastador o reduziu a escombros.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_5026.jpg"><img alt="IMG_5026" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_5026-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Palácio Nacional</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Aprendemos como a história se repete em vários países da América Latina. Oligarquias militares no poder, interferência norte-americana e resistência popular contra as ditaduras. Em El Salvador, as guerrilhas representadas pela Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional (FMLN) tomaram o poder em 1992, depois de sangrenta guerra civil.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4891.jpg"><img alt="IMG_4891" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4891-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Interior preservado do Palácio</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Tivemos a oportunidade de acompanhar apresentações musicais alocadas dentro do Palácio. Escolas e instituições do país inteiro apresentavam um pouco de seus costumes através da música. Tudo acompanhado por doces regionais, entre eles gostamos bastante da banana com chocolate.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_5017.jpg"><img alt="IMG_5017" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_5017-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Apresentações culturais em pleno Palácio Nacional</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4974.jpg"><img alt="IMG_4974" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_4974-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Banana com chocolate em preparação</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Ainda demos uma passada no Blvd de los Heroes, Zona Rosa e no Multiplaza, onde a vida noturna de San Salvador acontece. Por um momento nos sentimos como se estivéssemos em São Paulo. Os bares e restaurantes elegantes lembram muito o glamour dos bairros mais abonados da capital paulista. Chegou até a ser estranho fazer um programa desses durante a Expedição mulamba.</p>
<p style="text-align: justify;">A passagem por El Salvador foi curta, mas a bagagem foi grande. Desvendamos parte da incógnita que o país era para nós. Começávamos a compreender melhor a realidade da América Central, a qual pouco conhecíamos. Continuamos na estrada. Próxima parada: Honduras.</p>
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		<title>Um Peixe Fora D&#8217;água</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Apr 2013 13:37:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Caye Caulker]]></category>
		<category><![CDATA[Fronteira]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 12/01/2013 à 13/01/2013 Trajeto: Cruzamos a fronteira para Santa Elena, e tomamos a Northern Highway direto ao coração de Belize City. Belize &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/belize-city/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><b>Ficha 4×1</b></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Data: 12/01/2013 à 13/01/2013</b></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Saímos de:</b> Laguna Bacalar &#8211; México</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Distância total:</b> +- 180 km</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Onde dormimos: </b><strong>Seaside Guest House</strong>, um hostel arrumado, próximo à orla.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Pneu Cheio: A sensação de estar em outro mundo. </b>Belize é de fato, um lugar diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">
</div></p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="one_half_last content_left"></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Destino final:</b> Belize City &#8211; Belize</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Tempo de viagem:</b> 3 horas, com direito a almoço</p>
<p style="text-align: justify;"><b>O que comemos de bom: Frango, arroz, feijão e banana. </b>Não precisamos de mais que isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Pneu murcho: Largada às moscas. </b>Não demoramos a perceber a pobreza e o descaso que é a cidade de Belize City.</p>
<p style="text-align: justify;">
</div><div class="clear"></div></p>
<p style="text-align: justify;"><b>Trajeto: </b>Cruzamos a fronteira para Santa Elena, e tomamos a Northern Highway direto ao coração de Belize City.<b></b></p>
<p style="text-align: justify;">Belize &#8211; Um Peixe Fora D&#8217;água</p>
<p style="text-align: justify;"><i>Tomamos nosso café-da-manhã na Laguna de Bacalar, preparamos a Tanajura e botamos o pé na estrada. Depois de quase dois meses desde que cruzamos a fronteira em Tijuana, estávamos enfim, despedindo-nos do México, um país que vai deixar saudades. Mas tínhamos que seguir! Estava pela frente, a incógnita das Américas para a Expedição 4&#215;1, a região sobre a qual menos conhecíamos. E nos deparamos de pronto com o país que talvez seja o mais único entre seus vizinhos. Uma nação de cor diferente, ritmos diferentes, idioma diferente. Nada mais exótico que Belize para dar as boas-vindas à nossa viagem pela América Central.</i></p>
<p style="text-align: justify;">A partir do momento em que cruzamos a fronteira do México, as coisas começaram a mudar. A aparência indígena das pessoas nas ruas dava gradualmente lugar aos negros. As placas em espanhol já eram escassas, e as novas indicavam tudo em inglês. E onde estavam os tacos e burritos? Era como se tivéssemos atravessado um portal na fronteira e saído em outra parte do mundo.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2589.jpg"><img class=" " alt="IMG_2589" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2589-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Fronteira</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Belize é definitivamente um peixe fora d&#8217;água na América Central. Dos países continentais, é o único com influência colonial inglesa. Não por menos, a língua oficial do país é o inglês. Mas um inglês com sotaque diferente. Por estar onde está, em Belize também se fala muito o castelhano e o crioulo, um idioma derivado do inglês, com influência do espanhol.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2989.jpg"><img alt="IMG_2989" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2989-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Crianças indo à escolar em Belize City</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Os maias dominavam a região até que em meados do século XVII chegaram exploradores ingleses à costa, interessados na madeira abundante. Os espanhóis ainda não haviam atingido essa região na época. Conhecida como Honduras Britânicas nos tempos coloniais, Belize só ganhou seu nome atual em 1973, quando já tinha maior independência política da Grã- Bretanha. Mas a independência de verdade mesmo só veio em 1981, com a intermediação dos EUA. O seu vizinho, a Guatemala, ainda hoje não reconhece Belize como um estado independente e clama seu território para si.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2621.jpg"><img alt="IMG_2621" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2621-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Casa aos pedaços, cena típica de Belize City</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O país é uma verdadeira mistureba de costumes e tradições de índios, brancos e negros. A população belizenha é composta em sua maior parte por pessoas de ascendência multirracial. Cerca de metade da população é de origem mestiça (maias e europeus), um quarto é de ascendência africana e afro-européia (crioula), aproximadamente 10% são maias e cerca de 6% são afro-ameríndios (Garifuna). O restante inclui grupos de origem européia, indiana, chinesa, norte-americana e do médio oriente.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2982.jpg"><img alt="IMG_2982" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2982-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O branco e o negro se misturam na cidade</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas não é só de riqueza e singularidade cultural de que vive Belize. A natureza foi bastante generosa com o país. Além da rica fauna e flora da floresta, a costa belizenha é algo de se impressionar. A Barreira de Corais Mesoamericana (segunda maior do mundo) corta o litoral do país de norte a sul e proporciona um mundo à parte debaixo do mar. O Blue Hole, um enorme buraco no meio do mar, é uma verdadeira reserva natural, e faz juz à fama que tem entre os mergulhadores do mundo. Próximas à costa, diversas ilhas (ou <i>cayes </i>como chama os locais) oferecem cenários paradisíacos e são o ponto de partida para a exploração subaquática.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2946.jpg"><img alt="IMG_2946" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2946-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Barcos de pesca no &#8220;porto&#8221; da cidade</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mal entramos no país e tomamos rumo em direção ao litoral. O destino eram a ilhas do Caribe. Para alcançá-lo, era necessária uma parada em Belize City, maior cidade do país com pouco mais de 60 mil habitantes (Belize tem no total cerca de 330 mil habitantes, menor que a cidade de Santos!) e tomada erroneamente como sua capital (a oficial é Belmopan!). O lugar era um caos! Carros velhos e barulhentos preenchem o centro da cidade, onde multidões caminham pelas ruas sujas. As casas estavam mais para barracos, e no primeiro momento deram a impressão de que estávamos em uma verdadeira favela.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2682.jpg"><img alt="IMG_2682" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2682-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Casas de madeira antigas se espalham por todos cantos</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A Tanajura, como não poderia deixar de ser, chamava a atenção dos locais, que a todo momento se aproximavam do carro para dizer qualquer coisa. Os belizenhos gostam de falar, em poucos minutos na cidade conhecemos uma mão cheia de malucos. Mas não podemos negar sua simpatia. Um deles, engraçadíssimo se chamava Charles. Conseguiu nossa atenção por quase 40 minutos ao nos dar uma aula de história de Belize. Ele era professor universitário, mas a aparência estava mais para a de um mendigo de rua. Julgamento que logo cai por terra em poucos minutos de conversa. Eles nos fez “Embaixadores de Belize” (com direito a juramento e tudo!), para que falássemos bem do país mundo afora. Que figura!</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2722.jpg"><img alt="IMG_2722" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2722-682x1024.jpg" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Prince Charles belizenho</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2727.jpg"><img alt="IMG_2727" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2727-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tivemos uma aula de história em plena rua</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Nossa primeira missão na cidade foi encontrar aonde pegaríamos o barco para Caye Caulker, uma ilha a poucos km da costa e um dos principais pontos turísticos do país. Depois da Magdalena (nosso GPS) nos guiar em círculos por um bom tempo, algumas perguntas para os locais e chegamos às agências que fazem o transporte para conferir preços e horários. Como era fim de tarde e o último barco estava para sair, decidimos passar a noite no caos mesmo e seguir para a ilha na manhã seguinte.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2953.jpg"><img alt="IMG_2953" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2953-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Trânsito caótico nas ruas de Belize City</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O dólar belizenho vale praticamente a mesma coisa que um real, então perdemos a vantagem que tínhamos no câmbio. O país acaba sendo relativamente caro para comer e se hospedar, se comparássemos ao México. Acabamos jantando no nosso hostel, o Seaside Guest House, perto da orla. O lugar é arrumadinho e a dona/recepcionista/cozinheira fez uma janta para a gente lá mesmo. Para completar o currículo, ela era jogadora em atividade da seleção profissional de futebol de Belize. Quando perguntamos o que poderíamos fazer pela noite de sábado, ela nos convidou para uma volta na cidade.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2650.jpg"><img alt="IMG_2650" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2650-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nossa hospedagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A dona Elize nos guiou pelas ruas da cidade, que estavam impressionantemente vazias. Descobrimos que a população local estava enclausurada em casa nos últimos dias, depois que uma série de assassinatos bizarramente brutais, resultado do acerto de contas entre gangues e policiais, ocorreram na cidade. Realmente dizem que Belize City não é das mais seguras, e de fato, sentimos um pouco de medo ao caminhar pelas ruas.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi aí que ela nos indicou aonde estava o agito. Fomos parar num boteco, daqueles bem fubeca, onde os locais se divertiam a valer no karaokê. Que cena! Não pudemos de tomar uma cerveja local (Belikin) na companhia de um cachorro que nos seguiu o caminho inteiro até o bar. Foi uma experiência no mínimo curiosa.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2626.jpg"><img alt="IMG_2626" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2626-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Mais casinha de madeira</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Buscamos nos guias e conversas com os locais algum lugar para conhecer na cidade, mas foi difícil encontrar algo. Belize City não é lá uma cidade muito turística, muito menos amigável. Entramos no Tribunal, passamos pelo Palácio do Governo, e chegamos por acaso em um Centro Cultural, que é lar de diversas apresentações na cidade. Não é muito como um museu, mas pudemos ver alguma coisa, principalmente do patrimônio nacional que é o Punta Rock, um ritmo tradicional do povo Garifuna.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2934.jpg"><img alt="IMG_2934" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2934-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Galeria no Centro Cultural</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2967.jpg"><img alt="IMG_2967" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2967-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tribunal Regional</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Se teve alguma coisa que a gente gostou em Belize City, foi a comida. Os temperos, com pimenta e coco, lembram a cozinha caribenha. Variedade não havia, mas o que tinha era muito bom. Frango temperado, arroz com feijão misturados e banana frita ou assada. Simples e gostoso.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2607.jpg"><img alt="IMG_2607" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2607-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A comida era uma delícia</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Entrar em Belize foi como um choque. De cara, já percebemos que este era o lugar mais diferente em que estivemos durante a viagem inteira até aqui. E esses eram apenas nossos primeiros dias na América Central.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2916.jpg"><img alt="IMG_2916" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/04/IMG_2916-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Gustavo fantasiado de bandeira de Belize</p>
</div>
<p>Para mais fotos de Belize City, <a href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157633274764159/" target="_blank">clique aqui</a>!</p>
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		<title>O muro entre dois mundos</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jan 2013 06:15:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[México]]></category>
		<category><![CDATA[Documentação]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Fronteira]]></category>
		<category><![CDATA[Fronteira EUA México]]></category>
		<category><![CDATA[Quesadilla de Marlin]]></category>
		<category><![CDATA[San Diego]]></category>
		<category><![CDATA[Tijuana]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4×1 Data: 16/11/2012 à 16/11/2012 Trajeto: Tomamos a rodovia I-5 S. Rumamos ao sul de San Diego em busca de uma capinha para o &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/fronteira-eua-mexico/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<h3><b>Ficha 4×1</b></h3>
<h4>Data: 16/11/2012 à 16/11/2012</h4>
<div class="one_half content_left"><p><strong>Saímos de:</strong> San Diego, Califórnia &#8211; EUA</p>
<p><strong>Distância total:</strong> Aproximadamente 30km.</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Nas barracas! No camping Popotla RV Park em Playas de Rosarito.</p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> A receptividade dos mexicanos desde os guardas da fronteira.</p>
</div><div class="one_half_last content_left"><p><strong>Destino final:</strong> <b>Destino:</b> Tijuana, Baja Califórnia – México</p>
<p><strong>Tempo de viagem:</strong> San Diego à Fronteira, 20 min. Processos burocráticos: 2h30</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> Os deliciosos Tacos do peixe Marlin, muito comuns na Baja Califórnia, no restaurante Chewin’s em Tijuana!</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> A falta de informação, e sinalização em ambos os lados da fronteira.</p>
</div><div class="clear"></div><p><b>Trajeto:</b> Tomamos a rodovia I-5 S.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20120916_001.jpg"><img alt="WP_20120916_001" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20120916_001-1024x576.jpg" width="423" height="237" /></a>
<p class="wp-caption-text">Madalena nos dá as orientações rumo à fronteira entre EUA e México</p>
</div>
<p>Rumamos ao sul de San Diego em busca de uma capinha para o novo celular do Gustavo. Dois dias atrás ele havia comprado o recém-lançado modelo da Nokia em substituição ao seu antigo aparelho. Poucas lojas no mundo já teriam aquela capinha, mas, com certeza, ali nos EUA nós encontraríamos.</p>
<blockquote><p><i>Era assim que deixávamos para trás a beleza dos rios, vales, montanhas e lagos dos EUA. Onde animais vagueiam livremente por parques muito bem organizados num remanescente de natureza ainda selvagem. Deixávamos para trás os confortos e conveniências de um país muito bem estruturado. Estruturado, porém, talvez até demais. </i></p>
<p><i>O país que nos serve de modelo para tantas coisas, como o excelente sistema educacional ou a riqueza de seus estilos musicais, parece estar carente de um legado histórico vivo em seus centros urbanos. Afinal, salvo um bairro ou outro, ficou, em alguns de nós, a impressão de que muitas das cidades norte-americanas parecem pré-fabricadas. Como se pudessem ser vendidas nas prateleiras de uma Tok Stok ou IKEA qualquer e contendo um kit de redes fastfood dentro; como num ‘Lego’, prontas somente para serem encaixadas. Tão simples de montar quanto é hoje encontrar um motel, um Wal-mart ou um McDonald’s ao longo de uma de suas vastas rodovias.  </i></p></blockquote>
<p>Seguimos mais ao sul pela estrada Interestadual 5 e se a Madalena não nos mostrasse que faltavam apenas 17 minutos para chegarmos a Tijuana, nunca iríamos imaginar que estávamos prestes a cruzar de país. Sinalizações apontavam retornos e saídas somente para bairros ainda dentro dos EUA. Era estranho, pois aos poucos o horizonte mudava de visual. Era como se quisessem esconder aquela vasta colina, com milhares de casinhas coladas umas nas outras, que a cada instante parecia mais próxima. Mas era impossível esconder, pois estávamos prestes a cruzar nada mais nada menos do que a fronteira mais movimentada do mundo!!! E foi somente perto da divisa que uma grande placa anunciava: estávamos entrando em território mexicano!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_003.jpg"><img alt="WP_20121116_003" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_003-1024x576.jpg" width="423" height="237" /></a>
<p class="wp-caption-text">A grande placa junto à bandeira mexicana</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Percorremos mais algumas centenas de metros após a placa e logo entramos em uma estranha e curta estrada murada que separava os dois países. Esse caminho nos jogava em uma enorme barreira com mais de 8 guaritas que lembravam o pedágio da Rodovia Imigrantes (que liga São Paulo à cidade de Santos). Ali era a alfândega mexicana, onde guardas bem armados escolhiam aleatoriamente alguns veículos para revisão antes da entrada no México. E é claro que nossa “discreta” amiga Tanajura foi escolhia. Algumas perguntas foram feitas e, logo que descobriram que éramos brasileiros, o sorriso brotou em seus rostos. Facilmente liberados, seguimos adiante mais alguns metros e, para nossa surpresa, já conduzíamos tranquilamente pelas ruas de Tijuana. Mas peraí! Alguma coisa estava errada, não?! Vocês devem lembrar que, em cada fronteira, dávamos baixa em nossos documentos no país que saíamos, e carimbávamos os passaportes no país de entrada. E ainda tinha a autorização de rodar com a Tanajura&#8230; aquilo ali tinha sido muito fácil e estávamos sem nenhum carimbo ou autorização.</p>
<div id="attachment_3258" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_001.jpg"><img class="size-large wp-image-3258" alt="A confusa e movimentada fronteira entre San Diego (EUA) e Tijuana (México)" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_001-1024x576.jpg" width="423" height="237" /></a>
<p class="wp-caption-text">A confusa e movimentada fronteira entre San Diego (EUA) e Tijuana (México)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas era isso mesmo, tanto tinha sido fácil passar para o lado mexicano, quanto deveríamos, de fato, ter feito os processos de saída e entrada em cada país. Vamos explicar:</p>
<p style="text-align: justify;">Como mencionamos, aquela fronteira é super movimentada em ambos os sentidos: no sentido México &#8211;&gt; EUA, há o caso de inúmeros operários mexicanos que saem de manhã cedo para trabalharem em San Diego, quanto o caso de mexicanos mais abonados que aproveitam o vizinho rico para realizarem compras de roupas e eletrônicos (mais ou menos como muitos de nós, brasileiros, costumamos fazer); já, no sentido EUA &#8211;&gt; México, os gringos cruzam para Tijuana, no estado mexicano chamado de Baja Califórnia, em busca de suas belíssimas praias e de suas animadas festas noturnas. Tudo, claro, a um preço muito acessível.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, acordos e restrições que não entendemos muito bem, permitem que residentes de Tijuana(México) e do sul da Califórnia(EUA) possam permanecer no país vizinho, por até 72 horas. Acontece que, por ignorância nossa ou pela própria falta de uma sinalização mais adequada por parte de ambos os países, nos enquadraram no mesmo direito de cruzar livremente. Mas como não ficaríamos no México por somente alguns dias, precisávamos voltar – para um lugar que ainda não sabíamos onde – e fazer toda a documentação.</p>
<p style="text-align: justify;">Tínhamos que voltar, mas ainda estávamos “curtindo” aqueles primeiros minutos novamente em terras latinas. Um saboroso tempero emanava das fumaças de uma comida típica sendo feita ali nas movimentadas e estreitas ruas de Tijuana. Placas de publicidade em espanhol nos davam as boas vindas, todas acima das pequenas e coloridas casas de alvenaria &#8211; construídas próximas umas das outras. E uma música dançante emanava de bares e veículos se misturando às vozes dos agitados vendedores ambulantes de pele morena&#8230; Uma cena que muito lembrava um bairro de periferia de uma grande metrópole brasileira. Mas depois de tantos meses nos 2 únicos países ricos do continente, era bom estar de volta à realidade a que fomos acostumados a viver! E aquela Tijuana, que conheceríamos melhor depois, estava longe da descrição exagerada de alguns americanos e suas mídias. Um exemplo crasso desse exagero tivemos na noite anterior ali mesmo em San Diego. Uma garçonete do restaurante onde jantamos, chegou a nos recomendar deixarmos o carro do lado americano e tomarmos um taxi para visitar Tijuana. Ela disse que nosso carro seria roubado rapidinho por ser de placa estrangeira, e que inclusive poderia até ser roubado pelos próprios policiais mexicanos! Tadinha, mal sabia ela da Expedição e que não haveria a menor chance da Tanajura não cruzar o México conosco.</p>
<div id="attachment_3267" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_6016.jpg"><img class="size-large wp-image-3267" alt="IMG_6016" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_6016-1024x682.jpg" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">As casinhas mais simples na estrada da Baja Califórnia Norte, algumas dezenas de quilômetros ao sul de Tijuana &#8211; México</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O êxtase de estar em terras mexicanas, no entanto, duraria pouco. Pegamos o primeiro retorno em direção à fronteira na tentativa de encontrar uma aduana que pudesse nos orientar. E, de repente, a grande surpresa: havia uma fila quilométrica de carros para entrar nos EUA! Estávamos, literalmente, sem saída. E em meio à exaustiva fila, éramos costumeiramente abordados por vendedores ambulantes que, só por estarem ali em número tão numeroso, nos prenunciavam: a espera seria longa. E foi! Mais de 1 hora e 45 min depois finalmente alcançávamos os mau-morados guardas da aduana norte-americana.  Depois de explicarmos nossa história (uma versão resumida do que é a expedição e que internamente apelidamos de “papo da <em>carretera</em>” – essa última pronunciada num finíssimo portunhol! <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /> ) e sobre o porque estávamos reentrando nos EUA o humor melhorou. Após inúmeras perguntas e uma boa canseira de 35 minutos os guardas deram baixa no sistema dos EUA e nos liberaram para seguir de volta para o México. Pegamos um atalho interno na fronteira e logo estávamos de novo nas guaritas mexicanas. Mais uma vez bem recebidos, dessa vez explicamos o equívoco e uma simpática guarda federal nos acompanhou para os pagamentos das taxas de turismo mexicana ($24,50 dólares americanos por pessoa) e para os procedimentos de entrada no país. Pronto, em menos de meia hora estávamos finalmente liberados! Só faltava passar na agência bancária nacional mexicana, há poucos quilômetros dali, para fazermos os procedimentos da Tanajura (pela qual também tivemos que pagar $50 dólares americanos). Estávamos famintos e o simpático atendente nos indicou um restaurante local para jantarmos. Com cadeiras e mesas de plástico, uma grande televisão que passava lances de futebol e a simpatia dos garçons (principalmente quando descobriram que éramos brasileiros) o saborosíssimo Chewin’s nos lembrava os típicos restaurantes simples do nordeste brasileiro. Como sugestão do garçom arriscamos aquele que se tornaria um dos pratos favoritos da Expedição no México: as Quesadillas de Marlin (do peixe Marlin Azul), iguaria muito comum ali na Baja Califórnia. O clima quente e agradável de uma sexta-feira à noite pedia uma cervejinha para acompanhar e celebrar a tão aguardada entrada em terras Mexicanas!</p>
<div style="width: 348px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_006.jpg"><img alt="WP_20121116_006" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/WP_20121116_006-719x1024.jpg" width="338" height="482" /></a>
<p class="wp-caption-text">Inúmeros ambulantes são o prenúncio de que entrar nos EUA é algo muito demorado!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O muro que separa a moderna San Diego da “subdesenvolvida” Tijuana é o perfeito simbolismo da separação entre duas realidades fisicamente tão próximas, mas socialmente tão antagônicas. O numeroso e constante fluxo de pessoas por aquela fronteira revela a ainda profunda relação de interdependência que existe entre essas duas nações. Seja através da migração diária de trabalhadores e estudantes mexicanos para os EUA ou de mercadorias e turistas americanos para o México. Seja do medo que vivem os audazes ‘<i>coiotes</i>’ ao transportam ilegalmente pessoas em busca do ‘<i>American Way of Life</i>’ ou da volúpia de jovens americanos – nos seus 18 a 21 anos – que lotam a vida noturna mexicana em busca do ritmo latino e da liberdade de poderem beber antes da maioridade de seu país.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto a nós, nos encontrávamos muuuito contentes! Especialmente pela receptividade dos mexicanos até ali. <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<p style="text-align: justify;">Estávamos de volta à América Latina das ‘<i>Veias Abertas</i>’, como definido pelo escritor Eduardo Galeano. Mas que ainda sim manifesta a alegria, humildade e espontaneidade tão peculiares à nossa gente!</p>
<div style="width: 348px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_7032b.jpg"><img alt="IMG_7032b" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2013/01/IMG_7032b-682x1024.jpg" width="338" height="508" /></a>
<p class="wp-caption-text">Elementos católicos e hispânicos (legado do período colonial) marcam a arquitetura das cidades mexicanas.</p>
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<p>&nbsp;</p>
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