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	<title>4x1 &#187; cachoeirão</title>
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	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
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		<title>Vale do Pati (BA) &#8211; Trilhando pelo Gigante Verde</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jul 2012 01:53:36 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Data: 12/06/2012 à 15/06/2012 Saimos de: Lençóis &#8211; BA Destino: Guiné, uma das entradas do Vale do Pati Distância: 81km Tempo de viagem: 1 hora &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/vale-do-pati/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>12/06/2012 à 15/06/2012<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saimos de: </strong>Lençóis &#8211; BA<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino: </strong>Guiné, uma das entradas do Vale do Pati<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância: </strong>81km<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>1 hora<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto: </strong>Saimos de Lençóis, rumo a BR-242, sentido Seabra-BA. Após aproximadamente 29km pegamos a estrada que vai a Guiné-BA, passando por Palmeiras-BA. Todo esse percurso foi feito com o Hare, nosso guia turístico na Chapada Diamantina.<strong>  </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos: </strong>Dona Raquel, nas duas primeiras noites e no Seu Wilson e Dona Maria, na última noite.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente: </strong>Mamão verde refogado e creme de banana verde na casa dos nativos<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio: Foram vários, mas o diferencial desse passeio é a interação com os nativos</strong>. Uma situação específica que nos marcou foi ver o empenho de um americano que também estava hospedado na casa de Dona Raquel tentando ensinar um nativo a tocar <em>Hey Jude</em> no acordeon.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Murcho: O tempo, que se por um lado facilitou a caminhada, por outro encobriu nossa primeira vista. </strong>O tempo no Pati ficou fechado durante os três primeiros dias, com o sol abrindo apenas no dia da saída.</p>
<p style="text-align: justify;"><iframe src="//player.vimeo.com/video/45168797" width="423" height="238" frameborder="0" title="Chapada Diamantina" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em meio a paisagens com chapadas, cachoeiras e vistas exuberantes, encontra-se o Vale do Pati, um lugar que intensificou significativamente nosso contato com a natureza e com nativos. A sua imensidão e beleza é tanta que virou um dos maiores atrativos não só de “turistas comuns” da Chapada Diamantina, que vão em busca de descanso e uma bela paisagem, mas também dos amantes de trilhas e aventuras. Foi eleita recentemente por uma revista especializada em aventuras como a terceira melhor trilha do mundo, ficando atrás apenas da trilha de Santiago de Compostela, na Espanha, eleita a melhor do mundo e da trilha Inca, em Machu Picchu, no Peru. Nosso percurso totalizou 60km, divididos em 4 dias e para nos guiar, o pessoal da Fora da Trilha, agência especializada em passeios e escaladas pela Chapada, selecionou o Harebol, que já havia nos guiado no dia anterior no passeio das grutas. Na verdade, a rápida experiência que tivemos com Hare no primeiro dia nos fez querer aprofundar o contato com ele. Com mais de 40 anos de experiência de vida, sendo 17 destes como guia na chapada, o Hare, nome recebido em função de seus 6 anos vividos como Hare Khrishna, foi a primeria história de vida inspiradora que conhecemos ao longo da viagem. É um amante de sua profissão e em seu tempo livre faz parte da brigada de incêndio da chapada. Se um dia, algum de nossos leitores tiver a oportunidade de visitar a chapada, recomendamos fortemente ser guiado pelo Hare, não só pela pela pessoa, mas pela sua qualidade profissional, com destaque para seu profundo conhecimento da região.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8324.jpg"><img class="size-large wp-image-1348 aligncenter" title="IMG_8324" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8324-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Durante as 3 noites que passamos lá, ficamos hospedados na casa de nativos, descendentes dos garimpeiros de diamantes do século XIX. De acordo com os próprios nativos, vivem 17 pessoas distribuídas em 4 casas espalhadas pelo Pati. Apesar de estar a 20 km de Guiné, o vilarejo mais próximo, as casas do Pati possuem energia elétrica, proveninete de 2 placas solares por casa fornecidas pela Coelba como parte do programa do Governo Federal, Luz pra Todos.  Apesar de não ser abundante, garante alguns pontos de luz na casa.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8584.jpg"><img class="size-large wp-image-1351 aligncenter" title="IMG_8584" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8584-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dia 1: Saimos de Lençóis por volta das 9:30, com destino a Guiné, onde deixamos a Tanajura numa pousada com as barracas montadas para secar e pegamos uma corrida na carroceria de uma D20 até o “beco”, base do primeiro morro para entrar no Pati. Mochilas de ataque nas costas com o mínimo de peso possível, iniciamos a caminhada morro acima. Com o tempo nublado e todo mundo descansado, a primeira subida, apesar de longa e íngrime foi superada sem muitos problemas. Depois de subir, atingimos uma planície com uma vegetação baixa pela qual caminhamos pouco mais de 3hrs. No fim, nos deparamos com uma vista fascinante, mas que em função da serração  não conseguimos vê-la por completo. Naquele momento, já podíamos sentir a imensidão daquele lugar e a sensação de liberdade e paz nos tomou conta. Tivemos a certeza de que seriam 4 dias em total harmonia com a natureza, na forma mais crua que já tínhamos experimentado. Após as fotos e a contemplação daquele “visu” como dizia o Hare, hora da descida. Essa foi sem dúvida a parte mais puxada do primeiro dia. Era um paredão praticamente reto, uma descida de aproximadamente 500 metros. Não usamos cordas, mas em alguns momentos, foi preciso nos ajudar passando a mochila de um para o outro conforme o desgaste ia nos atingindo. Depois de pouco mais de 1 hora, estávamos numa planície novamente, já próximos da casa de Dona Raquel, onde passamos as duas primeiras noites. Ao chegar na casa, dois rapazes tímidos e educados nos receberam. Eram irmãos, filhos de Dona Raquel, que havia ido para Guiné e por conta disso, acabamos não conhecendo-a. As casas eram bem simples, as paredes pareciam ser feitas de adobe, pintadas de azul claro, e o chão era de barro seco e batido.</p>
<p style="text-align: justify;">A noite, após o farto jantar, tivemos a possibilidade de interagir com João e André, que tocavam no “quartinho da música”, uma extensão da casa de Dona Raquel. Eram vários intrumentos, como zabumba, triângulo, cabaça, violão e chocalho. Não éramos tão habilidosos com os instrumentos, então ficávamos mais nas palmas e de vez em quando alguém arriscava um chocalho ou triângulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Dia 2: Acordamos por volta das 6:30, pois esse seria o dia mais puxado. Depois de um café da manhã bem caprichado, estávamos prontos, com as mochilas equipadas com tudo que tínhamos direito. Lanterna de cabeça, carboidrato em forma de gel, protetor solar, epipen, capa de chuva, repelente, água, clor-in, canivete, apito, etc. A caminhada do segundo dia seria um pouco mais curta, apenas 10km, comparados aos 16km do primeiro dia. Porém, era um percurso diferente, basicamente uma longa e íngrime subida para chegar ao “<em>Castelo</em>”. Depois de umas 5hrs de muito esforço e suor, atingimos o cume do <em>“castelo”</em>, batizado assim pelos locais em função da semelhança da formação de pedras e montanhas com os castelos medievais.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="size-large wp-image-1349 aligncenter" title="IMG_8477" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8477-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></p>
<p style="text-align: justify;">A vista mais uma vez nos impressionou. Lá de cima, com o vento soprando nos nossos rostos, a sensação de liberdade era inenarrável. Tínhamos toda aquela imensidão de verde ainda a explorar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8489.jpg"><img class=" wp-image-1350 aligncenter" title="IMG_8489" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8489-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de deitarmos nas pedras e apreciarmos todo aquele “visu”, hora de começar a se preparar para voltar. Não tinha atalho, a descida foi o processo inverso da subida. No final, estávamos todos extremamente desgastados, mas ainda queríamos conhecer a <em>“Cachoeira dos Funis”</em>. Já era por volta das 16hrs e ainda não tínhamos parado para comer. Precisávamos ir rápido, caso contrário, estaríamos na trilha durante a noite também. Trocamos as passadas tranquilas e calculadas por passos mais acelerados até que, quando percebemos, estávamos correndo. Parecíamos criança, correndo mata a dentro, dando gargalhadas, escorregando na terra até perder o folêgo. Em poucos minutos estávamos nadando nas geladas águas da cachoeira e comendo o sanduíche de queijo e salada que o Hare preparou. Chegamos de volta na casa de Dona Raquel logo que começou a escurecer. A janta, farta e saborosa, nos reenergizava e nos deixava prontos para dormir. Mas nessa noite conhecemos 2 americanos, pai e filha, que nos deram algumas dicas sobre o Alasca, já que ele havia passado alguns dias por lá. O ponto alto da noite ocorreu após o jantar, na “casinha da música”, onde um dos filhos de Dona Raquel, o João,  que tocava acordeon, ficou super interessado em aprender a tocar a música que o americano tocou usando apenas o teclado, afinal o gringo era pianista. O empenho de todos que estavam ali foi grande, mas o gringo foi além. Pacientemente, fez de tudo, até segurar na mão de João passando as notas do refrão. No fim da noite, João já conseguia produzir um som próximo ao da música. Porém, no dia seguinte, logo no café da manhã, o gringo pediu para que checássemos se as notas musicais que ele havia escrito numa folha de papel para dar ao João estavam corretamente traduzidas. A diferença de idiomas e de classe não foi um empecilho para que os dois “trabalhassem juntos”. Para não deixar ninguém curioso, a música era dos Beatles, Hey Jude.</p>
<p style="text-align: justify;">Dia 3: Depois do farto café na Dona Raquel, arrumamos nossas mochilas e fomos para a casa de Dona Maria, que ficava no caminho para o “C<em>achoeirão”.</em> Sabíamos que a caminhada seria a mais longa de todas, porém mais suave, afinal a maior parte do tempo dos 18km que andamos foi em planície. O Sol esboçou uma aparição, mas não foi nada duradouro. Depois de algum tempo, chegamos no “<em>Cachoeirão por cima”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8632.jpg"><img class="size-large wp-image-1353 aligncenter" title="IMG_8632" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8632-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A vista foi a mais impressionante de todas que tivemos do Vale do Pati. O cânion possuia 8 quedas d`água quando chegamos, porém em algumas épocas o número de quedas chega a mais de 20.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8627.jpg"><img class=" wp-image-1352 aligncenter" title="IMG_8627" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8627-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de apreciarmos a paisagem, fomos para um riacho de águas escuras, como quase todas as cachoeiras do Pati, com uma árvore bem no meio do rio. Depois do já tradicional lanche, o Hare nos avisou: “Bora embora que Dona Preta vai chegar logo mais”, fazendo referência à noite que se aproximava. Ao chegarmos na casa, encontramos o casal, Seu Wilson e Dona Maria, uma moça que acreditamos ser filha do casal, e um casal de suiços. Mais tarde chegaram 2 americanos que estavam sendo guiados por um suiço, que vivia na chapada há vários anos já. Conversamos um pouco durante o jantar, mas o cansaço nos fez buscar a cama mais cedo.</p>
<p style="text-align: justify;">Dia 4: Acordamos as 6:00 da manhã, tomamos café, e já era hora de voltar, pois a caminhada seria longa: 16km. Foram 4 horas de caminhada até chegar de volta ao beco, pois entramos e saímos por Guiné, ao invés de sair por Andaraí. No caminho, fomos privilegiados com a vista por completo, que havíamos perdido no primeiro dia. Chegando em Lençóis, bastante líquido para hidratar, muita roupa para lavar e inúmeras lembranças que ficarão para o resto da vida!</p>
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