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	<title>4x1 &#187; Boeing</title>
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	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
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		<title>Novas surpresas boas e o Downtown Seattle! (Seattle: parte 2)</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Oct 2012 00:31:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>&#8230;CONTINUAÇÃO DO POST ANTERIOR&#8230; ( http://4&#215;1.com.br/seattle-parte-1/ ) &#8230;Manhã seguinte era hora de conhecermos bem o downtown de Seattle! Como explicado anteriormente, Seattle é um istmo. (veja &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/seattle-parte-2/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8230;CONTINUAÇÃO DO POST ANTERIOR&#8230; ( <a href="http://4x1.com.br/seattle-parte-1/">http://4&#215;1.com.br/seattle-parte-1/</a> )</p>
<p style="text-align: justify;">&#8230;Manhã seguinte era hora de conhecermos bem o <em>downtown</em> de Seattle! Como explicado anteriormente, Seattle é um istmo. (veja post anterior <a title="Seattle Parte 1" href="http://4x1.com.br/seattle-parte-1/" target="_blank">aqui</a> ) Com a proximidade do estuário do oceano Pacífico (a leste da cidade) aos lagos Washington e Union (a oeste da cidade), no ano de 1911 foi construído no canal que conecta o lago ao oceano, um complexo de eclusas (ou <em>locks</em> em inglês), chamado: “<em>Ballard Locks</em>”.</p>
<div id="attachment_2156" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/2.-mapa-Seattle.jpg"><img class=" wp-image-2156" title="2. mapa Seattle" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/2.-mapa-Seattle-773x1024.jpg" alt="" width="296" height="392" /></a>
<p class="wp-caption-text">Mapa de Seattle mostrando o Pacífico (a esquerda) e o Lago Washington (a direita), ligado pelo canal onde está o Ballard Locks</p>
</div>
<div id="attachment_2157" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/31.jpg"><img class="size-large wp-image-2157" title="3" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/31-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ponte móvel para a passagem de barcos no Ballard Locks</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Além de evitarem que a água do mar invada a água doce dos lagos, as eclusas também permitem a passagem dos barcos na região. Assim, a fim de as eclusas não impedirem a tradicional rota dos salmões no local (que ao final da vida migram de volta do oceano para a água doce, para desovar) foi construída uma espécie de escada ao lado das eclusas, mantendo, assim, o ciclo natural dos peixes.</p>
<div id="attachment_2158" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/41.jpg"><img class="size-large wp-image-2158" title="4" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/41-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Barco passando do oceano para o Lago Washignton, através da eclusa</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">É muito legal poder ver os salmões subindo canal acima! Só é estranho pensar que em algumas horas seguintes estaríamos vendo os “parentes” daqueles bichinhos expostos no <em>Pike Place Market</em>, e em seguida sendo deliciosamente servidos em nossos pratos! (desculpem-nos os vegetarianos) <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<div id="attachment_2159" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/51.jpg"><img class="size-large wp-image-2159" title="5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/51-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Salmões &quot;subindo&quot; de volta para a água doce no Ballard Locks</p>
</div>
<div id="attachment_2160" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/61.jpg"><img class="size-large wp-image-2160" title="6" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/61-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Salmões no Pike Place Market (o Public Market de Seattle)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E lá fomos nós conhecer o <em>Pike Place Market</em>, o famoso mercado público de Seattle que de longe é a atração turística mais visitada da cidade! (chega a receber 9 milhões de visitantes por ano!). O mercado é o mais antigo mercado público dos EUA e recebeu um reforma mais moderna como consequência da queda da Boeing, no início da década de 1970, como estímulo ao turismo (olha a Boeing aí de novo!). O enorme mercado vende frutas, legumes, flores, carnes, peixes e conta com restaurantes e lojas de antiquário e outras coisas mais “hippies”.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/71.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2161" title="7" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/71-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Lá no Pike almoçamos num tradicional restaurante, o Athenian Inn, com vista para a baía e onde, ao final de comermos, descobrimos que em um dos bancos do restaurante, havia sentado o ator Tom Hanks na gravação do filme Sintonia de Amor (<em>Sleepless in Seatle</em>), com a atriz Meg Ryan! Outra curiosidade da região é que, ali no Pike Place Market, fica o primeiro Starbucks! A cidade que possui a sede de gigantes como Boeing, Microsoft e Amazon, também é a terra natal da famosa rede de cafeterias!</p>
<div id="attachment_2162" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/81.jpg"><img class="size-large wp-image-2162" title="8" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/81-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Turistas fazem fila para entrar no 1º Starbucks</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Outra atração do centro de Seattle é o Space Needle. Com a crise do pós-guerra causando enormes perdas para a Boeing (de novo ela) e consequentemente para a cidade, governantes foram em busca de uma nova “revitalização” de seu <em>downtown</em>. Com isso, em 1962 a cidade recebe a Feira Mundial (World Fair) e Seattle, seguindo a tendência futurista da feira, resolve então construir a torre, e atual marco da cidade, chamada Space Needle. Nessa mesma “onda” é lançado no mesmo período o monotrem (isso mesmo, aquele do Levy Fidelix! <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /> ). Saindo de lá, já à noite, fomos atrás do centro musical da cidade. Seattle possui uma notável história musical, pois é local onde nasceu a lenda do rock Jimi Hendrix e o movimento “grunge”, nos quais surgiram a partir de bandas locais, nada mais nada menos, como Nirvana e Pearl Jam!! É também o local onde fizeram carreira Ray Charles e Quincy Jones!! Nada mal hein?!?! Pudemos notar que o estilo clássico do rock e um pouco do movimento grunge ainda estão presentes em alguns bares no bairro <em>Capitol Hill</em>.</p>
<div id="attachment_2163" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/91.jpg"><img class="size-large wp-image-2163" title="9" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/91-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Space Needle &#8211; cartão postal de Seattle</p>
</div>
<div id="attachment_2164" style="width: 210px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/101.jpg"><img class="size-medium wp-image-2164" title="10" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/101-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a>
<p class="wp-caption-text">Monotrilho e a Space Needle ao fundo</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">É&#8230;tanta história!!! E de pensar que em nosso roteiro inicial Seattle era apenas uma cidade de apoio para dormirmos em nosso caminho rumo ao Alasca&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas no dia 17 de Setembro chegava o grande dia! É como diz o ditado popular: “Deus ajuda quem cedo madruga”. E assim foi. Às 5h50 a Rebecca nos acorda para irmos com ela numa corridinha pelo bairro. Depois de muito esforço foram somente o André, Gabriel e Nandes. Quase todas as manhãs a Rebecca levanta logo cedo, mesmo com muito frio e escuro, para uma corrida. Em uma das rotas a Rebecca sempre leva uma maçã para dar a um cavalo de uma chácara próxima, que vem correndo comer a fruta e sai feliz galopando de volta para sua baia.</p>
<p style="text-align: justify;">E essa foi a nossa rota. Voltamos para casa e as 7h30 levanta o Gustavo com a notícia: “chegou o e-mail do Ronald da EPA! A Tanajura está liberada!” Nos arrumamos de pressa e partimos para a alfândega. Procedimentos daqui, papelada de lá, horas e horas e finalmente o Reencontro! Ela estava perfeita! Nem um pequeno arranhão. Abraçávamos ela como se fosse um parente. Era um pedaço do grupo que retornava! Devolvemos o carro alugado e no final do dia voltávamos para casa e&#8230;</p>
<div id="attachment_2167" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/13.jpg"><img class="size-large wp-image-2167" title="13" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/13-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tirando a Tanajura do Porto de Tacoma, WA</p>
</div>
<div id="attachment_2168" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/14.jpg"><img class="size-large wp-image-2168" title="14" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/14-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Chegada da Tanajura à casa dos Valentine &#8211; Expedição 4&#215;1 e Rebecca!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mais uma surpresa: a Rebecca havia nos preparado ‘fish tacos’. Os tradicionais tacos mexicanos, mas ainda mais gostosos pois eram recheados com peixe e camarões dentro! Mas a surpresa não parava por ai&#8230; As 20h00, EM PONTO, (que era 0h00 no Brasil), sem que nem desconfiássemos, o James e a Rebecca aparecem com um bolo e velinhas acesas para comemorar o aniversário do André!!! (afinal no Brasil já era o dia 18)! Nem desconfiávamos que eles sabiam do aniversário do André pois não havíamos comentado nada (eles devem ter visto no Facebook). E além do bolo lhe deram uma camiseta do ‘Seattle Seahwaks’, o time de futebol americano da cidade!! Foir algo realmente incrível!! Terminamos a noite assistindo ao <em>Monday Night Footbal</em> (jogo de futebol americano que é transmitido nacionalmente às segundas-feiras, mais ou menos como os nossos jogos de libertadores às quartas-feiras à noite).</p>
<div id="attachment_2169" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/15.jpg"><img class="size-large wp-image-2169" title="15" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/15-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Andre com a Jaimie em seu Aniversário surpresa feito pelos Valentine!</p>
</div>
<div id="attachment_2170" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/16.jpg"><img class="size-large wp-image-2170" title="16" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/16-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">James, Rebecca e a pequena Jaimie dando a camisa do Seattle Seahawks ao André</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O dia seguinte foi marcado por check-ups e revisões na Tanajura antes da partida para o Alasca. Freios e óleo trocado, rodízio nos pneus e anti-congelante para o radiador; a Tanajura estava pronta pra iniciar a subida rumo ao norte do continente! E nós também compramos algumas coisas que precisaríamos para enfrentar o frio na incrível loja REI – que é focada em esportes de aventura e tem até um guarda florestal dentro para dar orientações de cada parque nacional americano! Voltamos para casa e o James nos levou para tomar umas cervejas em bares típicos locais para celebrarmos o aniversário do André! As tequilas nos deixaram mais “soltos”. A conversa foi até altas horas, muitas risadas e jogo de dardos.</p>
<div id="attachment_2166" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/121.jpg"><img class="size-large wp-image-2166" title="12" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/121-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Um dos jantares na casa dos Valentine junto com a prima da Rebecca, a Kelli</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Acordamos tarde e o mínimo que poderíamos fazer para retribuir tudo o que eles nos fizeram era tentar reproduzir uma refeição brasileira. O mercado brasileiro em Seattle, como esperávamos, não tinha lá muitas opções. E assim o Gustavo cozinhou um strogonoff acompanhado de batata palha e como sobremesa: o tradicional brigadeiro, paçoca e pé-de-moleque!</p>
<p style="text-align: justify;">Quinta-feira, dia 20. Era nosso último dia antes da partida para o Alasca. Estávamos agitados e ansiosos. Finalmente conseguimos ir visitar a fábrica da Boeing, depois de termos que remarcar por conta da retirada da Tanajura. O Gabriel, apaixonado por aviação comercial, estava muito ansioso pela visita – era um sonho de infância sendo realizado. A Boeing ainda mantém suas principais fábricas em Seattle e a visita acontece dentro da maior delas onde são fabricados os modelos 747, 777 e o novíssimo modelo 787 <em>Dreamliner </em>– o mais novo conceito de jatos comerciais com maior eficiência de combustível e alcance, mas que ainda não foi encomendado por nenhuma companhia brasileira.  A visita é muito detalhada e pudemos até ver um 777 encomendado pela TAM em fase final de construção, mas já com o logo pintado. Infelizmente não temos fotos da fábrica pois era proibido câmeras e celulares.</p>
<p style="text-align: justify;">Saímos de lá extasiados com tamanha complexidade e grandiosidade da fábrica. Mas era hora de voltar a focar no Alasca. Precisávamos fazer uma cópia extra das chaves da Tanajura que o Gabriel havia perdido em uma das paradas policias na Venezuela. Depois de tentarmos na Nissan (que nos EUA nada poderiam fazer, pois os códigos variam em cada país) fomos em um chaveiro comum que possuía uma van “tecnológica”  e ali mesmo, em sua van, foi capaz de fazer o inesperado! Eles conseguiram reproduzir o código da Tana e voilá: possuíamos uma nova chave reserva! Compramos correntes para os pneus em caso de alguma emergência em nevasca e estávamos finalmente prontos.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltamos para casa. Arrumamos as malas, tomamos banho e em silêncio cada um de nós partiu para o último sono confortável que teríamos por um bom tempo. O silêncio de cada um mostrava nossa apreensão e respeito com o que estávamos prestes a vivenciar nos próximos dias. Seria o início de uma nova etapa na Expedição. Estávamos prestes a atingir um de nossos principais objetivos depois de ouvir ao longo de tantos quilômetros (e até ali nos EUA) rostos espantados como que diziam: “Alasca?! Vocês estão indo de carro pro Alasca?! Cara que grande aventura! Vocês são loucos!” E em várias locais em Seattle nos alertavam: “Melhor vocês irem logo pois o frio está chegando e, cara, lá o frio não é brincadeira!”</p>
<p style="text-align: justify;">Acordamos bem cedo e a Rebecca nos havia preparado um reforçado café da manhã. Os Valentine são mesmo pessoas fora de série. Arrumamos as coisas na Tanajura e começava a parte mais difícil do dia: a despedida. Sob choros e fotos, Jaimie, Rebecca e James colaram a bandeira americana na Tanajura. Abraços e mais abraços e chegava a hora da partida&#8230;próxima parada já seria na entrada da Alaska Highway&#8230;</p>
<div id="attachment_2171" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/17.jpg"><img class="size-large wp-image-2171" title="17" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/17-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Rebecca, James e Jaimie colando a bandeira dos EUA na Tanajura!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E assim foi nossa estada em Seattle, a cidade que hoje reside em nossos corações. Seattle é hoje também nossa casa, pois lá temos pessoas que aprendemos a chamar de família.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/111.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2165" title="11" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/111-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para mais fotos de Seattle, <strong><a title="Galeria de Fotos - Seattle" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631794843213/with/8098478109/" target="_blank">clique aqui!</a></strong></p>
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		<title>Um começo turbulento, um lar e a história da aviação (Seattle: Parte 1)</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Oct 2012 11:43:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Boeing]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 11/09/2012 a 20/09/2012 Saímos de: Portland, OR &#8211; EUA Destino final: Seattle, WA – EUA Distância total: pouco mais de 275 km &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/seattle-parte-1/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data:</strong> 11/09/2012 a 20/09/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Portland, OR &#8211; EUA</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino final:</strong> Seattle, WA – EUA</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância total: </strong>pouco mais de 275 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>3 horas e meia.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Seguimos pela estrada principal: I-5N.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> na casa da família Valentine.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de bom:</strong> Salmões! Tanto na casa dos Valentine quanto em restaurantes no Public Market. Além disso, o prato com sanduíche de hambúrguer, acompanhado de uma salada de quinua e camarões, no barco dos Valentine.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio:</strong> Sem sombra de dúvidas a experiência de se viver em um lar tipicamente americano na casa da família Valentine! Também vale destacar a visita ao <em>Museum of Flight</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho:</strong> Mais uma vez sermos enganados pelas locadoras de carro e o erro do nosso agente aduaneiro que nos forçou a ficarmos mais dias do que deveríamos, sem a Tanajura.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/3.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2132" title="3" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/3-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Se tirássemos pelas primeiras horas em Seattle, a experiência que teríamos ali não seria nada amistosa. Fomos para lá com um foco: retirar a Tanajura e seguir para o Alasca. Mas um erro do nosso agente aduaneiro e uma amável família transformaria a experiência em Seattle em uma das mais agradáveis da Expedição até hoje!  </em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Era uma terça-feira. E às 10h da manhã avistávamos pela primeira vez o Mount Hood, assentado a leste de Portland, no estado do Oregon. Em nossa saída da cidade fomos coroados com um céu aberto que nos permitia, pela primeira vez, avistar a majestosa montanha vulcânica que é um dos cartões postais da cidade. Partimos empolgados rumo ao Norte, para chegar o quanto antes à Seattle, no vizinho estado de Washington (mais especificamente ao Porto de Tacoma). Tínhamos um objetivo: retirar a Tanajura do porto e partir o quanto antes para o Alasca! O motivo? Amigos expedicionários e alguns americanos que encontráramos no caminho nos alertavam que o verão estava acabando e o frio chegara mais cedo no extremo norte do continente.</p>
<div id="attachment_2129" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-large wp-image-2129" title="1" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/1-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" />
<p class="wp-caption-text">Navio pela região dos portos de Tacoma e Seattle, WA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Tacoma é uma cidade ao sul dentro da região metropolitana de Seattle. Em poucas horas após a saída de Portland nos encontrávamos no <em>Customs </em>(alfândega) do porto com toda a papelada, conforme orientado pelo nosso agente aduaneiro (o mesmo que tratou de todo o processo da Tanajura desde Cartagena) quando, de repente: tchan tchan tchan!! De acordo com o oficial da aduana, faltava o mais importante dos papeis : umaa carta de autorização do EPA (Environmental Protection Agency)&#8230; “Ok, e onde podemos arrumar isso?” – perguntamos. “Fácil, vocês terão que ligar para o Ronald da EPA, em Michigan, e pedir que envie a carta. Ele envia, vocês voltam aqui e retiram o carro.” – respondeu o oficial. Ligamos e&#8230; ”&#8230;entre 7 a 10 dias úteis para enviar a carta” – avisou o tal do Ronald. Não acreditávamos! Isso poderia nos custar entre 10 a 14 dias em Seattle e o frio no Alasca não iria esperar. Se a neve chegasse com força ao Denali perderíamos a visita ao parque. Não entendíamos como era possível o país tido como o mais prático, desburocratizado e organizado do continente nos prender quase 15 dias em um processo que levamos menos de 5 para fazer na Colômbia.</p>
<div id="attachment_2131" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/3.5.jpg"><img class="size-large wp-image-2131" title="3.5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/3.5-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Documentação para retirada da Tanajura</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Corremos para enviar um e-mail ao nosso agente (em Miami) para verificar se aquilo estava certo. Se não havia nada que pudéssemos fazer para acelerar isso. E questionamos o porquê disso não ter sido alertado antes, uma vez que ele sabia dos nossos objetivos do projeto. Afinal, além do tempo perdido, perderíamos dinheiro com as taxas de permanência do carro no porto e na nossa alimentação naqueles dias a mais. Bem, a resposta dele? Mal criada, desrespeitosa e ofensiva. Não vale a pena entrar em detalhes, pois já é página virada e nos chateou bastante. Estávamos agora nas mãos deles (Gaston Etchart – agente de Miami; e Ronald – o agente da EPA em Michigan). Restava-nos aguardar. A terça-feira havia sido longa. Tomamos uma sopa e partimos mais para o norte, rumo à Seattle, para conhecer os Valentine.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sabíamos, mas aquela turbulência toda, e a longa espera pela Tanajura, nos traria um grande privilégio mais tarde. É como dizem: “há males que vem para o bem”.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim, foi.</p>
<p style="text-align: justify;">Coincidência do destino ou não, chegamos à casa dos Valentine ao mesmo tempo em que a Rebecca (mãe), Alexa (filha mais velha) e a Jaimie (filha mais nova) encostavam o carro. A Rebecca é sobrinha da senhora que acolheu a Geyza (tia do Bruno) quando em seu intercâmbio nos EUA. Assim, Rebecca e Geyza tornaram-se amigas e, anos depois a Rebecca viria passar uns meses com a Geyza no Brasil. Em uma troca de e-mails recente, a Rebecca falou para a Geyza e para o Bruno que poderíamos ficar na casa deles durante o período em Seattle. E assim fomos parar ali, na casa da família Valentine.</p>
<p style="text-align: justify;">Passadas as introduções iniciais, em poucos minutos já nos sentíamos em casa, tamanho carinho e liberdade que elas nos davam. Até o Rilley (o Labrador da família) já estava acostumado com a gente. E mais tarde, então, chegava o James (marido da Rebecca e pai das meninas)! Alegre, espontâneo e comunicativo era a peça que completava aquele harmônico ambiente familiar.</p>
<p style="text-align: justify;">A Rebecca possui uma empresa que realiza mudanças internacionais e, portanto, atividades aduaneiras eram algo corriqueiro em seu dia-a-dia. Ela nos deu algumas dicas e sugestões de como talvez pudéssemos acelerar nosso processo. Saímos no dia seguinte de manhã atrás de outra alfândega e até passamos no escritório do EPA em Seattle. Não adiantou. Teríamos mesmo que esperar o tempo que o Ronald levaria para enviar a carta. E assim partimos pro aeroporto para devolver o ‘Besouro’ – pois findava seu período de locação – e aproveitamos para alugar um novo carro. Afinal, a casa dos Valentine ficava a uns 25 km do centro de Seattle e mais de 40 km do porto de Tacoma. Lá estávamos nós de novo para enfrentar o velho problema das locações de carro nos EUA (como já mencionamos no post de <a title="Post Tio Sam" href="http://4x1.com.br/tio-sam/" target="_blank">Los Angeles</a>) A novela começava: preço diferente do negociado por telefone, Informações enganosas, aborrecimento, ameaça de mudar de locadora, negociação com outra locadora, derrubada no preço, oferecimento de carro melhor, horas, horas, e mais horas e finalmente conseguimos um ótimo preço e um bom carro (que era o que menos importava).</p>
<p style="text-align: justify;">Era hora de aproveitar a cidade e relaxar uns dias em Seattle&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Chegamos à casa e a primeira grande surpresa: A Rebecca havia nos feito um maravilhoso jantar: Salmão grelhado, arroz com quinua, salada e vinho! A Alexa (filha mais velha) não estava mais na casa, pois havia retornado para a Califórnia, onde faz faculdade. Mas além de nós, a Rebecca havia convidado seu sócio, um mineiro gente boníssima chamado César. E a conversa foi até altas horas!</p>
<p style="text-align: justify;">A Rebecca e o César no jantar muito haviam comentado sobre a casa do César à beira do Lago Washington. E após o convite do César, fomos passar a manhã e o início da tarde em sua casa, mesmo ele não estando lá. Uma belíssima casa construída com ambientes em diferentes níveis e uma magnífica vista para o lago. Ficamos ali sentados no deck de frente para o lago conversando por algumas horas e apreciando o sol (que aparentemente é algo raro em Seattle, mas que nos cortejou quase todos os dias em que estivemos na cidade)</p>
<p style="text-align: justify;">Localizada dentro de um istmo (faixa de terra) entre um estuário (braço de mar formado por baías, bacias e canais) do Oceano Pacífico e o lago Washington, Seattle sempre foi uma importante cidade portuária. A cidade, que teve na atividade madeireira seu início (a partir de 1852), crescia de forma desorganizada e sem muito planejamento. Escoava sua produção através de navios, basicamente para São Francisco – CA e, assim tornou-se celeiro de prostitutas, bebidas e jogos de aposta – por serem “atrativos” para marinheiros e madeireiros. Mas a partir da descoberta do ouro nos territórios do Yukon (no Canadá) e Alasca, iniciou-se uma frenética corrida pelo ouro naquela região. Assim, a partir de 1987, a cidade soube aproveitar o momento e suas águas serviram, também, de trampolim para os desbravadores que iam, pincipalmente, para o Alasca! (estão vendo! Não foi só a gente <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /> ) Esse período trouxe grandes investimentos e os primeiros passos para o desenvolvimento de uma infraestrutura mais planificada no porto e na cidade, ao final do século 20&#8230;</p>
<div id="attachment_2130" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/2.jpg"><img class="size-large wp-image-2130" title="2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/2-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Navio saindo do porto de Seattle e ao fundo a Space Needle</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E a Expedição 4&#215;1 também iria ter seu momento naquela histórica baía! Saímos da casa do César e seguimos para o píer K, na marina de Seattle, onde estavam nos esperando James, Rebecca e Jamie para nos levar em um passeio pelas águas de Seattle no barco da família. Incrível!!!</p>
<div id="attachment_2133" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/4.jpg"><img class="size-large wp-image-2133" title="4" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/4-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Pier K &#8211; na marina onde estava o barco dos Valentine</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Partimos. Ao nos afastarmos da costa de Seattle, o Sol deitava-se lentamente por detrás dos morros na baía e seus raios pintavam de dourado os arranha-céus da cidade, a roda-gigante e a <em>Space Needle </em>(um dos cartões postais da cidade). Tudo parecia como feito de ouro! Ficamos horas batendo papo com a vista da baía ao nosso redor (e aquilo era numa quinta-feira!!!)</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/5.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2134" title="5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/5-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/6.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2135" title="6" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/6-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Até que a Rebecca nos preparou o mais delicioso prato de sanduíche de nossas vidas! Um suculento hambúrguer servido com queijo derretido e servido num prato com uma salada de quinua coberta com camarões e acompanhada de tomates e azeitonas pretas! Perfeito!!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/8.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2137" title="8" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/8-1024x685.jpg" alt="" width="423" height="282" /></a></p>
<div id="attachment_2138" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><img class="size-large wp-image-2138" title="9" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/9-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" />
<p class="wp-caption-text">A Expedição 4&#215;1 com a pequena Jaimie</p>
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<p style="text-align: justify;">Uma pena que a cidade estava com uma névoa de fumaça fina que nos impedia de ver o Monte Rainier, ao fundo daquele magnífico visual.</p>
<p style="text-align: justify;">Retomando a história de Seattle&#8230; Anos após o crescimento econômico com a corrida do ouro – e sua consequente queda após esse ciclo – o Atlântico estava em guerra, devido ao início da 1ª Guerra Mundial. Isso possibilita ao Pacífico vislumbrar um aumento em seu comércio e grande desenvolvimento da indústria naval. Seattle entra mais uma vez em cena sendo o principal porto da costa oeste no comércio com a Ásia. Mas uma forte greve em 1934, provocada indiretamente pela quebra da bolsa em 1929, gera um novo caos em Seattle e a cidade perde o posto de principal porto comercial com a Ásia, para a cidade de Los Angeles. A cidade, então, viria a vislumbrar um novo crescimento econômico quando um milionário empresário da indústria de barcos, de nome William “Bill” Boeing, resolve investir em uma de suas paixões: a aviação. E assim, em meio a 1ª Guerra Mundial, surgia uma das principais indústrias aeronáuticas dos tempos modernos: a Boeing. Com suas principais fábricas até hoje na região de Seattle, a cidade passaria a ter, em anos posteriores, seu desenvolvimento ou declínio intimamente ligado ao da empresa; e a aviação tornou-se ainda hoje um tema de grande relevância na cidade&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E, assim, na manhã seguinte ao passeio de barco, partimos para visitar uma das principais atrações de Seattle: o <em>Museum of Flight</em> (Museu do vôo, em uma tradução livre). O museu busca retratar os principais marcos da tentativa do homem em voar, salientando figuras importantes da história da aviação, desde seus pioneiros – que encaixavam asas ao seu corpo – até a aviação em seus dias atuais com foguetes e caças supersônicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/10.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2139" title="10" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/10-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O museu também possui o galpão onde foram construídos os primeiros aviões da Boeing e dentro dele é contada toda a história da empresa. Há ainda um pátio externo, enorme, onde ficam algumas aeronaves especiais da Boeing, como o primeiro 747 a voar! e o 707 usado como Air Force One (nome dado à aeronave que transporta presidentes americanos) pelos ex-presidentes Eisenhower, Kennedy, Johnson e Nixon, estando lá hoje e aberto para visitação. Há também um aposentado Concorde, usado pela British Airways, também para visitação.</p>
<div id="attachment_2140" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/11.jpg"><img class="size-large wp-image-2140" title="11" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/11-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Boeing 707 usada como Air Force One pelos presidentes Eisenhower, Kennedy, Johnson e Nixon</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Alugamos o áudio-guia e ficamos mais de 4 horas lá dentro do museu – e daria para ficar até mais de tão interessante que era toda a história da Boeing e da aviação. O mais triste e desapontador, no entanto, é o museu não mencionar NADA, absolutamente NADA, sobre Santos Dumont ou o 14-bis. Fomos perguntar a um dos guias sobre o início da história da aviação e questionamos sobre a ausência do brasileiro. Mas o próprio guia informou que nada havia sobre ele e que acreditava ser por questões “bairristas”, a fim de reforçar o destaque aos irmãos Wright – os quais os americanos acreditam serem os primeiros a terem voado.</p>
<p style="text-align: justify;">A Boeing é hoje a maior fabricante de avião de passageiros, mas apesar do que imaginávamos a história não começou bem assim. Aconteceu que ‘Bill Boeing’ além de um entusiasta da aviação acreditava que a América deveria estar preparada para um eventual ataque aéreo durante a segunda guerra mundial. Numa curiosa passagem, ‘Bill’ sobrevoou um estádio de futebol americano lotado – em seu avião particular – soltando “bombas” de cartolina sobre o estádio, numa forma de alertar a vulnerabilidade norte-americana a um eventual ataque aéreo! Claro que não por esse evento, mas anos depois com o início da Segunda Guerra o Governo americano encomendaria diversos aviões militares da empresa e, assim, Seattle voltava a um enorme crescimento econômico. Fica a dúvida de como se deu a influência (se é que houve) da Boeing para que os EUA entrassem na Segunda Guerra. Fato é que após a queda nas vendas dos aviões militares no final da guerra do Vietnã, somado às dívidas com o projeto do 747 e uma recessão no país no final da década de 60, a Boeing sofreu um grande impacto. A partir desse período a empresa passa a focar no emergente mercado de jatos comerciais, através do sucesso com o modelo ‘707’, e tornando-se o que é até os dias de hoje!</p>
<p style="text-align: justify;">Após a visita ao museu da aviação seguimos para casa para colocar coisas em dia. Lavamos roupas e pedimos uma pizza&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8230;CONTINUA&#8230;</p>
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