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	<title>4x1 &#187; Alasca</title>
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	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
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		<title>Inside Passage &#8211; Encarando o início da volta</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2012 21:07:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 07/10/2012 e 09/10/2012 Saímos de: Haines, Alasca, EUA. Destino final: Prince Rupert, British Columbia, Canadá. Distância total: 765 km Tempo de viagem: &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/insidepassage/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p><strong>Data</strong>: 07/10/2012 e 09/10/2012</p>
<p><strong>Saímos de:</strong> Haines, Alasca, EUA.</p>
<p><strong>Destino final: </strong>Prince Rupert, British Columbia, Canadá.</p>
<p><strong>Distância total: </strong>765 km</p>
<p><strong>Tempo de viagem: </strong>Um dia e<strong> </strong>Duas noites.<strong></strong></p>
<p><strong>Trajeto:</strong> Pegamos a balsa pelo <em>Inside Passage </em>e, assim, nos despedíamos do Alasca.</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> No chão da sala de descanso, na balsa.</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> A comida da balsa não era das melhores, mas conseguimos dois sanduiches de graça no primeiro dia! J</p>
<p><strong>Pneu cheio</strong>: <strong>A oportunidade de conhecer novas pessoas</strong>, sem pressa e sem a rotina normalmente corrida da Expedição.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho</strong>: Dormir no chão do nunca é bom né!  <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif" alt=":D" class="wp-smiley" /> (hehehe)</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2008.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2529" title="IMG_2008" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2008-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Eram 16h do dia 07 de outubro e estávamos prontos para o embarque no ferry que nos levaria de Haines a Prince Rupert, numa viagem de 2 dias, parando para uma troca de embarcação apenas uma vez. Embarcamos com a Tana e zarpamos por volta das 17h em direção à Juneau, capital do estado do Alaska, onde trocaríamos de ferry para então partirmos finalmente à Prince Rupert, no Canadá. Paramos a Tana na balsa, junto a vários outros carros, e subimos para a para fazer um reconhecimento da embarcação.</p>
<div id="attachment_2537" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_18741.jpg"><img class="size-large wp-image-2537" title="IMG_1874" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_18741-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Entrando na balsa</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Essa rota que faríamos entre Haines (a norte) e Prince Rupert (mais a sul), navegando entre ilhas e o continente é conhecida como <em>Inside Passage </em>(em português, passagem interior). Nela não chegamos a passar pelo mar aberto e a impressão era que, como existe terra dos dois lados, estávamos descendo um grande rio. Montanhas cobertas de gelo, glaciares e às vezes até baleias são coisas normalmente vistas nessa rota (infelizmente a “alta temporada” de baleias tinha acabado há algumas semanas e não conseguimos ver nenhuma). Mas ainda assim, é uma paisagem surreal, principalmente quando você lembra que isso é uma simples “balsa” para os usuários rotineiros!</p>
<p style="text-align: justify;">Como não ficaríamos muito tempo nela, não nos preocupamos em procurar bons lugares, apenas ficamos no deck de observação ao ar livre assistindo a bela paisagem que passava diante dos nossos olhos enquanto ainda restava um pouco de luz do dia. A noite chegou rápido e logo descemos para jantar e nos preparar para desembarcar, pois Juneau já estava próxima e precisaríamos dirigir a Tana até o outro ferry.</p>
<div id="attachment_2538" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2115.jpg"><img class="size-large wp-image-2538" title="IMG_2115" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2115-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Passando o tempo</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Como não sabíamos ao certo quanto tempo tínhamos para sair de um ferry e embarcar no outro, fomos cuidadosos e assim que tudo estava ok já retiramos a Tana e a levamos para o ponto de espera para embarque da outra balsa. Entretanto, viemos a descobrir depois que nossas expectativas não eram muito reais: tivemos que esperar mais de 3 horas para o embarque. Bom, voltando um pouco, assim que paramos com a Tana na zona de espera percebemos que a entrada dos passageiros a pé estava prestes a ser liberada. Com isso, nos dividimos e 3 de nós fomos para a fila de passageiros sem carro, enquanto outros 2 ficaram esperando para dirigi-la ao navio quando autorizado. A entrada de pedestres parecia uma corrida. Vamos explicar o porquê: muitas pessoas não estão dispostas a pagar por cabines para dormir e, portanto, levam seus sacos de dormir e travesseiros para deitar em qualquer lugar público do navio e dormir. Nós, claro, nos encaixamos nessa categoria. Com isso, quando se abre a entrada para os passageiros todos que estão com essa intenção vão imediatamente em busca dos melhores lugares! Estávamos em 3, então nos separamos e logo fomos largando nossas tralhas onde achávamos ser um bom lugar. Após algumas voltas no navio descobrimos uma “salinha de descanso” que definitivamente era a melhor opção para dormir: chão “macio” (carpete), poucas janelas (o que a deixava escura) e com amplo espaço entre as cadeiras, ótimo para encaixarmos nossos sacos de dormir! Confirmamos nossa escolha logo que percebemos que várias pessoas foram atrás desse lugar hahaha.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2062.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2523" title="IMG_2062" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2062-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nesse meio tempo o Gabriel e o Gustavo, que acompanhavam a Tanajura, continuaram a esperar do lado de fora e acabaram fazendo amizade com outros motoristas que também aguardavam o embarque de seus veículos no navio. Mas um deles foi especial: o Jeremy – um encanador de aproximadamente 34 anos, muito inteligente e com uma grande história vida, com quem conversamos bastante inclusive dentro do navio (vamos contar logo mais). Já era quase meia noite, o frio começava a apertar. Já estávamos famintos e depois de quase 3 horas de atraso, finalmente conseguimos colocar a Tana na balsa. Próximo passo era procurar algo para comer, já que com a longa demora na troca dos navios não conseguimos comer nada. Tivemos sorte! A lanchonete já estava para fechar e a senhora então viu nossas caras famintas e ofereceu-nos dois sanduíches de graça! Partimos para dormir nos espaços que tínhamos reservado.</p>
<p style="text-align: justify;">Acordamos sem pressa no dia seguinte, pois este seria o dia que passaríamos apenas na balsa. Aproveitamos para ler bastante, escrever e jogar nosso jogo favorito de navios: o Uno! Hahaha. Mas um dos pontos altos da travessia foi poder conversar com outros passageiros e observar a belíssima paisagem de montanhas de neve, glaciares, pássaros que mergulhavam em busca de peixes, além das pequenas vilas que ficavam à margem do canal do <em>Inside Passage</em>, rodeadas por pinheiros. Foi nesse dia que pudemos conhecer melhor a história do Jeremy.</p>
<div id="attachment_2524" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1998.jpg"><img class="size-large wp-image-2524" title="IMG_1998" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1998-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Lendo, ouvindo música, descansando&#8230;</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A conversa com o ele começou ainda na noite do embarque em Juneau através da simples (e pra gente costumeira) curiosidade que a Tanajura despertou nele. “Diesel hein?! Legal! &#8230;Que tipo de freios vocês usam? &#8230;Legal esse para-choque! Que tipo de material vocês usaram? &#8230;Em quantas polegadas vocês levantaram ela?” Essas, dentre inúmeras outras perguntas mostravam que o Jeremy entendia de <em>off-road</em>. Na verdade ele nos dava uma aula. E, em instantes, mostrava-nos as revistas especializadas em <em>off-road</em> que ele assinava e as fotos de seu xodó! Um 4&#215;4 amarelo que mais parecia um <em>bigfoot</em> de tão alto! O Jeremy era encanador e nas horas livres levava seu 4&#215;4 para “brincar” (como ele falava) na lama do interior do Oregon, onde ele cresceu e onde seus pais e irmãos ainda moravam. O Jeremy ainda no embarque da Tanajura nos deu, também, uma aula sobre as cidades ali do <em>Inside Passage</em>. Nos contou sobre o tamanho das principais cidades e da “briga” política entre ambientalistas, políticos e moradores que se dividiam na opinião de criar uma estrada que conectasse Juneau (a capital do Alasca) ao resto do continente. Acontece que Juneau é uma pequena cidade rodeada de altas montanhas e glaciares e não possui estradas que os cortem e que permitam que a cidade fique mais facilmente “conectada com o resto do mundo”. Se por um lado isso impactaria o meio ambiente, a rica natureza da região e também o seu “status” de pequena e harmoniosa vila; por outro, seus moradores teriam outras opções de saída dali, o que representaria também uma alternativa ao sistema de balsas (como essa que estávamos pegando) e ao pequeno aeroporto da cidade – por sinal, ambos encarecem em muito os custos para sair e entrar à cidade. Portanto, por essa conexão não ser algo prático e trivial, os custos de vida da cidade são bastante elevados, principalmente com questões básicas como alimentação, uma vez que tudo chega ou de balsa ou de avião.</p>
<div id="attachment_2532" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1931.jpg"><img class=" wp-image-2532" title="IMG_1931" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1931-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Conversa com o Jeremy</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E a conversa com o Jeremy continuou no barco. Ele nos contou como era sua rotina de trabalho ali na região e como se comportava o sindicato ao qual ele pertencia. Relatou sobre as relações trabalhistas entre empresas, sindicato e profissionais de nível técnico, como ele. Muito interessante, pois pudemos conhecer um pouco da organização dessas relações, seus níveis de pagamento, suas vantagens e desvantagens para cada uma das partes envolvidas, principalmente se compararmos com o que acontece no Brasil, onde a demanda de mão-de-obra especializada está cada vez mais escassa. Poderia ser um modelo alternativo para nós, mas precisaria ser bem adaptado, pois os trabalhadores e sindicatos ficariam demasiadamente atrelados aos interesses das empresas, sem muita flexibilidade e com altos riscos em situações de crise no país.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o assunto que o Jeremy era mais sensível em discutir, e que mais nos alongamos, foi o aborto. Apesar de o assunto ser bastante polêmico (no mundo todo, inclusive), Jeremy expôs suas opiniões sobre isso, sobre como ele via a interferência do Estado no tema e também sobre como essa interferência poderia impactar e moldar o pensamento da sociedade estadunidense. Jeremy se casou ainda aos 15 anos e sua mulher e ele tentaram um filho quando ele ainda tinha 16, mas o bebê faleceu ainda na barriga da sua esposa. No ano seguinte tentaram de novo e desta vez tiveram seu primeiro filho. Outras tentativas ocorreram e Jeremy e sua esposa perderam mais 1 ou 2 filhos de aborto espontâneo antes de atingirem o número de 4 filhos que possuem hoje. As perdas abalaram muito a ele e sua esposa que estudaram bastante o tema. Hoje Jeremy questiona de forma muito lúcida a intervenção do Estado americano na saúde, uma vez que há um apoio e financiamento a métodos abortivos e um descaso com relação a pessoas carentes com doenças graves ou até em estado terminal (algo que não foi a primeira vez que ouvimos). Ele nos falou também sobre a questão do uso de armas no país e sobre como ele vê uma inversão de valores na sociedade e na educação como um todo. Jeremy buscou a religião há alguns anos atrás e suas filhas hoje fazem missões de ajuda a comunidades em situação de risco em países da América do Sul e África. Realmente uma história de vida incrível e que mexeu muito conosco e nos fez refletir bastante!</p>
<p style="text-align: justify;">O barco prosseguia e a paisagem do lado de fora era mesmo exuberante.</p>
<div id="attachment_2539" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1783.jpg"><img class="size-large wp-image-2539" title="IMG_1783" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1783-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Glaciares na paisagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_18381.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2541" title="IMG_1838" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_18381-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<div id="attachment_2542" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1992.jpg"><img class="size-large wp-image-2542" title="IMG_1992" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1992-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Deck de observação da balsa</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">No fim do segundo dia atracamos em Ketchikan, a parada onde desceria o Jeremy e, como íamos ficar 2 horas parados lá, ele nos convidou para ver o carro que tinha construído com as próprias mãos! Esperamos em um café próximo ao porto e em alguns minutos ele voltou acompanhado de sua esposa e com o carro para que conhecêssemos. O veículo era realmente uma engenhoca, todo modificado, com uma suspensão que o deixava muito mais alto que um carro normal, recortes no capô para respiração do motor, correntes de suporte para que o motorista consiga subir, tudo pensado nos mínimos detalhes. Pena que o tempo foi curto e logo tivemos que nos despedir para voltarmos ao barco, mas antes o Jeremy fez questão de orar por nós e pedir bênçãos para o nosso retorno à parte sul do continente.</p>
<div id="attachment_2544" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2099.jpg"><img class="size-large wp-image-2544" title="IMG_2099" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2099-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nós com o Jeremy, sua esposa e seu carro!</p>
</div>
<div id="attachment_2545" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2104.jpg"><img class="size-large wp-image-2545" title="IMG_2104" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2104-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Observando as modificações que o Jeremy fez</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Voltamos para o barco para nossa última partida de Uno. Eram quase 23h quando um homem passava gritando pelo restaurante do navio onde jogávamos nossas partidinhas: “There are some nice Northern Lights out there!” (<em>Northern Lights</em> é como eles chamam a Aurora Boreal). E lá fomos nós correndo para a parte superior da balsa onde havia um deck aberto para observação da vista. Não era de admirar o espanto daquele homem uma vez que são incomuns os casos de Aurora ali no sul do Alasca. E por quê? De uma forma simplista, e dado que não somos cientistas, podemos explicar a Aurora da seguinte forma: O sol, além de luz, emite também no espaço partículas carregadas de muita energia. Essas partículas ao se aproximarem da Terra são “absorvidas” pela nossa atmosfera e deslocadas para os polos do planeta (devido à atração magnética dos polos). Dessa forma essas partículas se chocam com os átomos da Terra (principalmente o Oxigênio, que respiramos, e o Nitrogênio) gerando um processo químico no qual se libera a luz. Por isso que as luzes emitidas por esse choque de partículas só podem ser vistas próximas aos polos da Terra! Uma vez que a luz emitida pelo sol é mais forte que as luzes emitidas por essas partículas, a Aurora só pode ser vista à noite, com o céu limpo, sem nuvens. Portanto, em dias de céu claro, quanto mais tarde, menos influência de luzes das cidades e mais próximo aos polos você estiver, mais fácil será de ver a Aurora. Normalmente essa combinação se dá mais próximo ao inverno, no qual as noites são mais longas e o clima (no caso do Alasca) é mais seco, sem influência de nuvens. Assim, somente explosões solares muito fortes são capazes de permitir que ela seja vista num lugar tão “distante” do polo, como ali onde estávamos! Algo incomum de acontecer! Eita sorte, hein!!!</p>
<div id="attachment_2528" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2106.jpg"><img class="size-large wp-image-2528" title="IMG_2106" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2106-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Aurora boreal dando a coloração esverdeada ao céu</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2110.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2553" title="IMG_2110" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_2110-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p>Coincidência ou não, aquela era nossa última noite ali no Alasca, pois no dia seguinte já atracaríamos no Canadá. A parada ali em Ketchikan com o Jeremy foi, oficialmente, nossa última parada no território do nosso primeiro objetivo (Alasca) e o marco do início de uma nova fase: a descida até Ushuaia, Terra do Fogo, ou chamada também de O Fim do Mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Novos ares estão por vir. E a viagem continua!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1701.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2546" title="IMG_1701" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/11/IMG_1701-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quer ver mais fotos desse nosso trajeto? Clique <a title="Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631939927951/" target="_blank">aqui</a>!</p>
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		<title>Denali National Park – Amigo urso, ônibus mágico e a magia da aurora</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Nov 2012 04:42:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 28/09/2012 à 30/09/2012 Saímos de: Coldfoot, AK Destino: Denali National Park, AK Distância: 590 km Tempo de viagem: 12 horas, tirando cerca &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/denali/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>28/09/2012 à 30/09/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Coldfoot, AK<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Denali National Park, AK</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> 590 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>12 horas, tirando cerca de 2 horas de parada em Fairbanks para jantar e relaxar, e outras paradas ao longo do caminho</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Tomamos a Dalton Highway de volta, até a Elliot Highway, que nos jogou novamente para Fairbanks. De lá, seguimos pela George Park Highway até a entrada do Denali National Park, próxima à cidade de Healy.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> <strong>Chão quentinho e gostoso da agência de correios do parque.</strong> Depois de passar um tremendo frio acampando na área de camping, o correio (post office) com o saguão aberto 24 horas foi a solução para não congelarmos durante a noite.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente:</strong> <strong>King crab (carangueijo) e mais salmão natural! </strong>Aproveitamos nossa passagem para saborear ainda mais das delícias culinárias do Alasca no <em>49th State Pub &amp; Restaurant.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: O balé mágico da Aurora Boreal! </strong>Depois de tanta ansiedade e pensamento positivo, finalmente fomos premiados por um espetáculo de luzes no céu do Denali.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: Parque parcialmente fechado! </strong>Infelizmente, não pudemos passar da milha 30 do Denali, uma vez que a estrada dali para frente estava fechada para a temporada de inverno. Chegamos cerca de 10 dias atrasados.</p>
<p style="text-align: justify;">Denali National Park – Amigo urso, ônibus mágico e a magia da aurora</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Depois de dias inesquecíveis na natureza selvagem, fomos presenteados com um espetáculo de luzes como nunca havíamos visto antes. O Denali é realmente um lugar especial, que, sem dúvida, já tem um espaço reservado para sempre em nossas lembranças.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Após atingirmos o ponto mais ao norte da nossa expedição, nas geladas montanhas do Atigun Pass, tomamos rumo ao sul. Saímos pela manhã de Coldfoot em direção ao famoso <em>Denali National Park and Preserve</em>. O parque engloba mais de 25.000 km² de montanhas, florestas e muita vida selvagem. Ali também é o lar do monte mais alto da América do Norte, o gigante Mckinley, com 6.194 metros.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1185.jpg"><img title="IMG_1185" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1185-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Monte Mckinley, cartão postal do parque</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com todo nosso esforço, não conseguimos chegar a tempo para ter o parque inteiro aberto para visita. As estradas que cortam o Denali são completamente visitáveis durante a temporada de verão, a partir de meados do mês de maio até setembro. A partir daí, com a chegada do frio e da neve na região, uma boa parte do parque é fechada aos visitantes. Ainda existe a possibilidade de participar de uma loteria para conseguir visitar o Denali inteiro de carro alguns dias após o fechamento das estradas, mas é algo muito difícil de se conseguir, devido à intensa concorrência.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0420.jpg"><img title="IMG_0420" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0420-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A partir de meados de setembro, o Denali fecha parte de suas estradas devido às condições climáticas</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0343.jpg"><img title="IMG_0343" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0343-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O branco da neve toma conta da paisagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Felizmente, não foi de todo mal termos perdido a data. A visita ao Denali no verão, a partir da milha 15, só pode ser feita com um ônibus disponibilizado pela administração do parque. Este circula regularmente pelos pontos de interesse ao longo das 91 milhas (146 km) de estrada que cortam o parque. Os visitantes podem descer e subir nas paradas que mais tiverem interesse.  Porém, não é permitido utilizar o próprio veículo neste período. Ou seja, se chegássemos a tempo nunca poderíamos rodar com a Tanajura no interior do parque.  Isso deixaria nossa parceira bastante sentida, tadinha! Então, no fim das contas, apesar de encontrarmos o Denali aberto apenas até a milha 30 (48 km), tivemos o prazer de levar a Tana conosco, o que tornou a visita ainda mais especial.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0779.jpg"><img title="IMG_0779" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0779-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura feliz de poder visitar o parque</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Já era fim de noite quando passamos pela entrada do parque. Em meio à escuridão, chegamos à única área de camping que não estava fechada para a temporada de inverno, já próxima à entrada do parque. O camping era bastante organizado, com espaços reservados, mesas e banheiros. E era de graça. Ainda havia alguns viajantes por ali, a maioria deles em seus gigantescos trailers (ou RVs &#8211; <em>Recreational Vehicles</em>).</p>
<p style="text-align: justify;">A temperatura girava em torno de 0ºC, enquanto nos prepáravamos para passar a noite. Ainda não tínhamos jantado e não havia nenhuma esperança de encontrarmos algo aberto àquela hora nas redondezas. Foi quando decidimos cozinhar uma sopinha que havíamos comprado no caminho. A tarefa se tornou bastante difícil com o frio e o vento gelado, que não deixavam que nosso forninho esquentasse nada na panela. De repente, a solução! Lembramos de um uma curiosa recomendação no site oficial do parque. Há uma agência de correios (<em>Post Office</em>) dentro do Denali, que tem o saguão aberto 24 horas. A mensagem indicava que era o lugar perfeito para quem queria fugir um pouco do frio do parque. Não sabíamos exatamente o que eles queriam dizer com isso, mas vimos nessa recomendação a única maneira de conseguirmos uma refeição naquela noite. Trouxemos os utensílios de cozinha para dentro, juntamente com a nossa mesa desmontável e preparamos uma sopinha gostosa em uma temperatura agradável dentro do post office.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0232.jpg"><img title="IMG_0232" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0232-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Jantar quentinho dentro dos correios</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Pensamos até em passar a noite por ali também, no saguão mesmo, mas decidimos testar nossa resistência ao frio do Alaska. Para quê? Antes tivéssemos ficado no correio mesmo! Fomos castigados durante a noite! Nem mesmo o aquecedor que compramos para tentar ajudar deu conta conforme a madrugada caía e o termomêtro baixava ao negativo.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0241.jpg"><img title="IMG_0241" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0241-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Manhã gelada no camping</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Apesar do frio, acordamos ansiosos no dia seguinte, quando finalmente poderíamos dar uma olhada no que o parque tem a oferecer. Passamos pelo<em> Murie Science and Learning Center,</em> um centro de informações que funcionava como o centro de visitantes na temporada de inverno, uma vez que os outros já estavam fechados. Conhecemos as trilhas e aprendemos sobre o parque e os animais que poderíamos encontrar no caminho, antes de partir para a natureza selvagem.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0530.jpg"><img title="IMG_0530" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0530-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Montanhas cobertas de neve enfeitam a paisagem</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Decidimos completar as milhas possíveis de carro (até a milha 30), aproveitando que o tempo estava relativamente aberto (pelo menos mais aberto que nos dias anteriores). A neve já tomava conta da paisagem e a lama da estrada a partir da milha 15. Fomos sem pressa, apreciando os cenários de montanha e os animais que vez ou outra davam as caras. No horizonte, quem aparecia era o gigantesco Monte Mckinley, cartão postal do parque. Seu nome é motivo de controvérsia. Os nativos alaskianos costumavam chamá-lo de Denali (“the high one” ou o grande na linguagem <em>Athabaska</em>), mas no fim do século XIX,  o dono de uma mineradora na região, deu o nome de Mckinley ao monte, como uma forma de suporte político ao então presidente William Mckinley. Apesar deste continuar sendo o nome oficial do monte, o povo do Alasca ainda prefere manter as tradições e chama-lo de Denali mesmo.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0900.jpg"><img title="IMG_0900" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0900-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista do monte Mckinley, ou Denali, segundo os nativos</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Chegamos à milha 30, onde uma cancela impedia dar sequência ao trajeto. Essa parada tem uma bela vista do Rio Teklanika, aquele que ficou famoso no cinema por impedir a passagem de Alexander Supertramp ou Christopher McCandless de volta à civilização no filme Na Natureza Selvagem (“Into the Wild”). Para quem não conhece, o filme conta a história de um jovem que decidiu romper seus laços com a sociedade e ter uma experiência pura na natureza. Este seguiu seu rumo justamente ao Denali, de onde nunca mais voltou. Lembrávamos do filme a todo momento dentro do parque. Até hoje discutimos se ele teve algum tipo de influencia nessa ideia maluca de ir para o Alasca de carro. O Teklanika que víamos ali não era o mesmo rio caudaloso do filme, já que no inverno as águas congelam e só voltam a ganhar volume com o derretimento da neve no verão. Comprovamos que McCandless provavelmente não teria problemas para atravessá-lo alguns meses mais tarde. Para quem não conhece o filme, fica a recomendação! Muito bom!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0453.jpg"><img title="IMG_0453" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0453-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Rio Teklanika congelado no outono</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Estávamos tirando algumas fotos na nossa volta, quando uma simpática guarda-parque estacionou ao nosso lado e perguntou se havíamos visto alguma vida selvagem. “<em>Have you seen any</em> <em>wildlife?</em>”, perguntou com um sorriso no rosto. Paramos para pensar e realmente havíamos visto muito pouco naquele dia. Mas mal sabíamos que era por pouco tempo&#8230;</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0494.jpg"><img title="IMG_0494" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0494-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Parada para foto na estrada</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Seguíamos na estrada quando, de repente, demos de frente com um gigantesco urso <em>grizzly</em>!!! Estava bem ali, no meio da estrada, caminhando sem preocupações. Se fosse um desenho animado provavelmente estaria cantando alguma música daquelas bem felizes. Ele se assustou ao ver a Tanajura e correu direto para a neve. Felizmente, depois de alguns segundos, o urso pensou duas vezes e resolveu continuar caminhando próximo à pista. Ele acompanhou a Tanajura de perto por alguns metros, como se fossem bons amigos. Foi de arrepiar ver o urso assim tão de perto!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0536.jpg"><img title="IMG_0536" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0536-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nosso amigo urso se assustou com a Tanajura&#8230;</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><img title="IMG_0564" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0564-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" />
<p class="wp-caption-text">&#8230;fugiu para a neve&#8230;</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0571.jpg"><img title="IMG_0571" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0571-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">&#8230;olhou desconfiado&#8230;</p>
</div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<div id="attachment_2406" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0562.jpg"><img class="size-large wp-image-2406" title="IMG_0562" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0562-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">&#8230;deu uma risadinha&#8230;</p>
</div>
<div id="attachment_2378" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0584.jpg"><img class="size-large wp-image-2378" title="IMG_0584" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0584-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">&#8230;e voltou a correr ao lado da Tanajura!</p>
</div>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0617.jpg"><img title="IMG_0617" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0617-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">E cruzou o rio a nado!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Como ainda tínhamos um tempinho de luz do dia, decidimos fazer um trilha para terminar o passeio. Paramos na milha 15, para fazer o caminho que circunda o <em>Savage River</em>. No centro de visitantes nos disseram que era aonde teríamos mais chances de ver vida selvagem. Com o urso que vimos nas redondezas, não saímos do carro sem nosso spray de pimenta em mãos. Os ursos podem parecer fofinhos e bonitos, mas se resolverem partir para cima, não há quem segure. Seguimos as indicações dos folhetos informativos e fomos conversando alto o caminho inteiro, para chamar a atenção para nossa presença. Ursos não gostam de ser surpreendidos. Aumentamos ainda mais o volume depois de vermos as pegadas frescas na neve, que no fim nem de urso eram. No fim, não tivemos sorte (ou azar) por ali, e não cruzamos com nenhum animal. Mas já estávamos bastante satisfeitos com a nossa experiência com o grizzly horas antes.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_03071.jpg"><img title="IMG_0307" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_03071-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Savage River, local onde fizemos nossas trilhas</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0715.jpg"><img title="IMG_0715" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0715-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A trilha seguia a margem do rio</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0682.jpg"><img title="IMG_0682" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0682-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Pegada de coiote (provavelmente) na neve</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Saímos do parque no fim de tarde em direção à cidade de Healy para jantarmos. No caminho, vimos um restaurante que parecia simpático, o <em>49th State Pub &amp; Restaurant</em>. Havia bastante movimento, então decidimos dar uma olhada para ver o que ele tinha de tão especial. Foi quando deu um nó em nossa cabeça. O ônibus mágico de Christopher McCandless (do filme Na Natureza Selvagem – <em>Into the Wild</em>) estava paradinho na nossa frente! Mas o que ele estava fazendo ali?? Não deveria estar no meio da floresta?? Depois de alguns minutos de confusão, encontramos a resposta no cardápio do restaurante. O ônibus que estava ali era o que foi usado nas filmagens do filme. Ele funciona como uma espécie de museu, contando a história de McCandless a partir de cópias de fotografias e anotações, que ele mesmo registravam ao longo de sua viagem.</p>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0810.jpg"><img title="IMG_0810" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0810-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Trombamos com o ônibus mágico!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0807.jpg"><img title="IMG_0807" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0807-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Se falassem que era o real, acreditaríamos!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0821.jpg"><img title="IMG_0821" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0821-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O cenário do filme e quadros com a história de Chris</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Quando viemos ao Alasca buscamos diversas informações sobre a Stampede Trail, que leva até o ônibus que ficou famoso no cinema. Porém, descobrimos que a trilha não é usualmente feita e ainda é muito perigosa. Pouquíssimos guias conhecem o trajeto, que levaria alguns dias na floresta para ser completado. Algumas pessoas por sinal, perderam-se no parque ou até morreram tentando completá-la. O próprio site oficial do Christopher McCandless, mantido por seus familiares, recomenda às pessoas que não façam a trilha. O motivo do ônibus do filme estar ali era exatamente este. O dono do restaurante diz que comprou o ônibus das produtoras do filme a fim de que ele estivesse disponível para as pessoas tirarem suas fotos sem arriscar suas vidas por elas. Ele se sensibilizou com o caso de uma turista europeia que se afogou no rio Teklanika tentando chegar ao ônibus. Aliás, foi curioso ver como todos os locais criticam a estupidez de Chris nas suas decisões. No fim das contas, para nossa surpresa (e alegria!), sem esperança alguma, conseguimos nossa foto com o ônibus mágico!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0807B.jpg"><img title="IMG_0807B" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0807B-1024x696.jpg" alt="" width="423" height="287" /></a>
<p class="wp-caption-text">Todo mundo se arriscou na pose!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Depois de um jantar bastante farto, com direito a King Crab e King Salmon (uma delícia!), seguimos para mais uma noite gelada no parque. Só que dessa vez o termômetro já marcava temperatura negativa. Se já tínhamos passado frio na noite anterior, imagina agora. Foi quando o post office apareceu novamente par salvar a nossa vida. “Hoje não tem escapatória, vamos dormir no chão mesmo!!”, pensamos. E foi o que fizemos, até que uma senhora que queria checar sua caixa postal nos despertou pela manhã. Mas tudo bem, por incrível que pareça, foi uma boa (e quentinha) noite sono!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0843.jpg"><img title="IMG_0843" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0843-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Carangueijo (King Crab) e salmão (King Salmon) do Alasca! Sem igual!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1242.jpg"><img title="IMG_1242" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1242-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Correio aquecido nos convida para passar a noite!</p>
</div>
<div id="attachment_2462" style="width: 328px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/photo-2.jpg"><img class=" wp-image-2462" title="photo-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/photo-2-768x1024.jpg" alt="" width="318" height="382" /></a>
<p class="wp-caption-text">Caminha confortável no chão dos correios</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"> Mais um dia no parque, pegamos a Tanajura para dar uma volta em busca de vida selvagem. Dessa vez não vimos nosso amigo urso de perto, mas alguns outros apareciam na floresta. Alces e renas também davam as caras de vez em quando. Passamos pelos canis, onde os cães treinados para os trenós faziam a festa para nossa visita. Todos eles Huskies alaskianos, um mais bonito que o outro.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0873.jpg"><img title="IMG_0873" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0873-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Husky Alaskiano sorrindo para foto</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0856.jpg"><img title="IMG_0856" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0856-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Olhos atentos!</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0869.jpg"><img title="IMG_0869" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0869-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Baita moleza!</p>
</div>
<p>Fizemos outra trilha no Savage River, dessa vez subindo a montanha para uma bela vista de cima do parque. A caminhada durou cerca de uma hora e meia e teve direito a subidas um tanto quanto inclinada e com gelo. Mas a vista vale o esforço.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0999.jpg"><img title="IMG_0999" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0999-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Subindo para a vista do alto</p>
</div>
<div style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0928.jpg"><img title="IMG_0928" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0928-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bastante neve e frio no caminho</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0956.jpg"><img title="IMG_0956" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0956-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Vista da trilha</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O tempo havia melhorado em relação aos dias anteriores, sendo que as nuvens carregadas que cobriam o céu na maior parte do tempo haviam se dissipado em sua maior parte. Era a nossa esperança! Nos últimos dias, apesar de todo pensamento positivo, o tempo esteve fechado, impedindo que conseguíssemos ver o fenômeno que mais nos instigava na região, a Aurora Boreal. Durante todo nosso caminho, desde o Yukon até o Alasca, estávamos buscando essa maravilha, mas sem sucesso até então. Para aumentar nossa expectativa, o Denali costuma ser um ótimo local para observar a explosão de cores no céu durante a noite.</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0653.jpg"><img title="IMG_0653" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0653-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Felizes com o tempo aberto!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Daquele dia não passava, era agora ou nunca!!! O céu finalmente aberto, as previsões para Aurora boas, um frio danado (dizem que a Aurora aparece com mais intensidade nos dias frios) e nós de vigília. Estávamos dentro do carro esperando o espetáculo. Ficaríamos o tempo que fosse!! Foi quando vimos de longe uma mancha tímida no céu. Seria aquilo a tão famosa Aurora?? Descemos do carro para checar. Estávamos quase nos decepcionando quando um faixo verde cruzou os céus. Ele se movia de um lado ao outro como se estivesse dançando. Quando nos demos conta, as luzes dançantes estavam por todas as partes. Verde, roxo, rosa, as cores variavam! Ficamos extasiados, admirando aquela maravilha! Difícil explicar em palavras e fotos a sensação, mas era como se fosse algo realmente mágico estivessem acontecendo. E curiosamente, a lua estava mais cheia do que nunca, talvez a mais luminosa de toda a viagem. Em teoria, a lua cheia desse jeito deveria atrapalhar nossa visão da aurora, mas preferimos pensar que ela só tenha deixado o cenário mais bonito!</p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1220.jpg"><img title="IMG_1220" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1220-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Show de luzes na Aurora Boreal!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1202.jpg"><img title="IMG_1202" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1202-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O verde toma conta do céu!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1219.jpg"><img title="IMG_1219" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1219-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Não parece de verdade!</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1153.jpg"><img title="IMG_1153" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1153-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A lua brilhava forte no céu</p>
</div>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1230.jpg"><img title="IMG_1230" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_1230-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Mais cheia, impossível!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Nossos dias no Denali não poderiam terminar de maneira melhor. A Aurora veio para coroar uma das experiências mais intensas e diferentes que tivemos na expedição até aqui. Seguimos em frente, ainda há muito o que explorar!</p>
<p style="text-align: justify;">Para ver mais fotos do Denali, <a href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631890658570/with/8139503270/" target="_blank">clique aqui</a>!</p>
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		<title>A Estrada de Gelo rumo ao Extremo Norte das Américas</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Oct 2012 10:45:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<category><![CDATA[Alaska]]></category>
		<category><![CDATA[Ártico]]></category>
		<category><![CDATA[Atigun Pass]]></category>
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		<category><![CDATA[Curiosidades Alasca]]></category>
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		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Extremo norte]]></category>
		<category><![CDATA[Finger Mountain]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza Selvagem]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 26/09/2012 a 27/09/2012 Saímos de: Fairbanks, Alasca Destino final: Ponto mais ao norte da Expedição 4&#215;1: 68°24.168’ de Latitude Norte (ao norte &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/dalton-highway/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data:</strong> 26/09/2012 a 27/09/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Fairbanks, Alasca</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino final: </strong>Ponto mais ao norte da Expedição 4&#215;1: 68°24.168’ de Latitude Norte (ao norte do Círculo Polar Ártico e da cidade de Coldfoot – Alasca)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância total: </strong>525 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>10 horas incluindo paradas.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Fairbanks e logo apanhamos a <em>Dalton Highway</em> rumo a Coldfoot.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> Na casa de um norueguês em <em>Wiseman</em> e no único “hotel” de Coldfoot.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de bom:</strong> Sanduíche de Salmão, próximo ao rio <em>Yukon</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio:</strong> Poder atingir o Círculo Polar Ártico e conhecer a Tundra!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho:</strong> O clima – que estava muito nublado – e o alto preço do “hotel” em Coldfoot.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“De todos os lugares realmente selvagens que ainda restam na Terra, nenhum é tão majestoso quanto o Ártico. Hoje, essa imperdoável paisagem se tornou quase impossível de ser habitada. Mas para as famílias que vivem aqui, o Ártico é um lar.” (tradução livre de narrativa da atriz Meryl Streep no documentário ‘To The Arctic’).</em></p>
</blockquote>
<div id="attachment_2417" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/18.jpg"><img class="size-large wp-image-2417" title="1" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/18-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O Alasca dentro do Círculo Polar Ártico</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Acordamos sob o sol forte e seco de Fairbanks e, embora a temperatura girasse em torno dos 5°C, o frio não incomodava tanto. No planejamento inicial, quando saímos de São Paulo, a ideia era ir somente até Fairbanks, e dali começar a “descer”. Mas após a visita ao <em>Museum of the North</em> e de lermos os posts e comentários do Rodrigo e da Ana (da expedição ‘1000 Dias Por Toda América’) não resistimos à tentação de ir conhecer um dos ambientes mais inóspitos e de difícil sobrevivência na Terra. Tínhamos que tocar o Ártico!</p>
<p style="text-align: justify;">Recolhemos nossas barracas e montamos o café da manhã ali mesmo no estacionamento do supermercado <em>Safeway. </em>Partimos por volta das 10h e logo apanhamos uma das mais isoladas estradas: a <em>Dalton Highway</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A <em>Dalton </em>conecta a <em>Elliot Highway</em> (ao norte de Faibanks) até a cidade de Deadhorse (que na verdade está mais para uma vila com meros 50 habitantes permanentes) e é a última parada antes dos campos de petróleo de Prudhoe Bay, no Oceano Ártico! Por esse motivo, Prudhoe Bay é considerada (de forma não oficial) o ponto mais ao norte da Rodovia Pan-americana! E assim, partimos em busca de encontrarmos também o ponto mais ao norte da nossa Expedição!!!</p>
<div id="attachment_2418" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/21.jpg"><img class="size-large wp-image-2418" title="2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/21-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Bruno apontando o norte no início da Dalton Highway!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A Dalton Highway, por si só, é um atrativo a parte. A estrada não é asfaltada em alguns trechos por conta do excesso de neve (em boa parte do ano) e dos pesados caminhões que desgastam a pista. Assim, muitos trechos se tornam um grande lamaçal e até escorregadios, por conta de chuvas ou gelo na pista. A Dalton foi construída para acompanhar o longo oleoduto (<em>pipeline)</em> que sai dos campos de petróleo em Prudhoe Bay rumo a Valdez, no sul do Alasca. Dessa forma, além de caminhoneiros que trabalham direta ou indiretamente em serviços relacionados aos campos de petróleo de Prudhoe Bay, somente alguns caçadores ou turistas curiosos encaram essa implacável estrada rumo ao Ártico!  Mas apesar de remota, a estrada recebe diariamente o fluxo de aproximadamente 200 caminhões e serve de apoio à manutenção dos complexos dutos que são feitos especialmente para aguentarem o duro inverno de temperaturas de até -50°C!</p>
<div id="attachment_2419" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/32.jpg"><img class="size-large wp-image-2419" title="3" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/32-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O gasoduto ao lado da Dalton Highway!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">E assim fomos nós, lentamente rumando ao norte. Cerca de 3 horas e meia depois da saída de Fairbanks e com quase 220 km percorridos, cruzávamos o <em>Yukon </em>River. Foi quando resolvemos parar em uma das raras lanchonetes da estrada, assentada próximo à margem do rio. Comemos um delicioso sanduíche de hambúrguer de salmão com salada de batata! E claro que chamamos a atenção de outros caminhoneiros que ali se encontravam. Afinal, destoávamos em idade e aparência do resto daqueles experientes senhores de barba grisalha e pele clara. Um deles &#8211; que almoçava com um rapaz mais jovem, companheiro seu de trabalho &#8211; veio até nossa mesa curioso em saber quem eram os donos daquela caminhonete preta com placa de São Paulo! “Vocês realmente vieram de São Paulo até aqui?!” Perguntou o senhor, enquanto apontava onde ficava São Paulo para seu jovem companheiro, num grande mapa-múndi pendurado na parede do restaurante. “Sim senhor!” – respondemos contentes. Contamos todo nosso roteiro e ele afirmou que estávamos no limite do período ideal de passar por aquela região. Conversa vai, conversa vem, eles nos recomendaram seguir até o <em>Atigun Pass</em>, dentro do <em>Brooks Range </em>(uma cadeia de montanhas bem ao norte do Círculo Polar Ártico)<em>. </em>Olhamos no mapa onde ficava e seguimos!</p>
<div id="attachment_2446" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Mapa-Rota-norte-Alasca.jpg"><img class="size-medium wp-image-2446" title="Mapa Rota norte Alasca" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Mapa-Rota-norte-Alasca-300x163.jpg" alt="" width="300" height="163" /></a>
<p class="wp-caption-text">De baixo pra cima: A -Fairbanks; B -Círculo Polar Ártico; C -Coldfoot; D -Atigun Pass &#8211; ALASKA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O tempo nublado e a gradual diminuição de árvores ao longo da estrada (quanto mais ao norte avançávamos) dava um ar meio mórbido ao visual. Quando, de repente, avistamos uma família de <em>grizzly bears</em> (ursos pardos) ao lado da pista! Os pobres ursos correram assustados da Tanajura provavelmente imaginando o que aquela “coisa” preta e gigante fazia ali em seu remoto território.</p>
<p style="text-align: justify;">A propósito, é nesse território que se encontra a tundra! (alguém se lembra dela dos tempos de escola?!) Situada entre as posições 60° e 75° de latitude norte, a tundra é uma vegetação <strong>tipicamente rasteira</strong>! Coberta de gelo em boa parte do ano ou com solo encharcadiço durante os 2 meses de verão na região (uma vez que o fraco calor e a baixa drenagem do solo demoram a absorver o derretimento da neve), o que mais impressiona na tundra é o fato de <strong>não apresentar árvores!!! </strong>Isso mesmo<strong>,</strong> a vegetação predominante é de musgos, liquens e arbustos baixos que se aproveitam das temperaturas máximas de 12°C do verão (As máximas são de 12°C nos dias mais quentes!!!) quando ocorre uma “explosão” de vida vegetal. Essa “explosão” permite com que algumas aves, lebres, ovelhas, renas, bisões e caribus se alimentem bastante para enfrentarem o longo período de inverno!</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_2421" class="wp-caption aligncenter" style="width: 433px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/52.jpg"><img class="size-large wp-image-2421" title="5" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/52-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">O primeiro contato da Expedição 4&#215;1 com a tundra!</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;"> Nosso primeiro e mais impressionante contato com a tundra deu-se no Finger Mountain uma região ao longo da <em>Dalton Highway</em> onde, incrustado em seu centro, encontra-se uma protuberante rocha granítica em formato de dedo (Finger Rock) que demarca um dos principais territórios onde os nativos dos Alasca caçavam no passado. Era um visual daqueles de como imaginaríamos um mundo sem vida. Mas ao passo que parece morta, a tundra impressiona por aqueles poucos remanescentes de vida e líquens que cruzam nosso caminho antes da chegada do longo e rigoroso inverno&#8230;. O frio aumentava e a temperatura já estava abaixo de zero. Lemos as placas informativas que nos ensinaram sobre a flora e a fauna da tundra (ali próximo à <em>Finger Rock</em>) e prosseguimos pela <em>Dalton Highway</em> rumo a Coldfoot.</p>
<div id="attachment_2420" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/42.jpg"><img class=" wp-image-2420" title="4" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/42-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Uma ovelha posou para foto em meio ao frio do Ártico!</p>
</div>
<div id="attachment_2422" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/62.jpg"><img class="size-large wp-image-2422" title="6" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/62-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Finger Rock, local onde há milhares de anos nativos caçadores observavam os mamutes caminhando pela Tundra &#8211; em Finger Mountain, AK</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mais algumas dezenas de quilômetros rodados e chegávamos a um dos marcos mais importantes da Expedição 4&#215;1 até o momento: a placa do Círculo Polar Ártico!!! Uma leve chuva fina começava a cair daquele céu carregado como que nos alertando que estávamos entrando em um dos lugares mais exóticos e intocáveis da vida selvagem na Terra. Paralelo à linha do Equador, o Círculo Polar Ártico é um dos 5 principais círculos de latitude do nosso planeta e corta a <em>Dalton Highway</em> na posição 66°33’ de latitude norte! Essa zona fria apresenta uma média de temperatura de somente 10°C durante os meses mais quentes; e todas as regiões dentro do círculo possuem ao menos um dia com 24 horas de sol (no verão) ou sem sol (no inverno)!!! Por isso, os territórios mais ao norte do círculo polar ártico podem ser severos com muitos animais e plantas que o habitam. A cidade mais populosa das Américas dentro do círculo Ártico é a cidade de Barrow, no Alasca, com aproximadamente 4.000 habitantes!</p>
<div id="attachment_2423" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/72.jpg"><img class="size-large wp-image-2423" title="7" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/72-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Expedição em frente à placa do Círculo Polar Ártico na Dalton Highway, AK</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2445" style="width: 249px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Arctic_circle.png"><img class="size-medium wp-image-2445" title="Arctic_circle" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/Arctic_circle-239x300.png" alt="" width="239" height="300" /></a>
<p class="wp-caption-text">linha azul demarcando o círculo polar ártico</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Por volta das 20h e após mais de 400Km e muitas fotos chegávamos em Coldfoot! <strong>Com apenas 10 habitantes permanentes (isso mesmo, dez!!!)</strong>,  Coldfoot serve como uma parada para caminhoneiros que rumam à Prudhoe Bay. E, junto com Wiseman (vila ao lado de Coldfoot), é a última opção de habitação antes de Deadhorse – E ai? Ficaram surpresos com o fato de só terem 10 pessoas e alguns caminhoneiros em Coldfoot?! Pois imaginem então nossa reação ao ver que no meio de 5 caminhões ali estacionados encontramos uma mini-van do Brasil!!! – Não acreditávamos!! Como era possível ali no final da América do Norte, em uma vila contendo naquele momento menos de 40 pessoas encontrarmos um casal de brasileiros que faziam uma expedição com seus filhos novinhos desde Santa Catarina! INACREDITÁVEL!! Os brasileiros vão dominar o mundo! <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<div id="attachment_2425" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/92.jpg"><img class="size-large wp-image-2425" title="9" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/92-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Surpresa em Coldfoot! O veículo dos brasileiros da Expedição &#39;Familia na Estrada&#39;</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2424" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/82.jpg"><img class="size-large wp-image-2424" title="8" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/82-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A pequena Coldfoot, Alasca</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Bem, Coldfoot possui apenas um único hotel/restaurante e uma bomba de gasolina e, portanto, o preço do “hotel” é uma “bagatela” de 200 dólares para um quarto para duas pessoas! Conversamos com o proprietário, contamos da expedição, da nossa restrição orçamentária, etc. e etc. e depois de muito insistirmos ele nos ofereceu o preço de familiares, chegando ao preço de 100 dólares por quarto para duas pessoas. O preço ainda era salgado para nós. Assim, seguimos em direção à vila de Wiseman na esperança de arrumarmos algo a um preço melhor. Em 5 minutos entrávamos na vila que foi fundada ao redor de 1919 por mineradores e hoje conta com 7 casas e aproximadamente 14 habitantes permanentes. As primeiras casas que avistamos estavam vazias e a neve começava a cair dificultando a nossa visão em meio às ruas estreitas e irregulares de Wiseman. Depois de rodamos um pouco e não encontrarmos os dois alojamentos que deveriam existir ali, avistamos uma fumaça saindo da chaminé da única casa que parecia habitada. O Gustavo tomou coragem e bateu à porta. Um Norueguês de aproximadamente 40 e poucos anos atendeu e logo lhe mostrou como chegar a ambos os locais. Rodamos, abordamos ambos os alojamentos e nada feito. Um estava lotado por estar recebendo um grupo de caçadores e o outro não aceitava 5 pessoas em um único quarto. Nossa única opção parecia ser voltarmos para Coldfoot e pagarmos os 100 dólares. Mas não estávamos contentes com isso e resolvemos mais uma vez perguntar ao Arild (o nome do Norueguês) se não havia mais nada pela região. O Gustavo novamente bateu em sua porta e explicou-lhe sobre a viagem e nossa busca por um lugar para ficar. Então Arild perguntou: “Em quantos vocês são”? “Somos em 5” – respondeu o Gustavo. “Caramba! 5 em um único carro? E por tantos quilômetros?! Então acho que não irão se incomodariam em ficar aqui, certo? A casa é pequena, mas dá pra acomodar.” Genial!!! Sem hesitar aceitamos o convite, e embaixo da neve que caía, retiramos algumas coisas da Tanajura e corremos para dentro da casa. O Arild nos ofereceu umas cervejas e fizemos um lanche (com algumas coisas que tínhamos no carro) enquanto batíamos um longo papo com ele. Arild construiu aquele chalé durante 3 verões e ali ele realizara um sonho de infância: ter uma casa num lugar remoto no Alasca! Conversamos sobre nossos países e culturas, sobre o Alasca, sobre a cultura americana&#8230;e o papo se estendeu até mais de 23h30.</p>
<div id="attachment_2427" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/112.jpg"><img class="size-large wp-image-2427" title="11" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/112-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">A casa do Arild, em Wiseman, AK</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2426" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/102.jpg"><img class=" wp-image-2426" title="10" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/102-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Expedição 4&#215;1 junto com o Arild, em Wiseman, AK</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte ao guardarmos nossas coisas novamente no carro notamos que havíamos quebrado um dos parafusos que serviam de apoio para a abertura da barraca. Munido de ferramentas e parafusos que possuía da construção de sua casa, o Arild nos deu uma mãozinha e em 15 minutos estávamos com a barraca consertada! Tiramos algumas fotos, nos despedimos e estava na hora de partir. Saíamos em busca do ponto mais ao norte da Expedição!</p>
<div id="attachment_2428" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/122.jpg"><img class="size-large wp-image-2428" title="12" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/122-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Arild nos dando uma &quot;mãozinha&quot; com a barraca, em Wiseman, AK</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_2429" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/131.jpg"><img class="size-large wp-image-2429" title="13" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/131-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Foto em frente a casa do Arild com a bela vista das montanhas ao fundo em Wiseman, AK</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Partíamos para desvendar um pouco mais da tundra e seguir até um dos trechos considerados mais perigosos da <em>Dalton Highway</em> no inverno. A estrada é apresentada em alguns seriados da TV americana como o ‘<em>Ice Road Truckers’</em> (Caminhoneiros de estradas de gelo) e o ‘<em>America’s Toughest Jobs</em>’ (Empregos mais difíceis da América) e já apareceu também no programa da BBC chamado <em>World’s Most Dangerous Roads</em> (estradas mais perigosas do mundo). A estrada tem toda essa fama principalmente pela enorme quantidade de neve que cai por lá em boa parte do ano e, principalmente, pela passagem pelo <em>Atigun Pass</em> (aquela que o senhor e o rapaz nos recomendaram no restaurante que almoçamos no dia anterior). O <em>Atigun Pass </em>é o desfiladeiro mais alto do Alasca aberto o ano todo e é o único meio de cruzar a cordilheira de montanhas chamada Brooks (Brooks Range) por vias terrestres. Devido a sua inclinação e a quantidade de neve ao longo da maior parte do ano, ele é responsável por inúmeras avalanches e por jogar muitos caminhoneiros para fora da pista! Também, a partir desse estreito em meio às montanhas do Brooks Range, são divididos os rios do Alasca que correm sentido ao Oceano Ártico daqueles que correm sentido ao Pacífico.</p>
<div id="attachment_2430" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/141.jpg"><img class="size-large wp-image-2430" title="14" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/141-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Início da Brooks Range</p>
</div>
<div id="attachment_2431" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/151.jpg"><img class="size-large wp-image-2431" title="15" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/151-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura posa pra foto antes de encarar o trecho mais perigoso da Dalton Highway</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Chegamos ao <em>Atigun Pass</em> após quase 3 horas e paramos para algumas fotos. A estrada estava coberta de neve e a visibilidade cada vez mais comprometida. Descemos o desfiladeiro devagar e percorremos mais algumas dezenas de quilômetros sem ter certeza se deveríamos seguir até Deadhorse – com a esperança de chegarmos à Prudhoe Bay e ver o Oceano Ártico – ou se voltaríamos. Mas as notícias que tínhamos eram de que as chances de acomodação em Deadhorse eram mínimas; e que os ônibus que são autorizados a levarem turistas por Prudhoe Bay até o Oceano Ártico tinham encerrado suas atividades há uma semana. Sendo assim, não valia mais a pena correr risco e seguirmos mais ao norte. Decidimos então seguir mais alguns quilômetros e acabamos atingindo a posição 68°24’ de Latitude Norte!</p>
<div id="attachment_2432" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/161.jpg"><img class="size-large wp-image-2432" title="16" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/161-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">-9 graus Celsius e muita névoa no meio do Atigun Pass &#8211; um dos trechos mais perigosos da Dalton Highway</p>
</div>
<div id="attachment_2433" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/171.jpg"><img class="size-large wp-image-2433" title="17" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/171-1024x635.jpg" alt="" width="423" height="262" /></a>
<p class="wp-caption-text">Madalena aponta os 68 graus e 24 minutos de latitude Norte! O ponto mais extremo norte da Expedição 4&#215;1!</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Essa posição foi um grande marco em nossas vidas. Não somente era o fim da nossa “subida” e o ponto que marcaria o retorno ao sul do continente, mas era também o provável ponto mais próximo que chegaríamos a alguns dos pólos da Terra, por vias terrestres, em nossas vidas. Ainda que (por vias terrestres) o Ushuaia seja o limite ao sul das Américas, sua posição geográfica com relação ao Pólo Sul é muito mais afastada do que aquele ponto ali no Alasca é em relação ao Pólo Norte. Como o Rodrigo da expedição ‘1000 dias pela América’ explica em seu post sobre a passagem deles por Coldfoot, a América do Norte está muito mais ao norte do que a América do Sul está ao Sul. Ou seja, se estivéssemos na mesma latitude que atingimos de carro ali no Alasca (68°), mas ao Sul ao invés de norte, estaríamos muito além de Ushuaia. Estaríamos na verdade na península da Antártica!!! Incrível pensar nisso né?!</p>
<div id="attachment_2434" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/181.jpg"><img class="size-large wp-image-2434" title="18" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/181-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nossa marca no ponto mais extremo norte que a Expedição atingiu, na Dalton Highway, AK</p>
</div>
<p>Era hora de voltar. Rumo ao Sul! Depois dessa conquista, iniciamos o retorno em direção à Coldfoot! Desta vez não tínhamos outra opção, tivemos que pegar o quarto de duas camas por 100 dólares. Três de nós dormimos no chão e, na manhã seguinte, partimos para um dos principais destinos turísticos do Alasca: <em>Denali National Park</em>!</p>
<div id="attachment_2435" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/19.jpg"><img class="size-large wp-image-2435" title="19" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/19-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Nosso quarto de hotel em Coldfoot, AK!</p>
</div>
<p>Quer ver mais fotos?? Não deixe de conferi-las, é só <strong><a title="Alasca - Extremo Norte das Américas" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631858537053/with/8125373815/" target="_blank">clicar aqui!</a></strong></p>
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		<title>Um lugar chamado Alasca</title>
		<link>http://4x1.com.br/alasca-intro/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Oct 2012 15:58:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Alasca]]></category>
		<category><![CDATA[Alaska]]></category>
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		<category><![CDATA[Curiosidades Alasca]]></category>
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		<category><![CDATA[História Alasca]]></category>
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		<category><![CDATA[Museum of the North]]></category>
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		<category><![CDATA[Sitka]]></category>
		<category><![CDATA[University of Alaska]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 25/09/2012 Local: Fairbanks, AK (introdução ao Alasca) Onde dormimos: Acampamos no estacionamento do supermercado Safeway em North Pole, ao lado de Fairbanks. &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/alasca-intro/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data:</strong> 25/09/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Local: </strong>Fairbanks, AK (introdução ao Alasca)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> Acampamos no estacionamento do supermercado Safeway em North Pole, ao lado de Fairbanks.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de bom:</strong> Um delicioso salmão genuinamente pescado no Alasca!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio:</strong> A visita ao <em>Museum of the North</em> na Universidade do Alasca.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho:</strong> a passagem por Fairbanks foi rápida, então não teve nenhum <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Era no dia 24 de Setembro de 2012 que alcançávamos um dos principais objetivos da Expedição 4&#215;1: o Alasca! </em></p>
<div style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_09591.jpg"><img title="IMG_0959" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_09591-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">O sol dá as boas-vindas em um dos parques do Alasca &#8211; Denali National Park!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Após a passagem pela fronteira percorremos os últimos quilômetros daquele mágico 24 de Setembro. Seriam mais 450 km até nossa primeira parada no Alasca: a cidade de <em>North Pole</em>. Tínhamos acabado de jantar em Delta Junction e estávamos bastante cansados. A ideia inicial era ir até Fairbanks (seriam somente mais 20km) mas decidimos parar na simpática cidade onde fica a Casa do Papai Noel! Isso mesmo, aproveitando-se do nome North Pole (ou Pólo Norte, em português), a cidade possui uma casa do Papai Noel com coisas temáticas de Natal, é claro! Uma curiosidade é que, graças a isso tudo, os correios da cidade recebem anualmente centenas de milhares de cartas de crianças americanas que enviam, todo ano, seu pedido ao bom velhinho! <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" />  Com todos os acampamentos da região fechados por conta da chegada do inverno, resolvemos montar nossas barracas no estacionamento do supermercado Safeway! E deu tão certo que acabamos repetindo a dose na noite seguinte. (Embora a temperatura já estivesse abaixo dos 5 graus durante a noite)</p>
<div id="attachment_2318" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_07321.jpg"><img class="size-large wp-image-2318" title="IMG_0732" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_07321-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Madalena (nosso GPS) conduz a Tanajura pelos primeiros quilômetros dentro do Alasca!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas o que é realmente o Alasca? O que há de tão especial nesse lugar e porque tantas pessoas acham que é loucura dirigir até lá? E porque inúmeros aventureiros e expedicionários sonham com o dia do encontro com aquele território? (Alguns podem até estar imaginando o Sérgio Chapelin proferindo essas perguntas em alguma chamada do Globo Repórter, né? hehehehe)</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Bem, sonhos e expectativas individuais à parte, o Alasca compreende um dos maiores refúgios de vida selvagem do mundo. Homens, animais e plantas, adaptados ao rigoroso inverno proveniente do Ártico, estabelecem uma incrível e profunda relação de existência. As altas montanhas, os enormes glaciares, o espetáculo da aurora Boreal, Tudo ali se torna algo especial para quem tem o privilégio de conhecê-lo; especialmente para nós, habitantes dos trópicos!</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">O nome <em>Alaska</em> surgiu desde antes da colonização Russa e é derivado da palavra ‘<em>alaxsxaq</em>’, que em Aleúte (língua dos esquimós nativo das ilhas Aleútes – a Sudoeste do estado) significa a terra principal (<em>the mainland</em>); ou em uma interpretação mais literal da palavra original, o significado seria: ‘o objeto ao qual a ação do mar é direcionada’ (em uma tradução livre de ‘<em>the object towards which the action of the sea is directed</em>’). Mas a origem mais aceita atualmente, inclusive pelo Governo do Estado do Alaska, também é de origem Aleúte, sendo proveniente da palavra ‘<em>Aleyska</em>’ que significa ‘grande terra’ (tradução livre de <em>great land</em>). Conhecido atualmente por seus cidadãos como a ‘<em>Last Frontier’</em> (Última Fronteira) é ao mesmo tempo o maior (em área) e o menos povoado estado norte-americano!</p>
<div id="attachment_2321" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_19431.jpg"><img class="size-medium wp-image-2321" title="IMG_1943" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_19431-300x220.jpg" alt="" width="300" height="220" /></a>
<p class="wp-caption-text">Placa de carro comum no Alasca que ressalta o fato do estado ser &#39;A Última Fronteira&#39; (The Last Frontier)</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Mas quem são os Aleútes? São aqueles que conhecemos como esquimós! Dependentes do mar, os Aleútes são os nativos do Alasca que ocuparam e ainda ocupam as ilhas Aleútes e regiões a sudoeste do estado. Foram eles os primeiros a terem contato e serem explorados pelos primeiros europeus a chegarem ao Alasca: os russos! Sim, os russos foram os primeiros a aportarem à região no final do século 17.</p>
<p style="text-align: justify;">Teorias apontam que alguns expedicionários russos independentes, ou interessados em pesquisas, chegaram e habitaram algumas ilhas do Alasca entre 1650 e início dos 1700. Mas foi <strong>em 1728 que os russos fizeram a primeira expedição oficial para descobrirem o que de fato havia a leste da sua Sibéria</strong>. Assim, ‘Peter The Great’ enviou <strong>Vitus Bering</strong> (isso mesmo, o cara que deu origem ao nome do famoso estreito! <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" class="wp-smiley" /> para descobrir se a Ásia e a América do Norte eram um único continente. E como sabemos hoje, Bering provou que não! Algumas expedições posteriores foram feitas e, além de algumas ilhas, descobriram a parte continental do que hoje é o Alaska.</p>
<div id="attachment_2326" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_98961.jpg"><img class="size-large wp-image-2326" title="IMG_9896" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_98961-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Texto remonta a chegada dos povos nativos do Alasca, provenientes da Ásia para a América pelo estreito de Bering; dezenas de milhares de anos antes da chegada dos Russos &#8211; no Museum of the North, em Fairbanks, AK</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Relatos da abundância de animais marinhos como focas e lontras, entre outros animais peludos atraíram muitos comerciantes de pele de animais para a região e, a partir de 1794, algumas colônias russas foram fundadas nas costas sul e oeste do Alasca. Nesse início de exploração, os Russos tratavam os Aleútes de forma brutal! E não parava por ai! Em 1799, com a promessa de lucros para o governo Russo, estabilidade na região e a expansão do cristianismo entre os nativos foi estabelecida a Companhia Russo-Americana que deteve o monopólio do comércio de peles na região. (qualquer semelhança com o início da nossa colonização é mera coincidência <img src="http://4x1.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif" alt=":(" class="wp-smiley" />  )E assim, cidades e povoados foram fundados no sudeste do Alasca que era onde vivia outro povo nativo do Alasca, baseado numa sociedade matriarcal e ainda mais populoso que os Aleútes: os Tlingit.</p>
<p style="text-align: justify;">Insatisfeitos com a ocupação russa, em 1802 os Tlingit destroem a antiga cidade de Sitka, erguida pelos russos para expandir os negócios de pelo. Em 1804 a cidade de New Archangel (atual Sitka) é construída no lugar.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, um drástico declínio na quantidade de lontras e a crescente competição com comerciantes americanos derrubam as receitas da empresa. As perdas financeiras e outros fatores políticos influenciaram a então <strong>venda do Alasca para os Estados Unidos em 1867</strong> por 7,2 milhões de dólares (o equivalente a 120 milhões de dólares de hoje, ajustado pela inflação).</p>
<div id="attachment_2325" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_98951.jpg"><img class="size-large wp-image-2325" title="IMG_9895" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_98951-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Texto retrata a &quot;chegada&quot; dos Americanos ao Alasca &#8211; no Museum of the North</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">A transição do controle russo para americano permite também uma mudança no papel dos nativos do Alasca. Alguns daqueles povos passam a cooperar com os americanos na caça e em outras atividades. Mas junto com esse novo papel, os americanos também trouxeram o álcool e a intolerância racial que provocou a diminuição gradual desses povos e de suas culturas. Nos 45 anos seguintes o estado rendeu bons frutos econômicos aos EUA.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a descoberta de minas de ouro e outros minerais no estado, inúmeros investimentos foram feitos, como a construção de estradas de ferro. Com isso milhares de pessoas vinham para o estado e pra região do Yukon (vizinha, no Canadá) em busca do sonho de ficarem ricas com a descoberta de ouro! (Lembram-se da história de Seattle como um trampolim? Não? se quiser, veja <a title="Seattle parte 1" href="http://4x1.com.br/seattle-parte-1/" target="_blank">aqui</a>) Assim, Juneau (a capital do Alasca) e boa parte das cidades do noroeste do Canadá foram fundadas nesse período. Muitas mineradoras funcionaram ali até o inicio do século. Mas a grande depressão (1929) e o início a Segunda Guerra Mundial (provocando a ida de muitos homens para combate) acabaram por prejudicar e encerrar a maioria das operações na região e o seu gradual despovoamento.</p>
<p style="text-align: justify;">O Alasca vive hoje, basicamente, da exploração de óleo e gás natural (a exploração de petróleo representa 80% da economia do estado) e um pouco da exportação de pescados (especialmente salmão, bacalhau e caranguejo). Mas o descaso do governo central americano com o estado e o distanciamento físico dos principais pólos produtivos dos EUA são alguns dos motivos aos quais muitos cidadãos do Alasca clamam para o desejo de <strong>emancipação do estado e a criação de um novo país indepedente!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E foi lá em Fairbanks – mais precisamente no <em>Museum of the North</em> – dentro da <em>University of Alaska</em> que pudemos conhecer mais a fundo sobre esse “mundo” tão distante da nossa realidade! Acontece que, na manhã seguinte à noite de North Pole (era nosso segundo dia no Alasca) seguimos para Fairbanks para nos encontrarmos com a Karen (amiga da Rebeca lá de Seattle) e a Shelly – ambas nascidas e criadas no Alasca e que nos pagaram um delicioso almoço com salmão!!! Elas nos deram várias dicas de estradas, lugares e nos recomendaram a visita a esse museu, que pôde nos dar uma BELA introduzida ao que estávamos prestes a enfrentar naquele (até então) estranho desconhecido.</p>
<div id="attachment_2324" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_98591.jpg"><img class="size-large wp-image-2324" title="IMG_9859" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_98591-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Expedição 4&#215;1 com a Karen e a Shelly, em Fairbanks &#8211; Alasca</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Com sua magnífica estrutura externa em forma de ângulos, curvas e pontas que chamam a atenção, o design do Museu do Norte busca remeter às formas naturais do Alasca: suas encostas, montanhas e glaciares! E além da história do estado, o museu aborda em detalhes os povos nativos do Alasca (suas tradições e hábitos), animais típicos e estuda as mudanças no clima em escala global e, principalmente, o impacto dessas mudanças na evolução da flora e da fauna! Muito interessante!</p>
<div id="attachment_2328" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9909.jpg"><img class="size-large wp-image-2328" title="IMG_9909" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_9909-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Museum of the North na Universidade do Alaska, em Fairbanks, AK</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Nos sentíamos prontos! Saímos de lá no final de tarde e passamos nossa última noite, mais uma vez, no estacionamento do Safeway (era prático, pois era só acordarmos e irmos comprar pães e frios para o café da manhã!).</p>
<p style="text-align: justify;">Era hora de desbravar o Alasca!!! E a próxima parada era justamente um dos ambientes mais inóspitos da Terra: o Ártico!!!!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>EXTRA: <span style="text-decoration: underline;">CURIOSIDADES DO ALASCA</span>!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clima:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Alasca é conhecido como uma das regiões mais frias do planeta. Mas é legal esclarecer algumas dúvidas:</p>
<p style="text-align: justify;">Preocupado com a percepção dos turistas, o governo do Alasca conduziu uma pesquisa que apontou que mais de um terço dos visitantes do estado afirmam que as temperaturas encontradas foram melhores do que esperavam. (E se estivéssemos participado dessa pesquisa diríamos o mesmo! Mas não pegamos o inverno, né!) Durante os 3 meses do verão, as temperaturas são mais amenas e oscilam na casa dos 20°C nas principais cidades (ao sul do círculo Ártico) e gradualmente se aproximando de 0°C ainda no início do outono.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos perguntam se lá o sol brilha o dia todo no verão. Bom, uma curiosidade é que Barrow, a cidade mais ao norte do Alasca (e consequentemente dos EUA) chega a ficar 85 dias consecutivos sem o sol se por!!! Mas, isso não acontece no estado todo, é claro! No entanto, as regiões dentro do Círculo Polar Ártico recebem ao menos um dia com 24h de sol no ano!</p>
<p style="text-align: justify;">Já no inverno, as temperaturas podem chegar tranquilamente a -50°C no interior e norte do estado, com o sol aparecendo na maioria das regiões, no mínimo, em algumas horas do dia. Apenas no extremo norte o Sol fica sem aparecer por alguns dias. Nessa época, Barrow pode ficar até 2 meses sem ver o sol! Uma coisa que nos chamou a atenção foi saber que a região interior (e não o extremo norte) é onde são registradas as temperaturas mais frias do estado, onde em 1971, foi registrada a temperatura de -62,2°C.</p>
<div id="attachment_2341" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0307.jpg"><img class="size-large wp-image-2341" title="IMG_0307" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_0307-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Em pleno início de Outuno, a neve dá as caras no Denali &#8211; um dos principais parques do Alasca!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cidades:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de possuir um dos maiores refúgios de vida selvagem do mundo, o Alasca não é composto só de iglus :). O estado possui algumas grandes cidades como, por exemplo, Anchorage, com quase 300.000 habitantes. A cidade contrasta da maioria de cidades do estado, possuindo “ares” das grandes cidades norte-americanas de igual porte, com ônibus modernos, grandes redes de fast-food e infraestrutura de primeiro mundo. Seguindo a ordem das maiores cidades, tem-se Fairbanks – a segunda maior – com quase 98 mil habitantes na região metropolitana, seguida de Juneau (a capital) com 31 mil e as cidades de Sitka e Ketchikan ambas em torno de 8 mil habitantes cada uma. Sendo essas 3 últimas dentro do <em>Inside Passage</em> (a Passagem Interior – mais informações abaixo).</p>
<div id="attachment_2322" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_19531.jpg"><img class="size-large wp-image-2322" title="IMG_1953" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_19531-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ao fundo, a pequena cidade de Wrangell, na Passagem interior (Inside Passage), Alasca</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Altitude:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Alasca possui também 17 dos 20 maiores picos dos EUA e seu ponto mais alto, o Monte McKinley (ou Denali como também é conhecido) com mais de 6.196 metros é também o ponto mais alto de toda a América do Norte.</p>
<div id="attachment_2320" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_10621.jpg"><img class="size-large wp-image-2320" title="IMG_1062" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/10/IMG_10621-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a>
<p class="wp-caption-text">Tanajura e Madalena avistam as altas montanhas em um dos parques do Alasca</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Área:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É o maior estado norte-americano sendo duas vezes maior que o segundo colocado, o Texas. O estado é dividido em 6 regiões: Encosta Norte, Interior, Sudoeste, Centro-Sul, Sudeste – que é mais conhecida como <em>Panhandle</em> (“cabo de panela” – devido ao seu formato com relação ao resto do estado) ou ainda <em>Inside Passage</em> (passagem interior) – e as ilhas Aleútes.  As ilhas Aleútes, que se estendem a oeste a partir do sul do estado, chegam tão próximas da Rússia que a distância do Alasca ao território Russo é de apenas 4,8km!!! A Expedição ficou 15 dias no Alasca e passou por 4 dessas 6 regiões! Acompanhe os próximos posts para saber como foi!!</p>
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		<title>O Início &#8211; Sejam Bem Vindos</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Mar 2012 22:35:51 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Pré Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Alasca]]></category>
		<category><![CDATA[expedição 4x1]]></category>
		<category><![CDATA[Ushuaia]]></category>
		<category><![CDATA[viagem de carro]]></category>
		<category><![CDATA[viagem pelas Américas]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>É com muita emoção que inciamos os posts no Blog da Expedição 4&#215;1. Aqui vocês vão encontrar um registro de todas as nossas histórias, dicas, &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/inicio/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>É com muita emoção que inciamos os posts no Blog da <strong>Expedição 4&#215;1</strong>.</p>
<p>Aqui vocês vão encontrar um registro de todas as nossas histórias, dicas, sugestões e dos nossos aprendizados!</p>
<p>A Expedição 4&#215;1 ainda não começou mas já se tornou algo extremamente presente em nossas vidas. As atividades pré viagem são inúmeras e estão a todo vapor: temos falado com empresas, bancos, consulados, trilheiros experientes e diversos aventureiros. Além disso, estamos montando o roteiro, levantando orçamentos para adaptações do carro, tomando vacinas, matando saudades antecipadas das famílias&#8230;e por aí vai!</p>
<p>Enfim, é trabalho que não acaba mais! Fora a construção desse blog, que é um capítulo a parte ; )</p>
<p>Bom, esse é apenas o primeiro post, em breve postaremos muitas outras coisas e novidades!</p>
<p>Esperamos que tenham gostado do site!!</p>
<p><em>Expedição 4&#215;1</em></p>
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