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	<title>4x1 &#187; Brasil</title>
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	<description>4 Rodas por 1 Continente</description>
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		<title>Venezuela, a primeira fronteira: 1ªs impressões, 1ºs perrengues</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Aug 2012 03:39:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Venezuela, a primeira fronteira: 1ªs impressões, 1ºs perrengues Data: 27/07/2012 a 30/07/2012 Saímos de: Manaus-AM Paramos (dormimos) em: Boa Vista-RR (10 horas de &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/venezuela-fronteira/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Venezuela, a primeira fronteira: 1ªs impressões, 1ºs perrengues</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data:</strong> 27/07/2012 a 30/07/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Manaus-AM</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paramos (dormimos) em</strong>: Boa Vista-RR (10 horas de viagem), Salto Kama-Venezuela (11 horas incluindo quase 3 na fronteira),  Upata-Venezuela (quase 12 horas incluindo 4 horas consertando a Tanajura ) – todos os tempos incluem almoço e algumas paradas para fotos!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino final:</strong> Ciudad Bolivar-Venezuela</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância total: </strong>1.683 Km (em 4 dias)<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> De Manaus até Boa Vista pegamos a <strong>BR-174</strong>. A estrada é boa no início, mas após a saída da reserva indígena Waimiri-Atroari alguns trechos estão bem esburacados e os quilômetros finais antes de Caracaraí são bem ruins. Mas ao passar essa cidade a estrada é muito boa até Boa Vista e pode-se até dirigir à noite. De Boa Vista à fronteira a estrada apresenta trechos muito ruins. Já na <strong>Venezuela</strong>, salvo um buraco ou outro, as estradas são muito boas!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> Boa vista (Pousada), Salto Kama (barraca, dentro de uma pousada rústica), Upata (barraca, dentro de uma pousada).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de bom:</strong> Nosso último <strong>Pirarucu</strong> no Brasil. As <strong>empanadas </strong>venezuelanas<strong> </strong>no café da manhã.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio:</strong> Atravessar a nossa primeira fronteira! E a ajuda da Polícia Federal brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho:</strong> “Envenenamento” da nossa querida Tanajura em nosso primeiro dia na Venezuela. (mais detalhes no post)</p>
<p style="text-align: justify;">Embora já tenhamos feito diversas viagens juntos e inclusive algumas delas para fora do Brasil, essa foi a primeira vez que entrávamos os 5 juntos em um país estrangeiro.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Estávamos empolgados como crianças em primeira viagem! Mas, logo em seu início, a Venezuela já dava sinais de que uma novíssima etapa na Expedição 4&#215;1 iniciava-se. Algo muito diferente do que havíamos vivido até ali. Arrisca-se dizer até que foi algo estranho, ou pelo menos bem diferente do que poderíamos imaginar. Embora um país tão próximo (geograficamente), a realidade da Venezuela é algo muito distante da nossa. Cruzar seu território foi um grande choque cultural desde o 1º quilômetro após a fronteira&#8230; e logo em seu início já enfrentamos um grande perrengue</em>”.<em></em></p>
<p style="text-align: justify;">Saímos de Manaus por volta das 10h da manhã do dia 27 de Julho e seguimos direto para Boa Vista-RR. A única parada foi na cidade turística de Presidente Figueiredo onde conhecemos dois jovens universitários que estão abrindo, juntos, uma empresa de turismo e aventuras. Estudantes de Eng. Florestal e Geologia eles nos contaram que Figueiredo é o segundo Geoparque do Brasil e até a Copa de 2014 a cidade – que possui diversas cachoeiras – receberá investimentos para alavancar o já movimentado turismo às suas cachoeiras.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3485-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1743" title="IMG_3485-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3485-2-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Chegamos a Boa Vista tarde e cansados após 780 km e quase 10 horas de estrada. E, apesar de ser uma sexta-feira, a cidade estava vazia. Assim, fizemos nossa última janta em território brasileiro e partimos para o maior (e mais “decente”) posto de gasolina próximo à estrada, para o sono derradeiro antes da primeira fronteira. Mas logo que paramos a Tanajura para montarmos nossas barracas nos demos por vencidos quando mais um bêbado resolveu encostar seu agradável carro com um som altíssimo, embalado por músicas um tanto quanto “libertinas”. Desistimos! Na pousada mais próxima pegamos uma quarto para 3 pessoas,  jogamos dois colchões no chão e, depois de negociar, conseguimos 3 travesseiros! Sim, negociar porque queriam nos cobrar a mais pelos travesseiros “extras”!!!</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, às 7h da manhã partimos de Boa Vista. A medida que nos afastávamos da capital Roraimense a vegetação mudava lentamente. Eram os últimos resquícios de Floresta Amazônica. E por volta das 11h20 chegávamos a Pacaraima. Estávamos tranquilos, afinal, acabávamos de trocar real por bolívares (<strong>A Venezuela é um dos poucos países do mundo em que é mais vantajoso trocar sua moeda no mercado “paralelo” do que em casas de câmbio oficiais</strong>) – ainda em Pacaraima – e tínhamos toda a documentação necessária! Já Tínhamos?! Bom, pelo menos pensávamos que tínhamos.  Vamos por partes e com detalhes:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Etapa 1</strong>: Dar baixa (saída) na Polícia Federal brasileira &#8211; A primeira barreira policial na fronteira é da Policial Federal brasileira. Não havia nenhum guarda, placa ou qualquer explicação. Mesmo assim, fomos ao posto policial para averiguar e&#8230;sim! Era ali que teríamos que carimbar nossos passaportes (ou poderia apresentar o RG) para constar saída do Brasil. Simples assim! Somente um carimbo e fomos liberados por dois policiais gente finíssima que até bateram um papo e deram dicas pra gente. Entramos na Tanajura e seguimos rumo ao segundo posto policial, uns 200 metros à frente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Etapa 2</strong>: Dar entrada na Venezuela – Ao lado da barreira policial havia um prédio da aduana Venezuelana. E como vimos um carro brasileiro parando ali, resolvemos parar também. Mais uma vez sem qualquer placa ou informação disponível, seguimos os “brazucas” para dentro do recinto. Após um breve papo com eles, o Gustavo (que, no papel, é o dono da Tana) seguiu para validar os documentos da Tanajura em um guichê e os outros seguiram para carimbar o passaporte de entrada na Venezuela, em outro. A fila para carimbar os passaportes andava bem rápido e após umas 2 ou 3 perguntas (basicamente de onde vem e pra onde vai)  o gentil senhor venezuelano (que anotava tudo em seu “ultra-rigoroso-master-tecnológico-caderno” que mais parecia de portaria de prédio) logo carimbava o passaporte. Liberados?! Não, faltava a Tanajura! E ali começava a <strong>gincana!!</strong> Preparados? Valendooo:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tarefa</strong> à Apresentar os seguintes <strong>documentos</strong>: Cópia e originais do: 1) Passaporte do proprietário do veículo, 2) documentos do veículo, 3) Carteira de motorista (a CNH brasileira mesmo), 4) seguro obrigatório do veículo (que no nosso caso não tínhamos, pois o nosso só valia no Brasil – mas esse já sabíamos que poderíamos fazer na fronteira) e 5) uma declaração conhecida como “nada consta”. Fácil, né? Então vamos lá:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Obs.1</strong>: Tínhamos pagado USD 50 (50 dólares americanos) em São Paulo junto ao consulado da Venezuela para tirar um documento que lá disseram ser imprescindível e, na fronteira, a moça que nos atendeu disse desconhecer e não ser necessário. (Era o único consulado que havia cobrado algo e acabou por ser inútil!). O documento era uma cópia do documento do carro autenticada pelo consulado venezuelano.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo assim, tínhamos que realizar a <strong><span style="text-decoration: underline;">missão 1</span></strong> do dia: ir até Santa Helena de Uairen – primeira cidade da Venezuela – e comprar o seguro obrigatório do veículo. <strong><span style="text-decoration: underline;">Desafio</span></strong>: realizar a missão antes da pausa de almoço do posto que duraria quase 2 horas. Eram 11h55 em nossos relógios e o posto fechava às 12h. Seria impossível!!! Ops, seria, não fosse a diferença de 30 min do fuso da Venezuela em relação a Manaus (o qual estavam nossos relógios). A Venezuela é estranhamente (GMT &#8211; 4h30). Ou seja, eram 11h25 e tínhamos na verdade 35 minutos. Demos sorte de achar um local vendendo o seguro a menos de 500 metros da fronteira. Pagamos 1.650 Bolívares, aproximadamente R$ 366. Voltamos para o posto fiscal com o seguro em mãos antes das 12h e agora com todos os documentos em mãos!!! Quando de repente surge a obs.2:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Obs.2</strong>: O tal documento “nada consta” (que não havia nem sido mencionado no consulado em São Paulo e que descobrimos, sem querer, pelo gentil amigo do pai do Gustavo – sr. Décio) é referente a uma declaração de que o veículo em questão não consta de nenhuma pendência, como multas, taxas, crimes, etc. E para o Brasil, basta imprimir no site do Detran. Mas na fronteira queriam que fosse carimbado pelo próprio Detran e a nossa versão impressa que tínhamos conosco, não valia.</p>
<p style="text-align: justify;">Da obs.2: surge a <strong><span style="text-decoration: underline;">missão 2</span></strong>: conseguir o tal documento carimbado pelo Detran! <strong><span style="text-decoration: underline;">Desafio</span></strong>: conseguir um documento pelo nosso querido Detran em pleno <strong>sábado às</strong> <strong>12h30</strong> (horário de Manaus) em Pacaraima – uma cidade minúscula.</p>
<p style="text-align: justify;">Ficamos frustrados! Se realmente precisássemos desse documento assinado pelo Detran não iríamos cruzar a fronteira naquele dia! Teríamos que esperar até segunda-feira! Sendo assim, resolvemos aplicar o método que aprendemos com outros trilheiros na nossa pré-viagem, na serra da Canastra e que era mais ou menos assim: “Meninos, sempre que der alguma “besteira” na viagem: sentem, bebam algo e relaxem, que de cabeça fresca se pensa melhor!” E, assim, fomos almoçar ali perto. E, por coincidência, fomos almoçar no mesmo restaurante que os policiais federais que haviam carimbado nossos passaportes de saída. Contamos o que ocorreu e eles acharam um absurdo os Venezuelanos fazerem exigências e regras sobre documentos de jurisdição brasileira. Sendo assim, eles mesmos fizeram uma declaração de nada consta e carimbaram. Assim que o posto fiscal da Venezuela reabriu por volta das 14h voltamos lá para arriscar com o novo documento, e&#8230; Deu certo!! Papeladas de autorização em mãos, voltamos à estrada e, após alguns metros, cruzamos em definitivo a fronteira! Era por volta das 15h quando adentrávamos à terra de Hugo Chavez! Ufa!! <strong>Ufa!?!?</strong> Em instantes tem mais!!!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3533-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1744" title="IMG_3533-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3533-2-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Bom, como mencionamos no início desse capítulo, cruzar a Venezuela causou-nos um grande choque. Era estranho pensar que boa parte dos últimos 900 km, e apenas 1 ou 2 dias atrás, estávamos no meio da Amazônia! E em poucos quilômetros em solo venezuelano a vegetação mudava de forma veloz.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3586-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1748" title="IMG_3586-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3586-2-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">As densas e altas árvores da vegetação Amazônica davam vez a um grande descampado de vegetação rasteira com algumas árvores espaçadas cercadas de grandes planaltos e alguns morros isolados. Foram poucos quilômetros rodados e já estávamos dentro da famosa Gran Sabana! Um visual de tirar o folêgo que mereceu pausa para uma bela foto.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3549-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1745" title="IMG_3549-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3549-2-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Seguimos aproximadamente 100 km e paramos em Salto Kama para dormir. Armamos as barracas em frente a uma pousada “semi-abandonada” (semi, pois, ainda que “ativa”, muitas de suas dependências estão abandonadas, como o restaurante e alguns banheiros externos) em frente ao salto Kama, uma cachoeira de 50 metros, a menos de 200 metros da estrada, onde tomamos um banho gelado, comemos um lanche ali perto e, ainda cedo, fomos dormir.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3598-2.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1750" title="IMG_3598-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3598-2-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">As 5h20 do dia seguinte estávamos de pé e as 6h30 na estrada. Tínhamos mais de 550km e aproximadamente 7horas para dirigir até Ciudad Bolívar, numa estrada com muitas curvas em trecho de serra. <strong>Tínhamos</strong>, pois as 9h30 começaria a <strong>segunda parte</strong> <strong>da aventura</strong>&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3592-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1749" title="IMG_3592-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3592-2-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Antes de contar essa segunda parte, vão algumas <strong>curiosidades</strong>: a gasolina na Venezuela é subsidiada. E MUITO! Isso significa que abastecer o tanque quase inteiro da Tanajura nos custava menos de 75 centavos (isso mesmo, <strong>R$ 0,75</strong>!!) 65 litros custam MENOS de 1 REAL!!! E é um combustível de muito boa qualidade. Dessa forma, num raio de algumas centenas de km da fronteira com o Brasil e Guiana, a maioria dos postos possuem filas enormes e são protegidos pelo exército para evitar “roubos” de combustível para contrabando (mas não se preocupe, turistas em trânsito pelo país apresentam o passaporte e tem o direito de “furar a fila”). Tais postos possuem cartazes, faixas e pinturas com fotos e menções a Hugo Chávez. E mais!! Em um desses postos mais “exaltados” tocavam músicas propagandistas em alto volume vangloriando Chávez, com letras que o comparam a Che Guevara e a Simón Bolívar, chamando-o de presidente de libertador. Músicas que bradam contra George W. Bush e chamam os países sul-americanos de “entregues” às políticas norte-americanas. Algumas letras louvam a luta armada e dizem que Chávez foi o único a dar oportunidades e direitos a todos! (comentaremos mais sobre nossas percepções sobre esse assunto em posts posteriores)</p>
<p style="text-align: justify;">Mas voltando a contar sobre nosso segundo dia na Venezuela e nossa saída logo cedo para Ciudad Bolívar e&#8230;já tivemos um MEGA perrengue!! Poucas horas depois da saída alcançávamos a primeira cidade do trajeto e precisávamos abastecer pela primeira vez na Venezuela. Eram 9h da manhã e logo após cortarmos a imensa fila de carros, enchemos nosso tanque. Felizes pelo baixíssimo preço pago. Saímos dali e, 5 min depois, uma luz se acende no painel da Tanajura. Luz que nunca havíamos visto antes. Ainda com a Tana em movimento olhamos o manual que explicava que a luz indicava um pouco de água a mais no filtro de combustível e que, portanto, seria bom drenarmos essa água. Mas enquanto líamos o manual a Tanajura simplesmente parou de acelerar. PAROU TOTALMENTE. Fizemos o tal dreno como o manual indicava e não parava de sair água do filtro.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3614-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1751" title="IMG_3614-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3614-2-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3629-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1741" title="IMG_3629-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3629-2-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Tentamos até sifonar direto do tanque e&#8230;só água! Tadinha da Tanajura estava completamente “envenenada” e não tinha mais o que fazer. Resultado, um cara nos rebocou de volta até uma oficina próxima ao posto que havíamos abastecido e ficamos lá mais de 3 horas para desmontar TODO o tanque e drenar os quase 60 litros de combustível que tínhamos enchido.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3623-2.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1740" title="IMG_3623-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3623-2-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">“Combustível”, pois aquela porcaria que estava na Tanajura era um líquido composto por pelo menos 70% de água e só 30% de diesel.  Depois voltamos ao posto e, para nossa “felicidade” ele estava fechado por algumas horas para uma limpeza da bomba que estava com muita água!!!! Claro! Fomos os últimos “felizardos” a abastecer antes daquela “pausa técnica”!!!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3635-2.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1742" title="IMG_3635-2" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3635-2-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Depois do perrengue seguimos até Upata chegando no início da noite (não dava mais pra chegar em Ciudad Bolívar aquele dia). E no dia seguinte de manhã iríamos para lá. E a Tanajura?! Ah, a menina já tá boa! Cura rápido =)</p>
<p style="text-align: justify;">Para ver mais fotos deste post, acesse nosso Flickr clicando <a title="Fotos" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631282230952/" target="_blank">aqui</a>!</p>
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		<title>Manaus (AM) &#8211; Natureza e Cultura</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Aug 2012 17:50:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 17/07/2012 a 27/07/2012 Saímos de: Belém &#8211; PA Destino: Manaus – AM Tempo de viagem: 6 dias, de catamarã, a viagem descrita &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/manaus/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data</strong>: 17/07/2012 a 27/07/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de</strong>: Belém &#8211; PA</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino</strong>: Manaus – AM</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem</strong>: 6 dias, de catamarã, a viagem descrita no post anterior</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos</strong>: No <a href="http://www.casateatro.com.br/" target="_blank">Boutique Hotel Casa Teatro</a>, em Manaus, e no <a href="http://www.ariau.tur.br/" target="_blank">Hotel Ariaú</a>, na selva.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente</strong>: Inúmeros pratos exóticos regionais, como jacaré e tartaruga, no restaurante <a href="http://www.olenhador.com.br/" target="_blank">O Lenhador</a>, e saunduíche de tucumã com queijo, encontrado facilmente pelas ruas da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio</strong>: <strong>Assistir a abertura do Festival Amazonas de Jazz no Teatro Amazonas e ficar 3 dias na selva</strong>. Como ficamos vários dias em Manaus não conseguimos escolher um pneu cheio apenas. Assistir a uma apresentação memorável de jazz dentro de um dos mais importantes teatros brasileiros foi indescritível, assim como ter a oportunidade de visitar a selva amazônica de perto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho</strong>: <strong>Potencial não aproveitado da cidade para o turismo</strong>. Pudemos notar um certo descuido em relação a limpeza e conservação de algumas áreas. O centrinho, onde fica o Teatro Amazonas, é bem arrumado, mas se afastando algumas quadras já pode-se encontrar uma realidade não muito amigável ao turista. Pelo que vimos, planeja-se solucionar muitos desses pontos até a copa de 2014.</p>
<p style="text-align: justify;">(Em breve disponibilizaremos o vídeo sobre nossa experiência em Manaus!)</p>
<p style="text-align: justify;">Chegamos a Manaus depois de 6 dias de travessia no catamarã Rondônia, numa terça-feira, dia 17 de julho. Chegamos cedo e imaginamos que os trâmites para retirarmos a Tanajura do barco seriam fáceis, afinal já havíamos consultado a tripulação anteriormente e nos informaram que seria apenas tirar o carro e ir embora. Felizes por finalmente termos chegado a Manaus, saímos do barco e fomos comer algo no porto enquanto retiravam a carga. Quando voltamos, qual não foi a nossa surpresa quando percebemos que o catamarã estava baixo demais em relação ao porto e que, daquela maneira, a Tanajura nunca sairia (pelo menos inteira). Ficamos indignados! Não aguentávamos mais aquele barco e tinham acabado de nos informar que seria necessário esperar a retirada de todo o resto da carga, na esperança de o barco subir após isso e então conseguirmos resgatar nossa fiel companheira. Ah, esse processo de retirada começaria às 11h, terminaria aproximadamente às 16h e ainda eram 9h.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem ter muito o que fazer quanto ao que nos foi dito, nos dividimos e enquanto uns acompanhavam a movimentação no porto, outros foram pesquisar os passeios oferecidos pelas agências de turismo da cidade. Depois de muita pesquisa optamos por passar 3 dias na selva partindo já no dia seguinte, com a agência <a href="http://www.amazonbrasil.com.br/" target="_blank">Iguana Turismo</a>, onde conversamos com o Wilson, gente boníssima. No fim da tarde a Tanajura foi libertada, como previsto, e nos reencontramos para jantar com o senhor Décio, amigo do Gustavo, que nos levou para saborear um delicioso peixe na Peixaria do Juvenal, enquanto nos dava várias dicas para atravessarmos a Venezuela. Depois do jantar, procuramos um estacionamento para dormir (apesar de soar estranho, tudo o que precisamos para passar a noite é um lugar seguro, pois temos as barracas na Tanajura e podemos dormir praticamente em qualquer lugar).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2561.jpg"><img class="size-large wp-image-1711 aligncenter" title="IMG_2561" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2561-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã do dia seguinte, 18 de julho, encontramos com nosso guia, Mateus, pegamos uma lancha rápida, então uma kombi e aí uma canoa e depois de 3h de deslocamento chegamos ao pequeno hotel que nos serviria de base para os 3 dias de passeio que realizamos na selva, sendo recebidos com um farto e saboroso almoço servido em seu restaurante rústico mas bastante aconchegante.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2314.jpg"><img class="size-large wp-image-1704 aligncenter" title="IMG_2314" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2314-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Neste primeiro dia fizemos, na parte da tarde, um passeio de barco pelos igapós (áreas de floresta alagada pelas chuvas) e igarapés (braços de rio) da região e também uma pescaria de piranhas (que chamamos mais de “alimentação de piranhas”, pois elas sempre conseguiam tirar a isca sem se prender no anzol!). Navegamos por horas acima de áreas que estavam alagadas devido às chuvas e é inacreditável observar que a água está na altura da copa das árvores.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2265.jpg"><img class="size-large wp-image-1702 aligncenter" title="IMG_2265" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2265-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2233.jpg"><img class="size-large wp-image-1701 aligncenter" title="IMG_2233" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2233-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ainda nesse dia, na parte da noite, realizamos uma focagem de jacarés, em que nosso guia Mateus além de conseguir encontrar os animais à noite, ainda conseguiu pegar um deles para vermos de perto, antes de soltá-lo novamente à água.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2293.jpg"><img class="size-large wp-image-1703 aligncenter" title="IMG_2293" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2293-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na quinta-feira, 19 de julho, acordamos cedo para pegar uma canoa e assistir a um incrível nascer-do-sol, visto do meio dos igapós. Depois tomamos café-da-manhã e partimos para uma caminhada de 4h na densa selva amazônica, assistidos pelo nosso guia Mateus. A sensação de que a floresta tem vida é muito clara. São milhares de sons e aromas a todo instante que você está lá. Pode-se comprovar de fato aquilo que aprendemos na escola de que a floresta amazônica se auto-sustenta, através de cliclos de vida em que os nutrientes e recursos são sempre reaproveitados e extremamente importantes para o que está nascendo. O solo em si da região não é rico, o que alimenta a floresta é a própria floresta.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2379.jpg"><img class="size-large wp-image-1706 aligncenter" title="IMG_2379" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2379-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Durante a caminhada o Mateus foi nos mostrando como os nativos da região fazem uso dos recursos da floresta, aproveitando folhas para fazer redes, para soluções medicinais, para basicamente tudo o que precisam. Até retirou de um coquinho uma larva que serve de alimento para os nativos, rica em proteínas, que o André comeu.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2358.jpg"><img class=" wp-image-1705 aligncenter" title="IMG_2358" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2358-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Depois da longa caminhada, voltamos para mais um saboroso almoço, descansamos um pouco e saímos para a mata novamente, pois naquele dia iríamos montar acampamento no meio da selva para dormir e vivenciar mais profundamente a vida na floresta. Fomos nós 5 da Expedição, 1 casal de alemães, 1 casal de holandeses e nossos guias. Chegamos ao local onde dormiríamos por volta das quatro e meia da tarde e já começamos a preparar o jantar e montar o acampamento: anoiteceria em duas horas e é mais fácil já deixar tudo preparado enquanto se tem a luz do sol. Cortamos alguns galhos para a fogueira, montamos as redes (dormimos em redes nessa noite), jantamos e nos preparamos para o já anunciado ataque de mosquitos que acontece na selva ao anoitecer e amanhecer. Estávamos de calça, camisa de manga comprida e passamos, inclusive sobre as roupas, os repelentes que havíamos comprado, que eram os melhores disponíveis no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2471.jpg"><img class="size-large wp-image-1708 aligncenter" title="IMG_2471" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2471-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Os mosquitos vieram e a batalha começou. Mas esses não eram simples mosquitos, eles eram praticamente mutantes, nunca tínhamos visto algo igual nas nossas simples vidas urbanas! Além de muito maiores, eles praticamente ignoravam o repelente e picavam também através das roupas! Cada picada doía como uma pequena agulhada e não tínhamos como combater de volta, eram muitos. Derrotados, fomos dormir em nossas redes já montadas com mosquiteiros, afinal seria impossível dormir como banquete de mosquitos. Indo dormir, nos deparamos com uma ilustre companheira que estava debaixo do rústico teto de folhas que servia de cobertura para as redes: uma tarântula, do tamanho de uma mão aberta, que estava atrás de mariposas. Apesar do medo de alguns, também não tínhamos muito o que fazer, afinal ela não estava atrás de nós e atacá-la só provocaria ira no bicho, que por sinal é venenoso. Deixamos o aracnídeo ali e fomos dormir com o máximo de cuidado para não levar nenhum mosquito para dentro da área do mosquiteiro das nossas redes, tarefa que uns conseguiram realizar com maestria e dormiram tranquilamente, enquanto outros não tão cuidadosos passaram a noite sendo atacados.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2493.jpg"><img class="size-large wp-image-1709 aligncenter" title="IMG_2493" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2493-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, 20 de julho, acordamos cedo, desmontamos o acampamento e fomos fazer uma visita a casa de um nativo, onde tomamos café-da-manhã e pudemos ter uma rápida conversa com os moradores da região, em uma casa de palafita que assiste anualmente ao sobe e desce das águas na região amazônica, sendo vítima de tal movimento em alguns anos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2522.jpg"><img class="size-large wp-image-1710 aligncenter" title="IMG_2522" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2522-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Voltamos novamente ao pequeno hotel, onde almoçamos e nos despedimos da selva, pegando novamente o caminho de volta através de canoas, kombis e lanchas, cansados pela intensa experiência, mas satisfeitos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2213.jpg"><img class="size-large wp-image-1700 aligncenter" title="IMG_2213" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2213-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2392.jpg"><img class="size-large wp-image-1707 aligncenter" title="IMG_2392" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2392-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Uma coisa que pudemos perceber é a forte presença (praticamente 80% dos visitantes) de estrangeiros nesse programa que fizemos pela mata. O que parece é que este potencial turístico é muito mais divulgado lá fora do aqui mesmo no Brasil. Ou talvez o interesse turístico do brasileiro esteja mais voltado para outros destinos, enquanto que os estrangeiros procuram destinos brasileiros. Independente de qual seja a causa, na amazônia existe um potencial turístico gigantesco não utilizado, para o qual nós, brasileiros, deveríamos prestar mais atenção.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltamos para Manaus e procurando um lugar para ficar nos próximos dias. Depois de produrar um pouco, conseguimos fazer contato com a Sra. Cláudia Mendonça, simpática proprietária do <a href="http://www.casateatro.com.br/" target="_blank">Boutique Hotel Casa Teatro</a>, que nos proporcionou 5 agradáveis noites de hospedagem em seu hotel, enquanto conhecíamos melhor a capital do maior estado Brasileiro. Como ficamos localizados bem no centro de Manaus, ao lado do Teatro Amazonas (provavelmente a atração turística mais famosa de Manaus), em poucos minutos podíamos acessar pontos turísticos importantes e isso nos poupou bastante tempo (também porque o trânsito em Manaus, como em qualquer metrópole brasileira, é complicado). No hotel Casa Teatro montamos uma base para a Expedição 4&#215;1: tínhamos um ambiente acolhedor, atendimento ótimo, café-da-manhã excelente e, principalmente, internet.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2731.jpg"><img class="size-large wp-image-1713 aligncenter" title="IMG_2731" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2731-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dividimos esses 5 dias entre visitar a cidade e trabalhar no projeto, vendo tudo que tínhamos que ver sobre o envio do carro de navio a partir da Colômbia (e todas as possibilidades que teríamos), escrevendo e atualizando o site. Pelas nossas caminhadas por Manaus, passamos pela Praça da Saudade, Palacete Provincial, Palácio Rio Branco, Catedral e Mercado Municipal Adolpho Lisboa, da foto abaixo. Ah, outra coisa interessante que aconteceu em Manaus foi a entrevista que demos para o Jornal A Crítica! A simpática jornalista Cassandra foi até o hotel e passou um bom tempo conversando conosco! No dia seguinte ficamos super contentes e surpresos, ela produziu três excelentes matérias sobre a Expedição 4&#215;1 (<strong><a title="Matérias - Jornal A Crítica" href="http://acritica.uol.com.br/tema/expedicao_4x1.html" target="_blank">clique aqui</a></strong> para ler)!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2785.jpg"><img class="size-large wp-image-1714 aligncenter" title="IMG_2785" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2785-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">No mercado pudemos ver a variedade e riqueza de itens vendidos, como castanhas-do-pará, pó de guaraná, cacau prensado, tudo preparado pela própria população local.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2823.jpg"><img class="size-large wp-image-1715 aligncenter" title="IMG_2823" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2823-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em um dos dias tivemos o privilégio de almoçar no restaurante <a href="http://www.olenhador.com.br/" target="_blank">O Lenhador</a>, cujo cardápio era incrivelmente variado e cheio de comidas típicas. Experimentamos  pratos  muito saborosos, incluindo receitas feitas com tartaruga e jacaré, mas apesar da surpresa, a proprietária do restaurante nos explicou que todos os animais são criados pelo próprio restaurante com autorização do Ibama.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2973.jpg"><img class="size-large wp-image-1716 aligncenter" title="IMG_2973" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2973-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Visitamos o lendário Teatro Amazonas: inaugurado em Manaus em 1896, no auge do Ciclo da Borracha, ele reflete o modo de viver da região naquela época, com a cidade sendo praticamente uma parte da Europa no Brasil. Inclusive, devido a borracha, Manaus foi a segunda cidade brasileira a receber energia elétrica e já foi chamada de a Paris dos trópicos. O teatro já passou por restaurações e hoje encontra-se muito bem conservado, com visitas guiadas diárias para os que desejarem ver sua estrutura por dentro. Estrutura essa que merece destaque: dentro do teatro podem-se encontrar lustres com cristais vindos direto de Murano, na Itália, e peças de mármore de Carrara. O piso do Teatro em alguns pontos é mesclado entre tábuas de madeira claras e escuras, simbolizando o encontro das águas dos rios Negro e Solimões, tudo feito com muito cuidado e conservado com perfeição.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2665.jpg"><img class=" wp-image-1712 aligncenter" title="IMG_2665" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2665-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para a nossa sorte, na semana em que estávamos em Manaus teve início o 7º Festival Amazonas de Jazz que aconteceu no Teatro Amazonas, com apresentações todas as noites do dia 24 a 29 de julho. Fomos convidados pela assessoria de imprensa da secretaria da cultura de Manaus, representada pelo Sr. Marcelo Guilherme, para assistir ao dia de abertura do festival que teve duas memoráveis apresentações: a primeira com a Amazonas Band e depois uma mega performance do Zimbo Trio, tudo isso em pleno Teatro Amazonas. Indescritível. E, como se não bastasse, ainda fomos entrevistados  pela TV Globo local (<strong><a title="Entrevista para a TV Globo" href="http://g1.globo.com/am/amazonas/bom-dia-amazonia/videos/t/edicoes/v/7o-festival-amazonas-jazz-lota-na-noite-de-abertura-em-manaus/2057353/" target="_blank">clique aqui</a></strong> para assistir) e pelo Portal Amazônia (<strong><a title="Reportagem - Portal Amazonia" href="http://www.portalamazonia.com.br/cultura/musica/abertura-do-7o-festival-amazonas-de-jazz-contagia-publico-em-manaus/" target="_blank">clique aqui</a></strong> para ver a matéria).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3261.jpg"><img class="size-large wp-image-1718 aligncenter" title="IMG_3261" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3261-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã da quarta-feira, 25 de julho, resolvemos partir rumo a Venezuela. Arrumamos as coisas, colocamos no carro e fomos comer algo rápido antes de pegar estrada, afinal já eram duas da tarde. Comendo um sanduíche no estacionamento do McDonald’s, recebemos a ligação do Sr. Marcelo Guilherme, assessor do Teatro Amazonas, que já havia sido assessor do <a href="http://www.ariau.tur.br/" target="_blank">Hotel Ariaú</a>, com um convite. Ele tinha acabado de contactar a proprietária do hotel e estava tudo acertado para ficarmos 2 noites lá. Precisávamos apenas definir como chegaríamos ao hotel, se por terra ou rio. Refizemos nossos planos e fomos até o escritório do hotel, que fica dentro de Manaus, e fomos super bem recebidos pela Ellen Rita, proprietária do hotel. Depois de um bom papo e algumas dicas da Ellen, seguimos para o <a href="http://www.ariau.tur.br/" target="_blank">Ariaú Tower</a>, único na sua concepção arquitetônica, por ser construído sobre palafitas de madeira, com alguns quartos construídos à altura da copa das árvores.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3350.jpg"><img class="size-large wp-image-1720 aligncenter" title="IMG_3350" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3350-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A chegada realmente impressiona em função da grandiosidade e harmonia que existe entre as construções e a mata. Logo que descemos do barco, nos deparamos com uma série de macaquinhos que ficavam ao redor da piscina brincando com os hóspedes, tanto crianças como adultos. Durante os dias que estivemos lá fizemos alguns passeios de selva que já havíamos feito antes, mas que valia a pena repetir. Na caminhada pela mata, aprendemos como montar uma armadilha para capturar animais, vimos uma formiga cuja picada pode dar febre e que faz parte do ritual da passagem para vida adulta de jovens em determinadas tribos indígenas, além de plantas utilizadas para fazer telhados de casas, sendo que algumas delas foram transformadas em leques e enfeites de cabeça em questão de minutos pelos guias. Fizemos durante uma das noites a tradicional focagem de jacaré, só que dessa vez tomamos um susto, já que o guia repentinamente saltou do barco em busca do jacaré. Em questão de segundos ele estava de volta ao barco com um filhote de jacaré em mãos e todos que quiseram puderam segurar e tirar fotos com o pequeno animal que media cerca de 60 cm. Durante a tarde de quinta-feira, 26 de julho, fomos para o mais esperado passeio oferecido pelo Ariaú, que era a fotografar e nadar com os botos. Ao nos aproximarmos do píer, já foi possível avistar os botos indo até a superfície em busca de ar. Como éramos muitos, nos dividimos em 3 grupos de dez pessoas para entrar na água com os botos. A estrutura contava com um tratador, que possuia muitos quilos de peixe para poder atrair os animais para mais perto. Como forma de equilibrar a alimentação do boto, o Ibama só permite essas visitas durante 3 dias da semana.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3373.jpg"><img class="size-large wp-image-1721 aligncenter" title="IMG_3373" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3373-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Com o balde de peixes na mão do tratador, não tinha segredo. Os botos passavam por debaixo de nossos pés, e vinham ao nosso lado com sua pele, que até parece de borracha, em busca de alimento. Alguns deles tiravam quase seu corpo todo da agua para buscar o peixe na mão do tratador. De fato foi o passeio mais interessante dentre os oferecidos pelo hotel. Para nós foi uma surpresa muito boa ter conhecido o Ariaú, um ótimo lugar para crianças, para relaxar com a família, mas, acima de tudo, para qualquer um que queira um contato mais intenso com a Natureza, sem abrir mão da estrutura de um hotel tradicional.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossa passagem por Manaus foi longa, foi praticamente o destino em que mais ficamos até agora, um misto de preparação para a saída do país e conhecimento da cidade e da selva. De Manaus rumamos à Venezuela, parando em Boa Vista para dormir. Brasil agora só na volta, quando estivermos no finalzinho da Expedição 4&#215;1. Que venha o desconhecido!</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3458.jpg"><img class="size-large wp-image-1722 aligncenter" title="IMG_3458" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_3458-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p>Para mais fotos de Manaus, clique<strong> <a title="Fotos de Manaus" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631098498834/" target="_blank">aqui</a>!</strong></p>
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		<title>Belém a Manaus de barco &#8211; Que saudade da Tanajura!</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Aug 2012 18:07:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Data: 11/07/2012 à 17/07/2012 Saimos de: Belém- PA Destino: Manaus-AM Tempo de viagem: 6 dias Trajeto: Passamos pelo Rio Tapajós e pelo Rio Amazonas, sendo &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/belem-manaus-barco/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>11/07/2012 à 17/07/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saimos de: </strong>Belém- PA<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino: </strong>Manaus-AM<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>6 dias<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto: </strong>Passamos pelo Rio Tapajós e pelo Rio Amazonas, sendo possível observar o encontro do Rio Negro com Rio Solimões.<strong>  </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos: </strong>Nas redes do ambiente com ar condicionado, que só fica ligado a noite.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente: </strong>Banana roxa, que compramos em uma das paradas do barco.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio: </strong>Foram vários, mas o diferencial desse passeio é a interação com as pessoas. Uma situação específica que nos marcou foi ver alguns passageiros, de origem humilde, jogando sacolas com comida e roupas para os ribeirinhos que iam de canoa até as proximidades do barco.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Murcho: </strong>A falta de limpeza,  juntamente com o baixo custo-benefício da comida, e o espaço limitado para a quantidade de redes que são colocadas.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><iframe src="//player.vimeo.com/video/47608024" width="423" height="238" frameborder="0" title="Bel&eacute;m e Navio Rond&ocirc;nia" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Fazer a travessia de barco não foi uma decisão fácil. Primeiro porque teríamos que deixar a Tanajura por  vários dias dentro de um barco que, a princípio, não seria o mesmo que nos levaria a Manaus. Em  segundo lugar, porque teríamos que abrir mão de visitar Altamira, a cidade que serve de base para a  construção de Belo Monte. Em contra partida, teríamos o benefício de não precisar dirigir na Transamazônica, que em muitos trecho não possui asfalto. Na verdade, mesmo se dirigíssemos na Transamazônica pelos mais de 1.400km, teríamos que embarcar o carro em Santarém para Manaus, pois a estrada acaba em Santarém, ainda no Pará. Nos encontrávamos numa encruzilhada. Se por um lado tínhamos o desejo de conhecer essas cidades e de “experimentar” os desafios da Transamazônica, por outro não nos sentíamos totalmente seguros em cruzá-la somente com as informações que tínhamos. Haveríamos, então, de ir atrás de maiores detalhes das condições da estrada nesse período e analisar os prós e contras de seguir de carro ou ir de navio pelos rios da região.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2133.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_2133" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2133-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1954.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1656" title="IMG_1954" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1954-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A busca por uma empresa que fazia o serviço de envio do carro e também oferecia o transporte de passageiros não foi fácil. Fomos de porta em porta em inúmeras empresas que fazem transporte de carga, mas nenhuma delas permitia que fôssemos juntos no barco. Depois de esgotadas quase todas possibilidades é que descobrimos no terminal de passageiros, que fica no portão 3 do Porto, que existe uma empresa que faz exatamente esse tipo de serviço. Como era um sábado a tarde, não tinha ninguém mais lá. Porém conseguimos um celular, que estava pintado no guichê. Ligamos e falamos com o Antonio Rocha, que nos disse para retornar a ligação na segunda-feira. Voltamos segunda-feira no guiche, mas para tratar da parte burocrática de envio do carro, a mulher nos mandou para o escritório da empresa, que ficava do outro lado da rua. Em paralelo, ligamos novamente para o Antonio Rocha, sem sucesso. Ao chegarmos lá, encontramos um terreno baldio, com duas pequenas construções que pareciam abandonadas. Fomos até a porta de uma delas e depois de muitas palmas e de muito chamar, a porta de madeira foi aberta, ficando apenas a grade entre nós e a secretária. Com pouca receptividade, depois de explicarmos o que queríamos, a grade foi aberta e fomos convidados a entrar. Como sempre fazemos, apresentamos o projeto, mas nos disseram que a única pessoas que poderia decidir sobre algum tipo de parceria era o Antonio Rocha e ele estava em viagem. Durante nossa permanência no escritório, observamos algumas fotos do Antonio Rocha na parede, e foi quando descobrimos que ele é deputado estadual pelo Pará. Ligamos para ele, e marcamos na terça-feira as 16:00hrs, porém de nada adiantou, pois ele não apareceu. Como estávamos, com o tempo corrido, afinal o barco sairia na quinta-feira, optamos na própria terça feira fechar o negócio como estava. De acordo com a secretária, os R$1.000 que estávamos pagando pelo envio da Tanajura, estava bem abaixo do valor praticado, que era de R$4.000, em função do tamanho do automóvel. Além do gasto com o envio da Tanajura, pagamos R$200,00 cada para dormir no andar com ar condicionado que só é ligado à noite. Ouvimos histórias de pessoas que tinham descontos especiais na passagem, por questões políticas, que preferimos não entrar em detalhes. Bom, sendo essas questões verdadeiras ou não, a decisão tinha sido tomada, o que de certa forma deu um alívio.</p>
<p style="text-align: justify;">Quinta-feira, 12 de Julho, 6:00 da tarde – Chegamos no portão 3 do porto, local de embarque, 1 hora antes do horário previsto para o barco sair, 19:00hrs. O salão estava completamente lotado, um calor anormal, um cheiro horrível. Apesar da desorganização, conseguimos encontrar o fim de uma fila, na qual agurdamos por quase 2 horas até termos nossos bilhetes validados. Partimos para a próxima fila, a de embarque, que durou pouco mais de 30 minutos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1433.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1647" title="IMG_1433" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1433-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Bom, depois de entrar no catamarã e de pendurar as nossas redes de R$12,00 que compramos pouco antes de entrar no barco, vimos que não seria apenas uma experiência de dormir 6 dias em rede. A quantidade de pessoas que tinha no salão das redes era tanta que as redes em algumas situações ficavam uma em cima da outra. Não tocar uma rede na outra era praticamente impossível. Conseguimos dar um jeito de colocarmos nossas redes próximas uma da outra, e deixamos nossos itens de mais valor no escritório do gerente do navio.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2034.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1659" title="IMG_2034" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2034-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Os dois primeiros dias foram entediantes. O almoço, que era servido em marmita e custava R$8,00, era servido às 11:00 da manhã e nos obrigava a ficar por algo em torno de 30 a 40 minutos na fila. O mesmo se repetia no jantar que era servido às 5:30 da tarde. Para nós, esse valor para uma refeição era aceitável, pois estávamos acostumados com São Paulo. Porém, para a maioria das pessoas que usavam o barco como meio de transporte, aquele valor cobrado, ainda mais considerando a qualidade da comida, era inadmissível.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1924.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1654" title="IMG_1924" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1924-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O que alguns faziam era sair do barco quando atracávamos em alguma cidade ao redor do horário de almoço para comprar comida fora. Nós mesmos fizemos isso.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1934.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-1655" title="IMG_1934" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1934-682x1024.jpg" alt="" width="350" height="528" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O banheiro, que era limpo uma vez por dia, era dividido por mais de 200 homens. Sem nenhuma atividade no barco, sem conhecer ninguém e com música extremamente alta na área mais arejada do barco, nos restou passar o tempo jogando cartas, principalmente UNO, também conhecido como mal-mal em alguns lugares. O estresse estava tão grande que acreditamos ter sido o período em que tivemos mais discussões entre nós mesmos. Mas, a partir do terceiro dia as coisas começaram a mudar. Fomos dando espaço para conhecer outras pessoas de diferentes localidades, idades, classes sociais, histórias de vida e com perspectivas de vidas diversas. Conhecemos uma versão feminina da nossa expedição, um pouco mais <em>“roots”,</em> desapegada, digamos. São 7 amigas, algumas uruguaias outras chilenas, que resolveram viajar pelo Brasil. Do pouco que conhecemos, vimos que elas tem uma liberdade maior, no sentido de que em alguns trechos, elas se separam 2 grupos, de acordo com o interesse de cada, e voltam a se encontrar depois de uns dias. Uma outra diferença é que elas não tem um carro, assim como a grande maioria dos viajantes que encontramos pelo caminho. Elas vão pedindo carona para chegar nos seus destinos. Mulheres corajosas!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1590.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1652" title="IMG_1590" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1590-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Conhecemos também um rapaz que teve sua mala roubada 1 dia antes de embracar. Esse rapaz, chamado Rildo, embarcou em uma das várias paradas que fizemos, pois entre Belém e Manaus passamos por várias cidades (Breves, Prainha, Almerim, Santarém, Óbidos, Parintins, dentre outras) para carregar e descarregar diferentes tipos de produtos (vassouras, tomates, batatas, cebolas, frangos congelados, entre outros). Muito humilde e de bom coração, o Rildo, nos contou que sua mala com toda sua roupa, carteira, documentos, havia sido levada no salão de embarque. É claro que num primeiro momento existiu a desconfiança se aquele discurso era honesto ou se era mais um malandro querendo levar vantagem em cima dos outros. O fato é que ele nunca pediu nada, e com o passar dos dias, continuamos com a mesma boa impressão sobre ele. Chegamos até a oferecer um ticket de refeição em um dos dias, mas ele agradeceu e não quis aceitar. A única forma que achamos de ajudá-lo foi emprestando o celular pra que ele pudesse entrar em contato com a mãe e seu chefe.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2059.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1660" title="IMG_2059" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2059-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na parada de Santarém, muitas pessoas desceram, inclusive as uruguais. Estávamos aguardando ansiosos por essa parada, pois como ela é geralmente a mais demorada, tínhamos plano de visitar Alter do Chão, eleita com uma das praias mais bonitas do Brasil. Infelizmente atracamos em Santarém por volta das 17:00, e de acordo com o comandante a parada seria mais rápida que o tradicional, já que o barco estava atrasado. De qualquer forma, descemos para caminhar pela cidade, mas já estava tudo praticamente fechado. Quando voltamos para o barco, para nossa surpresa, haviam mais pessoas do que quando embarcamos em Belém. Tivemos que mudar nossas redes de lugar, pois algumas de nossas redes estavam em baixo de outras.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1491.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1491" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1491-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, conhecemos Marjorie, uma carioca, de cidadania canadense com uma história de vida muito interessante, e de alguma forma, parecida com a nossa. Depois de morar por vários anos no Canadá, desde a época do colegial, ela resolveu largar toda sua estabilidade pessoal e profissional para iniciar mais um giro pelo mundo. Digo mais um porque ela já havia feito isso uma vez antes, o que fez com que chegasse a marca de mais de 80 países visitados ao longo  de sua vida. Com uma capacidade incrível de elaborar um argumento longo para defender seus pontos de vista sem perder a linha de raciocínio e com muitas experiências de vida, a conversa com ela era bastante bastante prazerosa. Ela, que também possui um website contando suas experiências pelo mundo (http://marjorielopes.blogspot.com.br) nos acompanhou por 2 outros dias pela floresta amazônica, depois de chegarmos a Manaus. Junto com a Marjorie, também conhecemos o chileno Ariel e a francesa Mélanie, que estava rodando a América do Sul e a paulista Renata, que estava buscando emprego pela região norte.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2075.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1661" title="IMG_2075" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2075-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Não foi simples chegar a essa conclusão, mas fazendo uma reflexão sobre esses 6 dias de barco, é possivel dizer que tivemos uma das experiências socio-culturais mais ricas da viagem. Uma das passagens marcantes, por exemplo, foi ver alguns dos viajantes, que em geral eram de classes menos favorecidas, jogando sacolas nos rios com roupa e alimentos para os ribeirinhos que vinham buscar os presentes de canoa.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1513.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1651" title="IMG_1513" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1513-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1485.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1648" title="IMG_1485" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1485-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Observamos também que ali era parte do trajeto dos garimpeiros que iam pra Roraima e para as guianas em busca de metais e pedras preciosas. Outro aprendizado interessante foi saber que em função do isolamento em que vivem os ribeirinhos, muito dos seus bens de consumo são conseguidos através de atravessadores que vão de barco até suas portas para trocar produtos como sabão, balde, fósforo por frutas e peixes pescados nas margens dos rios Tapajós, Negro e Solimões. Poder ver de perto o encontro dos Rios Negros e Solimões foi um dos pontos altos da viagem.</p>
<p><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2104.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_2104" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2104-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2122.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_2122" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_2122-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">De certa forma, podemos até dizer que tomamos banho desses rios, afinal eram deles que vinha a água do chuveiro.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1593.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1653" title="IMG_1593" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1593-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p> <a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1493.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1493" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1493-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos deixar de falar que esse foi nosso primeiro contato com a floresta amazônica, que podia ser observada durante dia e noite de dentro do catamarã onde a mata toca o rio e todas as manhãs pássaros e botos dão um “bom dia” próximos ao navio.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ver mais fotos, <strong><a title="Fotos" href="http://p://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631087383928/" target="_blank">clique aqui</a>.</strong></p>
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		<title>São Luís (MA) e Belém (PA) – Beleza, Cultura e Culinária</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Aug 2012 23:46:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 05/07/2012 à 11/07/2012 Saímos de: Barreirinhas-MA Destino: Belém-PA, passando por São Luís-MA Distância: 1.074 km (277 km até São Luís e 797 &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/sao_luis_belem/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>05/07/2012 à 11/07/2012<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Barreirinhas-MA<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Belém-PA, passando por São Luís-MA</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> 1.074 km (277 km até São Luís e 797 km até Belém)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem:</strong> Fizemos o trecho Barreirinhas-São Luís em aproximadamente 6 horas com as paradas. O trecho São Luís-Belém nos consumiu cerca de 13 horas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Barreirinhas-MA pela MA-402 até alcançar a BR-135 que leva à São Luís. A estrada é asfaltada e apresenta boas condições. Continuamos posteriormente pela BR-135, saindo de São Luís-MA, e em Miranda do Norte-MA deveríamos pegar a BR-222, que ligaria à BR-316, a qual segue direto até Belém-PA. No entanto, por desatenção nossa, passamos Miranda do Norte-MA e andamos 64 km até a BR-316, em um ponto menos adiantado em relação ao outro. De lá, seguimos direto à Belém-PA. A BR-316 apresenta alguns buracos no trecho maranhense e melhora no trecho paraense, porém apresenta pouca sinalização, dificultando dirigir pela noite.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> <a href="http://www.belemsofthotel.com.br/" target="_blank">Belém Soft Hotel</a>, na Av. Braz de Aguiar, muito bem localizado no Centro da capital paraense. Opção interessante a preços acessíveis a quem vai passar uns dias em Belém. Também passamos duas noites no <a href="http://www.classicpraiahotel.com.br/" target="_blank">Classic Praia Hotel</a> em São Luís do Maranhão, em frente à Praia do Calhau.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente:</strong> <strong>Pato no Tucupi e outras delícias regionais no <a href="http://www.laemcasa.com/" target="_blank">Lá em Casa</a>, o mais respeitado restaurante especializado na cozinha paraense.</strong> Um dos pontos altos da nossa passagem em Belém foi, sem dúvida, a diferenciada culinária local.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: Fim de tarde na Estação das Docas: ótima comida, lindo visual e um ambiente absurdamente aconchegante. </strong>Não foi por acaso que passamos boa parte do nosso tempo em Belém neste lugar. Delícias típicas, sorvete Cairu e Amazon beer. Tudo em um lugar surreal, à gostosa brisa do Rio Pará.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: Buzinas e mais buzinas. </strong>O trânsito em Belém nos lembrou algumas vezes de um belo dia de semana no trânsito em São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>São Luís (MA) &#8211; Belém (PA) – Beleza, Cultura e Culinária </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Rota das Emoções foi uma das experiências mais intensas da viagem até aqui. Bom enquanto durou, mas a Expedição segue viagem. Saímos de Barreirinhas-MA, nos Lençóis Maranhenses após o almoço e seguimos em direção à São Luís-MA, onde faríamos uma breve parada antes de seguirmos à Belém-PA, a Cidade Morena.</p>
<p style="text-align: justify;">Foram 6 horas de estrada até chegarmos à capital do Maranhão, momento em que a noite já começava a cair. Como toda metrópole, não poderíamos deixar de enfrentar o trânsito na entrada da cidade, significativamente intensificado pelo fato de estarmos cruzando a capital em plena hora do rush. Atravessamos a Avenida dos Holandeses até encontrarmos a orla da praia do Calhau, onde buscamos um local para passar a noite. Fomos muito bem recebidos pelo <a href="http://www.classicpraiahotel.com.br/" target="_blank">Classic Praia Hotel</a>, estrategicamente localizado em frente à praia.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0698.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0698" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0698-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">São Luís seria o local onde faríamos a primeira revisão da nossa querida Tanajura. Como de praxe, nossa companheira deveria passar por esse ritual ao chegar aos 10.000 km de idade. Saímos de São Paulo com seu hodômetro em aproximadamente 2.750 km e atingimos os 10.000 km ao chegarmos na cidade. Depois de um pouco de conversa com a concessionária Nissan Entreposto, conseguimos encaixar a Tanajura em um horário no mesmo dia. Passamos a manhã e a tarde praticamente inteira acompanhando a revisão e tirando algumas dúvidas com o pessoal da concessionária, que foi bastante solícito com as nossas perguntas incessantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Tanajura revisada e de banho tomado, seguimos para uma volta no centro histórico da cidade. Andamos tranquilamente pelas ruas, enquanto admirávamos a beleza arquitetônica do local. Os azulejos e os detalhes que enfeitavam a fachada dos sobrados davam um charme especial àquela bela cidade. Tiramos umas boas fotos do Palácio dos Leões (sede do governo do estado), do Palácio de La Ravardière (sede da prefeitura), da Catedral de São Luís e dos muitos outros prédio interessantes que compunham o centro histórico.  Ao longo do passeio, não era raro escutar ou ver cartazes de shows de reggae. Não é à toa que a cidade recebe a alcunha de “Jamaica Brasileira”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0791.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0791" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0791-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0784.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0784" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0784-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0772.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0772" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0772-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0716.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0716" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0716-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">À noite, não poderíamos deixar de prestigiar a tradicional festa do Bumba-meu-boi, que ainda acontecia na cidade. Montada em um espaço aberto ao lado da lagoa da Jansen, a festa proporcionava apresentações de dança típicas, além de diversas barraquinhas de comida regional. Apreciamos o espetáculo ao sabor de uma bela torta de carangueijo, acompanhada de arroz de cuxá (arroz temperado com camarão), vatapá e farofa.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0829.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0829" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0829-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Com o nosso calendário apertado, decidimos seguir viagem já no dia seguinte para Belém do Pará. A capital paraense é bastante conhecida pelo Círio de Nazaré, que leva milhões de romeiros todo segundo domingo de outubro para a maior manifestação religiosa católica do Brasil e maior evento religioso do mundo. Mas Belém tem muito mais a oferecer. A cidade morena oferece uma gama variada de atrativos culturais e turísticos, que nos supreenderam pela beleza e conservação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1365.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1365" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1365-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nos primeiros dias na cidade já aprendemos um ponto importante da realidade local. Em Belém,  chove-se todo dia no inverno (Jun-Nov) e o dia todo no verão  (Dez-Mai). É realmente impressionante, a regra não falha. Não escapamos um dia sem tomar uma chuvinha que seja.</p>
<p style="text-align: justify;">Fomos acolhidos pelo pessoal do <a href="http://www.belemsofthotel.com.br/" target="_blank">Belém Soft Hotel</a>, que gentilmente nos ofereceu abrigo e nos entreteteu com boas conversas. Com o hotel centralmente localizado na Avenida Braz de Aguiar, tínhamos acesso fácil aos atrativos da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Tivemos o prazer de sermos acompanhados durante nossos passeios pela dona Rosália, tia do Bruno. Nativa da cidade, ela tinha na ponta da língua os detalhes dos pontos de interesse que deveríamos visitar e nos acompanhava com muita simpatia. Além diso, ofereceu-nos um almoço em sua casa com deliciosos pratos típicos da região, uma delícia! Foi lá que provamos pela primeira vez o verdadeiro açaí, o original do Pará! Completamente diferente do ques estávamos acostumados, até estranhamos no começo. Precisamos de bastante açúcar para amenizar o sabor amargo que trazia à boca. Bastante mesmo! Ainda misturamos uma farinha de tapioca para complementar a iguaria.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1237.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1237" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1237-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1228.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1228" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1228-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Começamos o roteiro por um dos principais pontos de interesse da cidade – o mercado Ver-o-Peso. Uma infinidade de barraquinhas vendiam os mais diversos produtos. Além das frutas da região (taperebá, murici, buriti, açaí, etc) e da famosíssima castanha do pará, o que nos chamou bastante atenção foram os compostos medicinais baseados em ervas da Amazônia. Para qualquer problema, havia um produto que o resolvesse. Anti-cancerígeno, anti-pedra no rim, anti-queda de cabelo, anti-tudo. O conhecimento local da utilidade das plantas amazônicas é um segredo passado de geração à geração, e muitas vezes é guardado a sete chaves. Ainda que seja difícil de acreditar na eficácia de alguns dos produtos, seguramente há muitos deles que são efetivos, dado a sondagem constante de grandes laboratórios na região.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0900.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0900" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0900-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0887.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0887" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0887-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Como não poderia deixar de ser, compramos castanhas e frutas antes de seguirmos o passeio em direção ao complexo Feliz Lusitânia. Feliz<strong></strong>  Lusitânia é a denominação usada por colonizadores portugueses para o núcleo inicial da cidade e atualmente constitui um complexo turístico situado na região mais antiga do município de Belém do Pará, o bairro da Cidade Velha.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1033.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1033" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1033-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dentro do Palacete das Onze Janelas, acomodamo-nos em um restaurante bastante sofisticado, com uma bela vista para o Rio Pará, onde provamos um delicioso caldo de camarão com jambú e comemos bolinhos de camarão com catupiry. Ali é um bom lugar para se passar a tarde e jogar conversa fora, que foi exatamente o que fizemos. Saindo de lá, visitamos o Forte do Presépio, onde se paga uma taxa simbólica para entrada. O lugar tem uma bela vista da cidade, em cima da muralha rodeada de canhões que guardavam a costa paraense contra os invasores holandeses e franceses no século XVII.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0957.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0957" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0957-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1020.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1020" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1020-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ao lado do forte, está a charmosa Praça D. Frei Caetano, ponto central do complexo Feliz Luistânia. Ao seu redor, pode-se visitar a Catedral da Sé, de onde partem as peregrinações do Círio e também o Museu de Arte Sacra. Dentro do Museu, pudemos observar a riqueza de detalhes do altar em madeira da Igreja de Santo Alexandre, uma obra-prima.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de um dia gostoso no centro histórico, Dona Rosália ainda nos levou para o Pólo Joalheiro. O prédio, que até 2001 era um presídio, abriga hoje um pólo cultural que engloba o Museu das Gemas do Estado e a Casa do Artesão. Pode-se observar os joalheiros trabalhando em suas peças ao vivo. As gemas coloridas provenientes da Amazônia dão um toque especial às jóias produzidas ali.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1082.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1082" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1082-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na nossa opinião, não há lugar melhor em Belém para se passar o tempo que a Estação das Docas. Inaugurada em 13 de maio de 2000, o lugar é um complexo turístico e cultural construído ao longo da orla fluvial do antigo porto de Belém. Charmoso e com ótimos restaurantes, é extremamente aconchegante. Passamos boa parte do nosso tempo em Belém por ali, jogando conversa fora à brisa do rio e experimentando o melhor da culinária local. A melhor lembrança que guardamos de Belém foi curtir uma música ao vivo (de uma banda que tocava em uma plataforma móvel, transitando pela Estação, como um movedor de cargas no antigo galpão do porto), observando o fim de tarde à beira do rio, com um delicioso sorvete Cairu em mãos. Aliás, não se pode deixar de experimentá-lo em Belém. Comíamos um ou dois por dia e não chegamos nem perto de enjoar. As opções são infinitas e muito diferentes, principalmente com os sabores das frutas locais. Taperebá se tornou nossa furta predileta.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1198.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1198" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1198-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1205.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1205" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1205-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Também na Estação das Docas, tivemos o provilégio de experimentar uma grande variedade de pratos típicos do Pará no <a href="http://www.laemcasa.com/" target="_blank">Lá em Casa</a>, um dos mais tradicionais restaurantes da região e o mais o mais conhecido em termos de culinária paraense. A sugestão da casa foi o menu paraense, uma sequência de sabores com o melhor que o Pará tema oferecer. Para começar, é servido um suco de fruta regional como, por exemplo, taperebá. Em seguida, há casquinha de caranguejo e patinha à milanesa, um pedacinho de pirarucu frito e uma farofinha, e salada de feijão manteiguinha de Santarém. Numa cuia, é servido molho de leite de coco para regar as entradas. O prato principal inclui os tradicionalíssimos pato no tucupi e maniçoba. Acompanhados de arroz branco e farinha de mandioca, os dois são servidos em panelinhas de barro. Em paralelo, ainda tinha espaço para mais um prato, uma deliciosa sequência de peixes locais. Para fechar a degustação, sorvete de frutas regionais como cupuaçu ou bacuri, acompanhados de tapioca e também de uma deliciosa goiabada com mussarela de búfala. Dá gosto só de lembrar! Arriscamos dizer que essa foi a melhor refeição da nossa viagem até aqui.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1159.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1159" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1159-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1166.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1166" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1166-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Tiramos um dia na cidade para fazer um roteiro que pode ser feito à pé, próximo à região onde estava localizado o nosso hotel. Começamos por uma visita ao belo Theatro da Paz, um dos mais luxuosos do país, construído no auge do ciclo da borracha. Depois, seguimos ao Museu Paraense Emílio Goeldi, a mais antiga instituição de pesquisa na região amazônica, onde é possível observar diversos animas da fauna amazônica. Onças, tartarugas, tucanos e muitos animais estão em exposição no parque. Ali vimos pela primeira vez o jacaré-açu, maior espécie de jacaré do mundo, exclusiva da região Amazônica. O bicho pode chegar até 6 metros de comprimento, é gigantesco! Ficamos imaginando se encontrássemos um deles nas passagens de barco que pretendíamos fazer pela Amazônia. O <em>city tour</em> seguiu com a bela Basílica de Nazaré e o Parque das Residências, local recomendado para uma gostosa caminhada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1395.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1395" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1395-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um outro local imperdível na cidade é o Mangal das Garças. O parque ecológico é uma síntese do ambiente amazônico em pleno coração da capital paraense. Animais e plantas típicas da região adornam o local, que possui uma belíssima vista da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1301.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1301" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1301-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1281.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_1281" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1281-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Consumimos boa parte do nosso tempo em Belém pesquisando sobre o envio da Tanajura para Manaus. Passamos por incontáveis empresas de transporte fluvial para cotar preços e conhecer as condições em que nossa amiga viajaria pelo Rio Tapajós. Foi uma correria um tanto quanto estressante, mas necessária. Acabamos ficando mais tempo do que prevíamos na cidade a fim de esperar o navio que levaria a Tanajura a Manaus. Esta história toda é um capítulo à parte que vamos deixar para outro post.</p>
<p style="text-align: justify;">Belém nos supreendeu bastante pelo volume de atrativos culturais que a cidade tem a oferecer ao turista, além da diferenciada culinária local. Passamos vários dias na capital paraense e ainda sim ficou aquele gostinho de quero mais. Pegamos nosso último Cairu com gosto e seguimos viagem para Manaus. Não tínhamos menor ideia do que esperar de uma viagem de 6 dias de navio pela região amazônica. Vamos descobrir.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1336.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1596" title="IMG_1336" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_1336-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quer ver mais fotos de Belém? Acesse-as no nosso Flicker clicando <a title="Fotos de Belém" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631067797280/" target="_blank">aqui</a> ! Para fotos de São Luis, clique <a title="Fotos de São Luis" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157631068169520/" target="_blank">aqui</a> !</p>
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		<title>Lençóis Maranhenses (MA) &#8211; Rota das Emoções Parte II</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Aug 2012 18:40:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 29/06/2012 a 03/07/2012 Saímos de: Jericoacoara (CE) Paramos em: Parnaíba (PI) Destino: Barreirinhas (MA) Onde dormimos: Hotel Pousada dos Ventos, em Parnaíba (PI), &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/lencois-maranhenses/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data</strong>: 29/06/2012 a 03/07/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de</strong>: Jericoacoara (CE)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paramos em</strong>: Parnaíba (PI)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino</strong>: Barreirinhas (MA)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos</strong>: Hotel Pousada dos Ventos, em Parnaíba (PI), e Pousada do Buriti, em Barreirinhas (MA).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente</strong>: Peixe à Delícia, em Barreirinhas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio</strong>: O passeio à praia de Caburé, cujo grande destaque foi o percurso até a praia, passando por inúmeras atrações.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho</strong>: Infelizmente, as dunas estavam sem os famosos lagos que conhecemos pelas fotos. Apesar de termos passado pelo parque na época mais recomendada, nesse ano as chuvas não ocorreram como previsto e os lagos não se formaram.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois as altas emoções de Jeri, continuamos nossa viagem rumo ao Delta do Parnaíba, ainda na luz do dia, e fomos tentar negociar nosso passeio por um dos poucos deltas em mar aberto do mundo, o único das Américas. Pouco conhecido comparado aos seus vizinhos (Jericoacoara no lado cearense e os lençóis no Maranhão), o Delta do Parnaíba é o ponto central da rota das emoções. Sua beleza é decorrente de sua paisagem que mescla ilhas, dunas e mangues. A origem do nome Delta está na forma de sua foz, que forma um triângulo, no mesmo formato da letra delta do alfabeto grego.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de muito rodar, encontramos a agência <a href="http://www.deltadoparnaiba.com.br/" target="_blank">Morais Brito Viagens</a>, do Sr. Edilson, que além de nos fazer um preço camarada, nos conseguiu um lugar para passar a noite e tomar um café da manhã. Nesse meio tempo, tivemos a oportunidade de conhecer um casal de aventureiros, <a href="http://julioehanna.com/" target="_blank">Julio e Hanna</a>, que estão fazendo uma expedição  pela américa do Sul (<a href="http://julioehanna.com/">http://julioehanna.com/</a>). Como sempre que encontramos outros aventureiros, trocamos algumas dicas e informações sobre nosso extenso continente. O lugar em que ficamos era o <a href="http://www.pousadadosventos.com.br/v/" target="_blank">Hotel Pousada dos Ventos</a>, um lugar agradável e que oferece um saboroso café da manhã.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0424.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0424" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0424-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de uma noite agradável em nossa barraca no estacionamento do hotel e do saboroso café da manhã, fomos encontrar o Sr Edilson e o nosso guia já no cais, os quais nos aguardavam com uma lancha.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0429.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1540" title="IMG_0429" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0429-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Durante o passeio, passamos por inúmeros igarapés, visitamos alguns manguezais repletos de carangueijos, fomos até a praia, na qual pudemos ver um dos braços do delta.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0452.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0452" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0452-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ainda fizemos outras duas paradas: A primeira parada foi em um restaurante, não para almoçar, mas para apreciar a vista que se tinha do mirante, enquanto a segunda parada foi nas dunas, já próximo do cais. Nossa passagem pelo Delta foi rápida, menos de 24 hrs, mas consideramos positivo ter visitado esse desconhecido, mas relevante ponto da geografia brasileira.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0510.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0510" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0510-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Saímos do Delta do Parnaíba após o almoço do dia 30 de junho e partimos em direção aos famosos Lençóis Maranhenses, mais especificamente para a cidade de Barreirinhas, onde se localiza a maior parte da estrutura de suporte ao turista que visita os Lençóis. Durante a viagem, tudo normal, sem imprevistos. Sabíamos que a partir da cidade de Paulino Neves teríamos que buscar informações sobre como realizar o percurso até Barreirinhas e assim aconteceu: chegando à cidade de Paulino Neves já fomos abordados por vários guias locais que se dispuseram a nos guiar pelos 38 kilometros de estrada de terra/areia até nosso ponto final. Isso seria necessário pois não existem placas nesse trajeto e as trilhas se dividem em várias direções, o que pode facilmente confundir uma pessoa que não conhece a região.</p>
<p style="text-align: justify;">Conversando com os guias em Paulino Neves achamos os valores para o serviço de guia salgados demais (estavam cobrando 100 reais em média). Para a nossa “sorte”, enquanto negociávamos apareceu um homem que estava partindo para Barreirinhas guiando mais dois carros e se dispôs a nos ajudar. Já estava ficando tarde e a cada minuto que passávamos alí mais a noite se aproximava. Decidimos então aceitar, baixamos a calibragem dos pneus para enfrentar a areia e começamos a seguí-lo. De início já vimos que o nosso novo guia gostava de velocidade e o avisamos que, como nosso carro é pesado, não poderíamos seguir tão rápido. Ele entendeu (ou melhor, disse ter entendido) e seguimos viagem. A noite já dava seus sinais enquanto nós adentrávamos mais e mais na mata da região.</p>
<p style="text-align: justify;">Junto a isso nosso guia se distanciava cada vez mais de nós, até que ele parou o carro, deu meia volta e nos disse que iríamos por outro caminho pois aquele estava muito ruim para a Tanajura. Concordamos e, quando começamos a virar o carro para seguí-lo, o garoto simplesmente desapareceu. Simples assim, acelerou e foi embora. Ainda tentamos, sem sucesso, seguir o caminho por onde ele foi, mas logo nos deparamos com várias bifurcações e não tínnhamos como saber qual pegar, todas apresentavam marcas de pneus. Bom, estávamos sozinhos, a noite tinha acabado de chegar, não havíamos alcançado nem a metade do trajeto e tudo o que tínnhamos era alguns moradores locais espalhados pela trilha e a indicação de nosso GPS de que Barreirinhas estava a nosso oeste. Não tínhamos opção, era seguir com isso ou nada! Pedimos algumas orientações na primeira casa que achamos e seguimos rumo ao oeste pelas bifurcações que encontrávamos. Em alguns momentos a trilha se mostrava bastante traiçoeira com a Tanajura, com areiões pesados e passagens estreitas pela mata, mas nossa companheira superou todas os entraves! Chegamos em Barreirinhas depois de duas horas de estrada, aliviados e felizes com o desafio superado.</p>
<p style="text-align: justify;">Na cidade pedimos algumas indicações de hotéis e paramos na <a href="http://www.pousadadoburiti.com.br/" target="_blank">Pousada do Buriti</a>. Lá fomos atendidos pela proprietária da pousada que gentilmente nos ofereceu hospedagem para os dias que ficamos em Barreirinhas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0680.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0680" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0680-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Após estacionarmos a Tanajura na pousada, fomos dar uma volta a pé por uma pequena orla turística existente na cidade, onde encontram-se vários restaurantes, dentre eles o Barlavento, onde comemos um Peixe à Delícia; já pelo nome pode-se imaginar o que achamos!</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0563.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0563" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0563-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tiramos a manhã do dia seguinte para resolver algumas pendências e, após o almoço, partimos para as dunas em um pacote que nos foi oferecido pela empresa <a href="http://saopauloecoturismo.com.br/" target="_blank">São Paulo Ecoturismo</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Percorremos um trajeto de aproximadamente 45min em uma Toyota Bandeirante, com bancos instalados na caçamba, atravessando pequenos rios e muita areia, até que chegamos ao parque de dunas. Nele existem mais de 2 mil lagoas, todas formadas pela água de chuva, chuva esta que nos últimos tempos não apareceu  por lá e por isso as lagoas estavam praticamente todas secas. Apenas uma estava com água, que era a Lagoa do Peixe, na qual ficamos por quase duas horas aproveitando a tarde e o visual dos Lençóis. Mesmo sem as lagoas, a imensidão do parque por si só já impressiona, com uma paisagem de dunas que se extende até onde nossos olhos podem alcançar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0583.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0583" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0583-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ao fim da tarde fomos contemplados com um bonito pôr-do-sol e nascer da lua cheia, que vista das dunas estava ainda mais incrível que o próprio sol.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0627.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0627" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0627-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">No dia 2 de julho marcamos, também pela agência <a href="http://saopauloecoturismo.com.br/" target="_blank">São Paulo Ecoturismo</a>, um passeio de lancha até a praia de Caburé. Leva-se aproximadamente 1 hora para se chegar à praia, em um percurso de lancha que percorre o rio Preguiças em meio a mangues da região, trajeto que foi precisamente feito pelo nosso condutor e guia Johnny, gente boníssima que nos contou muito sobre a história, fauna e flora da região. Antes da chegada à praia de Caburé paramos em Vassouras, onde existe uma colônia de macacos-prego que foi ilhada pelo avançar das dunas e hoje vive em harmonia com os habitantes da região. Paramos também em Mandacaru, onde visitamos um farol que auxilia na navegação pela região. Chegando a praia de Caburé, a mudança brusca de visual impressiona pela sua beleza. Enquanto percorremos todo o trajeto acompanhados pelos mangues, chegando à praia as dunas tomam conta da paisagem e a transformação repentina do ambiente nos faz questionar como sistemas tão diferentes podem estar localizados quase que no mesmo local. Incrível.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Caburé encomendamos nosso almoço e ficamos esperando na praia. Almoçamos e já pegamos a lancha para voltar ao porto de Barreirinhas. Apesar de o passeio ser chamado de “Caburé”, com certeza o percurso é o mais impressionante do programa, muito mais que a própria praia de Caburé. O largo rio Preguiças, as explicações do nosso guia Johnny, o contato com a colônia de macacos-prego, o visual de cima do farol e a convivência das dunas com o mangue foram os pontos altos daquele dia.</p>
<p>Para a manhã do nosso último dia nos Lençóis Maranhenses, 03 de julho, fechamos um passeio de bóia-cross pelo rio Cardosa. Pegamos carona em mais uma Toyota Bandeirante adaptada, para percorrer, por aproximadamente uma hora e vinte minutos, uma esburacada estrada de terra até chegar ao rio e iniciar nosso passeio.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0654.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0654" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0654-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p>Foi uma hora de descida do rio em bóias circulares. Conosco havia tanto pessoas de idade quanto crianças: como o rio é calmo, todos os públicos podem fazer esse programa. <a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0662.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0662" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/08/IMG_0662-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">É necessário apenas atenção para não se machucar na vegetação de margem do rio, pois em alguns momentos a correnteza do rio pode levá-lo à margem se você não estiver atento. Para coordenar o passeio, acompanhando o grupo de turistas vão sempre um ou dois guias locais. No fim do trecho de descida do rio a Bandeirante já estava nos esperando para então voltarmos à cidade, através do mesmo trajeto de ida.</p>
<p style="text-align: justify;">Almoçamos no simples e justo restaurante Sabor da Brasa, do senhor Jordano ((98) 3349-0739), que serve pratos bem-servidos, com qualidade e em torno de 10 reais, uma boa pedida para quem está a procura de refeições mais em conta em Barreirinhas. Abastecidos após o almoço, partimos então para a capital do estado do Maranhão, São Luis!</p>
<p style="text-align: justify;">Para mais fotos dos Lençóis Maranhenses (MA) e do Delta do Parnaíba (PI) acesse nosso Flikr no link <a href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157630878455806/">http://www.flickr.com/photos/4&#215;1/sets/72157630878455806/</a></p>
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		<title>Jericoacoara (CE) – Explorando a Rota das Emoções, literalmente</title>
		<link>http://4x1.com.br/jericoacoara/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jul 2012 05:21:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 26/06/2012 à 29/06/2012 Saímos de: Teresina-PI Destino: Jericoacoara-CE Distância: 460 km Tempo de viagem: 7 horas (incluindo paradas para almoço, banheiro e &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/jericoacoara/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>26/06/2012 à 29/06/2012<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Teresina-PI<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Jericoacoara-CE</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> 460 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem:</strong> 7 horas (incluindo paradas para almoço, banheiro e fotos)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Teresina-PI pela BR-343, que após a divisa com o Ceará se torna BR-222, rumo ao município de Tianguá-CE. De lá, pegamos a CE-311 passando por Viçosa do Ceará-CE até o município de Granja-CE, onde pegamos a CE-085, que vai até Jijoca de Jericoacoara-CE, passando por Parazinho-CE e Tiaia de Baixo-CE. Em Jijoca, seguimos um guia até a praia de Jericoacoara por meio de uma estrada de areia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> <strong>Pousada Pôr do Sol</strong>, muito bem localizada em frente à Duna do Pôr do Sol</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente: </strong>Uma<strong> deliciosa cavala  assada</strong> (peixe) temperada com a bela vista das águas azuis da Lagoa do Paraíso falsa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: Não há palavras que descrevam o pôr do sol em Jericoacoara.</strong> Talvez pela visão privilegiada do alto das dunas ou pelo privilégio de ver o sol se pondo no mar, há algo de especial neste paraíso. Presenciamos o pôr do sol mais bonito de toda Expedição até aqui.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: Emoções à flor da pele com a Tanajura nas dunas.</strong> As dunas de Jericoacoara guardam trechos traiçoeiros para quem não as conhece. Por mais que confiemos na força da Tanajura, tomamos um susto que poderia colocar em risco o resto do projeto. Lição para o resto da viagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jericoacoara (CE) – Explorando a Rota das Emoções, literalmente</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><iframe src="//player.vimeo.com/video/46598460" width="423" height="238" frameborder="0" title="Jericoacaora" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Algumas horas de estrada após sairmos de Teresina-PI e finalmente chegamos à Jijoca de Jericoacoara-CE. Estávamos bastante entusiasmados com o novo destino, uma vez que este seria nosso primeiro encontro com o mar depois de quase um mês de viagem. Jeri representa a nossa entrada na famosa Rota das Emoções, circuito repleto de paisagens inspiradoras, do qual também fazem parte o Delta do Parnaíba, no Piauí e os Lençóis Maranhenses, no Maranhão.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0004.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0004" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0004-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Era fim de tarde e diversos guias ainda aguardavam os turistas que chegavam à entrada da Jijoca. Aliás, não nos surpreenderia se dissessem que todos os habitantes de cidades turísticas de acesso um pouco mais remoto já nascem com um certificado de guia em mãos. O que não faltaram nos nossos primeiros minutos na cidade foram ofertas para nos guiar até a entrada de Jeri em meio às dunas. Apesar de preferirmos tentar por conta própria a princípio, um dos guias nos seguiu de moto, como se soubesse que em algum momento não saberíamos o que fazer e teríamos que contratar o seu serviço. E assim foi. Quando as opções de caminho começaram a se multiplicar, decidimos negociar um preço com ele e fechamos R$30 para que nos levasse até a cidade. Foi um bom negócio, uma vez que as várias bifurcações ao longo das dunas nos dariam um bom trabalho para chegar aonde queríamos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0093.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0093" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0093-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Logo na entrada da vila, guardas locais informaram que não se pode utilizar o carro dentro de Jericoacoara. Há um estacionamento em que os veículos ficam guardados, enquanto uma camionete é disponibilizada para levar os visitantes até suas pousadas. Normalmente, também permitem que se entre de carro por até uma hora para poder descarregar malas ou para encontrar uma pousada,  no caso de não haver reservado uma de antemão. Cobra-se R$10 para registrar o carro na entrada e deixá-lo no estacionamento. No entanto, contamos um pouco da nossa história, falamos sobre a expedição e explicamos que a Tanajura na realidade não era somente um carro &#8211; além de nossa companheira inseparável, era também nossa casa. A conversa fluiu e permitiram que ficássemos com a Tana na cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Perambulamos pelas ruas de areia em busca de um local para passar a noite. Foi quando encontramos a aconchegante Pousada Pôr do Sol, localizada em frente à Duna do Pôr do Sol, um dos principais pontos turísticos de Jeri. Fomos muito bem recebidos pela Dona Auricélia, que simpatizou bastante com o projeto e nos acolheu em sua pousada. O café-da-manhã no saguão aberto em frente às dunas era muito gostoso e relaxante.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0039.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0039" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0039-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em nosso primeiro dia, partimos com a Tanajura para a Praia do Mangue Seco, onde é realizado o Passeio do Cavalo Marinho &#8211; uma volta de barco pelo rio que circunda a praia e é o lar desse simpático animal. Poder estar com a Tana em Jericoacoara foi uma excelente experiência. Continuávamos com a liberdade de poder nos locomover para onde bem entendíamos e não precisávamos contratar os serviços de buggy, que monopolizavam os passeios na cidade. Mesmo com a maré ainda alta, por volta de 10 horas da manhã, pudemos chegar ao outro lado da grande Duna do Pôr do Sol para seguir em direção ao passeio. Aquela paisagem paradisíaca, com o mar esverdeado carinhosamente chegando próximo às dunas era magnífica. O sentimento de liberdade era tanto, que não cabíamos mais dentro da Tanajura. Com exceção do motorista, subimos no estribo, estendemos um dos braços e deixamos o vento passar pelo nosso corpo enquanto apreciávamos a beleza da paisagem. Por um segundo, foi como se pudéssemos voar. Cerca de uma hora de barco pelo rio nos permitiu ver de perto alguns cavalos marinhos, apesar da maré alta. Os guias nos disseram que há um grande esforço de preservação dessa espécie no local, que é frequentemente visitado por biólogos e turistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Partimos então para o nosso próximo destino: a Lagoa Azul, um dos pontos turísticos mais famosos de Jeri. Em nossa trilha para chegar à cidade com o guia, ele nos indicou alguns pontos de interesse pelo caminho, entre eles a Lagoa. Como gravamos o traçado no GPS, poderíamos chegar lá sozinhos. Só não contávamos que imprevistos nos aguardavam em meio às trilhas de areia. Seguindo as marcas de pneu na praia, deparamo-nos repentinamente com um declive bastante acentuado, que fez com que a Tanajura literalmente quicasse na praia. A pancada foi tão forte que, mesmo com a proteção de alumínio naval, um pedaço do radiador se quebrou e a água azulada de aditivo começou a vazar. Tínhamos um problema em mãos &#8211; era impossível seguir com a Tanajura sem água no radiador. Não era o que esperávamos, muito menos o que queríamos para nosso primeiro dia naquele paraíso. Mas qual seria a graça da viagem se não passássemos por um perrengue de vez em quando? E, sinceramente, não poderia haver lugar melhor para quebrar o carro: em frente à praia! Sem stress e nenhuma lágrima pelo leite derramado, respiramos fundo e conseguimos levar a Tana com a ajuda de alguns locais para o médico na cidade de Preá, a poucos km de Jericoacoara. A tarde, que seria na Lagoa Azul, passou-se acompanhando o trabalho do Zé, mecânico que cuidou do machucado da Tanajura. Faz parte da experiência.</p>
<p style="text-align: justify;">Fim de tarde, voltamos para Jericoacoara, onde no caminho, paramos na curiosa Árvore da Preguiça. A Árvore parecia estar deitada, como se estivesse relaxando ao som do mar. A vontade era de deitar ao lado dela e ficar por ali mesmo, admirando o infinito. Mas seguimos em frente para tentar pegar o pôr do sol na duna que leva o mesmo nome. Chegamos atrasados. Enquanto subíamos a duna, as pessoas já desciam, uma vez que o sol já havia cruzado o horizonte. A beleza pós-por do sol ainda é admirável, mas não poderíamos deixar passar novamente a oportunidade no dia seguinte. O fim de um dia como esse só poderia acabar em pizza. Fomos ao centro de Jeri e encontramos o Cantinho da Pizza, onde comemos uma deliciosa pizza e assistimos a um futebolzinho na TV.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0103.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0103" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0103-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dia seguinte, tentamos novamente chegar à Lagoa Azul, com muito mais cuidado dessa vez. Tudo tranquilo. Atravessamos de barco, enquanto a Tanajura nos aguardou na praia. Apesar da falta de sol tirar um pouco do brilho da paisagem, ainda se podia apreciar um belo visual. As redes mergulhadas na água doce da Lagoa são extremamente convidativas, tornando o lugar bastante aconchegante. Relaxamos lá por um algum tempo e fomos então à Lagoa do Paraíso falsa, onde também havíamos passado com o guia em nossa chegada à Jericoacoara. Chamava-se falsa porque era uma lagoa de menor porte ao lado de uma maior, conhecida como Lagoa do Paraíso. Falsa só no nome, o lugar era um paraíso, de fato. Havia mais espaço para se acomodar na areia que na Lagoa Azul, e na nossa opinião, a paisagem era ainda mais bonita. Principalmente com o sol que deu as caras, intensificando o tom azulado da água.  Comemos um peixe muito bem servido no restaurante local (uma delícia!) e curtimos o dia por lá antes de voltar à Praia de Jericoacoara, onde o pôr do sol nos aguardava.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0212.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0212" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0212-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0197.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0197" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0197-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dessa vez, chegamos com folga. Pudemos arrumar nosso lugarzinho na Duna do Pôr do Sol para esperar o espetáculo acontecer. À medida que o sol se aproximava do horizonte, uma explosão de cores tomava conta do céu. Ver o sol se pondo no mar em Jericoacoara foi um dos pontos altos da viagem até aqui. Indescritível a sensação.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0271.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0271" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0271-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O dia já estava bastante produtivo até então, mas a noite guardava surpresas. O espírito de liberdade falou alto mais uma vez, quando decidimos acampar e preparar um peixe assado para jantar na praia que liga Jericoacoara à Camocim. O local era caminho para seguirmos viagem até o Delta do Parnaíba, nosso próximo destino. Fomos ao centro e compramos carvão e tudo mais que precisávamos para complementar a refeição. O peixe já havíamos comprado fresquinho à tarde, diretamente do entreposto dos pescadores na praia do Preá, vizinha de Jeri. Do lado de fora do mercadinho, a Tanajura chamou a atenção de um simpático senhor, que nos abordou quando voltávamos com as compras para o carro. Ele capturou o espírito aventureiro da expedição e decidiu se apresentar e introduzir seu negócio de expedições à Antartida! Sim, aquele continente distante e extremamente frio ao sul do globo terrestre! Conversa vai, conversa vem e diversas histórias interessantes foram surgindo. Foi quando percebemos que estávamos diante de uma das pessoas mais interessantes que encontramos até aqui. O senhor Gunnar Hagelberg era um viajante nato, conhecia mais de 230 países e foi do Brasil ao Alasca de carona no ano de 1974 (imaginem como era fazer isso naquela época!). Com o que ele tinha de história para contar, poderíamos ficar dias inteiros ouvindo. Ficamos mais de duas horas conversando, em pé, em frente ao mercadinho. Ouvíamos de boca aberta as histórias que ele compartilhava com grande entusiasmo. Depois da conversa, ficamos ainda mais entusiasmados com a nossa viagem e o que ela poderia nos proporcionar.</p>
<p style="text-align: justify;">Com as compras feitas, seguimos nosso plano de jantar na praia, apesar de já estarmos no final da noite. Escolhemos um bom lugar para parar a Tanajura e preparamos o acampamento. Assamos o peixe e jantamos à luz de um dos céus mais estrelados que encontramos até aqui.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0352.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1505" title="IMG_0352" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0352-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0358.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0358" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_0358-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Acordamos em nossas barracas ao som das ondas do mar, enquanto os primeiros raios de sol iluminavam a praia. Cenário perfeito para o café-da-manhã, que comemos tranquilamente ao contemplar o cenário antes de seguir viagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_03761.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_0376" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_03761-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Partimos em direção à praia de Tatajuba, de onde conseguiríamos seguir para a cidade de Camocim. Tirando um pequeno trecho de barco, o resto do caminho era todo feito pela areia. Este atalho nos pouparia um tempo significativo para chegarmos ao Delta do Parnaíba e segundo os locais, não apresentava grandes dificuldades. Seguimos viagem com as instruções que conseguimos em Jericoacoara e sempre que podíamos confirmávamos com locais ao longo do caminho. Foi quando tivemos a “sorte” de encontrar um guia local, que levava dois turistas em um passeio em direção à Tatajuba. Quando pedimos direções, ele gentilmente ofereceu que seguíssemos seu caminho para chegar à cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Estava fácil demais para ser verdade. Não contávamos que o rapaz fosse incorporar o Michael Schumacher no auge de seus tempos e partir em velocidade enquanto cortava os bancos de areia em sua saveiro vermelha. A Tanajura é forte, mas carregar mais de 3 toneladas em um solo de areia fofa com diversos trechos de subida e descida acentuados era demais para nossa companheira de viagem. Em pouco tempo, ele se distanciou e o perdemos de vista em meio à cortina de areia que se levantava em seu traçado. Olhando para os lados, tudo que víamos eram gigantescos montes de areia e pouca esperança de que mais alguém pudesse passar por ali. O guia havia nos levado por um caminho completamente diferente do que procurávamos. Estávamos perdidos em meio a um imenso parque dunas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não há o que seja ruim o suficiente para não piorar. Tentando seguir o rastro do carro que nos abandonou naquele lugar, ficamos atolados uma, duas vezes. Sendo que na segunda vez, a Tanajura se atolou à beira de uma descida absurdamente alta e inclinada, daquelas que dá medo só de olhar. Ficamos estáticos, assustados com a situação em que havíamos nos colocado. Qualquer movimento em falso e a Tanajura poderia descer barranco abaixo, levando junto com ela, o sonho da Expedição 4&#215;1. Naquele momento, todo nosso tempo e dinheiro investidos no projeto estavam por um fio. Era difícil de pensar em uma solução enquanto analisávamos a situação. Foi quando dois outros guias locais caíram do céu e passaram ao nosso lado. Pedimos ajuda. Acostumados com esse tipo de situação nas dunas, eles nos indicaram como sair do aperto e deram mais firmeza à decisão que demorávamos a tomar. Peso de um lado do carro, pranchas de desatolamento encaixadas e muito pensamento positivo para que a Tanajura conseguisse sair dali. E foi com muito esforço que ela saiu. Alívio era tudo que conseguíamos sentir naquele momento. Nunca mais colocaremos a Tana em uma situação dessas. Depois do susto, precisamos parar na praia de Tatajuba para recolocar os pensamentos em ordem antes de seguir viagem em direção à Camocim.</p>
<p style="text-align: justify;">Encanto e entusiasmo, medo e alívio. Emoções não faltaram em nossa passagem por Jericoacoara. Este paraíso foi um ponto especial da nossa viagem, do qual levamos boas lembranças, algumas lições e com certeza, muita história para contar.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9978.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_9978" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9978-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para ver mais fotos de Jericoacoara, acesse nosso Flikr através do link <a href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157630877933308/">http://www.flickr.com/photos/4&#215;1/sets/72157630877933308/</a></p>
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		<title>Teresina (PI) &#8211; História Inexplorada</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jul 2012 22:23:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 24/06/2012 a 26/06/2012 Saímos de: São Raimundo Nonato – PI (Serra da Capivara) Destino: Teresina, PI Distância: 503 Km Tempo de Viagem: &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/teresina/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p><strong>Data:</strong> 24/06/2012 a 26/06/2012</p>
<p><strong>Saímos de:</strong> São Raimundo Nonato – PI (Serra da Capivara)</p>
<p><strong>Destino:</strong> Teresina, PI</p>
<p><strong>Distância: </strong>503 Km<strong></strong></p>
<p><strong>Tempo de Viagem:</strong> 7h30 (considerando as paradas para almoço, abastecimento e algumas fotos).</p>
<p><strong>Trajeto:</strong> Pegamos a Transpiauí PI-140 que depois vira a BR-343. A estrada em geral é muito boa com poucos trechos de dificuldade.</p>
<p><strong>Onde dormimos:</strong> Gran Hotel Arrey</p>
<p><strong>O que comemos de bom:</strong> <strong>Arroz com Capote</strong> (ave também conhecida como galinha d’Angola), <strong>pirão de</strong> <strong>galinha caipira</strong> e <strong>linguiça suína</strong> <strong>caseira</strong>. E como bebida: <strong>Cajuína</strong> (bebida típica do Piauí) – no <strong>restaurante Longá</strong></p>
<p><strong>Pneu Cheio:</strong> <strong>entrevista com a dona</strong><strong> </strong>Maria Genovefa de Aguiar Moraes<strong> </strong><strong>– A Dona Genu Moraes</strong> (quanta história!)</p>
<p><strong>Pneu murcho:</strong> termos confiado na informação de um turista que nos disse que o Mirante da Ponte Estaiada estava fechado e, por consequência, não o termos visitado.</p>
<p>Algumas horas na estrada e ficavam para trás os últimos resquícios da vegetação seca da Caatinga. A paisagem mudava, tornava-se mais verde. Assim, saíamos do sertão e rumávamos à única capital Nordestina fora do litoral.</p>
<p>Conhecida como a Mesopotâmia brasileira, Teresina é cortada pelos rios Poti e Parnaíba. Em um notório processo de desenvolvimento, a cidade possui excelente índice de IDH e outras boas pontuações que a destacam dentre as melhores cidades em qualidade de vida no país. Não foi à toa, portanto, que por volta das 18h do domingo que chegamos ali, pudemos observar dezenas de Teresinenses caminhando e correndo à beira do rio Poti.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Fundada em 1852, Teresina é uma cidade nova e se tornou capital do Piauí principalmente devido à sua posição estratégica – a despeito e mágoa da antiga capital, Oeiras. Por estar longe do mar, Teresina estaria menos sujeita a ataques e invasões marítimas. Além disso, sua posição geográfica facilitava o escoamento de produtos para as outras também importantes capitais nordestinas (ex: São Luís, Fortaleza, Recife e Salvador). Outro ponto que influenciou na escolha da cidade como capital do estado foi o encontro dos dois caudalosos rios que passam por ali e hoje cortam a cidade.</p>
</blockquote>
<p>Caía a noite e, após rodarmos pouco mais de uma hora pela cidade seguindo algumas recomendações, chegamos até o recém inaugurado <strong><a title="Gran Hotel Arrey" href="http://granhotelarrey.com.br/" target="_blank">Gran Hotel Arrey</a></strong>. Ali conversamos com a gerente Edinaira e apresentamos a Expedição 4&#215;1 e nossas intenções na cidade. Muito simpática e atenciosa, ela se interessou pelo projeto e nós conseguimos a hospedagem como cortesia! Ficamos bastante contentess pois, além da estrutura do hotel ser incrível (vide site), ainda dormíriamos em camas (após diversas noites dormindo em barraca)!</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9712.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_9712" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9712-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Subimos e logo nos acomodamos para poder sair pra jantar. Mas, pouco antes de entrarmos na Tanajura nossa “sorte” na cidade mudaria. Tudo começou quando fomos ao balcão do hotel apenas buscar recomedações para jantar. E, sem que imaginássemos, recebemos um banho de conhecimento e cultura, não só sobre Teresina, mas sobre a história e curiosidades do Piauí, pelo concièrge do hotel, Sr. Édson, que também é professor de Turismo na cidade!</p>
<p style="text-align: justify;">Recomendados pelo Édson jantamos uma deliciosa picanha com Maria Isabel (arroz temperado com carne desfiada) e Paçoca (carne seca desfiada com farofa) no restaurante Piri Piri. E melhor ainda que a comida foi o preço! R$54 incluindo bebidas e o simpático acolhimento do garçom que nos atendeu.</p>
<p style="text-align: justify;">O tempo em Teresina era curto, pois dali iríamos até Jericoacoara-CE. Então na manhã seguinte partimos para a tradicional volta pelos principais pontos turísticos da cidade. Primeiro fomos ao Teatro 4 de Setembro, cuidadosamente apresentado pelos orgulhosos funcionários que fizeram questão de nos levar até aos bastidores!</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9741.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_9741" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9741-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Dali, e ainda no centro, seguimos para o belíssimo palácio de Karnak, sede do Governo Piauiense.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9764.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_9764" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9764-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O Palácio todo branco e muito bem cuidado tem como principal atrativo seu jardim frontal cujo trabalho foi feito pelo famoso paisagista Burle Marx. Conversando com o guarda conseguimos entrar no palácio que ainda detém peças muito antigas e terminamos o passeio na grande sala de discursos do governador, onde a bandeira brasileira posa ao lado da Piauiense.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9778.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_9778" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9778-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Saímos do palácio e a poucos metros estava a igreja de São Benedito. A igreja foi construída por escravos e concluída pelos brancos. Dois fatos curiosos marcam a igreja:  o primeiro é que a porta principal, que foi talhada por escravos, foi tombada antes mesmo que a própria igreja; o segundo é que o santo padroeiro – que deu o nome da igreja – foi colocado na parte de fora, pois nenhum branco iria se curvar a um santo negro (hoje o santo já se encontra dentro da igreja).</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9757.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_9757" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9757-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p>O final de tarde se aproximava e ainda iríamos ter a melhor surpresa daquela rápida passagem por Teresina. Indicados pelo Édson (estão vendo porque ele mudou nossa sorte em Teresina!) fomos conversar com a simpatssíssima Dona Genu Moraes!</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9788.jpg"><img class="size-large wp-image-1459 aligncenter" title="IMG_9788" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9788-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Chegamos ali ignorantes à história do Piauí e da própria vida de Dona Genu. Com algumas perguntas soltas começamos a entrevista. Após alguns minutos e com a ajuda do jornalista Kenard, co-autor de um livro sobre a história do pai de Dona Genu, os detalhes de sua incrível trajetória de vida foram surgindo através de uma conversa bastante descontraída. Dona Genu nasceu em 1927 e era filha de Eurípides de Aguiar, um influente político regional que foi deputado, governador e senador do Estado do Piauí, além de ter sido um dos fundadores e líder influente da antiga UDN (União Democrática Nacional, partido de oposição a Getúlio Vargas).</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9792.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_9792" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9792-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Sr. Eurípedes era desafeto de Vargas e o presidente, quando em visita à Teresina, ao ter feito um convite para conhecê-lo. Entretanto, nos contou Dona Genu que Vargas ouviu uma irônica recusa, ato extremamente corajoso dado o cenário político da época!! Dona Genu era uma mulher realmente a frente de seu tempo. Ainda jovem e na época residindo em São Luís (MA) foi a primeira mulher presidente do Sindicato dos Jornalistas do Maranhão e anos depois fora convidada a conduzir um programa em um extinto canal de TV. Jornalista carismática e influente, ela se enveredou pela política assim como seu pai, com diversos cargos ligados ao governo do Estado e sendo hoje a ÚNICA pessoa ainda viva dentre os membros ativos da UDN!!! Ficamos mais de 3 horas tendo uma verdadeira aula (principalmente dos anos 50) de alguém que de fato viveu essa história do país e que contava sobre Juscelino (que era como ela se referia ao ex-presidente Juscelino Kubitschek) com muito charme e humor, com estórias como se fosse um amigo da infância! Ah, e sem falar que a conversa foi acompanhada de café e biscoitos carinhosamente oferecidos por dona Genu em sua casa que é um verdadeiro museu vivo – com peças usadas por seus pais e ainda conservadas por ela!</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9829.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_9829" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9829-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ao final da entrevista ainda descobrimos que as histórias de Dona Genu e da Dra. Nièdi Guidon (que conhecemos na <strong><a title="Serra da Capivara" href="http://4x1.com.br/serra-da-capivara/" target="_blank">Serra da Capivara</a></strong>) estavam juntas em um livro que as colocava dentre 10 mulheres de grande destaque na história do Piauí! E nós tivemos a honra de poder conhecê-las pessoalmente e entrevistá-las!!</p>
<p style="text-align: justify;">Terminamos o dia com uma farta janta em um dos mais tradicionais restaurantes de Teresina: o <strong><a title="Longá" href="http://www.restaurantelonga.com.br/" target="_blank">Longá</a></strong>, com 22 anos de existência. Longá é o nome do rio que corta a cidade natal da proprietária do restaurante, sra. Jesus de Carvalho, que nos recebeu com enorme simpatia oferecendo-nos com cortesia os mais tradicionais pratos da casa: Arroz com Capote (ave conhecida por nós como Galinha d’Angola), Pirão de Galinha Caipira e Linguiça Suína Caseira. E para beber a famosa Cajuína (bebida típica do Piauí) feita pelo próprio Longá!</p>
<p><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9852.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_9852" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9852-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma curiosidade sobre o Longá é o fato de dona Jesus ir de vez em quando para São Paulo para fazer o arroz de capote para o deputado Frank Aguiar (que também é Piauiense) em eventos comemorativos!</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de irmos embora ainda passamos no ‘Encontro dos Rios’, onde as águas do Poti confluem com as do Parnaíba. Ali fora fundado o primeiro povoado de Teresina. Do outro lado do rio Parnaíba pode-se avistar o Maranhão e sua primeira cidade: Timon. É só cruzar a ponte. E apesar de termos ido de manhã, os Teresinenses recomendam fortemente que a visita ao encontro dos rios seja feita próxima ao por do sol! Infelizmente não tivemos tempo para ver.</p>
<p><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9861.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_9861" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9861-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Outro tradicional ponto turístico da cidade, mas que devido a uma informação errada que recebemos de um turista não pudemos visitar, foi o Mirante da Ponte Estaiada. A 100 metros de altura ele se encontra em cima da majestosa Ponte Estaiada que corta o rio Poti e proporciona uma vista panorâmica de toda a capital.</p>
<p style="text-align: justify;">No café da manhã, em nosso último dia no Gran Hotel Arrey, fechamos a visita à Teresina com chave de ouro. Acontece que naquela manhã estava ocorrendo o evento oficial de inauguração do hotel, e a imprensa Teresinense estava lá em peso! Para não perdermos a oportunidade estacionamos a Tanajura bem na frente do hotel e não deu outra, a formosa Tana chamou a atenção de alguns jornalistas que logo descobriram que era nossa. Após contarmos nossa história a simpática jornalista Dalyne Barbosa conseguiu colocar uma matéria nossa no maior jornal da região, o ‘Jornal do Meio Norte’ e outra também no site do hotel!</p>
<p style="text-align: justify;">Vejam as matérias aqui:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a title="Jornal O Meio Norte" href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Jornal-Meio-Norte.pdf" target="_blank">Jornal o Meio Norte</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a title="Matéria no site do Gran Hotel Arrey" href="http://granhotelarrey.com.br/noticia.php?noticia=17" target="_blank">Matéria no site do Gran Hotel Arrey</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Piauí ficou pra trás, mas carregaremos conosco toda a história de um estado muitas vezes negligenciado pelo turismo e pelo governo brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Para mais fotos de nossa passagem por Teresina, <a title="clique aqui" href="http://www.flickr.com/photos/4x1/sets/72157630428868544/" target="_blank"><strong>clique aqui</strong>.</a></p>
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		<title>Serra da Capivara (PI) &#8211; A Origem do Homem Americano</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jul 2012 22:22:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1: Data: 22/06/2012 a 24/06/2012 Saímos de: Petrolina-PE Destino: São Raimundo Nonato-PI Distância: 315 km Tempo de viagem: quase 5 horas* Trajeto: *O tempo &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/serra-da-capivara/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>22/06/2012 a 24/06/2012<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Petrolina-PE<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> São Raimundo Nonato-PI</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> 315 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>quase 5 horas*</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> *O tempo de trajeto está relacionado à nossa escolha pelo caminho de estradas principais. Ou seja, seguimos pela BR-235 passando por Remanso (BA) até a divisa com o Piaui continuando pela BR-324 até São Raimundo. Estas, por serem BRs e, portanto, principais troncos rodoviários do país, deveriam estar em melhores condições. No entanto, o trecho da BR-235 de remanso à divisa BA/PI é <strong>horroroso</strong> (!!) e foi eleito pela Guia 4 Rodas como a <strong>pior</strong> estrada do país. Assim, recomendamos para quem for de Petrolina para lá, seguir por um caminho um pouco maior, mas segundo diversas pessoas, melhor transitável: Sair de Petrolina pela BR-407 sentido Afrânio e logo após essa cidade apanhar a PI-459 direto para São Raimundo. Aumenta-se aproximadamente 128km, mas ganha-se em tempo e qualidade do trajeto!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> Estacionamento do Hotel Serra da Capivara</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente:</strong> Caldo de carne com macaxeira na praça principal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: O trabalho da Dr. Niède Guidon no Museu do Homem Americano e no Parque Nacional Serra da Capivara é de dar orgulho a qualquer brasileiro!!!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: </strong>A corrupção e o descaso de ambos os governos, Estadual e Federal, com um trabalho de tamanha importância para a comunidade científica internacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><iframe src="//player.vimeo.com/video/46153450" width="423" height="238" frameborder="0" title="Serra da Capivara - A Origem do Homem Americano" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Ao som de cigarras penetramos por entre a seca da caatinga arbustiva, onde verdes juazeiros se mesclavam aos mandacarus e a folhas pálidas e avermelhadas na entrada do parque nacional da Serra da Capivara. Na crença popular, o canto da cigarra aponta que a seca permanecerá; já o mandacaru, com seus “braços” abertos como Cristo na cruz, representa a penitência do sertanejo, que fora destinado por Deus a nascer e viver naquela região. E, assim, sem sabermos, estávamos prestes a testemunhar a maior descoberta arqueológica sobre a origem do homem americano, em pleno Sertão Piauiense”.</em></p>
<p style="text-align: justify;">À medida que avançávamos no Piauí, a abundância que vimos em Petrolina se perdia sertão adentro. Rios secos e vegetação sem folhas acompanhavam nosso trajeto, enquanto o cheiro de carniça se misturava à brisa com frequência. O forte calor castigava quando chegamos ao pequeno município de São Raimundo Nonato. A cidade foi uma sugestão que recebemos quando conversávamos sobre nosso roteiro em direção ao norte com alguns companheiros de viagem em Petrolina.</p>
<p style="text-align: justify;">São Raimundo Nonato é a porta de entrada da Serra da Capivara, fronteira natural que separa as bacias dos rios São Francisco e Parnaíba. A beleza dos montes, enaltecida pelo dourado da caatinga, esconde o maior parque arqueológico do mundo. Sim, o maior do mundo! Ele abriga cerca de 96 mil pinturas rupestres em uma área de 129 mil hectares (quase tão grande quanto à cidade de São Paulo – que conta com 152 mil ha) e um perímetro de 214 km. Não tínhamos ideia da magnitude e da importância do que estávamos prestes a conhecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim que chegamos, fomos direto ao Museu do Homem Americano, onde poderíamos ter uma visão melhor do que conhecer em São Raimundo. O pessoal do museu foi bastante prestativo, especialmente a senhora da recepção.</p>
<p style="text-align: justify;">Além de nos passar ótimas informações em relação aos atrativos turísticos da cidade, como o próprio museu e o Parque Nacional da Serra da Capivara, a simpática senhora nos indicou guias, hotéis e restaurantes e também nos contou sobre o trabalho de exploração arqueológica realizado na cidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9358.jpg"><img class="size-large wp-image-1437 aligncenter" title="IMG_9358" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9358-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Foi aí que ouvimos falar do grande trabalho realizado pela Dra. Niède Guidon e sua equipe na cidade. Além disso, apesar de a nossa visita não ter sido planejada, a Dra. nos recebeu, dando-nos o privilégio de conversar com ela pessoalmente e conhecer melhor sua história (imagens dessa conversa no vídeo). A Dr. Niède é uma pessoa que dedicou grande parte de sua vida ao projeto arqueológico e turístico da Serra da Capivara. Rosa Trakalo (turismóloga uruguaia) e Anne-Marie Pessis (arqueóloga francesa) são seus “braços direitos”. Essa equipe transformou São Raimundo e a Serra da Capivara em um pólo de estudos, desenvolveu a região, estabeleceu um projeto turístico, batalhou (e continua batalhando muito) para que os governantes abram os olhos e percebam que a região tem potencial para se transformar em uma das maiores atrações turísticas do país.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9692.jpg"><img class="size-large wp-image-1435 aligncenter" title="IMG_9692" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9692-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A estrutura montada à custa de muito suor e esforço da equipe da Dra. Guidón impressiona MUITO. O Museu do Homem Americano tem uma fachada modesta; entretanto, uma vez dentro da sua estrutura, percebe-se que o museu não deixa nada a desejar em relação aos principais museus do país. Lá é apresentada ao turista a <strong>teoria alternativa relativa ao surgimento do homem no continente americano</strong>, elaborada pela Dra. Guidón. Ela procura refutar a teoria clássica de que o homem chegou à América ao cruzar o estreito de Bering (entre a Rússia e o Alasca), após terem vindo da África – a travessia teria sido possível devido ao congelamento do estreito durante a era glacial. De acordo com as suas pesquisas, vestígios encontrados no Parque Nacional da Serra da Capivara evidenciam que o homem veio à América <strong>após cruzar o Atlântico</strong>, há mais de 100 mil anos atrás.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a visita é possível observar artefatos da era da pedra-lascada, urnas funerárias de 4 à 6 mil anos atrás, imagens das pinturas rupestres (projetadas em um enorme telão), um painel interativo que permite que o turista simule uma escavação arqueológica, adornos e ferramentas encontrados dentro de uma fogueira pré-histórica (de 10 mil anos atrás), entre outros. São diversas as evidências apresentadas, que dão credibilidade à hipótese da Dra. Guidón. Chama atenção também o fato do museu ser muito bem preparado para receber deficientes físicos (assim como muitos sítios arqueológicos dentro do parque)! Além disso, é triste notar que grande parte do investimento feito no parque, no museu e no instituto do Homem Americano teve que vir de países como o Japão e a França! Uma riqueza dessas deveria ter tido o seu valor reconhecido pelo governo brasileiro há muito tempo! Um exemplo do descaso do nosso país é a (não) construção do aeroporto de São Raimundo Nonato – a Dra. Guidón luta há 20 anos pela construção desse aeroporto, que já foi iniciada por diversas vezes, mas teve toda a verba desviada devido à corrupção escancarada dos governantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de todas as dificuldades que a Dra. encontra e da batalha anual para garantir verbas de pesquisa (uma vez que os recursos vem de contratos de curto prazo e não há um repasse federal perene), suas importantes pesquisas seguem em andamento e ela continua trabalhando em campo para encontrar evidencias adicionais que possam transformar sua hipótese em uma teoria amplamente aceita pela comunidade internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, acordamos cedo, tomamos um reforçado café-da-manhã no Hotel Serra da Capivara &#8211; que nos foi oferecido pelo Sr. Humberto, proprietário do hotel.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seguida partimos para explorar as riquezas arqueológicas do parque com o guia Raphael (geógrafo e profundo conhecedor de literatura, história e pinturas rupestres).<a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9508.jpg"><img class="size-large wp-image-1429 aligncenter" title="IMG_9508" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9508-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ao chegar ao parque ficamos novamente surpresos com o que encontramos: trilhas muito bem sinalizadas, portarias estruturadas, organização do fluxo de turistas (para não tumultuar os pontos de visitação), preservação da fauna e da flora local, enfim, uma estrutura de dar orgulho!</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9589.jpg"><img class="size-large wp-image-1430 aligncenter" title="IMG_9589" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9589-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quando começamos a ver as primeiras pinturas rupestres ficamos com os olhos fixos, mudos, contemplando! A sensação era bastante diferente das que já havíamos experimentado: <strong>estávamos um lugar único no mundo, dentro do nosso país, com uma estrutura que nunca imaginaríamos encontrar no interior do Piauí, olhando para pinturas de 3 a 12 mil anos atrás, podendo observar indícios de uma teoria que muda o panorama da pré-história mundial, tendo aulas de história, cultura e geografia <em>in loco</em>&#8230;</strong> era tudo muito inesperado e surpreendente! Não tinha como não ficarmos atônitos, foi uma experiência única e difícil de ser (d)escrita.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9594.jpg"><img class="size-large wp-image-1431 aligncenter" title="IMG_9594" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9594-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar dos números expressivos, estima-se que apenas 5% dos sítios arqueológicos da região já tenham sido explorados. A Serra das Confusões, região vizinha à Serra da Capivara, possuí de 5 a 6 vezes o tamanho da cidade de São Paulo (840 mil ha) e imagina-se que ela abriga mais de 100 mil pinturas rupestres! Para desenvolver todo esse potencial da região, o primeiro curso de graduação em Arqueologia (do Brasil) surgiu na cidade de São Raimundo Nonato em 2004 &#8211; é oferecido pela UNIVASF (Universidade Federal do Vale do São Francisco). Entretanto, antes de sua criação, há aproximadamente 10 anos, 60 jovens de São Raimundo foram selecionados e treinados por uma especialista em conservação de sítios arqueológicos (que estudou na Sorbonne-Paris) para que as pinturas da Serra da Capivara fossem recuperadas e atingissem um bom nível de conservação a fim de que pudessem ter uma maior durabilidade. Hoje, muitos desses jovens trabalham para grandes empresas e estão pelo Brasil todo trabalhando em canteiros de obras que envolvem áreas de sítios arqueológicos. Eles se tornaram uma mão-de-obra altamente especializada! São Raimundo é realmente uma referência no panorama da arqueologia brasileira!</p>
<p style="text-align: justify;">Vale ainda mencionar que, além do grande privilégio de conversar com a Dra. Niède, tivemos a sorte de estarmos em São Raimundo Nonato justamente durante as festividades dos 100 anos da cidade!! O centro da cidade estava bastante movimentado e era palco da competição de quadrilhas, que levou um grande número de pessoas às ruas para torcer pela associação do seu bairro. Foi outra experiência à parte!! (imagens no vídeo)</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9429.jpg"><img class="size-large wp-image-1439 aligncenter" title="IMG_9429" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9429-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">São Raimundo Nonato expandiu nosso horizonte em relação à riqueza que o nosso Brasil tem a oferecer nos seus quatro cantos. Mas ao mesmo tempo, nos lembrou de como a corrupção e o descaso ainda são fardos duramente carregados pelo nosso povo.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9662.jpg"><img class="size-large wp-image-1434 aligncenter" title="IMG_9662" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9662-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
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		<title>Petrolina (PE) &#8211; Oásis no Sertão Nordestino</title>
		<link>http://4x1.com.br/petrolina/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Jul 2012 02:39:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1: Data: 18/06/2012 a 22/06/2012 Saímos de: Lençóis – BA (Chapada Diamantina) Destino: Petrolina, PE Distância: 505 Km Tempo de Viagem: Quase 8 horas &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/petrolina/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ficha 4&#215;1:</strong></p>
<p><strong>Data:</strong> 18/06/2012 a 22/06/2012</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Lençóis – BA (Chapada Diamantina)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Petrolina, PE</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância: </strong>505 Km<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de Viagem:</strong> Quase 8 horas (considerando as paradas para almoço, abastecimento e algumas fotos).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Lençóis e logo pegamos a BR 242. Após aproximadamente 90 Km apanhamos a BR 407 direto para Juazeiro e Petrolina. (Boas estradas! Apenas 16Km com trecho de terra batida, devido a uma reforma nesse trecho).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> Acampamos no estacionamento da Pousada Rio Belo na beira de uma rodovia onde negociamos pagar somente o café da manhã por R$ 6,00 cada um =)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de bom:</strong> Especialidade do Sertão Nordestino: a <strong>Carne de carneiro!</strong> Fomos muito bem acolhidos no excelente restaurante: <strong>Bode Assado do Ângelo</strong>. Também comemos os tradicionais peixes da região: <strong>Surubim</strong> e <strong>Tambaqui -</strong> no premiado restaurante <strong>Maria do Peixe</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio:</strong> as paradisíacas <strong>dunas do São Francisco</strong> no município de<strong> Casa Nova.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho:</strong> esperar por mais de 30 min o barco da Travessia do Juarez para retornarmos da belíssima ilha do Rodeadouro.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>O calor sentido em Petrolina transcende àquele irradiado pelo Sol. Ele pôde ser percebido em cada conversa com os simpáticos cidadãos nos vários lugares onde estivemos. O próspero Vale do São Francisco encanta com suas belezas naturais, cultura e gastronomia.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><iframe src="//player.vimeo.com/video/45418735" width="423" height="238" frameborder="0" title="Petrolina: O&aacute;sis no Sert&atilde;o Nordestino" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></strong></p>
<p style="text-align: justify;">A ida à Petrolina surgiu por um acaso. Ainda no início do nosso planejamento a ideia era sairmos da Chapada Diamantina para a cidade de Mateiros, no Tocantins, para visitarmos o Jalapão (Mateiros é um dos municípios de entrada ao Jalapão). Mas dois dias antes de sairmos da Chapada nos demos conta que o Google Maps sempre apontava a cidade de Mateiros muito fora de seu ponto original. A entrada ao Jalapão fica em torno de 300 km de Palmas e o Google Maps apontava Mateiros quase na divisa do Tocantins com o Maranhão: mais de 800 km de seu ponto original. Dessa forma, ir para o Jalapão naquela altura significaria perder de conhecer melhor o Nordeste. E não era isso o que queríamos.</p>
<p style="text-align: justify;">Era por volta das 18h quando cruzamos a ponte Presidente Dutra que une a cidade baiana de Juazeiro à pernambucana Petrolina. <strong>As cidades são divididas pelo Rio São Francisco</strong> que traz muita prosperidade à região, tornando-as um verdadeiro ponto fora da curva em meio à seca do sertão Nordestino. <strong>Petrolina</strong>, mais desenvolvida, apresenta índices de cidade modelo: com <strong>95% de saneamento básico</strong> e o título de <strong>maior exportadora de frutas do país</strong>, a cidade é ainda a <strong>segunda maior produtora de vinhos</strong> no Brasil!</p>
<p style="text-align: justify;">Um verdadeiro contraste com o resto da região. Contraste esse que íamos notando já na BR-407 que corta o sertão Baiano. Animais magros, casas de adobe, mais de 10 rios e córregos secos e pelo menos 6 carros-pipa ao longo daqueles 500 km eram os retratos de uma região castigada pela <strong>maior seca dos últimos 55 anos</strong>. Mas ao nos aproximarmos de Juazeiro e Petrolina aquele cenário aos poucos mudava. Eram os filhos pródigos do Sertão!</p>
<p style="text-align: justify;">Naquela noite, famintos e após rodarmos por mais de uma hora em busca de um estacionamento (em hotéis e pousadas da região) para podermos acampar, seguimos para o famosíssimo <strong>Bodódromo </strong>já quase às 20h30. Ao longo de toda a cidade placas indicam ao turista (na verdade esse é um ponto que nos chamou muito a atenção: a cidade é muito bem sinalizada com placas!) como chegar a essa rua que abriga restaurantes típicos que fazem a mais famosa iguaria sertaneja: a <strong>carne de Carneiro</strong>. Isso mesmo! Carneiro! Pois apesar do nome do local fazer referência ao Bode, a <strong>carne de carneiro é mais macia e o animal pode dar cria até duas vezes no ano</strong>. Após estacionarmos ali não tínhamos dúvida de qual restaurante escolher: com todas as mesas ocupadas e uma gostosa música típica sendo tocada ao vivo, fomos direto ao Bode Assado do Ângelo. E, logo que entramos, fomos conversar com o Ângelo (proprietário do restaurante e, hoje, <strong>cidadão honorário de Petrolina!</strong>). Muito simpático, ele nos contou sua trajetória profissional até fundar o restaurante em 2003 (o Bodódromo existe desde Setembro de 2000). Após contarmos da Expedição ele nos ofereceu o prato principal da casa como cortesia: Carne de carneiro no espeto acompanhado de arroz, feijão tropeiro, macaxeira frita (mandioca ou aipim para alguns), vinagrete, purê de macaxeira e um delicioso pirão de bode!</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8950.jpg"><img class="size-large wp-image-1395 aligncenter" title="IMG_8950" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8950-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Manhã seguinte. Era o dia de fazermos o <strong>tradicional passeio à Rota do Vinho</strong>. O relógio marcava 6h50 e o dia amanheceu com muitas nuvens escuras. “Paulistanos” típicos, poderíamos imaginar que viria temporal. Ingênuo engano, estávamos no Sertão!!! Às 9h os termômetros já marcavam 27°C e o céu estava azul sem nenhuma nuvem. Saímos a caminho da <strong>Vitivinícola Santa Maria</strong>, a 63 km de Petrolina. ‘Viti’ é relativo ao cultivo da videira e ‘vinícola’ à fabricação do vinho. A vitivinícola Santa Maria é uma das principais visitas na Rota do Vinho, que possui outras opções (por exemplo: a visita à fazenda Ouro Verde, produtora do vinho da gaúcha Miolo). Nosso guia na Santa Maria foi o Valdemir, um dos mais antigos funcionários e que está lá desde a época em que a fazenda ainda era gerida por brasileiros.  Há 10 anos a vitivinícola é gerida pelo grupo português <strong>Rio Sol</strong> que realiza diversas pesquisas na região, juntamente com apoio da Universidade de Lisboa. Lá, além de engarrafarem os premiados vinhos Rio Sol, também fabricam os vinhos Rendeiras e a linha regional Adega do Vale, com foco no público nordestino.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8976.jpg"><img class="size-large wp-image-1396 aligncenter" title="IMG_8976" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8976-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o Valdemir, que está lá há 17 anos, algumas <strong>curiosidades destacam o Vale do São Francisco </strong>em relevância mundial na <strong>produção de vinhos</strong>: a primeira é que o local é o único lugar do mundo em que se é possível fazer de <strong>duas a três colheitas de uva</strong> <strong>anuais</strong>! Muito vinho da região é, inclusive, exportado para Europa em tonéis e volta para o Brasil somente com o rótulo da vinícola europeia. A segunda curiosidade é que <strong>qualquer tipo de uva pode ser plantado no vale</strong>, fato que não se repete em nenhum local do mundo. De qualquer forma as mais cultivadas são Cabernet Sauvignon, Syrah, Alicante Bouschet e Touriga Nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a visita fomos almoçar no muito <strong>recomendado restaurante Maria do Peixe</strong>. Não era à toa que ouvimos tantas recomendações: em sua parede, logo na entrada, estavam penduradas 7 placas dos prêmios Guia 4 Rodas (2003 a 2009), além de diversos prêmios Top Ouro em pesquisas de opinião pública em Petrolina. E, após conversarmos com a dona Lucimaria, filha de dona Maria (fundadora), ela nos ofereceu de cortesia a tradicional moqueca de Surubim e o Tambaqui frito.</p>
<p style="text-align: justify;">Satisfeitos, apanhamos o barco público (que custa somente 1 real!) para cruzar de Petrolina para Juazeiro e voltamos a pé pela ponte Presidente Dutra.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9177.jpg"><img class="size-large wp-image-1400 aligncenter" title="IMG_9177" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9177-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">De cima da ponte é fácil observar os <strong>contrastes entre as duas cidades</strong>, principalmente os que se relacionam aos distintos níveis de desenvolvimento econômico. Mais rica, Petrolina exibe seus altos e modernos edifícios; do outro lado, Juazeiro possui em sua margem inúmeras lojas de comércio popular. No entanto, caminhando em suas margens, nota-se que faltou à Petrolina um pouco do capricho e zelo do “primo pobre”. Esses são, na verdade, aspectos que notamos nas diversas cidadezinhas baianas que percorremos. Em sua maioria, estavam sempre limpas e com aspecto de urbanismo bem planejado e organizado.</p>
<p style="text-align: justify;">No caminho de um dos passeios avistamos um grande <strong>acampamento do MST</strong> na estrada que leva à Petrolina.</p>
<p><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9054.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_9054" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9054-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Paramos e fomos conversar com os acampados. Algumas crianças que acabavam de voltar da escola se juntavam às suas mães e avós enquanto maridos e outros familiares estavam na roça. Para nossa surpresa eles relatavam que, apesar da condição, <strong>não passavam fome</strong>. O bolsa-família, somado a cestas básicas doadas mensalmente por um órgão local, ajudava na complementação da renda familiar, que vinha basicamente do trabalho dos maridos que recebiam diárias pela hora trabalhada em lavouras da região.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9049.jpg"><img class=" wp-image-1397 aligncenter" title="IMG_9049" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9049-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Inclusive, o simpático senhor Raimundo nos contou que dificilmente eles matavam alguns de seus bodes, perus e galinhas para sustento: <strong>“(&#8230;) eu crio mesmo é pra poder ter aqui com a gente né. É pra passar o tempo”.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Saímos do acampamento e por volta das 11h fomos à <strong>Ilha do Rodeadouro</strong>. O acesso é feito de barco e custa por volta de R$3,00 por pessoa. A areia branca e as águas cristalinas do Velho Chico foram muito bem acompanhadas por um delicioso peixe assado na brasa e água de coco. Era nossa primeira experiência em uma <strong>praia de água doce</strong>!</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9185.jpg"><img class="size-large wp-image-1401 aligncenter" title="IMG_9185" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9185-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ainda naquele dia fizemos uma visita ao muito conhecido museu ‘<strong>Ana das Carrancas</strong>’ (assim como o Bodódromo, diversas placas na cidade mostram como chegar). O museu é na casa onde viveu dona Ana: uma respeitadíssima e premiada artesã local (nascida em 1923) que usou o barro do Velho Chico para fazer suas famosas obras inspiradas nas carrancas de antigos barcos pesqueiros. Mas, mais impressionante que conhecer suas obras, é ouvir cada detalhe de sua história de vida da boca de sua <strong>própria filha</strong>, Maria da Cruz, que carinhosamente nos recebeu!</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9221.jpg"><img class="size-large wp-image-1402 aligncenter" title="IMG_9221" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9221-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Era chegado nosso último dia na região e decidimos conhecer a famosa e polêmica <strong>Represa de Sobradinho</strong> (citada na canção de Sá e Guarabyra, de 1977, trilha sonora do nosso vídeo). Testemunhamos ali que de fato o sertão já virou mar.</p>
<p><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9242.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_9242" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9242-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sobradinho possui o maior lago artificial da América Latina criado pelo alagamento que encobriu a antiga cidade que, segundo dizem, ainda pode ser vista na maré baixa do rio (não tivemos a sorte de ver). Mas mesmo que o homem tenha “desfeito a natureza”, as águas azuis do Velho Chico, em meio à tamanha secura, ainda permitem um visual indescritível que pode melhor ser apreciado no topo do mirante da torre.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9283.jpg"><img class="size-large wp-image-1404 aligncenter" title="IMG_9283" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9283-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ainda no trecho final da estrada, logo antes de se chegar à usina, notam-se alguns tanques de <strong>piscicultura no meio do lago</strong>. Resolvemos então navegar com os caras que tomavam conta de um dos criadouros para conhecer a criação <em>in loco</em>. Uma experiência um tanto quanto diferente!</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o melhor ainda estava por vir. Faltava a cereja do bolo para selar aquela incrível experiência. Sem saber a saída exata na BR-235, perguntamos para diversos locais até encontrar. Seriam mais 18 km de estrada de chão sobre cascalho e no final nos depararíamos com um pequeno riacho de aproximadamente 50 cm de profundidade. Era só cruzar. Mais adiante entramos num verdadeiro oásis no meio do Sertão: ali estavam as <strong>dunas do São Francisco.</strong></p>
<p><strong><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9330.jpg"><img class="aligncenter" title="IMG_9330" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_9330-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Próximas ao município de Casa Nova e à 96 km de Petrolina, elas erguiam-se imponentes numa vista espetacular do velho Chico, não muito distante de Sobradinho. Estávamos sozinhos naquele pedaço de praia encantador (que na verdade é uma propriedade privada). E ali terminamos nosso dia com um futebolzinho à beira-rio!</p>
<p style="text-align: justify;">Petrolina com certeza foi um dos destinos mais marcantes até agora, vai deixar muita saudade e o gostinho de querer voltar um dia!</p>
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		<title>Vale do Pati (BA) &#8211; Trilhando pelo Gigante Verde</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jul 2012 01:53:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cachoeirão]]></category>
		<category><![CDATA[trilha]]></category>
		<category><![CDATA[Vale do Pati]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Data: 12/06/2012 à 15/06/2012 Saimos de: Lençóis &#8211; BA Destino: Guiné, uma das entradas do Vale do Pati Distância: 81km Tempo de viagem: 1 hora &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/vale-do-pati/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>12/06/2012 à 15/06/2012<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saimos de: </strong>Lençóis &#8211; BA<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino: </strong>Guiné, uma das entradas do Vale do Pati<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância: </strong>81km<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem: </strong>1 hora<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto: </strong>Saimos de Lençóis, rumo a BR-242, sentido Seabra-BA. Após aproximadamente 29km pegamos a estrada que vai a Guiné-BA, passando por Palmeiras-BA. Todo esse percurso foi feito com o Hare, nosso guia turístico na Chapada Diamantina.<strong>  </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos: </strong>Dona Raquel, nas duas primeiras noites e no Seu Wilson e Dona Maria, na última noite.<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente: </strong>Mamão verde refogado e creme de banana verde na casa dos nativos<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Cheio: Foram vários, mas o diferencial desse passeio é a interação com os nativos</strong>. Uma situação específica que nos marcou foi ver o empenho de um americano que também estava hospedado na casa de Dona Raquel tentando ensinar um nativo a tocar <em>Hey Jude</em> no acordeon.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu Murcho: O tempo, que se por um lado facilitou a caminhada, por outro encobriu nossa primeira vista. </strong>O tempo no Pati ficou fechado durante os três primeiros dias, com o sol abrindo apenas no dia da saída.</p>
<p style="text-align: justify;"><iframe src="//player.vimeo.com/video/45168797" width="423" height="238" frameborder="0" title="Chapada Diamantina" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em meio a paisagens com chapadas, cachoeiras e vistas exuberantes, encontra-se o Vale do Pati, um lugar que intensificou significativamente nosso contato com a natureza e com nativos. A sua imensidão e beleza é tanta que virou um dos maiores atrativos não só de “turistas comuns” da Chapada Diamantina, que vão em busca de descanso e uma bela paisagem, mas também dos amantes de trilhas e aventuras. Foi eleita recentemente por uma revista especializada em aventuras como a terceira melhor trilha do mundo, ficando atrás apenas da trilha de Santiago de Compostela, na Espanha, eleita a melhor do mundo e da trilha Inca, em Machu Picchu, no Peru. Nosso percurso totalizou 60km, divididos em 4 dias e para nos guiar, o pessoal da Fora da Trilha, agência especializada em passeios e escaladas pela Chapada, selecionou o Harebol, que já havia nos guiado no dia anterior no passeio das grutas. Na verdade, a rápida experiência que tivemos com Hare no primeiro dia nos fez querer aprofundar o contato com ele. Com mais de 40 anos de experiência de vida, sendo 17 destes como guia na chapada, o Hare, nome recebido em função de seus 6 anos vividos como Hare Khrishna, foi a primeria história de vida inspiradora que conhecemos ao longo da viagem. É um amante de sua profissão e em seu tempo livre faz parte da brigada de incêndio da chapada. Se um dia, algum de nossos leitores tiver a oportunidade de visitar a chapada, recomendamos fortemente ser guiado pelo Hare, não só pela pela pessoa, mas pela sua qualidade profissional, com destaque para seu profundo conhecimento da região.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8324.jpg"><img class="size-large wp-image-1348 aligncenter" title="IMG_8324" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8324-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Durante as 3 noites que passamos lá, ficamos hospedados na casa de nativos, descendentes dos garimpeiros de diamantes do século XIX. De acordo com os próprios nativos, vivem 17 pessoas distribuídas em 4 casas espalhadas pelo Pati. Apesar de estar a 20 km de Guiné, o vilarejo mais próximo, as casas do Pati possuem energia elétrica, proveninete de 2 placas solares por casa fornecidas pela Coelba como parte do programa do Governo Federal, Luz pra Todos.  Apesar de não ser abundante, garante alguns pontos de luz na casa.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8584.jpg"><img class="size-large wp-image-1351 aligncenter" title="IMG_8584" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8584-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dia 1: Saimos de Lençóis por volta das 9:30, com destino a Guiné, onde deixamos a Tanajura numa pousada com as barracas montadas para secar e pegamos uma corrida na carroceria de uma D20 até o “beco”, base do primeiro morro para entrar no Pati. Mochilas de ataque nas costas com o mínimo de peso possível, iniciamos a caminhada morro acima. Com o tempo nublado e todo mundo descansado, a primeira subida, apesar de longa e íngrime foi superada sem muitos problemas. Depois de subir, atingimos uma planície com uma vegetação baixa pela qual caminhamos pouco mais de 3hrs. No fim, nos deparamos com uma vista fascinante, mas que em função da serração  não conseguimos vê-la por completo. Naquele momento, já podíamos sentir a imensidão daquele lugar e a sensação de liberdade e paz nos tomou conta. Tivemos a certeza de que seriam 4 dias em total harmonia com a natureza, na forma mais crua que já tínhamos experimentado. Após as fotos e a contemplação daquele “visu” como dizia o Hare, hora da descida. Essa foi sem dúvida a parte mais puxada do primeiro dia. Era um paredão praticamente reto, uma descida de aproximadamente 500 metros. Não usamos cordas, mas em alguns momentos, foi preciso nos ajudar passando a mochila de um para o outro conforme o desgaste ia nos atingindo. Depois de pouco mais de 1 hora, estávamos numa planície novamente, já próximos da casa de Dona Raquel, onde passamos as duas primeiras noites. Ao chegar na casa, dois rapazes tímidos e educados nos receberam. Eram irmãos, filhos de Dona Raquel, que havia ido para Guiné e por conta disso, acabamos não conhecendo-a. As casas eram bem simples, as paredes pareciam ser feitas de adobe, pintadas de azul claro, e o chão era de barro seco e batido.</p>
<p style="text-align: justify;">A noite, após o farto jantar, tivemos a possibilidade de interagir com João e André, que tocavam no “quartinho da música”, uma extensão da casa de Dona Raquel. Eram vários intrumentos, como zabumba, triângulo, cabaça, violão e chocalho. Não éramos tão habilidosos com os instrumentos, então ficávamos mais nas palmas e de vez em quando alguém arriscava um chocalho ou triângulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Dia 2: Acordamos por volta das 6:30, pois esse seria o dia mais puxado. Depois de um café da manhã bem caprichado, estávamos prontos, com as mochilas equipadas com tudo que tínhamos direito. Lanterna de cabeça, carboidrato em forma de gel, protetor solar, epipen, capa de chuva, repelente, água, clor-in, canivete, apito, etc. A caminhada do segundo dia seria um pouco mais curta, apenas 10km, comparados aos 16km do primeiro dia. Porém, era um percurso diferente, basicamente uma longa e íngrime subida para chegar ao “<em>Castelo</em>”. Depois de umas 5hrs de muito esforço e suor, atingimos o cume do <em>“castelo”</em>, batizado assim pelos locais em função da semelhança da formação de pedras e montanhas com os castelos medievais.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="size-large wp-image-1349 aligncenter" title="IMG_8477" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8477-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></p>
<p style="text-align: justify;">A vista mais uma vez nos impressionou. Lá de cima, com o vento soprando nos nossos rostos, a sensação de liberdade era inenarrável. Tínhamos toda aquela imensidão de verde ainda a explorar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8489.jpg"><img class=" wp-image-1350 aligncenter" title="IMG_8489" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8489-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de deitarmos nas pedras e apreciarmos todo aquele “visu”, hora de começar a se preparar para voltar. Não tinha atalho, a descida foi o processo inverso da subida. No final, estávamos todos extremamente desgastados, mas ainda queríamos conhecer a <em>“Cachoeira dos Funis”</em>. Já era por volta das 16hrs e ainda não tínhamos parado para comer. Precisávamos ir rápido, caso contrário, estaríamos na trilha durante a noite também. Trocamos as passadas tranquilas e calculadas por passos mais acelerados até que, quando percebemos, estávamos correndo. Parecíamos criança, correndo mata a dentro, dando gargalhadas, escorregando na terra até perder o folêgo. Em poucos minutos estávamos nadando nas geladas águas da cachoeira e comendo o sanduíche de queijo e salada que o Hare preparou. Chegamos de volta na casa de Dona Raquel logo que começou a escurecer. A janta, farta e saborosa, nos reenergizava e nos deixava prontos para dormir. Mas nessa noite conhecemos 2 americanos, pai e filha, que nos deram algumas dicas sobre o Alasca, já que ele havia passado alguns dias por lá. O ponto alto da noite ocorreu após o jantar, na “casinha da música”, onde um dos filhos de Dona Raquel, o João,  que tocava acordeon, ficou super interessado em aprender a tocar a música que o americano tocou usando apenas o teclado, afinal o gringo era pianista. O empenho de todos que estavam ali foi grande, mas o gringo foi além. Pacientemente, fez de tudo, até segurar na mão de João passando as notas do refrão. No fim da noite, João já conseguia produzir um som próximo ao da música. Porém, no dia seguinte, logo no café da manhã, o gringo pediu para que checássemos se as notas musicais que ele havia escrito numa folha de papel para dar ao João estavam corretamente traduzidas. A diferença de idiomas e de classe não foi um empecilho para que os dois “trabalhassem juntos”. Para não deixar ninguém curioso, a música era dos Beatles, Hey Jude.</p>
<p style="text-align: justify;">Dia 3: Depois do farto café na Dona Raquel, arrumamos nossas mochilas e fomos para a casa de Dona Maria, que ficava no caminho para o “C<em>achoeirão”.</em> Sabíamos que a caminhada seria a mais longa de todas, porém mais suave, afinal a maior parte do tempo dos 18km que andamos foi em planície. O Sol esboçou uma aparição, mas não foi nada duradouro. Depois de algum tempo, chegamos no “<em>Cachoeirão por cima”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8632.jpg"><img class="size-large wp-image-1353 aligncenter" title="IMG_8632" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8632-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A vista foi a mais impressionante de todas que tivemos do Vale do Pati. O cânion possuia 8 quedas d`água quando chegamos, porém em algumas épocas o número de quedas chega a mais de 20.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8627.jpg"><img class=" wp-image-1352 aligncenter" title="IMG_8627" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/07/IMG_8627-682x1024.jpg" alt="" width="296" height="445" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de apreciarmos a paisagem, fomos para um riacho de águas escuras, como quase todas as cachoeiras do Pati, com uma árvore bem no meio do rio. Depois do já tradicional lanche, o Hare nos avisou: “Bora embora que Dona Preta vai chegar logo mais”, fazendo referência à noite que se aproximava. Ao chegarmos na casa, encontramos o casal, Seu Wilson e Dona Maria, uma moça que acreditamos ser filha do casal, e um casal de suiços. Mais tarde chegaram 2 americanos que estavam sendo guiados por um suiço, que vivia na chapada há vários anos já. Conversamos um pouco durante o jantar, mas o cansaço nos fez buscar a cama mais cedo.</p>
<p style="text-align: justify;">Dia 4: Acordamos as 6:00 da manhã, tomamos café, e já era hora de voltar, pois a caminhada seria longa: 16km. Foram 4 horas de caminhada até chegar de volta ao beco, pois entramos e saímos por Guiné, ao invés de sair por Andaraí. No caminho, fomos privilegiados com a vista por completo, que havíamos perdido no primeiro dia. Chegando em Lençóis, bastante líquido para hidratar, muita roupa para lavar e inúmeras lembranças que ficarão para o resto da vida!</p>
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		<title>Chapada Diamantina (BA) – Pai Inácio Dá Boas Vindas</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jun 2012 01:24:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[4x1]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Chapada Diamantina]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 10/06/2012 à 18/06/2012 Saímos de: Bom Jesus da Lapa-BA Destino: Lençóis-BA, na Chapada Diamantina Distância: 395 km Tempo de viagem: 7 horas &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/chapada-diamantina/">Read more &#187;</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>10/06/2012 à 18/06/2012<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Bom Jesus da Lapa-BA<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Lençóis-BA, na Chapada Diamantina</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> 395 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem:</strong> 7 horas (incluindo paradas para almoço,troca de óleo, banheiro e fotos)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Saímos de Bom Jesus da Lapa-BA pela BA-160 rumo à cidade de Ibotirama-BA. Este trajeto apresenta diversos trechos de estrada em estágio precário. Após Ibotirama-BA, pegamos a BR-242 sentido Salvador-BA, que leva até a estrada que dá acesso à cidade de Lençóis-BA.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> Alcino Estalagem em Lençóis-BA e na casa dos nativos no Vale do Pati</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que comemos de diferente:</strong> Café-da-manhã da Alcino Estalagem, um evento à parte (mais infos abaixo).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: Vale do Pati. </strong>O<strong> </strong>Vale é tão impressionante que o próximo relato é só sobre ele.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: Exploração comercial das belezas naturais. </strong>Muitas das atrações do Parque Nacional da Chapada Diamantina estão localizadas em propriedades particulares e são cobradas taxas de entrada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Chapada Diamantina (BA) – Pai Inácio Dá Boas Vindas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Algumas horas de estrada após sairmos de Bom Jesus da Lapa e finalmente a avistamos. De longe, as imponentes formações rochosas cresciam na paisagem como um gigante que despertava à medida que nos aproximávamos. A Chapada Diamantina brilha os olhos à primeira vista e encanta ainda mais de perto. Com 110 km de extensão (norte-sul) e inúmeros atrativos, o Parque Nacional, que abriga esta beleza natural, é um dos maiores e mais diversificados do Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Recomendações de amigos nos levaram à simpática Lençóis-BA, cidade central na Chapada, onde há ótima infraestrutura para receber turistas. Lençóis oferece vasta oferta de campings, pousadas, restaurantes e agências de turismo, além de possuir localização privilegiada em relação às atrações do Parque. Era um lugar bem gostoso para relaxar entre uma trilha e outra.</p>
<p style="text-align: justify;">Como de praxe, chegamos em busca de um local para passar a noite com a Tanajura. Ativamos o modo negociador e rodamos a cidade. Foi quando conhecemos Caio, filho de Alcino da <a title="Estalagem Alcino" href="http://www.alcinoestalagem.com/index1.htm" target="_blank">Estalagem</a>, uma tradicional pousada na entrada de Lençóis. Ele nos recebeu muito bem e aceitou que dormíssemos no seu estacionamento e ainda utilizássemos a infraestrutura da pousada. Perfeito! A Estalagem era extremamente aconchegante, repleta de ornamentos de cerâmica feitos pelos próprios donos.</p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_88371.jpg"><img class="size-full wp-image-1333 aligncenter" title="IMG_8837" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_88371.jpg" alt="" width="453" height="302" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">E tinha tudo que precisávamos: banheiros limpos, internet e máquina de lavar roupa. Isso sem contar o café-da-manhã! Ah, o café-da-manhã! Sem dúvida, um evento à parte. Poderíamos passar horas ali (e passamos), diante da grande variedade de opções, servidas atenciosamente a todo momento na mesa.</p>
<p><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_7130.jpg"><img class="size-full wp-image-1336 aligncenter" title="IMG_7130" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_7130.jpg" alt="" width="453" height="302" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em meio à infinidade de atrativos da Chapada, decidimos procurar ajuda especializada para otimizar nossos dias na região. Por indicação do Caio, fomos direto à <a title="Fora da Trilha" href="http://www.foradatrilha.com.br/" target="_blank">Fora da Trilha</a>, agência localizada na Rua da Pedras e que oferece todo tipo de roteiro turístico na Chapada. Sábia decisão! Lá conhecemos Luhan e Aline, que foram extremamente simpáticas e solícitas conosco, mesmo com as inúmeras perguntas que não parávamos de fazer. Elas nos deram diversas opções de passeio, que fomos ajustando de acordo com o que achamos de mais interessante para fazer. No fim das contas, saímos de lá com uma programação de uma semana na Chapada Diamantina, ainda que a vontade fosse de ficar pelo menos o mês inteiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro dia de passeio, decidimos fazer o roteiro das grutas. Após o café-da-manhã, encontramos nosso guia, Harebol, na pousada. O cara era uma figura! Daquelas pessoas que temos sorte de conhecer na vida, com muita história para contar. Falaremos mais dele para frente. Seguimos em direção ao Mucugezinho, onde está o Poço do Diabo. O nome vem da época em que escravos doentes ou inválidos eram ali arremessados. As quedas d’água formam a cabeça, a língua e a garganta do diabo. Apesar de tudo, o Poço é um bom lugar para um banho de cachoeira.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_81041.jpg"><img class="size-full wp-image-1326 aligncenter" title="IMG_8104" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_81041.jpg" alt="" width="453" height="302" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O próximo destino do roteiro era Torrinhas, o paraíso do espeleólogos. A gruta abriga inúmeras estalactites e estalagmites, além de cristais. Fizemos o roteiro mais simples que custa R$15 e proporciona cerca de uma hora de caminhada pela caverna com lanternas em mãos para se contemplar as principais formações da caverna. Muito interessante para nós, já que nunca havíamos entrado assim em uma caverna!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_81601.jpg"><img class="size-full wp-image-1327 aligncenter" title="IMG_8160" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_81601.jpg" alt="" width="302" height="453" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Seguimos em direção à Pratinha, onde contemplamos a beleza da Gruta Azul (que lugar incrível) e relaxamos em um banho de lagoa. Lá também se paga R$15 para acesso às atrações.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_82051.jpg"><img class="size-full wp-image-1328 aligncenter" title="IMG_8205" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_82051.jpg" alt="" width="453" height="302" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, tudo se paga na Chapada. Para fechar o dia com chave de ouro, pôr-do-sol sob a vista do Pai Inácio! Indescritível! Sem dúvida, o ponto alto do passeio! Foto mental guardada para o resto da vida!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_82911.jpg"><img class="size-full wp-image-1330 aligncenter" title="IMG_8291" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_82911.jpg" alt="" width="453" height="302" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro dia aumentou significativamente a expectativa para os próximos dias na Chapada. Principalmente porque no dia seguinte, iríamos fazer a trilha do Vale do Pati, considerada a terceira melhor do mundo, apenas atrás do Caminho de Santiago e da Trilha Inca em Machu Pichu. São aproximadamente 60 km de caminhada em 4 dias de Vale. A experiência no Pati é tão rica que merece um post em separado, por isso não entraremos em grandes detalhes agora.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando do Pati, exaustos fisicamente, tiramos dois dias mais relax na Chapada. Em um deles, curtimos mais Lençóis. Relaxamos na pousada, caminhamos pela cidade e paramos para comer uma pizza no fim do dia na Pizza da Gente. Ouvimos dizer que era a melhor pizza da região, mas que o italiano que as preparava era um tanto quanto maluco. E descobrimos o porquê! A princípio, a pizza era realmente uma delícia, o atendimento bastante simpático, tudo estava nos conformes. Estava! Não sabemos nem como nem o porquê, mas o italiano começou a berrar com a mulher de um jeito que ficamos até constrangidos na hora. Fomos então gentilmente informados de que ele não iria fazer mais a nossa terceira pizza, pois estava “de boa” e já era tarde! Demos risada.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_87531.jpg"><img class="size-full wp-image-1331 aligncenter" title="IMG_8753" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_87531.jpg" alt="" width="302" height="453" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O que passou foi exatamente como nos descreveram, parecia parte do show. Foi um dia divertido.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte, rodamos alguns km para conhecer o Poço Azul. Uma versão ampliada da Gruta Azul, em que era permitido o banho. Os raios de sol que entravam pelas frestas da gruta iluminavam a água que brilhava em um azul bastante vivo. É difícil de descrever a beleza do lugar. Havia também o Poço Encantado, que é maior ainda, mas preferimos deixar para uma próxima oportunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A Chapada Diamantina foi o lugar em que passamos mais tempo, foi nosso lar por alguns dias. Chegou a ser difícil de nos despedirmos, mas a expedição tem que seguir. Dia novo, casa nova! E bora embora!</p>
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		<title>Bom Jesus da Lapa (BA) &#8211; Maravilha do Sertão</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jun 2012 00:34:21 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Bom Jesus da Lapa]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ficha 4&#215;1 Data: 09/06/2012 à 10/06/2012 Saímos de: Alto Paraíso-GO Destino: Bom Jesus da Lapa-BA Distância: 593 km Tempo de viagem: 9 horas (incluindo paradas &#8230; <a class="more-btn" href="http://4x1.com.br/bom-jesus/">Read more &#187;</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ficha 4&#215;1</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Data: </strong>09/06/2012 à 10/06/2012<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Saímos de:</strong> Alto Paraíso-GO<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destino:</strong> Bom Jesus da Lapa-BA</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Distância:</strong> 593 km</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tempo de viagem:</strong> 9 horas (incluindo paradas para banheiro, almoço e fotos)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Trajeto:</strong> Seguindo a recomendação de um experiente caminhoneiro da região, saímos de Alto Paraíso-GO pela estrada que segue rumo à Nova Roma-GO (90 km de estrada de terra com velocidade média de 35 km/h e 20 km de asfalto). Antes de entrar em Nova Roma-GO, pegamos um “atalho” rumo à cidade de Iaciara-GO e de lá fomos até Posse-GO, última cidade goiana antes de chegarmos à BR-020. Esta dá acesso à BR-349, já dentro da Bahia, que leva direto à Bom Jesus da Lapa-BA. Os últimos trechos impressionam pela qualidade da estrada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde dormimos:</strong> Estacionamento dos Padres, onde pudemos acampar com a Tanajura</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu cheio: Grandiosidade e beleza no Santuário do Bom Jesus da Lapa! </strong>Ele fica incrustrado em uma gruta à margem do Rio São Francisco, é indescritível a sensação de contemplar o Santuário de perto. Um tesouro brasileiro no meio do sertão baiano.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pneu murcho: Olhos abertos! </strong>Apesar de não ter acontecido nada conosco, fomos repetidamente recomendados a guardar nossas câmeras e outros pertences de valor, já que pequenos furtos ainda são bastante comuns na cidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bom Jesus da Lapa (BA) &#8211; Maravilha do Sertão</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bom Jesus da Lapa entrou por acaso em nosso roteiro, quando procurávamos uma parada para descanso entre as Chapadas dos Veadeiros e a Diamantina. Porém, à primeira vista do Santuário que a pequena cidade do sertão baiano abriga, logo nos perguntamos como este não era um destino propriamente dito da nossa viagem. Não é à toa que dizem ser uma das 7 maravilhas do Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegamos ao cair da noite na cidade e de longe já pudemos apreciar sua beleza, com uma maravilhosa vista do Santuário à margem do Rio São Francisco nos dando as boas vindas. Não pudemos esperar e fomos direto ao local. Construído em meio às grutas de um suntuoso maciço de calcário de 90 metros, o Santuário é de tirar o fôlego.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_62911.jpg"><img class=" wp-image-1263 aligncenter" title="Santuário de Bom Jesus da Lapa" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_62911-682x1024.jpg" alt="Santuário de Bom Jesus da Lapa" width="266" height="401" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O local foi descoberto em 1691 pelo português Francisco Mendonça Mar, que depois de doar seus bens e caminhar sertão adentro em penitência com a imagem do Bom Jesus, encontrou um local ideal para fixar sua cruz e dedicar o resto da vida à oração e ajuda aos mais necessitados. Desde então, a cidade se desenvolveu juntamente com o Santuário, que hoje recebe milhões de pessoas na romaria que é uma das maiores do país.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_6321.jpg"><img class="size-large wp-image-1264 aligncenter" title="Vista na frente do Santuário" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_6321-1024x682.jpg" alt="Vista na frente do Santuário" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Rodamos a cidade em busca de um lugar para descansar. Como acampar não era uma opção por lá, procuramos hotéis e pousadas. Havia vários, mas tínhamos dificuldade em encontrar um local que comportasse a Tanajura com segurança. Depois de diversas indicações, chegamos ao que chamavam de Estacionamento dos Padres, ao lado da rodoviária da cidade, onde os ônibus que traziam os romeiros costumam ficar estacionados. Era o lugar perfeito para a Tanajura ficar. E se ela iria ficar por ali mesmo, nós também iríamos! Conversamos com o pessoal que trabalhava no estacionamento e nos permitiram acampar por lá também. Passamos a noite por incríveis R$10 a diária, nada mais. Benefícios de ter a barraca automotiva conosco. Tudo bem que o forró que animava a festança na cidade não foi a melhor das coisas para o nosso sono, mas até que a noite não foi nada mal. Até um banho pudemos tomar por lá. Melhor que isso foi jantar a menos de R$5 reais por pessoa (sanduíche + cerveja), o que nos fez lembrar como nos assaltam nas cidades grandes como São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_6304.jpg"><img class="size-large wp-image-1270 aligncenter" title="IMG_6304" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_6304-1024x682.jpg" alt="" width="423" height="281" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Dia seguinte, logo de manhã, voltamos ao Santuário, onde iríamos tentar conversar com o Padre Casemiro, que vive há muito tempo na cidade e segundo o pessoal do estacionamento, poderia compartilhar uma valiosa experiência de vida conosco. Infelizmente ele estava cuidando da celebração das missas, afinal era domingo. Então, decidimos conhecer melhor o Santuário antes de partirmos à Chapada Diamantina, onde queríamos chegar antes de escurecer. Subimos a torre do Santuário para contemplar a vista da cidade e depois, um guia local nos acompanhou para uma visita às grutas. Peregrinos caminham pelas grutas em busca da “água dos milagres”, que acreditam ter atribuições divinas. Acreditando ou não, o local é realmente cercado de uma mística que encanta mesmo aos que não seguem a religião católica.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_6340.jpg"><img class=" wp-image-1266 aligncenter" title="Dentro da Gruta dos Milagres" src="http://4x1.com.br/wp-content/uploads/2012/06/IMG_6340-682x1024.jpg" alt="Dentro da Gruta dos Milagres" width="254" height="381" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Seguimos viagem. Bom Jesus da Lapa foi uma grata descoberta, daquelas que dificilmente está nos roteiros mais tradicionais. Agora estamos percebendo como viajar com liberdade de escolha nos proporciona este tipo de surpresa.</p>
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